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segunda-feira, 31 de outubro de 2011

10.2 - SUCESSÃO - AS CORTES DE TOMAR


1 - Na confusão que se seguiu à morte D. Sebastião em Alcácer Quibir, o trono foi entregue ao tio, o cardeal D. Henrique. D. Henrique tinha 66 anos e viria a reinar 18 meses. Ainda pensaram casá-lo, a bem da Nação. O Cardeal não quis. Talvez dogma ou falta dele, a verdade é Henrique podia ter designado um sucessor. Hesitou e resolveu seguir os procedimentos. Abriu concurso público para a sucessão e nomeou um júri especial para análise das propostas. Apareceram cinco candidaturas, das quais três tinham fundamento: Filipe II, de Espanha; D. Catarina, duquesa de Bragança; D. António, prior do Crato. A sucessão ao trono português iria ser, entre 1578 e 1581, um dos maiores pleitos jurídicos da Alta Idade Média. Filipe II, de Espanha (I de Portugal). Uma disputa dinástica que se resolveria pela negociação e não pela conquista.

2 – Quando em Abril de 1581 se reuniram as Cortes de Tomar, a decisão estava tomada. As Cortes mais não foram do que a aclamação de um mundo novo. Um mundo em que, finalmente, todas as coroas da Ibéria estavam reunidas num único ceptro. Um mundo novo que desde D. João II vinha sendo tentado sem sucesso, devido a acidentes e infortúnios. Nas Cortes de Tomar (1581) Filipe II de Espanha, depois Filipe I de Portugal, foi formalmente reconhecido rei dos portugueses. Já era rei de Castela, Aragão, Catalunha, Franco-Condado, Países-Baixos, Sardenha, Córsega, Sicília, Milão, Nápoles e ainda dos territórios extra-comunitários em África e na América. A "Casa Habsburgo" geria reinos. Portugal era mais um, mas um reino muito importante para a estratégia do Império Espanhol. Portugal não perdeu a independência, apenas perdeu o rei. Filipe ganhou o trono por ter feito mais concessões aos nobres e ao alto clero. Eles quiseram o rei Habsburgo, inclusivamente porque isso lhes dava mais estatuto do que um Prior do Crato qualquer, um bastardo cuja legitimação não dava estatuto. Era em Castela que maiores reservas havia à ocupação do trono português. Temiam os nobres espanhóis perder poderes face aos nobres portugueses e temiam, acima de tudo, o maior poder absoluto e centralizador que isso dava a Filipe. Temiam mesmo que ele decidisse fixar a capital do Império em Lisboa, secundarizando Madrid, coisa que foi, aliás, aconselhada pelo Duque de Alba. Se isso tivesse acontecido, provavelmente hoje haveria União Ibérica.
3 - Nas Cortes de Tomar, que culminaram três difíceis anos de negociação, ficou definido o exclusivismo absoluto português. O "Estatuto de Tomar" reservava para os naturais do reino todos os mecanismos de gestão e governação laica e eclesiástica. Só portugueses poderiam ocupar cargos de governança. Mais, ficou estatuído que caso o rei fosse obrigado a sair do reino de Portugal, o poder passaria a ser exercido por delegação que teria de recair em naturais de Portugal, salvo se a pessoa nomeada fosse da família real dos Habsburgos. A verdade é que Filipe saiu de Portugal logo em 1583 e delegou poderes no cardeal Alberto de Áustria, seu sobrinho. Portugal continuou a ser um reino "por si", mas deixou de ter um reino "para si”.
Jorge Pinheiro

Tema VIII: fim dos subsidios

És a FAVOR ou CONTRA o fim do subsídio de Natal e de férias? Temporária ou definitivamente.

domingo, 30 de outubro de 2011

OLHAR A SEMANA - GLOBALIZAÇÃO: ERRO ESTRATÉGICO?


O GATT (Acordo Geral sobre Tarifas e Preços) prolongou-se de 1947 a 1993. Deu origem à Organização Mundial de Comércio (WTO). A globalização começou aqui. Foram 50 anos de negociações para desmantelar proteccionismos e abrir mercados fechados. Foram 50 anos para revolucionar o mundo e criar um mercado tendencialmente igualitário. Um objectivo democrático e aparentemente justo. Passadas menos de duas décadas o “mundo ocidental” (leia-se, Europa e USA) encara a globalização como o começo do fim. Que se passou então? De facto, o “Ocidente” desindustrializou-se fortemente. Prescindiu da sua estrutura produtiva. A mão-de-obra é cara. As garantias sociais incomportáveis. Continuamos a depender excessivamente do petróleo que não produzimos. O “Ocidente” passou a comprar cada vez mais produtos manufacturados na Ásia. Produzimos serviços de duvidosa utilidade e sem interesse, do ponto de vista da exportação. Trabalhamos para pagar aos outros países. A globalização que era suposto beneficiar os países “avançados”, acabou por beneficiar os países emergentes, em geral, e os BRIC, em particular. O “Ocidente” foi ingénuo e arrogante. Provavelmente estava convencido que a China iria continuar a produzir T-Shirts e o Brasil a exportar papaias. Houve uma subavaliação da China e da Índia e do mercado asiático em geral. O “Ocidente” pensava que ia dominar a globalização. Puro engano. A enorme dimensão interna daqueles mercados, associado à cultura milenar, ao dinamismo e à capacidade de imitação e inovação, não foi devidamente ponderada pelo “Ocidente”. Mandam as regras económicas mais prudenciais que os grandes países tenham economias fechadas, protegidas por uma pauta aduaneira desincentivadora das importações. Já as economias pequenas devem ser abertas, permitindo exportações que lhes aumentem o mercado e garantam um saldo positivo na balança de pagamentos. Os acordos do GATT, ao alterarem abruptamente as regras, baralharam os mercados e destruíram o equilíbrio económico vigente. O “Ocidente” deu um tiro no pé. Sem dúvida que, para quem delineou a estratégia ocidental, este foi um erro colossal. Mas pergunta-se: não deveria ser esse o desiderato último da globalização? Acabar com a hegemonia “ocidental”? Entrar em novo ciclo? Um ciclo mais justo e equilibrado?... Resta ao “Ocidente” voltar a trabalhar!
Jorge Pinheiro

"... não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem."

