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quinta-feira, 30 de abril de 2009

Os novos desafios da UE: Entre a Solidariedade e o Reerguer da Cortina de Ferro

Enquanto promotor de debates, seja no meu blogue, seja no Eleições 2009 que ajudei a criar no Público, seja nos agregadores de Política e Economia que coordeno, não posso deixar de louvar esta excelente iniciativa do Francisco Castelo-Branco. É meritório e louvável que, num tempo de soundbytes, alguém se preocupe em reunir contributos mais reflectidos sobre um tema como a Europa. Os meus parabéns.

Dito isto, eu estruturaria a reflexão em torno de três vectores: a importância real da União Europeia; os desafios enormes que ela enfrenta neste momento; a minha proposta de reforma de algumas instituições comunitárias.

É preciso antes de mais reconhecer, economicismos à parte – frase estranha dita por um economista! – que é a UE e a própria UEM surgem como um projecto político. Não pretendo com isto advogar ideias federalistas, ou projectos que compreendam maior transferência de poder dos Estados-Membros para Estrasburgo ou Bruxelas. Pretendo constatar simplesmente uma realidade histórica, bem materializada no processo de criação do Euro. Sabemos bem que a adesão à moeda única estava condicionada pelo respeito, na data de verificação das condições, pelo cumprimento dos famosos critérios de adesão enunciados no Tratado de Maastricht. Pois bem, chegada essa data, a verdade é que um conjunto amplo de candidatos falhava o critério respeitante ao limite máximo da dívida pública no PIB. Eram os casos flagrantes da Itália e da Bélgica, por exemplo. No entanto, um tal critério, consagrado legalmente, foi relaxado em favor de uma interpretação mais permissiva, que acabou por autorizar a constituição de uma Eurolândia a 11 países.

Quando procuramos hoje entender o que motivou essa possibilidade, não falta quem advogue o peso institucional de alguns desses países. E é bem verdade que a exclusão da Bélgica seria inconcebível num cenário de entrada da Holanda e do Luxemburgo, dado o regime cambial que vigorava entre os 3. Há contudo uma razão política mais forte, que se prende com o que ex-Secretário de Estado Henry Kissinger chamou de pulverização de um continente em Estados com interesses divergentes. Há mais de 30 anos, Kissinger deixou a célebre questão “Whom should I call when I want to talk to Europe”. Implícita estava a sua consideração de que as potências europeias tinham interesses divergentes e muitas vezes inconciliáveis. A Inglaterra sempre teve uma relação privilegiada com a Bélgica. A Alemanha tem um interesse particular nos Balcãs e na Pérsia. Ainda hoje, a propósito da nuclearização do Irão se nota uma atitude mais contemporizadora de Berlim e mais agressiva e crítica de Paris e de Londres. Para Kissinger, estas divergências presidiam à inevitabilidade dos conflitos armados entre as grandes potências europeias, de que o século XX é um triste e sangrento exemplo.

A moeda única significava antes de mais um compromisso político entre os países que a integravam. Não é simples, na vigência do Euro, que algum Estado da UEM entre em confronto com outro, numa circunstância em que os laços entre ambos se solidificaram com a livre circulação de cidadãos e mercadorias, e com a livre circulação de um mesma moeda. O objectivo económico do Euro podia ter sido conseguido com um regime de câmbios estritamente fixo. Mas uma moeda única dificulta a reversibilidade dessa opção, e torna improvável que um estado se vá penalizar economicamente a si próprio ao despoletar um conflito armado que enfraquece a sua moeda.

Esta percepção da fragilidade política do espaço europeu levou à tomada de decisões económicas que poderiam de outra forma carecer de razoabilidade. O alargamento da União Europeia a Leste é outro exemplo da sua instrumentalização política no intuito de propiciar o surgimento de sociedades democráticas estáveis nos países do antigo bloco soviético.

Este projecto político é, no entanto, incompatível coma falta de solidariedade europeia: o grande desafio dos tempos que correm. Num momento em que vivemos uma crise económica praticamente sem precedentes, a Europa sente-a com particular aspereza. Na Espanha, na Irlanda, na Itália, na Alemanha, mas sobretudo nos novos países de leste da UE. Tanto a Hungria, como a Letónia estão já sob intervenção do Fundo Monetário Internacional. Previsivelmente, a República Checa e a Polónia seguirão idêntico caminho. Não são as causas da crise que me interessa aqui dissecar, mas antes o facto de até ao final de Abril de 2009, a UE não ter sido sensível aos apelos que chegam de alguns desses países no sentido do auxílio financeiro e da facilitação da entrada no Euro. A República da Irlanda sente a mesma falta de solidariedade germânica, bem como a Europa Mediterrânica.

Na essência, o que estaria aqui em causa era a possibilidade de a União como um todo se endividar para ajudar esses países. A diferença é que é muito mais complexo a cada um deles conseguir endividamento sem a imposição de condições macroeconómicas que agravam a crise social, ou sem suportar juros muito elevados, dado o risco que representam. Se fosse a UE como um todo a endividar-se, seria de esperar que a credibilidade financeira da Alemanha e da Holanda permitisse juros mais baixos do que a Irlanda pode por si conseguir. O custo para alemães e holandeses era suportarem juros um pouco maiores do que estão habituados.

Em síntese, o autismo germânico a esta situação representa um risco real sobre 50 anos de construção europeia. Compreende-se a preocupação de Angela Merkel que tem umas eleições para ganhar no Outono. E não quer onerar os contribuintes germânicos. Mas a instabilidade social, sobretudo em democracias pouco maduras no leste leva a que o verdadeiro risco, como tem apontado a imprensa internacional seja o reerguer de uma cortina de ferro, separando o Leste do Ocidente. E no coração do próprio Ocidente, o risco de incumprimento de um país como a Espanha coloca a pressão sobre o Euro, que não sobreviverá nos moldes actuais se a UEM se desintegrar. Porque é essencialmente o Banco Central Europeu que constitui o maior entrave a uma política monetária que permitisse aliviar as tensões que resultam numa taxa de desemprego que em Espanha toca os 20%.

A solidariedade pan-europeia ou o reerguer da cortina de ferro e a eventual saída de alguns Estados do Euro, são o desafio político da Europa em 2009. E a resposta ditará muito do que serão as próximas décadas e a profecia de Kissinger.

Carlos Santos (http://ovalordasideias.blogspot.com)

Professor de Economia na Universidade Católica Portuguesa

quarta-feira, 29 de abril de 2009

Como se comportam os jovens holandeses II

Porém, nem tudo é perfeito neste meu país de eleição, especialmente no que toca às saídas nocturnas. Primeiramente porque a hora de jantar é entre as 18/18.30 e as pessoas estão prontas muito cedo os bares enchem logo também cedíssimo… De modo que quando eu lá chego, como boa portuguesa que sou, nunca arranjo lugar! As discotecas abrem cedo e fecham cedo (é rara a discoteca que fecha depois das 4h da manhã) e o género de música que se ouve na Holanda não pode ser definido linearmente. É muito, muito diferente de Portugal, especialmente do que estou habituada… Passam-se 80’s, músicas muito MTV, por vezes Drum N Bass e muito raramente BOM house, como estamos habituados a ouvir em Lisboa… Mas o que desgosto mais ainda é o facto de aqui toda a gente sair com a mesma roupa com que foi à escola ou algo do género… O outfit normal consiste nos ténis All Star, calças de ganga e uma t-shirt… Sinto falta do glamour das noites de Lisboa e é essa uma das coisas que trás mais saudade. Por norma quando saio sou sempre uma das pessoas mais bem vestidas e por vezes deslocada no que toca à dita roupa. Mas como somos educados assim e estabelecemos certos padrões connosco mesmo, do sítio de onde vimos, eu decide não mudar e não me adaptar. Acho que por nos tentarmos vestir bem ou o melhor possível não devemos também ficar com a sensação do “I don’t fit here”! Oh well, so far so good :)

Na Holanda não sei se se bebe mais ou não, mas como a maioria dos jovens deixa a casa dos pais aos 18 anos e vêm morar sozinhos para cidades estudantis (há vários graus de ensino, pelo que não necessariamente a faculdade) a tendência para abusar tende a ser maior. Cada vez vejo gente mais nova a sair por aqui! Por outro lado não há o hábito dos jovens holandeses beberem as ditas “bebidas brancas”: cerveja e vinho constituem cerca de 95% do consumo numa discoteca ou bar holandês. Não esqueçamos que estamos num país que produz cerveja em larga escala, “encurralado” entre a Bélgica e a Alemanha, que produzem mais do mesmo. Não sei se será essa a razão ou não, até porque as bebidas brancas aqui são bastante mais baratas em Portugal.

