sábado, 31 de agosto de 2013

Lisboa merece este jogo

Hoje Lisboa vai parar por causa do Derby. Talvez seja o acontecimento mais importante que a cidade de Lisboa vive ao longo do ano. A paixão pelo futebol é uma das características dos lisboetas e a velha rivalidade Sporting-Benfica faz esquecer por momentos tudo o resto. Mais do que um Benfica-FCP ou Sporting-FCP, o derby lisboeta tem outro sabor, outra emoção. Sabendo que o clube de Alvalade não vive um dos seus melhores momentos e o clube da Luz arrancou mal esta temporada, nada disso importará quando a bola começar a rolar no relvado. É que por detrás do jogo, há uma história e muitos protagonistas que ajudaram a fazer deste jogo um acontecimento especial. 

Numa altura em que muitos regressam de férias do Algarve e na situação económica em que o país se encontra, o derby lisboeta vem na melhor altura, porque vai fechar um mês de Agosto onde a principal notícia foram os incêndios e as mortes de vários bombeiros. Além do mais, nada melhor do que um derby quentinho para nos despedirmos de um mês de Agosto também ele quente, contrariando todas as previsões que apontavam para um verão frio e chuvoso. Hoje nada mais interessa senão o derby. Arrisco a dizer que Lisboa hoje vai ficar deserta mesmo que metade dos seus habitantes ainda estejam por terras algarvias. 

Mais do que um jogo do campeonato, o derby é mais um jogo para saber quem é o mais forte de Lisboa, por isso é que se fala tanto no campeonato da segunda circular.

sexta-feira, 30 de agosto de 2013

Para quando mudanças no Tribunal Constitucional

Na festa do Pontal, Pedro Passos Coelho pressionou o Tribunal Constitucional para que este não atrapalhasse o trabalho do executivo. Volvidos quase mês e meio, o acórdão do Tribunal Constitucional veio derrubar as aspirações do governo.

Pela terceira vez consecutiva, os juízes do Palácio Ratton decidiram contra o Governo, usando e abusando dos princípios constitucionais que mais não servem para generalizar valores. Por muito que o TC justifique as suas decisões com o princípio da igualdade ou da confiança, o governo não pode parar de executar as suas políticas. Esta obsessão do TC em melindrar o trabalho da maioria tem de acabar. Além do mais, na própria Constituição não está bem definida a qualidade do TC, isto porque a sua qualificação como orgão de soberania levanta muitas dúvidas, já que a sua única função é salvaguardar a Constituição. 

A questão da restrição de liberdades, garantias e direitos dos trabalhadores é muito discutível. Nada nem ninguém pode garantir que qualquer lei não restrinja essas mesmas liberdades. Este argumento utilizado pelo TC parece-me pouco fundamentado. É óbvio que a mobilidade na função pública vai afectar postos de trabalho, contudo não cabe ao TC garantir a sobrevivência desses mesmos postos de trabalho, porque senão tinha de actuar nas questões relacionadas com a saúde, educação e habitação. 

Neste acórdão o Tribunal Constitucional defende o funcionário público e o direito a um emprego vitalício. Ao estar a fazer isto, está a desconsiderar todos aqueles que no sector privado sofrem com os maiores abusos que a história pôde testemunhar. Tal como tenho defendido em artigos anteriores, os juízes do TC estão a fazer uma interpretação política dos pedidos de fiscalização patrocinados pelo Presidente da República. Acho que está a prestar um mau serviço ao país ao travar as iniciativas do governo e Cavaco Silva não está a cooperar com o governo, aumentando a desconfiança entre o Palácio de Belém e São Bento. 

Há muito que o TC e a Constituição andavam escondidos. Agora que apareceram na cena política, é altura de sugerir mudanças profundas na sua organização. 

quinta-feira, 29 de agosto de 2013

Ídolos de hoje, esquecidos amanhã

Todos nós temos um ídolo, que normalmente representa os nossos valores, mas sobretudo uma pessoa que nos faz feliz. No nosso imaginário, o ídolo é alguém com quem gostaríamos de falar mas sabemos que nunca vamos tocar, porque não pertence ao nosso mundo. Estará sempre numa posição superior a nós, não se rebaixando ao nosso nível, já que as estrelas nunca se colocam ao nível do comum dos mortais. 

Os nossos ídolos normalmente são jogadores de futebol, músicos, estrelas de cinema ou televisão ou mesmo os nossos pais. Os ídolos nunca cometem erros e estão cheios de virtudes. O mais interessante é que sabemos a vida dessa pessoa de cor e salteado, chegando ao ponto de sofrer com as suas desilusões e de sorrir com as vitórias conquistadas. Quem não é famoso tem a sua família, o seu grupo de amigos e pouco mais, no entanto os heróis têm milhares de "likes" na sua página oficial do Facebook.  Há muito tempo que ouço a expressão "é um exemplo para a juventude". Esta frase define bem o que os nossos ídolos têm de suportar para não desiludir um fan, porque a seguir há muitos que acabam por desistir. O caso de doping por parte de Lance Armstrong ilustra bem o quanto depositamos as nossas esperanças numa pessoa, ou melhor nos feitos e conquistas de alguém que para nós é sobre-dotado. É curioso perceber que há pessoas que trabalham para milhares de fans, mesmo não conhecendo o nome nem a cara de nenhum deles. No fundo, faz-se uma estimativa de pessoas que nos seguem e por aí mede-se o sucesso ou insucesso do trabalho. 