Evangelho segundo S. Mateus 23,1-12. Então, Jesus falou assim à multidão e aos seus discípulos: «Os doutores da Lei e os fariseus instalaram-se na cátedra de Moisés. Fazei, pois, e observai tudo o que eles disserem, mas não imiteis as suas obras, pois eles dizem e não fazem. Atam fardos pesados e insuportáveis e colocam-nos aos ombros dos outros, mas eles não põem nem um dedo para os deslocar. Tudo o que fazem é com o fim de se tornarem notados pelos homens. Por isso, alargam as filactérias e alongam as orlas dos seus mantos. Gostam de ocupar o primeiro lugar nos banquetes e os primeiros assentos nas sinagogas. Gostam das saudações nas praças públicas e de serem chamados 'mestres’ pelos homens. Quanto a vós, não vos deixeis tratar por 'mestres’, pois um só é o vosso Mestre, e vós sois todos irmãos. E, na terra, a ninguém chameis 'Pai’, porque um só é o vosso 'Pai’: aquele que está no Céu. Nem permitais que vos tratem por 'doutores’, porque um só é o vosso 'Doutor’: Cristo. O maior de entre vós será o vosso servo. Quem se exaltar será humilhado e quem se humilhar será exaltado.

sábado, 29 de outubro de 2011

125 a aturar americanos

Apesar da crise, esta menina ainda não caiu.....

sexta-feira, 28 de outubro de 2011

Valha-nos o Surf!

Por causa desta onda o norte-americano Grett Mcanamara foi eleito para o Biggest Waves Awards 2012. Seria uma coisa normal caso não estivessémos perante uma onda portuguesa. Esta pequenina é proveniente da Praia da Nazaré. Esta é uma forma de promover o que de bom Portugal tem, e as nossas ondas são as melhores. Como comprova o recente Rip Curl Pro Search 2011 em Peniche. Assim, as nossas ondas são uma forma de atrair investimento estrangeiro e turismo, nem que seja só para apanhar umas!

quinta-feira, 27 de outubro de 2011

Causas & Coisas - a palavra mais feia...

É sem duvida a palavra mais repetida em toda a nossa linguagem. Podiamos estar a falar de uma coisa bonita, de um gesto simpático ou de uma atitude de relevo. Mas não, a palavra que nós portugueses dizemos mais é a mais feia de se dizer.
Não é nenhum palavrão mas também não pertence ao calão, mas é a que soa pior.
Infelizmente está associado a uma necessidade do ser humano, o que não ajuda à sua divulgação.
Com ela fazemos e dizemos tudo.....
" mas que m.... é esta", " a m.... do não sei quantos...." ; " esta m.... está cada vez pior", " Como é que vai essa m....." , " as moscas mudam mas a m.... é a mesma", " aquela m....", " o pá, esta m.... está impossível", " é tudo uma m.....", " Não faças isso, que dá m.....", o famoso " estou na m.....", e o maior de Portugal........... " vai mazé à m.....".

Apenas são alguns exemplos de como a m..... é importante para nós e está presente no nosso dia a dia apesar de cheirar mal.

Isto só mostra o quanto nós apreciamos a porcaria e nos deixamos levar por m..... sem importância.

Apesar daquelas expressões este ano houve um nova que se vai juntar ao dicionário, que é "a m.... do FMI"

quarta-feira, 26 de outubro de 2011

Pouca Austeridade nas palavras

Num momento em que tanto se fala de austeridade e cortes nos salários, era necessário que da parte dos responsáveis políticos houvesse uma maior preocupação em transmitir unidade e vitalidade.
Ora, o que está a acontecer é precisamente o contrário.
Cada um diz o que pensa sem ter a noção do seu alcance.

Cavaco Silva abriu as hostalidades e sugeriu um caminho diferente daquele que está a ser seguido pelo governo. É verdade que a cor é laranja mas a coerência mantêm-se.
Passos Coelho fez de amuadinho e não compreendeu as palavras de Sua Excelência o PR. É importante ouvir aquilo que o máximo representante da Nação tem para dizer. Ferro Rodrigues pediu a demissão do governo já em 2013 caso as medidas da troika não surtam efeito. Pode ser que estejamos a assistir ao regresso de Ferro à politica nacional. Quem sabe substituindo Seguro.
Convêm não esquecer que outros laranjinhas e rosas andaram por aí a espalhar a sua opinião sem serem convidados. A Esquerda mais radical já sabemos com o que contamos, por isso nem vale a pena analisar.
Se isto é unidade vou ali e já venho.
Se a declaração dos politicos é normal, já a entrada em cena de Jorge Jesus na discussão não faz nenhum sentido.
Todos nós sabemos das qualidades do actual treinador do Benfica em fazer subsituições ou contratar guarda-redes e até mesmo no seu português, mas era desconhecido a sua aptidão para questões politicas e económicas.

E não é espanto para todos que Jesus disse aquilo que todos dizem. Estes políticos não prestam.
Com estas afirmações, o treinador do Benfica vai ser indicado para liderar o movimento de indignados que vai crescendo no país. Pior vai ser lidar com adeptos do FCP e Sporting. Mas isto se Luis Filipe Vieira libertar JJ para outras actividades. Mas só se ganhar o campeonato e a Champions....

Espera-se portanto que outros cidadãos que tenham ou não aptidão para o assunto, venham debitar a sua opinião e se juntar ao rol de opinadores nacionais que tem aparecido para falar sobre a crise e as medidas a seguir.
Esqueçam Keynes e o liberalismo económico porque quem tem Jesus tem tudo.

Onde está Kadafi?

Olhar Direito foi ao deserto e tentou descobrir onde está o corpo de Kadafi. Sabemos que está no meio do deserto, agora aonde é que não sabemos... Lançamos umas pistas para vocês tentarem acertar!

terça-feira, 25 de outubro de 2011

Kadafi e as Convenções de Genebra – A dignidade da Morte

Kadafi foi morto. Desumanamente, foi capturado, humilhado, agredido e por fim, morto, depois de já nada lhe restar.

