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sexta-feira, 31 de julho de 2009

A proposta

Uma comédia romântica para te divertires neste Verão...
Um filme típico. Existe o tal ódio entre duas pessoas que não se podem ver. Normalmente é ELA que se acha superior ( tipico das mulheres...........) e ELE quer ter uma relação mas não tem coragem para o dizer.
Com o desenrolar da história e depois de passarem tempos juntos, os dois vão se apaixonando calmamente....
Mas depois acontece o habitual : Uma situação anormal faz com que ELA se vá embora. E ELE vá atrás dela, porque de facto gosta mesmo dela.
O que começou a fingir, tornou-se um caso sério.
Isto tudo para dizer que Sandra Bullock precisa de se legalizar para poder trabalhar nos EUA e decide casar com o seu assistente.
Se estivessem na pele do assistente aceitavam? Mesmo que fosse a fingir?

quinta-feira, 30 de julho de 2009

A entrada foi com os bloggers....

"Um milhão de computadores" - Foi esta a palavra que mais se ouviu na BlogConf realizada com 20 bloggers e o Primeiro-Ministro

Antes de mais, realçar a iniciativa. São iniciativas destas que fazem com que as pessoas se interessem mais pela politica. A abertura dos politicos, neste caso do PM faz com que os cidadãos também achem a politica mais interessante. E a blogosfera é um excelente meio para promover esse "entendimento".

Na BlogConf vimos um Socrates descontraído, a não fugir ás questões e a confrontar alguns bloggers, nomeadamente em relação ao blogue Jamais, considerando-o "contra o governo".

Socrates regozijou-se com o "Seu" plano tecnológico e o programa E-Escolas. O Magalhães foi outra vez tema de discussão até porque Socrates disse que já tinham sido distribuidos "Um milhão". Parabens!!! Enquanto os computadores continuam a sair das caixas o país continua numa situação de desemprego e de zero crescimento económico. Sócrates fez do Plano tecnológico a sua tábua de salvação. Mas há mais áreas da governação....

Acrescentou;e após uma pergunta, que no futuro vai ser possivel votar em qualquer lugar, independentemente do sitio onde se estiver.

Mais uma vez quis dar alguns exemplos dos sucessos da sua governação : Educação como ponto forte, introdução do Ingles, Desporto, entre outras áreas nos Atl´s. O cartão do cidadão também esteve presente. Tudo isto para responder e explicar a uma provocação vinda de um membro do Câmara de Comuns . A questão dos 150mil postos de trabalho. O Primeiro-Ministro reiterou que isso era apenas um objectivo. E não uma promessa! Pois isso tava esclarecido no cartaz de 2005. Pena que os adversários politicos tenham tirado essa parte. Muita pena, pois!!!

Disse que pretende que os Homossexuais possam casar, assumiu que não investiu muito na cultura(mas isso parece ser um esquecimento socialista...); congratulou-se com a aposta feita nas Energias renováveis. Tudo em bom nome do famoso Plano Tecnológico....

Para terminar, falou-se de Investimento Publico. Continua a dizer que mais vale fazer do que estar parado. Concordo. Acho que o país deve investir na modernização e apanhar o comboio europeu. E para isso é necessário construir o TGV. Pena que tudo continue a ser adiado, como o expressou o representante do 31 da Armada.

Disse mesmo que não fazer investimento publico seria "um erro politico". Será?

Por fim, notámos um Primeiro Ministro confiante na vitória e nas suas politicas. Principalmente na questão do choque tecnológico e do Investimento Publico. Que como já vimos, vão ser as duas grandes bandeiras do PM na campanha eleitoral. "Olhar para o futuro".

José Socrates está mesmo confiante na vitória em Setembro pois a resposta à pergunta do 31 da Armada, "Se perder as eleições vai demitir-se de Secretário Geral do PS?", o PM respondeu que não equacionava sequer essa hipótese!

Temos candidato!

E a maravilha do Mundo moderno é....

Muralha da China

Muralha da China 59v 29%

Opera de Sydney 48v 24 %

Estatua da Liberdade 34v 17%

Corcovado 32 v 16%

Esculturas na Ilha da Páscoa 26v 13%

Votos 200

Foi bem escolhida?

quarta-feira, 29 de julho de 2009

Portugal

Há uma grande falta de ambição. Há um espírito (ou espiritozinho) qualquer que teima em tolher-nos os passos. Este é um país que quer dar a vitória aos que gostam de ser pequeninos. E também aos que desejam ser grandes mas que não tendo capacidade para tal, se engordam pela força de empequenecer os outros, seja a que custo for.

Andar de joelhos e bater com a malga das esmolas na cabeça dos generosos tornou-se passatempo nacional dos incompetentes e medrosos que disfarçam os seus pequenos nadas sob uma capa de arrogância. Gente que vive e se multiplica com a rapidez dos cogumelos e a perniciosidade dos cancros. A caridade nada mais é, na maioria dos casos, que a expectativa de recolha posterior de benefícios - quanto maiores e mais depressa, melhor.

Precisamos todos, de estar mais atentos: atentos às necessidades dos que nos rodeiam e nos são preciosos, atentos às nossas próprias necessidades, atentos à denúncia do que está mal, atentos às propostas de melhoria, atentos aos abusos dos que nos travam e atentos aos movimentos opressores das patas que ilegitimamente se atrevem a oprimir-nos, mordendo-as e mastigando-as com gulosos e orgulhosos dentes, para que nunca mais consigam caminhar.

