domingo, 28 de fevereiro de 2010

OLHAR A SEMANA - FUTEBOL E POLÍTICA

Esta semana tivemos a certeza de que futebol e política são indissociáveis. Políticos falham penalties. Futebolistas estão em off-side constante. A arbitragem é muito fraca. A bola está sempre fora. Queima-se tempo nos lançamentos. O público entra em "olés" aparvalhados. Os jornalistas rejubilam. Os comentadores divertem-se. O suicídio é colectivo. Agora pergunto eu: que interessa que Luís Figo tenha almoçado com Sócrates para apoiar a campanha que o elegeu? Ouvi dizer que o almoço era péssimo e que Luís ficou carregado de azia. Sim, isso não foi suficientemente investigado. Isso era importante. Que comeram ao almoço que fez tanto mal ao pobre jogador? Que importa que a Multinacional Figo tenha feito um filme patético e irrelevante para o Tagusparque, cujo Presidente é indicado pela Portugal Telecom, cujo administrador é nomeado por Sócrates, cujo assessor jurídico é um "zé-ninguém" filho de outro tótó que, por seu turno, é Presidente da EDP, também ele amigo do Primeiro-Penalty? Sim, que interessa que todos foram escutados e que está tudo nos jornais? Que interessa que o pobre jogador tenha empochado 750 mil euros? Falha o essencial: o jornalismo de investigação que nos diga que raio de merda comeram ao almoço. Jorge Pinheiro

sábado, 27 de fevereiro de 2010

Fidalguia, Galopins e Boys

A fidalguia portuguesa, muito em contradição com o ora et labora da ordem cisterciense, nunca esteve muito preocupada com a construção do quinto império; enjoados, mantiveram-se numa terra que depois do esplendor dos século XV e XVI, tornara-se sítio pouco habitável para as grandes mentes que não conseguiam introduzir o método científico, continuando a vencer a teimosia escolástica de citar Aristóteles como se não existisse outro autor - como notou Verney -, tornando-se porto de partida para o Brasil, para aqueles portugueses que queriam continuar a sonhar com a refundação de Portugal.

Essa fidalguia sempre gostou de pouco risco; não eram lá rapazes de se meterem em algum negócio onde não pudessem sempre lucrar os 10% certos, mesmo com a flutuação dos preços ou com as intromissões dessa sempre, para eles, corja de estrangeiros e estrangeirados. Então quando surgiu o Estado em Portugal essa fidalguia, neta dos apoiantes de D. João I, não abraçou o capitalismo mas sim uma forma primitiva de economia e sociedade familiar onde o Estado, de todos mas só para alguns, servia para equilibrar os problemas do risco de investimento.

Tal como diz Raymundo Faoro, em terra de barões - como afirmou António Cândido - só se poderia resolver os conflitos políticos se se institucionalizasse um Estado forte e centralizador; como não existira um verdadeiro feudalismo, o rompimento com as classes nobiliárquicas apenas terá produzido uma outra classe de nobres, antigos burgueses que apenas quiseram copiar os vícios da nobreza. Como esses novos senhores não estavam cientes do seu papel de autonomia, formou-se uma elite preconceituosa, desligada das populações e em contato permanente com as modas do estrangeiro que dificilmente poderiam copiar sem ser através do crédito, dos juros e das dívidas constantes.

Em pleno século XIX essa fidalguia alargava-se ao pessoal dos partidos e à administração; eram os galopins que acorriam a mando do senhor local ou da administração central à caça do voto. Tornam-se influentes, com uma independência económica sustentada pelo erário público ou por dever de lealdade do campesinato pobre; outros vão para um dourado êxodo rural em Lisboa, donde pelos arrabaldes chegando ao Terreiro do Paço tornam-se autênticos doutores, quem sabe deputáveis ou ministeriáveis, para gáudio familiar e de amizades que se desdobram em empregos e deputações. Acontece o que Herculano considerava ser a miséria dupla do campesinato e do galopim urbano, pois que se o primeiro não escondia a sua condição, o segundo, escondido atrás dos ornamentos e de uma falsa riqueza, esperava que o seu amigo chegasse a ministro para que logo conseguisse um qualquer emprego na administração.

O debate político despido de ideias, de ideologias não conseguia esconder uma fraca participação popular, logo atrás dos arranjos do "grande eleitor" naquela fraude eleitoral que desintegrava o princípio da representatividade que tanto os liberais portugueses proclamavam. Parecia que a política tornara-se a Gande Porca, para bem de quem quisesse continuar a respeitar o seu chefe e o chefinho do partido ou o grande proprietário lá da vila. A política era símbolo de ignóbil porcaria, de arranjinhos e negociatas. Parece que foi nesse ambiente que apareceu o Estado Novo, baseado na ideia que os partidos e os caciques foram os causadores da enorme desorganização das contas públicas e da desordem política. Mas também, logo ali no início do Estado Novo desenhou-se aquela social-economia que se queria através das corporações, não só para calar dissidentes mas também para juntar tudo e todos que queriam fazer parte do novo clube, criando um centro despótico e um deserto político em torno dele.

No desenho constitucional da III República, feito pelos melhores que lá se sentaram naquela Assembleia Constituinte, tribunos de primeira linha, acautelaram-se logo todos os traumas e erros dos sistemas anteriores. Manteve-se o erro de esquecer a economia produtora; manteve-se o erro de querermos continuar fidalgos sendo ao mesmo tempo mendigos profissionais; esqueceram-se as formações políticas dentro dos partidos e o sistema de recrutamento encheu-se de muita estatística onde não cabem os melhores, mas onde persiste as matemáticas eleitorais internas, os jogos e as estratégias, o boy(zinho) que continua correndo nos corredores da faculdade praticando o verbo "cacicar" para levar os votos ao chefinho ou para ele mesmo se servir desses votos para derrotar o chefinho numas eleições próximas; ou é boy, já graúdo, mas com pouca escola da vida, andando pelos corredores das grandes empresas ou do ministério, servindo a justificação do poder, mesmo daquele que é cego, surdo e mudo.

Também Aqui

Palpites XII

Achas que Portugal tem condições para ganhar o Mundial?

SIM 11 (18%)

NAO 47 (81%)

Total de votos: 58

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2010

Eu NÃO acreditar....e vocês?

Esta semana assistimos à audição de várias figuras relacionadas com o Processo Face Oculta. Pessoas que directamente ou indirectamente estavam nas escutas. Primeiro ouvimos Mario Crespo a dizer que foi alvo de censura. Esta semana o Director do JN, disse que era tudo mentira.

O Sol publicou as escutas que todo o país leu. Mais tarde, e ontem no Parlamento Rui Pedro Soares negou tudo. Quanto a Socrates, desde há muito que anda a dizer que desconhecia o negocio PT/TVI. E até Manuela Ferreira Leite parece que sabia desta situação há muito tempo também. Mas segundo ela, nada sabia. Uns publicam as escutas, escrevem artigos e são censurados. Outros negam aquilo que é uma evidência.

Uns são alvo de censura e deixam de opinar. Outros negam essa censura e continuam a limitar quem emite opinião. Não foi o processo face oculta que despolotou este tipo de "diz que disse" ou " é falso" ou "não fazia a mínima". O atirar a culpa para os outros é típico português. E em politica ainda mais.

É o que estamos a assistir. Ninguém assume as suas responsabilidades e a desconfiança vai ficar no ar, porque ninguem assume aquilo que fez. É assim tão dificil?

Será que o Sol inventou tudo isto? Que são manobras de bastidores? Ou Socrates, Leite Pereira e Rui Pedro Soares são mesmo maus da fita? Quererá Mário Crespo protagonismo?

Como tudo, este caso vai ficar em banho maria. E não é nenhuma comissão de Ética que vai apontar culpados. Tal como o caso freeport e outros, este é mais um para divertimento da sociedade portuguesa que ainda se entretêm com estas situações "à americana".

Todos impunes devia ser o nome do hino nacional. Perante a sociedade e a Justiça..... Com o Primeiro Ministro a continuar a negar tudo e mais alguma coisa......

Resta acreditar que o poder do voto sirva para algo....

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2010

South Africa : The Wildlife part I

South Africa's wildlife wonders

Cities have grown, much land has been given over to farming, hunting has wiped out entire herds, and the times when a herd of springbok could take days to pass through a Karoo town are long past.

Yet, thanks to the foresight of conservationists past and present, South Africa remains blessed with abundant wildlife.

