sábado, 31 de janeiro de 2009

Que fórmula?

Esta semana decorreram duas importantes reuniões mundiais. O Fórum Económico Mundial e o Fórum Social Mundial. Em Davos e Belém, respectivamente.

Na reunião Económica, a crise financeira foi o tema principal. Discutiu-se as consequências, origens e facções da crise. Não contou com o Presidente Norte-americano. Apesar de ter um pacote para salvar o caos norte-americano não apareceu. Em termos económicos e financeiros é preciso que haja uma concertação mundial para que possamos sair da crise. Porque quem sofre mais com esta situação são as grandes potências, reféns do capitalismo e das multinacionais. Estranho a ausência de Portugal, que com esta reunião poderia trazer beneficios para as suas politicas. Enquanto que nas grandes potências a crise se deve a excesso de zelo, em Portugal a culpa é das más politicas, porque enquanto para uns a crise começou agora, em relação ao nosso país a dita já vem de alguns anos....

Em Belém, no Brasil, o Fórum Social Mundial discute questões sociais como a imigração, as discriminações e também a crise financeira. Porque a crise que estamos a viver afecta as pessoas. Uma das conclusões é que é preciso encontrar um modelo diferente do capitalismo. Mas qual será? Um apoio maior ás pessoas e familias em detrimento das empresas? A aproximação dos povos, nomeadamente aqueles que têm poucas condições de sobrevivência, como os Nativos no Brasil; é outro dos objectivos. Será que estamos a assistir á extinção dos primitivos? O Socialismo parece ser uma via para a reconstrução de uma sociedade mais justa e igualitária quer em termos sociais como financeiros. Porque uma depende da outra... Foi também discutido soluções para a protecção da Amazónia. Mais uma vez não há referências a participação de Portugal.

Posto isto, pergunta-se: Para onde caminhamos? Este modelo (económico e social) está esgotado? Portugal deveria participar nestas reuniões?

Bandeira de Italia

A história da bandeira de Itália é muito complexa

Segundo Valerio Fiorini as cores vieram dos uniformes da milicia Civica de Milão que eram brancos e verdes. Com um pouco de vermelho. Em Outubro de 1976 foi constituido a Legião da Lombardia que adoptou as cores tradicionais á milicia de Milão. E assim todas as legiões teriam que ter nos seus uniformes estas cores.

Napoleao disse que " as cores nacionais para adoptar são o verde, branco e vermelho". E assim ficou... Estes padrões serviram para o primeiro modelo da bandeira nacional. Mas a primeira bandeira a assumir estas cores foi a da Região da Cispadana em 7 Janeiro de 1797. Mas em linhas horizontais....

No dia 17 de Julho de 1797 , as Republicas da Cispadana e da Transpadana uniram-se. Dai nasceu a Repulica da Cisalpina que em 11 de Maio de 1798 adoptou aquela que hoje é a bandeira italiana.... A data oficial da sua adopção foi de 20 de Agosto de 1802 quando a Republica já era italiana.

Napoleao queria fazer uma bandeira parecida com a da França. Mas substitui o azul pelo verde. Sua cor favorita

Símbolos

O verde significa Liberdade

O branco Igualdade

O vermelho Fraternidade

Aonde é que já ouviram isto?

sexta-feira, 30 de janeiro de 2009

Depoimentos de Abril I

Em primeiro lugar, quando penso na revolução do 25 de Abril de 1974 imagino sempre a primeira vez que o meu avô me contou a história.
Na minha cabeça, imagino muito vermelho. De sangue, de cravos.
Vejo homens vestidos de verde escuro, exaustos de ouvir nomes como Salazar, como PIDE, ou como Estado Novo.

Vejo rostos marcados por uma altura difícil na história de Portugal, rostos de mulheres cheios de alegria misturada com desconfiança, de crianças a escutar o rádio curiosas e divertidas, de toda a algazarra pelas ruas de Lisboa, das pessoas a gritar, de pessoas a cantar "A gaivota".

Depois, imagino o meu pai pequeno, rapazinho de 10 anos, com medo e ansiedade como o meu avô o descreveu. A última coisa que fica a flutuar na minha mente é a imagem de felicidade das pessoas, de liberdade pura, de nervoso miúdinho com medo de ser tudo a "fingir", com frases de desconfiança de quem não acredita que o presente está mesmo a acontecer. Mas aconteceu mesmo, e não foi assim há tanto tempo. Tento desenhar tudo o que o nosso país é agora se o regime antes do 25 de Abril tivesse continuado. Mas é muito dificil assimilar essa ideia.

Confesso que, por vezes, gostava de estado lá para ver, mas por outro lado dou graças a Deus por não ter vivido parte da minha vida, ou pelo menos a minha infância durante essa altura. Porém, a minha curiosidade sobre essa mistura de sentimentos que as pessoas que viveram durante o 25 de Abril sentiram, continua. Nunca saberei como é, mas de uma coisa tenho a certeza: apesar da situação política do presente ser crítica, fomos e somos um povo de lutadores e de pessoas unidas, que defende uma vida justa e melhor.

Rita Avelar

quinta-feira, 29 de janeiro de 2009

1.1 Esquerda e Direita : O que os separa Parte II

Vamos agora às origens da Esquerda e da Direita

Foram dois termos que tiveram origem e dividiram a câmara francesa durante a Revolução. Foram os partidos que tornaram este declive ideológico possivel. Pelo facto de se terem sentado....mais á direita ou mais á esquerda....

Na direita estavam as instituições mais tradicionais, seculares e com ligações fortes á Igreja Católica. Não admira que em Portugal tenha havido uma forte ligação entre Igreja e Estado durante a ditadura. Na Esquerda sentavam-se aqueles que eram oposição á monarquia ditatorial e absoluta

A esquerda é mais adepta da mudança. Do radical, do novo. Das novas tendências. A Direita está ligado ao tradicional, á ordem, ao respeita pela lei e pelo seus trâmites.

Contudo, estas diferenças ideológicas tendem a esfumar-se. A não ser se estivermos a falar de posições extremas. Mas o marxismo-leninismo e o fascismo há muito que acabaram no Mundo actual. O que interessa a quem está no governo seja de Direita ou Esquerda é a competitividade, a maior igualdade entre as pessoas, a preservação da liberdade e a eficiência na justiça....

Valores que não têm cor, partido ou ideologia....

quarta-feira, 28 de janeiro de 2009

Tema do Dia II

"A Igreja e o Estado: Ainda faz sentido falar

em separação de poderes?

e de Ideias?"