É difícil viver sem ter ídolos ou alguém que nos guie, que sirva de exemplo nas atitudes, valores e princípios a seguir. Pessoas que admiramos mas não conhecemos de lado nenhum, no entanto a quem apetece dizer "tu és meu ídolo". 

47 anos depois...

Esta menina está de regresso a Lisboa. Após o sorteio da fase de grupos, Benfica ou FC Porto têm possibilidades de a conquistar?

Obama é contra mas vai à guerra

Barack Obama sempre foi um opositor da guerra. Lembro-me perfeitamente que esse foi um dos principais temas de campanha, tendo sido feito um ataque constante à gestão de George W.Bush por causa da invasão do Iraque.
Volvidos quase cinco anos após a sua primeira campanha eleitoral,o actual Presidente Norte-americano está quase a quebrar as suas convicções. Sou daqueles que defendi a Guerra no Iraque mas acho desnecessário e inútil a intervenção na Síria. Apesar dos perigos do uso de armas químicas, o mesmo motivo que levou à guerra no Iraque; invadir agora um país que está a ferro e fogo pode ser um risco para o qual os norte-americanos podem nem estar preparados. Em 2003 o Iraque era um país estável e não havia conflito interno, na Síria há quase 2 anos que ninguém pode sair de casa. Em meu entender, a solução era um intervenção da Nato e não de uma coligação anglo-americana, até porque se trata de uma guerra civil  e não de uma ameaça internacional. 

Relativamente à mudança de posição de Obama, acho que nenhum Presidente Norte-americano deve excluir a via armada como forma de resolver um conflito. Tendo em conta que os EUA ainda são uma superpotência a nível militar, há sempre a necessidade de "trazer" justiça a este mundo. Obama corre o risco de perder toda a sua popularidade por causa desta acção militar. Ainda me lembro do ataque constante que o actual Presidente fez a W.Bush e aos republicanos. A guerra deve ser sempre evitada, se o líder de um país for um excelente diplomata. Obama aparentou durante a sua primeira campanha ser um negociador, um homem que através do diálogo consegue defender os interesses da sua nação. Pelos vistos o Presidente Norte-americano ou não cede à tentação de ser um "ditador" ou então os soundbytes não passam disso mesmo.  

quarta-feira, 28 de agosto de 2013

Duas guerras, dois PS, duas opiniões

Em 2003 quando Durão Barroso organizou na base das Lajes a cimeira da guerra com os homólogos espanhol, inglês e norte-americano, o PS foi um forte opositor a esse evento. Não só à cimeira das lajes bem como à intervenção no Iraque de que resultou a morte de Saddam Hussein. Na oposição, Ferro Rodrigues foi um aliado do Bloco de Esquerda e do PCP. 

Dez anos depois, os Estados Unidos e a Inglaterra preparam-se para uma nova intervenção militar, desta vez na Síria. Passaram 10 anos e o PS continua na oposição, mas a posição é radicalmente diferente. Ferro Rodrigues já não está na liderança dos socialistas, contudo os valores de um partido são para manter. Não entendo porque razão os socialistas defendem uma intervenção militar na Síria. Espero que o governo português não alinhe em resoluções internacionais para desencadear mais um conflito armado no médio oriente e que nada vai resolver o problema no país e naquela região. É normal que um Governo tenha posições diferentes, até porque o PM já não é Durão Barroso, contudo o PS que em 2003 e 2013 é oposição deveria manter a mesma posição relativamente à mesma questão e não divagar sobre o assunto como é costume nas hostes socialistas. Duvido muito que António José Seguro seja a favor do uso da força e da intervenção militar num país soberano, pelo que esta declaração vem trazer mais complicações internas em vésperas de eleições autárquicas. O que não é nada bom.

feliz aumento

Estou de acordo com o aumento do horário de trabalho para os trabalhadores do Estado de 35 para 40 horas semanais. Se há coisa que não entendo é a razão porque os serviços do Estado encerram mais cedo, ainda para mais quando muitos trabalhadores do sector privado necessitam que esses serviços estejam abertos o maior tempo possível. 

Além do mais, este diploma vem criar hábitos de trabalho e responsabilidade que não havia em muitos sectores do Estado, nomeadamente na Administração Pública. Assim todos os trabalhadores, do sector público e do privado estão em plano de igualdade no que toca ao horário de trabalho, reduzindo assim algumas injustiças como são as horas extras que algumas profissões são obrigadas a fazer. O trabalho não tem um horário pré-definido, no entanto sente-se alguma injustiça pelo facto de uns serem obrigados a trabalhar mais do que outros. No entanto, tenho dúvidas que um eventual aumento da idade de reforma venha produzir os mesmos efeitos de produtividade que este aumento da carga horária poderá ter.

terça-feira, 27 de agosto de 2013

A terceira guerra mundial e as novas armas

O momento porque todos esperavam aconteceu: A Síria foi o primeiro país a lançar a Guerra Química. A ameaça de Saddam Hussein não se concretizou, nem o Irão teve coragem para acabar com Israel deste forma. Foi o regime de Bashar Al Assad o primeiro a usar a arma mais letal do século XXI. Para já, o Presidente Sírio fê-lo contra o seu próprio povo, o que não implica não usar armas químicas contra povos de outras nações, nomeadamente os americanos e alguns países europeus que apoiam a causa norte-americana. 