De acordo com as Convenções de Genebra, os prisioneiros de guerra têm direito à dignidade, à defesa e a uma condenação justa.

Ora, estes parâmetros não foram aplicados na execução do ex-líder líbio.

Serão os interesses internacionais, especialmente, petrolíferos, superiores à dignidade humana?

Seria importante reflectir sobre estes actos hediondos, cometidos por pessoas com uma grande sede de poder e sangue, de maneira a tentar compreender quais as suas verdadeiras (e ocultas) razões para o começo desta guerra civil.

Não digo que Kadafi devia continuar no poder, seria ilógico e insensato, visto todas as barbaridades por este senhor feitas, mas acredito que uma morte com dignidade deve ser aplicada a todos os seres humanos.

Na actual Convenção de Genebra, os seguintes pontos (entre outros de lato sensu), foram violados, pelos assassinos de Kadafi:

2- O uso de balas explosivas ou de material que cause sofrimento desnecessário nas vítimas é proibido.

4- Prisioneiros de guerra devem ser tratados com humanidade e protegidos da violência. Não podem ser espancados ou utilizados com interesses propagandistas.

15- Um prisioneiro pode ser visitado por um representante de seu país. Eles têm o direito de conversar reservadamente, sem a presença do inimigo.

Devemos apoiar pessoas que cometem estes actos e não pedir justificações humanas, internacionais e políticas?

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

O Palerma que ganha 3 milhões de euros......

.....ainda concorda com o corte nos subsídios de férias e natal.
Apesar disso Mexia não vai cortar os subsidios na sua empresa.
Infelizmente ainda continuamos a assistir a declarações infelizes de altos gestores públicos. A frase proferida por António Mexia é um exemplo disso.
Mas uma pessoa que ganha cerca de 3 milhões de euros e vem dizer isto numa altura de crise, é porque não tem noção da realidade.
Em primeiro lugar é preciso ter respeito por aqueles que injusta ou justamente vão sofrer cortes nos seus salários.
Em segundo lugar, uma pessoa que tem um passado feito na função publica e que "viveu" basicamente da mordomia do Estado, não pode num momento destes vir a publico proferir uma declaração daquelas.
A razão de alguns protestos e indignação social é pelo facto de pessoas como Mexia não serem afectados pela austeridade. Porque é que Mexia não abdica do seu salário milionário???
E não dá o exemplo?
Muitos culpam os politicos pela situação em que o país se encontra, mas ninguém fala dos milionários gestores publicos que passam anos em inaugurações e empresas.
Mexia devia seguir o exemplo de Cavaco Silva e de muitos Ministros que estão a cortar nas regalias.

sábado, 22 de outubro de 2011

sexta-feira, 21 de outubro de 2011

Os gordos

Tenho a esperança que alguém diga a alguém que, por sua vez, diga a alguém, que diga ao Ministro das Finanças (a.k.a Victor Gaspar) para ler este blog. Assim, cá vai: Caro Victor, Foi com elevada esperança que, durante a campanha eleitoral, altura em que o meu caro já propagandeava na Universidade de Verão do PSD, ouvi Pedro Passos Coelho afirmar que, quando fosse Primeiro Ministro iria cortar nas gorduras do Estado. Depois, quando o meu caro foi nomeado Ministro das Finanças, soube que seria o nutricionista ao serviço do programa eleitoral do PSD e, consequentemente o executor da dieta proposta por este governo constitucional. Pensei, com legitimidade, reforçada pelos debates pré-eleitorais, que as empresas públicas, as subvenções do Estado aos politicos, os institutos públicos, encabecariam a maior fatia da despesa financeira do Estado, e, meu caro, era aí que teriamos de emagrecer. Negociar as parcerias publico privadas, extinguir os ditos e as ditas, reduzir o número de administradoes e de gestores, enfim, acabar com os gordos, ou, pelo menos, pô-los bem mais magrinhos. Mas não. Caro Victor, os gordos são os pensionistas? Todos, só escapando aqueles que não entram nos 400 e tal euros? Os gordos são os funcionários públicos, mesmo os mais competentes? Não me parece. Caro Victor, perdoe-me este desabafo: chega de hipocrisia sacerdotal, de cinismo catedrático, chega. Precisa de coragem, verticalidade e de vergonha para prescrever tão dura receita e atingir os lambões que, durante mais de 30 anos, engordaram à conta do Estado. Mas, caro Victor, nem a si, nem a Pedro Passos Coelho reconheço tais faculdades. Quer uma ajuda? Fale com o nutricionista sénior. Não se preocupe. Deixo-lhe o endereço: Palácio de Belém. Procure pelo Dr. Aníbal Cavaco Silva. Qualquer um o conheçe. Forte abraço.

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Cobra morreu....

E não voltará a deitar veneno.....

Quanto nos custa a EDP

Este exemplo de factura de electricidade mostra bem o quão faz bem o Governo iniciar um processo de privatizações, especialmente em empresas como a EDP. De facto, pelo exemplo que temos em cima, faz falta mais concorrência em áreas como a energia, electricidade e combustiveis.
Convêm analisar bem o desenho acima : apenas 34% daquilo que pagamos vai para o consumo. Os restantes 66% são para pagar serviços que os privados não querem que existam. Veja-se o caso de 7% ser pago para a taxa RTP. É um verdadeiro escândalo a Televisão Publica sobreviver à custa das luzes dos contribuintes portugueses. Sendo assim, é de enorme importância a privatização da RTP bem como da própria EDP. Quanto mais concorrência, melhor e por certo não se hão de cometer os abusos do presente. E ainda por cima com o IVA a aumentar, a luz a pagar vai ser cada vez mais cara.
Resta saber o que se entende por Subsidios, se dizem respeito ao Subsídio de Natal ou de Férias ou a um outro que esteja escondido nalgum sitio.
Podem também ser algum tipo de subsídio para os gestores das empresas publicas que já ganham pouco.....
Sim, porque depois de tantos a trabalhar na função publica e de ter servido com muita honra e dignidade o país é necessário uma reforma de peso para que vivam o resto dos seus dias tranquilos e bem acomodados.

quarta-feira, 19 de outubro de 2011

Tema do Dia XXX

Gostavas de saber as horas, o dia, o mês e o ano em que vais morrer?

terça-feira, 18 de outubro de 2011

Rip Curl Pro Peniche 2011 - day 2

Agora, escolha.

