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quarta-feira, 30 de novembro de 2011

"Há que estar preparado para tudo"

Foi assim que o Primeiro-Ministro reagiu à pergunta feita sobre se o Euro iria sobreviver ou não.
Com esta frase, Passos Coelho definiu bem a sua linha de orientação. Não fugiu á pergunta e não criou ilusões em relação ao futuro da Europa, bem diferente daquilo que fazia Socrates.

O PM disse que "Portugal vai entrar em recessão", é "preciso dar um passo atrás para dar dois em frente", que "existe batota na economia" e que é necessário haver maior regulação na concorrência. E mais do que tudo disse "não estar preocupado com a imagem" de alguns Ministros. Afirmou igualmente que "Seguro teveum comportamento responsável".

Só por aquelas declarações transcritas, Passos Coelho revela um sentido de Estado completamente diferente do seu antecessor. Não esconde o momento dificil, fala verdade às pessoas e não anda à procura do voto fácil. Uma novidade importante foi ter revelado o objectivo de em duas legislaturas querer reduzir a despesa do Estado para metade...... Tocou num ponto que há muito e muitos falam e escrevem, mas que ninguém tem coragem de fazer porque mexe em sectores que detêm muito poder em Portugal.

No fundo, Passos Coelho manteve o discurso de sempre ao alertar que 2012 será um ano muito dificil para todos.

O exemplo e o aviso vem de cima. Sem mentiras!

liderança (In)segura

A recente polémica em torno da votação das alterações da maioria parlamentar aos cortes nos subsidios de férias e Natal mostram uma enorme fragilidade do actual lider e comprova que Socrates ainda "domina" o PS a partir de Paris e a estudar filosofia tranquilamente. Ou então estamos perante um partido à espera de António Costa, delfim e aliado de sempre de Seguro.

Vejamos as coisas da seguinte forma : Em 2013 há eleições autárquicas. O ano de 2012 vai ser importante para ver se o governo se aguenta no poder até ao ano de 2013.......

Quanto ao momento do PS, Seguro não se devia ter deixado influenciar pela sua bancada, maioritariamente composta por aliados de Costa e Socrates. Ninguém entende como é que o lider do PS e o lider da bancada parlamentar socialista mudam o sentido de voto apenas e só devido a alguns emails recebido durante a discussão, a julgar pelas notícias vindas a publico.

Com esta atitude, os Socialistas perderam respeito ao seu lider e da próxima vez vão usar o mesmo esquema político. Mas isto não é novidade, porque todos os lideres que estão na oposição após um acto eleitoral têm o mesmo problema : enfrentar uma bancada parlamentar escolhida por um lider anterior e ainda por cima quando o ex e o actual secretário geral socialista têm rumos e visões diferentes do país e também do próprio partido.

Seguro provou o veneno do seu partido e o caminho para a Costa foi aberto. Quem agradece é o Governo que em tempos de crise pode ter uma oposição fraca.

terça-feira, 29 de novembro de 2011

Breivik é psicótico, quem diria....

Psiquiatras avaliadores das faculdades mentais de Anders Breivik concluiram que o autor dos atentados de Oslo é inimputável e portanto não pode ser julgado. Em vez de passar o resto da vida na prisão, vai ser sujeito a tratamento psiquiátrico para o resto da vida, o que equivale a dizer que irá estar "preso" a si até ao fim dos seus dias.

O tribunal ainda não decidiu, mas ao que tudo indica a procuradora irá pedir tratamento psiquiátrico para o resto da vida em vez da prisão.

A minha pergunta é saber se esta troca é melhor para quem cometeu o crime do ponto de vista sociológico. É bem diferente e mais compensador ser sujeito a tratamento psiquiátrico do que ir para a prisão, ainda por cima atendendo ao tipo de crime que ele cometeu. Mas tendo em conta a natureza do crime o mais certo é que para matar 76 pessoas daquela forma é porque Breivik tem problemas psicológicos muito graves.

Mas não é certo que o tratamento psiquiátrico resolva os problemas para os familiares das vítimas que querem-no ver preso numa cela e estar num hospital psiquiátrico não é a mesma coisa.

Se Breivik receber este tipo de pena para o resto da vida, quer dizer que estará aprisionado na sua psicose. É o mesmo que estar enfiado numa cela, mas sem grades e as regras da prisão.

Por ultimo, se Breivik for considerado psicótico e não for condenado, o seu nome estará limpo, pelo menos perante a justiça e parte da opinião publica norueguesa, e assim o autor dos atentados de Oslo será sempre visto como um psicótico e nunca como um criminoso. Dificilmente a vox populi norueguesa aceitará esta decisão por parte do tribunal e exigirá justiça.

Eis uma novidade num caso que está a abalar a Noruega e que promete vir a servir de exemplo para outros que cometeram crimes hediondos e que poderão usar a psicose como argumento para não irem presos. Se fosse nos Estados Unidos, Breivik já tinha sido condenado....à morte!

Tema do dia XXXI

Portugal deve ou não sair do Euro? Quais as consequências de tal suceder? O Euro deve acabar ou deve existir uma reformulação da moeda unica?

Novembro 2011

segunda-feira, 28 de novembro de 2011

Homenagem ao Miguel e à Maria João

"Quando sair este jornal, a Maria João e eu estaremo a caminho do IPO de Lisboa, à porta do qual compraremos o PUBLICO de hoje. Hoje ela será internada e hoje à noite, desde o mês de Setembro do ano passado, será a primeira vez que dormiremos sem ser juntos.

O meu plano é que, quando me expulsarem do IPO, ela se lembre de ir ler o PUBLICO e leia esta crónica a dizer que estou cheio de saudades dela. É a melhor maneira que tenho de estar perto dela, quando não me deixam estar. Mesmo ficando num hotel a 30 passos dela, dói-me de muito mais longe

O IPO consegue ser uma segunda casa. Nenhum outro hospital consegue ser isso. Podem ser hospitais muito bons. Mas não são como uma casa. O IPO é. Há uma alegria, um humor, uma dedicação e uma solidariedade, bem educada e generosa, que não poderiam ser mais diferentes da nossa atitude e maneira de ser - resignada, fatalista e piegas - que são o default institucional da nacionalidade portuguesa.É graxa? Para que tratem bem a Maria João? Talvez seja.

(...)

Este é um deles. Eu estou aqui ao pé de ti. Como tu estás ao pé de mim.Chorar em publico é como pedir que nada de mau nos aconteça. É uma sorte. É o contrário do luto. Volta para mim"

Crónica Chorar em Publico de Miguel Esteves Cardoso na sua habitual crónica do Jornal Publico de 28 Novembro 2011.

Força Miguel e Maria João.

10.4 Guerra Luso-Holandesa

A Guerra Luso Holandesa foi considerada o primeiro grande conflito à escala planetária. Nela participaram a Companhia Holandesa das Indias Orientais e da Companhia Holandesa das Indias Ocidentais contra o Império e colónias portuguesas.
Entre 1595 a 1663, milhares de navios holandeses decidiram invadir e entrar em território pertencente às colonias portuguesas na América, África e India. Já nessa altura os holandeses possuíam uma frota muito apetecível e de qualidade podendo conquistar qualquer território. Também eles andavam no mar.
Pelo facto de Portugal estar sob domínio da coroa espanhola dos Habsburgos e na altura se tratar de uma União Ibérica, o nosso país foi forçado a participar na guerra, embora o pretexto do ataque holandês era atacar os Filipes.
Há quem considere que o ataque dos holandeses visava mais do que depôr os filipes, porque o domínio estendeu-se após a Restauração da Independência. Assim, o motivo principal do conflito era controlar o comércio de especiarias na India e expandir a influência por via marítima. No fundo era copiar Portugal e Espanha.
A criação da Companhia das Indias Orientais e Ocidentais foi concretizada com o propósito de assegurar o controlo e eficácia daquela parte do globo tão importante naquela época.
Lisboa serviu de ponte para que os holandeses se tornassem mestres da navegação e dos mares.