The Big Five The big cats Lesser known wildlife Over 200 mammal species Marine mammals and fish The crocodile ... and other reptiles Birdlife

The Big Five

Best known are the mammals, and the best known of these are the famous Big Five: elephant, lion, rhino, leopard and buffalo. Not the giraffe, hippo or whale

The Kruger National Park alone has well over 10 000 elephants and 20 000 buffaloes - in 1920 there were an estimated 120 elephants left in the whole of South Africa.

The white rhino has also been brought back from the brink of extinction and now flourishes both in the Kruger National Park and the Hluhluwe Umfolozi Park in KwaZulu-Natal. Attention now is on protecting the black rhino.

Both these parks are home to all of the Big Five, as are other major reserves in South Africa – such as Pilanesberg in North West province – and numerous smaller reserves and private game lodges.

The Big Cats

Aside from occupying the top rung of the predation ladder, the lion also tops the glamour stakes. Sadly, it does have one formidable enemy in humankind, which has expelled it from most of the country so that it now remains almost exclusively in conservation areas.

The beautiful leopard survives in a larger area, including much of the southern Cape and far north of the country, although numbers are small in some places.

The cheetah is the speed champ, capable of dashes of almost 100 kilometres an hour. Its population is comparatively small and confined mostly to the far north (including the Kruger National Park), the Kgalagadi Transfrontier Park in the Northern Cape, and reserves in KwaZulu-Natal and North West province.

Lesser known wildlife

Other quintessentially African large animals are the hippo, giraffe, kudu, wildebeest (the famous gnu) and zebra, all frequently seen in South Africa's conservation areas.

Heightened awareness, however, has created an increased appreciation of lesser known animals. A sighting of the rare tsessebe (a relative of the wildebeest) may cause as much excitement as the sight of a pride of lion. And while one can hardly miss a nearby elephant, spotting the shy little forest-dwelling suni (Livingstone's antelope) is cause for self-congratulation.

On the really small scale, one could tackle the challenge of ticking off each of South Africa's seven species of elephant shrew - a task that would take one all over the country and, probably, a long time to accomplish.

(to be continued.....)

Text of Gill Hefer (http://www.gillianhefer.blogspot.com/)

No meio da calamidade...a felicidade

Tenho andado afastada da actualidade nacional, no entanto não pude deixar de tomar alguma atenção à tragédia que se abateu sobre a ilha da Madeira. Não acreditando em "bruxas" e não acreditando também que não há coincidências foi curioso notar que o Governo de uma forma ou outra acaba sempre por ceder a Alberto João Jardim, nem que seja indirectamente através de uma catástrofe. Assim sendo lá irá a Madeira receber a tão generosa fatia do OE que desejava, talvez mais um bocadinho. Acho justo devido à calamidade que se abateu sobre a ilha. >

Apesar da tragédia todos estiveram bem. Alberto João Jardim poupou-se das bocas grosseiras do costume, Cavaco lá teceu alguns comentários que não fugiram à linha do aceitável, Sócrates teve a decência de se deslocar ao local da tragédia...de uma forma geral todos cumpriram o seu papel. Não digo que esteja orgulhosa pelos nossos políticos dado que eles não fizeram nada mais que a sua obrigação mas, num país no qual os políticos raramente cumprem com a sua obrigação devo dizer que até fiquei surpreendida. É bom saber que Portugal é um país que sabe lidar com catástrofes desta natureza apesar das mesmas serem diminutas ao longo dos tempos. Apesar de todos os pontos negativos que sistematicamente venho colocando ao nosso país afirmo sem qualquer dúvida que somos um país no qual as pessoas têm apoio garantido. Fico com alguma felicidade dentro da alma por saber que assim o é.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

4º Poema 3fase - Tema Ideias e Liberdades

Longe

Tenho quartos claros, na moradia escura que sou.

Quedo-me nos cantos e encontro nas esquinas a partida,

Sou recortes esquecidos, e vendo-me aos bocados,

Ao preço certo, até dou a troco a própria a vida.

Quando acordo

Encontro muro

s que latejam, sem fôlego nem solução

E resolvo-me por papéis que não têm estrada

Mas antes suam um eterno nada, que não me parece satisfazer.

E esqueço-me então do retumbar solene do relógio da cabeceira

Que se adensa na minha carne,

E sangro dos veios da madeira

- que em verdade são mais meus que a minha própria circulação.

Hoje é de madrugada

E já se passaram vinte e seis horas de um dia.

Guardo sons e clamores amordaçados

Debaixo do tecto que ruirá sobre a dor que eu sentia.

Não há tempo.

Não tenho casa.

Matei os deuses que adorei em existência,

Escondo-me do sol debaixo da asa

De uma eterna, imensa complacência

Que parece esquecer-se de que o que eu mais queria

Não era sobreviver, mas ao Ser glorificar a própria vivência

Que não faz sentido sem ti como companhia.

Quando é que te vejo?

Na obscuridade profunda em que te escondes

Que é quem eu fui e quem eu lamento

Na pior das hipóteses, é meu ser incorpóreo o derradeiro desalento

Porque estou sem forças nem tenho matéria para vencer.

À hora dos finados, eu busco

Sondo campas e sepulturas

Procuro-nos a nós enterrados

E dormindo quietos, tendo por mortalhas todas as amarguras

De quem só na Morte nos conseguiu prender.

A vida foi-me injusta.

Deu-me todos os “ores” da finitude;

Dissabores, dores, horrores

E em infinita graça até os amores

Não houve nada para além da juventude, que valha a pena recordar.

Atravesso então, agora

Em 744 dias de zombar sem caminho

Encontrei apenas um buraco negro comigo

Do que um dia foi o que eu amei.

A História goza com a minha solidão:

levaram-me tudo.

As glórias e os insucessos que tive

Em boa análise, só me fizeram sofrer.

E na nudez do limbo em que me encontro

Não vejo inocência mas rancor

Dos despojos em antemão retirados

Na derradeira luta em que me irão fazer perder.

Sou um nada errático e dormente

Pairo espectral entre toda a gente

E ensurdeço no silêncio em que me afogaram.

Não levo para o outro lado a alegria

Nem o prazer, nem a euforia

Em que me levaram a acreditar.

Não levo sequer o que fui, nem as causas porque lutei

Nem as memórias em sinestesia do que gostei,

Mas o amor que nesta vida dei

Sem esperar nada em troco receber.

Por quem os sinos dobram?

Não sei. Mas por mim, não é de certeza.

Poema de Francisca Soromenho

Tema do dia XII

Os blogues são os próximos?

12º evento

terça-feira, 23 de fevereiro de 2010

Calendário das Eleições Gerais de 2010

Todos vocês sabem que 2010 é ano de eleições gerais no Brasil e, seguindo a deixa dos dois pólos desta eleição no Carnaval, pois José Serra (PSBD) e Dilma Roussef (PT) percorreram os principais pontos de folia no país em um claro intento de mostrar-se eleitoreiramente, mas de maneira velada, explico para vocês as regras da eleição deste ano.

A primeira coisa a fazer é explicar é o que seria ELEIÇÕES GERAIS. Desta maneira, parto do pressuposto que todos sabem que o Brasil é uma Federação (nos meus primeiros posts explanei sobre estrutura política do país e as questão do federalismo brasileiro).
Pois bem, neste país há eleições de 02 em 02 anos, alternadamente as eleições municipais e as eleições gerais.
A primeira, como o próprio nome diz, ocorre no âmbito municipal, onde serão eleitos os representantes do executivo e legislativo municipais.

Já nas Eleições Gerais, os brasileiros escolhem os Deputados Estaduais, Governadores, Deputados Federais, Senadores e o Presidente da República que os representarão nos próximos 04 anos, com exceção dos Senadores que possuem o mandato de 08 anos.

Neste sentido, observar-se que o calendário eleitoral, para as Eleições Gerais de 2010, iniciou-se em 03 de Outubro de 2009, ou seja, exatamente um ano antes da data agendada para eleição, que será em 03 de Outubro de 2010 (1º domingo de Outubro).

Assim sendo, na aludida da data os partidos não podem mais mudar seus estatutos e os candidatos devem estar inscritos e com domicílio eleitoral no Estado da Federação por onde pretendem eleger-se, sem falar que, os mesmos não podem mudar de partido.

Em 03 de Abril de 2010 termina o prazo para os chefes do poder executivo, ministros e secretários afastarem-se de seus cargos para concorrer à eleição. Dilma terá de afastar-se da Casa Civil e Serra renunciar ao mandato de Governador, pois não estará concorrendo à reeleição.

