domingo, 30 de março de 2008

Portugal Real VI

Que futuro para os nossos jovens?

Fala-se muito da geração "Morangos com açucar". Da geração que não lê, só vê televisão. Que não fala correctamente o português, mas o calão. Que prefere os videojogos aos jogos educativos. Que "deixa andar" em vez de lutar.

As gerações têm mudado ao longo dos tempos. Desde a geração de abril, passando pela dos finais dos anos 80, principios de 90, até chegarmos á "geração rebelde".

Com o avançar das tecnologias e meios de informação, o interesse por hábitos antigos. Como ler, jogar jogos educativos, ver desenhos animados ou programas que transmitem educação e valores. Foram substituidos pela net, pelos programas violentos e nada educativos e pelos videojogos que até ensinam a matar outras pessoas.

Com este tipo de interesses é natural que a maioria dos adolescentes opte por um estilo de vida diferente. E se formem de uma maneira a que os leve a não terem objectivos. Toda esta informação é adquirida desta forma, porque o mundo globalizado assim o quis. As séries juvenis, os videojogos e a net entraram pela nossa casa "adentro", sendo um factor de consumismo.

Que futuro para esta terceira geração? haverá alguma coisa a fazer?

sábado, 29 de março de 2008

Herói ou Mártir?

Hasta Siempre Comandante - uma bela melodia dedicada a Che. Quem foi afinal Che Guevara? herói para os Cubanos ou uma pedra no sapato de Fidel?

sexta-feira, 28 de março de 2008

Fará parte da nossa cultura?

Ao Portugal de hoje, ao português dos dias que comungamos, ao aficionado que o diz ser, a todo uma cultura submersa no empirismo dos ratificadores de coordenadas ludibriantes, ego aclama, como desafiando o enclausurado alvorecer de tão lívida ignorância, à requalificação do pensamento semântico no que revele o conhecimento por adquirir não constrangido pelo inoculo já aprendido. O mundo dos toiros! A corrida de toiros à portuguesa! A cultura de “alguns” portugueses! O tema de que falo, em tudo me diz respeito. Falar de corridas de toiros, tão vulgarmente denominadas touradas, é aperfeiçoar o próprio raciocínio do modo como se é português e se entende este povo petrificado, diria mesmo, domado por uma profunda crise de identidade, incutida pela invulgar mas soberana ordem de pensamentos ditos modernos, oriundos de povos que de toiros só conhecem as suas hastes. Falar do mundo dos toiros e falar como seu sinonimo em festa é uma profunda incoerência, sendo que mais tenebroso surge quando oiço profissionais, homens deste ofício, qualificarem tão inexactamente a sua “arte”. Considero invulgarmente constrangedor! Dignifiquemos em profundo respeito o toiro bravo. Jamais conheci animal de tamanha nobreza, bravura, e de tão profunda verdade. Confesso, que nos homens pouquíssimas vezes consigo desvendar estimáveis valores. Dignifiquemos a arte de tourear! Ser-se toureiro é muito mais que montar um cavalo, sendo que muitas vezes eu próprio desconfio que de facto o saibam fazer. Tourear a cavalo é muito mais que uma sucessão de reproduções continuas imortalizadas na angustia de tão escasso conhecimento taurino. Tourear não é reflectir no toiro todo uma abnegação pelo iluminismo taurino. Acima de tudo, acertemos os ponteiros, falemos como puritanos de um pranto impuro. Qual é a essência do toureio a cavalo assim como do toureio apeado? Não encontro melhor palavra que sintetize enorme desplante: a VERDADE! Nos tempos contemporâneos, esta palavra em tudo está esquecida. Falar verdade! Que estupidez, diria mesmo, falta de esperteza. Tão sórdido me soa! É o triunfo dos espertos mentirosos. Por outro lado, em jeito de pergunta, quem vive de facto em verdade? Encontrar pureza nos sentimentos, nos sonhos ou na alma. Quem o consegue! É, de facto a verdade anda longe dos nossos planos. Eis, que numa epígrafe cultural podemos encontrar indispensável valor, sentimento ou estado de espírito. Dirão os mais pragmáticos que o toureio é feito de enganos, tais como a muleta, capote ou mesmo o cavalo cambiando ou citando ao piton contrário. A tais incrédulos, apraz-me acrescentar que a verdade não se vê, sente-se. Não façam como o mais antigo profano que julga a aparência sem ver a alma, a essência do espírito. A verdade está no toiro, na arte de tourear, na vida e na morte, na luta pela sobrevivência, no eclodir dos iluminados pela luz divina que adornam tudo o que é ermo. Falando tecnicamente, por exemplo, a muleta não é exactamente um engano como é tão comummente designada. Tourear com verdade é mandar na sorte, é dominar os tempos, as distâncias, os terrenos e a vontade, seja ela humana quando exista domínio da sorte através do domínio da sua própria vontade na relação intrínseca entre o desenvolvimento motor e a realidade envolvente, quer seja o domínio da vontade do toiro naquilo que taurinamente designamos como temple. Ora, conseguir esse domínio por meio de um engano, não é em nada aconselhável a um toureio a pé. Ninguém manda de verdade enganando. No toureio a cavalo, marcar o piton contrário ou efectuar um câmbio constituem o efeito oposto ao exigido pelos ditames do toureio, segundo os quais o toureiro deve entrar recto com o toiro, dando-lhe a máxima vantagem. O câmbio e o cite ao piton contrário retiram por completo a vantagem ao toiro, e consequentemente dão toda a vantagem ao cavalo. Compete-me como português e como aficionado erigir o meu pensamento à luz da sociedade portuguesa e taurina, que no menos ficará admirada com tanta franqueza. Portugal é uma Nação da qual comungam um punhado de bons portugueses que no passado se identificaram e na história se dividem. Voltemos a aclamar bem alto o nome de Portugal, sejamos portugueses de alma e cultura, respeitemos a nossa alma e louvemos as nossas artes taurinas.