Sabe-se que a raiva e a fé são os melhores motores para remar contra a adversidade. Talvez tenha sido o recurso exagerado e cego à segunda que nos fez chegar onde chegámos. Muitas vezes, distraidamente ou por opção, tornamo-nos vacas e carneiros. Obedientes criaturas cuja uma face já não se distingue da outra face, tantas são as estaladas consentidas. Corpos e almas vergadas ao peso de autoridades sem mérito, que mudam as marés ao sabor das conveniências e das aparências. Carcaças para abutres que nos roubam um pedaço mais de carne. Vítimas de cientistas loucos que nos tratam as feridas com ácido, afirmando que é esse o melhor curativo.

Tão ou mais perigosa que a anarquia ou o desrespeito pelos valores morais e democráticos, é esta coisa muito portuguesinha do "deixar andar", triste sina de um povo que descobriu os tais "novos mundos para o mundo". Contra a carneirice, não terá chegado a altura de, sempre que for preciso, soltarmos o nosso lobo e construir, em alcateia, uma nova realidade, cuidando verdadeiramente de nós e dos nossos?

terça-feira, 28 de julho de 2009

Joana Amaral Dias por Coimbra

O Francisco lá fez birra e a Joana poderá ter de se ir embora, tal como o Zé passou a ir às reuniões do secretariado do PS Lisboa pois lá è que passava a fazer falta. Mais uma mostra de que a política, mesmo no Bloco de Esquerda, é à portuguesa e funciona à conta das promessas de emprego no Governo ou na Administração Pública. Tal como Guterres que tentara incluir uns quantos bloquistas insatisfeitos na chefia da Adsministração Pública, Sócrates procurou substituir Manuel Alegre por alguém que preenchesse a alma política deste; enganou-se, pois não é com a trafulhice do costume que se consegue comparar os resultados da sondagem com a revolta do poeta.
Joana, que nesta campanha (sendo verdade) e, seguindo os ditames da Ciência Política, se tornaria uma candidata pára-quedas, poderia revolucionar o Ministério da Saúde com a sua formação especializada em psicodrama, talvez de sobeja importância para gerir o conflito pessoal com o Francisco depois da campanha presidencial de 2006; é que por cá as Joanas não podem apoiar os Mários, mesmo que seja nisso em que elas acreditam pois os nomes e as etiquetas partidocráticas são mais importantes do que a liberdade cívica de nos acharmos globais. Em Portugal o personalismo continua a vencer 1-0, apesar das frases dos poucos liberais de espírito.

Debate Capital

Daqui a pouco, e antes das legislativas; um debate entre os dois principais candidatos á Camara de Lisboa. São igualmente dois pesos de cada partido. António Costa é visto como um possivel sucessor de Socrates. Santana Lopes já andou a liderar o país e o PSD mas anda sempre por "aqui..." Entre a continuidade e a continuidade do passado, os lisboetas vão escolher entre mais um tunel para a cidade, a questão dos contentores de Alcantara, o Parque Mayer e a feira popular.

Hoje já vamos ter um debate com cheiriiinho a legislativas....

Eu quero escolher! E tu?

Este vai ser o slogan da nossa rubrica sobre as eleições legislativas que se realizam dia 27 Setembro. Queremos incentivar as pessoas ao voto. Como vamos fazer isso? Fazendo uma cobertura séria, sem preferências por este ou aquele partido; dando a conhecer as ideias de todos os partidos e candidatos, informando todos daquilo que se vai passar á volta das legislativas. Queremos fazê-lo de uma forma honesta, divertida e plural. Assim se ganha interesse por questões ditas "menos" divertidas....

E porque o nosso país vai a votos num momento de crise as eleições de Setembro ganham uma importância especial, pois queremos saber quem nos vai tirar desta encruzilhada e que soluções tem para nos dar. Porque a falta de interesse é também resultado da falta de soluções que os nossos governantes têm dado. Dos mesmos discursos estamos nós cansados....

O que vamos fazer durante para motivar as pessoas a se interessarem pelas eleições:

-Está aberta a campanha eleitoral aqui n´Olhar Direito Vamos reunir um lote de 10 principais problemas que atingem o país e discuti-los a fundo

- O Manifesto político - convidar pessoas de todos os partidos a manifestarem porque devem votar X ou Y

- Iremos acompanhar a campanha eleitoral na blogosfera, visto que esta assume um papel cada vez maior no espaço opinativo nacional

-Perfil e propostas de todos os candidatos e partidos

- Sondagens

- Cartazes da campanha

- Acompanhamento das candidaturas

- Espaços de discussão

- Incentivo ao voto

Esta aberta a campanha eleitoral aqui n´Olhar Direito....

segunda-feira, 27 de julho de 2009

1.1 Calcolítico em Portugal

Talvez um dos períodos mais interessantes, não da história da nossa comunidade como memória de Nação, mas da própria Humanidade, é aquele que se convencionou chamar de calcolítico. O período anterior, o neolítico, coincidira com a introdução da agricultura, trazendo consequentemente um movimento de sedentarização que se aprofundou ao longo que as técnicas agrícolas se aperfeiçoaram e foram transmitidas de comunidade em comunidade – “Revolução Neolítica”. O mesmo aconteceria naquilo que é actualmente conhecido como território português.

Cerca de 2500 a.C. dá-se uma nova transformação baseada na introdução dos metais; o primeiro metal a ser introduzido na teia de relações comerciais e sociais foi o cobre. O cobre não teria muito uso na agricultura nem na defesa da comunidade, mas acabaria por definir o início de uma nova era: o calcolítico.

A introdução do cobre redefiniu todas as relações sociais, estabelecendo um novo tipo de hierarquia, agora baseado nas trocas comerciais e que se definiam no momento da morte – as sepulturas encontradas deste período eram ornamentadas com armas de cobre, dependendo do grau social de cada indivíduo.

