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quinta-feira, 26 de junho de 2008

Que papel tem este Homem?

Muitas duvidas colocam-se quanto ao papel do Papa na orientação do mundo e como "representante" de Deus na terra.
Desde há muito tempo, e isso aconteceu com João Paulo II, que a figura do Papa deixou de ser apenas aquele representante de Deus na terra.
Sempre se questionou se o Papa tem um papel politico e se deveria ter essa função. Como se fosse um mediador entre as religiões e fosse um participante na construção politica do mundo.
Após João Paulo II ter visitado a Polónia, dias depois o Muro de Berlim caiu. Várias nações pedem ajuda ao Papa nas suas questões internas.
No caso de Bento XVI, é notória a sua intervenção politica. Ao alertar para o que se passa no Zimbabwe, entre outras questões.
O Papa é apenas um religioso. Que apela à harmonia e a paz no mundo. Estabelece as regras da Igreja e faz com que os seus seguidores "oiçam" e 2"sigam" os valores da Igreja. O papel politico que os Papas têm representado faz com que se intrometam em questões que é necessário "apoiar" um lado. Ora o Papa deve ser isento.
A força e a intervenção papal deve ser apenas restrito ao religioso. Nunca fazendo um papel de mediador politico nem de Juiz de conflitos.

38 comentários:

expressodalinha disse...

Mas nunca o foi. O papa sempre teve um enorme poder temporal e quando o perdeu, manteve um poder diplomático impressionante. A igreja tem uma experiência de 2milhares de anos!

Francisco Castelo Branco disse...

É isso que está errado na nossa sociedade e na Igreja.

São tempos diferentes. Claro que há uns bons anos atrás a Igreja tinha que ter um papel moderador.
Agora com a separação de poderes, é altura de deixar a politica e pensar nos seus seguidores.
Porque a Igreja está a perder fieis devido á sua excessiva intervenção politica...

Laetitia disse...

Obrigada!!;)

No meu blog apenas falo dos acontecimentos da minha vida, nada de especial! Já tu falas muito mais de acontecimentos da actualidade!

Gostei bastante!! Ao ler certos artigos, dá para nos pôr a pensar e tentar retirar as nossas próprias elações!!

Adicionei-t a minha lista de blogs!

Beijos

Cleopatra disse...

O Homem é um animal politico.
Logo o papa é um animal politico.
Assim sendo e não sendo só assim tem, a meu ver, um indiscutível papel politico do qual não se pode demitir.

Gostava era que fosse mais interveniente.
Mais eficaz.
Mais ............presente.

A igreja, os homens de Igreja , Têm mais que qualquer outro a obrigação de intervir na sociedade e no Mundo.

O mesmo se pode dizer dos Juízes.
O papel do Juiz não parece mas é eminentemente de intervenção social.
Não parece pois não?

Cleopatra disse...

AttEntion Please!!!!!


Não estou a comparar os Juizes a deuses.

Nem sequer o Papa a Deus.
Mas isto sou eu que tenho uma visão "perigosa" de Deus e dos Homens.

Francisco Castelo Branco disse...

Nao concordo que tem de intervir na sociedade e no mundo

para isso já existem os politicos


O papa ao intervir polliticamente está a desviar-se das questões da doutrina da Igreja
Que passam muito mais do que intervir politicamente

expressodalinha disse...

O Vaticano é um estado!

Francisco Castelo Branco disse...

Que tipo de Estado?

Espiritual? Religioso?

Não se tomam decisões politicas. Não se tem que governar.
Não há um territorio, povo e poder politico.
Só existe o primeiro

Manel disse...

hey hey =)**

Um blogue muito cultural sem dúvida * temas da actualidade e do mundo contemporâneo ...

vou passando ...

vou comentanto ...


obrigado :) e aparece sempre ... bem vindo *

abraço

expressodalinha disse...

É um estado bem temporal. Tomam-se decisões totalmente políticas. Aliás, a religião é uma forma de fazer política!

Francisco Castelo Branco disse...

O que acho é que o Papa tem-se abstido do seu papel de religioso para se tornar um pouco mais politico.

E com isso toma decisões. Decisões essas que são sempre discutiveis.
O que leva os fieis a "seguirem" a palavra Papal.
E esse não deve ser o papel do Papa.
Deve sim, lutar pela igualdade e principalmente pela Paz.
Se está a tomar partido de alguém penso que não está a ser isento.
O que deve acontecer num papa.

O Papa deve ser visto como aquele que segue à risca aquilo que a Igreja defende....

Isso não o isenta de ter opinião sobre A ou B.
Mas deve-o fazer de uma forma ponderada e pouco submissa

expressodalinha disse...

E o que é que a Igreja defende? Tem variado tanto ao longo dos séculos e até nas últimas décadas. Basta ver a diferença entre a abertura do Vativcano II e o reaccionarismo de João Paulo II!