Ainda não consegui ainda chegar à conclusão se os jovens aqui são mais easy going que os Portugueses no que toca ao “sexo, drogas e rock n roll”. Tenho tendência para dizer que sim, que há menos promiscuidade e mais consumo de drogas, mas é essa a ideia que eu fico sem grandes dados concretos. Como disse, e repito, acho que tem muito a ver com o facto de a maioria das pessoas começar a morar sozinha, nomeadamente em casas de estudantes, desde muito cedo… Embora ache que isso seja fundamental e tenha impacto social em geral tendo também a achar que pode ser uma fonte de problemas por estes jovens abraçarem a liberdade cedo de mais. Mas uma coisa é certa, a maioria deles atinge uma certa maturidade muito mais cedo que os portugueses em geral.

E pronto, espero ter deixado uma ideia geral de mais um aspecto deste país, que cada vez me é mais querido!

Volto em breve com um novo tema!

Cumprimentos,

Raquel Vilão

terça-feira, 28 de abril de 2009

Abril: o mês do Caos

A sabedoria popular sempre pregou que o mês de Agosto era o mês do desgosto e do caos, mas pelo o que vejo, talvez por influência do aquecimento global, o caos se adiantou uns meses.

Este mês de abril não está sendo fácil, principalmente no Brasil.

Começamos o mês com o estouro de mais um escândalo no Congresso, até ai nenhuma novidade, pois escândalo no Congresso Nacional Brasileiro é tão comum quanto escovar os dentes assim que se acorda.

Tendo em vista que o Brasil é um país de dimensões continentais, o Congresso nacional disponibiliza passagens aéreas para que os parlamentares possam se deslocar de seus Estados de origem para Brasília. Ocorre que tais passagens estavam sendo utilizadas indiscriminadamente, com políticos patrocinando passeio com a família da namorada e ida de artistas a festas com o dinheiro do povo. Clique aqui para ler mais sobre os escândalos das passagens aereas.

E no meio dessa confusão, chega o FMI e diz que o Brasil enfrentará recessão este ano. Antes havia só a previsão de que teríamos crescimento zero. Clique aqui para ler mais sobre isso.

Logo em seguida, temos um evento que, sinceramente, não sei se é para rir ou para chorar, dois Ministros do STF batem boca em plena sessão do Tribunal. Essa eu não vou contar para vocês, eu boto aqui o vídeo para que vejam com os próprios olhos:


Já viram algo semelhante em seus países? Só digo uma coisa, no “telecatch” entre Gilmar Mendes (presidente do STF, diga-se de passagem) e Joaquim Barbosa, sou mais Joaquim Barbosa.


Depois, é divulgado um estudo da Agencia de Direitos Fundamentais da União Européia onde se revela que 44% dos brasileiros que vivem legalmente em Portugal já sofreram algum tipo de discriminação. Não que isso seja novidade para mim, porque eu própria fui tratada de forma áspera por funcionários da alfândega portuguesa quando fazia apenas uma escala em Lisboa para ir a Londres, inclusive chegaram ao cumulo de me perguntar se eu sabia falar português. O que eu não sabia é que os números da discriminação eram tão altos. Clique aqui para ler esta notícia.


E quando eu achava que nada mais de ruim podia acontecer aparece a gripe suína no México, que por sinal já li por aí que não foi causada pelos porcos, mas sim por Donald Rumsfeld. Clique aqui para ver mais.


Ocorre que já há 12 pessoas em observação aqui no país, com suspeita da gripe e, levando em consideração a agilidade e competência do governo brasileiro para tratar de saúde e segurança, vai ser uma desgraça se isso chega aqui. Aqui o link.


E por fim, minha avó foi para a academia e estacionou seu carro na frente do prédio. Simplesmente do nada, abriu-se a maior tempestade, começou uma enxurrada e as àguas levaram o carro dela. Obviamente que esta notícia não foi postada na internet.


Portanto, abril, por favor, acaba logo! Larissa Bona

segunda-feira, 27 de abril de 2009

Quem vai vencer as eleições europeias?

Quem vai vencer as eleições europeias?

Paulo Rangel ( PSD)

Vital Moreira (PS)

Nuno Melo (CDS-PP)

Ilda Figueiredo (CDU)

Miguel Portas ( BE)

Laurinda Alves (MEP) - www.mep.pt/europa/

A votação decorre até dia 6 de Junho....

Casos de Sucesso britânicos V

No meio da crise, em terras de Sua Majestade existem casos de sucesso. Vou falar-vos de dois. Um comercial e o outro televisivo.....

O comercial é a cadeia de Supermercados Tesco. Ainda não existe em Portugal mas acredito que não demorará muito a chegar ás nossas terras. Muito por culpa da sua disponibilidade em estar 24h abertos. Imaginem as pessoas que vão sair á noite, sobretudo os mais jovens, e lhes apetece uma coca-cola? Ou mesmo uma cerveja? E uma sanduiche para matar a fome? Pois é, o facto de estar 24 h aberto é uma vantagem. Porque não temos de estar preocupados com horários. "Vamos daqui a bocado ao Tesco buscar qualquer coisa....". Mas não só. Esta cadeia tem serviços para banqueiros, electrodomésticos, lojas de desporto, enfim uma verdadeira empresa personalizada e standardizada.

E porque razão falo eu do Tesco? Não só pelo seu conceito 24h aberto e variedade de serviços mas porque em ano de crise, esta empresa conseguiu uma facturação de 1 Bilião de Libras. Notavel e fantástico. Isto porque, as pessoas deixaram de ir ao restaurante e passaram a comer em casa. São os efeitos da crise. Também optaram por comer no lar em vez de sair fora?. É um bom exemplo de como gerir uma empresa, de oferecer multiplos serviços. É bem possivel que muitas empresas em Portugal tenham de apostar em vários mercados. Para sobreviver......

Outro caso de sucesso em Inglaterra é televisivo. Não é um reality Show, que por cá são uma constante. O mesmo que em Portugal se refere ás telenovelas. Mas sobre os reality Show falarei noutra altura.

O caso televisivo de sucesso em Inglaterra é o Doctor Who. Há quase 40 anos que existe (com paragens pelo meio...); é um fenómeno na Ilha. É sobre um agente especial que tem de lidar com extraterrestres. Os seus inimigos são sempre aliens. Tem sempre uma bela acompanhante e a história gira sempre em torno do mesmo. E quando muda o actor, a forma de o fazer é sempre a mesma. E mais, aqui há sondagens (tipo as do blogue....), para as pessoas tentarem adivinhar quem será o próximo Doctor Who. A Musica também é a mesma há séculos. Mas é um fenómeno aqui em Inglaterra. O actor que faz de Doctor Who está constantemente nas páginas dos tabloides ( tipo CR7....), a especulações em torno da vida pessoal do actor está sempre são sempre grandes. E como tudo na vida muda, o ex-Doctor Who passa a história. Não interessa "quem é" o actor por detrás do Doctor Who, mas apenas "o" Doctor Who. Outro dia, quando fui á HMV (cadeia de musica,Dvd´s e filmes); havia uma prateleira com Dvd´s das séries do Doctor Who. Mas ás centenas!!! E com episódios de 1963...... E como os britânicos são TV´s viciados (tomara com o tempo que se faz cá...), este Doctor é um caso impar de sucesso em Terras de Sua Majestade.

Tesco e Doctor Who , dois casos, bastante diferentes diga-se; de sucesso impar em tempos de crise financeira, social, psicológica,politica e que mais for possivel.

Afinal há quem sorria durante a crise

domingo, 26 de abril de 2009

DÚVIDAS?