No actual território português alguns fenómenos específicos têm sido estudados pelo arqueólogo Vítor S. Gonçalves. Ao ter estudado ao longo dos anos o hiato que separa o neolítico do calcolítico, Gonçalves observou que todas comunidades daquele tempo estavam guarnecidas por amuralhados e todas estavam perto ora de cursos de água, ora do mar, mas sempre em pontos altos. Gonçalves concluiu que estas comunidades eram produto do ajuntamento de outras antigas comunidades neolíticas que agora passavam a adaptar-se às mudanças, tanto das rotas dos recursos como das próprias teias comunicacionais definidas pelo cobre; a esta série de mudanças Gonçalves designou por enxameamento. Seria esta série de mudanças que designariam, nos períodos do bronze e do ferro, os tipos de povoados castrenses que os Romanos encontrariam quando chegaram à Península.

(Continua dia 10 de Agosto....)

domingo, 26 de julho de 2009

Bandeira do Japão

Indo para Oriente, hoje vamos conhecer um pouco da história da Bandeira do Japão....

É conhecido em Japonês como Nisshôki (日章旗) ou Hinomaru.

É uma bandeira branca com uma grande bola encarnada. O simbolo do Sol Nascente no centro é o emblema (Mon) do Estado Japonês há vários séculos.

Reza a lenda que os mongóis do Japão no século XIII pelo sacerdote Nichiren ofereceram a bandeira do disco solar ao Imperador do Japão.

Apenas em 1999, a 13 de Agosto; foi adoptado oficialmente o disco solar.

Mas esta bandeira, neste seu simples desenho, já foi encarado pela Restauração Meiji em 1868

É um bandeira simples. Tal como a sua história.

Bem ao estilo japonês.....

sábado, 25 de julho de 2009

Para ir de férias bem disposto

As melhores gafes dos nossos politicos... Afinal eles são também são humanos... Escolham a que mais gostam. Falta alguma?

sexta-feira, 24 de julho de 2009

Mulheres XI

Sandra Bullock

Ai esse sorriso....

Ai esse cabelo desengonhado ....

Pena a vozinha irritante...

Mas o resto é perfeito...Muito perfeito!

quinta-feira, 23 de julho de 2009

Ocidente e Oriente numa guerra de Civilizações IV

Em resposta aos posts da Marta sobre este Tema, irei aqui contrapor as ideias dela e tentar dar a minha visão.........

"ninguém se preocupa que rolem umas cabeças de soldados americanos de vez em quando, nem tão pouco que rolem as cabeças dos civis ou ainda que se gere um ódio anti-ocidental por parte dos povos que são constantemente invadidos".

É por aqui que começo o meu pensamento. Infelizmente o ódio anti-ocidental já vem muito antes da invasão dos Americanos, nomeadamente ao Afeganistão e Iraque. Desde sempre existiu terrorismo e a chamada "Guerra Santa". Só após o 11 de Setembro é que veio a intensificar-se. Verdade seja dita que o ódio Anti-ocidental está enraizado na cultura islâmica. Valores como liberdade e democracia não existem no vocabulário islâmico. Daí que queiram atacar civilizações que fazem destas duas palavras a sua ordem. Sem haver um inicio preciso, penso que quem começou esta guerra, foram os "Islâmicos".......

"A imposição da cultura ocidental nem sempre é aceite por todos os povos, este é um conceito que temos que ter como certo. "

Concordo. Mas é aí que está o problema do confronto de Civilizações. Certo ou errado, a verdade é que os ultimos acontecimentos em Nova Iorque , Madrid e Londres revelam que o Mundo Oriental quer impor as suas culturas ao Ocidente. A chamada "Guerra Santa" vem do lado de lá.....

"Os conflitos de hoje são maioritariamente de ordem cultural, económica e social."

É por isto que hoje a dita Guerra de Civilizações. Principalmente por ordem Cultural e Religiosa. Infelizmente, as religiões estão a perder seguidores e por isso a serem utilizadas não para unir mas para dividir. Pena que não haja encontros anuais entre os lideres religiosos. Podia servir para esclarecer pontos e unir os povos. Os conflitos que hoje existem, e são alguns, são muito por culpa da religião. Da diferença e do tentar impor uma crença a nivel mundial. Isso vale tanto para a Católica como para a Muçulmana.

A Guerra de Civilizações é a nova forma de conflito. A Guerra do Século XXI. E pode ser feita de várias formas. Militar, social, económica, e até no campo desportivo.

O pior é que não se adivinha o seu fim....

(continua...)

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Brincar com a sonoridade das palavras...

Tiramisú pode ler-se tira-me isso! Há tristeza ---> Actriz Tesa
Diz que nunca irá a Marte! ----> Diz-te que nunca irá amar-te!
Ah, Japão ---> Haja pão
É pato, comes bem! ---> É pá, tu comes bem!
Tem suscitado ---> Tenso, excitado?
Vais tu por ---> Vai estupor! É um deleite... - É um de leite! Ponha aí menta na mesa, por favor. - Ponha a ementa na mesa, por favor. Tem desporto melhor do que este? - Tendes Porto melhor do que este? -
"Aliás voltas sempre - Ali às voltas sempre de
Ana Goês " ----------