No período de 10 a 30 de Junho, deverão acontecer as convenções partidárias, que são eventos nos quais os partidos escolhem e confirmam oficialmente os seus candidatos.

A partir de 06 de julho, os candidatos poderão iniciar a campanha eleitoral com cartazes, faixas, anúncios, carros de som e etc.

Entretanto, a campanha eleitoral no rádio e televisão só é permitida a partir de 17 de Agosto, que são exatamente 47 dias antes da eleição, e esta é gratuita.

Ou seja, os partidos e coligações terão tempos, proporcionais ao número candidatos, no rádio e na TV, gratuitamente, até 30 de Setembro (03 dias antes da eleição), com programas na hora do almoço e na hora do jantar.

Particularmente, esta é a melhor parte das campanhas, pois os programas eleitorais gratuitos são extremamente cômicos. Isso mesmo, cômicos! Existem candidatos totalmente sem noção, que fazem jingles non-sense, fantasiam-se de super-heróis, falam frases de efeito. É um show a parte.

Nos dias 01 e 02 de Outubro, os candidatos já não podem fazer propaganda no rádio e TV, mas podem fazer recorrer à divulgação paga em meios escritos, realizar comícios e carreatas.

Aliás, deve-se ressaltar que à meia-noite de 02 de Outubro começa um momento crítico na vida do brasileiro comum: é proibida a venda de bebidas alcoólicas até às 17h do dia seguinte. Em 03 de Outubro, realiza-se o primeiro turno das eleições, das 08h às 17h, e o voto é obrigatório.

Finda as votações, inicia-se, imediatamente, a contagem dos votos e de maneira bem eficaz, pois a votação no Brasil é 100% eletrônica e, por incrível que pareça, segura, uma vez que nossa tecnologia eleitoral é de ponta. No mesmo dia ou na madrugada, já sabemos quem foi eleito e se haverá segundo turno, dependendo do caso.

Na eventualidade de segundo turno[1], este acontecerá em 31 de outubro de 2010, isto é, o último domingo do mês, sendo que a campanha apenas poderá ser retomada no período de 05 a 29 de Outubro.

Por esta forma, nossos leitores do Olhar Direito já sabem mais ou menos quais a datas importantes para o calendário eleitoral brasileiro e que, antes de 06 de julho de 2010, qualquer aparição de Serra e Dilma é uma mera “casualidade”.


Larissa Bona
_____________


[1]
Ocorre segundo turno quando, em um eleitorado de mais de 200 mil habitantes, o candidato vencedor não é eleito com a maioria absoluta dos votos válidos: 50% + 1 voto.

Entenda-se o Poder como Serviço

Houve em tempos Gaetano Mosca que a chamou forza occulta o que por aqui, na nossa dimensão, os engenheiros de nomes da Judiciária apelidaram de face oculta. Em Mosca a forza mais não era do que o arranjo oligárquico das forças, arranjo esse que distanciava a Itália do emergente ideal liberal de sociedade civilizada, comandada por uma política séria; enquanto se submetia as leis da Itália ao liberalismo, as elites políticas, organizadas em torno da fraude eleitoral e dos grupos de interesses, permaneciam nas práticas oligárquicas do Antigo Regime; ali, em pleno século XIX, voltava-se a pensar Platão e Aristóteles.

Por terras ibéricas pensaram Joaquín Costa e Oliveira Martins, muito centrados tanto nos fenómenos clientelares como naquilo que António Sérgio apelidaria de descentralização do espírito, ou seja, não a descentralização territorial do Estado que apenas reproduziria os fenómenos de poder oligárquico e patrimonial nos subúrbios e zonas rurais, mas uma verdadeira reforma do ensino, da cultura cívica, produzindo a emergência da sociedade civil. Para isso seria preciso ir além do garantismo das leis, criando-se uma população consciente e fiscalizadora num horizonte próximo da democracia; esse horizonte só se afigurava possível se, primeiro que tudo, se assegurasse às populações uma verdadeira representação política no executivo e no parlamento, ou seja, uma representatividade local e regional à inglesa independentemente da filiação partidária e dos interesses pessoais. Esse projeto ficou pendente, e na I República, apesar dos sinais da Monarquia Constitucional, nada pareceu alterar-se: eram os Condes d'Abranhos, os caciques tradicionais em luta com os novos caciques com as populações no meio recebendo o "santo e a senha" e foi a génese do que hoje se chamam deputados pára-quedistas; apenas duas coisas pareceram alterar-se: o regime passou a designar-se de Republicano e desenhou-se um sistema de partido dominante com o Partido Democrático à cabeça patrocinando um multipartidarismo com as dissidências múltiplas que se originavam dentro de si, fruto das relações de poder baseadas em zangas e intrigas pessoais.

Na economia continuámos "pobres [...] ignorantes, vivendo na corrupção e no aviltamento. Em civilização material estanceamos dois furos abaixo da Turquia, e outros tantos acima dos Hotentotes [...] Que inertes no meio do movimento do mundo civilizado, que nos cerca por todos os lados, que estranhos ao progresso que agita as novas sociedades, somos os últimos descendentes de um povo mais caduco que os outros povos da Europa", como advertia Alexandre Herculano. Tal como antes mantemos uma cultura afoita à iniciativa, ao mesmo tempo que caímos na esparrela de querer equilíbrio social sem produção, ou seja, de somar o social à democracia sem base de sustento para cerca de seis milhões de dependentes diretos e indiretos do Estado; de querermos ter economia sem política e políticos sérios, sem partidos com estruturas capazes de deixar solta a sociedade civil, espiritualmente descentralizados e de ter pessoas que não querem tratar da sua vida com negociatas partidárias. Entenda-se o poder como serviço!

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2010

Figuras da Década : Os escritores

Esta década foi enorme em termos literários. Muitos livros. Cada um com a sua história.

Milhares de livros saíram cá para fora. Uns melhores que outros. Histórias diversas, umas mais bem contadas outras nem por isso. Mas sem duvida podemos dizer que "cada um tem o seu livro, a sua história".

De estrangeiros a nacionais destacam-se dois : Dan Brown a Lobo Antunes. O primeiro porque com as suas obras cientificas vendeu milhões. Para além de ter levado milhares aos ecrans do cinema. Lobo Antunes ganhou vários prémios e prendeu os portugueses aos seus escritos.

Os escritores da década são :

  1. Dan Brown
  2. António Lobo Antunes
  3. José Rodrigues dos Santos
  4. Haruki Marukami
  5. Stig Larsson
  6. J.K Rowling

Amantes dos livros, quem escolheriam?

3.4 Zamora - Tratado

Já D. Afonso Henriques nosso mui jovem e nobre iniciador de revoltas e lutas para desbaratar e conquistar, assistia e participava em conferências, em tempos que foram seus e já lá vão.
Na verdade realizou-se o Tratado de Zamora numa conferência de Paz entre ele e Afonso VII de Castela e Leão, a 5 OUTUBRO de 1143, onde se proclamou Portugal como reino independente do reino de Leão e Castela. O mesmo dia, mas não ano, da implantação da República.

É certo que tal independência do Condado Portucalense, só viria a ser reconhecida pela Igreja em 1179, o que não perturbou D. Afonso Henriques, nem o impediu de se proclamar Rei, titulo que usava desde 1140 , aguardando no entanto a benção de Alexandre III. Em 1179 o Papa Alexandre III envia a D. Afonso Henriques a “Bula Manifestis Probatum“.

Neste documento o Papa aceita que D. Afonso Henriques lhe preste vassalagem directa, reconhece-se definitivamente a independência do Reino de Portugal sem vassalagem em relação a D. Afonso VII de Leão e Castela (pois nenhum vassalo podia ter dois senhores directos) e D. Afonso Henriques como primeiro rei de Portugal, ou seja, Afonso I de Portugal.

Convém, esclarecer que nunca D. Afonso Henriques prestou vassalagem ao Rei de Leão e Castela. Oficializava-se assim com a valiosa Bula, o que D. Afonso Henriques há tanto vinha usando e apregoando.

Corajoso ou não, arrogante ou não, não se deixou nunca dominar.

Mau feitio? Carácter? Coragem ou desrespeito? Seja o que for que tenha sido, foi o homem que abriu a este pequeno pedacinho de terra um futuro que deu novos Mundos ao Mundo.