Este era o título de um programa de televisão, agora recuperado, que consistia na disponibilização ao espectador de dois blocos. Cada bloco tinha um serie. A serie mais votada, passaria, na íntegra, após as votações. Apresento-vos, então, o bloco A: Paulo Rangel e a discordância da "judialização da politica". No bloco B: Medina Carreira e o facto"desta gente que levou o País a esta situação não estar presa". Segundo Paulo Rangel seria mau que os responsáveis politicos fossem punidos judicialmente, à semelhança do que acontece na Islândia. Bem sei que, caso fossem objecto de um inquérito crime, teríamos que aferir das opções politicas de Durão Barroso e Ferreira Leite que, mau grado, tiveram implicações na má gestão dos dinheiros públicos. Segundo Medina Carreira, seria desde 2000, altura em que o Estado começou a ter um peso excessivo na economia, que os politicos deviam ser responsabilizados, judicialmente, pelos actos de gestão danosa de dinheiros públicos que nos levaram à actual situação. Ficamos, assim, perante uma escolha. Sem querer influenciar o leitor, adianto que o Código de Processo Penal, que prevê o crime de gestão danosa, é de aplicação geral e abstracta. A escolha, civica e politica, está em colocar em crise as opções (politicas) dos governantes dos últimos 11 anos, que tiveram impacto nas finanças públicas, e tentar investigar se essas opções foram parciais, do ponto de vista do interesse público, ou, ao invés, se tiveram como objectivo a satisfação de interesses exclusivamente privados. Claro está, a incompetência não é crime. Agora, colocar um País à beira da bancarrota, e, em simultâneo, aumentar os ganhos da banca, das construtoras, e de grandes grupos económicos, não é, certamente, incompetência. Permitir o fenómeno BPN, BPP, e as parcerias publico-privadas excessivamente onerosas para o Estado, a par de aumentos pré-eleitorais nos vencimentos da função pública e de regalias de gestores de empresas públicas que, ano após ano, apresentam prejuízos, não é incompetência. Transferir Ministros (Obras Públicas) para construtoras nacionais, que, já agora, detêm uma grande fatia das concessões e das parcerias que oneram o Estado, é, no mínimo, estranho. Como é estranho que um iletrado da confiança pessoal e politica do (ex) PM seja nomeado administrador da CGD e do BCP. Como é estranho as "Covas da Beira" e os "Freeports". Estes são fenómenos de má gestão. De desconfiança. São factos sinuosos, obscuros. Já vos disse como se aclaram as teorias, não disse? Agora, escolha.

Mudanças à vista!

Apesar da crise financeira e das dívidas soberanas da Grécia, Irlanda e Portugal existem fortes motivos para cremos que depois da tempestade virá a bonança.
Tendo em conta as perspectivas de uma mudança de governo em Espanha e França é possível acreditarmos que os bons ventos vêm por aqui. Depois da alteração de governo em Portugal e na própria Irlanda é tempo de mudança de rostos no resto da Europa. Merkel também está tremida, ficando a faltar Berlusconi para a limpeza ser total.
A mudança de caras significa naturalmente uma alteração das politicas. As pessoas estão fartas do mesmo e lideres como Merkel, Sarkozy e Zapatero falharam na previsão e soluções para combater a crise.
Em França François Hollande é o rival de Sarkozy e tendo em conta a situação é bem provável que o actual Presidente perca. Já em Espanha, Mariano Rajoy já fala como Primeiro-Ministro espanhol. É o regresso do PP ao poder no país vizinho, para que assim se possa voltar aos tempos de prosperidade de Aznar.
Também na Europa a falta de diálogo e o namoro entre França e Alemanha acabe e assim se abra uma nova porta ao consenso comunitário.
A Europa espera e desespera por uma mudança que possa revitalizar a força que outrora o Velho Continente teve.

segunda-feira, 17 de outubro de 2011

10.1 - A Batalha de Alcacer Quibir

Continuando na saga sebastianista, a Batalha de Alcácer Quibir foi o ponto máximo da vida do rei mais jovem da história de Portugal.
Para combater o grande exército liderado pelo Sultão de Marrocos Mulei Moluco que tinha apoio otomano, o sultão Mulay Mohammed pediu ajuda ao Rei D.Sebastião.
Perante este pedido, o rei português não podia dizer que não e face à sua veia aventurosa partiu de imediato para Marrocos, levando consigo infantaria portuguesa mas também de Castela. De Espanha vieram 2.000 voluntários e da Alemanha e Flandres 3.000 mercenários.
O Rei partiu de Lisboa a 25 de Junho de 1578 e passou por Tânger, Arzila e Larache.
Nesta aventura foi Cristovão de Távora quem comandava o exército português, ajudado por Vasco da Silveira e Francisco de Távora.
A batalha durou cerca de 4 horas e terminou com a derrota dos exércitos de D. Sebastião e do sultão Mulay Mohammed. Foram 9000 os mortos e 16.000 os prisioneiros feitos pelo Mulei Moluco. Entre os prisioneiros estava D.António Prior do Crato.
Mohammed II Saadi que se aliou aos portugueses ainda tentou fugir aos opositores mas acabou afogado no rio, tal como o Sultão Al-Malik.
Quanto a D.Sebastião, recusou-se render e lutou até ao fim, tendo as suas ultimas palavras sido "Morrer sim, mas devagar".
Com a morte de D.Sebastião, a sucessão estava mais uma vez em discussão e vários foram os pretendentes ao lugar.
Começava aqui a ascendência dos Filipes ao trono de Portugal.