Sistema de Bolonha

Foi apresentado como o modelo de ensino superior europeu. O modelo Bolonha foi imposto gradualmente nas universidades europeias, no entanto está longe de estar totalmente estabelecido em todas as universidades. É certo que este sistema tem os seus pontos frágeis, no entanto os resultados estão à vista de todos: o plano de Bolonha está a ter o sucesso desejado, pelo menos naquilo que concerne à realidade nacional. Bolonha tem objectivos muito claros e que, a meu ver são de elevada importância para que o ensino superior se desenvolva de uma forma altamente positiva, senão vejamos:
  • Mobilidade: Com um ensino comum na Europa a mobilidade estudantil nos diversos países da UE sairá em muito beneficiada. Com um modelo de ensino semelhante o estudante terá oportunidade de se integrar melhor na nova realidade assim como conseguir as equivalências desejadas deixando de correr riscos de reconhecimentos das unidades curriculares no seu país.
  • Redução do período de estudos: Não podemos falar exactamente numa redução. O que se faz é uma aposta na formação de um segundo ciclo, ou seja mestrado. Os alunos iniciam um período de licenciatura de 3 ou 4 anos e seguidamente entram num mestrado com duração geralmente de dois anos. A Europa necessita de ter formação de top para os seus cidadãos e esta é uma forma inteligente de incentivar a continuidade dos estudos, o mestrado deixou de ser só para alguns e passou a ser aberto a grande parte dos estudantes europeus.
  • Redução de custos: Juntamos o útil ao agradável. O plano de Bolonha vai possibilitar ainda uma redução dos custos no que toca a investimento nos alunos já que haverá uma redução de um ano do período de licenciatura. O dinheiro será canalizado para a investigação e para o segundo ciclo ou mestrado.
O papel do estudante também sofre alterações que valem a pena frisar. A avaliação passa a ser gradual não dependendo de um exame apenas mas sim da capacidade do aluno evoluir satisfatoriamente ao longo do seu período de estudos. Desta forma a carga de trabalho estará repartida por todo o ano lectivo não se concentrando só na chamada "Época de Exames". Com uma avaliação contínua estimula-se a capacidade reflectiva dos discentes já que estes terão que participar activamente das discussões da aula dado que a avaliação passa a ser contínua. Como referimos anteriormente a avaliação será contínua o que leva a que os exames passem a ser secundários. O ideal seria mesmo a extinção dos mesmos, no entanto concebe-se que existam ainda exames mas com valores não superiores a 15% da nota final. O papel do docente com o plano de Bolonha sofre, também ele uma grande alteração passando este a ser tutor. Como tutor a sua missão é apenas dar conceitos e bibliografia. Em casa os alunos deverão explorar esses mesmos conceitos através da bibliografia fornecida e efectuar uma discussão num contexto de aula. A importância dada ao diálogo parece-me bastante importante neste sistema. Com a avaliação a não estar apenas confinada aos exames surge também a hipótese dos alunos explorarem novas tecnologias e apresentarem trabalhos criativos para a avaliação. A exploração da criatividade é outra das metas do modelo de Bolonha. Por último tendo os professores menos tempo de aulas poderão dedicar mais horas às suas investigações. Desta forma o conhecimento cientifico pode conhecer uma aceleração considerável. Pessoalmente julgo que o modelo de Bolonha é positivo. Devo ser das poucas pessoas a defender este modelo tão afincadamente. É claro que tem falhas em certos pontos mas na sua globalidade poderá vir a ser muito benéfico para todos.

terça-feira, 21 de julho de 2009

Ondas de Verão

As Ondas fazem do parte do Mar.
Temos que enfrentá-las, surfá-las ou passar por elas....

Olhar Direito no Clube dos Pensadores

Esta Quarta Feira o Olhar Direito vai ter uma participação radiofónica no Clube dos Pensadores (http://www.clubedospensadores.blogspot.com/) a partir das 19h até ás 20h

O Clube dos Pensadores, de Joaquim Jorge convidou o Olhar Direito para integrar uma conversa radiofónica sobre a blogosfera. Em linha vão estar blogues como o Do Portugal Profundo e Portugal dos Pequeninos. Será sem duvida um debate interessante e cheio de novidades. Debater a blogosfera hoje é essencial. Devido à importância que ela tem nos dias de hoje, superando em certos casos alguns jornais. É preciso ter atenção a este fenómeno.

A emissão vai ser feita a cargo da Rádio Clube de Matosinhos. Para quem estiver na zona do Porto a frequência é 91.0 . Mas também podem ouvir na internet, através do site http://www.rcmatosinhos.com/

Em nome da equipa do Olhar Direito, agradeço o convite do fundador do Clube dos Pensadores.

É mais um passo em frente deste blogue que quase com dois anos continua a crescer. Estamos certos que o Olhar Direito tornou-se um local muito visitado e daí que as nossas responsabilidades tenham aumentado. Queremos sempre fazer mais e melhor em prol de quem nos visita e comenta.

Porque é para esses e por esses que nós continuamos a .... Olhar Direito

segunda-feira, 20 de julho de 2009

O pequeno passo do Homem

Há precisamente 40 anos que o Homem aterrou na Lua. Neil Armstrong foi o primeiro ser humano a pisar solo lunar.
Assinalamos esta data porque o espaço é um terreno desconhecido. Cheio de mistérios e histórias.
Com a chegada do Ser Humano à Lua, novas conquistas se preparam. Marte é agora o principal objectivo. Se em 1969 foi "fácil" meter um Homem na Lua então nos anos 2000, mais fácil será que o Homem vá ao planeta vermelho.

Mas ainda há quem duvide. Que tudo não se tratou de uma realização de Stanley Kubrick, e uma charada da NASA para atrair o Mundo. A famosa questão da Bandeira que não pode abanar devido ao facto de não haver vento na Lua (como mostra esta imagem...). Acreditam nestas teorias?

Há 40 anos , o sonho foi cumprido e o espaço foi conquistado.

Termino esta pequena homenagem com a frase que todos têm na mente "Foi uma pequeno passo para o Homem , mas um salto gigantesco para a Humanidade". - Neil Armstrong

40 anos depois o Homem continua com a cabeça na Lua?

