quarta-feira, 30 de setembro de 2009

Povo de Suicidas

O povo é quem mais ordena e o povo capitulou a maioria absoluta do PS, criando-se um cenário que durante a campanha já mostrara a confusão entre maiorias parlamentares, absolutismo e asfixia democrática.

O resultado de ontem foi uma chuva de meteoros que acabou por assolar todo os partidos: o arranjo parlamentar fica difícil, difícil ficará ainda mais resolver as duas crises em que estamos mergulhados. Pois ontem não foi jogo de futebol do mata-mata, ou uma partida "rodinha bota fora" como todos os líderes partidários quiseram fazer crer; pois ao contrário de Voltaire, a abelha não é simplesmente uma mosca vivendo na colmeia, ela é abelha de génio. Por isso a eleição de domingo foi antes de tudo a mostra de que Unamuno tinha razão quando falava de Portugal como a comunidade dos suicidas.

Imagens

O desenho passa sem dúvida alguma emoções fortes. Quem não se lembra das caricaturas de Boradalo Pinheiro sobre o Ultimatum de 1891? Os tempos mudaram e os desenhos vão acompanhando essa mesma mudança. Por isso mesmo proponho um comentário à imagem que é apresentada.

terça-feira, 29 de setembro de 2009

V Encontro Empresarial de Negócios na Língua Portuguesa - Dia 01

Trago a cobertura exclusiva do primeiro dia do V Encontro Empresarial de Negócios em Língua Portuguesa. Antes de qualquer coisa, gostaria de dizer que o evento é um sucesso. Simplesmente, nunca havia visto uma confraternização de negócios tão produtiva.
Iniciou-se oficialmente com solenidade que contou com a presença do Governador do Estado, o senhor Cid Gomes.
Em seguida, houve um painel cujo tema foi o Associativismo e a CPLP, onde o que mais me chamou atenção foi a informação de que no Brasil existem cerca de 6 milhões de micro e pequenas empresas formalizadas e mais de 10 milhões de micro e pequenas empresas não formalizadas, ou seja, existe quase o dobro das pequenas empresas estão na ilegalidade.
Depois disso, houve um almoço de trabalho, onde foi oferecido um delicioso Sirigado (peixe nobre do litoral cearense) ao molho de camarão, com sobremesas deliciosas de morango e mousse de chocolate!
Logo após, houve uma palestra sobre incentivos, no estande do Governo do Estado do Ceará e depois três conferências simultâneas com os seguintes temas: “Tecnologia: casos de sucesso na CPLP”; “Experiências da atuação em diversos mercados da CPLP” e “Logística na CPLP”. E por fim, houve as rodadas de negócio.
E a essa altura do campeonato vocês devem estar se perguntando: sim, Larissa, mas e o conteúdo das palestras? O que foi de interessante que você ouviu?
Eu lhes respondo: não assisti nenhuma palestra, porque o mais interessante estava no Pavilhão Camões de Exposição, onde havia os estandes de todos os patrocinadores, de várias Câmaras de Comércio Brasil-Portugal, Câmaras de Comércio Estrangeiras, de representantes de todos os países da CPLP. Isto é, onde, de fato, o evento realmente acontecia, as conferencias eram só pretexto.
Eventos como estes são feitos para promover negócios e logo no primeiro dia, eu me dei conta que o mais importante são os contatos feitos fora das palestras. Era simplesmente fantástico ouvir e participar de conversas informais com empresários, advogados e políticos de todos os países lusófonos e como se pode aprender por meio delas.
Foi muito interessante visitar os estandes, passamos (eu, Dr. Miguel Reis – advogado português e meu chefe, e o Sr. Anthony D’Souza – membro do governo de Goa, que nos acompanhava) por todos e fizemos contatos valiosos.
Mas devo ressaltar que de todos os estandes que andamos, o que mais me chamou atenção foi o do Fórum de Macau, que se trata de um fórum que promove a interação dos países da CPLP com Macau e China (http://www.forumchinaplp.org.mo/).
Não só porque a iniciativa é brilhante, mas também porque um jovem de Macau, de apenas 23 anos, chamado Ernesto, soube nos vender muito bem o seu peixe, como dizemos aqui no Brasil.
O evento diurno acabou por volta das 18h30, mais continua com uma festa no Pirata, eleito pelo New York Times como a segunda-feira mais animada do mundo. Infelizmente, não fui porque amanhã tem mais congresso para ir.
E para finalizar meu post de hoje, vou dar-lhes uma informação que para vocês já não deve ser novidade: todos os empresários estavam de olho em Angola e Moçambique. Por isso que resolvemos tratar com os africanos só amanhã!
Larissa Bona

POST-ELEIÇÕES(2) - PARA ONDE VAMOS?

1 – No rescaldo das eleições de Domingo, podemos tirar as seguintes conclusões, no plano estritamente político:
- O PS perdeu 500 mil votos. Perdeu a maioria absoluta. Ganhou a minoria absoluta. Conseguiu controlar os danos, embora desgastado por quatro anos de governação difícil e nem sempre adequada. A partir de agora vão haver acordos pontuais, privilegiando o CDS (por uma questão numérica) e atirando o ónus da não aprovação para cima desses partidos. Não são de afastar eleições antecipadas, se não houver bom senso;
- O PSD perdeu em toda a linha. Uma campanha infeliz e triste. Uma liderança contra vontade. Uma estratégia desastrosa. Arrisca-se a ficar um partido residual, até porque não tem razão política de existir neste momento;
- O “centrão” do PS e PSD foi globalmente penalizado. A transferência natural de votos para o PSD não se deu e a votação acabou por beneficiar os partidos mais à esquerda e mais à direita;
- O CDS (um partido de direita civilizada) canalizou os votos que deveriam ter ido para o PSD, ajudados por uma boa campanha do partido e, principalmente, do seu líder. Paulo Portas é um sobrevivente, um “camaleão” político;
- O CDS é, agora, essencial para garantir maiorias parlamentares ao PS. Só a soma dos dois partidos permite ultrapassar os mágicos 115 deputados que garantem a passagem das leis e, desde logo, do Orçamento de Estado;
- Não é de excluir (mesmo nada) uma mudança a curto prazo na liderança do PSD. Tal permitirá que os acordos parlamentares possam ser negociados com estes dois partidos;
- O BE duplicou o número de deputados. Só não tem a vitória do dia porque não ficou como terceira força mais votada.
- O BE vai continuar a crescer, não só porque a necessidade de acordos parlamentares vai puxar o PS para a direita, continuando a canalizar os votos de protesto no BE que se mantém sem responsabilidades governativas, como porque muito do eleitorado jovem acha pura e simplesmente “velhos” todos os outros partidos e não se revê minimamente neles;
- O PR vai ter uma intervenção acrescida na gestão de conflitos institucionais, coisa em que ele não é muito bom. Julgo que se sentiria melhor com a maioria absoluta do PS.
2- Dito isto, para os portugueses que há de novo? Para onde vamos? Para além da Justiça, da Saúde e da Educação que precisam urgentemente de ser governados, temos o problema do desemprego. Mas a montante de tudo isto, temos a necessidade de ter opções estratégicas. Aquelas que nos digam de uma vez por todas quais os sectores em que investir a prazo. Tem de haver, sem receios, quatro ou cinco sectores em que apostar forte. Não podemos ir a todas. Somos um país pequeno. Temos de nos especializar. Isto implica coragem e muita determinação. Enfrentar os lobbies. Saber dizer não. Reformular o aparelho de Estado em conformidade, orientar os empresários e dar formação adequada à população jovem. Parece fácil? Não é. Por isso ninguém o faz. É preciso um pacto nacional. Será agora? Ou vamos continuar tacticismo, agora para ganhar as autárquicas, depois mudar o Presidente, a seguir conseguir legislativas antecipadas? Temo que seja este segundo cenário.
Jorge Pinheiro

segunda-feira, 28 de setembro de 2009

pós eleições(1) : A Direita voltou

A Direita portuguesa voltou. Voltaram ao espaço político e social do país.

Da noite de ontem, há a destacar os sorrisos dos PP´s. Portas ladeado dos seus mais directos colaboradores fez um discurso de vitória. Cumpriu todos os objectivos a que o CDS se tinha proposto antes das eleições. Até excedeu....... Foi o melhor resultado desde há 26 anos...

Portas que foi dado como morto após 2005, deixou Ribeiro e Castro um tempo na liderança e depois voltou. Um pouco á imagem de Santana Lopes no PSD. Mas este com outros resultados.

É de esperar agora que seja o CDS a definir e a controlar a agenda politica do PS. Os impostos vão baixar? as PME´s vao finalmente poder ser recompensadas? Vai haver subsidio de desemprego para todos? veremos....

Da noite de ontem, há que destacar a derrota (mais uma) do PSD. O partido Social democrata não se define ideologicamente. Isto porque, não consegue estabilizar o seu lider. O PSD perdeu as eleições quando os seus militantes decidiram trocar Menezes por Mendes. Foi um erro. E ontem lá estava Filipe Menezes a criticar a liderança laranja. E depois dizem mal de Passos Coelho. E enquanto Alberto Joao Jardim continuar a dizer disparates e barbariedades, o PSD continente continuará a perder.

É altura do PSD fazer aquilo que o CDS fez : renovar seus quadros e dirigentes.

11ª Legislatura

Sócrates, 2005-2013

Socrates é um animal político?

Segundas Impressões

- Diogo Feio excluí, na RTP1, a hipótese de uma coligação PS / CDS. (Reitero: oxalá tenha razão!)
- A arrogância dos militantes do Bloco de Esquerda é uma coisa que me transcende. (Como é que é possível?)
- Eu não votei PS nem simpatizo minimamente com o partido, por outro lado pouco percebo de política. Mas... O PS ganhou, não foi? Então porque é que toda a gente insiste em que o PS é um dos derrotados da noite?

domingo, 27 de setembro de 2009

Vozes da noite eleitoral

Foram estas as frases da noite....

O PS de Socrates já começa a "piscar" o olho a Portas. Começou por dizer que se trate de uma extaordinária vitória eleitoral. Penso que não é verdade. O povo decidiu retirar a maioria absoluta ao Primeiro-Ministro. A partir de agora teremos um Socrates mais macio e suave. Não disse que ia governar sozinho e ouvir os partidos políticos. É uma boa forma de dizer que quer uma coligação. E apenas o poderá fazer com o CDS. Estão a ver?