As reacções não se fizeram esperar e é provável que haja uma intervenção militar na Síria para acabar de vez com o regime. No entanto, acaba-se com Assad mas as armas químicas continuam a sobreviver, até porque o Irão e Israel já vieram dizer que estão prontos para a guerra, em caso de ataque externo é claro. Na início da segunda década do século XXI o mundo está a assistir a um novo tipo de guerra. Já não se usam os tanques, soldados equipados a rigor e novas tecnologias que permitem derrotar o inimigo. O futuro é mesmo a guerra química, sendo que as consequências deste tipo de material trará consequências terriveis para a população. Há uma coisa que me espanta, como é que o Presidente Sírio ainda se mantêm no poder com o país completamente destruído. Se fosse inteligente deixava o país em estado de sítio, como está o Egipto e saia para uma reforma dourada, já que dinheiro não lhe deve faltar. Assim não terá como escapar e as forças americanas terão forçosamente de o liquidar. 

A Primavera Árabe não teve os efeitos desejados. O que se passa no Egipto é bem elucidativo da falta de preparação dos povos árabes para a democracia e para a liberdade. Contudo, continuar sob o dominio de ditadores corruptos e tiranos também não era a solução. 

"sentidas condolências"

Em Portugal há um bocado a mania de dar condolências por tudo e por nada, ainda por cima quando não se conhece o falecido ou a sua família. Os votos de pesar e a recente comunicação do Presidente da República em relação a António Borges levantam uma velha questão sobre um hábito tipicamente português. 

Agora que o PR se lembrou de homenagear António Borges tem de o fazer a cada português, cidadão anónimo deste país. Pode até dar-se o caso de Cavaco ter recordado Borges apenas para ficar bem na fotografia, porque esse é um aspecto que cai bem na nossa sociedade. Por vezes as condolências não são sentidas mas transmitidas. 

Esta é uma questão importante para discutir já que não sabemos o que levou o PR a esquecer os bombeiros. Talvez porque António Borges era seu conhecido e os bombeiros não, e por instantes Cavaco Silva se tenha esquecido do papel que estava a representar naquele momento. Uma coisa é certa: o PR não sentiu pessoal nem politicamente a morte dos bombeiros ao serviço do país, mas por outro lado tendo ficado afectado psicologicamente com o desaparecimento de Borges. 


segunda-feira, 26 de agosto de 2013

O Presidente de todos os portugueses

Não percebo as reacções pelo facto do PR não ter dado as condolências aos bombeiros mortos em combate mas tendo uma atitude contrária em relação ao falecimento de António Borges.

É verdade que Borges não fez nada em Portugal que merecesse um reconhecimento público por parte de Cavaco, contudo é uma figura destacada da nossa vida política e por isso mesmo mereceu as condolências de várias figuras ligadas ao nosso arco governativo. Não se pode estar a pedir ao Presidente que seja sensível a toda e qualquer situação, até porque no passado nunca houve um afecto público deste género. O que se passa no país é uma revolta social pelo facto de uns serem tratados como filhos e outros como enteados, como se costuma dizer. Esta insegurança advêm do facto de nestes dois anos existir na sociedade portuguesa um clima de injustiça social. Ora, qualquer atitude de desprezo pelos mais fracos é logo vista com revolta. A popularidade de Cavaco tem baixado significativamente, no entanto não é preciso "bater" no Presidente logo que ele comete uma injustiça. Até porque o Senhor Silva sempre foi o presidente de todos os portugueses....

Jornada 2 - Temos leão!

Às segundas feiras, após o fecho de cada jornada haverá um rescaldo. Inauguramos esta rubrica na 2ª jornada, porque a primeira ronda nunca tem motivos de interesse. 

Parece que o leão renasceu e está pronto para voos mais altos, inclusive lutar pelos três primeiros lugares. Jardim acabou com os notáveis e lançou miúdos com qualidade e mais importante do que isso, com vontade de ganhar e defender as cores do Sporting. A limpeza que o actual treinador fez no meio campo leonino está a dar os primeiros frutos e por incrível que pareça os leões entrarão no derby como favoritos, pela primeira vez em muitos anos. Os jovens talentos podem não chegar para ombrear durante a temporada inteira, no entanto sem competições europeias, o treinador leonino pode trabalhar durante a semana inteiro os processos de aprendizagem desta nova fornada. O Sporting está mais ofensivo e tem jogadores de alta qualidade e sobretudo tem um treinador muito competente. 

Se o Sporting está por baixo,o Benfica começou a época em sofrimento. A velha guarda que na época passada perdeu tudo nos descontos parece não ter vontade em vestir a camisola do Benfica. Se são traumas da temporada passada, se é o desgaste em relação ao treinador ou a vontade de rumar a outras paragens, a verdade é que jogadores como Gaitan, Salvio, Ola John, Cardozo e Lima não vão render o mesmo que em épocas anteriores e isso tem-se notado nestas primeiras jornadas. Assim sendo, qual é a solução? Tal como se viu ontem a salvação do treinador está na armada sérvia que esta temporada chegou à Luz. Markovic, Djuricic, Sulejmani, Fejsa e Matic são jovens com qualidade e com vontade de triunfar para mais tarde darem o salto para clubes mais poderosos. Jesus tem aqui um dilema: ou mete a jogar os velhos trapos ou recorre à juventude. Misturar as duas facções não parece ser boa ideia já que enquanto uns não correm outros estão a dar tudo pelo clube. Além do mais, no balneário este Benfica a duas línguas pode trazer complicações para o treinador. De referir que o sector defensivo vai ser o maior problema para a equipa durante a época. Maxi já não serve, Luisão parece não ter pernas, Garay está com a cabeça fora da luz e Cortez parece não ter qualidade. Se a isto acrescentarmos a insegurança de Artur temos o caldo entornado. Não é por acaso que o Benfica já sofreu três golos neste início de época...