No teu deserto

Terminei a leitura do livro. Não é dificil lê-lo. Lê-se de súbito mas só o devoramos a partir de certa altura.
No início, temos sempre a sensação de que a qualquer momento o Miguel vai começar a escrever.
Mas, é só a partir de certa altura do livro que ele desata a escrever...Quando os personagens principais desatam a falar e a dar vida ao livro.
É assim Miguel, na vida há sempre quem atravessa o deserto connosco mas, na maior parte das vezes é já tarde quando damos por isso.
É um livro light.
Não tão forte nem tão pleno como os que já li dele. E li-os quase todos.
É um livro de sentimentos, de desencontros e de partilhas tão habituais nas nossas vidas... . Um livro que fala do deserto e do que se encontra nele e depois se deita a perder. Diria que quase poderiam ter encontrado o principezinho... Provavelmente encontraram-no mas deixaram-no morrer como na história de Saint Exupéry. Outra faceta do mesmo escritor. _____ ACCB

domingo, 19 de julho de 2009

O Armário que bateu no cão

No seu quarto, Rudy "o cão" preparava-se para mais um dia de trabalho.

Estava entusiasmado, porque depois das obrigações ia jantar com Lassie, a sua nova namorada. Naquele dia tinha que estar "bem apresentado". Como sempre; e Rudy era um cão vaidoso, o seu armário estava sempre cheio de roupa. Quando ia abrir a porta do armário, sentiu uma força incrivel vinda do móvel.

O armário tinha-lhe dado um grande estalo.............

"Como era possivel?" - Perguntou a si próprio, Rudy...

Estaria Rudy a sonhar? Um armário que batesse era coisa que nunca tinha visto. O mais parecido e estranho com aquela situação foi ter visto uma bicicleta a andar sozinha. Em mais de 30 anos de convivência com aquele objecto nunca tinha tido problemas com o seu guarda-roupa.

Porquê é que só agora é que o armário tinha acordado para a vida?

Será que o armário também estava apaixonado por Lassie e tinha ciumes?

Um armário com Ciumes era coisa estranha para ele..... Numa segunda tentativa, Rudy tentou abrir a porta do armário. Mais uma vez... Tumba!!! O armário dá-lhe mais um grande estaladão...... Desta vez o Rudy, inocentemente, perguntou ao armário o que se passava.... Ao que este, surpreendentemente respondeu : " Não tens aqui nenhuma roupa! Estava eu a dormir sossegado e tu acordaste-me para nada"

Rudy começou então a chorar.....

sábado, 18 de julho de 2009

Titanic em Lisboa

Exposição Titanic em Lisboa

Até 31 Julho , na Estação do Rossio, 2ºandar

Aproveita para "recordar" a fatidica viagem deste Gigante

sexta-feira, 17 de julho de 2009

O Um é o Todo e o Todo é Um

Se o um é o todo e se o todo é um, na sociedade origina-se uma dada cultura e nessa cultura emergem subsistemas de ordenação e reordenação dessa cultura, que apenas podem ser espelho da mesma e da sociedade em que se originaram. Depois os subsistemas, tal como os indivíduos, são a soma desse conjunto sociedade-cultura mais as necessidades e arranjos do presente. Tal como a História tenta descrever o passado como um todo reportando-se ao conhecimento do presente, também os subsistemas só funcionam com essa sociedade e com essa cultura que o enformam somando as vicissitudes do presente.

A política como subsistema de ordenação justa da máquina estadual, está para a Nação como a saúde está para a mente; uma mente repleta de justiça é uma mente saudável. Por essas razões é que cada sistema democrático, ditatorial, autocrático, absolutista ou tirânico deve ser visto no seu espaço limitado pela sociedade e pelas culturas que o definem e não por leis gerais da natureza que possam ser aplicadas unidimensionalmente. Podemos fazer comparações, está claro, mas sempre com a pretensão de que essa comparação se tornará ridícula aos olhos de quem a destronará.

Podem passar o resto dos tempos a importar subsistemas formais e informais mas, a cultura e a sociedade em si estarão lá a enformar o mesmo subsistema importado, tornando-o único aos olhos da fonte exportadora, mas semelhante aos olhos da fonte importadora. É um jogo sistémico com duas direcções; o problema é que um qualquer subsistema demorará muito mais tempo a determinar a cultura, do que o contrário e, quando isso acontecer, já a cultura contaminou-o. Porque tudo é feito e gerido pelo Homem, o um que é ao mesmo tempo o todo.

É nesse equilíbrio que deve ser escrita a História, para que se busque a unidade do relato e para que se ultrapasse a ideia de que apenas as leis deterministas e gerais definem como se fazem as sociedades. Em cada equilíbrio da sociedade subsistem todas as unidades do todo e existe esse equilíbrio. As mudanças ocorrem dentro desse equilíbrio e reportam-se a modificações estruturais que redefinem o todo, transformando todas as unidades à sua semelhança. E neste estádio, nesta contemporaneidade, é ainda a política a única capaz de reordenar esses equilíbrios; ela não cria, apenas garante a justiça.

O problema coloca-se quando esses subsistemas se auto-inventam como cancros, produtos daquela matéria mal ingerida somada às micro-culturas que se repetem pelos tempos e que ditam as relações entre os indivíduos; as culturas apreendidas e repetidas em teias clientelísticas, de corrupção, de compra de poder, de influência ou de votos. Micro-culturas próprias dos partidos: das “escolinhas” para as juventudes partidárias às escolas para os seniores tornados barões e mandarins pelo “mercado dos votos” intrapartidário, parafraseando Max Weber. O problema coloca-se quando, ao somarmos os gastos dos subsídios e os ordenados da função pública à trafulhice da economia paralela que sobrevive à custa dos gastos públicos, ficamos com cerca de 75% do erário público à deriva, sem que o português comum perceba o seu lugar numa sociedade que, ao invés de buscar apenas a sobrevivência económica, passe a sonhar com a comunidade da ética, da justiça e do amor.