Onde anda a coragem Afonsina?

_______

ACCB ( Cleopatra )

domingo, 21 de fevereiro de 2010

Olhar a Semana - 50

Hoje completamos 50 artigos da nossa rubrica, "Olhar a Semana".
Foi um projecto que visou essencialmente fazer uma crítica e olhar aquilo que se passou durante a semana.
Esta rubrica foi executada de uma forma bastante exemplar pelo Expressodalinha. O seu toque critico e sarcástico fizeram desta rubrica uma espécie de "Notas do Professor Marcelo", em molde de blogue.
Com o Olhar a Semana fizemos um exercício livre e democrático.
Procuramos sempre a verdade e gostamos da independência.
Não temos nenhuma cor partidária mas também não somos contra os partidos.
Pensamos o Mundo, a sociedade, as pessoas e tudo o que as rodeia.
Criticamos e denunciamos quando for o caso, mas não temos problema em aplaudir quando se justificar.
A nossa tarefa é reflectir, discutir e agir.
Não estamos dependentes de ninguém. Pensamos e agimos por nós próprios.
E quem nos quiser pressionar está a perder o seu tempo.
Porque a liberdade de expressão e pensamento é um direito que nos assiste....

Foram estes os principios que nortearam os 50 números do Olhar a Semana. E assim vai continuar!

A Equipa do Olhar Direito

sábado, 20 de fevereiro de 2010

Qual é o teu hobbie favorito?

  1. Fazer desporto
  2. Namorar
  3. Ler
  4. Dançar
  5. escrever
  6. Sair a noite
  7. dormir
  8. comer
  9. Ver televisao
  10. Estar na net
  11. Outra coisa que poderia estar aqui mas nao está!

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2010

Um Nobre Candidato

"Impulsionado pela moral e dever de cidadania" - Assim começou Fernando Nobre a apresentação da sua candidatura à Presidência da Republica. É apartidária mas é politica. Tendo como pano de fundo os padrão dos descobrimentos e citando alguns "navegadores", Fernando Nobre apareceu há pouco como um messias.

Não haja duvida que é uma lufada de ar fresco na politica nacional. Resta saber se esta candidatura não tem Socrates e a ala anti-Alegre por detrás. Seja como for, a opção de Nobre é bastante positiva. Veremos se a intenção chega ao fim, mas depois de tanta pompa e circunstância tem que ir obrigatoriamente a votos. Fernando Nobre é uma pessoa independente, com trabalho reconhecido e uma pessoa com ideias. Veremos se as suas preocupações são mais sociais, economicas ou politicas. E de que forma vai resolver os problemas. Para já, chega com boas intenções : desemprego e justiça são as suas prioridades. Mas também não era a prioridade dos outros??

A personagem é boa, as ideias ao que parece tambem. Mas durante a campanha vão-se discutir outra vez os poderes do Presidente.

Não existe por aí um Nobre Candidato a Primeiro-Ministro?

Mulheres XXIII

Charlize Theron
Beleza à solta na África do Sul.....

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2010

Humor...até certo ponto

Se existe mulher que eu não posso ver nem pintada essa mulher é Sarah Palin. Para além de não saber nada de nada tem ideias totalmente deslocadas do nosso mundo. Nunca pensei dizer isto mas, apesar de tudo estou solidária com a ex-candidata a vice por parte dos republicanos. >

O conhecido cartoon Family Guy do qual eu sou incondicional fã passou um bocadinho as estribeiras ao satirizar o filho de Palin que é portador do síndrome de Down. Muitos defendem que o humor não tem limites éticos já que deve ser entendido como apenas e só...humor. É importante no entanto analisar que gozar com uma situação deste tipo é de todo reprovável. É claro que o humor deve ter um limite e esse limite deve ser atingido no momento em que o que está em causa é nada mais nada menos que o respeito pelo ser humano. Convém lembrar que ao contrário de Palin o seu filho não é uma imagem pública logo o tipo de sátira desumana usada no referido cartoon é totalmente reprovável no meu ponto de vista. Apesar de algo semelhante nunca ter acontecido em Portugal (pelo menos que eu me lembre) acho que é importante reflectir acerca dos limites da comédia. Julgo que cada qual é livre de usar e abusar da sátira mas...será ela saudável quando a mesma se torna sádica e violenta? >

Drácula dos Impostos

Ontem estava a falar com um amigo meu.......
Falamos de tudo e mais alguma coisa.
No fim ao pagarmos o café, ele virou-se e disse "lá vai mais uns trocos para o Ministro das Finanças...."
E eu logo pensei " Bem, o Ministro das Finanças deve ser o homem mais odiado de Portugal...".

Não é este Ministro das Finanças. Mas a figura de Estado. O Ministro em si. De facto, ele é sem duvida o alvo de todos os portugueses. Na hora de pagar impostos, quando temos de pagar qualquer coisa, quando ha despedimentos......

Não deve em Portugal haver figura que se os portugueses pudessem eliminar da realidade, era este senhor simpático que controla as finanças portuguesas. Tipo Big Brother. Quem expulsava? era o Ministro das Finanças.....

Isso não seria saudavel, pois sem ele não seria possivel ter as contas equilibradas, ter os impostos para se poder pagar auto-estradas, hospitais, estadios de futebol............

Todos se queixem desta personagem. Da mais pequena criança ao idoso saudosista.

Que fazer? Eliminá-lo? Também têm pesadelos com o Ministro das Finanças? Uma espécie de Drácula dos Impostos.....?

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2010

1.3. Descobrimento do Brasil: Por “acaso” eles chegaram aqui

Gente, desculpa a demora em subir o post! Ressaca de Carnaval! Mas vamos seguir adiante com nossa série!

Como havia dito no post anterior, Vasco da Gama finalmente conseguiu estabelecer um caminho para as Índias e, por isso, o Rei D. Manuel I, imediatamente, ordenou que fosse preparada uma nova expedição rumo a recém-estabelecida rota.

Ocorre que, como a expedição de Vasco da Gama chegou em péssimas condições nos portos de Sofala (Moçambique) e Calecute e Cananor (Índia), os portugueses viraram a chacota dos governantes destes locais e, portanto, não conseguiram estabelecer relações comerciais com estas cidades estratégicas.

Desta forma, com a “desculpa” de mudar essa imagem e criar laços comerciais com estes portos, o Rei decidiu enviar uma expedição diplomática.

E a princípio, pode-se dizer que o Rei queria mesmo impressionar o pessoal das Índias, porque ele mandou uma frota de treze navios com mais de mil homens, como se quisesse dizer: “olha não somos qualquer um, somos mais do que vocês pensam, somos os portugueses e temos ‘bala na agulha’[1], estávamos maltrapilhos da vez passada por questões de força maior”.

Por esta forma, ele chamou o fidalgo Pedro Álvares Cabral[2] e o colocou a frente de tal expedição. Então, em 9 de março de 1500, zarparam do Restelo, teoricamente, em direção às Índias e, por acaso, em 22 de abril de 1500, chegaram às terras que, futuramente, seria o Brasil.

E essa é a versão oficial dos fatos, mas nós sabemos que, no fundo, era tudo encenação, tanto que Cabral jamais conseguiu estabelecer relações comerciais com os portos acima citados, coisa só ocorreu décadas depois.

Na verdade, os portugueses já sabiam que havia terras do lado de cá do Atlântico, inclusive o próprio Vasco da Gama enviou uma carta na qual afirmava que havia visto tais terras.

Além do mais, estudos recentes apontam que Vicente Yañéz Pinzón e Duarte Pacheco Pereira (este era homem de confiança do Rei, tanto que foi ele quem assinou o tratado de Tordesilhas em seu nome) estiveram no Brasil antes de Cabral.

Aliás, deve-se abrir um parêntese acerca de Duarte Pacheco Pereira, pois quem “descobriu” o Brasil, de fato, foi ele.

De certo, em 1498, ele comandou uma expedição secreta para reconhecer as terras que iam além da linha imaginária do tratado de Tordesilhas e, em meados de novembro daquele ano, esteve no Brasil. Ou seja, de ingênuo D. Manuel I não tinha nada, de vez que também checou as terras dos espanhóis.

E adivinha quem estava na expedição de Cabral? Se você pensou em Duarte Pacheco Pereira, te dou um doce virtual no Facebook, porque você acertou!

E é justamente a presença dele que confirma que a alegação que o desvio da frota de Cabral foi um “erro” e que o Brasil foi descoberto “por acaso” não passa de uma grande lorota[3]!