Manuela Ferreira Leite disse que as propostas foram apresentadas mas não aceites. Disse que preparar-se para as eleições autárquicas e depois convocar um Conselho Nacional. Pode ser que Santana Lopes a "safe". E com a vitória nas europeias tenha 4 anos de combate politico. Mas terá sempre um Coelho à espreita...

O CDS de Paulo Portas é a chave de tudo isto. Disse que cumpriu todos os objectivos traçados. Aproveitou para chamar a atenção que em nenhum país civilizado se governa com maioria. Notou-se muito entusiasmo. Foi o melhor resultado desde há 26 anos...Aproveitou para dizer que a maioria dos jovens não é de extrema-esquerda. Será?

O BE falou com arrogância. Francisco Louçâ quando cheira a poder abusa sempre. Até parecia que tinha sido ele o vencedor das eleições. Mas não! Prometeu algumas revoluções, mas esqueceu-se que é o CDS que tem a "bola" governamental. O voto não confirmaram as sondagens...

O PCP disse o habitual. Derrota da politica de direita de José Socrates.

Mas duas afirmações ficam registadas nesta noite:

Alberto Joao Jardim disse que o país está doente. Com ou sem derrotas, Alberto João é o mesmo.

Marcelo Rebelo de Sousa disse que se MFL não continuar, alguém tem que avançar para não deixar "Passos Coelho sozinho...."

Apelo

Dr. Paulo Portas, vamos lá a ver se agora não se coliga com o Sócras, ou Sócratas, ou lá como se diz! Olhe que tenho-o por homem sério, daqueles com princípios e valores!

Primeiras impressões

  • O PS venceu sem maioria como o esperado.
  • Os portugueses deram um cartão amarelo a Sócrates.
  • A grande surpresa nestas legislativas foi a votação do CDS-PP.
  • Portas conseguiu uma vitória pessoal contrariando mais uma vez as sondagens.
  • O BE deverá ser a 3ª força política, no entanto o cenário de uma coligação com o PS parece-me de todo improvável.
  • Sócrates deverá fazer coligação com o CDS-PP de Paulo Portas.
  • OS três partidos mais pequenos com representação parlamentar subiram as suas votações.
  • O PSD foi a desilusão. Nem as minhas perspectivas mais negativas adivinhavam estes resultados.
  • Portugal entrará num novo capítulo. Não havendo maioria absoluta de um partido a responsabilidade da oposição cresce.
  • Espero uma oposição e um governo responsáveis para o futuro de Portugal algo que na minha opinião não tem vindo a acontecer.

Quem vai formar maioria com o PS?

Vitória certa mas sem maioria!

Esta é uma das certezas a retirar da noite eleitoral de hoje.

Sendo assim e com o crescimento dos partidos que não são do Bloco Central, CDS, Bloco e PCP; estamos perante uma incerteza. Destes três qual vai formar maioria com o Partido Socialista? Qual deles se coaduna melhor com Socrates, esse animal politico?

Todos os partidos conseguem formar maioria absoluta com os Socialistas...

Se Socrates continuar as mesmas politicas é bem provavel que se reuna com Paulo Portas......

Tem a palavra o Presidente da Republica..

Impressões desta noite

- O mais interessante desta noite eleitoral é a luta entre CDS e Bloco de Esquerda.
- Está na hora de Manuela Ferreira Leite dizer adeus à liderança do PSD.
- Mas o que é que deu na cabeça dos militantes do CDS para usarem aquelas camisas amarelas que dão medo?
- Os portugueses são um povo com má memória (ou propensos à patologia degenerativa, não sei).
- A CDU e o PSD são os grandes derrotados de hoje.
-Se Francisco Louçã for o primeiro a fazer "panelinha" com Sócrates, é a altura certa para emigrar.
- Raios partam isto tudo. Continuamos a ter um PM com um segundo nome próprio que uma grande fatia da população não consegue pronunciar.

Mais 4 anos....

O PS venceu estas eleições : Sem maioria absoluta! Mas podendo fazer coligação com BE e até com CDS-PP!!!!

Com 11% percentuais em vantagem sobre o PSD, o Partido Socialista conseguiu renovar a confiança dos portugueses!

Em clima dificil e com resultado negativo nas europeias, o PS tem razões para continuar a sorrir.

Portugal continua a se vestir de Rosa

Resultados

O esperado. Sócrates venceu. Sem dúvida muito melhor campanha que o PSD, muito melhor liderança e, na generalidade, pior programa. Gostei dos resultados. É bom para a estabilidade do país.

Abstencionistas cometeram um pecado

Um numero elevado e preocupante em democracia - Diz Castro Almeida do PSD

Pedro Silva Pereira realça o facto de o número de votantes também ter subido... Não é só ligar aos números da abstenção.

Aposto que muitos abstencionistas são os ditos "fantasmas". Marcelo Rebelo de Sousa afirmou que são jovens e que podem não saber em quem votar.

A verdade é que desde a década de 90 os niveis abstencionistas têm subido.

Apesar do número de votantes poder ter subido a verdade é que os niveis de abstenção são os maiores desde que há democracia.

Em Portugal perdeu-se o hábito de ir votar? ou perdeu-se o gosto?

Especial Legislativas 2009 --- em directo

Eu não sei o que vai acontecer a partir da amanhâ..
Vocês Sabem?

Enquanto os resultados não saem...

Acho piada à publicidade que as estações de TV portugueses fazem à cobertura do evento. Uma diz que vai ter 18 repórteres em directo, a outra diz que vai ter um painel como nunca antes foi usado. Assistimos a uma autêntica campanha eleitoral dos meios de comunicação para ver qual deles consegue o maior share. A TVI parece estar fora da corrida, parece que finalmente os portugueses começam a distinguir jornalismo de qualidade de pseudo-jornalismo. Estou ansiosa por saber os resultados. Acredito que iremos assistir a surpresas, resta esperar pelas 20.00!

O principal problema do país é......

1- Desemprego 43 votos (29%)

2 - Economia/ Finanças 27 votos (18%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-economia.html

3 - Justiça 22 votos (15%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-justica.html

4 - A qualidade da democracia 19 votos ( 13%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-qualidade-de.html

5 - Educação 17 votos (11%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-educacao.html

6 - A falta de democracia 8 votos (5%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-falta-de.html

7 - Segurança 5 votos (3%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-seguranca.html

8 - Saúde 3 votos (2%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-saude.html

9 - Cultura 2 votos (1%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-cultura.html

10 - As mentalidades 0 votos (0%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-as-mentalidades.html

11- Relações de Portugal com o Exterior 0 votos (0%)

http://olhardireito.blogspot.com/2009/09/especial-legislativas-relacoes-externas.html

146 votantes

Estes textos foram conclusivos? ficaram com uma ideia mais real de Portugal?

Em relação à campanha....

1-Como achas que correu a campanha?

Um pouco fraca 14 votos (31%)

Sem interesse algum 11votos (25%)

Interessante 8votos (18%)

Está a exceder as expectativas 4votos (9%)

total de votos : 44

2- A melhor campanha foi feita pelo:

CDS - PP 30votos (41%)

PSD 13 votos (17%)

PS 11 votos (15%)

BE 9 votos (12%)

Outro partido 6 votos (8%)

PCP 4 votos (5%)

total de votos 73

3- A melhor de fazer campanha nestas eleições foi....

Ter ganho os debates televisivos 22votos (44%)

Fazer Arruadas 12votos (24%)

Fazer campanha na blogosfera 7 votos (14%)

fazer comícios 3 votos (6%)

dar muitos beijinhos e abraços 3 votos (6%)

Fazer Jantares 2 votos (4%)

total de votos : 49

Escolham um de cada ponto e dêem a vossa opinião...

Declaração de Interesses "Olhar Direito"

O nosso blogue fez uma votação entre os seus colaboradores, para ver quem votava em que partido. E decidimos dar a conhecer aos nossos leitores\amigos:

1 º CDS -PP 3 votos --> votos de Francisco Castelo Branco, Sol e João Costa

PSD 1 voto --> voto de Marco Raposo

PS 1 voto --> voto de Expressodalinha

4º Voto Branco 1 voto --> voto de Marta Sousa

5º Abstenção 1 voto --> voto de Bruno Gonçalves Bernardes.

nota: Nesta votação não participaram 3 membros.

sábado, 26 de setembro de 2009

V Encontro - Negócios na Língua Portuguesa

Acompanhamento diário do V Encontro Empresarial na Língua Portuguesa

Feito por Larissa Bona directamente de Fortaleza, Brasil

Portugal 2009 : Año decisivo

Portugal se encuentra inmerso en un año decisivo por las elecciones convocadas para este domingo 27 de septiembre de 2009, donde los grandes partidos del país se han batido en un duelo sin cuartel para obtener la confianza de los ciudadanos y ser la formación que obtenga la mayoría de los votos y por tanto mayor número de diputados en la Asamblea de la República Portuguesa.

La verdad es que tanto el PS como el PSD son dos formas distintas de hacer política, dos maneras diferentes de gobernar un país como Portugal y sin ninguna duda dos visiones de país tan dispares que por ello son socialistas y conservadores.

Desde España, las elecciones son una noticia que hay que seguir por las repercusiones que alguna de las declaraciones que han hecho los líderes de las dos grandes formaciones ha repercutido en las buenas relaciones de ambos países. Por ejemplo, el tema de la Alta Velocidad entre España y Portugal ha sido un debate algo fuera de contexto por lo manifestado por la líder del PSD, dejando a mi país en una posición de que nos entrometemos en los asuntos de Portugal, declaración que no comparto, ya que se trata de un proyecto que desarrollaran ambos países para su propio beneficio.

Pero en mi opinión, estas elecciones son una oportunidad para dar un aprobado o suspender al actual gobierno de José Sócrates o dar una oportunidad a Manuela Ferreira Leite para formar un gobierno distinto. Por ello considero que Portugal debe apostar por el desarrollo, el empleo, la economía, la educación y la seguridad para poder ser un país que despunte, que se vea más cohesionado, que sepa dónde está su lugar en una Unión Europea y en el contexto del mundo

La mejor opción por lo que he leído está entre las dos grandes formaciones, pero me inclino que cada uno elija la opción que mejor represente su ideología pero sobretodo, quien puede cumplir con las promesas que durante la campaña ha manifestado que lo va a hacer. Como esencia de la democracia yo solo me permito convocar a lo que lean estas líneas que no se queden en casa hay que ir y depositar el voto para dar legitimidad a las personas y a las ideas como única arma valida en nuestros sistemas democráticos.