Esta semana começaram a aparecer sondagens para todos os gostos e feitios. Uma avalanche que antecipa três actos eleitorais em que os portugueses vão estar envolvidos nos próximos seis meses: as europeias; as legislativas e as autárquicas. Não podia ser pior. Em cima da crise, três eleições. A demagogia vai andar de mãos dadas com a irresponsabilidade. A crise vai ser culpada de tudo e como vem de fora, ninguém tem culpa. Nas europeias vão-se discutir as legislativas. Nas legislativas vai-se discutir o caso “Freeport”. Nas autárquicas vai-se discutir Santana Lopes. Da Europa continuamos a nada perceber e agora que os subsídios de milhões podem afrouxar, até do escudo já têm saudades. O Primeiro-Ministro deu uma entrevista na RTP, entre o crispado e o “eu sei tudo”, completamente inócuo do ponto de vista de medidas. A valorização do caso “Freeport” pelos media, é politicamente aproveitado por Sócrates para se vitimizar, para radicalizar os apoios e para fugir às questões essenciais. Com a crise global a desculpabilizar as questões económicas e o caso “Freeport” como diversão política, Sócrates espera sair por cima. Também, verdade seja dita, “direita” não existe. O PSD em guerra civil permanente. O CDS esperando não desaparecer ou tornar-se no “partido Portas”. Na esquerda o PCP tem a razão de quem nunca muda de opinião. Um dia acaba por acertar, mas pouco adianta. Ninguém quer aquele remédio. O Bloco de Esquerda perdeu uma excelente oportunidade de capitalizar descontentamentos. Aqueles cartazes a pedir a nacionalização de tudo e mais alguma coisa desmascararam os tiques “trotzquistas” que pareciam esquecidos e assustaram os eleitores mais distraídos. Estamos nisto. Vivemos de subsídios que todos os dias são aprovados, numa total incompreensão burocrática, numa sucessão de condições que se anulam funcionalmente. Subsídios de subsídios para obter mais subsídios, num clientelismo insuportável e acomodatício. Espera-se para breve o Ministério do Subsídio Eterno e a Secretaria de Estado da Reforma Garantida. Dúvidas? Não vai ser fácil. Mas, acima de tudo votem. O pior, ainda, seria termos um impasse devido à elevada abstenção.
Fotografia: Roberto Barbosa
Texto: Jorge Pinheiro

Especial Eleições Europeias 2009

Abriremos a rubrica "Especial Eleições Europeias" já hoje devido ao forte interesse dos leitores em participar.....

Para que a discussão seja forte e aberta é necessário mais de um mês para discutirmos a Europa. Ela bem precisa da nossa ajuda para resolvermos os seus problemas.....

Vamos abrir o debate na próxima Quinta-Feira com um contributo de Carlos Santos do blogue www.ovalordasideias.blogspot.com sob o titulo "Os Novos desafios da UE : entre a solidariedade e o Reerguer da Cortina de Ferro"?

Que haja bons debates, boas discussões, excelentes argumentos e inumeros pontos de vista.

A Europa está a Olhar para nós.....

sábado, 25 de abril de 2009

Today in London...

Em Londres

Festejar mais um Abril

Após o 25 de Abril o país ficou?

Melhor - 23 (45%)

Um pouco melhor - 8 (15%)

Na mesma - 6 (11%)

Pior - 5 (9%)

Muito Pior - 9 (17%)

sexta-feira, 24 de abril de 2009

O meu 25 de Abril

Tendo 24 anos e não tendo vivido a Revolução por dentro, a minha pesquisa sobre o assunto resume-se a reportagens, leituras, comentários e pouco mais. Mas como qualquer bom cidadão tem que conhecer a história do seu país. É importante falar do 25 de Abril como se o tivesse vivido. E é isso que o vou fazer.

Como pessoa que gosta de opinar, criticar, escrever sobre o que se passa á nossa volta, a liberdade para mim é um direito fundamental. Mas é importante conhecer os factos históricos e ouvir os dois lados da "barricada". Para quem não viveu o acontecimento "por dentro"....

É um facto que viviamos em Ditadura. Não havia liberdade de expressão, de reunião, de imprensa, de opinião. Mas também não é menos verdade que dadas as circunstâncias históricas naquela altura talvez fosse essa a melhor solução para o país. Porque após os sucessivos governos da I Republica, alguém tinha de meter ordem no país. Politica e economicamente. Foi isso que Salazar fez. Salvou o país da bancarrota e deu ordem e estabilidade a Portugal. Convém referir que na altura meia Europa vivia sob regimes ditatoriais. Aquando da Guerra Civil de Espanha, Salazar meteu-se do lado do provavel vencedor e assim evitou que o mesmo se passasse no nosso país. E outra coisa: Conseguiu negociar "inteligentemente" a neutralidade portuguesa na Guerra Mundial. Penso que só um bom politico e interessado no seu país conseguiria isto.

Também há que reconhecer a Salazar a manutenção dos valores nacionais e o orgulho de ser português durante muito tempo. Hoje assiste-se a uma quebra desses valores e um quase desprezo por "ser português" e "por falar a língua de Camões". Os "outros é que são bons...", é uma frase que costumo ouvir muito no nosso país. Nunca como hoje se assiste a uma auto-punição nacional e a uma falta de amor a Portugal.

Com a democracia veio a liberdade, a entrada de produtos estrangeiros em Portugal, a adesão á União Europeia e a economia de mercado. Tudo conquistas provenientes do 25 de Abril. Mas com a democracia veio também a corrupção, o pessimismo nacional, o descrédito da classe politica, a falta de interesse dos portugueses pela politica e pelo seu país, os escandalos politicos e económicos.

E a verdade é que ao fim de 30 anos de democracia, e quase 40 da morte do Ditador, continuamos a falar em Salazar. Para o bem e para o mal. Especialmente as gerações mais velhas têm um sentimento de "saudade". Pudera com o estado em que se encontram os politicos.

Não precisamos de um Salazar "democrático", nem de um Obama. Também não é necessário "Outro 25 de Abril?" , nem de "25 de Abril Sempre?", como os meus amigos quiseram nos posts anteriores.

Precisamos é de alguém que nos faça acreditar que somos capazes, tão bons ou melhores que outros e que temos qualidades humanas e fisicas (enquanto País e povo) excelentes.

É preciso um Portugal virado para o futuro.....

quinta-feira, 23 de abril de 2009

Trafalgar Square

Trafalgar

Abril outra vez?

O povo português é nostálgico por natureza. “Antigamente é que era…”, não poucas vezes se ouve alguém dizer. Mas será que é mesmo preciso um novo Abril? Talvez. Não sei. Quem sabe? Uma coisa é certa, desde aquela madrugada de Abril de 1974 o país mudou. Mudou de uma forma irreversível. Evoluiu? Talvez. Não sei. Quem sabe? Creio que desde então a nossa democracia tem vindo a perder qualidade. Vê-se isso no interesse que os cidadãos demonstram em altura de eleições, nota-se isso no contributo que prestam para que a qualidade da democracia aumente, mas acima de tudo, nota-se de forma gritante na qualidade dos nossos políticos. Salvo em raras excepções, pode-se dizer sem que haja motivos de grande controvérsia que a generalidade dos políticos que ocupam cargos públicos é de qualidade muito duvidosa, para não dizer medíocre. Não quero com isso dizer que não há bons políticos, mas a verdade é que poucos têm o carisma, o dom da palavra ou a credibilidade que entusiasmam e fazem com que os cidadãos os sigam e neles acreditem. Muito se falou e fala no “efeito Obama”, mas acho “tristes” as tentativas de imitação daquele que é provavelmente a maior lufada de ar fresco dos últimos 10 anos. A eleição do novo presidente norte-americano foi uma espécie de 25 de Abril à americana? Talvez. Não sei. Quem sabe? Só o tempo dirá. Mas voltando à nossa triste realidade temos que nos contentar com a mania do nosso primeiro-ministro, que está convencido que é intocável, com a arrogância do ministro dos assuntos parlamentares, que parece que está no parlamento todos os dias para lembrar todos os deputados que têm uma opinião diferente da do governo de que são mentecaptos, com o mimetismo do ministro da presidência com a falta de tacto da Dra. Ferreira Leite, em quem muitos depositaram grandes expectativas e não parece ser capaz de corresponder (será um flop?), com a eternização de Paulo Portas (alguém o consegue levar a sério?), com a “lata” de Francisco Louça (pese embora não tenha telhados de vidro, isto não significa ser correcto andar a atirar pedras aos dos outros). Como disse no início, o povo português é nostálgico por natureza e eu, enquanto português, também o sou… Sá Carneiro, Mário Soares (nos seus tempos áureos, não o de agora), Cunhal…. Todos símbolos de uma geração que apesar de não ter vivido o frenesim do pós Abril, bem sabe o que esses nomes representam. É de figuras dessa envergadura e desse carácter que este país precisa, principalmente nesses tempos conturbados de crise, incerteza, insegurança. Não um Messias, nem um Dom Sebastião, mas sim alguém em quem possamos acreditar. Virá alguém? Talvez. Não sei. Espero que sim.