OLX se fortalece no Brasil

O OLX, serviço de classificados gratuitos online, expande cada vez mais sua presença pelo mundo e se fortalece no Brasil. O OLX é o primeiro site de classificados gratuitos que agrega todas as potencialidades da Web 2.0, com widgets para redes de relacionamento, melhores serviços de busca, mapas interativos e funções para celulares. Você pode conferir tudo isso e muito mais em: www.olx.com.br

Essas funcionalidades se refletem nos altos índices de utilização. Mais de 50 milhões de pessoas visitam o OLX por mês, gerando 400 milhões de visitas às páginas do OLX.

A cada mês, quase dois milhões de anúncios novos são colocados no site. Com alcance global e versão para celulares, você pode colocar seu anúncio em qualquer um dos 87 países e em qualquer um dos 39 idiomas. Isso também signfica que o seu anúncio poderá ser acessado por usuários de diversas partes do mundo.

A companhia foi fundada em março de 2006 pelos empresários Fabrice Grinda e Alec Oxenford. Fabrice também foi fundador da Zingy, uma empresa de ringtones para celulares comprada pela Side por US$ 80 milhões em maio de 2004. Alec já havia fundado o DeRemate, um dos sites líderes em leilões na América Latina, que foi comprado pelo MercadoLivre, um associado do eBay, em novembro de 2005. Alec também é membro do World Economic Forum's List of Young Global Leaders.

Recentemente, a OLX levantou US$ 5 milhões em fundos junto à Nexus Capital India. Em abril de 2008, na segunda rodada de captação de investimentos, a companhia já havia arrecadado US$ 13,5 milhões junto à General Catalyst Partners, Bessemer Venture Partners, Founders Fund e DN Capital, chegando a US$ 28,5 milhões em fundos arrecadados. Na primeira rodada de captação, em setembro de 2006, levantou US$ 10 milhões junto aos mesmos Vcs (Venture Capitalists) e vários angel investors.

Fabiane Dal-Ri, Assessoria de Imprensa da OLX

quinta-feira, 16 de julho de 2009

O mito Algarve

Os hábitos dos portugueses desde há muitos anos a esta parte passam por no Verão procurarem o calor das praias. Como se não existissem mais praias por todo o território nacional vão todos para o Algarve. Esta região do país na época balnear deve atingir níveis de população absolutamente surpreendentes. Ora a questão que coloco é se efectivamente o Algarve tem melhores praias e melhores locais que o resto de todo o nosso território. A debandada das massas para o Algarve é mais um mito que uma procura de um sítio realmente aprazível para umas férias agradáveis. Se fizermos as contas de uma forma bastante simples dos gastos chegamos à conclusão que viajar para destinos como Barcelona fica mais barato que passar férias no Algarve.

Não Estou de forma alguma a querer desvirtuar aquilo que Portugal tem de bom, estou só a tentar compreender o porquê do povo português, mesmo depois de verificar que ir para o Algarve não compensa, insistir em fazer lá férias.

O nosso país tem outros locais de interesse com a mesma beleza ou ainda mais…Alentejo, a zona das praias do Minho, o próprio interior do país que é lindíssimo…existem “n” locais com muito mais interesse e muita mais beleza para serem visitados, para quê sermos pequeninos? Para quê todos os anos vermos as mesmas coisas nos mesmos locais?

quarta-feira, 15 de julho de 2009

Sonhar

Foi no Butão que encontrei o MELHOR LUGAR DO MUNDO. Um país onde encontrei a felicidade, calma, e o sitio perfeito onde poderei desenvolver os meus sonhos.

Acabei por me tornar um habitante de um dos países mais pequenos do Mundo. Mas também um dos sítios onde a taxa de felicidade é a mais alta. E o que interessa é a Qualidade e não Quantidade. Por isso, fixei-me no Butão. Aqui aprendi novas culturas, conheci pessoas extraordinárias e ganhei um novo sentido de vida. Partilhei experiências e saberes. Conhecimento e vocações. Aqui no Butão aprendi o verdadeiro significado da Palavra SOLIDARIEDADE.

Comecei a VOAR neste pequeno país. Desenvolvi novos talentos como o prazer de escrever, de Olhar. Este foi um Voo que fiz á procura da felicidade. Interna e externa. Este Voo proporcionou-me uma enorme paz interna.

Sempre sonhei ser como Winston Churchill. O MEU IDOLO. Mas acabei por vir para ao Butão. Um pequeno pais onde se realizam e constroem sonhos. Onde a felicidade é a base do seu Produto Interno Bruto. Após 5 anos neste sítio, passei a ser um Messias. Uma pessoa a quem as pessoas pediam conselhos e ajuda. A quem recorriam para aprender, viajar e sonhar. Será que passei a ser o IDOLO deles? Tal como Churchill é para mim….

Queria ir para o BRASIL, mas foi parar ao Butão por um erro humano protagonizado durante o voo. Um jovem esqueceu-se de desligar o telemóvel aquando da descolagem. O jovem sentiu-se culpado e pediu desculpa a todos que estavam no avião. Mas um erro acabou por resultar na descoberta desta nova Babilónia….

O FOGO é um dos símbolos deste país. Os nativos celebravam as vitórias e os momentos importantes com o FOGO. Essa tradição ficou e o FOGO aqui é Sagrado.

Aqui o TEMPO foge. Não se nota. Ninguém usa relógio. Porque não é preciso. Aqui não há tempo. Não é necessário. Não há que cumprir horários. Ninguém está dependente desse objecto que estimula o stress nas sociedades modernas.

No Butão um dos sentimentos mais presentes é o DESEJO. De conhecer outras pessoas, de contactar com as pessoas. De as analisar, praticar e até envolver. Aqui sente-se o DESEJO com mais rapidez e fluidez….