O que é nacional é bom

A produção e a arte nacional estão de parabens. Há pouco tempo a novela da SIC "Laços de Sangue" foi premiada por um Emmy para a melhor telenovela. O ano passado uma novela da TVI também havia sido galardoada com a mesma distinção. Em dois anos, a produção nacional conquistou o topo do Mundo com a atribuição destes dois prémios de enorme importância. Ontem veio a notícia que todos aguardavam : o fado é considerado património da Humanidade pela UNESCO. É a maior honra que o país pode ter em tempos de crise. A esta distinção muito devemos a Amália mas convêm não esquecer os muitos jovens fadistas que espalham a nossa canção por esse mundo fora. Estas duas distinções só podem orgulhar os portugueses e motivá-los para que se faça melhor cá dentro para espalhar lá por fora. Afinal, nem tudo o que nós fazemos é mau e não tem valor. Antes pelo contrário, a nossa arte é valiosa e reconhecida fora de portas. Não é só a crise, os cortes nos salários, a troika ou a contestação social que devem ser notícia ou relevo no nosso Portugal. Afinal temos muita qualidade e provámos que podemos conquistar qualquer prémio ou distinção. Não há que ter medo de arriscar e conquistar o mundo através da nossa cultura e saber.

domingo, 27 de novembro de 2011

Amália Rodrigues - "tudo isto é fado"

Obrigado ao fado

Olhar a Semana - A semana de todas as indignações

Esta semana tivemos no nosso país um mar de situações que nos levam a concluir que estamos a passar por uma forte mudança a nível social. A greve geral que teve uma adesão histórica, segundo os especialistas foi mais um passo para a contestação social que promete ser dura no próximo ano. A juntar a isto, os incidentes junto à Assembleia da Republica fazem temer o pior. Vamos ou não ter violência e desordem pública no nosso país? E porque razão? De quem é a culpa? dos manifestantes ou da polícia?.....Já chegámos ao ponto de circularem videos no Youtube que podem "confundir" os telespectadores. No mesmo dia em que o país parou por causa da greve, duas agências de rating cortaram a dívida publica portuguesa para Lixo. Nada mau para quem está a iniciar um processo de recuperação económica. E é mais um motivo para que os manifestantes se revoltem : contra o governo, contra a austeridade, contra isto e aquilo, contra as agências de rating. Para ajudar à festa, o ex-presidente da Republica vem incitar as pessoas a fazerem greve dizendo que este é um direito dos trabalhadores. Ora, do que precisamos agora é de uma voz com o peso do Dr.Soares a apelar à paralisação. Também aqui discutimos os motivos da indignação social mas não chegámos a lado nenhum. No fundo, os motivos e as razões para que haja maior instabilidade social em Portugal são cada vez mais. No fundo, já ninguém acredita que este modelo vá funcionar e ajuda o nosso país, até porque o caminho que todos apoiam para o país e para a Europa é aquele que está a destruir o Velho Continente. O que se nota é que todos estão indignados e preocupados com o mau tempo que vem....

sábado, 26 de novembro de 2011

Palpites XXI

Achas que Portugal vai entrar em Bancarrota?

SIM 3 votos (33%)

NAO 6 votos (66%)

sexta-feira, 25 de novembro de 2011

Clube Privado dos Países que Decidem o Futuro dos Outros (CPPDFO)

http://opiniaofcb.blogspot.com/2011/11/bem-vindo-ao-clube-mario.html

Não há derby como este

Um derbi é sempre um derbi e o jogo de amanhâ tem a particularidade de colocar frente a frente duas equipas separadas por um ponto. Para apimentar ainda mais este jogo, no domingo o FCP joga contra o Braga e o Maritimo vai a casa do seu eterno rival, o Nacional da Madeira.
Estamos perante uma jornada muito importante para o desenrolar do campeonato, ainda que não decisiva. Na 2ª volta, é que poderá ditar uma classificação final, mas por agora trata-se apenas de dar moral a quem vencer os respectivos jogos.

Este Benfica -Sporting promete. As duas equipas estão em excelente momento de forma e quem vai ganhar são os adeptos que vão acorrer em massa ao estádio. Curioso que todos apontam o Sporting como favorito, o que era impensável há 3 meses atrás. Sobre o Benfica recai a responsabilidade maior, porque joga em casa e na próxima jornada vai à Madeira jogar contra o Maritimo. Isto para além de ter jogado na terça feira, o que provoca um maior desgaste na equipa da luz. Mas o conjunto de Jesus já provou que tem soluções suficientes para estar em grandes em duas frentes e o empate conseguido em Old Trafford é bastante moralizador.

Acredito num Benfica expectante nos primeiros minutos apesar de jogar em casa. Até porque o Sporting costuma entrar muito bem nos jogos e Domingos só tem olhos para a baliza. Benfica procurará segurar o jogo até aos 20 minutos e depois aí quererá dominar a contenda. Witsel e Javi terão nos primeiros minutos um papel muito importante.

Os encarnados devem aproveitar a ausência de Rinaudo e a fragilidade defensiva leonina, daí que seja preferível optar por Tacuara em vez de Rodrigo que deve ser lançado em caso de inferioridade no marcador.

Já o Sporting vai procurar atacar preferencialmente por Capel e Matias de forma a que Wolfswinkel consiga ter espaço para cabecear e tentar facturar.

A táctica está dada e aqui esperamos um grande jogo.

quinta-feira, 24 de novembro de 2011

Duelos Intelectuais - A greve, quem ganha? 6º acto

Hoje foi dia de greve geral em Portugal. Ao contrário do que escrevi em post anterior não foi a 2ª no mesmo ano mas sim a 2ª num espaço de um ano. Não é exactamente a mesma coisa mas é quase.
Como naturalmente acontece nestas situações, os números do governo foram uns os dos sindicatos outros e cada um fica contente com a sua leitura e informação junto dos cidadãos.
A pergunta no fundo é , quem ganha com isto tudo?

Não foi por acaso que trouxemos este debate sobre a indignação social em semana de luta nas ruas. De facto, a greve é a unica forma de luta legal que o povo tem para exprimir o seu descontentamento face às medidas impostas pelo governo. Ao contrário de certas manifestações, esta tem um alcance e significado muito grande. Ainda nem o governo fez meio ano no poder e já tem uma greve geral em cima. Isto quer dizer, que o executivo de Passos Coelho não vai ter margem de manobra relativamente à contestação na rua.

Mas no fundo quem sofre com tudo isto é o cidadão. Não há metro, autocarro, avião, lixo para ser levado....Não sou contra as greves e acho que elas devem existir, mas penso que não é admissível num estado de direito que trabalhadores impeçam outros trabalhadores de quererem ganhar o seu. A melhor maneira de contornar a crise é trabalhar e não ficar em casa. É porque depois disto há o outro lado da questão : Aqueles que trabalham chamam preguiçosos aos outros e depois cria-se um conflito social grave que deve ser evitável a todo o custo.

Isto leva ao meu ponto sobre a indignação social. Numa sociedade dividida como é a portuguesa e em que a maioria apoia as medidas troikianas, aqueles que fizeram as figuras tristes em frente ao Parlamento serão condenados e vistos como "fora da sociedade" pela maioria. Explico melhor : as pessoas e os portugueses em geral estão fartos de manifestações, contestações, greves, indignação e desordem que ainda não começou. Sendo um povo pacifico e maioritariamente conservador não aceita este tipo de atitudes. Por alguma razão os sindicatos não são vistos com bons olhos em Portugal. Todos nós sabemos que se cometeram erros profundos durante anos e que é preciso corrigir aquilo que está mal. Desta vez o PS portou-se muito bem, ao contrário do seu histórico lider Mário Soares. Numa altura como esta é de todo evitável apelar á greve ou à desordem, mas sim a um esforço suplementar na execução das tarefas diárias de forma a criar mais riqueza para o nosso país. Porque é esse o caminho e mais nenhum.

A história de que este sistema já não funciona é mera retórica. Nunca é demais repetir : aqueles que pedem uma alteração de sistema não sabem qual é o caminho e muito menos apresentam alternativas, pelo que é dificil de entender aquilo que se está a passar em Portugal e levou à desordem pública na Grécia.

É preciso apoiar as políticas que vão de encontro a corrigir os erros do passado para que não mais se repita no futuro.