quarta-feira, 22 de abril de 2009

Portugal na Europa X

Em vésperas de eleições europeias convém situar a posição e o papel de Portugal na União Europeia.
Como tudo na vida, os pequenos sofrem mais. E na UE não é excepção. Portugal apesar de possuir um representante na liderança da Comissão Europeia, o lugar de Portugal na Europa e na UE continuará a ser de segundo plano.
Isto porque é dificil sermos representados e de nos fazer ouvir dentro das Instituições comunitárias. No Parlamento Europeu a divisão faz-se por partidos e não por países. No Conselho Europeu manda a Alemanha e a França. Sempre mandaram e irão continuar a mandar. Porque são países bem maiores que o nosso, os seus lideres são mais influentes e com mais visão. Sarkozy ou mesmo Berlusconi são mais importantes do que Socrates ou qualquer outro que venha aí. E na Comissão temos um Presidente que é português, mas ele tem de actuar como Presidente de todos os europeus e não de Portugal... Até porque já teve essa oportunidade e não quis......
O lugar de Portugal na Europa acaba por ser inglório. Somos um país onde parece que a Europa está longe, tal é a distância que temos de percorrer se quisermos ir para o centro da Europa. A nossa posição geográfica a isso nos obriga. E apesar de, se passarmos o Atlantico irmos dar a Nova Iorque, não é com Portugal que a América quer falar. É com a Inglaterra, França e Espanha. Isso notou-se na Cimeira das Lajes aquando da Guerra do Iraque.
Daí que as eleições europeias de 7 de Junho sejam importantes porque os partidos têm de explicar qual é o nosso papel na Europa, o que pretendem e como defenderão Portugal. Ou será os seus valores?

A mim parece que países como a Polónia e a Republica Checa irão ultrapassar Portugal na questão da importância para Europa. Porque dá a sensação que o nosso país vai a reboque das decisões dos grandes "franceses" e "alemães" e que não defende a sua posição convictamente e acertadamente.

Portugal tem que se afirmar no espaço europeu. A nivel politico, social, geográfico e económico.

Nota: Esta é a ultima rubrica União Europeia antes das eleições. Após as ditas haverá mais!. Mas como dia 7 de Junho temos Eleições europeias para o PE, iremos tratar as questões europeias noutra rubrica. Que terá inicio já dia 7 de Maio, portanto um mês antes da votação.....

terça-feira, 21 de abril de 2009

Um Primeiro Ministro seguro

José Socrates deu mais uma entrevista a uma estação de Televisão. Neste caso a RTP1. E como não podia deixar de ser o OLHAR DIREITO esteve em cima do acontecimento.

Ao contrário da entrevista realizada em Janeiro, houve poucos temas. A entrevista foi centrada na Crise, no desemprego, nas relações entre PR e PM e no já cansativo caso Freeport.

Em relação ás questões institucionais continua a dizer que o PR apenas dá a sua opinião. Que não existem divergências. Mas como todos sabemos o PR está atento e não é apenas uma opinião. Pode não haver divergências mas é um facto que o PR está em cima de Socrates. As criticas em relação aos diplomas sobre o estatuto dos Açores, da lei do divórcio e da lei da paridade não abonam a favor de Socrates. Cavaco tem Socrates debaixo de olho e sabe que a crise não é só "mundial".

Sobre a crise , José Socrates continua a dizer que "nunca" negou a crise. Mas a verdade é que quando estava meio "mundo" preocupado com esta crise, Socrates andava de terra em terra a dizer que "agora as contas publicas estão em ordem já podemos ter crescimento". Foi um atestado de pouca inteligência e lucidez. Para não dizer de desonestidade. A verdade é que só depois da evidência é que Socrates "aceitou" a crise.

Investimentos Publicos e TGV continuamos na mesma. Afirma que os investimentos publicos dão emprego e que moderniza a rede de transportes, no caso do TGV. Os investimentos devem ser feitos mas com conta, peso e medida. E neste momento, a construção do TGV é desnecessário e nada util. Em momentos de crise quem vai pagar 100 euros para ir de Lisboa a Madrid quando pode ir mais depressa e barato?. A verdade é que Socrates regozijou-se com as medidas de investimento publico já realizadas. A saber : Energia, banda larga, modernização da rede escolar e o polémico TGV.

Por fim o caso Freeport. Disse que se tem mantido calado, mas Socrates não tem feito outra coisa senão vitimizar-se e acusar outros de "assassinato politico"; "cabalas". Mesmo que seja verdade, um PM não se pode comportar desta maneira nem ter esta atitude perante um processo judicial. Deve até ao fim das investigações ficar "isento" e simplesmente "não comento". Ao fazer este jogo, está a perder a sua credibilidade politica.

Mais duas notas:

A primeira foi o anuncio de o lançamento de um subsidio social de desemprego. E continuou a dizer que ia apoiar as empresas

Uma frase fica para a história desta entrevista : " O José Alberto Carvalho sabe o que é um Lay-off?".

E o senhor Primeiro-Ministro sabe o que são 150 mil postos de trabalho? Referendo ao tratado europeu?

Liberdade, ainda que tardia

Hoje, 21 de abril, é feriado no Brasil em virtude da morte de Joaquim José da Silva Xavier, o Tiradentes – alcunha recebida por conta de uma de suas inúmeras profissões: dentista.

Ele é mártir da Inconfidência Mineira, que foi uma tentativa de revolta contra a Coroa portuguesa, em 1789, na capitania de Minas Gerais, devido à cobrança da “Derrama” por Portugal.

A metrópole estabeleceu que o Brasil era obrigado a entregar 1.500kg de ouro por ano para Portugal, independemente da real produção de ouro. O problema é a população não conseguia atingir a meta da Coroa, porque a produção estava em declínio, e era aí que ocorria a “Derrama”, que era uma cobrança forçada de impostos atrasados, com confiscos de bens e ouro da população.

Obviamente, a elite mineira foi a mais afetada, por isso, começou a reunir-se e a conspirar contra Portugal pela a independência de Minas Gerais (observem bem, era a independência só de Minas e não do Brasil).

Estava tudo planejado, Minas Gerais seria um país independente, com um governo republicano nos moldes dos Estados Unidos, sem a intenção de abolir a escravatura, pois os inconfidentes, como eram chamados, eram os detentores dessa mão-de-obra.

Também já tinham discutido como seriam as leis e a ordem jurídica daquele novo país, inclusive, até a bandeira já tinham: uma bandeira branca, com um triangulo verde e a inscrição latina Libertas Quae Sera Tamen (liberdade ainda que tardia). Atualmente, é a bandeira do Estado de Minas Gerais, só que com um triangulo vermelho.

Ocorre que o movimento foi traído por Joaquim Silvério dos Reis em troca do perdão de suas dívidas com a Coroa. Todos os líderes do movimento foram presos, mas durante o inquérito policial, todos negaram participação no movimento, menos Tiradentes, que curiosamente assumiu a responsabilidade de chefe do grupo (será que ele fez isso por heroísmo ou assim consta nos autos porque ele era o único pobre do movimento?).

Doze inconfidentes foram condenados a morte pelo o crime de inconfidência (traição) à Coroa portuguesa, mas no dia seguinte, a pena deles foi comutada, por meio de decreto de D. Maria I, para degredo nas colônias na África, menos a de Tiradentes, o único pobre, que foi enforcado, esquartejado, seu sangue lavrou a certidão de cumprimento de sua sentença, seus restos mortais espalhados pelas estradas de Minas Gerais, sua cabeça exposta em praça pública, sua casa arrasada, até jogaram sal sobre o terreno para que nada nunca mais lá germinasse, sem falar que seus descendentes foram declarados todos infames pelas autoridades portuguesas.

