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segunda-feira, 30 de novembro de 2009

2.4 - INVASÕES BERBERES

1 - Estamos no séc. VII d.C. O carácter electivo da monarquia visigótica que governava a Ibéria era motivo de guerras civis entre famílias e partidos rivais. O feudalismo da oligarquia militar e religiosa, de características germânicas e influenciada pela noção ariana de castas, tornava-se cada vez mais repressivo para o povo. No Concílio de Toledo (694) foi revelada uma conjura dos judeus espanhóis para derrubar a monarquia visigótica e a religião cristã. Inventada ou não, serviu de pretexto para a sua prisão e passagem à condição de escravos, com confisco das respectivas fortunas. Os judeus espanhóis pedem, então, ajuda aos judeus do norte de África, em especial aos residentes na colónia de Ceuta. Embora o Islão estivesse já expandido no norte de África, Ceuta mantinha-se ligada a Bizâncio. Era seu governador o Conde Julião, inimigo dos visogodos e, em especial, do rei Rodrigo, por questões pessoais (a lenda fala do rapto de uma filha). Na Península a guerra civil alastrava. Com a morte de Vitiza, o rei eleito, Rodrigo, enfrentava uma revolta de grande parte da nobreza que queria ver no poder Agila, filho de Vitiza. É neste contexto que o Conde Julião, de Ceuta, é solicitado a conseguir o apoio dos Berberes à causa de Agila.
2 - O Islão estava num momento de grande expansão. A monarquia visigótica agonizava. A chamada dos Berberes para ajudar a facção de Agila transportou, em navios fornecidos pelo Conde Julião, uma frota de mouros através das Colunas de Hércules. O nome do estreito passaria a chamar-se Gibraltar ("a montanha de Tarik") topónimo do chefe mouro Yaabal Tarik, governador de Tânger, que comandou as forças invasoras. O exército de Rodrigo foi completamente derrotado, sendo o triunfo berbere facilitado pelo apoio da oposição interna e por grupos de judeus descontentes.
Rapidamente o exército berbere ocupou Córdova e Toledo (capital visigótica) e Sevilha acba por cair após prolongado cerco. O objectivo deixou de ser o apoio a uma facção goda e passou a ser a conquista da Península. A zona que hoje é Portugal foi conquistada com facilidade. Os fugitivos romano-godos das Espanhas refugiaram-se nas Astúrias e Galiza, de onde partiria a reconquista.
3 - Depois da conquista os cristãos submeteram-se com relativa facilidade. Não houve grande confrontação religiosa. O culto cristão mnteve-se, sujeuto a um tributo especial. Aliás, a doutrina corânica repele a imposição violenta da fé: "não façais violência aos homens por causa da fé" (sura II, 257). Acresce que a conversão dava menos proveitos, pois os convertidos deixavam de pagar o tributo especial. Não houve, portanto, "guerra santa", apenas a mudança de senhorio que, aliás, foi bem vinda para as classes populares e camadas rurais oprimidas pelos senhores visigodos.
A liberdade religiosa era total. Muitos mudaram; outros permaneceram na fé cristã. Na região do Algarve ("ocidente" em árabe) a islamização foi quase total e no Alentejo também, deixando de haver referências aos bispados de Beja e de Évora. Sóa anorte de Portugal se manteve resistência. A cidade de Braga, por exemplo, as lutas foram violentas e acabaram por determinar a destruição da cidade. O poder nas zonas acima do Tejo oscilou muito e, principalmente, acima do Douro só esporadicamente era mouro. Basicamente quem se opunha era a nobreza visigoda. Muitos nobres, porém chegaram a acordos territoriais e comerciais com os berberes. Outros refugiaram-se nos Pirinéus, nas Asturias ou na Galiza. Daí partiria a reconquista cristã da Península.
4 - Em 740 dá-se no norte de África uma revolta de tribos berberes que se apoderam de Tânger e vencem as tropas Sírias enviadas para dominar a sublvação. Esses reforços acabam por se transferir para o sul da Península (cerca de 7000 homens), tendo-lhes sido dadas terras. Em breve seriam uma aristocracia feudal que iria paulatinamente submeter os berberes das regiões mais a norte.
A este domínio islâmico da Península chamaram os árabes al-Andalus (ex-Bética; ex-Vandalícia) que, numa primeira fase dependia do Califado de Damasco (único califado do Islão) e os seus governadores dependiam directamente do governador da Ifriquia, com sede na Tunísia. Na Península a capital foi, primeiro, Sevilha, mas logo em 717 era já Córdova. Em 756 o al-Andalus corta as amarras com Damasco, entretanto ocupada pelos Abássidas e torna-se primeiro um emirato omíada autónomo e depois um Califado independente, com Abd al-Raham III. A partir de 1080, porém, o califado desagrega-se por convulsões internas e é abolido. O poder passaa ser exercido por chefes locais. São os Reinos das Taifas ("bandos").
Portugal, por coincidência ou fado, aproveita este momento e consegue a sua independência. Em 1143 Afonso Henriques auto-proclama-se rei. Em 1250 cai Silves, último bastião muçulmano no Algarve, sob o comando do exército de Afonso III. A Espanha teria de esperar pelos Reis Católicos, para em 1492 recuperar a autonomia.
Jorge Pinheiro

domingo, 29 de novembro de 2009

OLHAR A SEMANA - CONTRA NATURA

1 - À medida que o planeta aquece novos potenciais negócios surgem no degelo dos pólos. Por baixo das águas congeladas do Ártico parecem existir reservas de ouro e de petróleo insuspeitadas (ou talvez não). A luta pelas plataformas petrolíferas no buraco de ozono começou. Pode mesmo suspeitar-se que a ganância dos países mais "civilizados" tenha motivado a emissão descontrolada de gases para atmosfera. Que a não assinatura de tratados anti-poluição tenha por base as melhores expectativas de resultados das grandes petrolíferas inglesas, americanas e francesas. Podemos ver conspiração em tudo. A Antártida é mais difícil de descongelar, mas a usura do combustível faz milagres. Os pinguins não terão descanso e nós continuaremos a andar alegremente em carros de alta cilindrada. Os recursos são finitos, mas é infinita a estupidez humana.
2 - Na véspera de 1 de Dezembro, data solene em que se celebra em Portugal a "Restauração" do governo dos "filipes" sobre Portugal (1580-1640), surgem propostas espanholas para um acordo ibérico no lobby a efectuar em Bruxelas. Uma posição que Portugal olha com desconfiança ajuizada. Vejamos. Como se sabe "de Espanha nem bom vento, nem bom casamento". Por uma obsessão qualquer que ultrapassa a mera continudade territorial da Península, os espanhóis sempre quiseram mandar em nós. Temos nove séculos de lutas políticas e campais com esses vizinhos imperiais. Nunca a História quis que essa união se desse. Esta nova tentativa, por muito democrática que pareça, é nova tentativa de hegemonia. Que percentagem nos caberia nesta "sociedade"? Quem falaria? A quem pertenceriam os louros de uma eventual vitória? Quem ficaria a ganhar mais? Poderão dizer: mas agora estamos na União Ibérica; vários países formam blocos para sustentar interesses mútuos; é importante que a Ibéria forme um bloco unido. Se é verdade que realpolitik assim o determina, pergunto: mas não era suposto a União Europeia ser o caminho para uma Federação? Então esta criação de blocos todos a "puxar a brasa à sua sardinha" é o quê?
Jorge Pinheiro

sábado, 28 de novembro de 2009

Derby de Estreias

Daqui a pouco Sporting e Benfica entram em campo no Estádio José de Alvalade.
Apesar da distância de 11 pontos do Benfica em relação ao Sporting, nestes jogos a vantagem não conta. Mas sim a motivação, concentração e a sorte.

É também a estreia de Carvalhal e Jesus em derbys. Dois dos melhores treinadores nacionais que "finalmente" têm oportunidade de treinar os grandes de Portugal.