En conclusión, hay que formar un Parlamento fuerte y continuador de políticas que desarrollen lo mejor de vuestro país, ya que los ciudadanos solo desean ostentar el bien más preciado, la libertad (liberdade) y que puedan ser autosuficientes (emprego e igualdade) y de esta forma no depender de nada ni de nadie siempre respetando las normas y la convivencia social. Deseo que gane el mejor y el que haya sabido convencer a la mayoría de los portugueses, feliz día de la democracia.

Texto de Jordi Moreno y Gracia

Achas que vai haver maioria absoluta nestas eleições?

SIM 4votos (4%)

NAO 40 votos (90%)

44votos!!!

Isto diz tudo. Provavelmente não irá haver maioria absoluta. Nem os portugueses acreditam muito nisso. O PS desceu e o PSD não conseguiu neste ano com MFL de convencer totalmente o eleitorado. Pena aqueles dois anos em que os sociais-democratas andaram perdidos em guerras e disputas de liderança, porque podiam estar nesta altura numa posição melhor. A vitória nas europeias ( que a bem dizer apenas foi uma descida do PS...); foi apenas um cheirinho. Nada mais do que isso.

Só há uma solução. Ou haverá coligações à direita e esquerda ou então teremos um governo minoritário com intervenção do PR muito acentuada. E com eleições presidenciais em 2011.....

Foste votar hoje?

Respondendo à sondagem sobre Foste votar hoje?

A - SIM 72v (91%)

B - NÃO 7v ( 9%)

Votaram 79 pessoas!

Conclusão :

existe um grande interesse por política e pelas eleições. Ao contrário do que se apregoa, a democracia não está moribunda nem os jovens se estão a borrifar para os actos eleitorais. Sendo que a maioria das pessoas que visita este espaço é jovem. E o mais curioso é que são os mais novos a impulsionar e a criar movimentos, conferencias, fóruns... tudo em volta da política. Muito interessante!

Dos que Votaram SIM.....porque

1- É fundamental para a nossa democracia 34v (53%)

2- Quero Escolher os meus representantes 23v ( 35%)

3 - É uma Obrigação 7v (10%)

votaram 64 pessoas!

Conclusão:

Embora não concordando com aqueles que acham que votar é uma obrigação, respeito o ponto de vista. Mas ir para lá chateado, sem saber onde meter a cruz nem sequer conhecer os partidos e candidatos, se calhar é melhor não ir. Destaco a vantagem (pouca), que o ponto número 1 teve. É resultado de um sentido democrático muito positivo. Quer dizer que as pessoas ainda acham que o voto ainda é útil. E capaz de criar mudanças. Este resultado traduz-se no acreditar das pessoas que com o voto podem mudar a situação do presente.

Dos que Votaram NÃO.....porque

1- Não tenho interesse em ir votar 1voto (14%)

2- Simplesmente não me apetece 3votos (42%)

3- Não vou votar porque não acredito nas instituições democráticas 3votos (42%)

Votos : 7

Conclusão:

Dificil de tirar conclusões quando votaram muito poucas pessoas. O que é positivo nesta parte da sondagem. Mas de realçar que 42% só não vão votar porque não se estão para chatear. Como o acto eleitoral fosse uma coisa chata. Nunca me diverti tanto no blogue a fazer este especial eleições. E a máquina que gira à volta das campanhas eleitorais é bastante divertida.

Vão votar?

porque razão?

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

E o vencedor é................

Os leitores de Olhar Direito escolheram José Socrates para Primeiro-Ministro.....

mas......

o PSD foi o partido mais votado......

Quem achas que vai ser Primeiro -Ministro em 2009?

José Socrates 195votos (54%)

Manuela Ferreira Leite 160votos (45%)

355 votos!

Se os resultados das eleições fossem hoje, votarias....

PSD 253 votos (39%)

PS 146 votos ( 22%)

BE 111 votos ( 17%)

CDS 80 votos ( 12%)

PCP 51 votos (7%)

total de votos : 641!!!

vamos ter um Socrates ainda mais à Direita? estes resultados são reflexos do passado Social democrata do PM?

Como explicar que o partido mais votado tenha sido o PSD e Socrates seja escolhido para PM?

Diários de Campanha VII

Na véspera de encerrar a campanha, ficam aqui algumas notas sobre as ultimas cartadas dos principais partidos:

O Partido Socialista e seu Secretário Geral desta não pedem maioria absoluta. Ao contrário do que foi o seu discurso durante o ano, Socrates já percebeu que não vai ganhar folgamente. Esta atitude será um piscar de olho ao Bloco?

O PSD nas palavras da sua lider, diz que fez a campanha que imaginou. MFL teve uma atitude mais serena e verdadeira do que anteriores lideres em anteriores actos eleitorais. Tirando os excessos de Paulo Rangel, a Senhora Dra. teve o partido todo a seu lado. Ex-lideres incluindo. Chega ao fim com possibilidades de discutir a vitória.

O BE é a grande surpresa. A provavel terceira força politica está a um pequeno passo de se tornar governo coligado com o PS. É o cenário pós-eleitoral mais certo. Louça quer 500mil votantes para roubar a maioria ao PS e poder ser governo. Mais vai avisado : Se estiver no governo muita das suas reinvindicações nunca poderão ser postas em prática.

O PP quer crescer. Depois da mega derrota em 2005, voltou em força nas europeias. Está diferente este partido mais "moderno" como diz Paulo Portas. Tem novos rostos à sua volta. Pessoas com ideias novas que não estão agarradas aos valores da "velha" direita tradicionalista. Está mais PP do que CDS.

O PCP só será governo se Socrates mudar de politicas. Ora como o PM não o irá fazer, será o BE a ocupar o lugar dos velhos comunistas. Até porque o PCP português tem pouco a ver com o que era à 35 anos. Não mete medo a ninguém!

Depois disto, o que falta para um destes vencer?

PSD fez a campanha que imaginou BE quer 500mil PCP so ha acordo se PS mudar de politica PP quer crescer....

O último post...

Antes de saber quem vence as legislativas... A campanha esteve acesa, também aqui no Olhar Direito. Muitas foram as perspectivas apresentadas: umas mais interessantes, outras menos interessantes, umas mais à esquerda outras à direita. No fundo existiu bastante discussão e isso é sempre de louvar. A equipa deste blog está de parabéns já que, embora seja suspeita, apresentou o cenário eleitoral de uma forma esclarecedora e moderada. Aos que vão votar no Domingo que o façam em consciência e, acima de tudo, que se abstraiam do que foi dito na campanha e olhem para os últimos quatro anos. Vamos eleger um governo para os próximos anos, para isso devemos olhar o passado perspectivando dessa forma um futuro que se quer melhor que o passado e o presente.

A campanha eleitoral é o momento em que os líderes necessitam mais que nunca de garantir o voto dos portugueses, por isso mesmo é também a altura em que prometem mais aquilo que não podem cumprir. Devemos de uma forma racional ter isso em conta. Os principais líderes lançaram os seus argumentos, os portugueses estão esclarecidos (ou deveriam estar), os indecisos de última hora terão ainda algum tempo para reflectir e decidir a sua escolha. À esquerda, à direita ou em branco VOTEM!

Maratona Eleitoral

A partir de hoje e até Domingo vamos entrar numa verdadeira onda Eleitoral.

-Iremos comentar e mostrar os resultados de todas as sondagens

- Teremos um lembrete de tudo aquilo que foi com o respectivo link

- Olhamos de fora estas eleições com a participação de um espanhol.

No Domingo....

- Começaremos a emissão bem cedo, com perguntas e análises.

- Faremos uma análise bem cuidada do antes, durante e pós acto eleitoral

- Vamos ter imagens e gráficos do dia.

- Iremos acompanhar os resultados em directo e com intervenções durante a noite eleitoral.

- Durante a próxima semana cada um irá analisar as eleições do seu ponto de vista.

quinta-feira, 24 de setembro de 2009

Especial Legislativas - Justiça

Fez-se uma experiência de dois anos com o novo CPP e já se clama por novas alterações porque, afinal a experiência não resultou tão bem como se anunciava e, o balanço é como sabemos negativo.
-
Mas, o certo é que desde logo nem todos anunciaram que ela ía resultar bem. Muito antes pelo contrário, os que aplicam a lei todos os dias, foram os que levantaram a voz e disseram:
-
-Isto não vai resultar.
-
Ao fim de dois anos reparamos que há que rever a prisão preventiva, há que rever os poderes das polícias, há que repensar o valor do primeiro interrogatório perante um Juiz de instrução criminal, há que rever o requerimento do MP para que alguém fique sujeito a prisão preventiva, sem o qual o Juiz não pode determinar qualquer prisão. -
É preciso ter em conta a vítima porque a reforma não conciliou a protecção da vítima e da sociedade com as garantias de defesa do arguido, acabando por proteger este último em prejuízo daquela.
-
Há que rever principalmente o conceito constitucional de separação de poderes, a constituição do Conselho Superior da Magistratura.
-
Há que ter em conta que a Justiça se coordena com a segurança e que, não cura males provocados por politicas erradas.
Há que terminar a burocracia da acção executiva.
- Não pode haver demagogia e mensagens subliminares de desautorização dos que aplicam a lei. Sem eles e sem ela, deixaremos de ser um Estado de Direito.
- Há que rever de novo o segredo de Justiça. Os tempos de duração de inquérito já que, a alguns juízes parece suscitar dúvidas a legislação actual. -
Há que,.. há que...
Há que prestar atenção à Justiça e ao Direito, e pensar que sózinhos, eles não curam nem resolvem porque, como diz o Presidente do STJ, não são curandeiros.
- Pensar o Direito de acordo com realidades sociais globais e não restritas ou pessoais, é urgente para todos nós. - Uma melhor interação entre as polícias, o MP e os Tribunais facilitará o combate e a prevenção da criminalidade. Mas, se a lei não procurar dissuadir os delinquentes do caminho por eles escolhido, pouco importará que de dois em dois anos se experimentem reformas.
-
Não nos esqueçamos que é com uma comunidade, um país e uma conjuntura, que estamos a fazer experiências. E nós não somos ou, não deviamos ser, cobaias. - A Justiça é o assunto mais esquecido destas campanhas eleitorais. Porque será? Já agora onde anda o relatório do Observatório da Justiça? Em quarto minguante?
_______
ACCB

Cartazes legislativas (5)

Lá está o BE a falar outra vez em Justiça. É Justiça na Justiça, na Economia, na sociedade, na politica. Que quererão os bloquistas dizer que Justiça? Que sentido de Justiça tem o bloco de Esquerda?

