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segunda-feira, 30 de abril de 2012

14.1 - A chegada de Napoleão a Portugal

Napoleão chegou ao poder como 1º consul em 1799, vindo a ser coroado imperador da França em 1804. 
A primeira invasão francesa acontece em 1807 com o objectivo de chegar  a Lisboa e controlar o reino. Acontece que com a chegada do inverno, muitos foram aqueles que faleceram no inicio da conquista. A 30 de Novembro de 1807, Junot tenta raptar a família real portuguesa, contudo a tentativa foi em vão porque o Príncipe Regente já tinha embarcado um dia antes para o Brasil. 
O lider francês entrou em Lisboa a 2 de Dezembro de 1807, ainda com resquícios de um inverno rigoroso e mal tratado, tendo apenas 10 mil dos 28 mil soldados com que iniciara a conquista. 
Por Valença, entrou Francisco Taranco Y Llano tendo alcançado a tomada da cidade do Porto com 6 mil homens. O General Juan Carrafa já estava na cidade com os seus 4 mil homens. Entraram por Tomar e Coimbra.
Foi o denominado período "El-Rei Junot".
No entanto, não satisfeito com a conquista, principalmente do Norte, Napoleão manda mais tropas para o norte de Espanha. Perante esta situação, o rei Fernando VII é forçado a abdicar de Baiona e a reconhecer José Bonaparte como Rei de Espanha.

Os Sindicatos desunidos serão vencidos

O próximo 1 de Maio vai ser especial. Não será o ultimo dia do trabalhador em que será feriado (até porque este é Mundial..), mas porque as duas centrais sindicais estão de costas voltadas. Nunca como agora, o poder sindical esteve em diferentes lados.
A este divórcio se deve a actuação do governo, isto porque a UGT assinou o acordo tripartido, coisa que a CGTP não fez, como é seu costume. Isto é importante numa altura em que o país vive uma crise profunda, porque se as duas estivessem unidas, os problemas poderiam ser maiores e assim já não assistiremos a uma concentração de manifestações.
O sinal dado pela UGT também é importante, porque não cria instabilidade na rua e o Governo sempre pode argumentar a sua razão com o apoio da central liderado pelo socialista João Proença.
Mesmo com Arménio Carlos, a CGTP não muda a sua posição. Quer na mesa das negociações, quer na rua.
Com esta situação, não iremos de certeza assistir a mais uma greve geral no mandato de Passos Coelho.

domingo, 29 de abril de 2012

How to manage a football club

O FCP acaba de festejar mais um titulo nacional. O segundo consecutivo e o 26º do seu historial. Para Pinto da Costa, que acaba de celebrar 30 anos à frente do clube, é apenas mais um. No entanto, este tem sabor especial, à semelhança do que aconteceu no ano passado. O da época transacta teve foi bastante molhado e em pleno Estádio da Luz. Em relação a este ano, houve dois aspectos que tornam este campeonato tão especial : o facto de Vitor Pereira não ser nem nunca irá ser amado pelos portistas e a circunstância do clube azul ter ultrapassado o Benfica, quando todos já davam como certa a vitória dos encarnados. O FCP tinha 5 pontos de vantagem e vai acabar com mais seis (pelo menos...).
A dada altura da época, VP parecia ter o lugar em risco, no entanto a confiança dada por Pinto da Costa revelou-se fundamental na motivação dos jogadores para um final de temporada fantástico. A isto se chama gerir bem um clube, empresa ou seja lá o que for. O termo certo é liderança. Num momento em que todos queriam a cabeça do treinador, o Presidente deu sinal de que quem mandava era ele.
A grande diferença residiu essencialmente na cor da camisola : quando a equipa do Benfica sentiu a aproximação do Dragão, tremeu e foi-se abaixo.
É por isto que o FCP ganha em qualquer campo.
Ao contrário de certas equipas e treinadores, noutros lados dá-se tudo pela camisola do clube até ao fim

O Direito à Indignação e a sua forma de Expressão

Um dos mais fundamentais direitos em Democracia é sentirmos indignação e repulsa pelos actos e politicas daqueles que nos governam. Há alturas em que temos direito de considerar que esses actos superam a simples manifestação de opiniões de governação diferentes.

Um desses casos, ou seja uma das situações em que esse direito claramente existe, é quando se considera que o próprio fundamento de um estado democrático está a ser colocado em causa. Por outras palavras acredito que quando em democracia se pensa que o governo ou qualquer outra instituição está a, através de abusos de poder ou qualquer outra forma, subverter o estado de direito, temos todos enquanto cidadãos direito à indignação e considero que temos mesmo o dever de a manifestar.

Penso que essa manifestação deve ser feita sempre de forma pacifica (recuso em absoluto a violência) e no respeito total da liberdade dos restantes elementos da sociedade que podem discordar da minha percepção. Devemos portanto antes de utilizar uma qualquer forma de expressão dessa indignação medir bem se os nossos actos terão consequências nefastas e se o tiverem estar dispostos a assumir as devidas consequências e reparações.

Vem esta introdução a propósito da recusa da Associação 25 de Abril e de algumas outras individualidades em participar nas comemorações oficiais e num post do nosso estimado Francisco Castelo Branco neste blog. Assim e neste framework vejamos o que eu entendo sobre este assunto.

Primeiro, existe hoje direito a essa indignação? existe algum indicio de subversão do estado democrático? Algum abuso de poder? Algo que possa ser visto como uma terminação do estado de direito democrático? Penso sinceramente que ainda não embora existam alguns aspectos inquietantes como por exemplo esta reacção da PSP que deveria ser melhor explicada. Algumas das decisões económicas do governo também podem estar nesta categoria embora nesse caso se deva confessar que pelo menos por enquanto há que lhes dar o beneficio da dúvida e quanto mais não seja aceitar o facto de terem o acordo de uma larguíssima parte da população. Portanto factualmente existe razão para esta indignação? Em minha opinião não. Não existe qualquer razão para a tomada de posição da associação e das restantes individualidades.

Agora passemos ao segundo ponto, a manifestação desse desacordo foi correcta? Penso que sim. É uma manifestação pacifica de ausência num evento que supõe celebrar precisamente aquilo que está a ser atacado. Portanto em meu entender é correcta a escolha da forma. Há quem defenda que não porque existe o dever de representação. Pessoalmente entendo que o dever de consciência está acima do dever de representação e se essas pessoas acreditam que está em causa a democracia e o estado de direito democrático que foi a grande conquista de Abril estão no seu absoluto direito e mesmo no dever de se manifestarem como o fizeram.

Não concordo que o tenham feito pelo que expus mas há que entender que em Democracia cada um pode pensar livremente e dentro dessa liberdade a acção que tomaram, não participar, é um direito que lhes assiste e que está dentro do tipo de coisas que podem e devem fazer se é essa a sua opinião, não a partilho como já vos disse mas reconheço-lhes esse direito.

Por fim relativamente ao post do Francisco não estou bem a ver qual a relação entre a Fundação Mário Soares e os seus lugares de estacionamento e uma posição politica perfeitamente legitima. Concorde-se ou não, não considero justa nem produtiva esta forma de discussão politica. Bem sei que não começou aqui esta forma de ver as coisas, começou pelo próprio Primeiro Ministro que acusou essas pessoas de quererem ter protagonismo.

Politicamente errada essa posição. Passos Coelho e todos os que não concordam deveriam era ter atacado politicamente na base da questão: O facto de não existir qualquer razão justifique politicamente a opinião de que está em causa o estado de direito democrático. Isso é que deveria ter sido dito e atacado, porque o resto a consequência dessa opinião, a ausência, essa é uma expressão legitima e nunca deveria ter sido feito um processo de intenção à mesma. Perde-se toda a razão que se tenha quase que se dá a razão que à partida não existia se me entendem.