Qual deles sairá vencedor? ou haverá empate?

sexta-feira, 27 de novembro de 2009

Mulheres XIX

Aqui está a Miss Universo 2009

Vem da Venezuela e chama-se Stefania Fernandez...

E ainda dizem que o Mundo está poluído....

Hoje é o Dia d..............................

Conseguem inventar assim um dia "estupidamente" especial? Ou uma razão para faltar ao trabalho? Bom fim de semana grande!

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Saber Amar - 7º Poema

Ah! Se pudéssemos apagar todos os erros do passado.
Se pudéssemos esquecer todo pranto que derramamos, todos os erros que cometemos, todas as magoas que guardamos dentro de si, todas as vezes que magoamos.
Não sei porque as coisas tem que ser assim.
Porque é tão difícil saber o que realmente nos faz feliz.
Um pingo d água que cai na beira do mar e parece que nunca mais vamos encontrar.
Nos dando a sensação de que não esta em nenhum lugar.
Muitas vezes não enxergamos.
Não conseguimos ver o que esta ao nosso redor.
Não paramos em momento algum.
Não olhamos para o céu.
Não observamos a natureza.
Não sentimos a brisa do ar fresco beijar a nossa face, jogar nossos cabelos.
Passamos pela vida com pressa, queremos ser mais velozes que o tempo.
Porque o tempo é guerreiro e não espera por ninguém.
Mas eu já sonhei.
Sonhei que o tempo me pertencia.
E quantos querem que o tempo pare diante de si.
Sonhei que o tempo parava enquanto eu dormia.
De frente para o tempo é fácil lembrar da infância, da ingenuidade.
A facilidade de sorrir, sem ter que fingir.
Lembrar de quem éramos.
Do que se quer ser;
E todos nós passamos por momentos assim na vida.
Momentos em que parece que olhamos diante do espelho e tentamos desvendar através dele o que somos, tentando desesperadamente mergulhar no fundo da alma.
Quanto tempo realmente demora para conhecer alguém?
Dias
Meses
Anos
E para nos conhecemos?
Talvez a vida inteira, e no final dela descobrimos que quando começamos a lidar com nós mesmo, e hora de partir.
Embora saibamos que é assim, morremos e passamos a vida apontando o dedo, procurando nos outros o que não temos em nos mesmo.
É complicado.
É complicado viver em mundo onde a mil e um becos.
Becos que as vezes parece não ter saída.
Muros que criamos
E depois não derrubamos.
É fácil temer o que não conhecemos.
E passar a vida reclamando, sem luta pelo o que queremos.
A vida não é o apagar e o acender de uma luz.
Não é uma história que a qualquer momento podemos arrancar uma página indesejada.
Mas podemos virar a página reescrever uma nova história.
Derrubar os muros e construir canteiros.
Pedir perdão Mas que seja de coração.
Em vez de aperto de mãos,
Um abraço.
Em vez de somente amigos
Irmãos.
Escutar! Saber falar!
As palavras tem força, pode fazer milagres.
Mas também pode ferir, machucar.
Ser amado Para saber amar.

Poema de Michele Alexandra Gomes

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Desvarios

Desvarios

O mundo gira.

O quarto gira.

Tudo gira á minha volta.

Borboletas de mil cores rodopiam ao meu redor deixando atrás de si rastos de luz cintilante

Sento-me na cama, ela baloiça, canoa nos braços das ondas de tempestade.

Tudo é neblina de um cinzento espesso. Ouço gritos de gaivotas e vozes de comando.

Uma luz rompe o nevoeiro, aproximando-se numa estranha dança. Baloiçando de cima para baixo e de baixo para cima.

Aproxima-se cada vez mais e a canoa volta-se.

Mergulho no mar gelado mas afogo-me num mar de lençóis de cetim.

Estou salvo!

Deitado em cima da cama mantenho ainda nos lábios o sabor do mar salgado.

Sou invadido por uma estranha tranquilidade que se transforma em leveza.

A minha cabeça, os meus braços, o meu tronco, as minhas pernas, flutuam no ar.

Num passe de magia atravesso paredes e alcanço a liberdade dos céus

Abro os braços e deixo-me levar, folha ao vento.

Voo lentamente por cima de casas, de árvores, acima das nuvens em direcção á lua que me revela timidamente a sua face.

Estendo a mão para tocar-lhe e ai caio, vertiginosamenteeeeeeeeeeeeeeeeeeee.

Caio, até que subitamente aterro em mim, deitado em cima da cama.

poema de Carlos Reis

Globalização: A diversidade ameaçada - Um Governo, uma forma de pensamento (parte II)

Leia a parte I AQUI

É proibida qualquer cópia parcial ou total sem o prévio conhecimento e autorização da autora. Artigo redigido por Marta Sousa.

[...] O fenómeno do mundo global atravessa toda a sociedade contemporânea em quase todos os seus parâmetros sendo assim difícil definir num conjunto sucinto de palavras o que se entende por globalização. A comunidade académica enfrenta inclusive um debate acerca da terminologia que deve ser usada para classificar o fenómeno. Muitos consideram o termo "globalism" especialmente nas universidades americanas, no entanto na cultura europeia e anglo-saxónica o termo "globalization" é o mais usado desde o desmoronamento do bloco comunista. A melhor definição de globalização que consigo conceber é não mais que uma evolução naquilo a que chamamos de Capitalismo Industrial. Quando falamos de globalização este termo está indissociavelmente ligado ao sistema económico capitalista, concebemos assim a emergência de um novo sistema mundial.

Um olhar pela Globalização Económica...

A globalização aparece sempre indissociavelmente ligada a questões de foro económico. Não é surpresa para nignuém (e é algo que aliás está provado) que assistimos a uma supremacia do poder económico sobre o poder político. A internacionalização dos produtos e bens assim como a desregulamentação do mercado desencadeado pelos EUA e pela Inglaterra assim como a multiplicação das multinacionais criaram aquilo a que hoje chamamos de liberalismo económico.

Muitos investigadores apontam para o início do sistema económico capitalista na sua plenitude logo no século XIX, no entanto essa visão pode ser deveras questionada. Na minha óptica o capitalismo na sua versão neoliberal surgiu apenas na década de 80 do século XX com Ronald Reagen com programas destinados a retirar o Estado da economia e a permitir que o mercado se auto-regulasse. O momento alto destas teorias Keynesianas dá-se com o colapso do Império Soviético em 1989. O objectivo da administração Reagen era retirar na totalidade a intervenção do Estado na economia, como é natural o mundo todo veio "arrasto" destas medidas dado que o principal centro financeiro mundial era Nova Iorque.

Wolton refere que a globalização assenta em 3 pilares básicos: Política, economia e cultura. Na economia este processo que se deu após a II Guerra Mundial tem-se caracterizado por uma forte expansão do capital estrangeiro devido essencialmente ao crescimento do progresso teconlógico, das diminuações aduaneiras e, claro está, da crescente liberalização dos movimentos de capitais.

O aumento de exportações para países como China, está relacionada com a crescente integração na economia mundial de uma abertura nunca antes vista, à qual nem os velhos e conservadores comunismos resistem (exceptuando Cuba e Coreia do Norte as únicas Repúblicas a que podemos chamar 100% comunistas).

Portugal é um dos países que sofrem directamente com o fenómeno da globalização dado que muitas das multinacionais que produziam no país iniciaram (devido ao desregulamento do mercado) um caminho para países nos quais os salários são mais baixos e os direitos humanos e laborais questionáveis. Falamos de: China, Vietname, Laos, etc. Em toda a UE o nosso país é o terceiro mais afectado com este tipo de medidas sendo apenas ultrapassado pela Finlândia e Eslováquia.