Nacionalizações??? Será que com o BE no governo coligado com o PS iremos assistir ao fim da iniciativa privada? à morte das touradas e ao nascimento dos casamentos gay?

Cuidado que estes Partido quer uma sociedade à sua maneira......

quarta-feira, 23 de setembro de 2009

Defesa dos Partidos : CDS-PP

O CDS é claro onde o PSD é hesitante e diferente onde este é igual ao PS

O meu primo Francisco simpaticamente convidou-me para escrever um artigo para o blog OlharDireito, sobre o CDS.

Não irei fazer uma análise sobre a forma ou profundidade dos programas apresentados, apenas posso afirmar que o PSD tem um programa que, sendo necessário, não é suficiente para o Governo de Portugal. Ao invés, o programa do CDS não é curto nem longo mas procura ser completo. Sem entrar numa análise exaustiva dos dois programas irei detalhar, apenas pela positiva, aquilo em que o CDS mais se distingue do PSD, assim como o distingue de todos os outros que concorrem às eleições legislativas do próximo dia 27 de Outubro. São três os pontos fundamentais, Economia e Impostos, Segurança e Prestações Sociais.

Economia e Impostos

O CDS acredita que a economia Portuguesa está atrofiada num Estado pesado, omnipresente, gastador e demasiado assistencialista, financiado por uma carga fiscal excessiva e crescente quer para a as empresas quer para as famílias. Acreditamos que existe uma relação directa entre que elevadas taxa de imposto sobre as empresas desincentivam o investimento e consequentemente a geração de riqueza e criação de postos de trabalho que, se existindo, gerariam por si só mais receita fiscal. Por isso defendemos uma descida das taxas marginais de imposto sobre as empresas, tornando a nossa economia mais competitiva e atractiva para quem deseja arriscar e investir. Esta é talvez uma das melhores medidas para a criação de emprego – são as empresas, via investimento e não o estado via gasto, que podem gerar emprego.

Para as famílias, defendemos a simplificação do IRS actualmente com demasiados escalões, deduções e excepções, criando o coeficiente familiar, que significa que famílias com mais filhos – mais encargos – possam pagar menos impostos.

Paralelamente o CDS defende uma nova vaga de privatizações em sectores ainda sobre a mão do estado, via Parpublica, Direcção Geral do Tesouro ou participações indirectas da Caixa Geral de Depósitos (como por exemplo a privatização até 49% do sector segurador da CGD). Esta não poderá ser o novo braço armado dos Governos na Economia, deve deixar de ambicionar substituir o extinto IPE, redefinindo a sua missão orientada para apoio ao sector exportador e as PME´s.

Segurança

Este é mais um tema onde não hesitamos nem transigimos. Fomos frontalmente contra as alterações negativas do código Penal e Processo Penal aprovados pelo Bloco Central, PS e PSD. Estas foram, a par com as alterações das leis orgânicas da PJ, GNR e PSP, uma das causas para o enorme aumento da criminalidade nos últimos meses. As reorganizações e reestruturações, o cancelamento na entrada de efectivos da PSP e GNR tiveram, mais uma vez, a oposição total do CDS (não me lembro sequer do PSD ter tomado posição sobre a matéria). Por isso somos os únicos a propor medidas como o reforço do estatuto de vítima, o julgamento rápido dos detidos em flagrante delito, a aplicação da prisão preventiva para crimes com pena superior a 3 anos bem como a alteração das regras de concessão de liberdade condicional. O projecto do código de execução de Penas, que está a ser “cozinhado” entre o PS e PSD, tem implicações demasiado perigosas para as quais o CDS tem alertado frequentemente.

Subsidio de Desemprego e Rendimento Mínimo

O CDS sabe que só as empresas podem gerar emprego sustentável e que por isso ao Estado competirá apenas a criação de condições para que estas invistam e criem emprego como já se viu atrás. No entanto há dois temas relativos ao subsídio de desemprego que ilustram a nossa consciência social – a proposta de majoração do subsídio de desemprego quando ambos os membros do casal, com filhos, se encontram nessa situação e a permissão de passagem à reforma de desempregados com mais de 55 anos, findas as prestações de desemprego.

Relativamente ao modelo do Rendimento Mínimo, também chamado Rendimento Social de Inserção, entendemos ser possível fazer melhor. O modelo é demasiado permissivo a fraudes, estimadas actualmente entre os 25% a 30%. Este subsídio, deve ter um carácter apenas temporário e dever-se-á admitir a possibilidade de o fornecer em géneros. É por uma questão de prioridade que deslocalizaremos 25% da verba actualmente alocada ao RSI, para as pensões mais baixas. Será assim possível retomar a convergência entre pensões e o salário mínimo tal como aconteceu na legislatura de 2003 a 2005 onde, por acção do Ministro Bagão Félix, quando o aumento de pensões permitiu a redução substancial da taxa de pobreza em Portugal.

Muito mais ficou por dizer mas o texto já vai longo e aqui termino, por isso, com o título do meu artigo, uma frase que costumo usar

O CDS é claro onde o PSD é hesitante e diferente onde este é igual ao PS

Manuel de Abreu Castelo-Branco

Membro da Comissão Politica Nacional do CDS/PP e escreve no blogue http://www.31daarmada.blogs.sapo.pt/

Especial Legislativas : Educação

Este é um texto difícil de escrever. Muito há para dizer, mas como o fazer é outro assunto. O que anima as pessoas é discutir as parangonas e estas raramente abordam os problemas reais. Assim foi nos últimos anos e presumo que dificilmente mude no futuro. O que foi feito nada tem a ver com uma política educativa e nunca em nenhum momento houve uma tentativa séria de resolver os problemas que afectam as escolas e todos os seus intervenientes.

Em Portugal aprecia-se muito a maledicência. Não a que apregoa o nosso primeiro ministro, mas antes a que resulta do básico sentimento de invejar o próximo. E neste particular somos de facto únicos. O normal quando se inveja é almejar o próprio objecto que desperta o sentimento. Por cá gostamos bem mais de destruir o objecto. É mais simples. Se o objectivo se centrar na obtenção do que não temos implica trabalho. E essa é uma palavra proibida.

Podem mascarar a realidade com Cursos de Educação Formação ou validar competências e chamar-lhe Novas Oportunidades. Podem divulgar vezes sem conta o investimento no ensino profissional. A realidade, porém, e que todos na escola conhecem, confunde-se com o resto do país. O laxismo é total, tudo funciona em nome da estatística e desajustado está o profissional que tenta verdadeiramente ensinar. A palavra de ordem é adaptar, reformular, reorganizar. Tudo o que garanta o sucesso do aluno. O sucesso é bom, todos concordamos, mas não interessa a todo o custo. A situação actual, o louvor da estatística que tanto anima alguns, é apenas comparável ao de um atleta dopado. Ganha, festeja, todos festejam com ele, mas o futuro apenas lhe proporcionará a tristeza de enfrentar a realidade. E acreditem que é este o cenário actual.

Para se atingir algo é necessário trabalho. E para se obter um diploma é preciso mérito. Se assim não for, para nada serve. O país tem de uma vez por todas de fazer esta opção. Até porque tudo isto custa muito dinheiro. É muito bom falar de ensino universal e gratuito. É excelente alargar a escolaridade obrigatória. Apenas é necessário afirmar, e vezes sem conta, que a contrapartida exige esforço. E esforço de todos os seus intervenientes.

A escola não pode sofrer com as angústias dos outros. Ela não existe para cuidar das crianças durante o horário de trabalho dos pais. O problema existe, é um facto, mas a escola não deve fazer a vez da família. E é perverso pensar que as escolas têm de acompanhar o horário de trabalho dos pais. Em muitos países da Europa procura-se adaptar o horário de trabalho ao das escolas e não o contrário. Transformar as escolas em depósitos desvirtua-as e isso transmite-se e reflecte-se no trabalho diário. Outra questão fundamental é que a escola não pode, não deve, substituir os pais no seu papel de educadores. Educar uma criança é algo que se faz em casa. Na escola ensina-se. Os professores devem centrar o seu trabalho na sua verdadeira função de transmissão de conhecimentos. Não devem ser psicólogos ou assistentes sociais, por muito que fique bem afirmar o contrário. Aliás, o «eduquês» de que tanto se fala é isto mesmo. O menino é mal comportado? Vem de um meio social difícil. Não consegue atingir os objectivos? É porque tem dificuldades de aprendizagem. E por aí adiante até ao diploma final.

Resumindo, muito tem de mudar. É se calhar necessário assumir que vamos perder uma geração. Os últimos quatro anos foram marcados por muita contestação, que não pode, nem deve, ser esquecida. Essencialmente porque quando a poeira assentar, apenas vai ficar a sensação de vazio. E o futuro não é risonho, pois de nada serve substituir iletrados por analfabetos funcionais.