Juntar outros assuntos à questão como lugares de estacionamento ou lugares no conselho de estado já agora, não tem sequer assunto. Desculpem o longo contraditório mas considero que deveria exprimir em detalhe a minha percepção sobre este assunto.

sábado, 28 de abril de 2012

Olhar a Semana - Parques Mário Soares

Como tema principal da semana, ainda e sempre a polémica da ausência da Associação 25 de Abril das comemorações oficiais num ano particularmente difícil para os portugueses. Sobre isso já falámos aqui, por isso não vale a pena estar a repetir.
Em cima na fotografia, está a placa que privilegia os trabalhadores da Fundação Mário Soares, a terem direito a parque de estacionamento. Contudo, o seu Presidente não costuma estacionar por lá o seu carro. Tanto a fundação, como o estacionamento são pagos pelo bolso dos contribuintes, que ajudam a manter a fundação para que o ex-Presidente da República tenha algo com que se entreter. 
Enquanto que o zé povinho vai gastando dinheiro com excentricidades, o ex-Presidente vai tendo atitudes de menino arrogante e mimado. Concordo com Ricardo Costa, quando diz que este foi um dos erros políticos mais graves de Soares. Até porque o ex-líder socialista foi também responsável pela actual situação. 
Soares tem sempre algo na manga, para ser notícia. Mais do que desrespeito pelo actual PR, Parlamento e Governo; Mário Soares teve uma falta de consideração para com o actual líder socialista. No fundo, deixou António José Seguro "sozinho" nas comemorações ao pé de um PR, de um Governo e de uma maioria de Direita. Mais inteligente teria sido Soares criticar a actual situação económica e financeira, dentro do Parlamento.
Infelizmente ainda teremos de tolerar mais atitudes destas, bem como continuaremos a pagar parques de estacionamento e fundações.....
O antigo PR nem sequer respeitou aqueles que obrigatoriamente pagam futilidades. E não fazia bem o Sr.ex Presidente em dar o exemplo e dispensar, pelo menos um dos lugares?

O meu Bairro II


sexta-feira, 27 de abril de 2012

São imagens...

Há imagens que valem mais do que mil palavras. Retirada daqui.

Casos de Justiça célere

Se há casos de justiça celére, os dois casos apresentados são prova disso mesmo.
Na Islândia e no Paquistão, os PM´s estão a contas com a justiça. Um por causa da crise que assolou o país do gelo e o outro por simplesmente ter deixado reabrir um caso de corrupção em que estava envolvido o Presidente daquele pais.
O caso de Geeir H.Haarde é conhecido de todos. A falta de fiscalização originou o colapso do sistema bancário islandês e a chegada da crise financeira. Acho que Gordon Brown fosse islandês também não escapava...
O PM paquistanês não deixou que um caso envolvendo o Presidente fosse reaberto. Por isto também foi punido.
Em certos países, como em Portugal, ainda há certos sectores que são impunes à justiça. E quando a dita os atinge, os processos demoram anos. Não me parece que, quer a Islândia quer o Paquistão, sejam países mais desenvolvidos social e economicamente que Portugal. No entanto, nestes países não há justiça para ricos nem para pobres.
Servem os presentes exemplos para demonstrar que é possível levar à justiça, pessoas que têm uma certa impunidade, como é o caso dos políticos. O caso FREEPORT foi um daqueles exemplos em que todos nós continuamos a achar que "faltou" qualquer coisinha....
Se fosse na Islândia ou no Paquistão....

quinta-feira, 26 de abril de 2012

A nova esquerda de Abril

Depois da tomada de posição dos militares de Abril, de Alegre e do próprio Mário Soares, o 25 de Abril deste ano fica marcado pelo nascimento de uma nova esquerda. Podemos chamar a nova esquerda de Abril, composta pelos militares que fizerem a revolução, por algum sector do PS, por Manuel Alegre e quem sabe por Mário Soares.
Isto não passa de uma especulação, mas atendendo ao que se tem passado nos últimos tempos é bem possível que nasça um movimento ainda mais à esquerda do BE. Ou que este novo ideal substitua o velho e caduco PCP. Se tivermos em linha de conta que os militares e Manuel Alegre estão desejosos de fazer política por si próprios não é descabido pensarmos numa alteração do mapa político, quem sabe liderado por um Mário Soares cada vez menos identificado com o PS moderno. Convêm não esquecer que há sectores dentro do Partido Socialista que se revêem mais na esquerda antiga do que na protagonizada por lideranças de Sócrates e agora Seguro. Sim, porque o PS de hoje terá de ser coadunar com aquilo que for a vontade política europeia.
 Algo me diz, que esta birra da Associação 25 de Abril não foi por acaso e que teve um propósito. Senão vejamos : estamos em época de crise europeia e nacional, a esquerda sofre de problemas a nível interno e há muitas pessoas descontentes que são sensíveis ao discurso anti-politica e anti-governo.
Não vamos ter uma revolução do povo, como muitos militares querem, mas podemos ter algo muito perto disso....


quarta-feira, 25 de abril de 2012

A Grande Viagem dos Salmões - A caminhada XXIX

(...)

Aproximava-se mais uma época de caçada. Uki e Uka desta vez divertiam-se nas margens do rio a brincar um com o outro. Embora a tarefa de recolher o alimento para depois dar às crias fosse da tarefa dos pais, os dois ursos queriam começar a entrar na idade adulta, mesmo antes de lá chegarem. 
No entanto, para conseguir apanhar o maior número de salmões possível, era necessário ter uma boa posição, pelo que não era aconselhável as crias procederem a aventuras que poderiam causar danos físicos graves ou mesmo cair no rio e serem levados pela corrente, até porque Uki e Uka não tinham experiência a nível de natação.
Assim que os dois pequenos repararam na sua familia, desataram logo a fugir, evitando assim qualquer reprimenda no regresso a casa. Esse castigo poderia muito bem ser, ficar sem jantar durante alguns dias. 

Entretanto, havia uma força de bloqueio que não queria continuar a viagem. Salmonisco bem tentou persuadi-los a continuar, mas infelizmente não havia hipótese de os convencer. No entanto, a descida também não se afigurava nada fácil. 

(continua dia 2..)

faltam 300

Já não havia duvidas que Romney ia ganhar, mesmo antes da desistência de Rick Santorum. No entanto, Mitt Romney ontem conseguiu um feito inédito - vencer os cinco estados em disputa durante a noite eleitoral : Delaware, Pensilvânia, Nova Iorque, Rhode Island e Connecticut. Não houve sequer margem para Ron Paul ou Newt Gingrich discutirem o primeiro lugar num destes Estados em equação.
É sem dúvida, um resultado estrondoso e que o legitima para defrontar Obama, pese embora ainda faltem 300 delegados para o ex-governador do Massachussets ser declarado oficialmente candidato.No entanto, Paul ,Gingrich e o próprio Santorum já deveriam ter declarado o seu apoio a Romney, para que o candidato republicano possa começar mais cedo a batalha contra Obama, sendo que no campo dos discursos isso já vem a acontecer há muito...

terça-feira, 24 de abril de 2012

A esquerda inteligente

Miguel Portas morreu hoje aos 53 anos, vítima de um cancro no pulmão. Nunca pugnei pelos seus valores, ideiais ou ideologia política. No entanto, considero que a política de Miguel era inteligente, pensada e educada.  Fez uma oposição séria e sempre com respeito pelo adversário. A esquerda mais radical fica mais pobre no que toca a desenvolvimento das políticas.

O mau gosto leva à cadeia

É impressionante até onde o mau gosto leva uma pessoa. Neste caso, o gosto por João Pedro Pais, Delfins e Alanis Morissette levou a que um jovem fosse condenado por piratear musicas destes três artistas. Parece MENTIRA mas é verdade, e a sorte do jovem foi não ter que ver PASSAR UM NAVIO dentro de uma cela, porque a sua acção apenas lhe deu para ter que pagar uma multa. 
O TIC condenou o jovem mas absolveu duas outras pessoas neste caso. No entanto, foram precisos seis anos para que a acção intentada pela Associação Fonográfica Portuguesa contra 40 casos de pirataria. 
Não é a lei da pirataria que resolverá este tipo de crime, contudo a justiça já encontrou uma forma de aplicar uma sentença nestes casos : o gosto musical de quem comete este delito.

Os capitães do saudoso Abril

Que pena a Associação 25 de Abril não comparecer nas comemorações oficiais da data histórica.  38 anos volvidos, os capitães de Abril estão indignados com o sistema político e o rumo que o país tomou. Segundo eles, estão em protesto porque a linha política já não reflecte o regime democrático pelo qual eles lutaram.
Se atendermos ás ausências bem como às declarações, temo bem que a partir de dia 25 entrará em marcha um novo período pré-revolução, até porque pelas recentes declarações de um capitão de Abril, é preciso o povo voltar a se unir, mas desta vez para derrubar a democracia.
Eles não vão à cerimónia mas não desarmam. Assim sendo, esperam-se novas movimentações daqueles que se sentem descontentes pelo trabalho actual dos políticos. De certa forma, consideram-se rejeitados pelo poder político que nunca lhes deu importância a nível do Estado. Foram sempre figuras históricas ligadas ao passado, nunca se conseguindo impor no espectro político, porque foram e sempre serão militares. Nunca homens do saber. 
Esta atitude é também uma forma de não ficarem no esquecimento dos portugueses. O povo agradece mas a vida continua....
Nem com esta posição, conseguiram o apoio do partido mais próximo em termos ideológicos. 
Estes homens terão sempre o seu lugar na história, mas não mais do que isso.