Neste sentido, observa-se que o objetivo da expedição de Cabral, além de ir às Índias buscar mais especiarias, seria também apossar-se, de maneira oficial, das terras que os portugueses tinham direito, nos termos de Tordesilhas, mas nunca foram atrás porque estavam focados em contornar a África.

Eu não sei para quê tanta mentira! Muito seguramente era uma estratégia para não alertar os espanhóis.

Mas deixando a polêmica de lado e voltando aos fatos, é certo afirmar que, sob a visão oficial eurocêntrica, o Brasil foi “descoberto” em 22 de abril de 1500 por Pedro Álvares Cabral, casualmente ou não, e que este foi o marco zero para o inicio da história documentada deste país, uma vez que foi nesta data que a civilização européia ocidental aqui chegou...

Larissa Bona

Próximo post em 03.03.2010: 1.4. Chegada de Cabral ao Brasil: O que “rolou” nos bastidores.


[1] Expressão brasileira que faz alusão a uma arma quando está preparada para atirar. Ou seja, a bala está na agulha, quer dizer que a pessoa tem munição. O que de forma coloquial é utilizada como analogia àquele que tem dinheiro, poder e influencia, pois este tem “munição” para gastar.

[2] Pela primeira vez um fidalgo liderava uma expedição marítima de Portugal.

[3] Expressão popular brasileira que quer dizer mentira, conversa fiada, gabarolice, segundo Dicionário Priberam da Língua Portuguesa.

Cepticismo......

Vitor Constâncio foi designado para vice-presidente do Banco Central Europeu..... Nada de mais. E até nos podemos orgulhar. É mais um português num importante cargo europeu. Socrates como sempre regojizou-se pelo feito alcançado por um ex-presidente do PS. É mais uma marca da sua governação, dirá o confiante Primeiro-Ministro. A oposição essa está ceptica. Entre desejos de boa sorte e regojizo um pouco tímidos, existe a preocupação de quem será o novo homem forte do banco central europeu. Mais um politico? ou um economista independente?

Contudo, esta nomeação não deixa de levantar algum cepticismo. Todos sabemos os problemas que existiram com o BPN e BPP. Se a suposta supervisão do Banco liderado por Constâncio devia ter feito mais. Se é que fez alguma coisa.

As preocupações agora são de outro cariz. Entre os normais apoios à nomeação, a questão é saber se a supervisão a nivel europeu vai também falhar!?. Será que falhou mesmo?

Podemos abrir várias hipoteses e nenhuma delas ser a correcta, mas o que se passou em Portugal nos ultimos anos não pode deixar ninguém satisfeito. Principalmente aqueles que têm a obrigação de supervisionar. Principalmente Constâncio.

Daí que o cepticismo da oposição seja natural. Mas também dos portugueses e quem sabe dos europeus.

Há que dar tempo a Constâncio para se afirmar no cargo que ocupa. E fazer um bom trabalho.

Mas da dúvida já não se livra. Pelo menos da dos portugueses

terça-feira, 16 de fevereiro de 2010

3º poema 2fase - Ideias e Liberdades

Cada um de nós traz consigo os seus ideias,
e suas liberdades de escolhas.
A vida sem sentido, sem encantamento,
levam as pessoas asfixia depressiva.
Morre mais pessoas tentando interromper a vida,
do que por acidentes, ou por doenças naturais.
Muitas vezes acham que silenciar a vida podem facilitar tudo.
Não podemos perder a vida.
Temos que ser mais fortes que ela.
Não podemos deixar que as frustrações, as mazelas remoídasna mente,
coração possam levantar a bandeira das angustias.
Muitas vezes, encontramos em nossos caminhos,
muitos espinhos, muitos obstáculos.
E até mesmo os verdadeiros suicidas.
Nem imaginamos que muito próximo de nós, está alguém com a intenção de lhe tirar a própria vida.
Muitos acabam morrendo, mais rápidos do que imaginamos.
Esquecem que a Vida é Bela!
Muitas vezes, quem tira a sua vida, nem percebe que está,
tirando a vida do próximo.
Pois, quem fica, também morre um pouco.
Sente tristeza e saudades.
Chora a dor de quem partiu.~
Ame a vida! Não desista de Viver!
A VIDA É BELA.
Não abrevie a sua vida.
De uma oportunidade a você mesmo.
Não se Culpe, e sim se perdoe.
A vida já é curta o suficiente, para queremos dar um abreviamento a ela.
Seja Feliz. Ame mais. Perdoe Mais.
Por mais difícil que seja.
Lembre-se a Vida ainda vale a pena.
A morte é só mais uma consequência.
Está na suas mãos a escolha.
Deixe os seus ideais, seus sonhos falarem mais auto.
Viva a vida. Não destrua o que lhe foi dado com muito amor e carinho.

Poema de Sandra Andrade (www.sandraandrade8.blogspot.com)

Aqui é Carnaval desde sexta-feira passada! Os quatro cantos do país se resume em uma só palavra: FESTA! E como, muitas vezes, uma imagem fala mais que mil palavras, abaixo seguem as imagens do Carnaval no Brasil:
RECIFE/OLINDA
Pessoas reunidas no Marco Zero
SÃO PAULO
Jogador Ronaldo Fenômeno desfila pela Escola da Gaviões da Fiel em São Paulo.
SALVADOR
Ivete Sangalo, a "Rainha do Brasil", agita foliões pelas ruas de Salvador.
Tradicional bloco Filhos de Gandhy, composto apenas de homens, borrifando Alfazema.
RIO DE JANEIRO
Carro abre-alas da Escola de Samba Beija-Flor, que este ano homenageia os 50 anos de Brasília
Madonna e família, rendendo-se ao carnaval do Brasil.
Paris Hilton, bem, erm, será que preciso colocar alguma coisa na legenda?
E para finalizar:
Bom Carnaval a todos!
Larissa Bona

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2010

Historia dos Mundiais : Suiça 1954

No 50º aniversário da FIFA, o local escolhido para sediar a Quinta edição do campeonato do Mundo foi a Suiça.
Para comemorar o seu aniversário, a FIFA decidiu por atribuir o campeonato ao país onde está sediado.
Foi o Mundial de Puskas, Fritz Walter,Zakarias, Kocsis ou Didi.
Pela primeira vez na história o Mundial teve cobertura televisiva. E foi em 54 que o Brasil adoptou o uniforme que conhecemos hoje. Porque o outro dava azar.....
Foram 4 grupos de quatro mas com a particularidade dos cabeças de serie nao se defrontarem. Curioso ou não, nesta fase a Hungria aplicou uma goleada à Alemanha Ocidental.
Todos os favoritos de cada grupo passaram. À data, Uruguai, Hungria, França eram as grandes potências, com o Brasil e Alemanha Ocidental a surgiram como grandes revelações.
Foi nos quartos de final que se verificou o jogo com maior numero de golos da historia dos mundiais : Austria 7 x 5 Suiça. Qualificaram-se para as meias finais a Hungria que viria a bater o Brasil, Austria, Alemanha Ocidental e o Uruguai.
Na final de Berna perante 60.000 espectadores, voltariam a encontrar-se Hungria e Alemanha Ocidental. Os Hungaros apanharam-se a ganhar por 2-0. Só que os Alemães empataram. Depois do comentador alemão ter dito a Rahn para chutar do meio da rua, a Alemanha Ocidental virou o marcador. Fica para a história este episódio em que um jogador da Alemanha "ouviu" o que um comentador lhe disse...
Os alemães venceram e seria o principio de um período mágico para o futebol alemão.
Com 11 golos, o hungaro Kocsis foi o melhor marcador.
De referir que Portugal perdeu na fase de acesso ao Campeonato do Mundo. Jogou contra a Austria e em Viena foi cilindrado por 9-1!
Este foi o Mundial dos Alemães.
Daí a quatro anos na Suécia uma nova potência futebolistica emergia : o escrete chegou para ficar!

Factos da Decada (3) : A Europa unida pela moeda

Estavamos a iniciar a década quando os 15 países da União Europeia aderiram à Moeda Unica. Enganei-me foram 14 países, pois a Inglaterra não se quis juntar a uma Europa moderna, unida e com maior circulação. Preferiu ficar pela libra....

Sim. Catorze países decidiram por uma moeda unica deixando para trás a tradicional moeda nacional. Em nome da mais fácil circulação e também num combate interessante face ao dolar. A Europa mostrou então uma força de vontade em querer se afirmar. Não apenas no plano politico como também em termos económicos.