Tiradentes sempre foi visto como a escória do Brasil até a proclamação da República, até porque os dois imperadores do Brasil eram neto e bisneto de D. Maria I, que foi quem sentenciou sua morte. Mas com a República, ganhou o status de Herói Nacional e Patrono Cívico do Brasil, tanto que sua imagem é sempre retratada com barba, cabelos longos e um camisolão, ao estilo de Jesus Cristo, quando na verdade, ele nunca teve essa aparência, já que também era militar e na prisão sempre raspavam a cabeça dos presos para evitar piolhos, sem falar que a barba longa atrapalharia a execução do enforcamento.

Agora me pergunto, será Tiradentes um mártir voluntário? Ou foi a sua condição social que lhe impôs uma morte tão cruel? Se ele fosse rico, também seria exilado para a África? E a nossa liberdade? É liberdade mesmo, ainda que tardia? Só suposições.

Larissa Bona

Fonte: www.wikipedia.org

* Pequena curiosidade: a tetraneta de Tiradentes recebe uma pensão especial da previdência social brasileira no valor de R$ 200 (cerca de 65€) instituída por meio da Lei Federal nº 9.255/96, cuja natureza jurídica chegou até a ser questionada no STF!

segunda-feira, 20 de abril de 2009

Quererão eles a Republica? IV

Estranhamente, e digo estranhamente porque pensava que os ingleses veneravam a Rainha e a Monarquia; os britânicos acham que a Rainha de Inglaterra é apenas "uma pessoa".
Que a Monarquia está gasta e ninguém quer saber da familia real para nada.

Aqui em Inglaterra a Rainha tem meros poderes de ficção. Tem menos possibilidades e direitos que o nosso Presidente da Republica. Ela apenas assina os decretos enviados pelo Governo. E este quase que "obriga" a Rainha a assiná-los.....

Curioso não?

Poderes de dissolver o Parlamento? Nada. Como se sabe, o nosso PR pode dissolver o Parlamento quando quiser salvo os limites constitucionais. Aqui nem isso. Não pode dissolver o Parlamento nem o governo.

Então para que serve a Rainha? Perguntei eu......

A Rainha é só uma pessoa. Uma figura decorativa. A Monarquia é apenas uma fachada. Não tem poderes, não interfere na vida politica. Mas..... os contribuintes ajudam-na a manter o majestoso Palácio de Buckingham! Ao menos o Cavaco lá vai dando algumas opiniões sobre o Estado da Nação.....

A Rainha nem isso. Apenas aparece ao lado de Obama e a dar um apalpão á sua mulher.

Curioso foi ficar a saber que depois da morte de Diana, o desinteresse pela Monarquia foi ainda maior. De facto Lady Di era a princesa do povo.

Com a monarquia a ser indiferente aos Ingleses, quererão eles a Republica? Nem pensar. Um Presidente em Inglaterra seria contrário aos valores tradicionais da velha Inglaterra. É como guiar pela esquerda ou não aderir ao Euro.

Aqui a Monarquia vai perdendo apoio mas não há ninguém que vote na Republica.....

domingo, 19 de abril de 2009

25 DE ABRIL SEMPRE?

Há a ideia de que tudo era muito cinzento antes do “25 de Abril”. Não havia liberdade, não havia expressão, não havia divertimento, a criatividade era controlada. Era deus, pátria e família! Muita ordem e repressão. Tudo muito careta. Há a ideia que antes do “25 de Abril” a infelicidade nacional era completa e o isolamento total. Há a ideia que depois do “25 de Abril” todo mudou. Onde havia cinzento ficou encarnado. Onde havia desespero, virou paixão. A liberdade rebentou por todo o lado. Acabou a repressão e a ordem. Toda a gente se passou a exprimir como queria e como não queria. A cada um sua expressão. A alegria inundou a rua. As pessoas, de repente, ficaram muito unidas e solidárias. As colónias libertaram-se partindo para os seus exóticos destinos. Penso que são ideias exageradas. Não sou maniqueísta. Dantes não era tudo mau. Depois não foi tudo bom. A verdade estará algures entre a liberdade, a responsabilidade e cidadania. A democracia é uma conquista. Mas não passa de um regime. Também tem desmandos e perigos. O excesso de representatividade é um deles. Sendo o melhor que conhecemos, não devemos ficar satisfeitos e inertes. O antigo regime foi essencial para controlar a total balbúrdia da I República (1910). A revolução ditatorial de 28 de Maio de 1926 foi querida e desejada pelo povo, farto dos desmandos democráticos. Ser democrata era, então, pejorativo. Só alguns empedernidos maçons se mantiveram na deles. O povo ansiava ditadura, algo que os livrasse da bancarrota e da perda de dignidade nacional. Tudo é, pois, relativo. Só não foi relativo o tempo excessivo em que o antigo regime se manteve. A verdade, porém, é que os portugueses não têm cultura política. Nunca tiveram. Nem na monarquia, nem na república. Tem caciques e gente que segue os caciques. Impera a lei do menor esforço, do emprego público, da preguiça mental, do receio de contrariar o poder, da falta de cidadania. Por isso a ditadura durou tanto. Poucos queriam deitá-la a baixo. Era cómodo como estava. Tudo certo, direitinho, controlado. As pessoas iam às suas vidinhas, papavam as hóstias e constituíam família. É evidente que com o “25 de Abril” ganhámos muito, independentemente da balbúrdia que se seguiu à revolução. Agora pergunto. Que importa termos imensa liberdade de expressão para nos esgotarmos a dizer mal “deles” sem agirmos no local e tempo certos? Que interessa podermos fazer o que queremos se o que queremos é não fazer nada? Mais, se não fosse a adesão à União Europeia, em 1986, ainda estaríamos neste regime? Duvido!
Jorge Pinheiro

sábado, 18 de abril de 2009

sexta-feira, 17 de abril de 2009

Mulheres VI

Catherine Zeta-Jones

Um hino ao romantismo e à sedução

Velocidade Furiosa

Grande filme!
Para quem gosta de aventura, velocidade, sedução, intriga e emoção
É um verdadeiro filme para pessoas "adolescentes" adultos. Com uma linguagem própria, um filme cheio de velocidade...
O enredo ou a história é simples. Mas o mais importante não é propriamente o argumento mas a as personagens, a velocidade e o que gira á volta do filme.
Trata-se de um filme normal. Mas para quem gosta de velocidade e adrenalina é um filme espectacular.
Muito bem filmado, as cores também são excelentes e os actores não podiam ser melhores
Uma continuação da Saga Fast & Furious que espero que seja para continuar...

quinta-feira, 16 de abril de 2009

Tema do Dia V

"Felizes os que riem das suas tolices, pois deles é a fonte do relaxamento"

in livro de Augusto Cury "Vendedor de Sonhos"

Abril 2009

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Prazer de.....

" o prazer de estar com uma bela mulher"

" O prazer de assistir a um grande jogo de futebol"

" o prazer de comer uma bela tarte de pizza"

" o prazer de aproveitar este magnifico fim de tarde"

" o prazer de escrever, falar ou ouvir"

Conhecem mais prazeres desta vida?

Qual o vosso maior prazer?

terça-feira, 14 de abril de 2009

PSD joga seguro mas não forte....

Com a escolha de Paulo Rangel para Cabeça-de-lista ás Europeias por parte do PSD, fica completo o lote de candidatos ás Europeias. A partir de agora, a campanha vai começar a sério e a doer.
Com Paulo Rangel na corrida o PSD joga segura mas não necessariamente forte. É uma pessoa que está no PSD, é interno mas foi uma escolha seguramente a pensar no debate politico interno que os laranjas desejam fazer. Com esta nomeação o PSD dá um sinal de que está mais preocupado com as questões do país do que propriamente com a Europa. Porque com Vital Moreira o PS assume-se como um partido que efectivamente deseja a Europa.
Já o PSD, com esta escolha pensa as eleições europeias como um possivel 1ºround para as legislativas e para incentivar os portugueses a darem o famoso "cartão amarelo" ao governo e a Socrates.
Paulo Rangel é um excelente lider da bancada parlamentar e estava a fazer-se ouvir na AR.
Mas com esta nomeação perdeu-se um bom lider parlamentar e a ver se ganhamos um bom eurodeputado.
O PSD quer ganhar as legislativas mas não a Europa......

Pacto republicano para salvar a Justiça do Brasil

Praça dos três poderes em Brasília: STF, Congresso Nacional, Palácio do Planalto (da esquerda para a direita).