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Guiné-Bissau - Paz constantemente adiada



A Guiné-Bissau tem sido uma excepção á Paz reinante no universo dos países da CPLP. O clima de constante interferência dos militares na ordem estabelecida de forma democrática, foi catalisada, na última década, pela "coca" que passou a incluir este país africano na sua rota.

Uma estrutura militar que compreende 5.000 a 8.000 efectivos e consome 10% do parco PIB, teima em impor uma (des)ordem antidemocrática e anticonstitucional. Para esta estrutura a intervenção estrangeira constitui uma ameaça ao seu poder instalado.

A Guiné-Bissau está cansado de golpes, contra-golpes e todo o tipo de manobras de alteração do percurso democrático do país. Os imigrantes em Cabo Verde manifestaram-se nas ruas contra este último ataque à democracia. Em Lisboa, centenas de manifestantes concentraram-se em frente à sede da Comunidade dos Países de Língua Portuguesa (CPLP) para entregar uma petição pela paz na Guiné-Bissau.

A União Africana suspendeu a Guiné-Bissau na sequência do golpe militar em que foram detidos o primeiro-ministro e o Presidente interino, também a Organização Internacional da Francofonia (OIF) suspendeu o país e condenou a acção dos militares. A CPLP defende a criação de “uma força de interposição (...), com mandato definido pelo Conselho de Segurança das Nações Unidas”.

O Conselho de Segurança (CS) da ONU admite o envio de uma força multinacional, bem como a adopção de sanções contra o país, bem como contra os responsáveis e apoiantes do golpe militar.

A condenação internacional é ignorada pelos militares e a intervenção estrangeira repudiada. O Presidente anunciado como responsável pelo pretendido período de transição, Manuel Serifo Nhamadjo, não aceitou a indigitação por não concordar com todo o processo.

Conforme sublinhado pela declaração do CS da ONU, é urgente devolver a ordem democrática e constitucional à Guiné-Bissau e assegurar, através da consolidação do Estado de Direito e implementação de reformas no sector da segurança, promoção do desenvolvimento e de uma cultura democrática, que não persistam condições para o eclodir de novos "golpes".

A Grande Viagem dos salmões - De novo dificuldades XXVIII

(...)

Salmolipe e o grupo onde estava Salmodiana, também já tinham subido bastante o rio. No entanto, a presença do salmonix causou indignação junto dos salmões reais. Gerou-se um conflito em plena profundidade que dificilmente iria acabar bem para o Salmolipe.

Os Saljojz conseguiam manter a presa em cativeiro, sem que o Salmonix conseguisse sequer aproximar-se dela. Não havia maneira de o fazer, pelo que a viagem de Salmolipe foi em vão. Estando em desvantagem numérica, os Saljojz atiraram-se para cima de Salmolipe, deixando este novamente em grandes dificuldades. Havia a nítida sensação que o fim do salmão estava próximo. 
Foi deixado ao abandono, enquanto que os Saljojz prosseguiram a sua caminhada levando Salmodiana com eles. Ela servia como moeda de troca num futuro confronto com Salmonisco, mas Salmolipe havia borrado a pintura com a sua insistência. No entanto, e apesar de estar ferido, o Salmonix não iria baixar os braços e desistir de ser ele a ficar com o reconhecimento de ter salvo a fêmea.  Não queria de maneira alguma que fosse Salmonisco a recolher os louros e a paixão dela. Neste campo havia uma certa rivalidade entre os dois salmões mais conhecidos daquela tribo.

Entretanto, Salmonisco e os outros aprendiam com os peixes-palhaços algumas técnicas para escapar aos ursos.

(continua dia 25...)

le socialisme est de retour

A vitória de François Hollande na primeira volta das eleições francesas não é uma novidade, tendo em conta o desânimo e depressão que a França de Sarkozy já revelava. Hollande e Sarkozy vão agora para uma segunda volta a realizar no dia 6 de Maio. No entanto, e apesar de Sarkozy querer mais debates para tentar conquistar o público, os franceses já parecem ter escolhido o seu novo Presidente. Não é apenas um Presidente para a França, mas também uma voz contra o imperialismo de  Merkel. 
Hollande tem 54 contra 46 nas sondagens para a segunda volta das presidenciais. Se para a França pode ser um novo rumo, para a Europa podemos estar perante um retrocesso. O novo tratado Orçamental europeu está em risco bem como o federalismo europeu que a pouco e pouco vai "asfixiando" os países europeus em dificuldades.
É o regresso do Socialismo em França.

domingo, 22 de abril de 2012

Populismo e nacionalismo na América Latina




O populismo e nacionalismo, na América Latina, têm sido as principais marca dos governos de Hugo Chávez e Evo Morales.

Na Venezuela, a onda de nacionalizações atingiu as principais empresas dos sectores das telecomunicações, do petróleo e gás, da siderugia, cimentos e outras, A banca, através do Banco da Venezuela (Grupo Santander), também despertou o voraz "apetite" nacionalizador de Chávez.
Os investidores e empresas estrangeiras ficaram em alvoroço com as intervenções estatais e muitos abandonaram o país, sendo que, em alguns casos como a Lafarge e a Holcim, aceitaram continuar no país como parceiros minoritários.

O último foco destas políticas de cariz populista teve lugar na Argentina. Este país, durante o período do peronismo (1946 a 1955), levou a cabo uma onda de nacionalizações e expulsão de multinacionais do país.
Depois do ímpeto populista de Juan Domingo Perón, a Argentina volta a colocar em causa o investimento estrangeiro através da decisão de nacionalizar a companhia de petróleo YPF. A presidente da Argentina, Cristina Fernández de Kirchner, num discurso para justificar a decisão, citou a sua admiração pela Petrobrás, a gigante estatal do petróleo do Brasil, e outras empresas estatais de petróleo da América Latina.

O apoio político, surgiu, naturalmente, de países como a Venezuela, que, em 2008, tomou o controle da maior siderugia do país, a Sidor, até então administrada pela argentina Ternium, e do Uruguai, tendo o presidente deste último, José Mujica, um ex-membro do grupo guerrilheiro Tupamaros ,apelidado a nacionalização de resposta à “Europa rica”.

A reprovação desta atitude foi esmagadora, desde, a directamente atingida, Espanha (satirizada nesta montagem da revista El Jueves) até aos latino americanos Brasil, México e Chile. O ministro da Economia do Chile, Pablo Longueira, disse, em declarações à Reuters, que a nacionalização pode ser prejudicial para toda a América Latina, transformando-a numa “região menos confiável” se comparada com a Ásia. “O fluxo de capital muda-se para os lugares onde a confiança do investidor é maior”.

Pinto da Costa, o papa português



Esta semana celebrou-se mais um aniversário de Pinto da Costa à frente do FCP. Completaram-se 30 anos daquele a que muitos chamam "o papa português", à frente da equipa azul e branca. Não é uma data simbólica, mas sim um marco importante em vésperas da conquista de mais um campeonato nacional de futebol. Este com mais sabor devido ás criticas e também ao atraso que o FCP teve em relação ao seu maior rival de sempre. 
Com Pinto da Costa, o FCP conseguiu ultrapassar o Benfica em títulos nacionais e fazer do clube uma referência a nível nacional mas também internacional. Ao longo do reinado de PC, o FCP venceu 5 títulos internacionais. Mais do que aquilo que o Benfica venceu a nível doméstico. 
Para além do futebol, PC teve influência a nível político. Quem não se esquece da sua zanga com Rui Rio. No entanto, foi com PC que o futebol nacional viveu também os piores momentos. Os casos Apito Dourado e Apito Final não vão ser esquecidos tão facilmente, ainda por cima com as escutas a serem publicadas. Mas com isso, PC vive bem porque da fama de vencedor já ninguém lha tira. 

sábado, 21 de abril de 2012

sexta-feira, 20 de abril de 2012

A RTP no seu melhor

Esta carrinha da RTP (calma dois camiões...) vêm trazer todo o material necessário para a cobertura do Programa Parlamento que é exibido na RTP 2 ao Sábado à tarde. Ora, como é sabido ao sábado à tarde, todos nós queremos saber das novidades políticas da semana, e ainda para mais tendo em conta a pasmaceira da nossa vida política. 
Tendo em conta o enorme buraco financeiro em que se encontra a estação Publica, convêm começar por cortar na deslocação de dois camiões para a gravação de um programa que não deve ter audiência nenhuma. Não se sabe para que é necessário a utilização de dois camiões, estacionados alegremente às portas da AR. Recordo que quando há debates quinzenais ou votações importantes, motivo para a presença de vários orgãos de comunicação social; o tamanho das carrinhas é substancialmente menor do que os dois enormes camiões que a fotografia mostra. 
É por estas que a RTP tem de ser privatizada o mais rapidamente possível, para evitar desperdício de dinheiros públicos como o ilustrado. Não se pode admitir que para a gravação de um programa que não tem audiências e é exibido a horas pouco apelativas, se gaste dinheiro dos contribuintes para a gasolina destes dois camiões. E ainda por cima, tendo em conta o preço dos combustíveis, acho que era de bom senso só trazer um veículo...