Texto de Filipe da Veiga Malta

quarta-feira, 26 de março de 2008

China sem respeito pelo Tibete

Será que não há ninguém que consiga parar a violência no Tibete?
A China desde há muito que reclama a sua soberania sobre o Tibete. Este é um local com história, principalmente de refúgio ou culto para os monges budistas. No Tibete, vive uma figura histórica. O Dalai Lama, que é conhecido pelo seu pacifismo. Embora esteja exilado na India, não deixa de aparecer e de enviar mensagens de esperança para os seus.
O que a China está a fazer é violar a autodeterminação de um povo. A sua liberdade de se exprimir e reunir.
Todos estes actos são condenáveis. Pena é que a comunidade Internacional não faça nada. Este problema já é muito antigo.
Bem esteve a França ao ameaçar o boicote aos jogos olimpicos.
Mas isso não vai resolver.
É necessário uma posição conjunta.....
E Portugal? Não reage?
Agora nos lembramos porque o Dalai Lama não foi recebido oficialmente aquando da sua ultima visita...........

terça-feira, 25 de março de 2008

Havana , cidade perdida?

Havana será mesmo uma cidade perdida?
Com uma ditadura que dura há mais de 50 anos, o povo cubano prepara-se agora para a revolução. Não tendo meios suficientes para defrontar o regime de Fidel, os cubanos vão encarando as suas vidas com um sorriso e uma alegria enorme de viver. Tocando música na rua, dançando salsa e mostrando o seu sorriso. Fazendo ver que apesar da ditadura, Cuba está viva. As casas antigas, os Chevrolets e Cadillacs dos anos 50 são a memória viva de uma nação que não renega o seu passado. Não faltam claro, os simbolos revolucionários. Porquê apagá-los, se fizeram parte da história politica? A força dos Cubanos é tanta que no dia em que cair o regime, ninguém os pára....... Havana não é nenhuma cidade perdida e Cuba está bem viva

segunda-feira, 24 de março de 2008

Blogosfera fenomenalis II

Será que a nossa escrita revela a personalidade?
Vem a propósito do mundo blogosférico. Cada blogue é diferente. Tem a sua linha editorial. A sua "forma".
Os blogues têm a forma que os seus autores lhe dão.
Um blogue pode ser pessoal, politico, desporto, Um manifesto, ideológico.
Aquilo que escrevemos, e não só nos blogues; surge muito por aquilo que somos, em que acreditamos, com o que queremos protestar ou reinvidicar.
A nossa maneira de ser, a nossas preferências sociais e politicas estão muito vincadas na escrita. E neste caso, nos blogues.
Por tudo isto, é que os blogues assumem uma importância vital na nossa sociedade. Porque é mais uma forma de nos dar a conhecer a outras pessoas.
Será este o sucesso deste fenómeno?