(continua dia 31 Outubro....)

Os indignados em Fotografia

domingo, 16 de outubro de 2011

OLHAR A SEMANA - AUSTERIDADE E INDIGNAÇÃO

O Primeiro-Ministro anunciou um conjunto de medidas extremamente gravosas para a vida dos portugueses. A perda do subsídio de NATAL e de Férias. O aumento do IVA para 23%. Cortes na Saúde e na Educação. Mais mei-hora diária para trabalhar. Passos Coelho foi muito para além ao Acordo da Troika.  Uns dizem que tem de ser. As finanças públicas tem de ser equilibradas antes de se poder iniciar a aceleração económica. Só assim temos credibilidade internacional para, depois, renegociar os prazos de pagamento. Outros garantem que o doente vai morrer da cura. Quanto mais impostos mais aumenta a fuga à receita. Quanto menos salários, menos consumo e menos receita fiscal. Quando chegarmos ao ponto de puxar pela economia, já não há economia. Entretanto, o consumo baixou. As receitas ficais reduziram-se. E não fizémos investimentos públicos ou privados. Estaremos pior do que quando começámos. O Presidente da República veio, em conta-ciclo, chamar a atenção para a necessária aposta no economia e na renogociação de prazos. A confusão é total. Dá a sensação que o governo anda à toa. Que é incompetente. Não estava preparado. Uns falam de perda de nacionalidade a curto prazo. Outros querem federeralismo europeu. Outros, ainda, pretendem sair da Zona Euro. As manifestações começaram em 1000 cidades do mundo. Este é o Movimento da Indignação. Gente que acabará por ter um papel decisivo no desenrolar da crise. Nunca nenhuma crise grave se resolveu sem ser na rua. Nunca os banqueiros vão abrir mão dos seus interesses, sem ser por imposição. Por cá estamos todos indignados e acredito que o Governo também. Receio que a paz esteja prestes a acabar.
Jorge Pinheiro

sábado, 15 de outubro de 2011

Entrada para o 5º ano....

Ontem festejámos mais um aniversário. Celebrámos o nosso 4º ano de existência.
Numa altura em que o trabalho e a familia consome o nosso dia, é dificil manter um projecto durante quatro anos.
Quando decidi criar um blogue não imaginava o sucesso que hoje o OLHAR Direito tem não só cá dentro mas também lá fora.
Este era para ser um projecto a solo. Durante quase meio ano, diverti-me a escrever sozinho no meu pequeno jornal. O mais divertido era trocar opiniões com pessoas que não conhecia de lado nenhum e que foram aparecendo ao longo do tempo.
Após meses de solidão decidi que este blogue devia integrar mais pessoas e que os novos colaboradores deveriam ter opiniões radicalmente diferentes das minhas. Uns foram entrando, outros saindo e uns por cá se mantêm.....
Não contente com o facto de ter mais colaboradores decidi expandir o "negócio" ao país irmão e também para os EUA. Durante alguns meses tivemos as melhores opiniões do outro lado do atlântico.
Fomos desenvolvendo algumas rubricas que ainda se hoje mantêm com destaque para a análise Marcelista ao Domingo e a História de Portugal que continuamos a escrever de 15 em 15 dias.
Acho que o OLHAR DIREITO é diferente dos demais blogues, apesar de não ser uma referência em termos de visitas.
Num só espaço conseguimos agregar diferentes visões, histórias distintas, temas vastos e de interesse para todos e a participação através das nossas sondagens. Pena é que nos blogues de hoje só se consiga visualizar a primeira página, mas penso que no futuro haverá mais espaço para "meter" mais textos in loco.
Por diversas vezes, senti que o fim do blogue estava próximo. O trabalho e a vida pessoal não deixam muito tempo para a Net. O problema é que eu gosto do OLHAR DIREITO. Não se trata de um filho ou coisa parecida, mas sinto que é algo meu e que a passos largos estou a ajudar a crescer. Tenho de agradecer a quem colaborou comigo nestes quatro anos e me tem aturado com os sucessivos emails e desafios que vou lançando, mas eu sou assim.
Gosto de projectos vencedores e de estar rodeado de pessoas criativas e que também querem ganhar.....
O próximo passo deste blogue vai ser o lançamento de um livro com os melhores textos dos dois primeiros anos. A equipa está a trabalhar no projecto há algum tempo e em breve haverá fumo branco.
Mas o mais importante de tudo é conseguir mudar mentalidades, alterar rotinas e criar um espaço de reflexão sério e que possa contribuir para o desenvolvimento das sociedades.
Eu a isto chamo OLHAR DIREITO.

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

4º aniversário

A aventura começou há quatro anos.........

quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os mal-educados

No próximo Sábado vão-se realizar em cerca de 60 países manifestações do movimento "Indignados". Como não poderia deixar de ser, em Portugal também se vai realizar este protesto com a realização de uma Assembleia Popular junto à Assembleia da Republica.

Os protestos de Sábado são uma continuação da revolta iniciada em Madrid com a ocupação da via publica para acampamentos e outras coisas. Também teve origem nas redes sociais, o que só vem provar a utilidade destes meios de comunicação.

O que se pode questionar é a utilidade destes protestos. Não se percebe como ainda existem pessoas que olham para os politicos como corruptos, mentirosos e outras coisas piores. Temos de olhar para o nosso umbigo e perceber que a culpa da crise também é nossa. Do cidadão comum. Esta crise teve origem na sociedade pela falta de valores e regras em que a "nossa sociedade" vive.

Ninguém de bom senso quer a anarquia nem a selvajaria. E o que este movimento pretende é isso mesmo, criar um mundo sem leis nem objectivos. Há quem reclame "um mundo novo", mas eu pergunto quem governaria nesse mundo novo?