BRANDOS COSTUMES

Os famosos "brandos costumes" nacionais têm razão de ser ou foram uma invenção salazarista para sossego do regime? Seremos verdadeiramente tolerantes? Somos mais tolerantes que os ingleses ou que os alemães? Não matámos tanto como os holandeses no Brasil? Toleramos melhor os pretos? A nossa Inquisição foi mais suave que a espanhola? O 25 de Abril foi uma revolução de cravos? Sinceramente, acho que pouco importa se somos um povo tolerante ou intolerante. Tenho receio é de sermos um povo “tótó”. Uma tolerância feita de cobardia. Tenho receio que os “brandos costumes” sejam ausência de vontade. Incomoda-me que a tolerância seja, afinal, desinteresse por quem nos governa e como nos governa. Que seja falta de pachorra para exercer os nossos deveres democráticos. Indiferença pelos subornos e pela corrupção. Falta de horizontes. Ausência de projectos. Um povo abúlico e inerte, brincando diletantemente aos “brandos costumes”. Um povo desinteressado de si próprio.

Jorge Pinheiro

quarta-feira, 23 de novembro de 2011

E qual é a alternativa? 5º acto

É verdade que aquilo que está escrito na primeira parte do post anterior é uma realidade a que não podemos fugir. E que está presente na nossa democracia, mas mais do que isso na sociedade de hoje. Na minha óptica não se trata de um problema unica e exclusivamente do sistema democrático ou de um qualquer outro sistema. Mas sim de pessoas e atitudes.

Por vezes as pessoas revoltam-se contra o "sistema" e acham que o problema é unica e exlcusivamente dos políticos e dessa classe. Convêm ter noção que corrupção, tráfico de influências, abuso de poder e outras situações menos claras acontece em todo o tipo de actividade. O povo está farto não do sistema político mas desta sociedade com cada vez menos valores, mas a verdade é que aquele que protesta e grita não apresenta alternativas nem sequer se dá ao trabalho de fazer ouvir a sua voz. Apenas se indigna, nada mais. Nós que andamos na blogosfera mais rápido chegamos a uma solução e a um caminho. Daí que eu ache que a forma mais razoável de mudar o que está mal é apresentar alternativas válidas e eficazes.

Estamos na véspera de mais uma greve geral. É a segunda no espaço do mesmo ano. Amanhâ o país vai parar porque a troika nos está a ajudar a sair da bancarrota, com amizade e carinho estão a emprestar dinheiro para que todos nós possamos ter um vida melhor. Mas não, quando estamos a ser ajudados lá vai mais uma greve geral porque o governo está a tentar meter tudo na ordem. Sim, porque o que era bom era ter dívidas e mais dívidas e viver tudo à grande.

Mas infelizmente esta é a nossa mentalidade. E isso é que tem de mudar.

terça-feira, 22 de novembro de 2011

DUELOS INTELECTUAIS - O POVO ESTÁ FARTO (4ªACTO)

Os povos andam a ser jogados na roda do casino por grandes interesses financeiros  sem qualquer controle internacional. As crises do capitalismo vão afundar o próprio modelo. Os mercados são insaciáveis. Olham para a dívida soberana dos Estados como um mero valor bolsista.  Os países são meras fichas de aposta no tabuleiro da globalização. As ditaduras roubam. As democracias também. Tanto faz à direita como à esquerda. Tanto faz qualquer coisa. Venderam-nos condições que não se podem manter. Um Ocidente perdido em angústia existencial. Uma explosão geral que se adivinha.  É neste quadro que se assiste à "indignação social". As pessoas estão fartas de ser afastadas das decisões. De serem meros espectadores. De serem manipuladas. De servirem para legalizar o roubo. De terem representantes frouxos e corruptos. As pessoas estão saturadas de promessas. Fartas dos partidos. Dos políticos. As pessoas estão fartas! Podem não saber o querem, não saber o que fazer, como fazer..., mas sabem que o caminho não pode ser este. Este é o caminho da total exaustão. Da rendição aos grandes e obscuros interesses. Da falta de visão dos pobres políticos que temos. Este é o caminho que acabará na indigência geral. Todos sabemos que não é este o caminho. Todos nos indignamos. Porém, só alguns saem à rua. Podem parecer seres exóticos, vagamente anarcas, um pouco lunáticos. Mas eles querem o que nós queremos: alterar o modelo político e social. Ter condições dignas de vida. Ter futuro. Eles são uma vanguarda. A questão é que a muitas pessoas estão a passar mal, mas acreditam que tem de ser assim. Resignam-se.  Eles não. A "indignação social" é o partido do futuro. E o futuro é uma incógnita. Um dia estaremos lá.
Jorge Pinheiro

Duelos Intelectuais : O povo não quer saber 3º acto

No post anterior abordei a problemático do lado de quem protesta e procura mudar o sistema apenas e só se manifestando.
Convêm entender que a culpa do estado das coisas também é por causa da falta de interesse e participação das pessoas. Em Espanha e Portugal as ultimas eleições foram um exemplo disso mesmo. E não me venham culpar apenas e só os políticos. As pessoas não apresentam alternativas, não discutem ideias e têm sempre aquele discurso de que "não vale a pena porque é sempre a mesma coisa". Essa atitude e discurso não ajuda ao desenvolvimento de um país e muito menos da democracia.

Pelo que, a Indignação social que está patente é também devido à falta de interesse e muitas vezes de iletracia política da nossa população. É urgente que as pessoas participem mais e que mostrem nas urnas a sua verdadeira indignação, até porque muitas das pessoas que andam nas ruas cumprem com os requisitos pedidos pela democracia.

Bella Italia

A Itália é isto?

segunda-feira, 21 de novembro de 2011

Quem tem razão? 2º acto

A querela que está na base da indignação social é a de saber se são os politicos culpados desta situação ou se é o povo que não tem interesse em participar na vida democrática. Hoje vivemos numa sociedade descontente com o poder político. Disso não há duvida. E uma das razões para que os niveis de abstenção e fraca participação em actos eleitorais tem a ver com a própria organização dos sistemas políticos. Veja-se o caso de Espanha que registou uma das mais baixas participações de sempre em eleições legislativas. A isto não é alheio o facto da movimento dos indignados ter nascido precisamente no país vizinho. As pessoas estão fartas e querem mudanças, isso já percebeu, mas ninguém sabe qual o caminho....

Dificilmente voltarem a uma Ditadura e falar em Monarquia está fora de questão, pelo que o sistema republicano democrático terá de se manter, até porque é o unico que garante a possibilidade de mudar aquilo que está mal.

Outra nota importante : Muitos dos que contestam não sabem porque o fazem e muito menos apresentam alternativas válidas nos orgãos próprios. A sua luta é feita na rua de forma desordeira e sem um objectivo claro que não seja o de protestar por protestar. Eu não consigo imaginar viver numa anarquia e muito menos com Assembleias Populares onde 10 milhões de cidadãos não se conseguiriam obviamente entender.

domingo, 20 de novembro de 2011

Duelos Intelectuais - A Indignação Social 1º acto

Nos ultimos tempos temos vindo a verificar o crescimento da indignação social. O Movimento 15-m originado em Espanha e que ocupou as ruas mais importantes da capital espanhola deu largas à imaginação e provocou uma indignação por esse mundo fora dando origem ao protesto de 15 de Outubro que foi um sucesso em várias cidades mundiais. A ocupação de Wall Street e do Banco Central Europeu não é uma coincidência. As pessoas estão fartas deste sistema económico e político.

Já não vêm uma luz ao fundo do tunel e reclamam urgentemente por mudanças. Exigem também que a democracia seja um sistema mais aberto às pessoas e não confinado aos partidos e aos grandes interesses. Para além dos casos citados, há a manifestação da Geração Rasca que se realizou no príncipio do ano em Portugal e as constantes revoltas sociais na Grécia, as duas com alvos e originadas por situações diferentes.

Sem duvida que 2011 ficará marcado pela contestação social que se fez sentir em quase todo o mundo. A este facto não é alheio a crise financeira que a Europa e alguns países europeus em particular atravessam.