sexta-feira, 21 de março de 2008

Portugal Real V

A Sedes alertou recentemente......... O nosso país pode entrar em conflito social. Para este alerta está relacionado o nosso momento. O desemprego continua a ser um dos nossos problemas, não para de aumentar e não há quem consiga inverter esta tendência. Nas ultimas semanas, a insegurança tem sido o tema central de todos os debates. Havendo poucas oportunidades de emprego, o crime tende a ser cada vez mais. Maior tendência para o crime organizado.

A desconfiança nos politicos é inexplicavelmente grande. Ou não? Perdemos a total confiança de serem os politicos a conduzir os destinos do país? Não haverá alternativas? Porquê tanta desconfiança?

As pessoas sentem-se sem esperança e com poucas possibilidades do país crescer. Tanto a nivel social, politico e económico.

Este alerta vem num momento em que a agitação abrange os três campos atrás enunciados. Terá de ser visto como uma forma de puxar para cima os portugueses. E não para desistirmos.

O conflito social abrangerá várias áreas da sociedade. E se acontecer, vai ser dificil "retomar" a normalidade.

É razão para estarmos alertas? Estamos mesmo na iminência de uma crise social?

quinta-feira, 20 de março de 2008

As nossas bandeiras

São muitas personalidades que fazem com que a bandeira portuguesa seja vista lá fora. E que o hino também seja cantado com frequência.
Normalmente, este fenómeno está associado ao desporto. Pois são eles, que após a vitória "andam" com a bandeira portuguesa às costas. E choram quando "a portuguesa" está a ser entoada....

Quem não se lembra dos Lobos no Mundial de Rugby, da nossa Vanessa Fernandes a passear a bandeira nacional. E recentemente, Naide Gomes com a sua medalha de ouro. Por alguma razão nos campeonatos de Futebol o sentimento nacionalista é evocado para que haja uma união.

Muitos dos nossos heróis lá fora, são desportistas. Mas também há politicos (Durão e Guterres como lideres de diversas organizações), que representam bem o nosso país. E que tal falar dos inumeros emigrantes que por esse mundo fora representam muito bem o ditado "em cada lugar do mundo, há um português....".

Este nosso orgulho de ser português, representando e tendo vontade de mostrar a "nossa bandeira"; é uma das nossas maiores qualidades.....

Como sentem a nossa bandeira?