O que se vai passar no Sábado é um reflexo da sociedade mundial. Está revoltada, desempregada e com poucos recursos. Mas também não é mentira que muitos dos que protestam pouco se esforçam para conseguir algo na vida. Querem um mundo novo mas lutam pouco pelos seus objectivos e pretendem facilidades no acesso a tudo, pelo que depois protestam por tudo e por nada e acham sempre que os governantes é que estão mal.

quarta-feira, 12 de outubro de 2011

Teoria da conspiração

Todos nós já ouvimos, seja em filmes, seja onde seja, o chavão Teoria da Conspiração. Confesso que nunca me dei ao trabalho de investigar o seu verdadeiro significado. Todavia, parece-me que se trata de uma teoria para conspirar. Agora: como se afirma uma teoria? E como se afasta? Não sei. Sócrates (qual é o espanto, hum?), segundo o Correio da Manhã (ok, ok...) foi chamado a Tribunal para depor no processo (especial, segundo Medina Carreira, os tais em que nunca ninguém é condenado) denominado "Cova da Beira". Aparentemente, Sócrates já se pronunciou sobre o mesmo, por escrito, em 2009, dizendo que não conheçe António Morais, nem com este tem proximidade, não conheçe a esposa daquele, ambos acusados no referido processo por corrupção passiva. António Morais, esse mesmo, que entre 1995 e 1996 deu aulas, e foi docente de Sócrates, na Universidade domingueira, a.k.a. Independente. Todavia, parece que Sócrates se lembra de António Morais ter sido seu professor, antes é que não! Nunca! Em especial nos anos e momentos a que respeita o processo "Cova da Beira". Mas, e ao que parece, António Morais é filiado no PS, na Covilhã (já apanharam?), desde 1991, e primo de Edite Estrela, madrinha de casamento de Sócrates (ainda não apanharam?), e foi professor de Sócrates entre 1995 e 1996 (ui!). Como se afirma uma teoria da conspiração? E como se afasta?

Acabe-se com o namoro!

A França e a Alemanha comportam-se como um autêntico casal de namorados. Ou melhor, Sarkozy e Merkel parecem dois amantes que nunca na vida se hão de separar. Para além disso, e é tipico dos namoricos; não têm olhos para mais ninguém. Neste caso, para os francius e teutónicos só existe dois países na União Europeia.... os restantes 25 são subditos que têm de andar à ordem de suas excelências.

E quando um toma uma decisão, vai mandar o outro executar de forma a que os restantes cumpram com as ordens. E se eles não obedecerem vão fazer birrinha ou então arranjar maneira de os "tramarem"......

Para que o casal Alemanha e França não destrua as restantes relações europeias, é necessário que haja alguém capaz de cometer uma traição. Passos Coelho? é casado! Zapatero? Porque não. Bem podia ser Silvio Berlusconi se tivermos em linha de conta que ele é conhecido como um mulherengo. Mas não sei se Merkel faz o seu género....

Pena não haver mulheres-presidentes na União Europeia, mas acho que Carla Bruni não deixa Nicola sair de casa. A não ser para ir ter com Merkel e lixar a Europa e o resto do Mundo....

A melhor prova que podemos ter é o facto de Sarkozy ter a cara de Merkel no monitor do seu telemovel....

É urgente que se faça alguma coisa para acabar com esta relação capaz de destruir economias e familias inteiras...

Para nascer pouca terra, para morrer toda a terra - Diários de Estocolmo

Segunda entrada deste diário e já os meus amigos suecos me avisam que o Inverno será rigoroso, se formos a contar com os dois passados. E é assim precisamente que se conta uma narrativa: observada tendência logo se constroem os passos suficientes para se montar argumentos que ora dão em romance ora em ciência. Claro que os invernos aqui são sempre rigorosos e não são precisas ciência ou literatura para contar estória que seja. Viver nos dá experiência, experiência que logo se torna mecanismo. Para alguns, viver é saber que se morre e quanto mais se vive mais perto se chega da morte e daí parece que a pior doença do mundo seja viver, enquanto para outros lhes serve o contrário. Mas a morte não poderia ser mais inevitável. A morte é um retorno; uma ascensão sem fim, que tem o seu início em atos inevitáveis: o encontro entre contrários. É nesses contrários que a experiência se usa como narrativa, uma tentativa sempre falhada de ver o provável no altamente improvável.

Não precisariam de ciência os camponeses e a patrística com os deuses, sol e lua, marte e vénus, masculino e feminino no seu contrário, para entender os opostos em que o mundo se acha a si mesmo - pois só o Homem acha o mundo, talvez porque os animais já se encontram achados e por isso são pacientes na sua ação. Mas como parece que as ideias apoquentam o Homem, logo se separou o que havia de separado, porque atingível. E nesses contrários se colocaram também os diferentes nomes aos quais correspondem cada ciência, cada feito humano, cada estória que, combinados, dão em história e aparente continuidade. As mesmas contrariedades que hoje me fazem escrever esta entrada na porta da Academia sueca.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Fernandinha, a púdica

Hoje, fazendo a habitual revista de imprensa, deparei-me com a crónica de Fernanda Câncio no DN intitulada "Filhos da puta olé". Basicamente, Fernanda Câncio, tal alma carregada de pudor, tenta extrair das eleições da Madeira um caso digno de escândalo: a caravana da JSD/Madeira, onde estava o seu presidente, eleito deputado, atirou very lights contra o Dn Madeira e cantou "filhos da puta olé".Isto é grave! Dano: meia dúzia de euros. Ilações: uns putos atiraram umas coisas e disseram umas palavras que até o Supremo Tribunal, em acórdão, considera normais. Vamos ao que interessa. Fernandinha (permite-me), onde andavas quando o José (Sócrates, que foi teu namorado e líder do PS, lembras-te, chegou a ser primeiro ministro) ia às inaugurações e os apoiantes do PS, empunhando bandeiras, agrediam os contestatários? Diz-me, onde andaste durante todo este tempo em que o José vilipendiou o dinheiro dos portugueses? Onde andavas quando o José, e o seu amigo Vara, congeminavam alegremente em escutas telefónicas que, segundo o juíz de Aveiro, indiciavam a prática de crimes contra o Estado? Onde andavas quando o José mandava a policia às sedes dos sindicatos? Onde andas agora que se soube que o José só a segunda, e com cunha, entrou na Universidade em Paris? Estavas naqueles retiros espirituais? Fernanda, agora que te contei estas coisas estás chocada? Aposto que sim!!!!!!! Olha, começa a escrever os textos que dos títulos trato eu. Não sabes as ideias que tenho.