Encontramos o sector automóvel como um dos mais afectados tendo 2/3 de novos desempregados. Empresas como a Autoeuropa têm vindo progressivamente a diminuir a sua produção em Portugal sendo certo que mais tarde ou mais cedo fecharão as portas. A juntar ao sector automóvel os têxteis e o calçado representam cerca de 45% dos novos desempregados nacionais pior que tudo isto é o facto deste fenómeno se ter vindo a agravar nos últimos anos.

São dados que não podemos ignorar. São situações que nos deixam a pensar. Será o liberalismo selvagem caminho?

  • SANTOS, Boaventura Sousa, Globalização: Fatalidade ou Utopia?, Edições Afrontamento, 2001
  • GEENWALD, Bruce, The Irrational Fear That Someone in China Will Take Your Job, Wilwy Edition, 2008
  • FOURNIER, Anne, Sectes, Démocratie et mondialisation, Presses Universitaries de France, 2002
  • HUNTINGTON, Samuel, The Clash of Civilizations and the Remaking of World Order, Simon & Schuster, 1998

terça-feira, 24 de novembro de 2009

Ahmadinejad no Brasil

Manifestação contra Ahmadinejad na Praia de Ipanema no RJ - até Mãe-de-Santo tinha!



A manchete que hoje povoa não só os jornais brasileiros, mas também os jornais do mundo todo, é a visita do presidente do Irã, Mahmoud Ahmadinejad, ao Brasil.

Ele chegou aqui ontem, mas no domingo já houve diversas manifestações no país, contra sua presença, sendo a mais significativa a que reuniu mais de 2000 pessoas na praia de Ipanema no Rio de Janeiro.

Tal manifestação foi encabeçada pelas comunidades judaica e árabe, por grupos homossexuais e até mesmo grupos afro-religiosos (estes eu ainda não entendi o porquê da sua participação, já que eu suspeito que Ahmadinejad sequer tenha conhecimento do que seja o candomblé).

O presidente do Irã chegou acompanhado de uma comitiva de mais de 300 pessoas, incluindo-se aí não só membros de seu governo, mas também empresários.

No encontro, que aconteceu no Palácio do Itamaraty, sede do Ministério das Relações Exteriores do Brasil, Lula apoiou o programa nuclear iraniano, desde que para fins pacíficos, ao mesmo tempo em que Ahmadinejad elogiou a presença diplomática do Brasil na Ásia e Oriente Médio e defendeu a nossa presença no Conselho de Segurança da ONU.

Todavia, Lula não deixou de cobrar menos extremismo do Irã e o fim do apoio ao Hamas.

Além das questões polêmicas, eles discutiram o intercâmbio econômico-comercial e investimento entre os dois países, cooperação em biotecnologia, nanotecnologia, agricultura e no setor energético, sem falar da promoção de intercambio cultural.

Durante a reunião, houve mais protestos frente ao Itamaraty.

Analistas como Samuel Feldberg, entendem que a visita de Ahmadinejad não beneficia o Brasil em nada e que se é interesse do país intensificar o comércio com o Irã, que organizasse uma visita de empresários brasileiros depois que o país de Ahmadinejad retrocedesse em seu discurso.[1]

O colunista de Folha de São Paulo, João Pereira Coutinho, disse que receber Ahmadinejad é um insulto ao Brasil e que Lula erra ao acreditar que o país terá vantagens comerciais no futuro.[2]

Para o periódico espanhol, El País, visita do presidente iraniano pode tirar o prestigio de Lula.[3] Já o New York Times diz a vinda de Ahmadinejad pode prejudicar as ambições brasileiras de tornar-se um ator mais influente no cenário mundial.[4]

Está certo que a Ahmadinejad é persona non grata na comunidade internacional, justamente pelas barbaridades que professa, no entanto devem-se levar em conta dois fatores muito importantes para analisar o porquê de Lula relacionar-se com o Irã.

Primeiro que a política externa do governo Lula, assim como a do governo de Ahmadinejad, é o multilateralismo.

Ele abriu os horizontes do comércio internacional brasileiro, diminuindo o foco dos Estados Unidos e Europa, e se concentrou em estreitar laços com nações que o país não tinha muito costume de comercializar, como países africanos e do Oriente médio.

Além do mais, observa-se que o Brasil possui uma balança comercial extremamente positiva em relação ao Irã, com um saldo de US$ 1,11 bilhão, sendo que apenas importamos US$ 14,78 milhões deles[5]. Inclusive, a Petrobrás tem escritório em Teerã.

Ou seja, é do interesse do empresariado nacional, estreitar esta relação com o Irã.

Assim como todos os demais, repudio inteiramente a Ahmadinejad, entendo que é um absurdo que ele negue o holocausto, defenda que Israel seja varrido do mapa, discrimine minorias como os homossexuais, que apóie grupos terroristas e não me senti confortável em tê-lo em meu país.

Mas também observo que devemos levar em conta que, muito embora ele seja presidente do Irã, ele não é o Irã.

E por mais que eu também não goste de Lula, entendo que ele está sendo coerente com sua política externa ao receber o presidente do Irã em nosso país. Pena que o presidente do Irã se chama Mahmoud Ahmadinejad.

Larissa Bona

PS: Está programada uma visita de Lula ao Irã no primeiro semestre do ano que vem.

[1] http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u656319.shtml [2] http://www1.folha.uol.com.br/folha/podcasts/ult10065u656353.shtml [3] http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u656631.shtml [4] http://www1.folha.uol.com.br/folha/mundo/ult94u656103.shtml [5] http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u656085.shtml

segunda-feira, 23 de novembro de 2009

Portugal Real IX : Ler sem pagar

Em Portugal temos o hábito de estar a ler jornais sem os pagar. Chegamos ao quiosque ou papelaria; folheamos o jornal ou a revista, verificamos se o que está lá dentro interessa-nos e depois o jornal vai para o mesmo sítio....

Isto tudo perante a passividade dos vendedores que assim perdem mais uns euros. Tudo porque o leitor já leu o jornal. Aquilo que lhe interessava e depois volta tudo ao mesmo sitio.

Digo que um péssimo hábito. Da mesma forma aqueles jornais que estão expostos na rua com as suas capas maravilhosas. Todos nós sabemos como as capas têm influência na venda de jornais. Sorte são aqueles que metem os jornais dentro da banca e só dá uma olhadela ao jornal depois de o comprar.

Assim é que deve ser! Como o português não quer pagar nada, também não paga os jornais.

São filas e filas de leitores a ler o jornal sem parar. E pior é quando queremos comprar um jornal e não podemos ter acesso porque alguém se "encontra" divertido a lê-lo ou então simplesmente não nos deixam passar.......

sábado, 21 de novembro de 2009

ESTOU FARTO DA III REPÚBLICA

Primeiro foi o “25 de Abril”. As liberdades restituídas. A inexperiência dos governos. A ilusão do povo. A confusão do PREC. A ameaça do comunismo. As nacionalizações selvagens. A descolonização precipitada. Retornados aos milhares. Golpes e contra golpes. Um regime, dois países. Entrámos, finalmente, para a União Europeia. Do sobressalto “abrilista”, entrou-se no país das negociatas pela distribuição dos fundos comunitários. As novas elites tomaram o poder e nunca mais o largaram. As maçonarias de interesses e os clubes restritos com sede no Chiado passaram a mandar nos partidos e na vida económica. Pequenos ninguéns ascenderam a cargos políticos e de gestão, promovidos por esses interesses de quem são subservientes e devotados defensores. Os “carros de alta cilindrada” dos políticos corruptos passaram a circular em profusão pelas auto-estradas do regime, adjudicadas às empresas corruptoras. A agricultura morreu. A pesca definhou. A indústria aguarda. O desemprego cresce. O povo, cada vez mais dependente dos caciques locais, suspira por um subsídio qualquer que lhe pague a renda ao fim do mês. O défice público aumenta. A receita é cada vez mais baixa. As exportações não evoluem. Os impostos aumentam. Os orçamentos de crise são sucessivamente rectificados. A justiça não funciona. De tão lenta deixou de existir. O julgamento é, agora, nos jornais e nos “reality shows” da manhã televisiva. A lei já não é “dura”. É imperceptível. Ninguém se entende. Juristas interpretam. Procuradores decidem uma coisa e dizem outra. Juízes do Supremo fazem declarações de instabilidade garantida. Alastra a corrupção em módulos tentaculares. Escutas telefónicas alimentam telenovelas. A Judiciária parece estar enredada em teias políticas. Jornalistas acham que são o único garante da democracia, enquanto violam o segredo de justiça para vender pasquins à população anestesiada. Um país descontrolado, neurótico e desconfiado, à beira da esquizofrenia e da falência colectiva. Um país de velhos que, em breve, não terão reforma. A roubalheira antiga tem, agora, foros institucionais. Só falta estar consagrada na Constituição. Portugal não é um país de oportunidades. É um país de oportunistas. Estou farto da III República!
Jorge Pinheiro

sexta-feira, 20 de novembro de 2009

Palpites XI

Achas que o Governo vai aguentar os 4 anos?