quarta-feira, 19 de março de 2008

A Guerra Moderna II

A Guerra e o Terrorismo

Numa primeira abordagem haverá que assumir que ambas não são fortuitas, constroem-se sob a égide de uma presumível razão e negação dessa mesma razão, que constitui uma oposição ou tão só uma razão diferente. A guerra e o terrorismo assumem quadros mais ou menos homogéneos de disputa ou de conflito entre indivíduos, que podem actuar isoladamente, porém, a sua génese encontra princípios colectivos, que constituem um padrão generalista. Normalmente essas colectividades enformam grupos mais ou menos organizados. O Terrorismo moderno (ou islâmico) é efectuado por um grupo colectivo e indefinido de indivíduos, altamente organizado e minuciosamente consciencializado. A Guerra militar concretiza formações profundamente disciplinadas e organizadas, basta relembrar a vantagem Romana perante opositores bárbaros que não dispunham das técnicas e tácticas romanas. Sendo que a meu ver, Guerra e Terrorismo configuram estratégias políticas e militares ou pseudo militares, pois falamos de um exército indefinido, porém disciplinado e organizado. A Guerra pode assumir inúmeras dimensões e concretizações: guerras civis, entre facções ou entre tribos, guerras políticas, guerras nucleares, biológicas ou químicas, guerra-fria ou até guerra psicológica. A Guerra entre países constitui um conflito armado entre nações. O Terrorismo pode ser político (o estalinismo), pode ser urbano (Torres Gémeas), pode também ser biológico ou químico. Então afinal, qual é a grande diferença entre estas duas realidades? Será o método? Poderemos definir o método terrorista como a imposição da vontade por uso do terror e da violência física ou psicológica? Que é efectuado em épocas de paz, conflitos ou de guerras aleatoriamente e sem qualquer tipo de declaração de intenção de guerra? Serão os seus alvos os Governos, os chefes de Estado, a população desses mesmos Estados, uma classe ou uma população anónima? Será o que os distingue é o facto dos seus ataques não serem abertos? O Terrorismo moderno terá como objectivo promover um estado de insegurança que aliado ao medo e ao receio das populações permite a mudança de comportamentos por parte dos dirigentes estaduais? Como resposta muito particular e absolutamente subjectiva, diria que nenhuma destas questões, por mais que seja respondida com profundo arrebatamento e crença terá resposta para uma presumível distinção entre Guerra e Terrorismo. Não será o terrorismo uma nova forma de Guerra com características especificas? O cenário de Guerra já não é definido á escala entre países, mas sim à escala global. É permanente, não necessita de declaração de guerra pois ela já está declarada. A escolha dos seus alvos é profundamente objectivada, não é aleatória e muito menos passional. Poder-se-á colocar a questão quanto à morte dos inocentes. Mas, no fundo não seremos todos inocentes? Ou não seremos todos guerreiros? Quem comanda os nossos destinos? Estarão os ocidentais acomodados a um apaziguamento falsificado por uma aparente tranquilidade? Não será o conceito de Terrorismo um modo de desqualificar os opositores retirando-lhes a legitimidade e crucificando-os numa entoação de cânticos populares? Não será um método politicamente “democrático” de memorizar a “razão” (de cada um), ou seja, a sua causa? Comecei com interrogações e concluo com interrogações. Confesso, as minhas dúvidas são demasiadas para poder firmar uma opinião mais exacta do contexto político mundial? Poderão ajudar-me a responder às minhas inquietações (que no fundo são muito mais do que minhas)? Este é o meu repto. Não esqueçam o passado pois ele está presente.

texto de Filipe da Veiga Malta

segunda-feira, 17 de março de 2008

I Debate "Olhar Direito" em Abril

Preferem esta....
Por esta Francisco Castelo Branco - Dia 3 de Abril
Ou esta.....
Pela Monarquia Filipe da Veiga Malta - Dia 1 de Abril
É uma primeira tentativa para talvez "voôs mais altos"......
Depois das duas partes, haverá um terceiro post sobre as conclusões.
Escrito por uma pessoa diferente daquelas que publicaram os artigos.

sábado, 15 de março de 2008

Haka

Se aparecessem estes senhores á vossa frente, o que fariam?

sexta-feira, 14 de março de 2008

Meio ano a "Olhar Direito" e Uma Pausa

Meio ano depois de ter nascido o "Olhar Direito", é tempo de balanços .....

Fizemos 161 artigos até à data. Muitas discussões, debates, trocas de ideias e diversas opiniões. Muito foi dito aqui neste espaço. Para isso contribuiram todas as pessoas que aqui querem deixar a sua opinião. Por tudo isso, considero que o "Olhar Direito" é essencialmente de todos os que participam neste espaço.....

Considero que o trabalho que se está fazer aqui é um trabalho de equipa. Por tudo isto, o trabalho é positivo.

Desde as rubricas "Olhar de fora"; "Figuras do Nosso tempo"; "Olhar a Imagem"; "Cine Direito"; até às Sondagens, só existem devido á participação de todos.

Como o tempo não pára depois das férias irei lançar algumas novidades. Como por exemplo, o debate blogosférico e a entrada de novos contribuidores.

Uma Pausa

Depois deste meio ano muito trabalhoso mas bastante enriquecedor. E depois de cumpridas as obrigações académicas (para já); o autor deste espaço irá para umas merecidas férias. Será de 17 a 25 de Março

Não obstante, irei publicar quatro artigos para que se mantenham "entretidos" e "ligados" ao Olhar Direito........ Até para criar uma discussão mais demorada, irei lançar quatro temas.