Subsídios chegam à Justiça...


A polémica em torno do regresso dos subsídios continua, agora com Paula Teixeira da Cruz a altercar sobre o regresso dos subsídios. Pela sua voz, os salários correspondetes ao Natal e Férias não irão regressar em 2015. 
Esta questão tem sido preocupante para o governo em termos de credibilidade e comunicação. Em relação ao primeiro aspecto, as contradições não ajudam em nada o PM que já veio a público garantir por diversas vezes que em 2015 está cá tudo outra vez. No aspecto da comunicação, não se entende porque razão é que todo e qualquer membro do governo continua a opinar sobre esta questão que já deveria estar encerrada.
Depois, é óbvio que a oposição aproveita para deitar abaixo o executivo. Já ninguém sabe o que vai acontecer em 2015...
Terá a ver com a questão eleitoral? Estará o governo a preparar uma surpresa de ultima hora...

quinta-feira, 19 de abril de 2012

Sarkozy está desesperado

Numa tentativa desesperada para conquistar a reeleição, que parece estar perdida; Sarkozy faz uso do Tratado Orçamental Europeu. Isto para criticar a posição de François Hollande em relação à Europa e o novo documento.  Como é sabido, o candidato socialista francês quer uma um rumo diferente para a Europa, daquele que Sarkozy e Merkel idealizam. Caso Hollande vença, será o próprio Tratado Orçamental Europeu que estará em causa e assim voltaremos à estaca zero. 
Curioso é que o argumento utilizado por Sarkozy foi a atitude positiva de António José Seguro. Embora, Seguro também tenha uma ideia para a Europa diferente da de Passos/Merkel; o PS foi obrigado a votar favoravelmente o pacto orçamental. É verdade que Portugal não tem o peso da França, pelo que este argumento da direita francesa não terá qualquer efeito nas eleições. 
Se Sarkozy já recorre a Seguro para conseguir dar a volta nas eleições francesas, é porque já sente o Eliseu por um fio....

25 DE ABRIL - VI

Os tanques tinham um ar gigantesco nas ruas da Baixa de Lisboa. Ninguém percebia bem o que se passava. “O que queriam eles?”. Retrospectivamente falou-se da “revolução popular”. Mas, no dia 25 de Abril não foi o povo que determinou os acontecimentos, mas o fracasso do regime. No primeiro momento Spínola apareceu ao leme. Presidente de uma Junta de Salvação Nacional, feita exclusivamente de militares. Acabara o Estado Novo. Liberdade. Partidos políticos. Mário Soares. Álvaro Cunhal. Sá Carneiro. Mas, a verdade é que os generais comandavam. Logo em Maio de 1974, 42 dos 85 oficiais-generais passam à reserva. A hierarquia militar fica na mão de Spínola. Em breve seria ultrapassado pelos acontecimentos. Greves, manifestações, agitação permanente. A extrema-esquerda toma conta das ruas. Golpes. Contra-golpes. Tentativas “bonapartistas”. Spínola perde terreno. O Movimento das Forças Armadas ressurge pela mão de Vasco Gonçalves e Melo Antunes. A necessidade de acabar com a guerra de África é uma prioridade. A descolonização foi uma trapalhada. Uma entrega. Uma demissão. Ausência de estratégia. Falta de comando político. Ninguém sabia o que queria. Todos queriam voltar a página. As colónias foram entregues ao desbarato. Os Movimentos de Libertação tomaram posse dos territórios. Com excepção de Cabo Verde, não houve eleições. A debandada dos colonos começou de imediato. No Verão de 1975 montou-se a maior operação de evacuação da História. Meio milhão de portugueses residentes no Ultramar, regressou a Portugal. Muitos “retornados” vieram em situação precária. Verdadeiros refugiados dentro do seu próprio país. A sua integração, porém, correu melhor do que o previsto. Das colónias restou Macau, que a China não quis receber imediatamente, e Timor, entretanto ocupada pela Indonésia. Uma causa diplomática que só se resolveria em 2002, com a independência.

A Grande Viagem dos Salmões - Moralizar XXVII

(...)

Havia algo que preocupava o grupo que era liderado por Salmonisco. A intenção de continuar a subir o rio não agradava a todos, sobretudo aos peixes-palhaços. Muitos acreditavam que era dificil passar pelos ursos. As horas que antecediam nova partida eram de ansiedade, nervosismo  e muito receio. Muitos partiam para esta fase já derrotados e por isso é que ficavam pelo caminho. Salmonisco tentava animar cada um dos seus companheiros para os moralizar a enfrentar de frente os ursos. Seria um obstáculo complicado mas não impossível. 
Salmonisco delegou em Salbao, a chefia do grupo, caso o lider caísse. Era ele que tinha a responsabilidade de comandar o grupo nestas viagens se algo acontecesse ao chefe dos Salmonix.

(continua dia 23..)

quarta-feira, 18 de abril de 2012

25 DE ABRIL - V

O golpe do 25 de Abril de 1974 foi planeado como uma pura operação militar, sem ramificações civis e diplomáticas. Em Lisboa as tropas ocupariam a rádio, a televisão, o aeroporto, o quartel-general, os ministérios do Terreiro do Paço. No Norte seria ocupado o Quartel-General da Região Militar do Porto. Os generais não seguiriam à frente. Optou-se por um “movimento das Forças Armadas”. Os generais seriam chamados no final, como De Gaulle na França, em 1958. Ainda hoje se especula como teve êxito um plano tão básico. Como foi possível que triunfasse sem violência. A verdade é que 80% dos efectivos militares estavam no Ultramar. A verdade é que a marinha e a aviação não intervieram. Os efectivos disponíveis eram, na sua maioria, instruendos, aguardando partida para a guerra de África. Tropas sem experiência e que não estavam destinadas à defesa do governo. O regime estava num impasse. Um impasse que se arrastava penosamente. Uma situação apodrecida, em que já ninguém acreditava. Ninguém quis combater do lado do governo. Ninguém se quis comprometer com um regime em crise. O regime estava à espera de um general salvador. O protagonismo de Spínola cresceu, até ser nomeado Presidente da República. Sem ele o golpe não teria sido possível. Mas Spínola era apenas um militar. Um militar conservador. Um militar que não estava preparado para uma revolução. Spínola só queria tomar o poder. Um golpista. A revolução apanhou-o desprevenido.

A liberdade de expressão nos blogues. O problema.

A liberdade de expressão nos media e em especial nos blogues deve ser utilizada de forma a não ofender o bom nome, a honra e integridade do visado ou visados.
Apesar de nos blogues ser recorrente a utilização da sátira, caricatura ou mesmo de expressões violentas que ofendem a honorabilidade das pessoas, não deve o bem jurídico "pessoa humana" deixar de ser protegido.
Por outro lado, também não se pode limitar o exercício de um bem fundamental que é a liberdade de expressão e informação, mas sempre dentro dos limites aceitáveis. Legal e moralmente.
Os casos de abuso de liberdade de imprensa e expressão são cada vez em maior número e já não estamos a falar apenas dos meios de comunicação social tradicionais. Os blogues assumiram um papel fundamental como veículo de transmissão da mensagem. O que por lá se escreve já não passa despercebido a quem normalmente é alvo dos ataques. No entanto, não se pode colocar os blogues no mesmo patamar que um jornal, televisão ou rádio. A nossa lei não inclui os blogues como orgão de comunicação social, por isso tendo de respeitar valores deontológicos. Contudo, os tribunais já condenaram bloggers que abusaram da liberdade de imprensa.
É um problema que já se coloca devido à importância e influência dos blogues na divulgação de intrigas políticas, e com a morte anunciada dos jornais em papel, os blogues necessitam rapidamente de protecção jurídica. A questão é saber como se faz isso e que estatuto assumem quem por lá escreve, visto que ninguém é profissional da blogosfera, porque se trata de um divertimento e não é um ganha pão.

terça-feira, 17 de abril de 2012

25 DE ABRIL - IV

O “movimento” assentava numa relação de camaradagem e no zelo corporativo das Forças Armadas. Foi eleita uma “Comissão Coordenadora”. Mas não havia propriamente um projecto político, nem sequer unanimidade quanto a um golpe militar. Essa indefinição determinou a manipulação pelos três generais. Caetano ficou refém da situação, ora dando um passo em frente, ora dois atrás. A 22 de Fevereiro, Spínola publica o seu “Portugal e o Futuro”. Ficou claro para todos o que era uma evidência: o Ultramar não se ganharia pelas armas. A 14 de Março, Caetano convoca todos os generais para uma manifestação de fidelidade. Spínola e Costa Gomes não comparecem. Não resta a Caetano outra hipótese senão demiti-los. Foi uma jogada falhada. Caetano subiu a parada e perdeu. Ficou isolado. Logo no dia seguinte há um pronunciamento militar a partir do Regimento de Infantaria das Caldas da Rainha. Rendem-se à entrada em Lisboa. Seria um ensaio? Seria para despistar? Só os oficiais sediciosos são presos. Os restantes membros do “movimento” continuam a conspirar. O petróleo sobe a níveis nunca imaginados. Os USA abandonam o Vietname. A administração estava tolhida pelo escândalo “Watergate”. Os ecos do “Maio de 68” fazem-se ouvir de novo. Caetano autoriza contactos com a guerrilha africana. O descrédito e o desânimo invadiam os membros do governo e o aparelho de Estado. Os generais continuam a conspirar… cada um para seu lado.