Mas não é só. Sente-se no ar que estamos perante o fim de um sistema e de um regime, e que ou os políticos mudam de atitude ou então a contestação continua. É este o caminho correcto? É a pergunta que coloca e que responderei no meu próximo acto.

Não temos motivos para perder a Esperança e a Fé.

Eis o que diz o Senhor Deus: «Eu próprio irei em busca das minhas ovelhas e hei-de encontrá-las. Como o pastor vigia o seu rebanho, quando estiver no meio das ovelhas que andavam tresmalhadas, assim Eu guardarei as minhas ovelhas, para as tirar de todos os sítios em que se desgarraram num dia de nevoeiro e de trevas. Eu apascentarei as minhas ovelhas, Eu as levarei a repousar, diz o Senhor. Hei-de procurar a que anda perdida e reconduzir a que anda tresmalhada. Tratarei a que estiver ferida, darei vigor à que andar enfraquecida e velarei pela gorda e vigorosa. Hei-de apascentá-las com justiça. Quanto a vós, meu rebanho, assim fala o Senhor Deus: Hei-de fazer justiça entre ovelhas e ovelhas, entre carneiros e cabritos». Ez 34, 11-12.15-17

sábado, 19 de novembro de 2011

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

A justa coincidência

O caso Duarte Lima está a dar que falar no nosso país, principalmente pelos dois envolvimentos que o ex-lider parlamentar do PSD está a contas.
O momento e o tempo em que a sua detenção ocorreu levanta sérias dúvidas e pôe novamente em causa a justiça e a sua eficácia.
Tendo em conta que o advogado está envolvido num caso de homicio no Brasil, a sua detenção de ontem relacionado com o caso BPN pode gerar aqui uma série de suspeições.
É uma questão em que pode haver guerra entre os tribunais, advogados, governos de Portugal e d o Brasil.
Senão vejamos : do lado brasileiro já vieram dizer que Duarte Lima pode ser julgado pelo caso de Rosalina Pereira. Por cá a Ministra da Justiça veio referir que existe acordos de cooperação de extradição entre Portugal e Brasil. Hoje o advogado Rogério Alves referiu que se trata apenas de casos de terrorismo e criminalidade violenta.
Este caso vai ser um grande teste para a justiça portuguesa que vai ter de lidar com pressões de vários lados. E não estou só a falar de pressões nascidas cá em Portugal, mas sobretudo do outro lado do Atlântico que agora querem aproveitar esta detenção para julgar o crime homicidio pelo qual Duarte Lima está formalmente acusado.
A credibilidade da justiça joga-se muito neste caso e veremos como se comportam os seus agentes, a comunicação e o próprio poder político.
Para seguir com bastante atenção os próximos capítulos.

quinta-feira, 17 de novembro de 2011

Causas & Coisas - A Alegria do Povo

Na passada terça feira, a selecção nacional de futebol após ter goleado a sua congénere da Bósnia garantiou o apuramento para o Euro 2012 que se vai realizar no próximo verão na Polónia e na Ucrânia. Foi o 7ª apuramento consecutivo da equipa das quinas para grandes competições da modalidade.

Há quem afirme que isto foi um pontapé na crise e na tristeza dos portugueses. De facto, a alegria sentida na terça devido ao apuramento foi uma vitamina para um povo que só ouve falar de crise e vai viver em 2012 a pior situação financeira desde o 25 de Abril. Mas como todos os remédios, os efeitos foram de passagem rápida. Rapidamente voltámos ao nosso triste fado e nem CR7 desta vez conseguiu que a moral do povo se elevasse.

No próximo verão vão voltar as inumeras horas televisivas dedicadas ao futebol, os compromissos que se vão adiar por causa da bola, muito se vai falar, ouvir e escrever sobre mais uma participação da equipa nacional. E enquanto isso a crise pode ser ou não mais gravosa. Só mesmo se Portugal ganhar o caneco é que pode trazer algum ânimo a este povo que encarna em Cristiano Ronaldo uma espécie de D.Sebastião que pode ajudar a resolver os problemas nacionais.

Triste o nosso povo que deposita maior esperanças em CR7 do que em Vitor Gaspar e Passos Coelho. Esses sim, são os responsáveis pela crise e o outro que se limita a dar pontapés na bola é que vai trazer alegrias a um povo deprimido por culpa dos políticos. No fundo o melhor seria meter os jogadores da bola no Parlamento e os politicos no relvado.

Até porque a CR7 é perdoado um gesto feio, mas aos governantes nada é desculpado. Pobre país que fica mais contente com os golos na baliza do adversário que com as avaliações positivas da Troika. E já vão dois Bons!

O mérito é sempre dos jogadores e do povo mas nunca do treinador ou dos governantes.

De dois em dois é sempre a mesma história, mas pode ser que chegue o dia em que não haverá dinheiro para selecção nacional. Depois como será?

A República perdeu

Já é oficial e não há nada que mude isto, a não ser que o próximo governo seja socialista. O dia 5 de Outubro vai deixar de ser feriado.
Acho inadmissível como é que isto pode acontecer. Principalmente quando o 1º de Dezembro fica como data para o pessoal ficar na cama até mais tarde.

Com o fim do descanso a 5 de Outubro os Monárquicos têm mais uma vitória para celebrar e razões de sobre para reinvindicar um referendo sobre a mudança de regime. Já li por essa blogosfera fora este disparate.

Não se entende como é que um governo republicano vai logo cortar no seu próprio feriado, aquele que se desejaria que fosse o mais importante. Mas não, feriados como o dia de todos os santos, a restauração, o 10 de Junho e outros mantêm-se no calendário.

Sem o feriado de 5 de Outubro podemos mesmo afirmar que Portugal é uma republica das bananas....

quarta-feira, 16 de novembro de 2011

Factos da Década (21) : Assinatura do Tratado de Lisboa

Foi a 13 de Dezembro de 2007, que em Lisboa e nos Mosteiros dos Jerónimos teve lugar a cerimónia de assinatura do Tratado de Lisboa.
Este momento de enorme importância para a cidade de Lisboa e também para a Europa não teve os efeitos desejados por todos aqueles que anseiam por Mais Europa e mais União politica, económica e social entre os Estados e povos europeus.
Os representantes dos 27 Estados Membros quiseram dar um passo em frente ao revogar os tratados Europeus. Mas o que aconteceu quatro anos depois é que a assinatura do tratado foi tempo perdido.....
Com a entrada em vigor de um novo Tratado Europeu pretende-se institucionalizar e criar mecanismos que tornem a UE mais poderosa e com influência sobre os Parlamentos nacionais. Também era fundamental criar instrumentos para que a moeda unica se tornasse mais forte e competitiva. Ora, o que verificamos quatro anos depois é precisamente o contrário. Neste tempo de crise, nem o Tratado resolve os problemas. Era bom que alguém respondesse porquê.
No Tratado de Lisboa foram acrescentadas duas figuras para a política externa europeia. Uma espécie de Presidente da União e um alto-comissáriado para as relações externas da União....
Foram nomeados Herman Van Rompuy e Catherine Ashton para dar voz à União e aos seus problemas.
Quatro anos depois ninguém sabe quem é o senhor e a senhora e apenas ouvimos falar de Merkel e Sarkozy. Barroso ainda vai aparecendo de quando em vez.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

Operação Bósnia

Ponto prévio: creio que todas análises, comentários e opiniões relativas às selecções, especialmente a portuguesa, devem ser feitas jogo a jogo. Quando, por vezes, se cai na tentação de pegar num momento isolado e daí extrair ilações para um período de tempo longo, somos muitas vezes confrontados com situações de extrema incongruência. Digo isto porque: a equipa que jogou há poucas semanas em Copenhaga não é de todo a mesma que acaba de nos brindar com uma excelente exibição no estádio da Luz.

Paulo Bento: a principal missão de um seleccionador de uma equipa deste nível é, acima de tudo, conseguir uma união entre todas as estrelas. Fazer com que o grupo deixe de ser uma conjunto de estrelas, com egos gigantescos, e passe a ser uma formação cintilante. Uma equipa em que os objectivos do grupo são mais importantes que os individuais. Neste jogo com a Bósnia, apesar das desastrosas conferências de imprensa que vem protagonizando desde as vésperas do jogo da primeira mão, fica claro que Paulo Bento cumpriu com mérito a sua tarefa.