texto de Jorge Marques

terça-feira, 22 de setembro de 2009

Especial Legislativas: Saúde

Alguém já reparou que a saúde é uma eterna insatisfeita? É que por muito que se faça, muito fica por fazer.
. Nos últimos quatro anos existiu uma aposta clara na melhoria da rede nacional de Cuidados Continuados e, na minha opinião, esta foi a grande batalha ganha pelo actual governo na área da saúde. Inauguraram-se unidades de internamento de curta, média e longa duração, abriram novas unidades de convalescença. É preciso dar a mão à palmatória. Aqui o actual executivo tem trabalho feito, independentemente das arestas a limar (número reduzido de pessoal, precariedade, inexistência de médicos).
. Muito se falou também de cuidados paliativos. A aposta foi feita, mas com poucos ganhos visíveis. Na realidade os cuidados paliativos de qualidade ainda são para aqueles que os podem pagar. Curiosamente, o rosto dos cuidados paliativos em Portugal, Dra. Isabel Neto, pertence às listas do Partido Popular nestas legislativas.
. No que concerne à reestruturação da rede de cuidados de saúde primários, as Unidades de Saúde Familiar começam a aparecer, umas a funcionar bem, é verdade, mas a grande maioria com sérias dificuldades, quer seja na constituição quer no funcionamento em si. Já as Unidades de Cuidados na Comunidade continuam a ser uma utopia. Não existe uma única unidade em funcionamento actualmente (corrijam-me se estiver enganada), e o que se verifica em campo é uma confusão enorme, com formação insuficiente para os profissionais e burocracias sem fim.
. Em termos hospitalares temos o do costume, listas de espera, pouco pessoal, grupos disciplinares sobrecarregados com burocracia que lhes encurta o tempo que deveriam destinar à prestação de cuidados… Depois há as camas que fogem e… Pois, a Gripe A. Mas desta já foi quase tudo dito, a não ser que… Hmmm, deixa lá ver, já alguém aqui falou das ameaças veladas por parte dos enfermeiros, em luta contra a proposta salarial do Ministério da Saúde? Pois é, fala-se à boca pequena de uma greve por tempo indeterminado na altura do pico da gripe A. Falam-se em medidas radicais. É que os enfermeiros continuam a não ser pagos como licenciados e o ministério voltou a apresentar uma proposta que desagrada à totalidade da classe. Acreditem em mim, isto ainda vai dar muito que falar! É que aqueles que muitos acreditam só servir para “lavar rabos”, afundam o sistema de saúde se decidirem parar. Vamos ver o que vem a seguir.
. Também é objectivo deste governo criar uma carreira para os Tripulantes de Ambulâncias de Socorro, carreira essa que, nos actuais moldes, irá usurpar funções de outros grupos profissionais e permitir que pessoal não especializado, sem formação universitária, em troca de uma formação de 1475 horas, possa realizar manobras invasivas, administrar medicação, etc. Inicialmente Teresa Caeiro e Hélder Amaral (CDS-PP) manifestaram-se contrariamente a esta posição governamental argumentando existir pessoal mais qualificado para estas funções, actualmente no desemprego. No dia 10 de Julho, contudo, numa impressionante e repentina alteração de posição, estes dois deputados interrogaram a Ministra da Saúde, mostrando-se favoráveis a esta nova carreira.
. Geralmente envolta em polémica a saúde é, claramente, uma mulher. Qualquer uma. Seja a que cegou no Hospital de Santa Maria, seja aquela que necessita ir para Cuba para voltar a andar. Mas nada disto é novo, nada disto é obra exclusiva do engenheiro José Sócrates. O buraco em que se encontra a saúde em Portugal foi cavado por muitas e distintas mãos. Em algumas freguesias não existem médicos há mais de quatro anos, em inúmeras enfermarias deste país há, nas noites, um enfermeiro para trinta ou quarenta doentes, em muitos hospitais os corredores são autênticos serviços de internamento. Queixam-se os doentes, queixam-se os profissionais. E quem todos os dias por lá anda só consegue pensar “até quando, até quando?”.

Cartazes Legislativas (4)

Mais uma vez o PCP fala em mudança. Será mudança para um regime como Laos, Cuba ou Coreia do Norte. Já nos cartazes das europeias os comunistas falavam em Mudança.

É no mínimo curioso e um pouco revoltante. Que tipo de mudança quererá Jerónimo e seus camaradas?

E deixo aqui um desafio. Imaginemos que o PCP vence as eleições com maioria absoluta( só mesmo no imaginário...).

Se o PCP vencesse as eleições, que tipo de lider seria Jerónimo? Tipo Fidel? Gue Vara? Saddam?

segunda-feira, 21 de setembro de 2009

Especial Legislativas : Segurança

A Constituição da República Portuguesa determina, no seu artigo 27º, que "todos têm direito à liberdade e à segurança".

A Lei Fundamental assume, pois, que a liberdade e a segurança são dois direitos intimamente ligados: a liberdade só é autêntica e plena se puder ser exercida em condições de segurança pessoal; o direito à segurança, por seu turno, mais não é do que uma garantia de um exercício livre dos direitos fundamentais.

Nas sociedades contemporâneas, a segurança - direito fundamental dos cidadãos e, em simultâneo, obrigação essencial do Estado - é um parâmetro obrigatório de avaliação da qualidade de vida democrática. A modernização, o desenvolvimento social e económico, os direitos, liberdades e garantias e o exercício da cidadania plena só são possíveis com segurança para todos.

A sociedade democrática, aberta e global em que vivemos é, por natureza, uma sociedade de risco. As situações de perigo adquirem hoje novas dimensões impondo-se, face ao quadro de ameaças emergentes, uma estratégia de resposta igualmente inovadora.

O início deste século ficou marcado por profundas mudanças nas percepções públicas sobre as questões de segurança. A ameaça terrorista não é recente, não tendo surgido com os atentados de Nova Iorque e Washington em Setembro de 2001, mas foi com este trágico acontecimento que a opinião pública internacional tomou consciência da sua verdadeira dimensão e das consequências políticas e sociais do terrorismo transnacional.

Se Nova Iorque e Washington podiam ser atacadas, então nenhuma cidade ocidental estava imune às ameaças do novo terrorismo, como, infelizmente, ficou comprovado com os atentados em Madrid (2004) e em Londres (2005).

A crescente estruturação da sociedade transfronteiriça e transnacional implicou que, os problemas internos deslizassem para a categoria de internacionalmente relevantes, e muitos deles para internacionais.

A fronteira entre segurança interna e segurança externa é cada vez mais ténue e mais indefinida. O instrumento policial, tradicionalmente exclusivo da segurança interna, é hoje utilizado em missões de segurança internacional; assim como as Forças Armadas e os seus meios poderão ser utilizados no plano interno, em situações de catástrofe ou crise, sempre que o seu emprego se justifique.

Esta indefinição é imposta pela própria transformação das ameaças, que surgem de actores não-estatais e que, por isso, não fazem esse tipo de distinção – entre segurança interna e externa – como é o caso das organizações terroristas e da existência de Estados-Nação falhados, que produzem todo o tipo de incidentes, desde, guerras civis, massacres de minorias, vagas de refugiados, cujas consequências não são meramente nacionais, mas de carácter regional, muitas vezes com implicações para a segurança internacional.

Segundo as Nações Unidas a ameaça é hoje entendida como “ qualquer acontecimento ou processo que leva à perda de vida ou à redução de expectativas de vidas humanas em larga escala e que ponha em causa a unidade do sistema internacional, ameaçando a segurança internacional” (UN, 2005).

Todas estas ameaças com que nos confrontamos hoje são, indefinidas e muito diferentes daquelas que enfrentávamos há trinta ou mais anos, em que sabíamos, claramente, quem era o inimigo, levando-nos a repensar a segurança e a defesa como uma só. As ameaças e riscos para a segurança nacional e internacional assumem hoje um carácter de imprevisibilidade, característico de um sistema marcado pela globalização e diversidade de modelos políticos e civilizacionais, onde a estratégia de dissuasão se tornou desajustada face às ameaças de ataques, como os ocorridos em 11 de Setembro de 2001.

Face ao aparecimento destas fontes de instabilidade para a segurança e paz mundial, tem-se vindo a desenvolver um conceito alargado de segurança, com a importância acrescida do papel das organizações internacionais, procurando prevenir focos de insegurança internacional e de crises ou mesmo, evitar o seu agravamento.

Para salvaguarda da Segurança o Estado tem de avaliar permanentemente as ameaças de diferentes tipos a que está ou poderá vir a estar sujeito.

A segurança interna, a paz pública e a prevenção da criminalidade são missões absolutamente prioritárias. Eliminar os factores de insegurança, prevenir o crime e perseguir os seus autores são tarefas imprescindíveis - tarefas da comunidade e para a comunidade, que a todos dizem respeito, a todos beneficiam e requerem uma perspectiva integrada.

Hoje em dia, qualquer país desenvolvido tem a sua população bem informada, devido ao fácil acesso a fontes de informações, como sejam a televisão e a Internet, e os seus governantes perderam o exclusivo dessa informação privilegiada. Mas, os governos dispõem de órgãos (Serviços de Informações) que lhes proporcionam análises rigorosas e estudos prospectivos dos acontecimentos que são indispensáveis à governação e indispensáveis para a tomada da decisão política.

A preservação da segurança (interna) implica a protecção da nação de todos os tipos de ameaças e tentativas de destabilização internas, devendo assim compreender a preservação dos seus sistemas sociais, económicos e políticos e ainda a protecção dos seus valores nacionais. No caso português, o Ministério da Administração Interna (MAI), é o departamento governamental que tem por missão a formulação, coordenação, execução e avaliação das políticas de segurança interna, de administração eleitoral, de protecção e socorro e de segurança rodoviária, bem como assegurar a representação desconcentrada do Governo no território nacional.

A Assembleia da Republica decretou nos termos da alínea c) do artigo 161.º da Constituição, a Lei de Segurança Interna (Lei nº 53/2008, de 29 de Agosto), onde especifica qual a definição e fins de segurança interna, tendo o legislador definido como “ a actividade desenvolvida pelo Estado para garantir a ordem, a segurança e a tranquilidade públicas, proteger pessoas e bens, prevenir a criminalidade e contribuir para assegurar o normal funcionamento das instituições democráticas, o regular exercício dos direitos e liberdades fundamentais dos cidadãos e o respeito pela legalidade democrática”.

As medidas previstas na presente lei destinam -se, em especial, a proteger a vida e a integridade das pessoas, a paz pública e a ordem democrática, designadamente contra o terrorismo, a criminalidade violenta ou altamente organizada, a sabotagem e a espionagem, a prevenir e reagir a acidentes graves ou catástrofes, a defender o ambiente e a preservar a saúde pública. A segurança interna passa a depender da cooperação dos agentes de segurança (policiais e serviços de informações) de outros Estados.

O Relatório Anual de Segurança Interna, revelou que 2008 foi o ano mais violento da última década. No geral, a criminalidade do país aumentou 7,5 %, com um total de 421.037 participações, mais 29.426 do que em 2007, representando uma média de 1153 crimes por dia. A criminalidade violenta também aumentou 10,8%, apesar de estes não serem os valores mais altos de sempre. O consumo excessivo de álcool na condução e a violência doméstica estão na lista dos crimes mais frequentes, representando um quarto do aumento global de ocorrências. O Relatório de Segurança Interna revela ainda que os crimes com recurso a armas de fogo aumentaram, registando-se cerca de 4600 apreensões, o que pode ser justificado pelo reforço das forças de segurança no último ano. Os casos de homicídio voluntário e ofensa à integridade física foram os que mais subidas registaram. Nos crimes de roubo foram os assaltos a bancos e a postos de combustível que predominaram.

É indispensável, encorajar uma maior participação dos cidadãos, sobretudo ao nível da criminalidade pouco grave, como o furto e o roubo, responsáveis pelo sentimento de insegurança das pessoas.