SIM 14v 46%

NAO 16 v 53 %

TOTAL 30 votos

quinta-feira, 19 de novembro de 2009

Catharsis (Cartase)

Sinto o vento do tempo

morte anunciada ao momento

riso infernal sentido

por entre morte vivido

Pedestal real da glória

imortalidade na memória

um fechar de olhos consciente,

um sofrimento presente.

Fortuna não tendo fortuna

tragédie que avoluma

o sangue dos corpos quentes

e o sangue dos cérebros dementes.

Moira que abres o caminho

de um Romeu e Julieta extinto

por uma Catharsis fria

que transforma em cheia a alma vazia.

Puros fiquemos então

Santo Obama..........só para uns?

Barack Obama está em périplo pela Ásia. De visita à China Comunista o Presidente Norte-Americano continua a adoptar o estilo calmo e sereno. Foi assim aquando da sua tourneé pelos países muçulmanos, na visita aos antigos países da Ex-União Soviética.

E está a ser assim em relação à China. É de realçar o comportamento do Presidente Norte-Americano. Sereno, calmo, sem levantar ondas e ameaças. Ao contrário daquiloq que W.Bush. Até com a Russia conseguiu um aperto de mão. Sem valorizar o comportamento do Presidente Norte-Americano; que também é Nobel da Paz; os americanos continuam insatisfeitos. E a popularidade está em queda. Muitos acham que num ano continua tudo igual. Mas não é verdade. Os americanos estão mais pacificos e dialogantes. Veremos se continua assim.

O que é verdade, é que com este comportamento o Mundo pode pensar em paz. A estratégica de Obama tem sido a mais correcta. Mais tolerante e pacifista. Porque é disso que o Mundo precisa.

Então o Irão? Que posição vai tomar o Presidente de todos os habitantes do planeta?

quarta-feira, 18 de novembro de 2009

Rubrica: Viajar por França (PARIS)

Pontos negros da cidade:

  1. Metro: Uma cidade que se denomina de "Cidade das Luzes" simplesmente não pode ter um metro no estado lastimável que tem. É um sacrifício para mim e para qualquer parisiense andar naquele veículo. Carruagens velhas, lixo acumulado por todo o lado, assaltos constantes. Sinto que os utentes do metro são tratados sem o mínimo de condições, diria que nos devem considerar "cidadãos de 5ª". O metro do Porto por exemplo tem condições incomparáveis ao de Paris. É certo que é mais novo mas consegue estar sempre imaculadamente limpo algo que não acontece no de Paris.
  2. Criminalidade: Por semana assisto a pelo menos um assalto em plena rua. Paris está a ficar uma cidade cada vez mais perigosa, os alvos preferenciais são os turistas. Desde autênticos arrastões a assaltantes isolados, viver em Paris mais de 5 anos sem nunca ter sido assaltado é uma verdadeiro milagre.
  3. Xenofobia: Os estrangeiros continuam a ser descriminados na "Cidade das Luzes". É triste que assim seja. Não falo tanto em racismo mas sim em negação de tudo o que é estrangeiro. Raramente vejo um francês a falar inglês (mesmo que saiba) para ajudar alguém que não compreende bem a língua. Toda a gente sabe da velha animosidade existente entre ingleses e franceses. Duvido muito que alguém que só fale inglês resista em Paris muito tempo.
  4. Densidade populacional: Paris tem gente a mais. É claro que não sou defensora que se expulse gente da cidade ou que se impeça a entrada de pessoas na mesma. Certo e que a cidade com menos 1 milhão de habitantes ficaria quase perfeita. Concebo a cidade como uma faca de 2 gumes: excesso de gente com bastante poder económico e excesso de gente sem poder económico algum.
  5. A velha máxima do "ter para ser". Uma cidade de aparências, em excesso. Paris transformou-se na capital europeia da estética e do bom gosto. O material suplanta-se em relação às capacidades pessoais de cada um. Criam-se estereótipos de uma forma assustadora comparativamente ao resto da Europa.

A cidade tem também muitos aspectos positivos (mais que os negativos) no entanto analisando a cidade de uma forma imparcial conseguimos facilmente denotar alguns (muitos) defeitos, como em tudo aliás.

Metro.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Semana Agitada no Brasil

Madonna no Morro de Santa Marta com o Governador e Primeira-dama do Rio

Semana passada no Brasil foi muito agitada e vocês não sabem como.

Primeiro aquela aluna, que foi hostilizada na Uniban, cujo caso contei no meu último post, foi expulsa da faculdade! Sim, para a perplexidade de todos, ela foi expulsa.

Uma mulher, nacional do país da bunda de fora e das mulatas seminuas no carnaval, é hostilizada por centenas de alunos, por conta de um vestido que não era nem tão curto assim, e ao final a universidade, por meio de uma “sindicância”, decide que a culpa era dela e a expulsa.

Vocês imaginam a comoção e indignação nacional por essa decisão. A imprensa, o Ministério da Educação, o Ministério das Mulheres, a União Nacional dos Estudantes, todos protestaram.

Houve muitas manifestações pró-Geisy! Ainda bem que a sociedade soube posicionar-se com bom senso contra o cúmulo do machismo e da hipocrisia.

E o pior de tudo, em virtude de tal comoção, o Reitor da Universidade voltou atrás em sua decisão, mas deixou bem claro que só o fazia por conta da repercussão negativa que teve o fato.

E agora me pergunto: que classe de educação estamos a ter? Que classe de sociedade estamos a construir? Qual é a mentalidade do Brasil que pune a vítima e exalta os agressores?

Logo em seguida, chegou Madonna! A rainha do pop veio ao Brasil para conseguir fundos para estabelecer aqui sua fundação SFK – Success for Kids.

E pois não é que em uma semana ela conseguiu angariar US$ 10 milhões com o Jet - Set brasileiro! Pelo o que li na imprensa, trata-se de um projeto excelente e sério que visa ajudar crianças carentes. Ponto para Madonna.

Além disso, ela conseguiu o apoio do governo do Rio de Janeiro para seu projeto, em troca de apresentar-se no réveillon de 2011 e na abertura das Olimpíadas de 2016.

Quanto ao réveillon de 2011 eu não tenho dúvidas que ela possa se apresentar, agora já não sei se estaria em forma para apresentar-se em 2016, talvez só discurse.

E junto a vinda de Madonna, tivemos um blackout. A Usina de Itaipu, a maior usina hidrelétrica do Brasil sofreu um curto-circuito e desligou-se completamente. Com isso houve a interrupção para o fornecimento de energia elétrica para 18 Estados do país!

Foi uma confusão sem fim porque, por horas, Estados como São Paulo e Rio de Janeiro ficaram totalmente sem energia.

Até mesmo Madonna, ficou no escuro, só que ela estava em um restaurante chique, no momento do apagão, que tinha gerador de energia, ao contrário de muitos hospitais do Brasil.