Cristiano Ronaldo: pela primeira vez, descontando as irreverentes exibições no Euro 2004, vi o capitão da selecção fazer uma jogatana ao nível das que vimos no Man. United e vemos no Real Madrid. Não perdeu tempo a fazer carinhas para onde as câmaras de televisão estavam viradas, nem em despiques inúteis com os adversários. Esta noite, na Luz, foi o verdadeiro CR7 quem passeou magia pelo relvado. Fez dois golos (o primeiro soberbo) e trabalhou para o bem comum. Oxalá o faça também na fase final do Euro.

Hélder Postiga: obviamente que não é, nem a presença de área nem a seta apontada à baliza que uma selecção de elite merecia. No entanto, no jogo de hoje, fez o que lhe competia. Fez golos! Plenos de oportunidade, cujos méritos deverá dividir com os assistentes de serviço Rúben Micael e Fábio Coentrão.

MURO DAS LAMENTAÇÕES


Depois da Segunda Guerra Mundial, os EUA anteciparam-se e impediram que fossem exigidas à Alemanha reparações de guerra tão avultadas como o tinham sido em Versalhes (que, diga-se de passagem, também ficaram por pagar). Mesmo assim, as indemnizações acenderiam a muitos biliões de euros. Quase tudo ficou adiado até ao dia de uma eventual reunificação alemã. Isso significou que os trabalhadores escravizados pelo nazismo não foram compensados, as famílias dos judeus mortos e a maioria dos países europeus se viu obrigada a renunciar às indemnizações que lhe correspondiam devido à ocupação alemã. No caso da Grécia, a dívida alemã que ficou por pagar é superior aos 220 mil milhôes de euros correspondentes às duas tranches de ajuda àquele país. Em 1990, na sequência da queda do Muro, a Alemanha passou um calote aos seus credores, quando o chanceler Helmut Kohl decidiu ignorar o tal acordo que remetia para o dia da reunificação alemã os pagamentos devidos pela guerra. É que isso era fácil de prometer enquanto a reunificação parecia música distante, mas difícil de cumprir quando chegasse o dia. Com a queda do Muro, Alemanha expandiu o mercado a leste e aproveitou o mercado da União Europeia. Reequipou-se com o dinheiro das indemnizações de guerra não pagas e das ajudas comunitárias à Alemanha de Leste. A Alemanha é assim mesmo. Um estado imperial que destroi civilizações para renascer mais forte. Mas de que valem as lamentações? Os ódios serôdios? As vinganças adiadas? Num mundo bipolar e dominador, as queixas só servem para aumentar o desprezo dos poderosos. Não lhes dêem essa satisfação. Temos de ser inventivos e arranjar alternativas. Caso contrário estamos apenas a desistir.
Jorge Pinheiro

segunda-feira, 14 de novembro de 2011

O dia-a-dia do pessimismo nacional

O impacto da crise no nosso país é enorme, há muito que as pessoas foram contagiadas por sentimentos de tristeza e depressão.
Senão vejamos:
Basta caminhar na rua para que sejamos logo confrontados com o pessimismo nacional.
De manhâ, quando vamos comprar o jornal, temos a primeira queixa.
"Isto vai muito mal, é só desgraças" - diz o vendedor.

Mais tarde somos confrontados com a dura realidade ao lermos na capa do pasquim as notícias mais importantes. Estas confirmam os piores receios.

Já no autocarro ou no Metro, ficamos mal dispostos por aquilo que lemos. Mas não só. Durante a viagem a crise também é tema de conversa dos restantes passageiros.
"Agora é que vem aí a verdadeira tempestade" - diz um.
" Estamos nisto há séculos e não há maneira de isto andar para a frente"- apregoa o outro.

Saindo da estação, tomamos a nossa primeira refeição. Pedimos um café e um bolo.

O empregado sauda-nos não com um bom dia mas sim com o ....
"Isto vai mal hein??"
Ao que nós respondemos
"Pois"...
Por fim, lá chega o pedido mas como não há almoços grátis temos de pagar....
"É mais uma despesa" - atira o empregado...
Ao nos deslocarmos para o nosso trabalho, ouvimos os culpados pela crise falar do Estado da Nação, da responsabilidade, apontam-se soluções para sair da crise..... E ainda por cima está a chover.
A caminho encontramos um velho amigo, daqueles que já não vemos há muito tempo.
Em vez do tradicional "Estás bom", ou do "Há quanto tempo..."; recebemos um abraço mas...
"Então isto anda mal por estes lados. O melhor é mesmo ir para fora".
Nós nem sequer temos a possibilidade de responder, porque rapidamente o nosso velho e bom amigo desaparece entre a multidão.
Mas é no local de trabalho que a desilusão está instalada. Os colegas comentam as más notícias e olham para o futuro com o maior pessimismo possível. Nem mesmo a empresa se vai salvar da tempestade.
"Isto está muito mal, já não há volta a dar" , é o que se ouve.
"Agora é o principio do fim" - atira outro.
" A bancarrota está próxima" - replica mais outro.
E o pior é que aqueles que acreditam num futuro são olhados de lado e com desconfiança. Alguns são mesmo posto de parte.
As conversas não passam daqui durante o dia todo.
Terminando mais um dia de trabalho é tempo de ir para casa e estar com a familia. Mas nem aqui nos livramos da insatisfação.
Ao jantar somos bombardeados com notícias sobre a crise, o desemprego e tudo o que de pior vai no Mundo.
Assim a melhor parte do dia é aquela em que nos vamos deitar...... mas nem aí deixamos de ter pesadelos com a crise.

domingo, 13 de novembro de 2011

Olhar a Semana - Socrates e a Madeira ainda mandam?

Esta semana assistimos a dois episódios recambolescos que envolveu a votação do Orçamento de Estado 2012.
Para além de salutar a posição responsável do Partido Socialista, é preciso ter em conta e denuciar dois aspectos.
Falo da declaração de voto que alguns deputados socráticos decidiram tornar público. Do lado da maioria também nem tudo foram rosas. Os deputados sociais democratas e democratas cristãos da Madeira também se indignaram contra o documento e declararam o seu voto contra o OE 2012.
Há aqui muita matéria para comentar e especular.
Começamos pelos votos dos apoiantes de Sócrates. Foram 13 os deputados que não queriam cumprir a disciplina de voto. Entre eles está José Lello que enviou por e-mail a sua declaração. Pode ter sido apenas um episódio mas é óbvio que Seguro vai ter que enfrentar aquilo que muitos lideres do PSD tiveram por que lutar. Com um grupo parlamentar "feito" pelo anterior lider, Seguro terá de enfrentar várias sensibilidades políticas. Esta foi a primeira mas mais se seguirão. O espectro de Socrates estará no Parlamento e o actual lider terá vida complicada. Vai ter de lutar contra a maioria mas também contra o próprio grupo parlamentar. No meio disto tudo de referir o comportamento de Assis que não levantou ondas.
Mas a maior surpresa nesta votação veio da bancada da maioria, onde os deputados da Madeira se mostraram contra este OE. Curioso é o facto do lider do CDS-Madeira que supostamente é contra Jardim, também é contra um OE 2012 que penaliza o próprio Jardim. Ainda não consegui perceber como é que um sujeito consegue ser deputado na Assembleia Legislativa Regional e Deputado à Assembleia da Republica. Necessita de ter um clone para estar nos dois lados ao mesmo tempo...
Ora a sua campanha foi toda contra o despesismo de Jardim, mas agora na casa mãe da democracia vem defender mais despesismo....
Como se viu na sexta-feira Alberto João Jardim ainda manda....

sábado, 12 de novembro de 2011

Maus exemplos

Esta foi a capa do Jornal Record no dia de ontem. O que vemos é o capitão da Selecção Nacional, Cristiano Ronaldo a fazer um gesto obsceno pelo facto de um adepto bósnio o ter atingido com um laser.
Aqui temos duas atitudes a lamentar.
Primeiro, a mais grave de todas é o gesto do melhor jogador português da actualidade. CR7 não é só um grande futebolista mas também um exemplo para várias pessoas, principalmente crianças. Ele é igualmente um dos embaixadores de Portugal no resto do Mundo. Apesar de ter sido provocado por um simples laser, CR7 não deveria nunca ter respondido desta forma a uma provocação. De facto, CR7 é brilhante com os pés mas nunca o será com a cabeça.
O segundo facto mais grave é o mau jornalismo praticado pelo jornal Record. Meter uma fotografia destas na capa não ajuda nas vendas e muito menos prestigia o jornal. Pior é que ajuda a que situações destas se repitam, o que não dignifica nada o nosso país.
O próprio Jornal está a incitar e a aceitar o gesto deplorável de um capitão da selecção nacional.
Apenas e só porque outros se comportam mal connosco.....

sexta-feira, 11 de novembro de 2011

11.11.11...........