Janeiro 2009

segunda-feira, 26 de janeiro de 2009

Novos Olhares

Vão entrar em funcionamento três novas rubricas aqui no blogue:

- Viajar Pela Holanda --> Até Agosto e uma vez por mês vamos ter relato de uma aventura pela Holanda e saber qual a visão do país da tulipas em relação ao mundo

- Biografias Presidentes da Republica --> Vamos dar a conhecer os Presidentes da Republica no seu intimo. O que fizeram, quais os momentos mais complicados....Enfim, queremos convidá-los a conhecer na sua totalidade os nossos chefes de Estado

- Falar de Abril --> São depoimentos sobre o 25 de Abril para podermos conhecer e saber o que as pessoas sentirem ou sentem em relação à revolução. Serão publicados até dia 25 de Abril

- Especial Eleições Europeias, Autárquicas e Legislativas --> Vamos fazer uma cobertura extensiva das eleições que seguem durante este ano. A seu tempo iremos divulgar o que será feito. Mas em relação ás Europeias iremos falar sobre a Europa, os seus problemas e saber qual o papel de Portugal dentro da UE. Nas autárquicas iremos dar a conhecer os candidatos dos principais distritos do país, dos seus problemas e da vontade do seu eleitorado. Ao longo do ano iremos dar especial enfoque ao desenvolvimento , propostas e caminhos dos candidatos a PM.....

Senhor Cinema

Morgan Freeman é um actor exemplar.
Excelente nas personagens que interpreta, é daqueles casos em que actor e personagem são um só.
Em quase todos os filmes que fez, pelo menos nos mais conhecidos; interpreta papeis de um enorme caracter e profunda humilade. Estas duas caracteristicas marcam o estilo das personagens de Freeman.
São na maior parte das vezes, personagens que apelam á humildade, ao caracter, ao bom senso. Muitas vezes ficamos sensibilizados e com apego ás suas personagens. Sempre muito interventivas, dando bons conselhos e chamando sempre á verdade e à razão quem é visado nos seus filmes.
Normalmente certos actores interpretam papeis que nada têm a ver com a sua maneira de ser, ou com a sua personalidade. Não parece ser o caso de Morgan....
Desde que se estreou em 1980, Morgan Freeman já fez mais de 50 filmes

Destacam-se os filmes : Sete Pecados Mortais, Evan o todo-poderoso, Imperdoavel, O Cavaleiro das Trevas, Nunca é tarde demais, Gone Baby Gone

Também é grande a sua apetência para fazer de narrador em grandes filmes como A Guerra dos Mundos e a Marcha dos Pinguins

domingo, 25 de janeiro de 2009

OLHAR A SEMANA - TOMADA DE CONSCIÊNCIA

Em Washington dois milhões de pessoas assistiram, a cores e ao vivo, à tomada de posse do senhor Hussein. Pelo mundo fora muitos milhões ficaram presos ao écran vendo o homem a engasgar-se na fórmula de juramento e esconder o “h” do nome, enquanto a Bíblia de Lincoln amortizava a crise. Um discurso feito de lugares comuns redigido meticulosamente para a ocasião, dizendo quase tudo o que queríamos ouvir. Bailes, cortejos, folklore, beija-mão, o vestido da mastronça da mulher… até a águia americana a fazer piruetas. Tudo, mas mesmo tudo escrutinado, comentado, escalpelizado ao milímetro. Um ritual imperial patético e obsoleto. Um dinheirão inconcebível, um show-off desconcertante, uma indignidade moral. Em vez de posse, o senhor Hussein devia ter tomado consciência. Consciência de que o mundo está a atravessar um mau momento. Consciência que o exemplo de moderação vem de cima. Certeza de que não é com circo que se acaba com a crise. Evidência de que romper com o passado é essencial. Novos sinais precisam-se. Assistimos a uma cerimónia arcaica, iníqua e gratuita. Um baile de máscaras que nada trás de novo ao Carnaval americano. Um mau começo! Dir-se-á que a tradição impunha estas festividades. Que a tomada de posse não seria entendida sem esta comunhão mediática com os eleitores. Que é útil como sinal de esperança. Que alterar a tradição agravaria ainda mais a psicologia da crise. Não concordo! O senhor Hussein tomou posse. Falta-lhe tomar consciência. Consciência de que ele não é só o presidente dos USA. Ele é o garante da paz mundial. O responsável primeiro pelo desenvolvimento sustentável do mundo. O único que pode dar um sinal universal para acabar com a crise. Consciência de que o mundo precisa dos americanos, mas que os americanos precisam também do mundo. A cerimónia a que assistimos não é bom augúrio. Indicia uma falta de vontade de cortar com o passado. De assumir um novo futuro. Indicia, acima de tudo, uma enorme falta de visão ao não dar sinal de um novo paradigma. Não basta dizer “I have a dream”. É preciso concretizá-lo! Tudo isto auspicia, quando muito, uma lógica de evolução na continuidade, quando era uma rotura que precisávamos. Dirão: livrámo-nos de Bush. Mas isso basta? Este homem vai corrigir muita coisa. Mas é só isso que precisamos? Correcções? Acabar com os “Guantanamos”? Em termos internos, Hussein vai estar ocupado na dicotomia entre obras públicas/criação de emprego, versus baixa de impostos/retoma rápida da procura. Vai perder-se em disputas com o Congresso. Vai ser engolido pelo aparelho governativo. Em termos de política externa, ninguém se iluda, ele não vai pôr em causa qualquer interesse dos USA. Os americanos vão continuar no Afeganistão. Vão continuar a apoiar Israel incondicionalmente, embora lastimando os palestinos. Vão sair do Iraque a conta gotas. Vão manter a tensão com a Rússia. Vão continuar a usar a UE e o cavalo de Tróia inglês. Vão manter a mesma política económica proteccionista. Uma mudança sem sinais, a não ser a cor da pele. Hussein tomou posse. Falta a tomada de consciência!
Jorge Pinheiro

sábado, 24 de janeiro de 2009

Bandeira de Portugal

A bandeira (republicana) de Portugal foi oficialmente adoptada a 30 Junho de 1911...

A bandeira tem um significado republicano e nacionalista

Os Simbolos :

O Verde representa a esperança e por estar ligada à revolta republicana de 31 de Janeiro de 1891

O Vermelho é a cor combativa, quente, viril. É a cor da conquista do riso. Uma cor cantante. Lembra o sangue e incita à vitória

O escudo das armas portuguesas, sobreposto por uma esfera armilar, que veio substituir a coroa da velha bandeira monárquica e que representa o Império Colonial Português e as descobertas feitas por Portugal

Os cinco pontos brancos representados nos cinco escudos no centro da bandeira fazem referência a uma lenda relacionado com o primeiro Rei de Portugal

Os sete castelos representam as vitórias dos portugueses sobre os seus inimigos

Uma das razões para a introdução do Vermelho e Verde, após a abolição da bandeira monárquica o Partido Republicano Português tentou introduzir as cores do seu partido : verde e vermelho

A história ficaria não ficaria completa sem sabermos quem foram os autores dos desenhos....