Quem parece não ter perdido qualidade é o FCP. A valia dos jogadores é maior com a entrada de Josué, Quintero e Licá, mas a grande contratação foi mesmo Paulo Fonseca. Se nada de anormal acontecer, o treinador do FCP tem o campeonato ganho, até porque os rivais não estão ao nível do dragão. Mas no futebol nada é certo, tudo é relativo...

Uma palavra para o Sp.Braga que parece ter ganho segurança defensiva e qualidade no ataque. Com Jesualdo no banco, os minhotos podem ganhar com a experiência do treinador após a sua passagem pelo FCP. Não estando na Champions, o clube minhoto pode também ter o caminho facilitado no que toca a desgaste físico....Ao contrário do que acontecia com Peseiro, este Braga sabe ter a bola no pé. Cuidado com o Estoril de Marco Silva e o Rio Ave de Nuno Espírito Santo. Ambas as equipas mantiveram a base da última época, acrescentando jogadores de qualidade às suas equipas. No final desta temporada tanto um como o outro podem dar o salto para um grande porque dos quatro favoritos haverá quem não irá cumprir os seus objectivos. 

sexta-feira, 23 de agosto de 2013

Menezes entre o Porto e Gondomar

Luís Filipe Menezes é um político muito polémico. Apesar da sua obra em Gaia, o militante do PSD nunca foi uma pessoa consensual dentro do seu próprio partido, e isso foi bem evidente quando passou pelo partido de forma curta. Para ganhar o Porto, Menezes tem de fazer muito mais do que efectuou na cidade vizinha. Primeiro porque o eleitorado é diferente, em segundo lugar porque tem um adversário de peso e terceiro a sua candidatura não deixa de estar associado à polémica da lei de limitação dos mandatos autárquicos. O pior veio com a notícia de actos semelhante aos do Major Valentim Loureiro quando estava à frente do município de Gondomar. O acto em si não se trata de uma suspeita mas de uma confirmação, no que é uma mancha na candidatura de Menezes à Câmara da Invicta. Quem agradece é Rui Moreira e o seu staff que assim podem recuperar alguns pontos antes da entrada da campanha em força. 

Acho que a candidatura de Menezes à Câmara do Porto é mais uma questão pessoal do que política, já que é a única forma de ainda ser visível aos olhos da opinião pública. Conquistar o Porto é a única possibilidade do PSD ficar com algo nestas eleições e assim dar uma folga ao governo. A atitude de Menezes nestas eleições é apenas de ir a jogo porque sim, sem a convicção política e mais do que isso sem a vontade de contribuir para a melhoria da cidade do Porto. Até porque os autarcas que andam a saltar de Câmara em Câmara têm pouco apego e sentimentos à terra onde se candidatam. 

Agora, pagar electrodomésticos aos eleitores já é coisa do passado, ao menos que seja mais profissional e ofereça algo melhor aos seus constituintes. 

Bruma, um flop dentro e fora de campo

O Sporting venceu o caso Bruma no plano jurídico mas vai perder o jogador na mesma para um dos seus grandes rivais, muito provavelmente o Benfica. Depois de ver partir João Moutinho para o FCP e de forma semelhante à de Bruma, os leões deixam fugir mais um craque para um dos seus rivais. 
Não quero questionar a questão jurídica porque essa dá pano para mangas, mas interessa reflectir porque razão o Sporting é uma fábrica de fazer talentos mas depois não os aproveita. É óbvio que por detrás das saídas das jovens pérolas estão questões financeiras mas sobretudo objectivos desportivos que dificilmente se consegue alcançar estando no Sporting. Este é um factor no qual os leões perdem sempre para os seus grandes rivais e que não vai mudar enquanto a política desportiva não mudar. Se a academia de Alvalade produz talentos fora do normal mas que depois não são aproveitados na equipa principal por questões desportivas, a Academia torna-se uma inutilidade e só serve para lançar jogadores medianos. Não há por aí muitos Messi, Neymar, CR7 ou Bruma. O caso Bruma revela também a mesquinhez do nosso futebol e das pessoas que por lá andam. O problema vai ser encaixar um talento como Bruma numa equipa que tem extremos a mais e que nem os mais talentosos e experientes jogam......será que vai haver espaço para a Brumamania ou o ainda actual jogador do Sporting vai ser um novo Yannick? Se o destino for mesmo o Benfica tenho a plena convicção que o jovem jogador irá ter poucas oportunidades para mostrar o seu brilhantismo e que este episódio no fim não valeu de nada.

quarta-feira, 21 de agosto de 2013

formas de pressão política

Toda e qualquer forma de pressão e chantagem é condenável. Ela é uma forma suja e pouco honesta de obter algo através da fraqueza de outrem. 
Na política como em qualquer outra actividade não há qualquer vantagem em obter proveito por esta forma. Passos Coelho alertou o Tribunal Constitucional para que este não atrapalhasse o trabalho do governo e não condicione o esforço que os portugueses estão a fazer. Não vejo a atitude do PM como uma forma de pressão, mas como um alerta. É tempo do TC não fazer escolhas políticas mas jurídicas e não estar sempre contra as decisões do executivo, porque isso vai atrapalhar as contas. O Tribunal tem estado ao lado da oposição nestas últimas decisões, quase que a pedir a demissão do governo. Sendo a Constituição passível de várias interpretações é estranho que o sentido do voto seja sempre para o mesmo lado. É nítido que este TC tem uma tendência claramente socialista.....

terça-feira, 20 de agosto de 2013

A supremacia da religião através da conquista do poder

O que se está a passar no Egipto é o resultado da chamada Primavera Árabe ter chegado cedo demais a um país cujas diferenças religiosas anteviam problemas deste género. A saída de Hosni Mubarak do poder à força fez renascer a Irmandade Muçulmana como grande partido cuja influência junto da população é enorme. Muitos analistas disseram que o Egipto era o país mais apetitoso para os muçulmanos chegarem ao poder. 