.....Inicio da tragédia portuguesa www.publico.pt/Economia/orcamento-do-estado-para-2012-aprovado-na-generalidade-1520494

OS MERCADOS ESCOLHEM


Nunca saberemos com precisão se os líderes que escolhemos por voto não estavam já antecipadamente escolhidos pelos grandes poderes económicos e pelas maçonarias de interesses. A verdade é que os lobbies, as grandes empresas e os bancos são decisivos nessa selecção. São interesses obscuros, por vezes divergentes do interesse geral, mas essa pressão faz parte do processo democrático, tal como o conhecemos. Em última análise a existência de vários interesses concorrentes, ou até antagónicos, permite assegurar algum grau de previsibilidade e de democraticidade. Com a recente nomeação de Lucas Papademos como novo primeiro-ministro grego e da previsísel nomeação de Mario Monti para substituir Berlusconi, na Itália, a democracia ficou entre parêntesis. As escolhas são feitas directamente pelos "mercados", essas entidades incógnitas que começam no nervoso dos computadores dos "brokers" das empresas finas de Wall Street e acabam nos fundos de pensões de uns quaisquer parolos do Texas ou da Florida que nem sabem onde fica a Europa. A democracia começa a ser um mero embaraço formal. O que virá a seguir?

quinta-feira, 10 de novembro de 2011

Direito à greve, sim senhor?

Esta semana o país está a ser confrontado com uma série de greves dos transportes, ao mesmo tempo que na Assembleia da Republica é discutido e votado a proposta de Orçamento para 2012.
É raro nestes momentos de greve ouvir a população se indignar contra a falta de respeito que algumas empresas de transporte têm para com os seus cidadãos. Se a isto juntarmos o facto de existir um enorme buraco nas contas das mesmas empresas, então questionamos o porquê de não quererem trabalhar e ganhar alguns trocos.

É verdade que o direito à greve está constitucionalmente consagrada, mas não deixa de ser mentira que é necessário garantir os serviços mínimos indispensáveis para que a percentagem de prejuízo seja menor. Também diz na CRP 76 que "compete aos trabalhadores definir o âmbito de interesses a defender através da greve". Todos sabemos que em Portugal não são os trabalhadores que definem fazer greve mas sim os sindicatos que muitas das vezes nem sequer ouvem os seus parceiros. E há muitos trabalhadores que querem ir trabalhar e nestas ocasiões são impedidos de o fazer.

A greve em Portugal tornou-se uma obsessão e uma espécie de conquista do 25 de Abril. Nos dias de hoje, faz pouco sentido falar em greve, até porque as consequências desta já não são os mesmos de há uns anos para cá. Os governos já não caem, as empresas não deixam de fechar e a população já começa a ficar um bocado farta de ver certos sectores da sociedade sem trabalhar.

E o pior é não poderem ir trabalhar porque há quem não o queira fazer.

quarta-feira, 9 de novembro de 2011

2000

Novidades estão para breve.... Estejam atentos

Ciao Italia ou Ciao Europa?

Juros da dívida italiana a 10 anos ultrapassa os 7%, notícia a edição online do Expresso de hoje.
Sílvio Berlusconi demite-se de Primeiro-Ministro mas pelos vistos tem vontade de se recandidatar.
E a troika faz a sua 4ª aparição num país europeu. Sorte ainda não ter que viajar para outros continentes assim temos de ser nós a pagar o comer, o hotel e outras coisas.
Afinal a culpa não era da Grécia, da Irlanda ou de Portugal. Nem dos preguiçosos países sulistas que só vão à praia, namoriscam e chegam tarde ao trabalho.
Se se confirmar o pedido de resgate italiano então estamos bem tramados e tenho a certeza que a crise grega vai ser esquecida num ápice.
Existe mesmo o "efeito contágio" na Europa e isto só revela que o Velho Continente vai ficar mesmo falido. Sorte da China e dos países emergentes que estão doidos para emprestar dinheiro em troca de contrapartidas. Estou mesmo a ver empresas chinesas, indianas, coreanas, japonesas, brasileiras entrarem no espaço europeu livremente e rapidamente engolirem as europeias que já não têm capacidade de sobrevivência.
A crise chegou a um grande.
Pelos vistos o problema é "global".

terça-feira, 8 de novembro de 2011

This guy was murdered...

Conrad Murray, MJ doctor, was found guilty in the death of the singer

can you believe it?

segunda-feira, 7 de novembro de 2011

Causas & Coisas - Os amigos e os Outros

Durante a nossa vida, passamos por experiências. Umas boas, outras assim assim, outras nem por isso e as más.
Com as pessoas também assim é.
É na escola que fazemos os nossos primeiros amigos. Aqueles com quem brincamos à macaca, aos indios e cowboys, ao jogo do pneu e com quem fazemos as nossas primeiras equipas de futebol. Depois a vida prega-nos uma partida e esses amigos ( os primeiros são sempre os melhores) desaparecem por circunstâncias que nós não controlamos.
Arranjamos outros amigos mas vamos percebendo que a maioria deles não presta e assim escolhemos um ou dois, aqueles em quem mais confiamos.
Com o passar do tempo vem a entrada na Universidade, o primeiro emprego, as primeiras namoradas, as surfadas, noitadas e o resto. Nesse período vamos também arranjando pessoas com quem nos entendemos melhor e aqueles que não queremos de modo algum aturar. Também existem aqueles amigos que o são por auto-convite.
Então o que distingue o amigo verdadeiro dos outros?
A confiança. É nesta base que se constroi qualquer relação, seja ela de amor, amizade, laboral ou competitiva. Os nossos verdadeiros amigos são aqueles que podemos confiar, contar um segredo, beber copos até altas horas da madrugada e dizer mal do clube rival. Apesar de tudo, não são eles que definem a importância mas somos nós que escolhemos quem gostamos. A amizade é um valor enorme para ser desperdiçado em pessoas que não têm escrupulos, honestidade ou sentimentos verdadeiros e apenas sorriem por mero interesse.
O verdadeiro amigo pode não estar disponivel naquele momento mas acompanha-nos ao longo de uma vida de vitórias e derrotas.
Os outros querem ser importantes na hora da vitória mas na derrota gozam connosco.
É muito importante que saibamos nos rodear das pessoas certas e de quem realmente gostamos. Os amigos são essas pessoas.

Atitude Segura e digna

A atitude de António José Seguro em abster-se na votação do OE 2012 é de uma pessoa digna politica e socialmente.
Era mais fácil para o lider do PS votar contra e assim estar ao lado da Esquerda radical, dos sindicatos e de todos aqueles que vão protestar durante o dia da votação.
Mas não, Seguro preferiu a razão em vez do populismo e do histerismo político, e também pensou no facto de estar agarrado ao acordo da troika, embora este OE vá mais longe que as medidas troikianas.
É de salutar a atitude Segura, que foi contra as próprias convicções e opiniões de muitos socráticos que ainda perduram no Parlamento. No entanto, este pode ser um presente envenenado. Se bem se recordam Passos Coelho também começou por votar a favor do OE 2011 e dos sucessivos PEC´s que Socrates foi inventando ao longo do ultimo ano.
É verdade que o Governo não precisa dos votos socialistas mas politicamente é importante ter o PS ao seu lado, nem que seja para se abster. Ter o PS ao lado é evitar uma convulsão social e posteriormente uma crise política, nada recomendável nesta altura do campeonato.
Para além de se abster, o PS vai propor medidas alternativas como a manutenção de um subsídio aos funcionários publicos. O mais correcto seria o aumento dos salários e o fim destes dois subsidios....
Mas para primeiro grande momento politico, Seguro mantêm o PS na linha do Governo.