Os autores do actual desenho do simbolo pátrio são Columbano Bordalo Pinheiro, João Chagas e Abel Botelho

sexta-feira, 23 de janeiro de 2009

"YES MAN"

E se andares deprimido e não sabes o que fazer?
Psicológos? comprimidos? Nada disso..... responde SIM! a tudo.
Neste filme divertido (à boa maneira de Jim Carrey..) aprendemos a não desperdiçar oportunidades! Porque depois de a agarrarmos corre tudo melhor.... pelo menos é o que aparenta o filme!

Carl é um homem deprimido, frustado no trabalho e no amor...

Ao reparar nisso, um dos seus amigos decide-lhe propor uma experiência. Que vai mudar a sua vida......

Após a frenética experiência, Carl responde sim a tudo: desde uma boleia a um estranho, ao beijo de um rapariga que acabara de conhecer numa bomba de gasolina. A partir daí Carl começa a ter sucesso na vida profissional e pessoal. Decide experimentar todo o tipo de experiências......

É um bom filme de entretenimento em que nos dá uma mensagem de atitude positiva e confiança numa cada vez mais sociedade deprimida e individualista...

quinta-feira, 22 de janeiro de 2009

Barack Obama e o Brasil

Será? Acho que não!

Como não poderia ficar alheia ao assunto da semana, a posse do Barack Obama, hoje tentarei fazer conjecturas sobre o que o Brasil pode esperar do governo americano sob a sua batuta.

Historicamente, os governos republicanos sempre foram mais favoráveis ao Brasil, pois tendem a ser mais liberais, enquanto os democratas são mais protecionistas. Este protecionismo nos prejudica porque, geralmente, as primeiras portas que eles fecham é a do mercado de commodities, que são a principal força de exportação do Brasil.

Entretanto, há analistas que dizem que, por Ron Klerk e Tom Vilsack terem sido nomeados, respectivamente, Representante do Comércio e Secretário de Agricultura, podemos esperar uma postura de maior liberação do comércio e diminuição dos subsídios agrícolas. Sinceramente, isto eu tenho de ver para crer!

Existe uma esperança de que, por conta de Obama ser simpático aos biocombustíveis, o etanol possa ganhar mercado nos Estados Unidos. Todavia, Barack Obama já deu uma declaração dizendo o seguinte: “Substituir o petróleo importado pelo álcool brasileiro não atende a nossos interesses nacionais e econômicos”.

E creio que essa declaração, aliada ao fato de que o preço do petróleo despencou, manterá o etanol brasileiro muito longe do consumidor americano.

No plano das relações internacionais, o governo Obama já deu sinais que vai abandonar o unilateralismo e voltar ao multilateralismo que, por si só, já é um alívio, não só para o Brasil, mas para o resto do mundo.

Aliás, deve-se ressaltar que pelo menos neste plano, já tivemos um bom sinal, que foi uma entrevista dada por Samantha Power, que é consultora de Barack Obama para relações internacionais.

Nesta entrevista, ela declarou que o Brasil será um parceiro privilegiado na América Latina e que é desejo do governo americano a reforma do Conselho de Segurança da ONU, tão sonhada pelo Brasil - ao ponto de nos submetermos ao cúmulo de declarar a China como "economia de mercado" em troca de apoio nesse sonho, e que eles querem que nós e a Índia ocupemos um lugar permanente naquele conselho.

O problema é que com a crise mundial, os conflitos no Oriente Médio, guerra no Iraque e ambições nucleares no Irã, a América Latina, incluindo-se aí o Brasil, deve ficar relegada a segundo plano, como sempre (um dos poucos pontos em comum entre os governos republicanos e democratas).

Talvez sejamos, dentre os latinoamericanos, o país que mais desperte interesse dos Estados Unidos, pois o mercado brasileiro, junto com os demais países do BRICS, adquiriu um pouco mais de importância.

No final das contas, tudo o que genuinamente espero é que Barack Obama consiga controlar esta crise, fazer com que os mercados se normalizem e nós possamos voltar a ter um ambiente propício para crescer, no resto a gente dá um jeito!

Afinal, somos brasileiros, não desistimos nunca!

Larissa Bona

terça-feira, 20 de janeiro de 2009

O futuro com Obama

A figura de Barack Obama oscila entre admiradores incondicionais e aqueles que apostam no momento em que ele irá ter o seu primeiro fiasco.Nos seus discursos, ele tenta fazer renascer o velho estilo americano lincolniano e kenediano, com uma oratória fácil, acessível à grande maioria do seu povo.

A nível exterior espera-se que os actos dêem lugar à palavras e que se iniciem processos de resolução, ou pelo menos de avanços, nas guerras do Iraque e Afeganistão, nas relações com Cuba, no caso de Guantànamo.

Por outro lado, não se pode dizer que Obama seja o paradigma do americano negro. Os seus pais não eram propriamente esse tipo de gente. No Havai, onde nasceu e foi educado, o sentir de uma população afro-americana não se faz sentir.

Quando o pai morreu, a mãe casou com um engenheiro indonésio muçulmano, Lolo Soetoro, e foi viver para Jakarta.Dizem os biógrafos que Barack Obama foi educado em escolas estatais na Indonésia como a disciplina do Islão e só voltou para Honolulu com seus avós maternos quando era um adolescente, com a mente cheia de paradigmas de culturas estrangeiras, religiões e raças de países distantes, para além do umbigo o mundo.

Não houve, na sua adolescência, o basebol ou basket em bairros negros, com lutas de gangs rivais, tipo West Side Story.No continente americano estudou na Universidade da Califórnia, mais tarde em Nova York e finalmente foi um distinto aluno da elitista Harvard. Por outro lado o seu discurso já mudou um pouco. Ele já admite avanços e recuos e, eventualmente, que vai errar.Esta aparente humildade seria de aplaudir se pudéssemos, sem receios, acreditar nos políticos.

Com tudo isto, e porque a cor da pele pode nada significar, esperemos para ver."

Texto de Jorge C.Reis autor do blogue www.pontoblogue.com

segunda-feira, 19 de janeiro de 2009

Os primeiros passos

Começaram a ser dados os primeiros passos rumo às legislativas de Novembro....

Sócrates, Ferreira Leite e Paulo Portas começaram a semana passada a dar sinais daquilo que pode ser o combate politico durante este ano.....

José Socrates apresentou a sua moção que deverá determinar o programa do governo para o quadriénio 2009-2013... Defendeu o casamento entre homosexuais, excluindo a adopção; prometeu uma reforma do sistema eleitoral, participação politica dos imigrantes e um novo referendo à regionalização. É uma clara viragem à esquerda. Pois só assim poderá conquistar a tão desejada Maioria absoluta. Socrates cedeu em relação ao PCP e BE, defendendo medidas que estes dois partidos fazem a sua luta. O referendo à regionalização é mais uma tentativa de tentar ganhar , depois de perder uma vez

Manuela Ferreira Leite promete baixar os impostos, desistir do TGV. Acha também que Santana Lopes na Câmara de Lisboa é o melhor para o PSD e para a capital. Oito meses depois...... Defende que o país agora acordou para as mentiras do PM e deu razão ao seu discurso recente. MFL anda mais interventiva e pode ser que a crise e os numeros divulgados na semana passada sobre a crise tenha um efeito pujante para o PSD. Quer ela ter maioria absoluta em Novembro....