Temos o PRAZER DE viver num lugar “isolado” no Mundo. Isolado só fisicamente. Porque espiritualmente existe muito contacto. As pessoas tiram total PRAZER daquilo que fazem. Ao contrário das Sociedades modernas em que o stress e a falta de valores isola mais as pessoas…

Para o Butão apenas trouxe 5 coisas: O meu computador portátil, um livro que durasse uma eternidade a ler, um CD, e os Óculos de Sol. E para finalizar encontrar a Cara-Metade: Sandra Bullock de preferência.

Perguntam-me vocês, esse é o LUGAR QUE TE FAZ SENTIR EM CASA?

Eu respondo que qualquer LUGAR ME FAZ SENTIR EM CASA, desde que me deixem….

Sonhar!

terça-feira, 14 de julho de 2009

Vida Longa ao Rei

Este último sábado, dia 11 de Julho, aconteceu um evento histórico diante de um Maracanã lotado por 60 mil pessoas: o "Rei" Roberto Carlos deu um show comemorando os seus 50 anos de carreira.

Roberto Carlos é um ícone da música brasileira e um ídolo quase que unánime no Brasil. Muito embora eu não seja muito sua fã, tenho respeito por sua história e seu trabalho, pois não é qualquer um que após 50 anos de carreira consiga mover multidões como ele.

Abaixo coloco uma reportagem sobre o show e a entrevista que a, sempre excelente, jornalista Patrícia Poeta fez com o Rei depois que acabou o espetáculo:

REPORTAGEM RJ TV ENTREVISTA FANTÁSTICO

Long Live the King!

Larissa Bona,

PS: Hoje é um dia importante, dia da Queda da Bastilha. É um dia bom para refletirmos qual o real significado da República e se ela é como deveria ser em nossos países.

segunda-feira, 13 de julho de 2009

É Urgente...

É urgente que faça Sol todos os dias

É urgente haja paz nas Honduras

É urgente mudar de Primeiro-Ministro

É urgente ter cuidado nas corridas de toiros em Pamplona

É urgente parar de espirrar!

É urgente escrever para libertar

1- Ibéria antes da Romanização

A História da Península Ibérica começa com a chegada dos Hominideos. Há 1,2 milhões de anos. Fizeram parte do período paleolitico. Durante este período, é de destacar três situações curiosas:
  1. Foi neste período que existiu o ultimo reduto do Neandertal antes da sua extinção
  2. Registou-se alguns dos mais impressionantes exemplos de arte paleolitica
  3. Acolheu uma das mais antigas civilizações da Europa Ocidental

Após o período Paleolitica, Megalitico e Neolitico, registou-se um período pré-romano em que vários povos estiveram na Península antes dos Romanos se imporem.

Os Iberos eram um desses povos. Eram povos autoctones que habitaram o Sul e o Este da PI na antiguidade. Não se sabe ao certo a sua origem. Várias teorias são expostas. Foram os Iberos que fizeram a transição entre os povos neoliticos e os Lusitanos. Desenvolveram aglomerações fortificadas. Um dos povos Iberos mais conhecidos foram os Tartessos que se situavam na zona de Sevilha. Consta-se que foram a primeira civilização da Península. A economia Ibérica tinha uma agricultura rica, forte exploração mineira e uma metalurgia desenvolvida.

Depois dos Iberos, nasceram os Celtiberos. Estes eram uma mistura dos Celtas, que chegaram à PI no Século VI, e os Iberos. Os mais conhecidos Celtiberos eram os Lusitanos. Estes formavam tribos sem coesão politica. Agrupados em castros, viviam da pastoricia e da agricultura. Cultivavam a vinha, o trigo e a cevada. Fabricavam pão. Os Lusitanos eram grandes guerreiros. Fabricavam armas, nomeadamente as lanças. Não eram grandes marinheiros pois viviam de costas voltadas para o mar. Os Lusitanos eram, segundo Estrabão, " a mais forte das nações Ibéricas". Para além dos Lusitanos, também os Brácaros, Calaicos e Célticos.

(continua dia 27 Julho...)

domingo, 12 de julho de 2009

sexta-feira, 10 de julho de 2009

Palpites IX

Achas que a blogosfera vai ter restrições no futuro???

SIM 21 votos (67%)

NAO 10 votos (32%)

Total de votos 31

quinta-feira, 9 de julho de 2009

Mulheres X

Elizabeth Banks - Apaixonei-me por ela no filme "Zack e Miri fazem um porno"
Estou certo nao?

Mote - Desafio

A escrita livre que o Francisco refere uns postes mais abaixo, deu-me uma ideia giríssima que podemos desenvolver aqui.
Escrever liberta a alma e por vezes ajuda a relaxar...
Querem experimentar o que cada um de nós faz por exemplo com um texto?
Uma palavra? Um número???
Então o mote hoje é o seguinte:
MOTE:
Toda a manhã procurei uma sílaba.
É pouca coisa,é certo:uma vogal,
uma consoante,
quase nada.
Mas faz-me falta.
Só eu sei a falta que me faz.
Eugénio de Andrade

quarta-feira, 8 de julho de 2009

São Ícones. E atraem massas....

Esta semana presenciámos duas situações em que se demonstra bem os valores da sociedade do Século XXI.

Agarrados a ícones, a alguém que nos dá alegrias , nos enche de prazer e por vezes sentimos necessidade de nos agarramos a algo para podermos "esconder" as nossas tristezas.

A apresentação de CR9 e o funeral de Michael Jackson são dois exemplos do que atrás foi dito.

Tanto a apresentação do futebolista como a morte do cantor, foram presenciadas e homenageadas por milhões de pessoas. Quer ao vivo nos respectivos locais, quer pela televisão. E é este ultimo meio de comunicação que trouxe uma maior propaganda e assistência aos fenómenos de massas.