Depois disso o trabalho de equipa irá continuar certamente. Com novidades à mistura

Um Obrigado, Boas férias e até dia 25.

quinta-feira, 13 de março de 2008

A guerra Moderna I

A guerra moderna

A vida na sua imensidão é muito mais que este momento, promete muito mais que o dia de amanhã, permite o futuro e aclama o passado, admite uma infinidade de figuras de estilo onde paradoxos, antíteses, metáforas, etc. são antónimos e sinónimos duma mesma realidade, a vida humana. Um dia escrevi uma espécie de ditame que deve ser aplicado a este contexto: “O passado escreve o presente e propõe o futuro”. O homem de hoje já foi Ramsés II no antigo Egipto, já louvou ao deus Kukulcán, enfrentou o huno Atila, já testemunhou a salvação Divina na palavra de Jesus, exultou as conquistas do Reno por Adriano, presenciou a hegemonia de Abderramão I e o domínio al-Andalus, segurou na espada de D. Afonso I de Portugal, foi medieval, soltou as velas da caravela de Vasco da Gama, combateu os Filipes, até foi Marquês, escreveu como que testemunhando a humanidade, foi Clássico, Romântico e até Poético, foi Camões, Camilo e Pessoa, foi nacionalista e patriota, enfrentou a gélida guerra, participou na profana democracia, admirou o mundo futurista, renegou o provincianismo. Em boa realidade, o passado é o diário das nossas vidas. O contra-senso humano é de tal modo vincado que, por incrível que pareça, as fases de maior desenvolvimento da humanidade se verificam em períodos de guerra. Talvez não seja tão inesperado como tudo isso. Uma conclusão filosófica ir-nos-á aproximar da resposta. O Homem e a manutenção da espécie: a adversidade, o confronto e a luta pela sobrevivência são factores determinantes que geram índices elevadíssimos de motivação, vector primordial do desenvolvimento. Libertar o Homem dos seus padrões societários e permitir-lhe uma relação directa com o seu instinto é contemplar o espírito evolutista e progressista. Em períodos de guerra, todos os padrões implementados conduzem ao critério individual do ser, tradução filosófica do empirismo humano na rectificação regular das suas motivações. Os ciclos de poderes aliados ao confronto duma guerra são alimentados pelo instinto de sobrevivência, que deverá ser considerado o motor do desenvolvimento intrínseco e extrínseco do humanismo societário. O mundo contemporâneo, testemunha um novo formato de guerra: a Guerra Moderna.

De que guerra falamos? O Terrorismo Islâmico ou Guerra Islâmica? Esta questão leva-nos a uma imensidão de outras questões: Razão de ser? Será histórica, politica e/ou especulativa? Representará tão só (e muito) o esboço fiel da humanidade contemporânea em razão directa com a demagogia democrática? O que é terrorismo e o que o distingue duma guerra? Será que os poderes vigentes têm uma resposta verdadeira para todas estas questões? Estarão os nossos meios de comunicação a falar a verdade ou a mentira verdadeira? Quem de nós deverá responder a estas questões?

Texto de Filipe da Veiga Malta

quarta-feira, 12 de março de 2008

Movimentos civicos ou politicos?

Primeiro foi o MMS(Movimento Mérito e Sociedade); agora nasceu o MEP(Movimento Esperança Portugal). Querem ambos candidatar-se ás eleições mas não querem fazer oposição. Nem querem fazer politica, apenas querem "abrir o diálogo". Então para que servem estes movimentos?

Não estarão estes movimentos disfarçados sob a capa de partidos politicos?

Criar grupos de reflexão, organizar debates para discutir o Estado do país. Lançar a discussão e chegar a um consenso. Para encontrar alternativas e caminhos positivos. Tudo isto é muito saudavel, numa democracia como a nossa. Constituidos por personalidades de diversas áreas e também por politicos activos dentro dos partidos.

Paula Teixeira da Cruz, Manuel Alegre e a ala liberal do CDS-PP, são os novos rostos do descontentamento dentro dos seus partidos. Organizaram movimentos para "discutirem" o partido e o país. Querem um maior diálogo, fora do partido. Quererão algo mais?

Qual a verdadeira natureza destes movimentos? E os seus fins? Quais os meios utilizados? Serão apenas movimentos cívicos ou haverá algo politico?