Paulo Portas no congresso do CDS-PP falou do país e de coligações. Em Lisboa é possivel um entendimento com Santana Lopes. Tentar aumentar o numero de Presidentes de Câmara. Em relação às legislativas disse que ia concorrer sozinho... e depois logo se vê!Quer que nas eleições europeias os portugueses mostrem um cartão amarelo ao governo. E então o encarnado á Europa? A fome de poder de Portas nunca irá evitar uma coligação CDS-PS. O que seria inédito! Nos valores e nos nomes.....

Estão dados os primeiros passos para a campanha eleitoral que se avizinha tensa, longa, polémica e esperemos, esclarecedora....

Todos eles disseram que não se deixarão "controlar" por sondagens e votos. Será mesmo assim?

as vozes já lançaram a primeira pedra.........

Portugal Real VIII

A crise também é psicológica...

Veio ontem num noticiário que a crise pode levar a aumento de depressão e crises pessoais. Como a falta de confiança, ambição, auto-estima em baixo.....

Não será apenas um efeito da crise. A verdade é que nos habituais questionários a falta de optimismo dos portugueses era bem fácil de ser identificada.....Mesmo antes desta crise financeira-económica ter despotelado.

Os portugueses são os primeiros a dizerem mal de si próprios. A exclamar que "lá fora é que é bom...". Isto leva a uma falta de descrença e de querer "puxar" o país para cima. Mesmo no trabalho os factores de motivação são poucos. A falta de segurança no emprega leva à descrença e ao passivismo....

Pode haver um crise financeira. Mas em Portugal, existe há muito tempo uma crise "psicológica"; que tem reflexos no trabalho e na sua produtividade. O facto de estarmos em crise serve de desculpa para tudo. Não há ninguém que enjeita esforços para lutar contra ela, que a queira combater, que inove ou seja criativo para que não se sinta "em crise.."

Até o nosso Primeiro-Ministro se desculpa com a crise para justificar os erros e as mentiras deste ultimo meio ano....

A palavra "crise" está em todo o lado: Telejornais, blogues, relações, arbitragem, resultados desportivos...

A que se deve esta falta de motivação nacional?

domingo, 18 de janeiro de 2009

OLHAR A SEMANA - IMPASSE TOTAL

Uma semana de impasse total. Janeiro nunca mais acaba. O Inverno impede a Primavera. O frio não passa. O calor está em recessão. A crise não ata nem desata. Em Gaza a paz negoceia-se com todos a disparar contra um cessar-fogo unilateral que ninguém quer. Bush faz discursos de circunstância em qualquer circunstância sem a menor importância. Um avião cai, mas ninguém morre. Os paraísos fiscais são, finalmente, condenados. Resta-nos o Inferno. A Europa continua a falar a várias vozes. Cardeal-Patriarca alerta mulheres para o “monte de sarilhos” em que se metem se casarem com muçulmanos. A inflação recua. A recessão avança. O Presidente do Banco de Portugal não se demite. O orçamento do governo tanto pode ser suplementar como rectificativo, a única certeza é que sendo aumentativo é, simultaneamente, diminutivo. Se o TGV for suspenso perdemos 328 milhões de Bruxelas. Se não for suspenso… é fazer as contas. A justiça continua num embrulho. A saúde mantém-se cheia de gripe nas urgências mal paradas dos hospitais periféricos. Refinaria em Badajoz ou projectos turísticos do Alqueva? A Ibéria desunida. Manifestações anti-violência acabam em violência. Cristiano Ronaldo espatifa um Ferrari e continua a fintar. Nos Açores preocupam-se com a precedência das bandeiras. Cartão de Cidadão impede portugueses de votar. Rituais em cemitérios e macumbas com animais. Direitos dos animais versus liberdade religiosa. Polícia investiga. Portugueses tiraram 3,2 metros ao Quilimanjaro, após medida muito rigorosa. Obama não toma posse nem sai de cima. Mantém-se a indecisão dos cães: Labrador ou Cão de Água Português? Enfim… Impasse total!
Jorge Pinheiro

sábado, 17 de janeiro de 2009

Flutuando sobre a água....

Milagre de Deus ou de Bush?

História das bandeiras

Por acaso sabes porque é que a bandeira portuguesa tem o encarnado e verde?

E a bandeira espanhola porque traz o signo real? O que significam as estrelas na bandeira norte-americana?

E porque é que a maioria dos países árabes na sua bandeira uma lua e a estrela?

Agora chegou a altura de desvendar isso tudo!

Aqui no Olhar Direito, todos os Sábados iremos dar a conhecer a história dos países de quase todo o Mundo. As suas origens, a sua fundação, os porquês..... conhecer a verdadeira história do principal simbolo de um país..... a sua bandeira!

Para começar nada melhor do que conhecer a bandeira portuguesa......

No próximo sábado dia 24....

sexta-feira, 16 de janeiro de 2009

"Austrália"

Um romance, uma guerra, uma diferença, um desafio, um destino...enfim um épico

"Austrália" revela o lado interior de um país que está por descobrir. Da coexistência entre os aborígenes e os brancos, das grandes cidades às propriedades privadas no interior, dos carros modernos aos cavalos, dos homens de negócios aos criadores de gados

Neste filme estamos perante toda esta panóplica....

Assistimos a um romance "proibido"; a uma luta entre criadores de gado, a uma tentativa de esconder uma mentira, a um jogo de influências e também a uma guerra na qual a Austrália foi vítima na II Guerra Mundial

Condimentos necessários para assistirmos a um bom épico com sentido de humor, bravura e coragem...

quinta-feira, 15 de janeiro de 2009

Cinema à 6xta

Qual o filme favorito? Quais os actores que mais gosta? Que críticas tem a fazer naquela cena? Naquele filme o que gostou e detestou?
Consegue dar-nos a sua visão sobre determinado filme?

Agora todas as Sextas Feiras vamos falar de Cinema!

Para irmos de Fim-de-semana bem humorados e dentro da 7 Arte

Consegue ser o realizador do seu próprio filme?