Volvidos 10 anos esse plano saiu frustado. Não só porque o Euro não se conseguiu impor ao Dolar ( nem à libra inglesa...), como os preços subiram vertiginosamente por causa da nova moeda. Os produtos ficaram consideravelmente mais caros relativamente aos preços nas moedas nacionais.

Foi um passo gigantesco relativamente à livre circulação de bens e mercadorias. Mas a realidade para os consumidores é bem diferente. A vida ficou mais cara. Os produtos aumentam cada vez mais. O Euro é responsável por esta situação?

Mas se olharmos para o outro lado da moeda, verificamos que não temos que trocar dinheiro. Livremente podemos levantar dinheiro em qualquer caixa no estrangeiro. Não temos que estar preocupados em converter ou guardar moedas para a próxima altura em que formos a determinado país. E com o Euro a Europa sabe que pode avançar para outros caminhos de forma unida e consistente.

Ficamos a ganhar? a perder?

A entrada do Euro são duas faces da mesma moeda, da qual é impossivel saber a mais proveitosa.

domingo, 14 de fevereiro de 2010

Olhar a Semana - País em Extase

Esta foi uma semana em que o país esteve em extase.

Escutas, candidaturas e a goleada do Benfica ao Sporting foram os temas mais em foco nestes ultimos 7 dias.

O destaque vai para o caso das escutas e a tentativa de impedir o Sol de brilhar. Deve ter sido uma das piores semanas para Socrates desde que está no governo. Nem o caso freeport teve tanto impacto. O pior é que os casos que se sucedem são bem mais graves do que aqueles que ficaram arquivados. O PM já tem pouca margem de manobra e definitivamente não irá tentar "ordenar" mais um fecho de um jornal. Deve Socrates sair? Não. Deve cumprir até ao fim o mandato para que foi eleito, mas talvez aqueles que ainda acreditavam na moral do PM ( como eu...) ficaram abalados com estas tentativas de controlar os media. E talvez não lhe deêm uma segunda oportunidade....

tal como o PS.....

No partido da oposição, houve a apresentação de duas candidaturas. Juntando-se à já existente desde há dois anos. Resta saber se haverá uma quarta candidatura de Pedro Santana Lopes... Não foi ele quem quis a realização do congresso?. Por certo PSL não quer que Passos Coelho lhe retire o titulo de menino guerreiro do PSD......

Aguiar Branco e Rangel são os dois nomes da linha Ferreira Leite que vão a jogo. Curiosamente os dois lideres parlamentares da lider cessante. E pelo que já percebemos, Rangel irá manter a sua linha de incoerência a que nos tem vindo a habituar. Como os militantes do PSD são inteligentes não se deixarão iludir. Daí que Aguiar Branco seja uma excelente escolha. O seu pensamento pode vir a constituir uma surpresa e tem a seu favor o facto de ter conseguido chegar a consensos com o governo no que toca a legislação a aprovar na AR. Tem mantido uma linha de seriedade.

Se o PSD optar pela linha de Aguiar Branco ou de Passos Coelho é certo que têm boas hipoteses de chegar a São Bento , pois o PM está fragilizado e a sucessao de Socrates vai ser complicada.

Com isto tudo, o CDS mantêm-se na sua boa forma de fazer oposição.

No futebol, o Sporting foi goleado em casa pelo Benfica (nada de anormal...) e empatou em Paços de Ferreira. Destaque para o Benfica que regressou definitivamente aos bons velhos tempos: goleadas, estádios cheios e equipas competitivas. Já quanto aos Leões, vão ter que esperar pela proxima época. E com outro treinador...

Fica a pergunta : Se ainda estamos em Fevereiro como vai ser a o resto da temporada?

sábado, 13 de fevereiro de 2010

Massacre de Tiannamen

Tiannamen, China

terá este homem morrido?

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2010

Mais Sol há tarde

Apesar de estar de Chuva, vai estar de Sol à tardinha ...

http://sol.sapo.pt/PaginaInicial/Opiniao/Interior.aspx?content_id=162500

Parece que estamos no meio de uma crise.... de uma guerra!

Este dia vai ser lembrado pelo Sol que fez!

Quem vai cair Primeiro? Ou deixará de fazer Sol?

Nós já o temos....

Já viu o Sol hoje?

Os dois lados vergonhosos da vergonha...o sol teme em aparecer...

E um jornal vai vender como nunca antes. O Público lançou em tempos uma colecção chamada "mil folhas" julgo que todas as semanas saía um livro diferente. O sol optou por fazer o mesmo mas com as escutas. Que país é este? Vergonhoso o lado do jornal e claro o lado de Sócrates que numa tentativa cobarde tenta impedir o lançamento das mesmas... Daqui a umas horas quem não vai comprar o sol que coloque o dedo no ar! Aposto que ninguém vai resistir... Aproveito também para dizer que 3€ por um jornal fraco (mas mesmo assim melhor que o Expresso) é um bocadinho roubalheira!!! Coloco o dedo no ar neste momento.

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010

Factos da Decada : Qual o acontecimento Mundial de maior relevo nesta decada?

A decada 2000-2010 foi marcada por vários acontecimentos de cariz Mundial. Não só afectaram o país em causa mas também o resto do mundo.

Nesta década tivemos o maior? atentado de sempre na história da humanidade. O 11 de Setembro. Mas também Madrid, Londres, Casablanca, Bali foram afectadas pela emergência do terrorismo. Terá sido o 11 de Setembro o ponto de partida para a escalada de violência que se arrastou até aos dias de hoje?

Não só de violencia foi feita a década. Conhecemos a pior crise economica desde 1929 e uma pandemia a nivel global.

Obama trouxe "esperança" aos EUA e ao Mundo e Lula da Silva fez do Brasil um país grande também em termos económicos.

Conhecemos três novos países : Montenegro, Kosovo e Timor.

A Europa adoptou uma nova moeda e Lisboa teve o seu nome associado a um tratado.

Eis a lista de acontecimentos a nivel global :

  1. 11 de Setembro
  2. Cimeira das Lajes
  3. Guerra no Iraque
  4. Independencia de Timor, Kosovo e Montenegro
  5. Eleição de Obama e Lula da Silva
  6. Entrada na Moeda Unica
  7. Assinatura do Tratado de Lisboa
  8. Crise Economica
  9. Pandemia da Gripe A

Terão estes acontecimentos mudado a face do mundo?

Pela liberdade que já não existe....

Hoje pela hora de almoço decorreu uma manifestação em frente à A.R pela liberdade de expressão. Foi simples mas significativa. Correu o mundo da blogosfera. Não teve espaço nos jornais porque esses já não existem.....

Ou se existem já não têm liberdade suficiente para se exprimirem. O Jornal Nacional da TVI, o Publico, Mario Crespo e o Sol já não são os mesmos que conhecemos. Não por serem anti-governo, mas porque o PM não consegue ser criticado.

Apesar dos desmentidos, a verdade dos factos está aí. Hoje mais um Jornal foi vitima desta perseguição governamental. No Jornal Sol tiveram um oficial de justiça a tentar impedir que a edição de amanha saia. Não sabemos como vai acabar, mas como pode um Oficial de Justiça impedir que um numero de jornal saia? alguem me consegue explicar?

Corremos o risco de também os blogues serem fechados. Mas aí será mais dificil porque basta entrar num computador qualquer e num servidor que tenha blogue......

É pela falta de liberdade e pela excessiva obsessão do PM controlar tudo, que os jornais portugueses estão a perder adeptos. Só restam mesmo os desportivos para disfarçar a crise. Nunca se sabe se também um dia irão ser controlados pelo nosso Primeiro.

Não sabemos onde é que isto vai parar. Ou se continuam a fechar jornais ou o primeiro-ministro irá para a rua. Aposto mais na segunda opção, até porque o PR está bastante atento a estes pormenores.

Não são pormenores, peço desculpa!

São liberdades....

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

Rangel é candidato

Aí está! A confirmação de que Paulo Rangel será candidato à liderança do PSD. Após muitas reflexões, o braço direito de Manuela Ferreira Leite decidiu avançar, fazendo com que o legado da ex-lider e de Durão Barroso se mantenha entre as hostes laranjas.
Será sem sombra de duvida uma candidatura da continuidade mas de confronto com a ruptura que Pedro Passos Coelho pretende implementar no PSD.
Não é uma novidade esta candidatura, até porque Rangel não excluiu a hipotese de vir a ser candidato a lider, mesmo tendo sido eleito eurodeputado.
Não foi cabeça de lista para a Europa mas para o partido.
Foi o unico que venceu eleições no PSD nos ultimos 5 anos.
Será suficiente?