Existe uma ausência de mentalidade de segurança por parte dos cidadãos, sendo necessário despertá-los para melhores práticas em termos de segurança própria e colectiva, para a adopção de comportamentos de actuação que visem dificultar ou impedir a consumação de actos criminalmente ilícitos e, por outro, no caso da sua ocorrência, que permitam recolher informação com vista ao desenvolvimento da posterior investigação criminal e subsequente instauração dos competentes procedimentos judiciais sancionatórios - desafio da prevenção.

É fundamental, ainda, a criação de uma cultura de segurança por parte dos cidadãos, nomeadamente ao nível da juventude, que se traduza num comportamento cívico mais patente em termos do relacionamento e cooperação com as forças de segurança, no envolvimento pessoal na redução do sentimento de insegurança, na promoção de um espírito de multiculturalidade, de aprofundamento dos direitos das minorias e de integração social de todos os cidadãos, no respeito pelo princípio da igualdade - desafio da educação.

A segurança é, assim, um problema de todos, para o qual todos têm o dever de contribuir, a montante e a jusante das ocorrências, mas preferencialmente a montante. Portugal precisa de mais segurança para uma maior liberdade, mas também, de mais segurança com maior cidadania.

texto de Francisco Oliveira

1.5 A Conquista Romana

Introdução:

Foram inúmeras as civilizações que ao longo de séculos pisaram o nosso território. Podemos efectuar uma larga lista de povos que se estabeleceram na zona oeste da nossa península, no entanto nenhum povo teve uma importância tão marcante e duradoura como o povo Romano. A nossa sociedade (ainda nos dias de hoje) é inegavelmente influenciada pela presença romana. Os romanos são a par dos gregos o povo possuidor de uma cultura e civilização mais desenvolvida do mediterrâneo antigo, a penetração do povo romano na nossa península surge no contexto do controlo desse mar (Mediterrâneo) que os romanos queriam instaurar.

Podemos afirmar que, numa fase inicial as intenções dos romanos seriam meramente comerciais, todavia com o passar do tempo assistimos à acção civilizadora romana e à conquista da península que se revelam um volte-face nas pretensões dos homens de Roma. Seguram-se medidas de administração do território, implementação do Direito Romano, a instauração do Latim, efectuaram obras públicas de enorme envergadura...Todas estas acções desenvolvidas por Roma no território peninsular foram determinantes para o nosso território e, gostemos ou não, o certo é que a civilização romana foi a civilização que mais influenciou: o nosso modelo jurídico, a nossa língua, o sistema democrático (embora a cultura grega tenha um papel mais forte neste último domínio) entre outros. A romanização é um dos pontos-chave para compreendermos o nosso presente.

  • Invasão da Península

Após as guerras com Cartago as primeiras tropas romanas desembarcam na Península. Conseguiram primeiramente vencer as forças cartagineses que ocupavam a zona tendo-os derrotado somente doze anos depois. Ao contrário do lógico (que seria a retirada depois de vencer as últimas forças de Cartago) os romanos estabeleceram-se na costa da Península Ibérica e tiveram em muitos momentos situações desagradáveis já que os nativos peninsulares não aceitavam a presença dos homens de Roma nos seus territórios. Em finais do século I a. C. assistimos à definitiva pacificação da Península Ibérica e à tomada do poder territorial por parte dos romanos.

  • As províncias romanas

O processo de divisão administrativa da Península começou a ser desenvolvido por volta do ano 197 a. C. e só terminou no tempo do imperador Augusto. A Península Ibérica ficou dividida em três províncias: A Tarraconensis com capital em Tarraco (Tarragona), a Baetica com capital em Hispalis (Sevilha) e a Lusitânia com capital em Emerita Augusta (Mérida). Estas três províncias eram também divergentes na sua administração; enquanto que a Baetica era uma províncias senatorial (dependendo do Senado) já Tarraconensis e a Lusitânia eram províncias sob supervisão do imperador.

  • A vida urbana

Ao longo de todo o território português os romanos edificaram prósperas cidades. Das mais importantes destacamos: Olisipo, Aquae Flavie, Pax Julia e Bracara Augusta. Para além de espaços habitacionais havia também espaços de lazer, cultura, higiene, convívio cívico e religioso. Estas urbes eram frequentemente muralhadas. Havia uma enorme preocupação com a comodidade própria das camadas sociais mais ricas.

  • As obras públicas

É sem dúvida um dos vestígios mais exemplificativos da presença romana no nosso território. Foram construídos por todo o império estradas, pontes, aquedutos, arcos, uma série de construções imponentes e de serviço público.

  • Religião

Os romanos eram tolerantes com as religiões dos povos colonizados. Não só permitiam os cultos locais como aceitavam uma mistura da sua religião com a desses mesmos povos. É neste contexto que hoje vemos em Portugal vestígios que demonstram que a adoração a Deuses romanos é feita em paralelo com a adoração a Deuses nativos. No século IV o cristianismo foi proclamado religião oficial do Império e estendeu o seu domínio o influência a todos os territórios colonizados. Mas o início da cristianização do território que hoje é Portugal parece ter começado muito antes. Logo no século I chegaram os primeiros pregadores e instalaram-se entre nós as primeiras comunidades cristãs.

  • Língua e Direito

A língua falada pelos romano era o latim que não é hoje utilizada como língua viva. No entanto foi o latim romano que deu origem ao português. Também o Direito foi um vestígio marcante. Se até ao século V ac. vigorava o chamado "Direito Costumeiro", os romanos a partir dessa data começam a elaborar códigos legais nos quais já era estabelecida e diferença entre Direito Privado, Direito Público, Direito Penal, Direito Civil, e Direito das Gentes. O Direito Romano foi a base da legislação portuguesa.

Na imagem Conímbriga.

domingo, 20 de setembro de 2009

OLHAR A SEMANA - PAÍS DE FUNCIONÁRIOS

1 - Na pré-campanha tivemos este ano o privilégio de assistir a debates políticos na televisão entre todos os grandes partidos e ainda uma sessão com os chamados partidos “extra-parlamentares”. E, no entanto, não se disse nada. Basta ver que não se falou de desemprego, da crise na justiça, das políticas de segurança social, de política externa, do papel das forças armadas, das estratégias de desenvolvimento…
Esta semana começou a campanha propriamente dita. Uma campanha comissieira, feita de bandeiras, arruadas e jantaradas de febras com batatas fritas e pudins “flan”. Os jornalistas correm, nervosos, atrás dos líderes que percorrem quilómetros dando beijinhos e apertos de mão a toda a gente, gritando aqui e ali algumas palavras de ordem, no meio de mercados de peixe ou coretos de jardim. Os cartazes de rua sucedem-se sem qualquer clarificação política, devastando a paisagem que os partidos deviam preservar. Não vai haver mais qualquer ideia política. Apenas vamos ouvir falar de sondagens e “fait divers” próprios “pour épater le bourgeois” (as escutas inventadas pelo PR e o inevitável TGV, etc, etc).
2 – De facto é difícil fazer campanha em Portugal. Difícil falar a tal “verdade”. Portugal não é a Alemanha ou a França. Tem as suas especificidades. É um país “sui generis”. Não sendo comunista, é “estatista”. Tudo e todos estão encostados ao Estado. É assim desde D. João II e teve o seu expoente máximo com o Marquês de Pombal. A necessidade inicial de combater o feudalismo transformou a centralização monárquica em monopólio de Estado. Em Portugal nunca houve iniciativa individual, digna de registo, como padrão sócio-económico. Nunca, nem no tempo dos Descobrimentos! Este é o nosso modelo. Um modelo que não deixa de ter as suas virtualidades. É mais solidário, menos competitivo, logo mais “brandos costumes”. Portugal é um país de funcionários. Lutar contra isto é inútil e estéril. Não dá para aplicar aqui o modelo holandês ou inglês. Estamos a perder tempo, a gastar energias e a criar ilusões. Bom governo será aquele que se aproveite desta tendência “funcionalizante” e a transforme num motor político de desenvolvimento. Como? É sobre isso que eu queria que aparecessem ideias…
Jorge Pinheiro

Manifesto Portugal

Talvez exista um outro Portugal que busca refazer o outro em que vivemos; talvez nesse Portugal os homens de vontade tenham outros nomes, outros apelidos e outras histórias para contar; talvez nesse Portugal nos esqueçamos do que nos doi ou doeu, transformando isso em saudades de um futuro que acontece num presente contínuo; talvez nesse Portugal todos nos sintamos portugueses e nesse Portugal não estaremos plantados em solos poucos férteis, sendo sementes voando pelo mundo.

Nesse Portugal viveriamos uma oitava acima deste, numa democracia do espírito, pela justiça de nos encontrarmos a nós mesmos encontrando a comunidade. Nesse Portugal o Estado não seria mero instrumento de desavenças, honrarias, projeto inacabado que com tanto afinco tenta amparar tudo e todos sem se amparar a ele mesmo; um Estado imposto pelas ideologias do momento, tentando perseguir outras que estão por vir. Nesse Portugal as ilhas de conhecimento estariam ao serviço da comunidade, servindo-a para se servirem a elas próprias, bebendo a sociedade, sendo bebidas por elas. Nesse Portugal os jovens seriam encaminhados por mestres que os não quisessem encaminhar, soltos para aprender o que o mundo lhes pudesse trazer, ávidos de serem eles mesmos, sem as amarras dos enredos novelísticos da política e da partidocracia, dos "gajos porreiros", da empregomania e do mercado em que estão enredadas as escolas.

Nesse Portugal nem tudo seria perfeito mas pelo menos poderíamos dizer de nós mesmos orgulhosos por pisar as pedras das calçadas sem olhá-las de soslaio.

sábado, 19 de setembro de 2009

Defesa dos partidos : PSD

No próximo dia 27 de Setembro os portugueses irão eleger o próximo governo de Portugal. Na prática apenas dois partidos terão hipóteses de vencer. De um lado o PS com Sócrates, do lado oposto da barricada Manuela Ferreira Leite e o seu PSD.