10.3 - 1580: Perda da Independência?

A História um pouco como a conhecemos hoje surgiu no século XIX depois dos lamentos nacionalistas do romantismo. Uma nova História que se queria científica mas que não deixou de se inteirar do paradigma Estado-Nação e que concentrou os seus esforços em entender quem governa e os factos que o rodeiam. Isto é o que faz Oliveira Martins, o primeiro cientista social português, em A História de Portugal (1879). Em Comunidades Imaginadas, livro publicado na década de 1980, Benedict Anderson argumenta que os historiadores do século XIX foram sem sombra de dúvida os grandes inventores dos conceitos de nação e nacionalismo. A resposta à pergunta que serve de título a este post poderia ser ilustrativa dessa forma de ver a História, aquela que é reproduzida por todos nós nas salas de aula. E 1580 é uma dessas datas que pertence ao mito da nacionalidade e à construção do Estado em Portugal. O que é interessante se pensarmos que o conceito ao qual damos o nome de Estado-Nação só surgiria quase um século depois com a Paz de Vestefália e o acerto das soberanias.

Todos conhecemos a história de Alcácer-Quibir e o que representou o fim do reinado de D. Sebastião como mitologia do declínio do império. Mitologia que em si transporta o verdadeiro trauma nacional, porque a nação, mais tarde reorganizada pelo Estado, se viu destituída da independência soberana e da autonomia administrativa e jurídica sobre o território mas principalmente sobre o império. Relembremos que é entre 1580 e 1640 que os holandeses iniciam os seus ataques no Recife e corsários atacam os nossos portos e navios; tudo acontecendo no momento em que parece termos perdido o leme da nossa governabilidade. No entanto, o declínio do império português é um mito alimentado pela tal historiografia que se concentra na sobrevivência darwinista dos povos. A ter existido declínio esse teria de ser ditado não por um simples facto de soberania mas por uma corrente de factos que em simultâneo terão produzido a série de escolhas e consequências que ditaram o final da segunda dinastia.

A vida dos homens é tudo menos feita de coincidências, mas no entanto muitos viram na morte de Camões e D. Sebastião, o traço de um declínio bem localizado no tempo, uma linha que traçada no chão expressa o início da nova história como cultura; da cultura que descobriu a Índia logo passámos para a cultura do desejo saudoso; da Boa Esperança à Tormenta, porque quando voltados da Índia ficámos todos sem trabalho. No entanto, a história do século XVI em Portugal não é uma história nacional mas sim europeia; por esta altura, Portugal não tinha compreendido as grandes mudanças operadas pela Reforma, aquilo que Max Weber chamará de ética protestante. A Espanha de Felipe II já não é apenas um império marítimo mas também continental com o controlo dos territórios deixados por Carlos V na Europa; o Tratado de Tordesilhas e o mare clausum são já teses antigas e tanto a Inglaterra como a Holanda e a França tinham entrado no mercado colonial. Parece que ao longo do século XVI e a par dos grandes avanços comerciais e marítimos, Portugal esqueceu-se que depois das teses do Infante D. Henrique sobre o controlo das especiarias por apenas um intermediário não bastavam, caso outras potências quisessem entrar no jogo.

Outro factor que tornou a vida difícil a Portugal em pleno século XVI foi o crescimento das teses capitalistas que enfrentavam o espírito da Europa católica. Expulsos os judeus e abraçada a Inquisição, Portugal tornou-se país onde proliferavam as citações de Aristóteles e onde padres jesuítas detinham o monopólio do conhecimento científico; surgiram António Vieira e Bartolomeu de Gusmão, mas da sua grandeza não se criou colectivo e as Universidades foram-se deteriorando, de tal forma que muita gente trazida da Europa renascentista não conseguiu vingar as suas teorias e outros tantos foram executados.

Em 1580 Portugal não perde totalmente a independência e grande autonomia é-lhe dada em face da coroa espanhola. O controlo das colónias continua a nosso cargo mas parece que este é cada vez mais dificultado não por questões administrativas mas por falta de recursos, cada vez mais difíceis de mobilizar por causa de créditos internacionais, os mesmos que culpabilizávamos pelo pecado do protestantismo e pela ruína do nosso império. Nesse contexto, a união com a coroa espanhola teve todo o sentido, não apenas porque Filipe II também era um dos legítimos herdeiros mas porque a Espanha nesta altura travava batalhas na Europa central contra as nações protestantes, as mesmas que ao abraçar o comércio aliado à manufatura lhe emprestavam dinheiro para o esforço de guerra e para os luxos da corte e da nobreza.

É também nesta altura que a burguesia portuguesa, a mesma que tinha feito o grande esforço de 1383-85 em nada se dedica à criação de indústrias de manufatura, o que mais tarde quando atingimos a tão desejada independência de 1640 representará não mais do que uma gestão de dependências face a uma Inglaterra que lentamente se prepara para a reforma da agricultura e daí para a revolução industrial. Esforço de industrialização que não levámos a cabo, o que atesta o suicídio do terceiro conde da Ericeira ou o alívio que representou o ouro do Brasil para o deficit público e para o equilíbrio da balança comercial.

Não quis dar ao leitor a sensação de que não aprecio o século XIX ou que menosprezo por inteiro as obras de gente tão ilustre; seria um crime. Diz-se que os povos são responsáveis por si mesmos e esta é também uma outra dessas ideias do século XIX; mas uma ideia que me parece válida. Tal como os indivíduos, as comunidades nascem, crescem e desaparecem em determinados períodos e contextos. Pois tal como os indivíduos, as Nações parecem apreciar reviver o que lhes traz temor, dor e angústia; porque tal como o escravo encontra conforto na sua situação, nascendo livre mas morrendo aprisionado por outro homem, também nos pode parecer que nações inteiras encontram a catarse na repetição do mesmo sofrimento saudoso.

sábado, 5 de novembro de 2011

Olhar a Semana - Estou farto da Grécia

Sem dúvida que as atenções da Europa e do Mundo estão naquilo que se vai passar na Grécia. Já esta semana falámos aqui do dito referendo. Afinal não vai haver nenhuma consulta popular, mas o Presidente Papandreou conseguiu passar na moção de confiança. As ultimas notícias dão conta da demissão do actual lider grego e o nome do Ministro das Finanças está na calhar para substitui-lo. Será ele a cara da bancarrota grega? Enquanto isto, o lider da oposição quer eleições antecipadas. Mas isso resolverá alguma coisa? Se não há guita, o melhor é começar do zero. Há meses que andamos a ouvir noticias vindas daquele país, escreve-se muito sobre o que se vai passar na terra dos Deuses e fazem.se apostas se e quando é que a nova Grécia vai entrar em bancarrota. Até deu para Sarkozy e Merkel se zangarem. Não percebo a importância que se dá à Grécia, sabendo de antemão que o que se passa naquele país irá ter reflexos no resto da Europa. Mas porque razão é que não se valoriza o sucesso da Irlanda e o bom caminho que Portugal está a tomar nestes primeiros meses. É natural que se a Grécia sair do Euro não será bom, mas se eles não têm condições para cumprir com os requisitos porque se há de insistir? Já estou como Sarkozy e quase a pedir que os gregos resolvam os problemas e depois entrem na União Económica. Não se prepararam com antecedência os países de Leste para a entrada no Euro? Que eu saiba não entraram de cabeça num mar perigoso e cheio de ondas gigantes impossíveis de surfar. É tempo de George Papandreou tomar uma decisão, para bem do seu país mas também da Europa. Esta deve ter sido a semana em que o Primeiro-Ministro grego mais desvios e contradições teve. Ele próprio não sabe por onde conduzir o barco, ainda não entenderam?

sexta-feira, 4 de novembro de 2011

O novo mapa Europeu

Causas & Coisas - Condutores nacionais

Existe no nosso país vários tipos de condutores. Como todos sabemos, a estrada e a vida que nós por lá fazemos é merecedora de enorme destaque.
Sinceramente nunca percebi a importância que se dá aos acidentes, filas de trânsito e situações ocorridas na via rápida, como por exemplo a queda do famoso Guedes. São horas e horas de noticias vindas directamente das estradas portuguesas.