Francisco Castelo Branco disse...

Está a querer dizer que não há um estilo próprio?

Que a intervenção da Igreja em questões politicas se deve á maneira de ser do próprio Papa que estiver na cadeira?

expressodalinha disse...

Há um estilo próprio e, aliás, muito teocrático, representado pela Curia Romana. De vez em quando vem um papa que tenta imprimir um estilo novo. Isto nos tempos modernos (João XXIII João Paulo II). Porque no passado (Borgias, Medissis, etc) era verdadeiramente autocrático e palaciano. É interessante fazer algumas leituras desse período para se perceber bem a distância a que está a religião do papado.

expressodalinha disse...

... Ou melhor, como o papado seaproveita da religião para se constituir como um poder supra-partes.

Francisco Castelo Branco disse...

Lá está, acho que o Papa (seja ele qual for); usa esse poder como tendo legitimidade para poder intervir politicamente nessas questões.

E isso é o que o torna menos isento e tendo os seus apoiantes menos "confiança" ou não o vendo como uma pessoa em que podem "acreditar" ou como "salvação dos seus problemas"; porque ocupa muito tempo com questões politicas que não são da sua competencia.

Não é essa a sua função

Francisco Castelo Branco disse...

quanto á questão do vaticano


e é aí que o Papa exerce a sua influencia e actua politicamente

porque no Vaticano têm as suas próprias regras

mas estou a falar da influencia externa que ele exerce
De poder influenciar por exemplo num conflito armado, até numas eleições....

Francisco Castelo Branco disse...

Acho que os novos papas são cada vez mais politicos......

Bento XVI, para mim é mais um papa politico do que religioso

expressodalinha disse...

Bento XVI emana, de facto, do mais íntimo da Curia Romana. É um político e um intelectual. O que quanto à inserção na igreja pode não ser pior. Mas nunca despertará paixões, como foi o caso de João Paulo II (para o pior e o melhor).

Francisco Castelo Branco disse...

Nisso concordo.
Até porque acho que Bento XVI é um papa de transição.
Mas isso tem tudo a ver com o que tenho dito

Joao Paulo II era um papa religioso que olhava para as questões politicas e do mundo com humanidade e religiosidade.
Falando sempre em nome de "Deus" e da religião como modo de conquistar.
Ou seja, a religião estava á frente da politica

Bento XVI é exactamente o contrário.
Acho que é um papa muito politico

expressodalinha disse...

Infelizmente era um papa reaccionário. Prefiro o inóquo Bento XVI.

Francisco Castelo Branco disse...

e a verdade é que no futuro os papas vão ser cada vez mais politicos.

É isso que faz com que as pessoas depois deixem de acreditar na religião

Ou sejam cada vez menos os seguidores

Francisco Norega disse...

Pessoalmente, nunca fui à bola com a Igreja... nem com este papa, Rat(o)zinger.
Lembro-me que enquanto estava o João Paulo II no "poder" nunca lhe liguei grande coisa (também pela idade), mas agora vejo o quão importante foi. Infelizmente morreu e foi subtituido por este conservador duma figa.
Enquanto o JPII não se imiscuia muito na politica, pondo sempre a "religião", "compreensão" e "humanidade" em primeiro lugar, este parece que está a querer voltar ao Tempo da Inquisição.
Enfim... é o mundo que temos.

araciguassu disse...

Olá! Volto a agradecer ao Francisco o comentário no meu blog e aproveito para fazer um comentário a este.

Considero muito importante haver este tipo de blogs onde se discutem abertamente tantos temas da actualidade, onde tantas pessoas participam activamente. É muito importante que todos tenham a sua opinião sobre estes assuntos, e sobretudo que a expressem, porque é uns com os outros que aprendemos!

Relativamente a este post, na minha opinião o papa não deve intervir na política, por vários motivos, sobretudo estes: as crenças e religiões são uma liberdade individual, não devem ser impostas, e quando o papa interfere nos assuntos polítcos está, a meu ver, a impor a opinião da igreja às demais pessoas; além disso, há o perigo dos fiéis da igreja católica seguirem a opinião do papa nestes assuntos, apenas porque é o papa que o diz, e por este ser o represente máximo da igreja, e com isso deixarem de pensar por si próprias.

Os meus cumprimentos a todos!

Francisco Castelo Branco disse...

Obrigado pelas palavras e concordo com o que disse

Acho que na religião se deve pautar pela liberdade individual
E o Papa ao imiscuir-se noutros assuntos, está, de certa maneira a "influenciar" ou a "tomar partido". como queiramos

Francisco Castelo Branco disse...

Francisco Norega,

Acho que este Papa de certa forma quer impor as suas convicções.
Muito ao contrário, Joao Paulo II

Francisco Norega disse...

Pois, mas não acho que isso seja positivo. Ele vale tanto como os outros.