Fogo

o fogo é chama?
O fogo arde ou destrói?
O fogo vê-se?
O fogo é aquele que arde sem se ver?

quarta-feira, 14 de janeiro de 2009

Olhar o livro

Um grupo de juizes- 15 mais precisamente - decidiram despir as becas e pegar na cneta e vai de escrever 15 contos. São os mesmos sobre experiências de vida profissional, casos de tribunais, vivências e marcas que os memsos lhes deixaram.
Digamos que é uma visão do outro lado do espelho.
Só para abrir o apetite. AH! E quero que saibam que, esses mesmos juízes decidiram que
Todos os lucros da venda do livro revertem para
associações de solidariedade social.
***
DESCUBRAM-NOS "A fazer de contos" e "A contos com a Justiça" ;-)
Deixo-vos aqui um pedacinho de um dos contos... ______________________
(...)“Entre o medo diligente e o discernimento vazio, segui o conselho. Disse ao homem que não o matava, que arriscava a sua raiva, que talvez merecesse o seu desprezo e a sua re­volta. Disse-lhe que deixava a pistola e que partia. Era altura de ser ele a decidir. Ele que fizesse de juiz! Ele, nada! Acrescentei a hipótese derradeira. Se ele assim o queria, eu tinha muito gosto em levar--lhe o livro de memórias e publicá-lo, fosse em seu nome, fosse no meu. Havia de servir ao seu renascimento. Ele, nada! Peguei no livro e larguei a arma. Despi a camisola e iniciei o regresso. O homem não disse nada e o homem nada fez. Uns fios de luz refulgiam ténues no horizonte. Vinha aí um dia novo. Ai, Juventude. Não sabia se chegaria à fortaleza,.... Não sabia quantos pares de passos ainda daria em vida.”(...)
"O Lugar do Vivo" José António Almeida

terça-feira, 13 de janeiro de 2009

A hora da verdade para Lula

Presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
Agora chegou a hora de o Presidente Lula demonstrar que merece a confiança nele depositada pela maioria da população brasileira (orgulhosamente faço parte da parcela que não depositou confiança alguma no Presidente).

Desde 2002, quando Lula assumiu a presidência em seu primeiro mandato, o Brasil tem vivido anos de prosperidade e crescimento econômico, não necessariamente provenientes da magistral política econômica do Presidente (que apenas continuou com a política econômica do governo anterior), mas sim cenário externo favorável e vigor da economia mundial em plena expansão.

Na verdade, o cenário externo estava tão bom, principalmente no que tange às commodities, que são a principal matéria de exportação do país, que mesmo com uma legislação trabalhista antiquada e excessivamente onerosa para o empregador, uma carga tributária exorbitante e uma das maiores taxas de juros do mundo, o Brasil cresceu, não tanto como devia, mas cresceu.

Assim, deve ter sido fácil governar, não que eu ache que governar seja algo fácil, mas quando se tem um ambiente favorável, tudo é menos complicado.

Entretanto, houve uma mudança de cenário externo e eu, realmente, estou curiosa para saber como o Presidente vai se portar. E minha aposta é que ele, mais uma vez, vai se esquivar (houve um escândalo de corrupção envolvendo os dois ministros mais próximos de Lula durante o primeiro mandato e ele alegou que nada sabia).

Quando a crise estourou nos Estados Unidos, o presidente Lula tentou tampar o sol com uma peneira. Disse que a crise não era dele, mas sim do presidente Bush. Falou que era apenas uma marolinha, mas na verdade trata-se de um verdadeiro maremoto. Ao contrário, a crise já desembarcou de vez e com toda força no Brasil.

Hoje as manchetes estampadas nos principais jornais e portais de internet do país são:

Folha de São Paulo
: "GM começa demissões nas grandes montadoras".

Jornal O Globo:
"IBGE: emprego na indústria teve em novembro a maior queda desde 2003".

Portal UOL:
"Emprego na indústria tem queda desde 2003".

Portal Terra:
"Trabalhadores fazem paralisações contra demissões na GM".

Está por demais óbvio que a hora da verdade chegou e o Presidente Lula terá de provar, de fato, a que veio. E eu, sinceramente, acredito que ele não veio a nada e este será o momento do povo brasileiro descobrir a essência do seu mandatário.

Larissa Bona

PS: Parabéns por Cristiano Ronaldo.

segunda-feira, 12 de janeiro de 2009

CR7 Melhor do Mundo

Cristiano Ronaldo Melhor Jogador do Mundo FIFA 2008

Será um epifenómeno ou vai ser uma lenda?

Porque não manifestamos?

Por todo o mundo ocorrem manifestações para que Israel cesse o fogo que todos os dias continua a pairar sobre a Faixa de Gaza.

Ainda hoje em Madrid foi possivel ver centenas de pessoas a solidarizarem-se com os palestinianos.

Em Portugal nada se vê. Porque será?

Se nos conseguimos reunir para protestar contra a Ministra da Educação ( o ano passado as duas mega-manifestações reuniram 220 mil pessoas, contra o código do trabalho, contra a precariedade no trabalho; para atacar as touradas......mas quando é realmente necessário , nada acontece.

Portugal, ou Lisboa, pois estas manifestações ocorrem sempre na capital para ter maior visibilidade, não consegue solidarizar-se para com outros povos, que precisam da nossa ajuda para que se possa abrir as consciências.

Em Madrid, Roma, Londres, Nova Iorque, Sydney as pessoas reuniram-se e deram voz à sua indignação. A população da Palestina sabe que pode contar com o apoio de muitas cidades de todo o Mundo.....menos de Lisboa. Porquê?

Normalmente estas manifestações em que está em causa uma invasão ou uma guerra, aparecem muitos jovens. Mas aqui em Portugal parece que os jovens estão mais preocupados com as noitadas, modas e outras coisas menos importantes. Ou mais "egocentricas". Será que sabem o que se passa em Gaza?

Parece haver um alheamento dos portugueses e dos seus líderes politicos em alturas em que é preciso alertar consciências quando se trata de situações que se passam fora da fronteira...

Egocentrismo nacional?