"O OE será o mais dificil de executar e fechar"

Com este aviso feito pelo Primeiro-Ministro temos a certeza que o ano de 2012 vai ser muito complicado.
Esperam-nos a todos tempos muito dificeis e de enorme sacrificio. Embora saibamos que o caminho tem de ser este é necessário apostar também noutras vias como o crescimento económico.
É de esperar muita contestação social, mas a questão é que todos vão sofrer com as medidas duras que aì vêm, pelo que tais protestos serão inuteis em termos de condicionar o rumo da governação. Não é previsto que caia algum Ministro durante o próximo ano. Muito menos algum membro da troika porque os sindicalistas não percebem que se deve agir de imediato. E que este é o caminho. O unico possível até ao momento......
Há aqui uma grande novidade e uma mudança. Pela primeira vez temos um Primeiro-Ministro que nos aponta as dificuldades que iremos passar sem medo de perder votos ou enfrentar a contestação social, que será a maior de todos os tempos.
Do Governo foi dado um sinal muito positivo para que todos aguentem este barco e evitem que vá ao fundo.............

segunda-feira, 10 de outubro de 2011

Ideias avulsas

1. Fora do registo habitual, escrevo para dar os parabéns a Nani. Não pela sua exibição frente à Islândia, mas pela sinceridade e genuidade da sua entrevista na Sic. Dizer a fome que passou, as barracas onde viveu, os duros caminhos da vida que trilhou, mesmo sendo, hoje, um ícone dos adeptos do Manchester, um emigrante de luxo, não é para todos. Registo a sua humildade, o apego à familia, o sentido de responsabilidade. Dentro do futebol, eis um exemplo social. Parabéns! 2. Morreu hoje a bébé de oito meses que nasceu de cesariana de emergência após a morte da mãe em consequência de um despiste. Apesar da vontade de Deus, uma palavra de apreço pelos profissionais que acompanharam a efémera pasagem desta criança pelo mundo dos vivos. Um obrigado e que Deus a guarde. 3. O banco Déxia foi nacionalizado pela Bélgica. Após mais de 400 dias sem governo, inesperadamente chegou-se a um consenso para a governação e a primeira decisão foi nacionalizar um Banco privado por 4 mil milhões de euros. Coincidências?

Espelho meu

António Josè Seguro diz que Portugal não tem economia, nem estratégica económica, nem Ministro. Seguro não sabe, porém, a fábula da Branca de Neve. Trazida para o expectro politico, poder-se-ia dizer que falta a Seguro esse doce olhar de espelho e, quiça, a sacramental pergunta: espelho meu, espelho meu, há alguém mais ausente do que eu? Pois, não há. Segure insite numa linha de ruptura ideológica com o passado, numa linha de pluralidade de opiniões internas, numa linha de renovação. Esqueçe, porém, que é secretário geral do PS. Pois, faz toda a diferença. Seguro deve lembrar Cravinho, Campos e Cunha, dois expoentes do que é o PS. Avesso à pluralidade, à troca de opiniões, habituado ao culto do lider, ao sindrome de Estocolmo. Seguro, se quisere disputar a liderança do Governo com Passos Coelho, deve comportar-se ao contrário do Ministro da Economia. Deve andar escondido. Há! E passar mais vezes pelo espelho. Espelho meu, espelho meu....

O suspeito do costume

Como se novidade fosse, Alberto João Jardim voltou a ganhar as eleições na Madeira. Com maioria absoluta. Ao invés, o CDS quadriplicou o eleitorado madeirense, o PCP baixou consideravelmente o mesmo eleitorado, o Bloco esfumou-se, e o PS foi a lástima que se viu. A primeira lição destas eleições é dada pela preponderância a direita face à esquerda. Em tempo de austeridade seria natural que o proteccionismo da esquerda se notasse, aumentando a presença politica, fragilizando, assim a direita e as suas ambições liberais. Assim não o foi. Segunda lição: muitos politólogos desdobraram-se, durante a noite de ontem, com as teorias do parlamentarismo para dizer que, na verdade, os madeirenses não elegeram Alberto João, elegeram, isso sim, o Parlamento da Madeira. Alberto João seria como o apêndice que vem agarrado à maioria absoluta elegida. Errado. (Ainda) segunda lição: Alberto João Jardim ganhou as eleições na Madeira. Quer fosse do PCP, PS, PTP, PEV, etc, etc, etc. , ganharia sempre. E ganharia porque Alberto João Jardim personifica o protectorado da liderança politica face ao seu povo. E, em tempos austeros, o povo pede protecção face às necessidades que se avizinham. Ele, Alberto João, sim, é o verdadeiro vencedor. Mesmo sem o reclamado contraditório. O suspeito do costume. Como se pudesse haver outro.