85,000 pessoas (só num estádio de futebol) para acompanhar uma apresentação de um jogador em pouco mais de 15minutos. Que razão leva as pessoas a aderirem a este espectaculo? Paixão?Sentimento? Porque nos damos ao trabalho de dar "importância" a um jogador da bola? Que estranho fenómeno é este que por aparecer em certas revistas é idolatrado mundialmente?

O Mundo está actualmente sem referências a nivel politico, herois recentes, pessoas que são um verdadeiro exemplo. E em vez disso procuramos em CR9 e Michael Jackson uma fonte de inspiração. De alegria e também para tapar algumas frustações. Certas vezes, pensamos "Adorava ser como ele\ela.....". Porque não gostamos de nós próprios e queremos ser como CR9?

A emergência deste fenómenos cresce cada vez porque vivemos numa sociedade que está a perder os seus valores. Que acredita pouco em si e procura nestes "jogadores" ou "cantores" um pouco de escapatória ao dia-a-dia. Cada vez mais intenso e stressante. Funcionam como "palhaços" do circo que andam a mando dos Media e a das agências de marketing.

Mas que a qualquer momento, podem cair...

E nunca mais voltar....

Civilização, poder e conflito. (III)

Será conveniente a leitura das secções primeira e segunda deste texto.
Parte V
Nos dias que correm o Ocidente continua, apesar de tudo, a ser a civilização dominante. Uma questão que é importante levantar prende-se com a longevidade da Civilização Ocidental enquanto "civilização dominante". Muitos terão como certo que o Ocidente será eternamente a civilização que dominará o mundo, é legítimo que muitos tenham essa opinião mas não nos podemos esquecer que era essa mesma opinião que tinham os membros de todas as grandes civilizações do mundo e essas mesmas civilizações acabaram por ser destruídas. Temos consciência que o Ocidente conseguiu produzir processos de modernização e industrialização que se espalharam a todo o mundo o que fez com que as sociedades competissem com o Ocidente para assim tentarem chegar ao seu patamar. Será que todos estes processos de modernização lavrados pelo Ocidente serão suficientes para, por si só, legitimar a imortalidade do poderio da civilização Ocidental em relação às restantes? Será que o futuro da supremacia do Ocidente não será igual às restantes civilizações que acabaram por ser destruídas? Numa perspectiva muito pessoal julgo que o Ocidente terá o seu fim, e esse fim está próximo e será um processo bastante repentino. A História tem vindo a demonstrar que o processo de desenvolvimento do Ocidente é em tudo igual às civilizações que o antecederam. O futuro do Ocidente deverá ser inevitavelmente a sua queda enquanto civilização e o ressurgimento de civilizações como a islâmica ou asiática são disso exemplo. A nossa civilização encontra-se nesta altura numa fase de queda, sendo que as civilizações concorrentes representam uma ameaça séria. A possibilidade de poder vir a existir uma Guerra-Fria entre Ocidente e Estados-Núcleos de outras civilizações não é inevitável. Existe uma teoria defendida por Carroll Quigley que sustenta a hipótese da civilização ocidental cair progressivamente ao longo de décadas ou até mesmo séculos. Segundo Quigley o Ocidente está a sair de uma fase conflitual. A civilização Ocidental segundo o investigador está a desenvolver o equivalente a um Império Universal sob a forma de um complexo sistema de instituições. Assim sendo o autor defende que a Civilização Ocidental entrou numa fase de ouro que resulta do facto de não haverem conflitos intestinos na civilização. Nas civilizações anteriores à Ocidental, a designada fase de ouro terminava lentamente ou de forma repentina, no entanto o que é importante realçar é que todas as civilizações logo após a idade de ouro conhecem a idade das trevas ou seja uma fase de decadência profunda que leva ao fim da civilização. Assim sendo as civilizações desenvolvem-se porque dispõem de instrumentos de expansão que são a sua organização política, religiosa e militar. Quando algum destes três instrumentos de expansão não está devidamente afinado, assistimos à fase de invasão, ou seja, quando a civilização já não tem capacidade de defesa e deixa os "Bárbaros" provenientes de uma civilização mais forte e jovem tomarem conta das suas estruturas. Esta teoria coloca no meu ponto de vista algumas reticências que vale a pena explorar. Nem todas as civilizações têm os mesmos mecanismos, tudo o que defende Quigley é possível mas não inevitável. Apesar de todas as civilizações terem passado por processos de queda semelhantes não podemos formular uma teoria comum que seja causadora da queda de todas as civilizações que antecederam a Ocidental. Cada civilização tem um motivo específico para o seu fim e, na maioria das vezes, é um factor interno que leva à queda da mesma. Apesar de tudo o Ocidente continua a crescer economicamente (não tanto como as civilizações emergentes). Cada vez há melhores condições de vida nas sociedades Ocidentais (no entanto a natalidade passa por uma fase preocupante).
Conclusão
Assistimos na civilização ocidental a um forte declínio da identidade moral, cultural e civilizacional. O ocidente já não se reconhece em si mesmo, há uma mistura enorme de religiões, raças, crenças e filosofias. Não existe uma unidade, essa mesma falta de unidade poderá ser sem dúvida determinante para o fim da supremacia ocidental. Para terminar enumeramos os principais factores da queda de moral no ocidente:

· Aumento de comportamentos anti-sociais com crimes, droga, violência…

· Declínio da importância da família: taxas de divórcio, gravidezes de menores, famílias mono parentais.

· Diminuição do capital social.

· Enfraquecimento geral da ética do trabalho.

· Menor empenhamento no saber e na actividade intelectual.

Bibliografia:

· FUKUYAMA, Francis, The end of history, The National Interest,1989.

· CHOMSKY, Noam, Hegemonia ou sobrevivência: O sonho americano de domínio global, Ed. Inquérito, 2007.

. HUNTINGTON, Samuel, The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order, Simon & Schuster, 1998

Trabalho desenvolvido por Marta Sousa em 20/06/2009.
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