sábado, 10 de janeiro de 2009

OLHAR A SEMANA - ELEIÇÕES EM TEMPO DE CRISE

Em Portugal vamos ter três eleições em 2009. As legislativas, donde sairá o novo governo; as autárquicas que escolherão os executivos de 308 Concelhos; e as europeias que irão eleger os nossos ilustres deputados no Parlamento Europeu. Três eleições em tempo de crise. Uma crise cujos contornos se desconhecem e cujo futuro permanece uma total surpresa. Seria, assim, aconselhável que houvesse a maior prudência nas afirmações e a maior reserva nas medidas que se tomam. Não sabemos de todo o que aí vem!
Em Portugal, porém, em 2009 não vai haver crise. Há eleições. E mesmo estando a oposição desaparecida em parte incerta e desejosa de não ser encontrada, o partido do governo (ou será o governo do partido?) não vai querer arriscar minimamente. Vai esconder a crise com afirmações absurdas, com orçamentos inviáveis e com obras públicas faraónicas. Vai aumentar os funcionários públicos num ano de crise e vai esticar a guerra com os professores até às vésperas das eleições. Aí vai ceder apelando ao voto útil e abdicar da avaliação. É um ano bom para as corporações reivindicarem. O governo vai dramatizar para depois ser condescendente.
Discussões espúrias sobre se estamos em regressão ou recessão, antes ou depois das previsões económicas do INE e se vai ser preciso um orçamento rectificativo ou suplementar, só servem para retirar as atenções a autênticos crimes de ajudas de Estado a bancos fraudulentos que especulam com dinheiros sujos.
A crise, aliás, começa já a dar os seus frutos em medidas avulsas que lesam a transparência e promovem a corrupção. Um caso típico é o pretendido (e não desmentido) aumento do valor das empreitadas de obras públicas (centrais, regionais e locais) que podem passar a ser feitas por mero ajuste directo (dispensando a morosidade dos concursos públicos). Passam de 150 mil euros para 5 milhões euros…! Assim se estimula a economia, diz o governo. Assim se estimula o emprego em anos de crise! Que autarca não tem um “primo” na construção civil?... Porque não paga o Estado e as Câmaras a tempo e horas? Porque chegam a demorar 2 anos para pagar a empreiteiros, construtores e arquitectos? Talvez assim se evitassem falências. Mas, não! Prefere-se potenciar o risco de corrupção e troca de influências. A corrupção gera emprego e isso é o mais importante! Estas medidas eleitoralistas só vão mascarar mais a crise e torná-la mais aguda.
O governo aproveita a crise e instala-se tentacularmente com o apoio pateticamente generalizado da população. Assim, salvo caso de hecatombe, em 2009 não há o risco de vermos os impostos aumentados. Parece bom à primeira vista e mesmo à segunda. Mas, e em 2010? Quando o governo estiver seguro da maioria que irá conquistar, quando estiver com quatro anos de mandato pela frente, que fará o governo? Não iremos pagar essa factura eleitoralista de esconder a crise debaixo do tapete? Responda quem souber…
Jorge Pinheiro

Brasil 2009: O que nos espera?

A grande bandeira do Brasil localiza na Praça dos Três Poderes em Brasília by Larissa Bona

Para o primeiro post do ano (que deveria ter sido na terça-feira, mas não aconteceu pelas trapalhadas das companhias aéreas do Brasil, que me fizeram perder meu vôo) eu queria fazer uma previsão do que seria 2009 para o país.

Vou tentar fazê-lo, mas já digo que será uma previsão no escuro, pois por tudo o que li ultimamente, vamos viver um ano contraditório. Nem sem porque me espanto, o Brasil é assim, sui generis.

Ao mesmo tempo em que os efeitos da crise mundial começam a aparecer nos números da nossa economia, a primeira semana do ano foi de alta no índice Bovespa, da Bolsa de São Paulo, mesmo com divulgações de dados negativos.

Neste período de férias, principalmente em janeiro que é verão no hemisfério sul, a cidade onde moro, Fortaleza, capital do Estado do Ceará, um dos estados nordestinos mais ensolarados (aliás, dizer que o nordeste brasileiro é ensolarado é até um pleonasmo), registrou-se uma ocupação de 95% da rede hoteleira.

Isto significa que a população brasileira, até o presente, não sentiu ainda as dores da crise, uma vez que a maioria dos turistas é brasileira, que deixou de fazer turismos nos EUA e Europa, de vez que o real se desvalorizou bastante desde a quebra do Lehman Brothers.

Para a indústria do turismo, uma das mais importantes do Estado Ceará, a crise mundial foi um presente divino, se bem que é sabido que as crises sempre beneficiam alguém. E o benefício foi tão grande que 60% dos vôos no país estavam atrasados pelo enorme fluxo de pessoas utilizando-se da malha aérea.

Mas os economistas já avisaram: os nossos números vão piorar, o desemprego vai aumentar, teremos uma desaceleração na economia e preços, e a arrecadação do governo vai diminuir. A única notícia “boa” é que é quase certo que os juros cairão, isso é maravilhoso para quem tem a maior taxa real de juros do mundo.

No campo político, teremos um ano de calmaria e de esvaziamento de pautas no Congresso. Ou seja, este ano os nossos parlamentares trabalharão, porque não temos nenhuma eleição.

Já ano que vem eles não trabalharão nada, uma vez que haverá eleições presidenciais. Aqui é assim, os parlamentares trabalham ano sim e ano não, porque em ano de eleições , sejam municipais ou presidenciais, eles deixam o congresso às moscas para fazer campanha.

E falando em eleições municipais, os eleitos do ano passado foram empossados em 1 de Janeiro em seus cargos. Foram milhares de prefeitos e vereadores que assumiram para mandatos de 04 anos.

A vergonha geral disso tudo é que, muitos dos candidatos da oposição que foram eleitos, encontraram prefeituras depenadas, até os pneus dos carros oficiais foram levados. Os políticos brasileiros pensam que os cargos públicos eletivos são “ser” e não “estar”.

Este ano também entrou em vigor a reforma ortográfica e confesso que estou desesperada com isso. Hoje mesmo vou atrás de uma nova gramática e um cursinho de atualização, porque para mim não existe crime maior do que não saber a própria língua.

E por fim, para ter meu momento “I hate to say I told you so”, informo que aquela previsão que fiz, em um post anterior, a respeito da Bolívia, meio que se concretizou, vamos comprar mais gás deles para compensar a queda no preço do gás, mas isso é assunto para outro post!

O pior de tudo é que eu ainda amo morar aqui.

Larissa Bona

sexta-feira, 9 de janeiro de 2009

O Ocaso

Pintura de Liliana Oliveira autora do blogue www.oliveiraliliana.blogspot.com

Nota: todos os meses iremos ter uma pintura fornecida pela Liliana, para podermos "descrever" conforme os nossos sentidos

quinta-feira, 8 de janeiro de 2009

A Faixa é de quem?

Mais uma vez estamos perante um conflito no Médio-Oriente. Após mais um incumprimento do
cessar-fogo por parte do Hamas que durava desde Julho, Israel decidiu desta actuar em conformidade com a sua consciência. E desta vez parece que é a sério..... Porque se ficarmos mais uma vez pelas intenções, este problema não tem fim à vista. A Faixa de Gaza é um território que fica no Médio-Oriente e que tem como vizinhos o Egipto e Israel. Apesar de Israelitas terem ocupado militarmente o território de 1967 a 2005. Actualmente a jurisdição cabe à Autoridade Palestiniana. Mas o problema é que é Hamas quem governa na Palestina. Tudo começou em 1897 quando alguns judeus começaram a emigrar para a Palestina. Em 1948 nasce o Estado de Israel e em 1967 Israel após a guerra com o Egipto conquista a Faixa de Gaza. Têm sido constantes os conflitos entre Israelo-Palestinianos; ninguém aceita que aquele pedaço de terra seja entregue a um povo unicamente. Nenhum lider, Israelita ou palestiniano consegue encontrar uma solução. Com o agravamento de um grupo terrorista como o Hamas ter chegado ao poder na Palestina. Mesmo que o Hamas deixe de existir o mundo árabe vai-se colocar numa posição de defesa á Palestina. Porque sabem que Israel terá sempre por trás de si os EUA.