Se somos peritos em ficar horas a fio numa fila de trânsito mas também a fazer corridas nas Auto Estradas, deveríamos ter um código e analisar os vários tipos de condutores que por cá jaz no nosso betão.

Assim o primeiro é o Condutor Esquecido - este ser humano está completamente nas tintas para os outros. Lê o jornal, arranja as unhas, ouve musica aos altos berros. Por causa dele o trânsito não flui.

Condutor cusco - É o pior de todos. Aquele que pára na AE para ver a desgraça dos outros, isto é, aquele que tem a curiosidade de ver um outro ser humano todo partido e um carro completamente espatifado. Por causa da sua alcoviteiriçe o resto da malta fica cá para trás.

Condutor Schumacher - Atenção com ele. Vai nas AE a 200 km/h nas AE e 100 dentro das localidades. A polícia apesar de tentar nunca o apanha.

Condutor Buzinão - O seu principal hobi é buzinar. Aliás é por isso que tem um carro, unicamente para buzinar. Não quer saber da marca do carro, das jantes, da cilindrada. O que importa é ter uma buzina à maneira. Buzina dentro e fora da cidade, faça chuva ou sol, de dia ou de noite.......

Condutor Stressado - De certeza que 90% dos portugueses se reveêm neste tipo de condutor. Ele não gosta das filas de trânsito, daqueles que demoram horas a passar na passadeira, acha que a Estrada é só para si, buzina aos tipos que estão nas escolas de condução e berra com os seus adversários. No fim vai para casa bater na familia porque a estrada lhe meteu "nervos". E a desculpa que arranja é " as pessoas não sabem conduzir". Como ele fosse o unico mestre do volante à face da terra.

quinta-feira, 3 de novembro de 2011

Grécia, o primeiro a sair

Parece uma certeza a saída da Grécia do Moeda Unica. A ser assim, estamos perante o falhanço daquilo que foi o sonho de construir uma união monetária dentro da União Europeia. O objectivo foi o de competir em primeiro lugar com o dólar e mais tarde com a poderosa moeda chinesa.
Era evidente que o projecto ia falhar no momento em que alguns países com economias mais fortes começaram a impor as suas ideias e politicas. Se por um lado há a responsabilidade de quem não cumpriu com a sua população, por outro a política económica europeia foi mal conduzida.

Se a Grécia sair do Euro terá de ser tudo construído de novo. Mas isto não é um problema só de economia. Mas também tem a ver com a falta de união politica. Se as Instituições Europeias existem é para funcionarem bem e não para aplicarem as regras de vez em quando. Também não pode acontecer que sejam os paises mais poderosos a decidir.

O futuro dos gregos está hipotecado mas o da Europa está negro....

quarta-feira, 2 de novembro de 2011

11ª em dia de luto

Kelly Slater sagra-se campeão Mundial pela 11ª vez no dia em que faz um ano que Andy Irons desapareceu.

Factos da Década (20) : Explosão dos blogues

A década que passou foi sem dúvida marcada pela explosão dos blogues. Redes sociais onde cada um pode dar a sua opinião livre e independente. No total existem 12 milhões de blogues espalhados pelo mundo. É pouco quando comparado com os 140 milhões de tweets, mas já vai à frente do tradicional jornal, seja ele de papel ou edição online.

Os blogues começaram a aparecer e rapidamente ganharam enorme importância. Tanto a nível social como político, mas mais no ultimo. Em Portugal, nasceram inumeros blogues criados por pessoas anónimas mas nem só.

A partir de então, o debate político transferiu-se para a blogosfera e hoje é aqui que as "ideologias" germinam. No entanto, falta que a blogosfera produza soluções capaz de serem aceites e discutidas dentro dos parlamentos nacionais. Esse é o próximo passo dos blogues e daqueles que diariamente debitam a sua opinião numa folha de papel virtual.

A criação de grupos revela uma enorme vontade dos cidadãos participarem na vida política. Os anónimos passaram a importantes e estes tiveram que aceitar os outros.

Tudo por causa de um post.

terça-feira, 1 de novembro de 2011

NEM TODOS OS SANTOS


O Acordo da semana passada para salvar (?) a Grécia vai ser submetido a referendo. Ninguém sabia. A iniciativa apanhou de surpresa todos os parceiros europeus. A eventual vitória do “não” no referendo pode fazer o país entrar em incumprimento financeiro e lançá-lo definitivamente na bancarrota. A saída da Grécia da Zona Euro parece ter um fim anunciado.
À medida que o tempo passa multiplicam-se as manifestações de desagrado pela iniciativa de Georgos Papandreou, que oscilam entre a crítica e a quase pressão para que o chefe do governo grego arrepie o caminho. Os "mercados" entraram em paranóia com a notícia. Se houver recuo do governo, teme-se a revolta popular. As tensões acumulam-se. As chefias militares gregas foram todas substituídas há poucas horas. Há hipótese de um golpe de Estado.
O governo de Madrid classificou a decisão como uma “má notícia” para Espanha e para a Europa. Também numa situação vulnerável, o governo italiano considera que a iniciativa grega aumenta a incerteza que reina nos mercados.
Em Roma e em Paris foram convocadas reuniões de emergência. Na Holanda os partidos que apoiam o governo ameaçam não ratificar o acordo alcançado pela Zona Euro na semana passada e que, entre outras coisas, incluía o novo pacote de empréstimos à Grécia. Merkel e Sarkozy falaram ao telefone e anunciaram que os acordos estabelecidos devem ser cumpridos.
Entretanto, Papandreou foi praticamente intimado a deslocar-se amanhã a Cannes, onde o assunto será discutido à margem da cimeira do G20, que tem início naquela localidade francesa a partir de quinta-feira.
As próximas horas parecem ser decisivas para selar o futuro da Grécia e provavelmente também da Zona Euro.

1 de Novembro - Dia de Todos os Santos

«A Cristo, nós O adoramos, porque Ele é o Filho de Deus;

quanto aos mártires, nós os amamos como a discípulos e imitadores do Senhor;

e isso é justo, por causa da sua devoção incomparável para com o seu Rei e Mestre.

Assim nós possamos também ser seus companheiros e condiscípulos!».

Martyrum sancti Polycarpi 17, 3: SC 10bis, 232 (FUNK 1, 336)

Sinal Mais

A actuação do governo social-democrata/democrata-cristão/troika tem sido muito positivo nestes primeiros meses. Agarrados a um programa troikiano exigente e duro, o executivo liderado por Passos Coelho tem cumprido com o prometido, mesmo que isso signifique o corte e o benefício de muitos direitos que os cidadãos têm direito. Apesar das medidas impostas, ninguém pode acusar o Primeiro-Ministro de não cumprir. Já na campanha eleitoral o então candidato a PM chamava a atenção para a necessidade de se mudar de vida. Chegado ao governo, começou a cortar em parte do subsidio de natal. Mais tarde e após a elaboração do OE 2012, Passos acabou definitivamente com dois subsídios que também são objecto de discussão na nossa vida política. Concordamos ou não com as medidas o estilo do actual PM é bem diferente dos seus antecessores, e não estou a referir-me só a Socrates. Também incluo Durão, Guterres e um pouco Cavaco. Convenhamos que Passos Coelho se assemelha mais ao estilo de Cavaco Silva, mas com menos dinheiro. É de louvar o facto de ter dado a cara na apresentação do OE para 2012. Outros refugiavam-se nos Ministros das Finanças. É de saudar o facto de Passos Coelho e Vitor Gaspar não prometerem que este é o ultimo pacote de austeridade. O melhor é preparar a população para mais buracos inesperados.... Quanto ao discurso é bastante positivo o facto de Passos Coelho não recorrer ao insulto nem à demagogia, mas isso parece ter acabado na nossa vida parlamentar. Perante tudo isto, a actuação do governo quanto à forma está a correr muito bem. Merece um sinal mais desta casa.
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