A religião no nosso país

O estudo apresentado pelo Publico e pelo Expresso é bastante interessante do ponto de vista social. Há medida que a sociedade da informação e própria globalização têm cada vez mais influência nos nosso dia a dia, a religião vai ganhando menos adeptos e poder junto das pessoas.

Com a abertura das fronteiras a outras religiões, o catolicismo vai perdendo influência. Também é de notar o decréscimo de jovens que são católicos. No entanto, a percentagem ainda é alta mas está a diminuir. Curioso é que, enquanto que os católicos diminuem, os crentes sem religião aumentam. E quem são os crentes sem religião? São aqueles que acreditam em algo, mas que não seguem as práticas de qualquer ordem.

Haverá certamente motivos que expliquem esta diminuição do número de católicos em Portugal. O facto das pessoas já não se agarrarem tanto à fé, para que esta resolva os problemas de cada um. Não será alheio a questão do Papa Bento XVI não ter tanta popularidade como tinha João Paulo II.

No entanto, é curioso que aqueles que se afirmam como católicos continuam a praticar os rituais. Se o número de crentes diminuiu, os que fazem parte da estatística acreditam profundamente na sua fé. No fundo, a fé é algo que nasce com eles e que certamente irá morrer dentro dessas pessoas.

Há a salientar o facto de Portugal ainda ser um país com forte preponderância religiosa e onde esta é encarada com a maior da seriedade.

A vez do S

Nem o facto de ter mudado de governo há um ano, nem sequer a circunstância de Sarkozy e Merkel terem encontrado mais uma forma de se caminha para o federalismo, salvará a Espanha da ajuda financeira. A acontecer as piores previsões, são más notícias para Portugal. É que apesar das medidas de austeridade e das boas avaliações, consta que os esforços realizados pelos portugueses serão em vão, não por culpa própria (entenda-se governo...), mas por causa da situação europeia. Já nem digo internacional, porque é a Europa que está em crise.
Se Madrid pedir um resgate, Lisboa caminhará para o abismo, à semelhança do que está a acontecer com Atenas.
É corajoso a força que os lideres europeus dão aos países em dificuldades, mas todos já perceberam que as palavras não chegam e muito menos as medidas de austeridade. O problema parece não ter solução. Talvez reconstruir seja a palavra certa.

segunda-feira, 16 de abril de 2012

A Grande Viagem dos Salmões - Salmolepe XXVI

(...)

Caglão e o seu grupo estavam também a subir o rio. As fortes correntes eram um problema para os salmões em qualquer circunstância, mas estes tinham sempre algo na escama. Enquanto caminhavam na procura de estabilidade, alguém viu um salmão a passar.

- Olhem....está ali um Salmão morto - alertou Salmonia.

- É verdade. Parece ser um da nossa espécie - atirou Salxixo.

-É Salmolepe!!Vejam tem a nossa marca! - gritou Majozi.

Ficaram todos estupefactos e tristes. Caglão dirigiu-se ao local para verificar da identidade e estado do peixe. De facto, tratava-se de Salmolepe. Estava morto e não havia nele sinais de violência, pelo que devia ter morrido por afogamento. Muito provavelmente por falta de água. Ninguém se tinha esquecido que Salmolepe havia partido antes de todos e numa altura de seca. Havia uma certa irritação no seio do grupo por não terem conseguido evitar a morte de salmolepe. Talvez se ele seguisse as indicações de Salmolipe, hoje ainda estaria vivo.....

Apesar da tristeza, havia que continuar o caminho, até porque a morte de um companheiro era muito natural nestas aventuras. Os que sobreviviam tinham a missão de reproduzir para não extinguir a espécie....

(continua dia 18)

14 - As Invasões Francesas

Em 1793 começou a crise europeia, que se seguiu à Revolução Francesa. Depois da morte de Luís XVI, as velhas monarquias sentiram-se em perigo e coligaram-se contra a França. Nesse ano esteve em Portugal um representante da Convenção, que vinha disposto a fazer ver ao Governo português as vantagens de se manter fora do conflito. Porém, o Governo recusou escuta-lo e ordenou-lhe a saída do país. Unido à Inglaterra, Portugal entrou na primeira Coligação. As consequências foram desastrosas. Espanha passou para o lado francês e deixou-nos isolados perante o poderoso inimigo.

A situação portuguesa foi, a partir de então, muito difícil. A Europa encontrava-se separada por dois grupos, liderados por França e pela Inglaterra. Se Portugal aderisse ao bloco gaulês, teria a Inglaterra como inimiga e isso representaria a ruína económica, visto que a riqueza que possuíamos estava no Brasil, e quem controlava o Oceano Atlântico era a armada inglesa. O alinhamento com a Inglaterra manteria o mar aberto, mas expunha-se à invasão espanhola, dado que a Espanha era aliada da França e o fruto que contava colher dessa aliança era a anexação de Portugal, recuperando o tempo vivido entre 1580 e 1640.

Desde a chegada de Napoleão ao poder, em finais do século XVIII, até 1807 os enviados diplomáticos do Reino de Portugal tudo fizeram para manter o país neutro, mas essa neutralidade era um objectivo muito difícil de conseguir num clima tão beligerante em que se encontrava o velho continente.

Os franceses aceitavam a neutralidade portuguesa, desde que esta fosse feita de forma integral, ou seja, desde que os portos portugueses não servissem de base aos navios da esquadra inglesa com quem estavam em guerra. Os ingleses serviram-se das águas nacionais como se fossem suas por direito, mas o Governo português não estava munido de argumentos para contrarias tal facto.

Apesar da situação particularmente delicada em que se encontrava o país, encurralado entre a ameaça terrestre e a ameaça marítima, Portugal foi aguentando a inviolabilidade das suas fronteiras, bem como da sua soberania.

A paz firmada com a Inglaterra durou pouco. Em 1803, a Inglaterra aliou-se à Rússia e à Áustria para combater a França. Dois anos depois, Napoleão organizou uma grande expedição para invadir o território inglês, mas as forças navais foram derrotadas na batalha de Trafalgar. Em terra, porém, o exército francês venceu as forças russas e austríacas em Austerlitz (1806).

As guerras napoleónicas geraram numerosas mudanças no mapa da Europa, com o fim do Sacro Império Romano Germânico, que existia desde o século X. Em seu lugar, Napoleão instituiu a Confederação do Reno.

Em geral, nas regiões dominadas por Napoleão acabavam por se formar governos fiéis ao imperador. Assim, a área de influência tornava-se cada vez maior.

A Inglaterra, por sua vez, continuava a ser o principal oponente da França. Com uma poderosa marinha e uma economia desenvolvida, resistia aos ataques de Napoleão, fazendo tentativas para minar as forças do maior adversário.

No início do Século XIX os exércitos napoleónicos invadem a Europa. Dominados por novos sentimentos imperialistas, tinham como objectivo o domínio da grande potência opositora: a Inglaterra. Com a superioridade naval Britânica a desaconselhar o desembarque em Inglaterra, Napoleão opta por outras frentes de batalha e decreta, em Novembro de 1806, o Bloqueio Continental, impondo o encerramento dos portos europeus aos navios ingleses.

A França dominava toda a Europa continental, à excepção da Península Ibérica. Face ao conflito, Portugal procurava conseguir uma difícil situação de neutralidade. Com o objectivo de salvaguardar o Porto de Lisboa, que era uma excelente base de operações para a esquadra naval britânica, a Inglaterra ameaça Portugal com a usurpação das colónias.