Não vejo como podem as restantes religiões sobreviverem se a Irmandade Muçulmana tomar definitivamente conta do país, como parecia estar a conseguir após a eleição de Mohammed Morsi. De todos os países que sofreram revoluções em 2011 o Egipto é aquele que tem o futuro mais negro à sua frente, devido à sua inter-religiosidade, bem como às diferentes etnias e culturas que se misturam diariamente na cidade do Cairo. 

O problema do Egipto não é político mas de religião e crença. Trata-se de alcançar a supremacia religiosa através da conquista do poder e quem o obter tem o "direito" de impôr a sua religião aos outros bem como "eliminar" o inimigo. Esta é a causa que se está a travar para lá das margens do rio Nilo....

sexta-feira, 16 de agosto de 2013

Discurso da coerência e da prudência

Escrevo estas linhas poucos minutos antes do discurso de Passos Coelho no Pontal. Não quero ser faccioso ao ponto de achar que o PM tem todas as razões para fazer um discurso positivo e virado para o futuro. Considero que Passos Coelho tem de aproveitar as boas notícias da semana para colocar um pouco água na fervura e explicar muito bem como será a situação económica portuguesa após os cortes que estão anunciados para o Orçamento de Estado 2014. De nada valerá ao PM cantar vitória agora se daqui a 3 ou 4 meses teremos nas ruas a contestação nas ruas ao nível do que aconteceu o ano passado. 

Esta "viragem" económico é bom para o governo em vésperas de eleições autárquicas, contudo ainda nada é definitivo. 

Considero que Passos Coelho fará um discurso coerente com a realidade em que vivemos, no entanto sem nunca se deixar gabar do esforço que foi realizado pelos portugueses, em resultado das políticas económicas do governo. Afinal o plano de austeridade desenhado por Vítor Gaspar não falhou, como muitos vaticinaram. É importante que Passos Coelho fale mais de economia, crescimento, sustentabilidade do que austeridade, desemprego e crise, até porque o momento é propício a isso. Portugal ainda não saiu da recessão plena, no entanto caminha a passos largos para lá, sendo previsível o afastamento do cenário de um segundo resgate. Também gostava que o PM realçasse o aparente bom ambiente que se vive na coligação após a remodelação profunda e já agora desse o braço a torcer e reconhecesse que a ideia de um governo mais pequeno e eficaz é totalmente errada. 

quarta-feira, 14 de agosto de 2013

Seja feita honra a Vítor Gaspar

Se hoje estamos a celebrar o crescimento do PIB em 1,1% é porque Vitor Gaspar e Álvaro Santos Pereira andaram durante dois anos a batalhar para que o dia de hoje acabasse por chegar. O primeiro para colocar as contas públicas em ordem e o segundo a mexer-se nos bastidores da economia. Convêm não embandeirar em arco com esta realidade, no entanto os números hoje divulgados vão dar um novo fôlego ao governo internamente mas sobretudo no que diz respeito às negociações externas. Além do mais, em vésperas de eleições autárquicas e de negociações para o Orçamento de Estado, os números anunciados pelo INE vieram calhar que nem uma luva para as pretensões do governo. 

Os portugueses estão de parabéns pelo esforço realizado, já que foram eles os principais visados pela austeridade cega. Agora que a economia está a crescer toca a gastar novamente como se não houvesse amanhã. Não pode ser assim, no entanto são visíveis alguns sinais de crescimento na zona euro e também em Portugal. O volte-face completo pode ser dia 22, após serem conhecidos os resultados das eleições na Alemanha. Está tudo à espera no que vai dar as legislativas alemãs para depois voltar a investir forte na zona euro....

terça-feira, 13 de agosto de 2013

As autárquicas começam mal

Ainda nem sequer começou a campanha para as autárquicas mas já duas polémicas estão a dominar a pré-campanha.

A lei que limita os mandatos dos autarcas e o caso Isaltino. Tanto um caso como o outro espelham bem como funciona a nossa justiça e como esta ainda está muito dependente do poder político. 

É uma realidade que a lei que limita os mandatos dos autarcas está mal feita e é susceptível de ser interpretada de várias formas, pelo que é natural que haja decisões diferentes em comarcas distintas. A mim parece que estas decisões estão a ser tomadas tendo em conta o candidato. Por isso não é de prever que Seara e Menezes fiquem pelo caminho na secretaria. Pior do que a decisão em 1ª instância é a possibilidade de o Tribunal Constitucional vir a ser a derradeira oportunidade para os que estão contra ou a favor destas candidaturas. Em última instância, o TC vai ter de decidir de forma uniforme e nunca contrariando uma decisão anteriormente tomada, isto é, caso o TC deixar passar a candidatura de Seara não pode cortar as pernas a Menezes e vice-versa. A decisão do TC será sempre política e nunca jurídica, pelo que os juízes do tribunal ratton têm uma grande responsabilidade entre mãos mas não podem de forma nenhuma deixar no ar a ideia que estão a favorecer uns e a prejudicar outros. Tendo em conta que todos irão recorrer para o TC é provável que neste ano a lei de limitação de mandatos não seja um entrave para as candidaturas que ainda estão pendentes e à espera de decisão judicial. Isso pode ter implicações na campanha, no entanto já muitos candidatos avançaram com o marketing mesmo antes dos problemas surgirem.