Ontem foi firmado um “pacto republicano” entre o chefe do poder executivo (presidente Lula), chefe do poder judiciário (ministro do STF Gilmar Mendes) e os chefes do legislativo (senador José Sarney e deputado Michel Temer) para combater o abuso de autoridade, morosidade da Justiça e sua falta de acesso aos cidadãos.

Serão 05 projetos de lei a serem votados, mas que, coincidentemente, precisam que a pauta do Congresso seja liberada, já que está trancada por 07 Medidas Provisórias.

As Medidas Provisórias, ou MPs, são um grande problema para o legislativo brasileiro, pois se tratam de “leis” temporárias, de elaboração exclusiva do Executivo, que se não forem votadas em até 120 dias, trancam toda a pauta do Congresso.

Isso é nocivo porque atrapalha o andamento dos projetos de lei propostos pelos deputados federais e senadores, que são quem de fato possuem a competência originária para legislar.

Pois bem, depois que a pauta for liberada e se o governo não editar mais MPs, estes projetos serão votados pelo Congresso, assim como se pretende acelerar o trâmite de projetos de lei que tratam das escutas telefônicas, uso de algema, prisão preventiva e abuso de autoridade.

No caso do abuso de autoridade, a proposta de lei traz novas punições às autoridades, muito embora eu ache que a solução não seria mais punições, mas sim o devido cumprimento das punições que já existem, ou pelo menos a troca das autoridades, porque o problema não é a lei, mas autoridades mesmo.

Há ainda a sugestão da criação de julgamentos colegiados para os casos envolvendo organizações criminosas, pois os juízes singulares que condenam este tipo de criminosos tornaram-se alvos de vinganças.

O presidente do STF também propôs a modificação da lei de extradição, dando a palavra final destes casos ao poder judiciário, em face dos problemas enfrentados com o caso Batistti, mas como o Ministro da Justiça foi contra (lembrem-se que foi decisão dele não extraditar Batistti, já que ele é um companheiro de esquerda), este assunto foi retirado da pauta.

Vamos ver se isso dá certo.

Larissa Bona

segunda-feira, 13 de abril de 2009

A moda das Redes Sociais

A moda das redes sociais está bem presente e veio para ficar. Páginas como o HI5, Facebook, MySpace e o famoso Twitter. Que irão inventar a seguir?

Estas novas tecnologias ou formas de comunicar são adequadas aos tempos em que vivemos. Necessitamos de comunicar não só através do contacto fisico, ir a um café, jantar ou coisa parecida; mas também via computador. Por exemplo, se estamos no trabalho ou em casa e queremos contactar alguém a via mais fácil é de facto o email, mandar uma mensagem através da rede ou mesmo escrever no blogue. Muitos blogues são mesmo "diários" pessoais e com mensagens implicitas. Mas não só. Mostrar fotografias, onde passamos as férias e com quem, contactar com pessoas que não conhecemos pessoalmente( e que no futuro talvez as possamos conhecer...). Engraçado, provavelmente já passámos na rua por "essas pessoas" mas não nos demos conta....

Estas redes sociais aproximam as pessoas. E muito. Podia afastar. Pois o contacto virtual é menos afectuoso do que o físico. E se só contactamos virtualmente podemos ficar enclausurados e fechados sobre nós próprios. Mas com estas redes isso não acontece. Pois até podemos "sentir" virtualmente as sensações e emoções de certas pessoas. E é neste ponto que as novas redes ganham espaço sobre o contacto físico. O podermos "sentir" ou saber as emoções dos outros. Por exemplo ; "estou chateado"; "hoje o dia correu-me bem..." ou outras. Tudo isto é possivel nas novas formas de comunicar. Há uns tempos atrás isso não era possivel. Até nos blogues isso é possivel verificar-se. E as pessoas sentem parecenças e aderem....

Mas nem tudo são rosas. Pois estas novas redes sociais podem causar problemas. Por exemplo, recentemente nos EUA uma rapariga foi "fugiu" com um amigo "virtual" que conheceu na Internet. Nem sempre a fotografia, pessoa ou sentimento corresponde á realidade. E isso é uma desvantagem, porque apesar de haver mais contacto virtual há sempre algo que não corresponde á realidade...

Mas do ponto de vista geral, estas redes sociais e os blogues trazem beneficios e mais contactos, pessoais e até profissionais.

Que acham desta onda de novas redes sociais? Como será o futuro? Aderem a esta moda?

domingo, 12 de abril de 2009

desespero Benfiquista

O Benfica perdeu ontem em casa com a Académica.
Depois da derrota em casa com o Guimarães, os encarnados voltaram a escorregar..
Com esta derrota fica a 8 pontos do Porto e quase impossivel de ganhar o campeonato....
Mais uma vez o Benfica não ganha o campeonato e pode pelo 4ºano consecutivo ficar atrás do Sporting.....
E mais uma vez o treinador pode vir a ser despedido.....
Mais uma vez é possivel termos que "recomeçar" tudo de novo.....
Qué pasa?

sábado, 11 de abril de 2009

Páscoa a perder a sua importância?

Na Páscoa celebra-se a ressureição de Cristo. Do seu renascimento. Do regresso do Salvador e de uma sociedade mais justa, equilibrada e honesta.
Mas numa sociedade em que as religiões se misturam cada vez mais, onde o peso do Vaticano já teve melhores dias e a Igreja Católica teima em continuar agarrada aos valores de há 2000 anos; a Páscoa está ou pode vir a perder a importância que há uns anos atrás tinha. Porque se antes a Páscoa era sinónimo de reunião de familia ( e esse valor ainda não se perdeu....); tinha também aquela áurea de religioso. Em que o mais importante que tudo era celebrar o "renascimento" de Cristo. Ora, isto numa sociedade em que a separação do Estado e Igreja é uma realidade e enquanto outras religiões "entram" no espaço antes dominado pela Igreja Católica, a Páscoa deixou de ser um acontecimento ou momento religioso para se tornar numa importante fonte de prazer: com as férias e as tradicionais viagens que se costuma fazer nesta altura. Ora aí, já não há tempo para estar com a familia a tempo inteiro e muito menos "celebrar" o renascimento de Cristo. Pois já nem a mensagem Papal é ouvida. Porque simplesmente o Papa já não fala de Cristo nem dos seus valores e principios. Mas sim do uso de preservativo, dos casamentos gays e eutanásia. Será que estes assuntos são importantes na mensagem papal? Com este Papa devem com certeza ser.
Nos dias que correm o valor religioso da Páscoa já é muito pouco celebrado. Porque simplesmente as pessoas hoje em dia acreditam pouco na Igreja e não querem "engolir" a sua mensagem. Isto porque não há mensagem!
A espiritualidade da Páscoa está a ser perdida. E em países católicos como Portugal, isso está a ser evidente. Nomeadamente nas camadas mais jovens. De quem será a culpa? Pessoas ou Igreja?

As pessoas ligam cada vez menos á Páscoa. Será?

Depois disto, resta-me desejar-vos Um bom Domingo Pascal

sexta-feira, 10 de abril de 2009

Palpites V

Achas que vamos conseguir sair da crise ainda este ano?

SIM 8 (17%)

NÃO 37 (82%)

Votos 45

quinta-feira, 9 de abril de 2009

Por Inglaterra passa-se...... III

Aqui em Inglaterra ainda se fala do G20. Isto tudo porque houve um policia que empurrou um manifestante e em consequência dessa queda o protestante faleceu. Ao que consta o Director da Policia escondeu o relatório. Mas foi descoberto pela comunicação social. Tendo que pedir desculpas pelo sucedido. Também em terras de Sua Majestade existem problemas com a policia, com os seus directores. Influências e pouca transparência. No país da rigidez também há lugar à balda. Após uma semana de intensos protestos, ainda se fala do G20 e dos protestos.....

Aqui a grande revolta do G20 foi contra o Royal Bank of Scotland. No dia dos protestos este banco foi o principal alvo das pessoas. Imaginam um protesto identico contra o BPN ou BPP? Claro que não, porque em Portugal todos nós aceitamos com leviandade as decisões dos nossos governos. É que não foi apenas um banco a ser "salvo" pelo governo. Foram dois! É a velha questão: Deixam fechar as fábricas e os bancos não podem cair porquê? É claro que existem as vozes incómodas do BE e do PCP. Mas não é a mesma coisa!