Acreditam na mudança com estes movimentos? Ou é mais do mesmo?

terça-feira, 11 de março de 2008

11 Março, 4 anos depois

Foi hà quatro anos que a nossa vizinha Espanha acordou com o terrorismo.

Nos comboios da morte morreram 191 pessoas

Quatro anos depois, o que mudou? Em Espanha e no Mundo?

E a luta contra o terrorismo teve efeitos positivos?

segunda-feira, 10 de março de 2008

Mate-se na Arena?

Corridas de Toiros de Portugal e de Espanha

A História dos dois países tem muitos pontos em comum e por esse facto tem muitos costumes e tradições semelhantes. Acontecimentos e limitações episódicas, deram origem a evoluções diferentes nos dois países em muitos dessas tradições que tiveram a mesma origem. Assim aconteceu com as Corridas de Toiros. Houve acontecimentos e episódios que estão perfeitamente identificados e que deram origem a duas formas distintas de realizar as Corridas de Toiros. Em Portugal privilegiando o toureio equestre, desaparecendo a morte do toiro em praça a partir do século XVIII, e com esse facto originando o aparecimento dos Forcados, que é uma exclusividade nacional. Em Espanha onde estes espectáculos se popularizaram mais cedo, privilegiando o toureio a pé e a morte do toiro em praça.

É evidente que a Corrida à Espanhola é mais genuína como manifestação cultural, porquanto está mais próxima da motivação original, que era em terreno fechado o Homem enfrentar a «fera» mais temida e também mais respeitada, numa luta de morte. Digamos que a razão de ser de base dos espectáculos tauromáquicos era a de recriar em campo fechado e tornar públicos, os factos terríveis que se passavam quando alguns tentavam caçar toiros no seu “habitat” natural. Mas também é verdade que a evolução da Arte Equestre, através da motivação tauromáquica, atingiu em Portugal um nível de expressão muito superior ao espanhol. Ainda devemos valorizar que a introdução das pegas, vieram transmitir à corrida portuguesa a particularidade da existência dos Forcados, que introduzem no espectáculo, uma característica única, a que poderemos chamar de “galhardia nacional “.

Porém, apesar desta particularidade, todos os que frequentam simultaneamente as praças espanholas e as portuguesas, reconhecem que a corrida de toiros no país vizinho é mais séria, implica mais riscos, é mais emocionante e tem maior valor artístico. Será que enfrentar um toiro a pé não é um acto de auto domínio mais delicado do que fazê-lo a cavalo ? Será que fazê-lo com um toiro de hastes limpas sem ser embolado não é uma acto de coragem superior? Será que aqueles que o conseguem fazer com suavidade, graciosidade produzindo momentos de beleza estética incríveis, não são seres humanos de excepção ?

E quanto ao toiro …será que ir ferido de morte para um matadouro é mais digno do que morrer em praça ? Não merece esta luta, que implica sempre o risco da vida para o homem, que a morte do toiro seja publica? Não será essa a verdadeira e única forma de reconhecimento para com a nobreza do animal ?

texto de José Andrade, autor do blogue www.toirosefaenas.blogspot.com

sábado, 8 de março de 2008

Parlamento aberto aos Independentes.....

O debate já esta em discussão.Ganhou relevo com o recente nascimento de novos movimentos que se constituiram para concorrerem ao Parlamento. A criacao do MMS e do MEP, está relacionado com a falta de oportunidades que os ditos "independentes" têm em concorrerem ao Parlamento sem estarem integrados num partido politico. Daí que estes movimentos possam integrar pessoas ditas "anónimas" e da "sociedade civil". Que querem fazer politica e ajudar a resolver os problemas do país nao estando na máquina partidaria. Há espaco para estes independentes que querem participar na vida nacional mas sem se dedicarem uma vida inteira a um partido politico. O nascimento destes movimentos, é no fundo, muito positivo. Vai abrir mentalidades e oportunidades a quem até aqui nao tinha essa visibilidade. Serão os cidadaos comuns capazes de fazer melhor que os actuais politicos? Um independente tem a capacidade de decidir por si, sem estar dependente de opcoes partidarias ou de bancadas, por vezes mal dirigidas. Não estamos condenados a olhar para o Parlamento como uma "casa fechada". Sem oportunidades para os demais. O nascimento destes Movimentos Civicos é uma prova disso mesmo. Há que "abrir" as portas do hemiciclo a outras figuras que podem fazer muito mais do que um partido só. Estes movimentos vieram trazer uma nova esperanca?

sexta-feira, 7 de março de 2008

Nova Sondagem - 5 maravilhas da capital

Vai iniciar-se uma nova sondagem aqui neste espaço.....
Tem a ver com cinco maravilhas que embelezam a nossa capital Lisboa.......