Estabelecida a aliança francesa com Espanha, os exércitos napoleónicos invadem Portugal, único país que assume a aliança com a Inglaterra. É neste contexto que Portugal sofre as três invasões francesas.

A primeira invasão ocorre entre 1807 e 1808 e é executada numa acção conjunta de França e Espanha, tendo a comandar o general Junot.

Junot promete vir libertar Portugal da tutela britânica, inicia a invasão ocupando Lisboa no dia 30 de Novembro e toma a presidência do conselho do Governo. Um dia antes, D. João parte com a corte para o Brasil nomeando um conselho de regência e mandando afixar avisos a aconselhar o povo a receber os franceses como amigos para evitar represálias.

Junot comandou a primeira invasão francesa a Portugal (1807-08) à frente de um contingente militar composto por 25 000 homens divididos em três divisões de infantaria e uma de cavalaria. Partiu de Baiona e entrou em Portugal pela Beira Interior, com a missão de alcançar Lisboa no mais curto espaço de tempo possível. Passando por Idanha-a-nova, Castelo Branco, Abrantes, Golegã e Santarém, as tropas francesas chegam a Lisboa a 30 de Novembro de 1807. Tinham por objectivo deter a família real e a corte, o que não chegou a acontecer porque D. João tinha já embarcado e saía da barra de Cascais escoltado por uma esquadra inglesa.Com um exército reduzido a menos de metade pela ocorrência de 15 mil baixas, Junot lançou uma proclamação em que se apresentava Portugal sob a protecção francesa e sob o domínio de Bonaparte. As reacções de protesto patriótico por parte dos portugueses, organizados em milícias populares com grande expansão no norte do país, conduziram a vários confrontos que contavam com a colaboração e o apoio militar dos ingleses a favor de Portugal. No Verão de 1808 começam as rebeliões contra o invasor e em Agosto desembarcam as forças inglesas comandadas pelo General Wellesley que será o futuro duque de Wellington. Sucedem-se as Batalhas de Roliça (17 de Agosto) e do Vimeiro (21 de Agosto) e a rendição francesa é firmada na Convenção de Sintra a 30 de Agosto, obrigando os invasores a abandonar Portugal.

Esta Convenção ficou muito aquém daquilo que deveria ser dado a Portugal. A rendição francesa foi feita a favor do exército inglês ao qual eram entregues os equipamentos militares ocupados, em troca a Inglaterra providenciava o transporte das tropas napoleónicas para fora de Portugal e apoiava, em termos logísticos, o envio dos materiais e bens para França, o que permitiu um autêntico saque generalizado sobre o património português

A segunda invasão, em 1809,resultou de um desdobramento das tropas napoleónicas contra a resistência espanhola a qual se começava a fazer sentir fortemente.

Em Janeiro de 1809 o marechal francês Soult vence na Corunha os contingentes britânicos. O plano de Napoleão era entrar em Portugal pelo Norte, descer pelo litoral e tomar Lisboa. Assim, Soult invade o país pelo Norte ocupando a cidade do Porto. Dois meses depois as tropas de Wellesley e do general Beresford chegaram para dirigir o exército português e vencem a Batalha do Douro, obrigando Soult a sair de Portugal.

Esta invasão acaba por ser, das três que sucederam, aquela que fica marcado por ter um menor período de duração e também a que deixa menos contributos para os anais da história.

As Linhas de Torres Vedras são o conjunto de linhas fortificadas que o General Wellington concebeu para a defesa de Lisboa às invasões francesas. Os trabalhos de construção iniciaram-se no Outono de 1809 e, num período inferior a um ano, construíram-se no maior segredo, 126 obras, entre fortificações permanentes e outras, de carácter temporário. Construíram-se barricadas e paliçadas, abriram-se fossos, covas de lobo, trincheiras e cortaduras, foram limpos os campos de tiro e, em certos pontos, aumentou-se mesmo o declive do terreno (escarpamentos). À retaguarda das Linhas, seguindo a crista das elevações e ao longo das posições fortificadas, construíram-se estradas militares, para ligação das várias obras, levantam-se pontes e calcetaram-se caminhos.

Uma extensa rede de estradas e caminhos militares, aliada às obras de hidráulica que permitiram submergir a Estrada Real que conduzia a Lisboa, cortando o acesso ao inimigo francês, complementou e conferiu grande flexibilidade a este sistema defensivo, ligando as fortificações entre si e permitindo uma rápida deslocação das tropas, no interior das Linhas.

A eficiência deste sistema defensivo baseou-se em cinco pilares fundamentais:

As Linhas de redutos encontravam-se munidas de peças de artilharia, que submetiam a fogo de flanco todas as entradas e desfiladeiros de aproximação do inimigo;

A construção das estradas militares que ligavam as fortificações entre si, permitindo uma rápida deslocação das tropas, no interior das Linhas;

A introdução de um sistema de comunicações telegráficas, adaptado ao da marinha, que permitia transmitir rapidamente mensagens entre as duas primeiras Linhas;

A construção das fortificações em segredo absoluto. Nem Massena, nem o Exército Francês tinham conhecimento destas fortificações. Mas também o Governo Britânico, a quase totalidade dos Oficiais do Estado-Maior do Exército Inglês e o Ministro Britânico em Lisboa, desconheciam a sua existência;

A associação de uma política de terra queimada e de desertificação, a Norte das Linhas, que levou à deslocação de cerca de 300 000 habitantes dos distritos vizinhos para dentro das Linhas, apoiando a sua defesa.

No dia 11 de Outubro de 1810, o exército francês chegou às Linhas de Torres Vedras. Após alguns combates de pouca monta, Massena reconheceu que, sem receber reforços, não tinha condições para ultrapassar este forte obstáculo. A sua progressão para Lisboa teria de esperar que a ajuda viesse de outras tropas francesas, em Espanha.Contudo, essa ajuda não chegou e Massena não podia permanecer indefinidamente nas posições que ocupava entre as Linhas de Torres e a constante acção de milícias e camponeses que cercavam a retaguarda do seu exército.

Os franceses enfrentavam um problema que punha em causa a sua capacidade de sobrevivência: a falta de recursos alimentares. O exército francês, para além de uma dotação base com que partia para cada campanha, abastecia-se nos territórios por onde passava. Essa experiência tinha dado bons resultados nas terras ricas da Europa Central mas as condições da Península Ibérica eram, em geral, diferentes. Além da relativa pobreza de muitos territórios, Wellington tinha ordenado que se retirasse do percurso a ser seguido pelo exército invasor tudo o que poderia abastecê-lo. Em grande parte essa ordem foi cumprida e, algum tempo depois de chegarem às Linhas de Torres, as tropas francesas enfrentavam a fome e o consequente aumento de doenças, o que provocou numerosas baixas nos seus efectivos.

Assim, a meados de Novembro, os franceses efectuam o primeiro movimento para a retaguarda indo ocupar uma região definida por Leiria, Rio Maior, Santarém e Tomar. A possibilidade de alimentar as tropas era aí maior mas não isenta de dificuldades pois estavam no início do Inverno. Podiam, no entanto, procurar alimentos na margem sul do Tejo mas as tentativas feitas para atravessar este rio fracassaram devido à acção de uma força militar que Wellington para ali enviara. Depressa se esgotaram os escassos recursos da região que então ocupavam e Massena não teve outra solução que iniciar a retirada.

O exército de Massena iniciou a sua marcha em direcção ao vale do Mondego no dia 4 de Março. Foi constituída em Leiria uma Guarda da Retaguarda para proteger o movimento do resto das tropas. Até ao dia 5 de noite permaneceram algumas unidades nos mesmos locais para iludir a vigilância das tropas Anglo-portuguesas. Quando, no dia 6, Wellington teve conhecimento que os franceses tinham retirado de Santarém, foi iniciada a perseguição. O objectivo era atacar continuamente os franceses para provocar o maior número de baixas, fazer prisioneiros e impedir que eles conseguissem reorganizar-se e ocupar uma boa posição defensiva. Assim nunca estariam em condições de enfrentar as tropas perseguidoras e seriam obrigados a continuar a retirada até território seguro, que seria, com toda a certeza, Espanha.

Na marcha até ao vale do Mondego, as tropas francesas foram continuamente pressionadas pelo exército de Wellington. Registavam-se alguns encontros entre as tropas dos dois exércitos. Destes são mais conhecidos os combates em Pombal e Redinha. Tendo encontrado forte resistência nas pontes que lhe possibilitavam a travessia do Mondego, Massena decidiu retirar em direcção a Espanha. Registaram-se mais combates em Condeixa, Casal Novo, Foz do Arouca e Ponte de Murcela. Entretanto, os franceses, com a finalidade de apressarem a marcha, começaram a desfazer-se de tudo o que não era essencial à sua sobrevivência: bagagens, carros de munições e até os próprios animais de carga.