Outro assunto na ordem do dia é a utilização de dinheiros publicos por parte de Ministros para uso pessoal. Já lá vão dois casos.... O primeiro foi o marido de uma Ministra (braço direito de Brown) que utilizou "dinheiros publicos" para aceder a canais pornográficos. Foi capa nos jornais todos. Recentemente houve uma situação igual. Após a primeira situação , Gordon Brown disse que não aceitava que se utilizasse dinheiro publico para uso pessoal. Imaginam Sócrates a dizer o mesmo?

Obama aqui é adorado. Esta semana foi mesmo a semana do Presidente Norte-Americano. Londres, Estrasbourgo, Praga e Turquia. Tudo numa semana, em que foram tomadas importantes decisões para a regulação da economia. Obama foi seguido, ouvido, comentado. Não sei se estarei certo mas aqui os canais de noticias dão mais importância ao que se passa á volta do Mundo. Penso que em Portugal há pouco interesse dos orgãos informativos em saber o que se passa "no nosso mundo"....

Aqui existe pouco saudosismo. Tenho notado que não há aquele sentimento de "saudade". Estranho, não?

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Como se comportam os jovens holandeses... Parte I

Na Holanda, sê holandês

Quando mudamos de país, e como jovem que sou, temos sempre a tendência para comparar muitas das coisas, especialmente no que toca aos tempos livres, hobbies e noites, evidentemente.

Para mim é um pouco difícil explicar, visto que já vinha para cá há 4 anos de férias e já como tudo funcionava, mas visto que é um assunto interessante vou começar por onde devo: pelo início.

Primeiramente, acho a maior piada ao facto de, quando há um ínfimo raio de sol, todo o holandês correr para uma qualquer esplanada e pedir sempre, ou quase sempre, nada mais, nada menos do que uma biertje (uma imperial, portanto)! É regra santa! Aliás, nos últimos dias tem estado sol (ainda que à volta de 10/11º de máxima) e só se vê gente na esplanada, de todas as idades, a beber o seu copinho! Os mais velhos por vezes optam por um vinho a copo, mas a regra é a loira!

Outra coisa muito engraçada no dia-a-dia na Holanda é o facto de se comer apenas uma refeição quente, que é o jantar. Ao almoço vê-se pouca gente em restaurantes porque por norma come-se uma sandes ou uma salada (refeição fria) e a maioria das pessoas ou compra no Albert Heijn (supermercado tipo o nosso Pingo Doce que vende sandes, saladas e outras refeições frias preparadas), na Hema (loja que vende tudo e tem também café / restaurante) ou noutro sítio semelhante. Aliás, se uma pessoa for almoçar a dita sandes ou salada a um café / restaurante, a “brincadeira” nunca sai a menos de 10 euros (sandes, bebida e café), por isso acho que as pessoas também evitam um pouco. Um outro sistema é ir a um supermercado normal e comprar pão e queijo, ou outros ingredientes, em separado, num do it your own broodje (sandwich)!

Raquel Vilao

terça-feira, 7 de abril de 2009

Tanto assunto que não sei nem que título dar ao post!



Definitivamente semana passada foi movimentada!

Primeiro houve a reunião do G20, onde Lula foi uma das personalidades do evento, considerado “O Cara” por Obama. Tal reunião foi concluída com a promessa de injeção de US$ 5 trilhões na economia global. Minha pergunta é: se existe mesmo este dinheiro todo, porque ele não apareceu antes para resolver a fome na África? Acho que é porque a palavra mágica para fazer essas coisas aparecerem chama-se “banco”!

Falando em banco, o Brasil, um dos países que mais recorreu ao FMI no passado, agora lhe vai emprestar dinheiro! Aliás, acerca disso, o presidente Lula declarou: “Vocês não acham muito chique o Brasil emprestar dinheiro para o FMI? Não é uma coisa soberana?”

***

Ontem fui a almoço da Câmara de Comércio Brasil Portugal, com palestra ministrada por Francisco Mantero, o Secretário Geral do Conselho Empresarial da Comunidade os Países de Língua Portuguesa, sobre o mercado de língua portuguesa.

Desde o discurso de abertura, feito pelo presidente da Câmara Brasil Portugal, Armando Ferreira, até o discurso de fechamento, feito presidente do Conselho das Câmaras de Comércio Brasil Portugal, Dr. Rômulo Soares, passando pela palestra de Mantero e pelas intervenções de Flávio Saraiva, diplomata e professor do Instituto Rio Branco, as palavras que mais escutei foram África e Angola! É gritante o interesse do investidor luso-brasileiro naquele país.

Foi também revelador saber, através de dados de Mantero, que de todo volume de comércio exterior levado a cabo pelos membros da CPLP, apenas 1% disto é feito entre si. E olha que somos um mercado de 250 milhões de lusófonos!

Além disso, foi feito o convite para o Lançamento Oficial, no Rio de Janeiro, do V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa. O lançamento será dia 13 de abril de 2009, mas o evento ocorrerá nos dias 28 e 29 de Setembro em Fortaleza e reunirá mais de 1000 empresários de língua portuguesa.

Eu convido a todos para este evento, pois pelo o que vi ontem, será muito importante para a discussão da crise mundial no universo lusófono. E desde já, convoco todos da equipe do Olhar Direito a divulgar o evento e, inclusive, promover a vinda de interessados em participar do mesmo em Setembro, podem contar com todo meu auxílio e hospitalidade aqui em Fortaleza. Vai ser grandioso!

***

Inicia-se hoje, Universidade de Fortaleza – UNIFOR, o Seminário Internacional Ítalo-Brasileiro, do qual participarei, tanto na qualidade de brasileira como ítalo-descendente. Aproveito o ensejo para enviar minha solidariedade aos irmãos italianos afetados pelos terremotos.

Larissa Bona

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Mar Vermelho

Pintura de Liliana Oliveira

Efeito Obama

Obama tem me feito sonhar. Num mundo melhor, sem guerras ou conflitos. Em que a Paz mundial é possivel.
Como sabem sempre fui um admirador de W.Bush. A sua luta contra o terrorismo num momento crucial foi necessária. Mas agora o mundo precisa de paz e serenidade. É a crise financeira, o caos social, a fome e a Sida em África, o armamento nuclear de inimigos históricos dos EUA.......
Obama adopta perante estas batalhas uma atitude positiva. Ou melhor dizendo, diferente do seu antecessor. Ao ouvir a sua conferência de imprensa após o G20, notei na disponibilidade de Obama para responder ás questões, para brincar com alguns jornalistas. O seu ar descontraído. Para quem é Presidente da maior potência mundial deveria adoptar uma postura distante e fria. Mas Obama não é assim. Está perto das pessoas, faz do diálogo a sua principal arma. É a melhor maneira de resolver os conflitos?
Após a cimeira da Nato, ao estar perto das pessoas, um jornalista da BBC disse que "a bandeira norte-americana voltou a estar nas mãos dos franceses".... E até Nicolas Sarkozy se desfez em elogios ao novo presidente norte-americano. Em Praga, praça cheia para ouvir Obama. E apesar de Obama ter falado em ameaças , a população checa aplaudiu. Se fosse W.Bush teria a mesma recepção?
O efeito Obama no mundo é evidente. Ninguém o pode negar. A grande questão é saber até quando vai durar. Porque ele vai ter que tomar decisões dificeis e que não vai agradar a todos.
Que efeito é este que vem dos EUA? Muito conhecido pelos seus Presidentes serem pouco populares e controversas?