Semana agitada essa nossa não?

Larissa Bona

segunda-feira, 16 de novembro de 2009

" A procura Absoluta da Humanidade"

Por vezes choro

Grito e zango

Mas será que nesse momento

Nesse momento, louco, não sou feliz?

Não terei aí um pouco de desafogo,

Claridez mental e vontade, talvez?

Vontade de mudar algo,

De marcar a minha e outra pessoa.

Vontade de criar um novo destino.

O meu, o teu, os nossos destinos

O culminar de energia

O desejo de ser diferente

Que uma transformação ocorra

Seguida de outra, e outra

Assim é a vida

A minha, a tua, a dele, as nossas

Tristes e belas vidas.

Numa roda de desejos sem fim

De propósitos que variam como o vento

E tudo isto para fugir

E sermos um pouco felizes

Naquele instante de tempo

De renovação…

Aí está a mais absoluta procura da humanidade….

Poema de Yucânia da Conceição C. da Cruz

2.3 Invasões Bárbaras

O Império Romano era o maior que a Europa até então conhecera. A sua influência estava alastrada por praticamente toda a Europa e o seu poder era temido e impunha-se do Norte de África ao Reno. No século V o até então temível Império Romano vê ruir todo o seu poderio.

Povos Bárbaros oriundos do norte e leste da Europa ocupam os territórios outrora pertencentes às legiões romanas. A queda do Império Romano vai levar a que o território antigamente pertencente ao mesmo seja dividido por diversos povos que partilham entre si as terras. Para a parte que actualmente corresponde ao território de Portugal estabelecem-se dois reinos: o reino Suevo e o Visigodo. Apesar de tudo, naquilo que é a minha perspectiva, não podemos dizer que a Europa foi conquistada pelos povos Bárbaros dado que estes (apesar do seu poderio armado superior o romano) deixaram-se conquistar pela cultura romana imitando em muitos aspectos o estilo de vida destes.

Pontos-chave:

  1. A crise do Império Romano
  2. O reino Suevo
  3. A monarquia Visigótica
  4. O Cristianismo
  1. A queda do Império romano foi consequência de problemas intestinos vividos no mesmo Império. A grande extensão territorial foi causadora de alguns problemas de identidade assim como económicos e sociais; as lutas internas era cada vez mais frequentes e estendiam-se a vários pontos do Império, muitos fugiam das cidades para o campo devido à instabilidade que nestas se vivia, o grandioso Império Romano começava a enfraquecer. Paralelamente a tudo isto os povos do norte faziam uma constante pressão nas zonas de fronteira do Império empurrando cada vez mais as linhas de fronteira e levando a uma progressiva diminuição da extensão territorial do império. Esta mistura de tensões internas e pressões externas será a chave para a queda daquele que foi um dos maiores Impérios de sempre.
  2. A chegada dos Suevos à Península foi precedida de lutas em todo o território, só no período de 430 a 456 é que assistimos à consolidação deste reino na zona noroeste da Península Ibérica. Os suevos a partir do ano 438 iniciam uma fase de expansão significativa para sul mas conseguem ser travados pelos Visigodos e pequenos grupos descendentes dos romanos peninsulares. Segue-se um período daquilo a que poderíamos chamar de anarquia que só é ultrapassada na segunda metade do século V com a estabilização da sua monarquia, no entanto o reino Suevo na Península só dura mais um século. As expedições visigóticas contra os Suevos terminam em 584 com a submissão do último rei Suevo e com a unificação peninsular sob a coroa Visigótica.
  3. Agora temos a Península sob a mesma coroa: a Visigótica. Contudo o novo reino não terá uma existência pacífica o que conduzirá ao seu desaparecimento no século VIII. O rei Leovigildo iniciou por volta de 569 uma política centralista do poder retirando às elites locais muitas das influências que detinham. Os vários nobres locais não querendo perder o poder entraram muitas vezes em choque com Leovigildo e seus sucessores chegando esse mesmo choque a resultar em lutas internas, com frequência no seio da própria família real. Aos poucos a autoridade vai-se perdendo e nos finais do século VII existem contínuas rebeliões. Em 711 um exército muçulmano entra na Península conquistando a mesma rapidamente. Estava assim traçado o fim da monarquia visigótica.
  4. Após as invasões bárbaras o Cristianismo (religião oficial do Império Romano) atravessou uma fase de re-adaptação. Só em 589 é que a religião voltou a ser considerada como religião oficial da monarquia visigótica, o que levou ao aumento da sua influência. Não só tinha um importante papel a nível do ensino como no campo político tomando partido de um dos lados na luta pelo poder. Nos concílios do clero até o rei e nobres passaram a participar escutando atentamente o que a Igreja tinha a dizer. Retomou assim a Igreja o papel que tivera nos últimos anos do Império Romano.
Bibliografia:
  • BURY, J.B. "The Invasion of Europe by the Barbarians" W.W. Norton & co., 2007
  • RUBIO, Juan Ortega "Los Visigodos en España"BiblioBazaar, 2008
  • RODRIGUEZ, Casimiro Torres "El Reino de los Suevos", Fundacion Marie de la Maza, 1977
  • GIBBON, Edward "The History of the Decline and Fall of the Roman Empire", Penguin Classic; Abridge edition, 2001

domingo, 15 de novembro de 2009

Naquele Tempo III - JSF

1,2,3......................priiiiiiiiii

Era assim que começavam os Jogos Sem Fronteiras. Sem Fronteiras porque nem 10 anos havia sobre a queda do Muro de Berlim. Porque estes jogos representavam a união, liberdade e democracia dentro da Europa.

Estes jogos foram sem dúvidas os mais famosos da televisão e também da Europa. Superando os campeonatos europeus de futebol. Não havia sábado à noite em que não seguisse estes fantásticos jogos de união e competitividade em que Portugal venceu uma vez (acho que não ganhou mais nenhuma.....)

Estes jogos tinham dois grandes atractivos, para além da diversidade de jogos em cada sessão:

Em primeiro lugar, o genérico e a música. Para quem quiser recordar esta musiquinha e o genérico sugiro que recorram ao youtube. Ficava na cabeça de qualquer um, e durante a semana o que eu queria era voltar a ouvir aquela musica.

Em segundo lugar, a presença do sempre clássico apresentador Eládio Clímaco. Era sem duvida uma mais valia. Com os seus comentários à Gabriel Alves e pela forma como conduzia os programas.

Se os jogos serviram na altura para não criar fronteiras dentro da Europa, numa altura em que existe muita tensão diplomática não deveriam regressar? Agora com os EUA, China , Russia e países Muçulmanos integrados?

Que voltem os Jogos...Sem fronteiras

OLHAR A SEMANA - OS JURISTAS

1 - Esta semana o país foi jurídico. Todos fomos juristas. Cruzaram-se opiniões, intrepretações, acusações, disputas. Este nosso Primeiro-Ministro, qualquer pontapé que dê numa pedra sai sempre um sapo. Não há uma em que não se consiga envolver. Coincidências? Agora foram as escutas, mais as fugas de informação, conversas com amigos arguidos em processos. Novamente a validade das escutas. As certidões que se extraem. Os cartas rogatórias. As competências indelegáveis do Presidente do Supremo Tribunal. Os famosos artigos do Código de Processo Penal que, de tão citados, até um vulgar taxista já lhes conhece a morada. Será que se tem de mudar o sistema de investigação criminal, pergunta o exótico Noronha do Nascimento? O também extraordinário Bastonário da Ordem dos Advogados exorta à mudança e à revolução da classe. Responsáveis fazem declarações absolutamente vitais para o país em vãos de escada esconsos, numa atitude de conspiração, provavelmente com receio dessa mafia instalada no polvo tentacular que é a Judiciária. As escutas afinal não são válidas, porque não. E nós ficamos sem saber porque se fizeram, para que se fizeram, o que lá se dizia. Afinal para que foi isto? Tudo competências indelegáveis que se discutem e interpretam à mesa do café. Uma linguagem heremética que o povo não entende. Todos fomos juristas esta semana. Mas ninguém percebeu nada.
2 - Portugal venceu ontem a Bósnia no "play off" para acesso ao Mundial de Futebol da África do Sul. O jogo foi em casa. O resultado, um tangencial 1-0, com três bolas às traves da nossa baliza, duas das quais na mesma jogada. Facto quase inédito. Quando estas coisas acontecem fico com a certeza estamos mais perto das grandes equipas como a Itália que não marca, não joga nada, mas no fim ganha sempre. Estamos quase a atingir aquele nível no "ranking" em que o factor "mijo" é o essencial. Só falta conseguir marcar aquele golo já no último minuto dos descontos...
Jorge Pinheiro