O caso em torno da candidatura de Isaltino é sintomático, mas bem revelador do país em que vivemos. O grande Isaltino quer ser candidato à AM de Oeiras mas está na prisão. Como vai o ex-Presidente da CM Oeiras presidir às reuniões? Serão feitas na esquadra ou o autarca vai poder gozar uns minutinhos de liberdade? Isaltino tem uma grande lata e anda a brincar com o país mas sobretudo com os habitantes de Oeiras. É bom que a justiça tenha mão pesada para Isaltino já que moralmente ele não tem condições para ser um cidadão livre.

Por onde anda Menezes?

Confesso que tenho acompanhado pouco as pré-campanha autárquica por força das férias. No entanto, pelo que vou lendo não vejo grandes movimentações na campanha de Luís Filipe Menezes, ao contrário do que acontece com Rui Moreira, já que a sua "entourage" está no terreno desde o princípio de Julho. É normal que assim até porque o candidato portuense não tem um partido a apoiá-lo, se bem que o CDS esteja por detrás a fazer figas para que Menezes não vença na cidade invicta. 
Caso Menezes perca a Câmara será o fim político de mais uma grande promessa do PSD. Menezes pode ter sido um bom autarca em Vila Nova de Gaia mas não dá para mais. Com isto quero dizer que o actual candidato à Câmara do Porto não tem qualidade nem competência para ambicionar um cargo de dimensão nacional, como é o de Presidente da CMP. Quando passou pela São Caetano à Lapa notou-se a falta de qualidade bem como a sua desonestidade intelectual e política, e neste aspecto os portuenses ambicionam ter um presidente com qualidades humanas. Menezes nunca conseguirá chegar a um cargo que lhe dê a notoriedade que tanto procura. 

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

Julgar sem direito a defesa

Em Portugal é muito normal fazerem-se julgamentos sem defesa. Não me estou só a referir às questões da justiça, mas de um forma geral. Os julgamentos na praça pública são recorrentes  e normalmente sem direito a advogado, mesmo que a constituição exija a obrigatoriedade de um defensor. Julgar uma pessoa sem defesa é diminuir o acusado, é fazê-lo rebaixar a uma situação de escravidão, no fundo sem direito a ser ouvido. É muito normal isto acontecer em vários sectores de actividade em que está imposto este regime. O problema são as mentalidades e as práticas aplicadas. 

A primeira sensação é apontar o dedo para que depois não haja hipótese de contraditório. Ora, este também é um princípio que está consagrado em qualquer lei. A má fama espalha-se rapidamente e aí acaba a hipótese de se poder dar uma nova imagem.

Não se pode dizer que existe justiça no nosso país se continuarmos a adoptar este tipo de atitudes. É muito comum julgar aquele que supostamente cometeu um crime. Basta um boato, uma notícia inventada, um intriga que rapidamente se espalha. Por isto ainda se cometem muitas injustiças no nosso país.... Tudo por causa desta mentalidade burguesiana e pouco desenvolvida. 

Pensar o País(I): Carta aberta aos políticos deste país

Neste momento difícil na vida do nosso país preocupamo-nos muito em como podemos mudar o que está mal. Perdemos no entanto noção do que foi feito nos últimos 40 anos. E perdemos noção porque parece que esquecemos que algum mérito deverá ter existido para transformar um país do terceiro mundo num que está relativamente perto do primeiro. E não tenhamos dúvidas que em 1974 eramos um país do terceiro mundo: basta irem às estatísticas e consultarem todos os indicadores relevantes: literacia, esperança de vida, mortalidade infantil só para citar alguns exemplos.
Ataca-se a classe politica como um todo esquecendo que a base de partida era na verdade a de um país parado no fim da segunda guerra mundial estagnado em ideias e conceitos do inicio do século.
A classe politica que tanto atacamos trouxe-nos até aqui. Com algum mérito diria. Com muitos defeitos é verdade. Defeitos que hoje nos parecem maiores face às dificuldades que nos assaltam e às benesses que se outorgam. Imorais. Injustas.
Pior ainda aceitam questionar o fundamento de evolução do país sobre o pretexto de uma necessidade económica prevalecente. Pois eu digo o seguinte: Não aceito que os tratem como incompetentes porque não o foram mas também não aceito que nos tratem como idiotas que também não somos.
Atrevam-se a discutir as ideias claramente, discutam os modelos de sociedade que pretendem com clareza e deixem-se de tentar esconder os vossos desígnios só porque sabem que dessa forma nunca vencerão umas eleições.  Se não o fizeram irão reduzir sistematicamente a discussão politica a uma espécie de novela mexicana sem substancia.  
Se são liberais assumam, se são sociais democratas demonstrem-no, se são socialistas mostrem-no. Não se escondam no meio de uma pseudo racionalidade técnica porque da mesma forma que não se elege quem pilota o avião nós também não votamos na capacidade técnica: Votamos nas escolhas políticas. Não retirem essas escolhas do sistema porque essa escolha é o sistema.  Sem essa verdadeira escolha a democracia nada mais é do que número de circo em que a transformaram.
Admiram-se que vos chamemos palhaços, que demonstremos asco pela vossa profissão? Hoje em dia para alguém que não esteja na política chegar a casa e dizer decidi filiar-me no partido x é o equivalente à lama atirada à honra da família. Têm noção disso? Acham que a responsabilidade é de quem? É vossa pela vossa falta de respeito mutua, pela vossa falta de compreensão do mundo real.  Havei-vos isolado em torres de marfim e não tendes a mínima ideia do que realmente se pensa de vós. Pensam que é exagero que são apenas uns exaltados manipulados. Também há isso, também há isso mas receio que estejais a confundir a árvore com a floresta.