Na noite de 18 para 19 de Março, os franceses fizeram, sem paragens, o trajecto de Ponte de Murcela à Chamusca (perto de Oliveira do Hospital). Foram 36 km percorridos com pouca visibilidade, por maus caminhos nas montanhas. As tropas anglo-lusas que os perseguiam fizeram cerca de 600 prisioneiros. Para tropas cansadas, esfomeadas e desmoralizadas, temos de reconhecer que este é um esforço notável. No dia 21 de Março chegaram a Celorico.

Massena continuava com a ideia de cumprir as ordens que tinha recebido de Napoleão: capturar Lisboa. Pensou em encaminhar as suas tropas para a Estremadura espanhola e, a partir daí, com o apoio de outras forças francesas, voltar a ameaçar Portugal. Mas as condições do seu exército eram já muito más e, nestes casos, as acções de insubordinação aparecem facilmente. Massena acabou por reconhecer a impossibilidade de concretizar aquele plano e, no dia 29 de Março, deu ordens para as forças se concentrarem na Guarda para daí seguirem para Ciudad Rodrigo.

Neste percurso para Ciudad Rodrigo, o exército francês fez uma paragem na região do Sabugal, perto da fronteira, na margem oriental do rio Côa. Aí foram atacados pelas tropas de Wellington e foi travada a batalha do Sabugal, sendo os franceses obrigados a retomar apressadamente a sua retirada, atravessando a fronteira no dia seguinte. Ficava em Portugal, na praça de Almeida, uma guarnição francesa que Massena não esqueceu e procurou libertar.

Wellington tinha posto cerco à praça de Almeida desde 7 de Abril mas o exército de Massena recompôs-se mais rapidamente que o esperado e, em breve, dirigia-se novamente naquela direcção. O cerco foi mantido com um número muito reduzido de tropas e Wellington tomou as disposições necessárias para impedir o avanço do seu inimigo. Os dois exércitos encontraram-se na região de Fuentes de Oñoro. Os combates tiveram início no dia 3 de Maio, foram quase interrompidos no dia 4 para reorganização dos dispositivos e o embate principal deu-se no dia 5. O exército de Massena sofreu outra importante derrota e ficava afastada, em definitivo, a possibilidade de socorrer Almeida.

Wellington voltou ao cerco daquela praça. Pensou que conseguiria obrigar a guarnição francesa a render-se pela fome pois eles não tinham possibilidades de serem abastecidos. Mas Massena conseguiu fazer chegar um correio ao interior da praça. Este correio continha instruções para uma tentativa de fuga da guarnição. Pouco antes da meia-noite do dia 10 de Maio, a guarnição francesa que se encontrava em Almeida saiu da praça pela porta norte e conseguiu abrir caminho pelo cordão de vigilância montado à volta da fortaleza. No dia seguinte de manhã, tinha-se reunido às tropas francesas que os esperavam do outro lado do rio Águeda. As últimas tropas francesas que tinham participado na terceira invasão saíram finalmente de Portugal.

ficar no euro, mas com outras regras

De quase todos os questionados pelo Jornal Expresso, o caminho apontado não é o de uma fuga para a frente mas sim de uma resposta alternativa aos problemas actuais. Coisa que o novo Tratado Orçamental Europeu não irá resolver. Apesar do clâ Sarkozy-Merkel pretenderem maior rigor e disciplina; o que na minha opinião é benéfico, mas o problema não se resolve com imposições constitucionais ao limite da dívida.

Peter Wahl afirma que "as situações de excedente e défice têm de ser reduzidas", pelo que o problema não está unicamente naqueles países que têm défices elevados. Países como a Alemanha, Austria, Holanda e Bélgica têm excedentes. O que provoca desde já um desequilibrio financeiro. No fundo, é por isto que se fala numa europa a duas velocidades, como constata a grega Mareca Frangakis.

Não se pode culpar apenas os países deficitários pelos problemas que a Europa e o euro em particular têm neste momento, tal como defendia John Keynes. É a via mais fácil e sobretudo é uma acusação arrogante de quem nos empresta dinheiro. Convêm não esquecer que essas economias também são poderosas devido à ajuda desses mesmos países menos capazes.

No entanto, existe uma verdade la palissiana : a Alemanha tem uma hegemonia que dificilmente deverá ser ameaçada por qualquer outro país europeu, ou mesmo pela própria União Europeia.

domingo, 15 de abril de 2012

Uma festa dividida entre a tradição e a polémica.



Aqui está uma questão muito actual. Em Barcelos, o anúncio da 1ª Grandiosa Corrida de Toiros (*) a favor dos BV Barcelos veio suscitar um aceso debate.

Nunca fui um grande apreciador e entusiasta da "Festa Brava" mas também nunca fui um contestatário.

Os que adoram regem-se pela tradição, pela memória de um povo e da sua cultura. Os que odeiam alegam a barbárie, os direitos dos animais e a crueldade infligida a estes.

A tourada é um espectáculo tradicional de Portugal, Espanha, França e América Latina. No nosso país possui fortes raízes em localidades como Barrancos e Monsaraz.

Compreendo os argumentos de ambas as partes, no entanto, tendo a não ser fundamentalista e aceitar a defesa de algumas das nossas raízes. A defesa de algumas posições mais radicais levaria ao fim não só da tourada, mas também da caça, pesca desportiva e outras.

A única certeza é que esta será sempre uma festa dividida entre a tradição e a polémica.



(*) http://www.bvbarcelos.pt/imagens/cartaz_da_tourada_4.jpg

Olhar a Semana - a relação aproxima-se do fim

Daqui a uma semana realizam-se as eleições presidenciais francesas. A primeira volta deverá ditar um empate entre os dois principais candidatos : Sarkozy e François Hollande. Como resulta da Constituição Francesa, é necessário obter uma maioria absoluta. No entanto, todas as previsões apontam para uma vitória de Hollande na segunda volta.
Tudo isto será apenas decidido em Maio, mas podemos já antever uma mudança no Eliseu e também na própria condução da política europeia.
Sarkozy perdeu a credibilidade com as suas posições mais de extrema do que propriamente de Direita. Contudo, nos ultimos dias tem mudado algumas das suas ideias relativamente à burka, à imigração, temas que sempre foram polémicos na governação Sarkozy. O Candidato socialista pretende fazer algumas reformas típicas dos socialistas. A mais inacreditável prende-se com a diminuição da idade da reforma para 60 anos. Como afirmava VPV no Publico, porque não para 50?
Para além das mudanças que se vão fazer sentir em França, é o rumo da UE e do próprio Euro que podem sofrer alterações. Não acredito que Merkel se entenda da mesma forma com Hollande da mesma forma que faz com Sarkozy. O tratado Orçamental Europeu já está praticamente aprovado, mas como se sabe no seio da UE nada é certo nem definitivo.
Ainda falta muito para a decisão final, mas Sarkozy está na corda bamba....

sábado, 14 de abril de 2012

25 DE ABRIL - III

O descontentamento nas Forças Armadas era generalizado. A guerra proporcionara promoções rápidas e melhorias de vencimento. Mas a inflação tudo devorava. Em 1973 o poder de compra dos oficiais era 45% do de 1960. Em 1966, tinha havido 559 concorrentes para 265 vagas na Academia Militar. Em 1972, houve 155 concorrentes para 495 vagas. No quadro permanente havia metade dos oficiais necessários, sujeitos a sucessivas missões no Ultramar, no limiar da exaustão psicológica. Em 1973, um decreto proporcionou aos oficiais milicianos, vindos da mobilização geral, acesso ao quadro permanente. Os capitães e majores indignaram-se. Começaram os protestos e as reuniões mais ou menos secretas. O “movimento” alastrou, com forte quebra de disciplina e sem que as chefias militares tivessem vontade de o contrariar.

25 DE ABRIL - II



Foi com os generais que tudo começou. Costa Gomes, em Angola. Kaúlza de Arriaga, em Moçambique. Spínola, na Guiné. Em 1970, Marcelo Caetano conferiu-lhes poderes que até aí nenhum comandante militar tinha tido. Salazar tinha reduzido a guerra a uma rotina barata, que se arrastava sem consequências de maior. Caetano precisava de obter resultados. Precisava de uma posição de força na frente militar para poder implementar as reformas de reconversão do regime. Para isso deu maiores poderes aos comandantes militares, na expectativa que a guerra se resolvesse. Um erro crasso. A rivalidade entre os três generais vinha de longe. As suas ambições políticas focavam-se nas eleições de Julho de 1972. Marcelo Caetano, porém, acabou por apoiar a reeleição de Américo Tomás. Caetano não quis arriscar equilíbrios entre os duros do regime e, porventura, desconfiava já dos “senhores da guerra”. As ambições e rivalidades dos generais transformaram a guerra de uma rotina relativamente consensual, numa matéria polémica, objecto de crescente guerrilha política e de sucessivas conspirações. Mas, como nenhum dos três generais reunia consenso na hierarquia militar para tomar o poder por dentro, acabaram por dar cobertura a movimentos de contestação entre as patentes mais baixas, visando aumentar a pressão sobre o governo.

sexta-feira, 13 de abril de 2012

Ainda sobre os subsídios...