sábado, 14 de novembro de 2009

S.Martinho na Golegâ

Para quem goste de castanhas, agua pé, cavalos, divertimento e muita farra

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

Mulheres XVIII

Deborah Secco

Provavelmente a Mulher mais Bonita do Brasil

O fim da tinta

Sinais dos tempos ou vontades, não sabemos.
A verdade é que a pobre caneta está a ficar esquecida pelos Humanos.
No trabalho, nas reuniões, nas conversas, nas cartas, no dia-a-dia.......
Tudo se faz com um teclado à frente.
Já não se usa a caneta para nada. Nem para escrever um livro. Uma anotação ou um pequeno rabisco. Até nas velhinhas cartas a caneta já foi dispensada. Pois hoje em dia é mais facil e rápido mandar um email, através do teclado.
Mas a caneta pode ainda cantar uma pequena vitória : na escola, faculdade e conferências ainda é necessário usar a caneta. Por quanto tempo?

A caneta tem os dias contados. É pena porque aquela sensação de tirar a tampa, começar a escrever e de vez em quando ficar sem tinta durante uma anotação importante; está em vias de extinção....

E aquelas dores na mão porque tinha escrito bastante.....

E nada há mais romântico do que pedir uma caneta emprestada a uma rapariga bonita. É uma boa forma de iniciar uma conversa. Mesmo que tenhamos uma no bolso. Não estou a imaginar a pedir "olha tens um teclado a mais?"

No século XXI tudo se faz no computador. Daí que tenhamos de usar um teclado. Corremos o risco de ficar com os dedos "computadorizados" ou "viciados" no teclado. E da nossa letra ficar ilegivel para sempre. Não é por acaso que a maioria das pessoas tem uma letra feia. É a falta de habito de escrever....

O Ser humano corre o risco de deixar de saber escrever?

quinta-feira, 12 de novembro de 2009

Graphic Lyrism Vol IV

I like you with a cigarette. You’re easy like coffee

Warm as a cappuccino, when it snows

And fulfilling as hot chocolate, when it’s cold.

I like you like a cigarette,

You’re my beginning, my end

I don’t need excuses to remember of you

And you are an extension to my own existence.

There is no pain

No additional energy required

For your self is as innately distinct, clear and evident to my self as my own thought.

You bring the best of me to the surface.

You’re the accelerator of my own chemical reaction

You’re the unneeded reason to smile.

I don’t need you – at least I think I don’t

But somehow life without you wouldn’t be the same… today, I can’t

picture my days without your constancy, without the immutable variable of your music, of your smile, of the creases.

forming in the corners of your eyes, of your clenched jaw and fists – when you’re angry, and

how I love the way you hold me when I need it – and I don’t need to tell you anything for you to know_

That my house feels empty without you

And my existence has no meaning without you

And there is no point to cook for one

And no one to wait in the bus station with

What am I supposed to come home

To

To no one

No one to beg not to leave

No one to make the last phone call of the night

No one to sleep by my side

And no one to fall asleep to, on wintry March’s rainy days

And it is so saddening, downright unfair that I mustn’t stay.

It’s been a year, and a lifetime and a week without hearing from you.

And the sins crossing your lips bear the plausible array of sanity,

As your eyes, they gleam with the unsounded numbness oozing from your soul.

Sickening cold, it is

Without you hovering by my side.

I cherish you, but I know that in time

You’ll be the World’s, and not only mine.

It has begun, between it and you…

Throughout all the nonsense we’ve been through

Somehow, somehow we were able to keep the undefined

characteristic of remaining deeply

Involved, enrolled, embedded, entwined

And what’s breaking is your side, but isn’t mine.

Or is it really?

For you’ve been patient, not once judgemental, always

present although you are there.

Who’s turned off the phone, then?

The magnitude of phone-lines stretching the Ocean… make me want to go

And run

So, should I run?

Should I go and meet your fears

Your tears

Your unshakeable indifference towards life

Sprinting careless around you

Just when you take a hold of yourself, and grab the Universe with two hands…

Run

Run

It seems fairly easy to say, but now the time has come…

Wind grazing the ground with torn leaves of Autumn.

November’s final cut.

It is cold. But it gets colder when you’re not around.

I love you entirely.

and you saved me without even knowing.

Poema de Francisca Soromenho (http://www.soromenhoontherun.blogspot.com/)

quarta-feira, 11 de novembro de 2009

Globalização: A diversidade ameaçada - Um Governo, uma forma de pensamento (parte I)

É proibida qualquer cópia parcial ou total sem o prévio conhecimento e autorização da autora. Artigo redigido por Marta Sousa.

Quando se comemoram 20 anos sob a queda do Muro de Berlim será interessante avaliar a forma como a, volvido todo este tempo, os diferentes países se relacionam entre si. Estaremos numa Guerra Fria inconsciente ou num período de paz e acalmia aparente?

Nota introdutória. Vivemos num mundo em que o acesso aos mais diversos meios de informação é uma realidade cada vez mais ampla. O mundo está todo em contacto, na palma da nossa mão, à distância de um clique ou mesmo até de um olhar. As constantes mutações económicas, políticas, científicas e culturais a esta velocidade eram-nos completamente desconhecidas. O mundo de hoje anda a uma velocidade estonteante e só os mais capazes é que o conseguem acompanhar, os outros estão liminarmente excluídos: a lei de Darwin atingiu o seu esplendor no século XXI com o fenómeno da globalização.

Globalização: uma questão de conceito. Não podemos ignorar que a globalização é um fenómeno à escala mundial no entanto com algumas contrariedades no que toca aos benefícios que uns e outros retiram da mesma. O final da Guerra Fria proporcionou uma acalmia aparente e a nova ordem mundial iniciou a sua reorganização. Badalaram-se teorias do fim da história e do início de um período de paz eterna, paralelamente a tudo isto a tecnologia evoluiu como nunca. Na última década do século XX presenciávamos um mundo aberto sem barreiras físicas. As multinacionais afirmaram o seu poder de supremacia económico usando na maioria dos casos a exploração laboral para atingirem os lucros pretendidos. Muitos acreditaram que o Homem atingiu o seu mais alto estado de elevação, um estado de elevação algo questionável.