É certo que estes últimos anos de governação socialista foram assustadoramente maus para não dizer mesmo desastrosos. Sócrates com a maioria absoluta parlamentar governou a seu bel-prazer pouco se importando com a palavra que a oposição (com toda a legitimidade) tinha para dar. A arrogância do nosso primeiro-ministro foi brutal na aprovação de dossiers que deveriam antes de mais serem colocados à discussão da sociedade civil. Sócrates virou as costas a todos os portugueses e esqueceu-se da sua veia de esquerda nestes últimos quatro anos. O fecho das urgências e o tratamento indecente que foi dado aos professores são disso exemplos. A casmurrice do líder socialista foi mais longe dado que em tempo algum efectuou as remodelações governamentais mais que necessárias nas Obras Publicas (demitindo Mário Lino) e na Educação (fazendo exactamente o mesmo com Maria de Lurdes Rodrigues). Foi necessário Manuel Pinho apresentar a demissão (depois do famoso gesto em plena AR que todos sabemos) para que efectivamente existisse uma mudança na pasta da economia. Os ataques pessoais que têm sido preconizados pelo Secretário-geral do Partido Socialista acusando o PSD de “estar mais à direita que em qualquer momento da sua história” são irrisórios e dignos de uma simples reflexão. Diria que grande parte das medidas tomadas pelo governo PS prova que são os socialistas que nunca estiveram tão à direita como agora. Ocuparia muito deste post para apontar todas as criticas da governação socialista, não o vou fazer porque parece-me de todo importante dar uma perspectiva do outro lado da barricada na qual se encontra o PSD.

O PSD tem provado ao longo destes quatro anos (apesar dos seus condicionalismos para com a maioria socialista) ser uma força de oposição séria e que apresenta propostas com visão à melhoria do país nas diversas áreas. Temos um partido que uma visão de futuro clara sem um programa eleitoral a prometer aquilo que não poderá cumprir. Somos um compromisso de verdade para com os portugueses e para connosco mesmos. A aposta em áreas nevrálgicas do país como a educação, economia, emprego e saúde mostram um programa exequível e acima de tudo sustentável. Á entrada para os últimos quinze dias de campanha eleitoral somos o partido que tem feito a campanha mais séria e com o menor show-off possível. Acredito piamente que os portugueses irão votar bem no próximo dia 27.

Existem dois projectos sob a mesa: um que ninguém sabe muito bem o que é, não existe uma orientação clara. Promete-se tudo: o que se pode e o que jamais se poderá fazer. Do outro lado temos um projecto de centro-direita voltado para áreas específicas. Temos um projecto que é a imagem das carências do país. O tempo de enganar os portugueses com números terminou, o povo português apresentará uma factura enorme a Sócrates por quatro anos de governação desastrosos.

André Rocha, PSD (http://andrerochablog.blogspot.com)

Feiras Novas 09

Vem até ao Minho e participa nas melhores festas populares de Portugal

sexta-feira, 18 de setembro de 2009

As mais da campanha

Quais as palavras mais utilizadas na campanha???

  1. maioria absoluta
  2. desemprego
  3. endividamento
  4. TGV
  5. passado
  6. bancos
  7. PME´s
  8. trabalhadores
  9. crise
  10. segurança social
  11. Incompetência
  12. Freeport
  13. Violência

Escolhe uma e vota....

Defesa dos partidos : PS

Estas eleições legislativas extremam questões teóricas e práticas que não são novas na politica nacional mas que adquirem maior visibilidade desde o fim do guterrismo. As práticas saltam a vista: com a gradual mudança que José Sócrates tem operado no PS, uma mudança geracional com consequências ideológicas (iniciada aliás no segundo governo Guterres e prosseguida na oposição por Ferro), associada ao estiolar do PSD em vários partidos que se confrontam já abertamente (vide a perseguição de Ferreira Leite a Passos Coelho), a bipolarização à portuguesa não é tanto entre Esquerda e Direita como entre clubes: os ppd's e os ps's, os da oposição e os do governo, os ferreiristas (?) e os socratistas. É um tanto desolador, e pode potenciar a abstenção ou o voto irracional, mas o facto é que este estado de coisas não é novo e tem a sua origem na presidencialização da figura do Primeiro-Ministro (patente desde que Cavaco ganhou a primeira maioria absoluta), processo potenciado pela exploração mediática, um mercado em permanente radicalização.

Votamos num partido (e nas suas propostas)? Num governo (e seu registo)? Num candidato (na sua personalidade)? Em tudo, mais ou menos confundido? A emocionalização da política faz-se desta confusão do que deveria ser simples. As escolhas entre Esquerda e Direita devem ser mais ou menos claras (e, actualmente, Portugal tem uma das maiores distinções de sempre entre os dois campos), mas não parecem motivar a opção de voto. O que conta é o clubismo: em vez de eleger deputados de um partido, em função da adesão a um programa, discute-se quem fez isto ou aquilo no Verão Quente de 1975; em vez de avaliar um governo pela sua capacidade de executar o seu programa, há «os casos» em série, todos a apagarem-se uns aos outros (logo com este governo, o primeiro a adoptar sem alterações o programa eleitoral como programa de governo...); em vez de apreciar uma personalidade política pelo que ela tem de político (as alterações que conduziu na sua estrutura partidária como teste para o que poderia fazer no Governo do país), fica-se a conhecer as casas, as piadas de que se ri...

No entanto, poucas eleições podem ser mais claras do que estas:

- a Direita volta com os mesmos candidatos e as mesmas políticas que há 5 anos atrás

- e já são os mesmos há mais de 20 anos... (e nem vale a pena falar do soba da Madeira!); - a Esquerda que se reclama «única» (talvez por isso nunca se entendam, o BE e o PCP), permanece onde estava há 10 anos, pronta a minar um governo minoritário do PS

- porque para a táctica do «quanto pior, melhor», velha de mais de 30 anos, isso é o ideal;

- o PS aposta nas armas que lhe deram a sua primeira maioria absoluta, indiferente ao facto de o mediatismo, a personalização, a presidencialização da figura do PM (com fífias como a mandatária Patrocínio e tudo), serem hoje métodos bem duvidosos de contrariar a abstenção que é a maior ameaça à governabilidade de qualquer governo.

Tal como nas últimas eleições para o Parlamento Europeu, o verdadeiro adversário de um partido que ambiciona governar é a abstenção. De tal modo que foi por esta que o PS perdeu essas eleições e foi a vitória que o PSD nelas obteve imediatamente revelou a sua incapacidade política. Isto porque governar significa exercer o poder para causar ou controlar mudanças, e isos implica uma estratégia.

Debaixo do rebuliço mediático e das confrontações partidárias, por trás de cálculos sobe eleições daqui a 2 anos (como se alguém soubesse quem lidera os partidos de governo e da oposição então e quem será o próximo Presidente para prever alianças parlamentares viáveis em 2011...), qual o espaço para a política entendida como estratégia de mudança de Portugal?Apesar das reservas já referidas à estratégia eleitoral seguida pelo PS, de presidencialização do PM, de personalização em Sócrates, de formatação mediática de tipo publicitário da sua mensagem, o facto é que existe um registo de opções e uma afirmação programática clara para a sua prossecução.

Apoiado na contenção orçamental de 2005-8, pode apostar, como já faz, no investimento público para contrariar a crise actual. Há outra proposta mais viável?

Apoiado na reforma da Segurança Social, contra a ideia da sua condenação, propalada no governo PSD/CDS, pode corresponder aos efeitos imediatos da crise. Poderia ser outra a opção de um partido de Esquerda?Modernizando a economia, Portugal é hoje um dos países mais avançados do mundo no campo das energias renováveis, a principal saída da dependência energética do exterior e do défice externo. Daí a recusa em qualquer opção pela energia nuclear no futuro. Há racionalidade económica e ecológica mais conseguida?

Na formação de recursos humanos, os professores têm hoje a colocação a tempo e horas (embora, talvez, haja quem tenha saudades da Compta...), por 4 anos (velha reclamação atendida por este governo) e melhores instalações; os alunos, um ensino mais sistematicamente avaliado, um programa internacionalmente reconhecido de acesso a tecnologias de informação e uma escola que apoia vida familiar (nos horários e na diversidade do ensino, desde a música às ao Inglês); a população adulta em geral, programas de regresso ao ensino, de ensino profissional e de reconhecimento de competências adquiridas profissionalmente. Apesar de todas as pressões sofridas, nada foi abandonado e tudo será desenvolvido. Quem apresenta uma estratégia mais consistente?Para não prosseguir indefinidamente: nas questões de costumes, descriminalizou-se o IVG de modo a deixar a reacção sem argumentos (graças a um referendo que o PCP rejeitava...); alterou-se a lei do divórcio; compromete-se agora o PS a rever a questão do casamento homossexual na próxima legislatura. Quem quer discutir coerência?Enfim, fácil é ficar preso na vida política feita de casos e não votar, dizendo que são todos iguais. Mas desde a extrema Direita à extrema Esquerda as diferenças são hoje bem nítidas. A do PS faz-se pela política seguida e pelo compromisso com o futuro. Quem quiser outro Governo que o encontre. Boa sorte.

texto de A Linha ( www.clube-a-linha.blogspot.com)

quinta-feira, 17 de setembro de 2009

Especial Legislativas : Cultura

Problemas e soluções

Escrever sobre a Cultura em Portugal, sobre problemas nesta área e propostas de soluções para os mesmos.

Mas sobre isto há que conhecer quais os pólos centrais de produção cultural e de conhecimento. E se estes têm infra-estruturas necessárias e adequadas ás ambições culturais, tal como o contexto ideal para a criação artística. E, a partir daqui, tem que se pensar em como distribuir, isto é, na promoção e marketing destas criações. Terá que ser direccionada e não especializada.

Produção cultural pode passar por vários sectores, tais como, artes visuais, mercados de arte, artes performativas, livros e publicações, audiovisual e cinema, música e edição fonográfica, design, arquitectura, criação publicitária e software de entretenimento, biblioteca e arquivos, museus e património, cultura popular e tradição, entre outros.

Lisboa, é a capital e apresenta diversos espaços culturais, desde teatros, museus, salas para concertos, salas de cinemas, galerias, antiquários, bibliotecas.

Mas esta capital também alberga imensas pessoas, o que faz com que nem todos consigam ter acesso a eventos culturais, dado que alguns são caros para algumas carteiras. Isto é, uma família, um pai, uma mãe e dois filhos, se forem ver um espectáculo teatral, poderá ficar-lhes por 40 Euros (em média), mais refeições, caso o mesmo seja ás 21h30. Imaginem em quanto ficará esta despesa? E será que conseguirão ir mais vezes num mês ver algum evento cultural? Pois muitas vezes, os descontos são só para menores de 25 anos, ou grupos de 10 pessoas, ou estudantes.