Não percebo esta polémica à volta dos subsídios. Passos Coelho sempre disse que, a reposição será feita no Orçamento para 2015....
E faz toda a lógica, porque é no ano de 2014 que está previsto o fim do programa de assistência financeira, logo não seria possível devolver os subsídios numa altura de austeridade. A demagogia da oposição é inaceitável e não se compreende. Se forem ao arquivo, verão que PPC não mudou uma unica linha do seu pensamento em relação a esta questão. Como ninguém é bruxo, não sabemos como vai estar a situação financeira em Portugal.
Contudo, o facto de Passos Coelho querer repôr os subsídios em 2015, pode causar-lhe um dissabor que a oposição vai certamente aproveitar. É que daqui a quatro anos estamos em plena véspera de eleições legislativas, pelo que o Coelho vai ser preso por ter e não ter cão.
Não se entende o que pretende a oposição com esta insistência...

Causas & Coisas - O Beijo

Hoje é o dia internacional do beijo. Este é o sentimento mais importante para qualquer pessoa, porque transmite emoções diferentes.
O beijo faz parte do nosso dia-a-dia. É através desta forma que qualquer relação começa. A falta do beijo deixa-nos tristes e ansiosos, porque sentimos a falta de quem gostamos.
Sentimos necessidade do beijo porque gostamos de alguém e necessitamos de o transmitir. Uma única palavra não substitui qualquer beijo.
Não se trata de uma mera formalidade, mas de uma necessidade inerente à condição do ser humano, que é por natureza relacional e sentimental. O facto da relação ser meramente profissional ou ocasional não impede de começar com um beijo.
O beijo está indubitavelmente associado ao amor, mas também segue formas de amizade, cumplicidade e relação familiar. Nestas três vertentes, o beijo é uma forma de sentimento.
A sua importância advêm deste factor : o beijo tem uma multiplicidade de significados.

25 DE ABRIL - I

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O 25 de Abril foi uma verdadeira revolução. Não houve transição negociada, como na Grécia ou na Espanha. O 25 de Abril iniciou dois anos de profunda agitação. Dois presidentes da República e seis governos provisórios. Em apenas um dia caiu um regime que durava há mais de 40 anos. A Guerra de África esteve no centro do vulcão. Foi ela que desencadeou a revolução, num ambiente internacional marcado pelo “declínio” do Ocidente, atingido por uma forte inflação e pela retracção do poder americano.
Foi com os generais que tudo começou. Costa Gomes, em Angola. Kaúlza de Arriaga, em Moçambique. Spínola, na Guiné. Em 1970, Marcelo Caetano conferiu-lhes poderes que até aí nenhum comandante militar tinha tido. Salazar tinha reduzido a guerra a uma rotina barata, que se arrastava sem consequências de maior. Caetano precisava de obter resultados. Precisava de uma posição de força na frente militar para poder implementar as reformas de reconversão do regime. Para isso deu maiores poderes aos comandantes militares, na expectativa que a guerra se resolvesse. Um erro crasso. A rivalidade entre os três generais vinha de longe. As suas ambições políticas focavam-se nas eleições de Julho de 1972. Marcelo Caetano, porém, acabou por apoiar a reeleição de Américo Tomás. Caetano não quis arriscar equilíbrios entre os duros do regime e, porventura, desconfiava já dos“senhores da guerra”. As ambições e rivalidades dos generais transformaram a guerra de uma rotina relativamente consensual, numa matéria polémica, objecto de crescente guerrilha política e de sucessivas conspirações. Mas, como nenhum dos três generais reunia consenso na hierarquia militar para tomar o poder por dentro, acabaram por dar cobertura a movimentos de contestação entre as patentes mais baixas, visando aumentar a pressão sobre o governo.

quinta-feira, 12 de abril de 2012

A regra da discórdia

O PS mantêm-se relutante mas acabará por aceitar as ordens vindas do clâ Sarkozy e Merkel, que não está interessada nas guerrinhas internas do Partido Socialista. Para os dois chefes de Estado ter Seguro, Isabel Moreira ou Francisco Assis à frente do PS é a mesma coisa, pelo que os episódios passados no Largo do Rato servem apenas para entreter a opinião pública.

No entanto, a oposição pede um referendo. Foi o mesmo PS que, enquanto governo prometeu um referendo sobre o Tratado de Lisboa e depois não cumpriu a sua própria ideia. Penso que em Portugal não é necessário nenhuma consulta popular sobre a Europa. Apesar das criticas, 90% da população portuguesa é pró-europa, governada em Bruxelas,Berlim ou Paris. No fundo, os portugueses estão-se nas tintas para as questões europeias, e isso nota-se nos níveis de abstenção nas eleições para o parlamento europeu.

Aprovada a regra de ouro, com ou sem guerra civil no PS; será necessário alterar a constituição. Esse, será mais um problema para os socialistas, que provavelmente farão mais uma guerra interna sobre a questão. Haverá sempre prós e contras, mas o pró acabará por ganhar.

O roubo escolar

Quem lê as declarações das ex-ministras socialistas para a educação, ambas do tempo Sócrates fica preocupado.
Ao notarmos que Maria de Lurdes Rodrigues fala em "festa de arquitectos e construtores", ficamos com sérias dúvidas sobre a honestidade de quem nos governou durante 6 anos. De facto, não cabe na cabeça de ninguém explicar a situação caótica da rede de escolas com um palavreado destes.

Afirmar que a Parque Escolar foi uma festa para a escolas e economia, quando o estado da educação é aquele que sabe é brincar com os alunos, professores e pais. Realmente, agora percebe-se o porquê de tantas manifestações contra a ex-ministra.

Já Gabriela Canavilhas defendeu a existência de candeeiros de Siza Vieira por considerá-lo "um grande artista". Não sei porque é que a ex-secretária de estado da cultura e tendo em consideração os seus contactos, não trouxe quadros de picasso ou mesmo obras do Guggenheim de Bilbao......

Parece que estamos a promover artistas nacionais à conta do erário público e que uma das disciplinas é apreciar as famosas obras de arte.

As audições ainda não terminaram e muitos estores eléctricos ainda se vão descobrir....

quarta-feira, 11 de abril de 2012

A Grande Viagem dos Salmões - Descanso XXV

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Salmolipe conseguiu ainda chegar a tempo de encontrar o grupo de salmões reais que levava Salmodiana. Os Saljoziz eram conhecidos pela sua grande capacidade de atrair conflitos. Viviam para os conflitos, tendo uma enorme rivalidade com os Salmonix muito por culpa da disputa de vários corais.

Como a subida do rio tinha de ser feita em fila indiana para não causar eventuais dificuldades, não era neste momento que o Salmonix conseguia recuperar a sua amiga. Salmolipe infiltrou-se no meio dos salmões reais para aproveitar o balanço e a cobertura que o grupo dava. Mesmo estando no meio do grupo conseguia identificar Salmodiana. Tudo porque ela também era de uma espécie diferente dos demais. A passagem das correntes foi feita sem sobressalto, porque não havia tempestades de maior.

O mesmo não se podia dizer da situação de Salmonisco e dos seus. Alguns salmões foram levados pelas correntes, não sobrevivendo às dificuldades. Contudo, o objectivo havia sido conquistado. Era tempo de descansar porque adivinhavam-se mais dificuldades.

- Temos de arranjar maneira de evitarmos sermos comidos pelos ursos - questionou Saljohn.

- Pois, infelizmente nesta etapa de nada nos servirá o companheirismo e o espírito de equipa, está cada um por si. Já vi muitos amigos morrerem e outros a se salvarem. Para uns a vida acaba aqui, mas aqueles que passarem terão de ter a força suficiente para continuar até ao nosso principal objectivo, que é resgatar Salmonão. - atirou Salmonisco, numa espécie de sermão final ao grupo.

Todos sabiam do que Salmonisco estava a falar. Os ursos aproveitavam esta altura do ano para encher a sua barriga e a das suas crias. A sobrevivência dos mais fracos estava agora na escama, agilidade, inteligência de cada um.

(continua dia 16..)

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