Francisco Castelo Branco disse...

É isso que também critico.

Na minha opinião, ele "usa" o seu estatuto e o seu poder para "orientar" politicamente.
O que deixa de fazer sentido, numa pessoa que o principal objectivo é "representar" Deus.
No fundo está a tomar partido, quer seja esse o seu propósito ou não.

É por isso que nos tempos que correm, o papel do Papa deixa de ter muito significado e cada vez menos seguidores.
Além do respeito....

Francisco Castelo Branco disse...

E a Igreja tem que seguir as orientações politicas do Papa?

Não poderá ela seguir um rumo diferente?

Francisco Castelo Branco disse...

O Papa não devia estar calado sobre estas questões.
A minha preocupação é o facto de ele estar a perder a sua religiosidade.
Se é a palavra correcta.
Porque não sei definir bem a palavra.

Desde há uns tempos para cá, a figura do Papa tem sido utilizada para alcançar certas e determinadaas etapas.
Veja-se o caso de Cavaco Silva que foi a Roma pedir a intervençao do Papa na questão irlandesa e o tratado de Lisboa.

Pergunto agora: acham razoavel?

No fundo, está-se a tentar usar a religião para se alcançar um fim politico.
Que poderá o papa dizer?
Influenciar?
Mudar o sentido de voto dos irlandeses?
Não foram já eles demasiado claros?

Embora o Papa deva falar sobre estas questões que se rodeiam á nossa volta, ele não deve "intrometer-se"; "utilizando" a sua figura e o poder que tem sobre MIlhões de pessoas para tomar partido ou lançar um discurso feroz ou não, sobre determinada questão.
Seja ela qual for.

Porque aquilo que os católicos e não só, revêem no Papa é uma pessoa que "representa" Deus.
Ou os valores do catolicismo, como se quiser.

O Papa tem que ser uma figura em que milhoes de pessoas se revejam pelos seus valores e pelas mensagens que profere sobre esses mesmos valores.
Ora, isso é que conquista a harmonia e a paz

Tem-se visto ultimamente, e acentuou-se com Bento XVI que muitos politicos pedem a ajuda do papa para resolverem determinados conflitos.
Por vezes, pergunto por que razão ha-de o Papa conseguir resolver e como é que o resolve.....

Francisco Castelo Branco disse...

O que digo, é que a Igreja centra-se cada vez mais na politica e menos na religião.
Isso sim, é negativo.

O sentido do post foi criticar esta postura da Igreja.
Porque ao centrar-se mais na politica está:
Em primeiro lugar a influenciar os seus fieis
Em segundo lugar, a desviar-se da sua principal essência.

E isso tem-se vindo a acentuar com maior frequencia.
E isso sim, também é negativo


agora pergunto porque tem a Igreja de participar no referendo á Europa.....?
Que lucra com isso?

agora concordo quando dizes que a igreja deve intervir na sociedade.
Mas ela faz isso todos os dias.
E não tendo participação por ex, no referendo á europa, aborto , etc.....

Não é por aí que ela vai intervir na sociedade, porque ela já o faz diariamente.
Sempre o fez.

Francisco Castelo Branco disse...

a Igreja (seja ela qual for de que país for); tinha a capacidade de influenciar uma lei, ou de ela própria querer que o Estado aplicasse determinada lei...

Ora isso seria um pouco violar a ideia de Estado e Igreja com poderes separados

O que entendo é que o Papa e o Vaticano estão-se a transformar numa força politica a nivel mundial.
Com direito a decidir e em certas circunstâncias arrogando-se o direito de decidir mesmo.

Acham que "devem" intervir e consubstanciam esse direito.
Querem no fundo, ter um papel activo e por vezes, decisivo na construção do nosso mundo.
Politicamente, falando.
Já não há uma barreira naquilo que é o Estado e a Igreja porque cada vez os dois misturam-se
Quando o que devia aoontecer era uma separação cada vez maior.

O Vaticano e o Papa estão a conseguir esse objectivo e no futuro iremos ver cada vez mais situações a serem "resolvidas" e decididas pelo Papa.

O Papa está a tornar-se num mediador politico.
Em vez de um religioso...

Francisco Norega disse...

Pois, para essas misturas já bastam os EUA.

Francisco Norega disse...
Este comentário foi removido pelo autor.
Francisco Norega disse...

...e os israelitas.
Ah!, não, esqueçam. É a mesma coisa.

Francisco Castelo Branco disse...

é um bom ponto de vista

O papa não se tem que tornar numa potência politica
Ou o Vaticano

expressodalinha disse...

Mas é e sempre foi!

Francisco Castelo Branco disse...

Mas há quem considere que o Papa tem legitimidade para falar sobre politica.
Que pode devido ao seu estatuto interferir nas questões da sociedade

Que já não é um papa religioso mas politico

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