Desçam à realidade do nosso dia a dia, das nossas dificuldades, privem-se dos vossos indevidos privilégios e falem-nos com verdade, mas com verdade mesmo não com aquele “ersatz” vazio de opções. Quando o fizerem (se o fizerem) verão que somos muito mais governáveis do que parecemos.

Texto de Fernando Vasconcelos, que assim inaugura a rubrica "Pensar o País"

sexta-feira, 9 de agosto de 2013

Jesus tem o seu fim perto...

Durante o verão faz-se uma pausa na política e aproveita-se para falar de futebol, até porque o arranque da nova temporada está aí à porta. 

Cardozo volta à equipa principal do Benfica e Jesus tem a sua continuidade por um fio. Quem diria que três meses depois do insólito episódio na final da Taça era o treinador que está com a porta de saída aberta. Não admira já que os maus resultados do fim da época passada está a ter repercussões na nova temporada. O Benfica ganha com a continuidade de Cardozo e a saída do treinador, porque o que o clube precisa é de golos e não de maus resultados. No caso "Tacuara", a força presidencial sobrepõe-se à do treinador, o que causará mau estar em Jesus, já que ele gosta de ser a figura principal da estrutura do futebol e do próprio clube. Este triunvirato Cardozo-Jesus- Vieira vai acabar mal para o técnico encarnado que tem também os adeptos contra a sua continuidade....

Costa tranquilo, Seara ferida

Como seria de esperar António Costa vai ser reeleito com toda a tranquilidade. Pode ir de férias descansado e fazer campanha apenas durante o mês, enquanto Seara terá de trabalhar o verão inteiro para evitar a pior derrota. O candidato, o timing e a forma como o ex-autarca de Sintra apresentou a sua candidatura ditarão uma pesada derrota para o homem escolhido pelo PSD com o apoio do CDS. É de certeza o fim político de Seara e de toda a sua ambição. Não haverá mais oportunidades e assim Seara sai por baixo, quando tinha tudo para sair da política com trabalho e obra feita. Assim não!

quarta-feira, 7 de agosto de 2013

O Algarve ainda é o melhor spot

Apesar da crise o Algarve ainda continua a ser o destino preferido de todos. As praias, o ambiente nocturno, o convívio e as ofertas continuam a atrair os portugueses que preferem ir para o estrangeiro noutra altura. Quem ganha com isso é o país, já que os investimentos feitos nesta altura na zona do Sul são enormes. Pena que não haja o mesmo cuidado para outras zonas do país que deviam ser melhor aproveitadas noutras alturas do ano como é o Minho. No entanto, Verão é obrigatório ser no Algarve, bem como aproveitar o sol tórrido de Julho e Agosto. Há muito tempo que se fala em aproveitar o turismo como um factor de arranque da nossa economia, contudo ainda não se apostou muito nesta área, já que a prioridade tem sido para os cortes e para o investimento público em obras de grande pujança financeira e mediática mas que trazem pouco retorno financeiro. Os portugueses estão a dar o exemplo e forçar o governo a promover melhor esta região. Que tal uma parceria público-privada para o turismo?

terça-feira, 6 de agosto de 2013

Bruno, o rebelde

Bruno de Carvalho foi eleito Presidente do Sporting em Março. As alterações que tem efectuado juntamente com Inácio e Leonardo Jardim têm sido positivas. Contudo, o presidente leonino tem primado pela diferença, o que lhe pode custar caro no futuro. Atirar-se a um árbitro não é a melhor maneira de começar a sua primeira época como dirigente leonino, ainda para mais estando no banco de suplentes. Bruno foi para o banco para imitar Pinto da Costa e condicionar o trabalho dos árbitros, no entanto só há um Papa neste país. 

Além do mais, o presidente do Sporting já está a condicionar o trabalho do próprio treinador ao fazer comentários sobre a prestação da equipa, quando deveria o treinador a fazê-lo. Se a pré-época deu nisto, imagino o que vai acontecer no campeonato, em particular nos jogos com os grandes. Não tardam aparecem os maus resultados e a elite leonina vai cair em cima do actual presidente. É isso que vai acontecer, porque como costuma dizer o ditado, "quem anda à chuva molha-se". Por muito que se aplauda a forma como Bruno quer aproximar a equipa dos adeptos, há comportamentos que nenhum Presidente devia fazer e um deles é abster-se do trabalho técnico, porque quando começa a meter a colherada quando a quiser tirar já vai ser tarde.....E aí o público de Alvalade vai ficar chateado.

Pegou a moda da mentira

Mentir é feio, já diziam os nossos pais. Mentir constantemente é ainda pior. Mentir por convicção revela uma falha grave na personalidade. Mentir para esconder a verdade merece punição, ainda para mais quando dessa atitude estão dependentes pessoas. Depois do caso Maria Luís Albuquerque, agora é Joaquim Pais Jorge que está debaixo de fogo, primeiro porque foi convidado pela Ministra das Finanças mas porque aparentemente também mentiu no Parlamento. Tal como aconteceu na questão SWAPS com Maria Luís, não cabe ao autor destas linhas fazer julgamentos na praça pública, até porque mentir é uma coisa natural e na política ainda mais, contudo há locais onde não se pode mentir, porque o que está em causa é o bem comum. Lugares como um tribunal e um parlamento devem ser considerados sagrados, já que são orgãos de soberania importantes no funcionamento da sociedade em que vivemos. 