domingo, 9 de outubro de 2011

OLHAR A SEMANA - A EUROPA ANDA PARVA



Cada vez se entende menos o que querem estes líderes europeus. E cada vez se entende menos o que querem os europeus. No dia em que a Grécia cair vamo-nos arrepender e muito. E, no entanto, hesitam. Hesitam todas as semanas. Ora é a bancarrota que está na iminência. Ora a seguir já não é. Outra vez mais medidas de austeridade. Depois, afinal, temos de ter algum crescimento. É preciso criar um governo económico. Depois já não é... Uns defendem o federalismo. Outros afirmam ser o pior dos males. Uns não se importam de perder soberania. Outros querem mais. Desfilam políticos, comentadores, economistas, banqueiros, trabalhadores. Nunca a televisão teve tantos colaboradores externos. Cada um diz sua coisa e nós já concordamos com uma coisa e o contrário dela própria. Estamos amorfos. Anestesiados. E, no entanto, o sistema europeu é o melhor do mundo. É a melhor sociedade. Tem o melhor sistema de apoio social. Saúde. Educação. Uma sociedade profundamente democrática e livre. Culturalmente a mais avançada. Uma sociedade igualitária e fraterna como não há outra. Porque querem deitar isto fora? Que egoísmos são estes? Que falta de discernimento! Os políticos europeus têm uma agenda contraditória: por um lado querem ser eleitos nos respectivos países, precisando dos votos dos eleitores nacionais; por outro têm de pensar no "interesse europeu", que não é apreensível para esses mesmos eleitores. A construção europeia foi feita por elites, no segredo de Bruxelas, na ausência quase total de participação dos povos. Os europeus aceitam os benefícios como um "acquis". Uma coisa que lhes deram. Uma prenda na qual não participaram. Agora querem mais e não estão preparados para voltar atrás. Mas politicamente estão impreparados para andar para a frente. Ninguém os preparou. O Capitalismo Social da Europa está em contra-ciclo com o mundo globalizado. Isso não quer dizer que tenha de falhar. Mas, para não falhar, é preciso que haja gestão política firme. E essa é a única emergência europeia.
Jorge Pinheiro

sexta-feira, 7 de outubro de 2011

Paz para Ela

A activista Iemenita T.Karman foi distinguida com o Prémio Nobel da Paz em conjunto com as liberianas Ellen Johson Sherleef (que também aqui já falámos) e de Leymah Gobwee. A atribuição do Nobel a esta activista não é alheio aquilo que se está a passar no médio oriente. Apesar de ter sido na Tunisia que começaram as revoluções, desde Janeiro que no Iemen a indignação popular tomou conta das ruas. Em 2005 fundou o "Women Journalists Without Clains" para defender a liberdade de expressão e protesto. Na linha da frente para receber este prémio estavam também uma activista tunisina e um egipcio. O que só mostra que aquilo que se tem passado naquela zona do globo tem significado a nível político e social. E que de facto vale a pena lutar pela liberdade e democracia, mesmo quando estamos perante lideres fortes e poderosos que usam os meios militares para reprimir. Esta nomeação representa um prémio para o esforço de milhares de pessoas mas também um estimulo para aqueles que ainda não encontraram a sua liberdade.

"Estamos cá para deixar uma marca universo"

E a forma como desapareceu também foi trágica.....

quinta-feira, 6 de outubro de 2011

ESTAMOS SAFOS



A tia Angela recomendou ontem à Itália que olhásse o exemplo português. As medidas de austeridade estão a correr bem. Portugal mantém-se num surpreendente BBB-, segundo as agência de rating. Um lugar abaixo do lixo total. Algo que nos deve encher de orgulho. Um exemplo a seguir! A presidenta Merkel acha que Portugal não é nada comparado com a Itália. Se cairmos, tanto faz. A Itália é o desastre. Por isso espicaça, cinicamente, Berlusconi. Mas os portugueses não são parvos. Se ela acha isso, é porque sabe. Tem indicadores seguros. Que diabo, é alemã! Não vamos deixar passar aquelas palavras sem consequências. A ilacção é clara. Para mim a crise já acabou. Podemos ir para a praia... Enfim, vocês não sei, mas eu vou!
Jorge Pinheiro

terça-feira, 4 de outubro de 2011

Todos contra Jardim

Alberto João Jardim é neste momento, um lider isolado. A sua reputação perante os restantes governantes está a cair. É impressionante que as práticas gregas chegaram a Portugal por via da Madeira.
Para além dos habituais critícos à gestão do ditador madeirense, já nem o PSD e o Governo estão do lado de Jardim. Pudera, pois Jardim foi um dos maiores criticos de Passos Coelho aquando da candidatura do actual PM contra Paulo Rangel. Agora, é tempo de Coelho se vingar.
Mas não é só isso, pela primeira vez; e na minha óptica bem, um chefe de governo não vai dar apoio às campanhas regionais. Sempre critiquei isso e acho um péssimo exemplo dado por quem governa o país. Neste caso, nem do Governo o lider regional tem o apoio.
Não contente com esse facto, Jardim decidiu abrir um livro. Pediu um grande resultado para dar uma "sova" eleitoral no Governo. Executivo que tem a mesma cor partidária.
Lembram-se quem abriu esta guerra? Foi o CDS que desde a primeira hora se demarcou das políticas regionais e assim abriu uma crise dentro do governo.....
Passos Coelho teve de seguir a decisão do seu parceiro de governo. Não tinha outra hipotese.
Veremos que resultados tem esta guerra do continente em relação à Madeira.
Muito do futuro da política nacional se vai decidir nas próximas eleições, mas é certo que alguém vai sair muito forte em contraste com a queda de uma das personagens.

segunda-feira, 3 de outubro de 2011

10 - D.Sebastião e a Dinastia Filipina

Todos conhecem o mito do sebastianismo. El Rei D.Sebastião é um dos reis de Portugal mais famoso. Apesar da sua curta passagem pelo trono, ninguém se esquece da forma trágica como desapareceu. Também é daí que vem a paixão dos portugueses e o famoso mito do sebastianismo.
Foi o décimo sexto rei de Portugal e o sétimo da dinastia de Avis.
Aos 14 anos assumiu a governação do Reino.
Para ajudar o Mulei Mohammed a recuperar o trono de Marrocos, D.Sebastião participou na Batalha de Alcacer-Quibir e em 1578 foi morto.
Com a morte do Rei nasce o mito do sebastianismo e o reino passa mais uma vez por uma crise de sucessão. Acaba a dinastia de Avis e começa a filipina.

A Dinastia Filipina ou a Dinastia de Habsburgo foi a dinastia que reinou em Portugal e Espanha simultaneamente. Esta durou de 1580 a 1630. Com o fim da linha directa de D.João III havia três hipóteses de sucessão: Catarina de Portugal, António Prior do Crato e Filipe de Habsburgo. Iremos desenvolver melhor este tema nos subtemas........

Foi o chamado domínio filipino que levou Portugal ao declínio................

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