A quem pertence a Faixa de Gaza?

E Tony Blair foi enviado para quê?

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

A história de Portugal e do Cambodja Parte I

1. Introduction
The Khmer people were among the first in Southeast Asia to adopt religious ideas and political institutions from India and to establish centralised kingdoms covering comprehensive large territories. The earliest known kingdom in the area, Funan, flourished from around the first to the sixth century A.D. It was succeeded by Chenla, which controlled large areas of modern Cambodia, Vietnam, Laos, and Thailand. The golden age of Khmer civilisation, was the time from the 9th to 13th century, when the kingdom of Kambuja, which gave the name Kampuchea, or Cambodia, which according to sources, derived from the Portuguese name of Cambodja, had governed large territories from its capital in the region of Angkor in western Cambodia. The Portuguese were the first recorded Europeans to do Christian missionary works in Cambodia. They arrived in Cambodia as early as in the 15th century and were very active in the Cambodian affairs.

2. The Prominence of Portuguese People in Cambodian Society

The Cambodian-Portuguese connections dated back the mid 1400s when Portuguese traders and missionaries first set foots in Cambodia. But it was in the 19th century that the Portuguese have played a very significant role in the Cambodian society. Many descendants of Portuguese traders and missionaries took many leading roles in the shaping of the Cambodian affairs. The Diaz and the Moneiro played an important part in the Cambodian society of the 19th century. Constantine Monteiro, on a mission to Singapore in 1850, wrote an article on Cambodia titled "notes to accompany map of Cambodia" which was published in the journal of the "Indian Archipelago and Eastern India" in 1851. Another Portuguese wrote "Lettre sur le Cambodge" which was translated into the "Revue Maritime et Coloniale" in June 1865. Another Portuguese, Col de Monteiro (1839-1908) had become King Norodom's secretary and the Kralahom or the minister of the navy. His father, Bernardos Ros de Monteiro, who was later one of the major mandarins of king Norodom, had accompanied Father Bouillevauv when he visited Angkor Wat in 1850 in which he described Angkor Wat as "is of such extraordinary construction that it is not possible to describe it with a pen, particularly since it is like no other building in the world." Col de Monteiro's grandfather had come to Cambodia on a missionary works in the early nineteenth century and decided to settle in Cambodia permanently and played an important part in Cambodian politics at the time. The De Monteiro descendants have played very prominent roles in Cambodian politics up until the mid 1950s. Some of their descendants have served as ministers during Prince Sihanouk's rule. Today, many of the De Monteiro Cambodian descendants have spread across the continents. Some are still living in Cambodia and some have settled in some western countries, especially in Australia where some of the De Monteiros have settled after escaping war-torn Cambodia in the 1970s and 1980s.

Texto de Khmerization Junior autor do blogue http://www.ki-media.blogspot.com/ e www.Khmerization.blogspot.com

segunda-feira, 5 de janeiro de 2009

Sócrates em recessão ou com razão?

Sócrates deu hoje uma entrevista á SIC. Num ano de crise financeira e social e talvez a ultima antes das eleições enquanto Primeiro-Ministro, pois quando estivermos em campanha agirá como Secretário-Geral do PS
Falou da crise, da economia, da educação, da simultaneidade dos actos eleitorais, da oposição fora do PS, e da oposição dentro do seu partido chamado Manuel Alegre

Sobre a crise e economia voltou a falar num tom optimista. Disse que não sabia da crise, das previsões, voltou a frisar que não vai deixar de fazer investimento publico, apesar de serem as gerações futuras a pagar. O orçamento será alterado e teremos um défice publico de 3%. Existe uma enorme contradição e falta de precisão em relação a estes temas. Sócrates apesar de optar pelo tom optimista ( e bem...), quando está perante adversidades não consegue convencer a plateia. Alinha sempre pelo mesmo tom que por regra não convence.

Quanto à educação optou pelo mesmo discurso de sempre. Disse está a mudar o sistema. E voltou a afirmar que o sistema de avaliação é o melhor. E que não desistirá de "não avaliar" os professores. Apesar disso nalgumas propostas cedeu.

Referiu que preferia os actos eleitorais em separado para criar dinâmicas diferentes. Não ostracizou e não teve problemas em aceitar as diferenças de Manuel Alegre dentro do PS.

Por fim, pediu aos portugueses maioria absoluta para as próximas eleições legislativas. Para governar com tranquilidade, principalmente neste período.

Portugal entra em recessão já em Fevereiro. E Socrates?

Sé de Lisboa

A Sé de Lisboa é um dos monumentos mais bonitos de Lisboa. Tanto por dentro como por fora.

E ainda por cima fica num dos sitios históricos da capital.

O interior é de três naves com seis tramos. O transepto é igualmente abobadado,, coroado por rosáceas em ambos os topos.

Também conhecida como Igreja de Santa Maria Maior, é o monumento mais antigo e venerável da cidade. É o unico monumento lisboeta de fundamento românico

Na Igreja da Sé há a considerar as fachadas principais e laterais, as torres, as naves, o transepto, a capela-mor e o deambulatório

Fazem parte da Sé a Capela de Bartolomeu Joanes e de S.Vicente mais o Museu da Sé