2ºPoema da 2 fase : Ideias e Liberdades

Ideias e Liberdades

Os ideais surgem numa mente límpida
Liberando pureza de ingénua brandura
Felizes são os que vivem com assertividade
Alcançando parte da sua longevidade!

De trote a galope vão conquistando
Terreno manso que foi desbravado
Atingem velocidade imensurável
Procurando liberdade muito infindável!

Eles são a inteligência do reino animal…

os Equinos!

Poema de Helena Felix

terça-feira, 9 de fevereiro de 2010

Pedir para não ser roubado

Acordei já pensando sobre o quê escreveria hoje: se sobre o imbróglio da compra dos caças franceses pelo governo do Brasil ou acerca da corrida presidencial, pois muito embora, pela lei, as campanhas só possam começar oficialmente em 06 de julho, estas já se encontram a pleno vapor. Então, abro a internet para buscar informações sobre estes dois temas, para melhor fundamentar meu post, e dou de cara com a seguinte notícia: “COMERCIANTE PEDE TRÉGUA A LADRÕES USANDO ANÚNCIOS”. Vejam só o anuncio:
Foto: Rogério Capela/AAN

Realmente, mudei completamente de idéia. A história é tão estapafúrdia e inusitada que pensei: isto tem que ir para o blog, depois falo das eleições. Abaixo coloco a reportagem na íntegra:

Após sofrer três assaltos em sete meses, que provocaram um prejuízo de R$ 140 mil, o comerciante de Paulínia Thiago Fernando Beraldo, de 32 anos, decidiu protestar contra a violência de um jeito nem um pouco convencional. Em uma janela de vidro de sua loja, a Master Informática, afixou um cartaz com a frase: “Srs. ladrões: pedimos a gentileza que aguardem ao menos a reposição do estoque para a próxima visita. Grato”. Ele ainda colocou no muro do estacionamento uma grande faixa com mensagem semelhante e uma observação: “Favor não roubar esta faixa”.

Foto: Rogério Capela/AAN
O “desabafo” foi colocado no local há uma semana, logo após o último assalto, em 27 de janeiro. Na ocasião, um de seus funcionários precisou ser hospitalizado após apanhar dos bandidos. De acordo com o empresário, 14 funcionários pediram demissão da loja somente no último ano, assustados com a violência. Outros 14 foram demitidos por causa do acúmulo de prejuízos com a onda de roubos. Há dez anos no ramo, Beraldo conta que chegou a administrar seis lojas em Paulínia, mas teve que fechar três delas desde janeiro do ano passado. “Eu falo em três assaltos desde junho, mas no total foram pelo menos seis grandes roubos e outros pequenos que já perdi a conta. Também no ano passado, minha mãe e minha irmã foram vítimas de sequestros-relâmpagos. Não é possível que as autoridades não vejam o que está acontecendo com a cidade”, diz o comerciante. Casos de roubo crescem 41% em Paulínia Dados da Secretária de Segurança Pública do Estado de São Paulo (SSP-SP) confirmam um aumento na criminalidade em Paulínia. O número de roubos, por exemplo, cresceu 41% se comparado ao ano passado. Em 2008, Paulínia registrou 268 roubos contra estabelecimentos comerciais e residências. No ano passado, foram 378. As incidências de furtos aumentaram 32%. Foram 1.061 em 2008 e 1.411 no ano passado. O relatório da SSP apontou aumento também nos casos de furtos e roubos de veículos de, respectivamente, 60,9% e 16%. Somente o número de homicídios dolosos caiu em Paulínia. Foram seis em 2008 e 4 no ano passado. Procurada, a Prefeitura de Paulínia informou, pela assessoria de imprensa, que existe um plano para reforçar a segurança, com investimentos na Guarda Municipal (GM). O secretário de Segurança Pública da cidade, coronel Ronaldo Pontes Furtado, não foi localizado pela reportagem até o fechamento desta edição. (AG/AAN)


Surpreendente não? Pois é, meus caros, isto é Brasil! Larissa Bona Fonte: Reportagem de Adriana Giachini, encontrada no site http://www.cosmo.com.br/

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2010

3.3 D.Afonso Henriques

D.Afonso Henriques, Primeiro Rei de Portugal, nasceu em 1109 e morreu a 6 de Dezembro de 1185.
O cognome que teve foi o de Conquistador. Por razões conhecidas. Foi ele o fundador de Portugal e grande responsavel pela expulsao dos mouros e espanhois da nossa terra.

A data e local de nascimento não é certo. Alguns historiadores defendem teses diferentes. Contudo, a data mais acertada é a de 1109. Filho de Henrique de Borgonha e da Infanta Teresa de Leão.
Foi em 1120 que pela primeira vez se opoem à sua mãe, D.Teresa. Também em 1127 não deixou que Afonso VII conquistasse o país.
Após a vitória na Batalha de Ourique em 1139, Afonso Henriques autoproclama-se Rei de Portugal com o apoio do Arcebispo de Braga. A independência foi confirmada pelas Cortes de Lamego.
Mas foi só com o Tratado de Zamora , celebrado em 1143 que chegou o reconhecimento dos reinos de Leão e Castela.

A conquista aos mouros deu-se da seguinte forma : Leiria em 1135, Santarem 1146, Lisboa, Almada e Palmela em 1147, Alcacer 1160 e depois quase todo o Alentejo.
Em 1179, Portugal é reconhecido pelo Papa como país independente.

D.Afonso Henriques ainda tentou conquistar o Reino de Leão e a Galiza. Só que Fernando II de Leão não o deixou. Assim e após ter saido ferido de uma batalha em Badajoz, Afonso Henriques acabou com a sua carreira militar.

A partir desse momento, dedicou-se a gerir o território com o seu filho D.Sancho.
Promoveu o municipalismo, fixou a população, concedeu forais e desenvolveu a economia.

É talvez a grande figura portuguesa desde sempre. Não tem impar e todos somos considerados "filhos dele". Verdade que seja dita, antes dele houve Viriato.....

mas ninguém como ele lutou pela "Pátria". Ele é a Pátria!

(continua dia 22....)

domingo, 7 de fevereiro de 2010

Olhar a Semana - Demissões ....

Hoje trago aqui temas de actuais e que estão a ser suscitar grandes convulsões na sociedade portuguesa.

A primeira tem a ver com as escutas publicadas no Sol. Não só envolvem o Primeiro-Ministro (mais uma vez...); como uma vez mais, se discute a questão do segredo de justiça. Porque em Portugal este é um tema recorrente. É verdade que temos de saber as vergonhas que o nosso PM anda a fazer. Também não é mentira que como se trata de um alto representante do Estado, o povo tem direito a saber em quem votou.

O que está em causa são duas questões:

O nome do PM já veio em demasiados casos. Desde o 25 de Abril que nenhum PM está metido em muitas alhadas. Não foi nada provado é certo, mas desde o caso do curso que se têm sucedido inumeras "trapalhadas" envolvendo o nome de Socrates. E este ultimo nem sequer é um caso de tribunal mas de ética. O nosso PM tem constantemente tentado abafar os jornalistas que se lhe opõem. E esta semana veio mais um "queixinhas" relatar mais um episódio. Qualquer dia corremos o risco de não haver jornais nem jornalistas.....

A outra questão é o já famoso segredo de justiça. Não tem apenas a ver com este caso , mas com o que se tem passado desde há uns anos para cá. Está tudo na imprensa ou na Internet como foram as escutas de Pinto da Costa. A confiança nos orgãos da justiça é cada vez menor, e qualquer dia está escrito na imprensa um processo nosso.

Como dizia o bastonario da Ordem dos Advogados "o Segredo de justiça é uma farsa". Também a nossa justiça e o Primeiro-Ministro.

Socrates deveria-se demitir? Penso que não, até porque já houve situações piores.

E são só escutas...

Mais nada...

sábado, 6 de fevereiro de 2010

Bandeira de Cabo Verde

É uma bandeira que assenta que nem uma luva a um país como Cabo Verde. Um país bonito como Cabo Verde merece uma bandeira como aquela que aqui vemos. As cores azul, encarnado com as estrelas amarelas fazem desta bandeira um regalo para os olhos.