O fenómeno do mundo global atravessa toda a sociedade contemporânea em quase todos os seus parâmetros sendo assim difícil definir num conjunto sucinto de palavras o que se entende por globalização. A comunidade académica enfrenta inclusive um debate acerca da terminologia que deve ser usada para classificar o fenómeno. Muitos consideram o termo "globalism" especialmente nas universidades americanas, no entanto na cultura europeia e anglo-saxónica o termo "globalization" é o mais usado desde o desmoronamento do bloco comunista. A melhor definição de globalização que consigo conceber é não mais que uma evolução naquilo a que chamamos de Capitalismo Industrial. Quando falamos de globalização este termo está indissociavelmente ligado ao sistema económico capitalista, concebemos assim a emergência de um novo sistema mundial.

terça-feira, 10 de novembro de 2009

O Broker é a Face Oculta

O poder político pressupõe uma relação e mesmo quando esta não se estabelece existe toda uma cultura política e uma educação informal que acabam por fixar a forma em que se revistirá essa mesma relação. É o que acontece com aqueles que mesmo quando não usam da relação, por a ela não terem acesso, logo magicam as redes que irão utilizar para pôr a funcionar tudo o que aprenderam por mimetismo - a cultura informal que enfrenta a democracia no que ela mais tem de sagrado: a lógica negocial e distributiva. Esta sim é a face oculta do poder político, aquele que não é usado mas se pretende utilitário para logo serem exercidas as trafulhices do costume.
Com essa relação na mão, com as ferramentas da gestão da negociação, chega-se ao facto e logo os agentes se tornam ora dadores do benefício (em busca de outros tantos), ora beneméritos de Concelhos e Freguesias, ou ainda agentes internos que se dedicam à conservação e conquista do poder pelo poder. Um sem fim de tipologias relacionais que, trocando o que dizia Fernando Pessoa, colocam o inferior acima do superior, colocam o cidadão acima do Estado, subjugando a liberdade íntrinseca do indivíduo - relações de corrupção que roçam os meios de coacção e relações clientelares que existem e subsistem pela falta de recursos ou pela simples falta de boa gestão dos mesmos.
Gestão do público que se assume em empresas geridas por critérios político-partidários servindo quem está no poder e servindo-se das relações horizontais de almoços e jantares, entre figuras que ocupam vários degraus da verticalidade do poder político. Poderes acantonados que tanto salvaguardam o Estado das coisas quando procuram manter o Estado que temos, ou tanto o denigrem quando se fixam como intermediários da relação entre o Estado que deveríamos ter e o cidadão comum, tornando-se, paradoxalmente, figuras máximas do desenvolvimento; é a figura do broker, o intermediário a convite do Estado ou da população que vem já descrito na França do século XVII que Susan Kettering refere ou no clientelismo político na Inglaterra do século XIX de J.M. Bourne.
Faltaria agora, para além de todo o processo criminal, puxar os cordéis que unem todos os brokers para vermos que eles são militantes de todos os partidos, ministros, ex-ministros, ministeriáveis, ex-ministeriáveis, tipos porreiros, deputados, caciques, galopins e senhores sem feudo; porque a cultura é a mesma e lá continua se por ela se fazem sacrifícios. Ainda bem que continuam a existir deputados, ministros e ex-ministros que disseram não quando o polítco se tornou relação.

segunda-feira, 9 de novembro de 2009

Eu sozinho no deserto e ........

Imagina que estás no deserto , existindo apenas uma longa estrada............

Vais sossegado a apreciar a paisagem em direcção a uma cidade....

De repente o teu carro avaria.....

Que fazes?

  1. Ficas desesperado
  2. Pegas no bidon e vais à estação de serviço mais próxima ( nem que seja noutro continente...)
  3. Montas uma tenda e ficas à espera que caia gasolina do céu
  4. Fazes do carro a tua casa.
  5. Decides te tornar nómada e ficas a viver no deserto.
  6. Fechas o carro à chave e vais pé até não mais poder.
  7. Se te safares , abres uma gasolineira

Ainda há muros?

Foi há 20 anos que o Muro de Berlim caiu.
Com este acontecimento a Europa e o Mundo uniram-se.
Caiu o comunismo, o que é sempre de salutar e iniciou-se um novo processo de construção europeia.

Passados 20 anos , só me apetece agradecer a quem teve a generosidade de fazer com que este acontecimento tivesse acontecido. Não me lembro da queda do Muro, tão pouco sabia a sua importância. É mais um Muro que caiu. dizia eu. É verdade que sim, mas este caiu de uma forma especial : pela mão das pessoas e não dos politicos. Pelo esforço daqueles que verdadeiramente sofreram com a separação da europa. Pelos milhares de corajosos que durante anos tentaram passar de um lado para o outro do muro arriscando a própria vida. E uns pagando com a sua vida o atrevimento mas também a demonstração de que o Muro e as politicas que o fizeram crescer também eram vulneráveis e podiam ser derrubados.

Hoje acordo e não tenho muros à minha frente. Coitados da geração que teve de passar a juventude com um muro à sua frente. Como se sentiam na altura? é a pergunta que faço aos leitores do blogue que passaram por esta experiência.

A queda do Muro de Berlim é a prova de que com o esforço e vontade popular é possivel alcançar objectivos. Fazer a paz e construir vidas em liberdades. Basta querer. Apenas isso. Os politicos estão lá por nossa causa. Tantos os metemos lá como os podemos tirar de lá.

É a força do voto e da vontade de mudar.

Que os alemães há 20 anos atrás quiseram demonstrar...

sábado, 7 de novembro de 2009

OBAMA - YES WE MAY

Há uma estreita diferença entre "can" e "may" que só os ango-saxónicos entendem. Quando Obama tomou posse desconfiei do folclore e do tipo. É claro que melhor que o troglodita Bush qualquer um faz. Disse-o aqui e tive muitos comentários esperançosos e esperançados. Passado um ano confirma-se que nada de novo se passou. O "can" passou a "may" e, porventura, acabará em "shall". Internamente Obama está atolado na questão da saúde. Não consegue vencer os poderosos lobbies económicos, nem as forças divergentes do Senado. A crise económica tem tido altos e baixos, mas não se houve medidas revolucionárias que afastem de vez a "economia de casino". Arriscamo-nos a acordar com um 2ª vaga pior que a primeira. No ambiente mantém-se o zig-zag que impede a assinatura do novo instrumento internacional que irá substituir o Acordo de Quioto. As armas continuam a vender-se legalmente como pipocas no mercado interno. Morrem americanos como nos filmes de cow-boys, em ambiente de "Miami Vice". Na política externa, Guantanamo continua por fechar, enredada em questões jurídicas complexas, enquanto continua a haver notícias de "exportação" de prisioneiros para terceiros países, afim de terem interrogatórios mais "aprofundados". Os judeus continuam a mandar na Casa Branca. O poder político da Arábia Saudita mantém-se conivente com os USA, enquanto Bin Laden atrai milhares de descontentes, transformando-os em terroristas encartados que se espalham por todo o mundo. No Iraque a situação tarda em se esclarecer e a democracia em chegar. Nem se percebe o que lá estão a fazer os americanos, a não ser terem um pretexto para estar perto do amigo judeu e controlarem os Sauditas. No Afeganistão a situação é dramática. O erro de não ter saído logo a seguir à tomada de posse, coloca Obama num trilema: sai agora e é apupado; fica sem aumentar efectivos e os generais não o pouparão; reforça o efectivo e arrisca-se a ser derrotado à mesma, tal com foram os ingleses no séc. XIX e os russos no séc. XX. O "nosso" Prémio Nobel da Paz está metido numa grande alhada. De facto, para além de ser preto e de se chamar Hussein, ainda não vi nada de novo!
Jorge Pinheiro

Arco do Triunfo

Arco do Triunfo em Paris

sexta-feira, 6 de novembro de 2009

O PM vai casar....

Com a introdução dos Casamentos Gay, o Primeiro Ministro vai finalmente poder casar...

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

Tema do Dia X

Somos uma sociedade de modas?
Novembro 2009

10º evento

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

Rubrica: Viajar por França (PARIS)

Sorbonne

A Sorbonne contempla aquilo a que antes de 1973 se chamava frequentemente por Universidade de Paris. O ano de sua fundação é nada mais nada menos que 1257 em meados do século XIII, primeiramente o espaço servia de colégio teológico tendo recebido no seu seio inúmeras personagens do mundo eclesiástico da Baixa Idade Média.

O Bairro Latino é o local no qual estão inseridas as maiores escolas superiores pertencentes à Sorbonne, muitas destas escolas foram construídas entre os anos 1885 e 1901. As áreas com maior destaque na Sorbonne são Direito e Filosofia.