Em jogo estão:

  • Mosteiro dos Jerónimos
  • Praça de Toiros do Campo Pequeno
  • Ponte Vasco da Gama
  • Padrão dos Descobrimentos
  • Sé de Lisboa

A votação decorrerá durante um ano.

Será feita ao longo do ano uma exposição sobre cada um destes magnificos monumentos....

Espero que gostem e participem............

Obrigado

Desafio Eleições Norte-Americanas

Estas são alguns dos resultados do site http://www.electoralcompass.com/ Este site faz uma comparação das opiniões das pessoas com as propostas dos candidatos á Casa Branca....... No meu caso, o candidato que está mais na minha ideologia é Hillary Clinton.... O que quer dizer que a minha intuição política está no caminho certo....

Façam este jogo e depois partilhem os resultados neste espaço.....

quinta-feira, 6 de março de 2008

Portugal Real IV

Seremos um país de invejosos?

Muito se tem dito sobre o mal com que os portugueses convivem com o sucesso alheio. Independentemente de termos sucesso ou não, o que acontece com o “vizinho” é mais importante. Se ele tem sucesso, é porque conseguiu de forma pouco honesta. Se não obteve sucesso, tem poucas capacidades. Inferiores às nossas e portanto nunca irá atingir um patamar igual ao nosso. Se o vizinho obteve sucesso, não aceitamos isso e desejamos arduamente para que ele rapidamente volte ao que era. Em vez de olharmos para o que ele conquistou e o seguirmos como modelo…… Porque convivemos mal com o sucesso alheio? Em vez de tentarmos também alcançar o mesmo?

As oportunidades são cada vez menos, e o sucesso de um implica necessariamente o insucesso de outro. Não conseguimos conviver com o sucesso alheio, porque isso retira-nos espaço e atenção. A sociedade portuguesa vive muito daquilo que os outros fazem e não do que somos capazes de alcançar. E isso leva, inevitavelmente a uma sociedade invejosa. Daí a dificuldade de por vezes, ser complicado trabalhar em equipa.

É este o país real ou tudo isto é utópico?

quarta-feira, 5 de março de 2008

Bono Vox - Cantor e politico

Quem é Bono Vox?
O vocalista da famosa banda U2, ou um activista que se dedica às causas do ambiente e da fome?
Ou será os dois?
Não haja duvida que a banda de que é vocalista é uma das mais famosas em todo o mundo. Pelas suas musicas, os seus concertos, os efeitos especiais que produz. E também pelos clips que faz.
Muito por culpa de Bono. Curioso é verificar que a maior parte das suas musicas estão relacionadas com a guerra do vietname, causas ambientais e humanisticas. O famoso "Sunday bloody sunday" é uma critica à intervenção no Vietname. Porque não fizeram uma contra a guerra no Iraque?
Percorrendo o mundo em digressões, o Bono e os U2 conseguem conquistar milhões de pessoas com as suas musicas.
Por detrás do vocalista, está um activista. Preocupado com a fome em África e o ambiente, é como se fosse um ícone musical com fins humanitários. Daí que Bono seja mais do que um simples vocalista.
Foi por estas suas acções humanitárias que aquando do seu ultimo concerto em Portugal, Bono Vox foi recebido por Jorge Sampaio e posteriormente condecorado.
É justa esta distinção?

terça-feira, 4 de março de 2008

Texas e Ohio- Batalha final?