Claro, que existem espaços como a Culturgest, que tem uma programação diversificada e uma boa política de descontos (5 Euros até 30 anos). E o facto de Lisboa ter imensas pessoas a habitarem faz com que nem todos consigam ir a todos os espaços culturais, e as pessoas tenham que optar, e assim, ficam alguns espaços por irem num mês. Fora os eventos que vão acontecendo, como as Noites de São Bento, em que a Rua de São Bento oferece animações, e os antiquários abertos durante a noite e nesse fim-de-semana, para que as pessoas possam ver um evento dedicado a um determinado tema histórico. Quanto ao teatro, creio que as pessoas não têm o culto de ir, ou então não conhecem os actores, porque não são actores mediáticos ou de televisão (isto é, que façam novelas), ou porque não conhecem os textos.

Por vezes, vejo salas de teatro que ficam em pontos centrais, mas que têm pouco público, pois os textos não são de conhecimento geral, pois não se estudam nas escolas, ou as pessoas também não conhecem, pois não estão em secção de destaque em livrarias. As produtoras teatrais e/ou os teatros poderiam fazer parcerias com livrarias, como a FNAC e/ ou a Bertrand, por forma a colocarem em destaque os livros dos textos teatrais em cena, por exemplo. A televisão deveria permitir a exibição de mais spots publicitários referentes a peças de teatro, mas com custos mais reduzidos ou até mesmo apoiarem as peças de teatro, neste sentido. As rádios poderiam oferecer apoios promovendo as peças e oferecendo bilhetes através de passatempos, por forma, a cativarem mais pessoas ao teatro, principalmente, os que tem menos acesso.

Por sua vez, deveríamos ter uma equipa ministerial na cultura preocupada com o que acontece verdadeiramente na área da cultura, quer em Lisboa, quer fora da capital. E a escolherem devidamente os programadores culturais dos espaços, para oferecerem uma boa programação, não eclética e que possa abrigar o máximo de criadores e/ou artistas, e fomentarem o facto de terem públicos e casas cheias.

Pois existem terras com certeza, que não tenho acompanhado, mas que devem fazer imenso, apesar de terem poucos espaços culturais, e aí devem esforçar-se imenso, e canalizarem o seu trabalho, por forma a apresentarem uma boa programação e diversificada, e terem sempre público e casa cheia.

Ou existirão outros espaços culturais que compram espectáculos, e que, por vezes, não apostam numa boa divulgação junto do público da zona, para cultivarem-no a novas criações. Isto acontecendo, por vezes, em espectáculos de dança.

Texto de Nuno Pascoal

Federações do Brasil: Rio de Janeiro


Em mais um post da série Federações do Brasil, falo do Estado do Rio de Janeiro.

Localizado na região sudeste, com fronteiras com São Paulo, Minas Gerais e Espírito Santo, trata-se da segunda maior economia do Brasil e a quarta da América do Sul (O PIB do Rio é maior que o do Chile, por exemplo), que se baseia, principalmente, na prestação de serviços.

Entretanto, deve-se ressaltar que o Estado possui parte significativa da indústria do país, principalmente a indústria farmacêutica, sendo que o maior laboratório público da América Latina e um dos maiores do mundo encontra-se no Rio de Janeiro, a Fiocruz (Fundação Oswaldo Cruz).

Outro componente importante da economia do Rio de Janeiro é a indústria petrolífera, sendo sede da Petrobrás, que a quarta maior petrolífera de capital aberto do mundo, a terceira maior empresa do continente americano em valor de mercado e sexta maior do mundo.

A sua capital é a homônima Rio de Janeiro, mundialmente conhecida por sua beleza, é a Los Angeles brasileira. É lá que se encontra a sede das Organizações Globo, maior conglomerado de empresas de comunicações e produção cultural da América Latina.

É nesta cidade que também se encontra o Projac, que é o maior núcleo televisivo da América Latina, com uma área de 3,99 milhões de metros quadrados. É onde são gravadas as famosas novelas brasileiras que encantam o mundo todo.

Mas o Rio de Janeiro não é só economia. Aliás, isso é o que menos se associa ao Rio, principalmente, quando pensamos na capital, pois a primeira coisa que nos vem à cabeça é samba, mulatas, futebol e muita malandragem.

Na verdade, o Rio de Janeiro é uma capital histórica, foi sede do Império Português, do Império Brasileiro e da República do Brasil até a construção de Brasília.

Esta cidade, com ares de uma Paris tropical, até porque foi invadida pelos franceses, ostenta uma beleza natural muito pungente, mesclada com o caos social que são os morros com suas favelas.

Trata-se do principal destino turístico do país, principalmente, dos estrangeiros, atraídos pela beleza natural, as praias e os monumentos mitológicos (sim já digo que se tornaram mito) como o Cristo Redentor (eleito maravilha do mundo moderno), Maracanã, calçadão de Copacabana e por aí vai.

Infelizmente, os morros tomados por traficantes de drogas é definitivamente algo que suja a aura majestosa do Rio, mas de forma alguma a borra por completo.

Basta ter cuidado e saber se cuidar, como em qualquer cidade do mundo. Para se ter idéia, já fui duas vezes ao Rio, nada me passou e dou um conselho a todos os leitores do blog: não deixem de ir ao Rio antes morrer!

Larissa Bona

quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Diários de Campanha VI

Os tempos de antena são dos momentos mais divertidos das campanhas eleitorais.

Nestes tempos de antena aproveitamos para conhecer melhor aqueles partidos que à partida não irão eleger um deputado. Partidos como o Partido Trabalhista Português ( juro que não fazia a minima ideia que existia este partido, deve ser para seguir o exemplo ingles...); o POUS e a Nova Democracia. É neste espaço que estes pequenos partidos se mostram. Uma coisa é certa : há muitos anos que Carmelinda Pereira, Garcia Pereira aparecem nestes espaços. Pois é o unico que podem aproveitar para aparecer. Mas valerá a pena perder tempo com tão pouco conteudo?

Se é verdade que os tempos de antena servem para os pequenos apareceram, não é menos certo que os "grandes" aproveitam para lançar ataques e fazer as suas propostas. Mas há quem se aproveite e faça campanhas pouco dignas. Como é a do BE nestas eleições e nas anteriores. Quem não se lembra do famoso tempo de antena em que era utilizado o barco do aborto em 2005. E este ano em que aparecem MFL e José Socrates num jogo de computador.

Se utilizam estes espaços para fazerem campanhas pouco concertadas, deveria haver um limite também no uso das campanhas na Televisão. Porque também é por isto que as pessoas fogem da política.

Acho que estes tempos de antena são bem distribuidos e conseguem alcançar as pessoas. E alguns são também muito divertidos. O que seria das campanhas sem o convivio de Carmelinda Pereira e Garcia Pereira?

Entrevista a Fernando Vasconcelos do MMS

As perguntas e respostas:
  1. O que é o Movimento Mérito e Sociedade? Jorge Pinheiro

2. O Movimento Mérito e Sociedade afigura-se mais como um movimento Cívico ou como um Partido Político? Francisco Castelo Branco

Fernando Vasconcelos :

O MMS é um partido político criado com base num movimento cívico. A passagem de estatuto foi essencialmente motivada pela percepção que para uma intervenção mais eficaz na procura de uma nova realidade para Portugal esse era o único estatuto possível.

3. Como é que distingue os Movimentos Civicos dos tradicionais Partidos Politico? Francisco Castelo Branco

Fernando Vasconcelos :

Na génese não existe diferença entre eles. Na verdade a noção de um "partido" é uma construção que não é obrigatória numa democracia. Outras formas de organização mais voláteis, menos perenes sem quisermos, poderiam perfeitamente representar agrupamentos de cidadãos e estes poderiam ter uma intervenção politica igual à dos partidos. A nossa constituição faz essa diferença mas na minha opinião é uma diferença que não tem razão de ser. Acaba por afastar os cidadãos da politica activa transformando isso numa "profissão" quando deveria ser mais um "estado". Por outras palavras eu não os distingo, a nossa constituição sim.

4 - O que propõe para minorar a crise? Jorge Pinheiro

Fernando Vasconcelos :

O MMS possui um programa de recuperação para o país em todas as áreas quer económicas quer sociais. As propostas estão claramente indicadas em http://www.mudarportugal.pt/ . Não consideramos correctas as formulas simplistas. Se a solução fosse simples obviamente já teria sido utilizada. Acreditamos que cidadãos responsáveis devem gastar o tempo necessário a entender o suficiente dos problemas que os envolvem para usufruírem em consciência do direito de voto, diria melhor do dever de voto.

5 - -Espera que resultado nas Eleições e como pensa que isso pode influenciar a vida politica? Jorge Pinheiro

Fernando Vasconcelos

O que esperamos é que passo a passo o país caminhe para uma mudança. Na pseudo-democracia em que estamos em que se atribui tempo e orçamento aos mais votados no passado é obviamente difícil para os mais pequenos fazerem ouvir a sua voz. Aliás na minha opinião a campanha eleitoral deveria ter orçamentos fixos e iguais para TODOS os partidos existentes independentemente do seu resultado anterior, senão o que estamos a fazer é a perpetuação dos incumbentes num esquema rotativo sem verdadeiro significado. Mas com trabalho é possível mudar. E é essa mudança que esperamos que aconteça aos poucos.

6-A forma como o MMS aborda a redução das listas de espera não será demasiado hipotética? Carmen Garcia

Fernando Vasconcelos :

É uma questão de principio. o MMS considera que para o direito aos cuidados de saúde não existe limite e que uma sociedade responsável não os pode tratar como se fossem um problema burocrático. Não podem existir listas de espera. Não é humano. É uma questão de alocação dos recursos necessários e não não parece que seja impossível de concretizar.

7-Para o MMS a abolição da taxa moderadora quando não da responsabilidade do utente, serve também para a procura ao serviço de Urgência? – Carmen Garcia

Fernando Vascconcelos:

A procura do serviço de urgência tem duas causas fundamentais. Primeiro a falta de civismo dos portugueses sejamos honestos. Isto só se resolve com educação não com repressão por taxas porque mesmo com as taxas a urgência continua a ser atractiva. Segunda causa : A falta de alternativas de qualidade para cuidados de saúde regulares. São esses os problemas que temos de resolver para evitar a utilização indevida das urgências. Não é colocar uma taxa nem dificultar o acesso de quem verdadeiramente precisa do serviço que resolve seja o que for. É um penso, não um remédio. Portanto abolição de taxas moderadoras sim sempre que o utilizador do serviço de saúde o esteja a fazer dentro do que é civicamente suposto ser feito.

Poderão colocar mais questões na caixa de comentários. Será respondido

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