Muitos mentiram, e mais mentirão, contudo esta forma de fugir à verdade está a ser um hábito nos membros do governo. Espero que Maria Luís Albuquerque não tenha dado o mote, mas a realidade é que o próximo a ser apanhado com o mão na mentira vai ser imediatamente julgado por tudo e por todos. Por esta razão, a Ministra das Finanças errou ao criar um precedente. Já diz o ditado que "é mais fácil apanhar um mentiroso que um ladrão". Maria Luís Albuquerque e Joaquim Pais Jorge confirmam. 

escrever na praia

Em Agosto é difícil um assunto para escrever, porque não há muito sobre que escrever. O governo está de férias (também tem direito), as polémicas também foram dar um mergulho no mar, no entanto os milhares de autarcas que vão a votos no dia 29 de Setembro são os únicos que aproveitam a presença dos turistas para fazer campanha, além do mais com a crise económica não há dinheiro para arrendar um apartamento, sendo esporádicas as presenças nos sítios do costume. 

As pessoas merecem um mês de descanso. O final de 2012 e o primeiro semestre de 2013 tem sido muito difícil para as pessoas. A incerteza económica e política foi grande e ninguém sabe como serão os próximos meses nem como 2014 se vai apresentar. Espera-se que haja alguma folga no cinto apertado e uma recompensa pelo esforço dos portugueses, porque todos nós merecemos um prémio por termos feito sacríficios em prol das contas públicas organizadas. 

A animação político-social voltará no tempo adequado, agora é tempo de escrever na praia...

domingo, 4 de agosto de 2013

Cá se fazem, cá se pagam

Este é um ditado popular que muitos seguem à risca, ou então a vingança é um prato que se serve frio. Infelizmente em Portugal é muito frequente usar a vingança para alcançar um objectivo pessoal e prejudicar o outro. Normalmente a frustração é um sentimento que ainda atinge muitos de nós, e a forma de combater isso é prejudicar aquele que não nos obedeceu ou teve uma atitude menos digna para connosco. 
O famoso "Cá se fazem, cá se pagam", ainda é frequente na nossa sociedade, o que revela o nível pouco digno em que vivemos. O que dá uma pescadinha de rabo na boca sem precedentes originando conflitos entre sociais, políticos e económicos. Sair por cima de uma situação conflituosa é difícil para o comum dos portugueses e ainda para mais quando se lida com pessoas que por um ou outro motivo se sentem frustradas. Sintomas de uma sociedade doente?

sexta-feira, 2 de agosto de 2013

País de tanga, Câmaras solventes

Muitos analistas entendem que as eleições autárquicas servirão para mostrar um cartão vermelho ao governo. Eu não penso assim, até porque o carácter das eleições que se aproxima é de cariz diferente. São locais e está relacionado com o trabalho feito na autarquia mas também com a popularidade da pessoa em questão. No entanto nota-se que muitos candidatos optaram por não usar o emblema do PSD ou do CDS no seu cartaz. Também é verdade que no PS isso acontece, contudo não é oposição feita pelos socialistas que vai estar em jogo no dia 29 de Setembro. Guterres abandonou o executivo após uma tareia nas eleições locais de 2001, contudo isso não deve suceder com Passos Coelho já que as circunstâncias são substancialmente diferentes, no entanto a derrota nas eleições pode fazer com que o PM repense a sua posição relativamente à Ministra das Finanças, embora isso seja uma possibilidade remota. 

A única pequena vitória que Passos Coelho poderá ter é se ganhar a maioria das câmaras capitais de distrito e vencer no Porto, isto para além de obter uma pequena derrota na capital. 

Mais do que nunca, as eleições locais são importantes até do ponto de vista da credibilidade. Os que estão mais descontentes com a acção central têm mais confiança no seu autarca, até porque este é uma figura próxima e até por vezes simpática, enquanto que o Ministro raramente é visível. Numa altura em que o país está de tanga, é interessante verificar o quanto alguns municípios estão financeiramente estáveis. E ao contrário do que António Costa diz, Lisboa não é um desses casos positivos. 


quinta-feira, 1 de agosto de 2013

Cair na própria ratoeira

A Ministra das Finanças omitiu uma informação, mentiu ao Parlamento e agora a questão é saber como sai dessa ocultação sem se prejudicar mas também ao próprio governo. 

Quando alguém mente é difícil que consiga escapar a essa inverdade, a não ser que seja hábil nas respostas que dá, contudo só mesmo um grande artista é que consegue driblar a sua própria mentira. 

Não é nada fácil dar a volta a esta situação, já que para isso é necessário convencer que a informação dada se trata da mais pura das verdades e quem se enganou foi a outra pessoa. 

O que se está a passar com o caso dos SWAPS é isto mesmo: Aquele que "mentiu" tenta por todos os meios e feitios convencer os outros que a sua informação se trata da mais pura das verdades. Contudo, essa tarefa será difícil de alcançar porque o país inteiro já entendeu que Maria Luís Albuquerque montou uma ratoeira em que dificilmente conseguirá sair e pior do que isso colocou dentro dela Passos Passos Coelho e todo um governo pintado de fresco. 

É uma tarefa difícil que só está ao alcance dos predestinados e a Ministra das Finanças não tem esse dom. 
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