Ficará o candidato democrata definido nestas primárias? Com uma ligeira vantagem, Barack Obama está a mostrar ao mundo que poderá ser o próximo Presidente Norte-Americano. E a conseguir, será uma verdadeira surpresa. E uma novidade. Para os EUA e para o Mundo. Para isso , terá que conseguir vencer Hillary hoje no Texas, Ohio, Vermont. Mas os dois primeiros Estados são decisivos….. Elegem uma maioria dos delegados e podem determinar o “possível” vencedor democrata. Obama tem estado em alta. Desde a Super Terça Feira que tem acumulado vitórias. Foram 10 consecutivas. Conseguiu altos níveis de popularidade e mais do que isso, a sua mensagem “Yes, We Can” está a passar pelo mundo inteiro. Quanto a Hillary, tem hoje o seu teste decisivo. Ou ganha, ou dá por encerrada esta sua aventura. Após um inicio bastante prometedor, a ex-primeira dama tem visto o seu espaço de manobra reduzido. Com ataques despropositados ao seu adversário tem perdido pontos importantes. No lado Republicano, Mccain concorre sozinho, já que tem praticamente garantida a sua eleição. A eleição democrática servirá agora para escolher o candidato que tem condições de derrotar John Mccain. Ficará hoje definido o candidato democrata? Hillary ou Obama? E algum deles vencerá John Mccain?

segunda-feira, 3 de março de 2008

Bastonário ou politico?

PORQUE NON TE CALLAS?! AI BALHA-ME DEUS! O Dr. Marinho Pinto não tem mais que fazer? Será por causa dos seus incidentes durante a adolescência, da história do furto de uma camisa, de não sei que mais e que mais que dizem que se diz... que o senhor não vê os Magistrados, ou o Terceiro Poder com bons olhos? Ou será porque isso o torna popular?! Então agora quer que os Magistrados declarem os rendimentos e exige transparência? OH Dr. Marinho, consulte o meu boletim de vencimento. Quer mais transparência? Quer mais transparência que a retenção na fonte que me fazem todos os meses? Ou quer saber o que me foi deixado em testamento, herança , doação...Olhe mas que coisa! Quer que eu faça um registo de interesses e património? Ai quer? Olhe, tenho interesse em cinema, teatro, livros bem escritos e gente inteligente. Tenho interesse em que não me "chateiem" e me deixem ter os processos em dia ou seja: Deixem-me trabalhar! E, em si, não tenho interesse nenhum. E começo a não ter paciência para os seus despropósitos. Se quiser, até pode pedir uma cópia dos meus rendimentos Sr. Bastonário! Até lha ofereço. Ora esta! Não tem mais nada que fazer? Ora! Porque non te callas??

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ACCB ACRESCENTO AQUI PORQUE VALE ( MUITO) A PENA LER : (...)" mas já agora obrigá-los a aceitar algumas das outras «agruras» que os demais titulares de órgãos de soberania vêm guardando apenas para si, como por exemplo: passaporte diplomático, despesas de representação, subsídio para viagens, carro e motorista de serviço e subsídio de reintegração. O que achará o senhor bastonário disto? "

Texto de ACCB -> artigo cedido gentilmente pela fabulosa autora do blogue http://www.cleopatramoon.blogspot.com/

domingo, 2 de março de 2008

Qual o verdadeiro poder de um boato?

Que poder tem um boato?

Nas nossas vidas, na politica, no desporto, na sociedade em geral..... Quem não se lembra do boato sobre o alegado caso entre o jogador do Benfica Calado e o cantor Melão? Meses depois o jogador foi jogar para Espanha.... E no processo Casa Pia? Boatos não faltaram.... Tirando estes, um boato pode destruir uma carreira, uma vida, ou mesmo uma relação. Não há maneira de os controlar. É a velha história de "quem conta um conto, acrescenta um ponto". Mas porque razão é que existem? É para nos fazer sentir mal com nós próprios ou para ter uma imagem destrutiva na pessoa. É negligênciável ou propositado? Na maior parte das vezes, o boato tem um alcance propositado, com o intuito de "prejudicar" a pessoa visada. Só que na maior parte das vezes, os boatos nem sequer têm um fundo de verdade. São "estórias" para entreter..... Mas pode um boato fazer com que mude a vida a uma pessoa? É claro que sim, depende da magnitude e alcance do mesmo. E se vai parar a sítios inimagináveis. Ou a lugares onde nunca se poderia saber. Nos dias de hoje, com um sem número de meios de comunicação, um boato pode ser fatal e se espalhar com muita rapidez .

O boato já vos afectou?

sábado, 1 de março de 2008

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