Tem duas faixas azuis, duas branco e uma encarnado.

A bandeira foi oficialmente em 1992 , no dia 13 de Janeiro. Substituindo a velha bandeira do PAIGC.

O rectangulo azul da bandeira simboliza o mar e o céu que envolvem as ilhas. Curioso o facto destes elementos da natureza estarem presentes numa bandeira. Mas a de Cabo Verde só podia ser assim.

As faixas, o caminho da construção do país, sendo o branco a paz ,

o encarnado o esforço e a luta. Tal como na bandeira portuguesa.

As estrelas representam as ilhas que compoem o arquipelago. São dez!

A razão para se instituir uma nova bandeira foi para cortar com o passado, e criar novos simbolos nacionais que representassem o multipartidarismo.

sexta-feira, 5 de fevereiro de 2010

Caos

Antes de tudo quero pedir as minhas desculpas por esta ausência mas tem sido novamente muita coisa a recair sobre mim. Os exames não perdoam...não que sejam desculpa para não cumprir aquilo que estabeleci para este espaço mas é inegável que foram um entrave...e dos grandes. >

Não estou com vontade ou disposição de dizer muitas palavras. Apenas uma referência para o bom-senso do nosso Presidente que convocou uma reunião de emergência para combater o caso da alteração das finanças regionais. É de todo reprovável a irresponsabilidade da oposição em abrir uma crise política neste momento. Sempre pensei que uma das coisas boas que este país tinha era o espírito de solidariedade mas, ao que tudo indica os senhores da Madeira já são uma nação à parte na qual a palavra solidariedade não consta do dicionário jardinês-português. Péssimo comportamento do CDS e do PSD que tem uma líder com os dias contados e sem estratégia. Teixeira dos Santos muito bem como sempre, sem dúvida o melhor ministro das finanças que Portugal já conheceu a par do senhor Catroga que joga curiosamente do outro lado da barricada. Sócrates bem. Portas péssimo. Os partidos de esquerda...desses nem vale a pena falar. Espero que os homens da "direita" tenham a consciência de reconhecer que esta lei de alteração é um atentado ao equilíbrio das finanças. Quando se pede sacrifícios ao país vem um senhor da Madeira dizer que quer mais dinheiro. Espero que o governo não ceda, será uma demonstração de fraqueza que irá deixar os portugueses muito desapontados. Politicamente a melhor altura para Sócrates se demitir será mesmo agora. O PSD mergulhado num pântano, o CDS irresponsável...a maioria estaria assegurada. Pelo bem do país espero que o governo coloque os interesses do país à frente dos interesses partidários.

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2010

Portugal real X : Já começou......

Já começaram os anuncios de apoio à Selecção Nacional. A seis meses do Mundial, o país comercial já se mobilizou para o grande evento.

E este ano temos um grande apoio : os Black Eyed Peas e o seu famoso "I gotta Feeling". O BES foi o primeiro a dar o pontapé de saída naquela que promete ser mais uma manifestação de nacionalismo exacerbado.

Muitas outras marcas vão seguir o exemplo do Banco e a comunicação social já se prepara para cobrir mais um grande evento nacionalista.

Não sei quem disse, mas nas comemorações do Centenário da Republica alguém estava a dizer que os outros povos exibem o orgulho pela pátria em todo o tipo de eventos. Cá em Portugal só quando a Selecção joga, ou seja, de 2 em 2 anos. É que o futuro da Nação depende, não das politicas e acção de todos nós, mas de 23 homens que vão à Africa do Sul se projectar.

Enganem-se aqueles que pensam que só é cá. Lá fora também acontece, só que de dois em dois anos, a loucura pela Selecção tornou-se evidente.E é também por causa da imagem "Selecção" que a instituição se valoriza. É uma boa estratégia.

Pena que assim seja. Que o futebol (e principalmente a Selecção) se tenha tornado uma forma de nos agarrarmos ao país. Nós temos Camões, Fernando Pessoa, Saramago, Mariza, Amalia, Afonso Henriques, Vasco da Gama, Egas Moniz, Sá Carneiro..................e não havia tempo para enumerar tantos outros.

O país e os portugueses deviam-se mobilizar mais para outras causas e interesses diversificados.

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2010

História do Brasil: 1.2. Período Pré-Descobrimento Parte II: Do lado de lá

Foto do tirada do meu arquivo pessoal


Enquanto os índios viviam felizes e sem roupa para os lados de cá, do lado de lá (Europa), as coisas pegavam fogo.

O comércio com o Oriente era intenso, porque de lá provinham mercadorias tropicais que não existiam na Europa e, por isso, havia uma demanda muito grande por elas, em especial pelas especiarias – cravo, canela, pimenta e outros.

Os árabes levavam estes artigos até os portos do Mediterrâneo, onde eram comprados por comerciantes que os revendiam a preço de ouro para o resto da Europa.

Em suma, havia um monopólio das cidades italianas, o que tornava os produtos orientais muito caros. E para piorar a situação, os turcos invadiram Constantinopla e tornaram o comércio com o Oriente muito mais caro.

Entretanto, antes mesmo da queda de Constantinopla, os portugueses, dando-se conta que o melhor seria encontrar novas rotas para o Oriente, resolveram aventurar-se no Atlântico, mesmo com o desconhecimento do mesmo e com a crença de que havia monstros marinhos comedores de marinheiros[1].

Tudo começou com o Infante D. Henrique, fundador da Escola de Sagres, que, ao fazer uma expedição ao norte da África, constatou que era possível chegar às Índias contornando o continente africano. E já em 1415, Portugal dominou Ceuta.

Em 1492, ou seja, 77 anos depois do início da expansão portuguesa, a Espanha resolveu se aventurar nas expedições marítimas, até porque eles ainda estavam muito ocupados em expulsar os muçulmanos da Península Ibérica.

Naquele ano, Cristóvão Colombo, seguindo a teoria de que a terra era redonda[2], resolveu, em vez de contornar a África, navegar em direção ao Ocidente. E isso resultou no descobrimento da América.

A descoberta de Colombo só veio confirmar o que os portugueses já sabiam: havia territórios no sudoeste do Oceano Atlântico. E pior, isso criou um grande problema para Portugal e uma disputa com a Espanha pelos territórios descobertos.

E para acabar com este conflito, de maneira pacífica, pois afinal de contas era mais inteligente para os dois países gastarem seus recursos em novas descobertas do que em guerras, foi firmado o Tratado de Tordesilhas.

Neste tratado, foi feita uma divisão das terras descobertas e a descobrir entre Portugal e Espanha.

O primeiro ficaria com todas às terras que forem descobertas antes da linha imaginária que demarcava 370 léguas a oeste das ilhas de Cabo Verde, enquanto o segundo ficaria com todas as terras além dessa linha.

Como estudiosa do Direito Internacional, ressalto que o Tratado de Tordesilhas foi um grande marco nas Relações Internacionais, pois foi o primeiro acordo internacional definido por vias diplomáticas.

Antes de Tordesilhas, todos os tratados internacionais eram feitos e negociados com o intermédio da Igreja.

Mas com este isso não aconteceu, uma vez que Portugal e Espanha definiram sozinhos os termos do tratado e, a Igreja, para não perder poder, se viu obrigada a aprová-lo, mesmo contrariando a Bula Inter Coetera de Alexandre VI, que dava a posse das terras localizadas a partir de 100 léguas a oeste de Cabo Verde à Espanha.

Uma vez ratificado Tordesilhas, pelos dois países, Portugal e Espanha continuaram com suas expedições.

Os espanhóis continuaram navegando rumo à América, enquanto que os portugueses mantiveram o plano de chegar às Índias pela costa da África, até que Vasco da Gama conseguiu este feito em 1498.

E com o estabelecimento da rota para as Índias, o Rei D. Manuel I se apressou em mandar nova expedição para lá, desta vez, bem mais aparelhada que a de Vasco da Gama, cujo comandante era Pedro Álvares Cabral.

O problema é que, sem querer querendo, Cabral desviou seu caminho da costa da África e navegou para outros lados...

Larissa Bona

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17.02.2010: 1.3. Descobrimento do Brasil: Por “acaso” eles chegaram aqui


[1]
Eles até que tinham um pouco de razão, porque a costa da África do Sul é infestada de tubarões brancos, muito embora estes não tenham como principal alimento o ser humano.
[2]
Ao contrário dos demais, pois a grande maioria acreditava que a terra era plana.
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