Foi elevada a Catedral, por D.João I em 1393

domingo, 4 de janeiro de 2009

OLHAR A SEMANA - SEM OLHOS EM GAZA

Na Palestina há duas nações. Duas nações sobrepostas que se odeiam e se perseguem. Dois povos discriminados, atirados para a “Terra Prometida”, pela arrogância e hipocrisia dos países ocidentais. Foram eles que, no post-II Guerra Mundial, decidiram colocar num mesmo território judeus e palestinos, sabendo ou devendo saber que eram incompatíveis.
Os judeus receberam um país como indemnização de guerra. Foram tratados com a deferência que a sua condição de vítimas do nazismo parecia merecer. A comunidade judaica exigiu aquele bocado de deserto, quando chegou a haver planos para a sua instalação em Angola e noutras regiões de África. Teimaram na “Terra Prometida”, donde tinham sido expulsos há mais de mil anos e os tontos negociadores não só cederam como acrescentaram um chorudo pacote de armamento para despejarem os “infiéis” que por lá andassem. Como sempre tenho dito, a única forma de regular sensatamente esta indemnização de guerra teria sido a cedência da Baviera ou da Vestefália ou de qualquer outro estado alemão para instalação dos judeus dispersos. A Alemanha pagava em território o holocausto nazi. Assim, apenas se arranjou um novo holocausto, agora na Palestina e com gente que não tinha nada a ver com isso!
Os palestinianos encerrados em faixas, enfaixados em muros, controlados por barreiras, vigiados electronicamente, num “apartheid” sem emprego e sem esperança, votam desesperadamente em partidos extremistas que os manipulam até ao suicídio bombista, num fanatismo religioso inglório e pecaminoso.
É óbvio que os judeus têm direito à segurança. Não querem terrorismo, nem bombas na cabeça. Estão no seu direito. Deram-lhes um território. Querem paz e desenvolvimento… Os palestinianos também! Só que a paz de uns é a guerra de outros e vice-versa!
O que está em causa neste momento, contrariamente às opiniões maniqueístas que nos querem impingir, não é a religião, nem a intolerância. É a falta de vontade política. É a manutenção da arrogância ocidental, por um lado, e da argúcia de certos países e grupos de pressão islâmicos interessados em manter o conflito, por outro. Quando desaparecer aquele foco de luta que, simbolicamente, representa a disputa entre a supremacia entre as civilizações ocidentais e orientais que pretexto haverá? Será que querem mesmo a paz ou os negócios da guerra continuam a ser os mais rentáveis? Tudo isto poderia ter sido evitado em 1950!
Perante este cenário é espúrio falar nos estados de alma do Presidente da República, nas maravilhas do orçamento de Sócrates ou no facto de os “gays” não serem ecológicos, segundo o papa… Sessenta anos depois da Declaração dos Direitos Humanos continuamos sem olhos em Gaza!
Jorge Pinheiro

A paixão sobrepoê-se à razão

Todos nós temos uma opinião. Seja sobre um assunto em que estamos enquadrados, seja sobre uma questão em que temos pouco conhecimento.
Por vezes esse pouco conhecimento leva-nos a cometer e a comentar gaffes. Dizer aquilo que não sabemos ou que está errado à vista de todos.
Mas isso não tem nada a ver com arrogância e prepotência nas análises. Sim com falta de estudo e pesquisa.
Depois existem aqueles que só vêem o seu lado.
Será admissivel isso em pessoas que se espera isenção na análise?
Somos hoje confrontados com muita falta de isenção e imparcialidade nas análises. Principalmente no desporto. Veja-se o caso dos comentadores da TVI em que o sportinguismo está bem evidente. E durante os jogos da selecção, nomeadamente no EURO2004, em que a paixão se sobrepôs á razão e assistimos na rádio a autenticos comentários aos berros. Mas na politica também, por exemplo com Luis Delgado da SIC Noticiais em que não consegue ver lado nenhum para além da Direita.
No caso do desporto, a razão deve estar sempre acima da paixão. Porque o que se exige de um comentador ou de um analista é que explique de um forma diferente aquilo que se está a passar. E que passe para quem está a ouvir ou a ler, sinais de quem sabe mais ou que traz novidades para o ouvinte,leitor ou telespectador.
Em Portugal nota-se muito isso , porque é dificil vestir a camisola adversária e elogiar o outro. Porque se calhar devia-se por os comentadores da TVI a comentar jogos do FC Porto ou do Benfica ou meter o Luis Delgado a analisar as crises da Esquerda.
Talvez aí houvesse isenção e rigor....

sábado, 3 de janeiro de 2009

Personalidade do ano 2008

1º Nélson Évora 25 votos / 37%

2º Manoel de Oliveira 21 votos /31%

3º Cristiano Ronaldo 7 votos / 10%

4º António Lobo Antunes 5 votos / 7 %

5ºs Ricardo Araujo Pereira 4 votos / 5%

Maria de Lurdes Rodrigues 4 votos / 5 %

6º Manuela Ferreira Leite 1 voto /1 %

7ºs José Rodrigues dos Santos 0 votos

António Alçada Baptista 0 votos

Total de votos : 67

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

Promete!

o Ano de 2009 promete ser um ano cheio...
Senão vejamos:

Este será o ano de todas as crises. Financeira e social. Já sabemos que 2009 será o "cabo das tormentas"; segundo o nosso PM, e isso levará com certeza a crises sociais. Aumento do desemprego, criminalidade, manifestações e greves. há quanto tempo e que estamos a assitir a isto? Apesar do salário minimo nacional ter subido isso não quer dizer que haja mais emprego. Também as pensões vão aumentar. Mas em ano de crise como é que isso vai compensado? Aumento do défice publico? Depois de um esforço enorme vamos agora deitar tudo a perder?

Será o ano das eleições. E digo-vos, este ciclo eleitoral vai determinar muito o futuro de Portugal. Imaginem se é necessário a intervenção do PCP e BE para formar Maioria no Parlamento? Se Socrates ganhar em Novembro vamos ter uma legislatura conturbada, à imagem daquela que aconteceu com Santana Lopes. Se Manuela Ferreira Leite conseguir convencer os portugueses então teremos um regresso ao passado. Porque a crise já vem de trás..... Mas estas eleições podem definir o fim de figuras carismáticas como Paulo Portas, Manuela Ferreira Leite, Manuel Alegre (caso socrates vença...), e Santana Lopes? o que será? Mas de uma coisa se poderá ter a certeza. Caso MFL não vença o PSD entra em convulsão e numa crise que poderá levar á sua cisão. O panorama politico nacional poderá mudar em Novembro...

Cá dentro continuaremos a ter os professores em manifestações, a CGTP e UGT em protestos por causa do novo Código do Trabalho e Cavaco a continuar vetar diplomas que deram trabalho e são bandeiras do governo socialista

Lá por fora, iremos ter a "mudança". Novas relações entre EUA e CUBA, Irão e talvez Russia. Esta ultima duvido..... Mas de certa forma, poderemos assistir ao fecho de Guantanamo e da instalação de uma democracia em Cuba, 50 anos após o exilio de Fulgencio Baptista. A China continuará a ser um mundo á parte, mas da Russia iremos ter problemas e novidades. Uma coisa é certa, com Obama na Casa Branca iremos assistir a uma nova "lufada de ar fresco"; ......até.....

No desporto iremos assistir ao regresso de Lance Armstrong às estradas para tentar alcançar o seu oitavo Tour de França. No Ténis Federer irá tentar recuperar o numero 1 mundial, lugar que conquistou á 5anos. A selecção decide se vai ou não ao Mundial de 2010, e de certeza que iremos assistir à consagração de um novo campeão nacional

É verdade, o homem chegará a Marte? Israel e Palestina terão finalmente paz? Lobo Antunes conseguirá ser finalmente Nobel da Literatura? A TVI finalmente vai ter um canal de noticias surreais?

Divirtam-se em 2009...

quinta-feira, 1 de janeiro de 2009

Ano E de Eleições

2009 será o ano de todas as eleições : Europeias (Junho); Autarquicas (Outubro) e Legislativas (Novembro)

Nós por cá continuamos a Olhar direito...

Avançemos então para mais um ano

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