domingo, 5 de abril de 2009

OLHAR A SEMANA - O BOM ALUNO

O G20 cumpriu a sua liturgia. Obama veio à Europa, mas a Europa não foi a Obama. Mais soldados?! Os europeus não querem mais aventuras do “Captain America”. Mais, os europeus acham que a crise é culpa americana. Se calhar até têm razão, mas não lhes ficava mal ser mais solidários neste momento global. O problema é que continua a não haver Europa. Os interesses variam consoante os países e consoante os interesses eleitoralistas dos respectivos líderes. A Europa, ao não falar a uma só voz, arrisca-se a ficar definitivamente secundarizada, em relação à China, à Índia e à Rússia, que os USA estão a privilegiar. O Brasil continua discreto, para além da euforia gratuita do seu Presidente. A Itália mantém a política da gaffe, enquanto foge, descontroladamente, para a "direita". Na França, Sarkozy cada vez precisa de sapatos mais altos para se fazer ouvir. A Albânia já está na NATO. Henver Hoxa deve ter dado três cambalhotas no túmulo, mas nem assim conseguiu ressuscitar. A chancelerina alemã tem razão para se preocupar. A Alemanha continua a ser o campeâo da poupança mundial. Os USA continuam a ser o campeão do consumo e do desperdício. Enquanto estes papéis não se alterarem, não vai ser possível reequilibrar a crise com consistência. Os restantes países ou são paisagem ou campos de tiro armadilhados, onde as vidas valem os cifrões do petro-dólar. Mais injecção de capital? Biliões de triliões? Mais do mesmo. Só saberemos se resultou em 2011. Se resultar, foi bom. Se não resultar, paciência! Portugal, se não for estúpido, deve manter a estratégia até agora seguida do “bom aluno da Europa”. Os examezinhos feitos com esmero. As Directivas sempre transpostas a tempo e horas. Um défice permanente, mas absolutamente normal. Bola baixa e muita discrição. E como os bons alunos estão sempre a estudar, ganham bolsas e mais bolsas e nunca chegam a trabalhar. Esta é a vocação de Portugal: ser bom aluno, plantar couve-galega e apanhar Sol. Problemas? Nenhuns. Só é preciso que o pai pague as contas no fim do mês! Jorge Pinheiro

sábado, 4 de abril de 2009

Bandeira da Árabia Saudita

A história da bandeira da Árabia Saudita é curiosa. Como em qualquer país árabe está relacionada com a sua religião. Como é a primeira bandeira árabe que coloco no blogue, a curiosidade pode aumentar...

A bandeira da Árabia Saudita consiste de um pano verde com texto em caracteres árabes brancos sobre uma espada, também ela branca.

o texto da bandeira é o da Shahada a declaração de fé islâmica.....

"Não há Deus senão Alá, e Maomé é o seu mensageiro" - É esta a mensagem que está na bandeira árabe.

Este credo é considerado sagrado. E como tal não pode ser posto em outros objectos ou noutras bandeiras. Aquando do Mundial de 2002, a FIFA queria fazer uma bola com a bandeira de todos os países. Os sauditas protestaram e não aceitaram. Porque andar aos pontapés no credo é inaceitavel.

Como a bandeira contém a " Palavra de Deus", não pode ser descida a meia haste em situações de luto.

Bandeiras com estas frases são frequentes no Islão.

A espada é uma homenagem a Abd al-Aziz Al Saud, o primeiro rei do país.

A cor verde representa o manto verde com que o profeta Maomé envergava.

De referir ainda que a bandeira não é o estandarte real. A representação monárquica faz-se com a mesma bandeira mas com um simbolo amarelo no canto inferior direito

sexta-feira, 3 de abril de 2009

Decisões para serem aplicadas?

Esta foi a semana do G20. Uma semana com protestos, manifestações violentas em Londres, a estreia de Obama em reuniões desta magnitude e a concretização de novas medidas para regular e controlar o sistema financeiro mundial.
Das medidas que sairam da reunião do G20, houve uma que sobressai das restantes. É o fim do sigilo bancário. Foi uma das medidas que o Presidente francês exaltou. E correctamente.
Esta reunião pode classificar-se como o encontro da União. Não houve bloqueios, autismo e egoísmo. As medidas anunciadas pelo PM Britânico mostram um consenso á volta da crise económica e social que atravessamos nos dias de hoje. E é bom que assim seja, pois o Mundo não se aguenta nesta situação se os países mais poderosos financeira e territoriamente estiverem divididos e separados. EUA e Inglaterra não podem fazer grupo áparte da Alemanha e França, por exemplo!
E com um novo Presidente nos Estados Unidos temia-se um afastamento e um certo egoísmo por parte de Washington. Mas não foi isso que aconteceu. E ainda bem. Parece que Obama trouxe um "novo ar" á politica mundial. E o encontro em Londres provou isso mesmo.
Mais dinheiro para o Fundo Monetário. Mais dinheiro para os fundos. Mais dinheiro para os países que não têm voz no G20. Mais dinheiro é a solução? E é verdade, parece que é desta vez que os OFF-SHORES vão ser fechados, acreditam? E como ficará a Madeira?
Parece que o encontro do G20 correu bem e trouxe novidades no plano económico-financeiro, é para avançar?

Palpites IV

Achas que a Seleccao Nacional de Futebol vai ser apurada para o Mundial 2010?

SIM 22 (46%)

NAO 25 (53%)

Votos 47

e depois do jogo com a Suécia ainda acreditam?

quinta-feira, 2 de abril de 2009

McInformation...

Queria o menu sensacionalista. Aqui tem o canal 4, que lhe faça bom proveito.

Não tem nada para apimentar? Lamento, hoje não, esse é o especial das sextas-feiras

De manhã. A televisão ouve-se, lá ao fundo, no meio de todas as rotinas apressadas. O tempo. O trânsito. A bolsa. A notícia do dia. A atenção reparte-se, retemos pouco, irritam os directos mais prolongados sem nada de útil para nos dizer.

8 da noite. Em casa? Se responder sim a esta pergunta, resuma em 5 linhas as actividades a que se dedica em casa entre as 8 da noite e as 9h15.

“Vejo se o João acaba de fazer os trabalhos de casa, planeio que o tenho de mandar tomar banho rapidamente, enquanto faço a salada, e verifico se a sopa já está pronta, ligo ao meu namorado a perguntar se demora muito a chegar e peço-lhe que traga arroz, vou fumando um cigarro para ver se me lembro se deixei o carregador do telemóvel no trabalho junto com os relatórios que devia ter trazido e que tenho de ler ainda hoje… ah! E vejo o telejornal, claro.”

Resumo das tarefas de uma mãe trabalhadora ‘unida-de-facto’ entre as 20h e as 20h02

O que temos nós, qualquer um de nós, em comum com esta mulher? Somos ‘consumidores de informação’. Temos um milhão de outras solicitações, mas ‘consumimos informação’. E, como em tudo na nossa vida, queremo-la rápida, clara e já. Queremos degustá-la no zapping constante e ininterrupto que é a nossa vida.

É justo.

O que não é justo é que quem faz a informação a veja como um bem comercializável. O que não é justo é que classifiquem quem quer ser informado como consumidor. O que não é justo é que nos dêem informação mastigada. O que não é justo é dizerem-nos que nos dão o que nós queremos.

É minha firme convicção que um telejornal de uma hora e um quarto é aberrante na nossa rotina diária, seja ela qual for.

É minha firme convicção que queremos pensar pela nossa própria cabeça, que queremos ser capazes de julgar de forma livre os acontecimentos e as pessoas que os protagonizam.

É minha firme convicção que temos direito a poder escolher. A Mcdonald’s, o Burguer King e o KFC não representam, entre si, uma alternativa. Em qualquer dos casos estamos a encher o nosso corpo de porcaria gordurosa, preguiçosa e estúpida.

Mas é minha firme convicção que não somos estúpidos. Temos direito a mais do que a McInformation, feita sempre da mesma maneira, reproduzindo indefinidamente os mesmos procedimentos, mimetizando os critérios noticiosos. Tudo embrulhado em pacotes de dois minutos prontos a servir.

E nós vamos engolindo, embrutecendo o nosso sentido crítico, esperando o próximo separador com uma ‘noticia’ emoldurada em néon. A próxima história de ricos e poderosos. A próxima história de coitadinhos. A próxima história de faca e alguidar (estão convencidos que matamos por uma destas!). E depois futebol, futebol, questiúnculas políticas e… futebol.

O telejornal é um negócio, precisa de receitas publicitárias, precisa de pagar a sua existência. Mas a informação não pode ser um negócio. A informação tem de ser considerada um bem essencial.

Merecemos melhor que esta McInformation.

Sofia Simões de Almeida

quarta-feira, 1 de abril de 2009

blogosfera fenomenalis IX

Que tipo de blogue é o teu?

Pessoal 40 (41%)

Cultural 22 (22%)

Politico 13 (13%)

Humor 11 (11%)

Sociedade 7 (7%)

Desporto 4 (4%)

E como é o vosso blogue? O que pretendem com ele?

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