Em pleno século XIX a Faculdade de Teologia de Paris sofre uma remodelação profunda e os edifícios do colégio foram ocupados pela Faculdade de Ciência e literatura que na época era conhecida como "Academia de Paris" que se incorporava na estrutura da Universidade de França criada em 1808.

Em Maio de 68 as instalações da Sorbonne foram ocupadas por activistas que protestavam contra a "Lei do Contracto do 1º Emprego" Foi possivelmente um dos momentos mais marcantes da história de toda a Universidade que ditou a desfragmentação da mesma em nada mais nada menos que 13 instituições diferentes de ensino. Apenas 3 das 13 universidades continuaram a manter o termo "Sorbonne" em seu nome, sendo que as restantes optaram por cortar de vez com o passado.

Nos dias de hoje apesar da sucessiva queda de importância no panorama internacional a Sorbonne continua a ser uma das universidades mais prestigiadas da Europa tendo na Panthéon-Sorbonne a melhor e mais bem estruturada universidade de França.

Nomes como André Chamson, Bento XVI, Fernando Henrique Cardoso, René Gutman, François Guizot, Inácio de Loiola, Sérgio Vieira de Mello, Agostinho da Silva ou Pierre Curie foram alunos da Sorbonne.

Bruxas

Vozes soam ao longe,

não se sabe de quem são,

ouvem-se murmúrios já próximos,

tão próximos que dão compaixão

São vozes baixinhas,

mas muito sabidas e traquinas,

querem desafiar uma alma,

a viajar consigo com outra calma!

Trazem uma vassoura,

rodopiando dançando à volta do ar,

dão voltas e voltas ao vento,

sem um rumo a estacionar!.

Não acalmam esta alma,

porque a deixam desatinada,

de tanto atormentarem,

uma humana desalentada!.

Muito baixinho elas voam,

e lá vão desaparecendo,

com seu rabo de vassoura

p'ra outro desgraçado atormento!

São as vozes do diabo,

ou das bruxas podem querer,

umas parvas alucinadas desarmando,

a alma dum qualquer insane ser!

Poema de Helena Felix - Concorrente Numero 1

terça-feira, 3 de novembro de 2009



O vídeo acima mostra um evento que foi destaque na semana passada aqui no Brasil.

Trata-se do caso de uma aluna do curso de Turismo da Uniban, uma universidade do ABC Paulista, chamada Geysi, que foi hostilizada pelos colegas de faculdade por vestir um vestido curto.

Em país onde se cultua a bunda de fora, para mim, parece muita hipocrisia o que se passou com esta garota. Até porque o vestido que usava não era dos mais curtos, se vê gente mais “desvestida” na televisão do que ela.

É obvio que o ambiente acadêmico não é local para roupas insinuantes, pois se observa que cada local há sua conduta de vestuário, mas tampouco hostilizar uma pessoa pelo seu modo de vestir parece-me coisa de gente civilizada.

A garota teve de ser escoltada pela Polícia para poder sair da faculdade, tamanha a barbárie dos demais estudantes, que ameaçavam a integridade física da moça.

Gostaria muito de saber se uma pessoa que se porta dessa maneira, com tamanha intolerância, poderia ser considerada educada.

Vivemos em um país livre, em uma democracia, onde todo cidadão comum é autorizado a viver sua vida como bem queira, desde que não se desrespeite a lei.

E como advogada, até onde eu saiba, não há lei nenhum que proíba as pessoas de vestirem-se como desejam. Deixo aqui meu repúdio à intolerância e falta de respeito.

Larissa Bona

PS: Geysi volta hoje à aula, de calça comprida.

segunda-feira, 2 de novembro de 2009

1º Duelo Intelectual Olhar Direito

Os Duelos Intelectuais que o Olhar Direito vai promover nos próximos tempos é uma maneira de promover o debate, discussão, troca de ideias e de saber até que ponto os participantes estão habilitados para saber lidar com a crítica, trocarem argumentos, colocarem novas questões bem como aprofundar os temas.

Os Duelos Intelectuais vão-se desenrolar da seguinte forma:

1- Iremos abrir um período de inscrições, para quem quiser participar nestes Duelos. Enviem a vossa inscrição com nome, idade, mail e blogue ( se o tiverem..) para olhardireito@gmail.com

2- Serão lançados temas pelos quais os Intelectuais terão que discutir. Pode ser um tema actual ou antigo. Cada Duelo terá assim um tema.

3- Serão um contra um. À moda de campeonato. Todos contra todos. Queremos com isto que haja discussão e troca de ideias. Que os argumentos tenham em linha de conta as opiniões que outros formularam.

4 - Será realizado uma sondagem que terá os nomes dos Intelectuais e estará à disposição de todos até ao ultimo duelo. Consoante o número de inscritos decidiremos se haverá ou não, uma fase de eliminatórias para apurarmos o Maior Intelectual.

5 - Ao que sucede no Concurso de Poesia, o vencedor terá direito a publicar textos no blogue. Haverá um duelo por semana, para que haja preparação para a construção dos temas.

As inscrições estão abertas!

2.2. Villae Romanas

A romanização, aquele processo que os romanos inventaram para também ir ao encontro das mais variadas diferenças que vivem de comunidade para comunidade, viveu-se no actual teritório português entre a dicotomia cidade-villae. Em contraste com os grandes centros comerciais que foram as cidades romanas no nosso território, de vertente marítima, ora viradas para o rio preparando a saída para o Atlântico, ora olhando de soslaio o Mediterrâneo, surgiram as villae nas áreas rurais. Preparadas para servir uma certa auto-suficiência, as villae formavam um complexo habitacional que comportava a casa do pater familias (a domus) e trabalhadores assalariados, um complexo agrícola com lugar para guardar as colheitas, animais, e em algumas delas os arqueólogos descobriram complexos termais com sistemas de canalização próprios e também cemitérios.
Outros indícios descobertos pelos arqueólogos portugueses, como cerâmica importada, demonstra que estes complexos comunitários romanos mantinham contactos comerciais indirectamente - se fosse atarvés de entrepostos como as grandes cidades - ou directamente - através de comerciantes romanos que viajavam ao longo do mediterrâneo e ao largo do Atlântico.
A sua localização - maioritariamente em zonas altas, não perto do mar, mas também não muito longe dele - parece indicar a importância que se revestia não só a defesa e segurança das comunidades, como também a preservação dos localismos com tradições autóctones que vinham já das épocas de fixação que foram o Calcolítico e a Idade do Ferro. Para além de serem focos importantes do processo de romanização, as villae também seriam sem se saber à altura, os tubos de ensaio dos novos paradigmas sociais em que se concebeu o medievalismo em Portugal: os feudos e a cristianização com preocupação pelas crenças autóctones.

domingo, 1 de novembro de 2009

Naquele Tempo II

Mete uma cruz. Meto uma bola!....volta a meter uma cruz.... E mete a bola no quadrado.

Era assim ( ainda é....) , com o jogo do galo. Um verdadeiro vício mesmo tratando-se de um jogo em que apenas é preciso uma folha de papel ( de preferência grande, para se poder jogar bastante..); e uma caneta ( esta pode ser partilhada entre os dois jogadores, pois não corre o risco de estar viciada....)

É um dos jogos mais interessantes. Meter a bola ou a cruz de modo a fazer uma sequência. Seja em linha ou na diagonal. Em apenas 6 quadrados. E quando ficavámos horas até que alguém ganhasse?

Eram horas e horas............ folhas de papel, atrás de papel, canetas atrás de caneta. Um jogo para se jogar nas horas livres. Principalmente numa aula quando aquilo que o professor diz não interessa para nada. Baza jogar ao jogo do galo? mete aí uma folha e começamos.....

Só uma confissão : Não me lembro de ter ganho uma única partida neste jogo, tal era a falta de lógica e raciocínio deste passatempo.

Quem nunca se atreveu a jogar ao Jogo do Galo?

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