segunda-feira, 30 de setembro de 2013

Jornada 6 - os 5 grandes no topo. Sim, o Estoril também conta.

Mais uma jornada e mais casos de arbitragem, no entanto não iremos perdemos tempo com comportamentos dos árbitros.

Ao fim de 6 jogos já é possível fazer uma divisão na classificação. FCP, Sporting, Braga, Estoril e Benfica são e irão ser os mais fortes neste campeonato. Talvez Nacional, Guimarães e Marítimo consigam chegar perto destes sextexto, no entanto não será fácil manter a regularidade competitiva. O quarteto Porto, Braga, Sporting e Benfica já nos habituaram a lutar pelos lugares cimeiros, contudo há uma novidade que vem da linha. O Estoril continua a ganhar e a jogar muito bem, pelo que é justo colocarmos os canarinhos entre as equipas que vão andar no topo da tabela. Pode ser um ressurgimento de um histórico, mas uma coisa é certa: a equipa da linha não voltará tão cedo à segunda divisão. 

Entre o 1º e o 6º distam apenas cinco pontos. Até ao momento nem o campeão mostrou uma regularidade exibicional que lhe permita andar sozinho na frente. Não é isso que vai acontecer e como eu previa no início Braga e Sporting vão morder os calcanhares à equipa azul e branca, porque os dois Sportings estão muito bem orientados e têm planteis equilibrados, para além de não se desgastarem com as provas europeias. O único problema chama-se Benfica. Em 6 jogos, a equipa da Luz perdeu um jogo e empatou dois. A próxima deslocação é ao Estoril onde o campeão perdeu dois pontos. Jesus ou altera rapidamente a forma de jogar ou pode estar a hipotecar o futuro da equipa, já que nem à bomba Vieira demitirá o técnico. 

Vamos ter um campeonato muito interessante no topo da classificação, registando várias alterações nos lugares cimeiros.  

O único vencedor das eleições

Podemos fazer várias leituras sobre os resultados das autárquicas. Como acontece em democracia há vencedores e perdedores. Seria um exercício longo fazer este tipo de análise. Na minha opinião o "mais" vencedor de todos foi Rui Moreira. O novo presidente do Porto não só ganhou o Porto como o resto do país. A sua coragem libertou a cidade de Luís Filipe Menezes mas também dos socialistas do Porto que nunca souberam gerir a câmara. No entanto, o sinal de Rui Moreira não é só para a sua cidade. É sobretudo um aviso para o resto do país: cuidado com os independentes! Em Portalegre também ganhou uma independente mas que tinha saído do PSD local. 

A candidatura de Rui Moreira é genuína e pura, embora o CDS se tenha colado (e mal) à vitória do portista. Não sei se a gestão de um independente é melhor do que um autarca vindo dos partidos. Eu sei que as pessoas estão saturadas dos lobbies partidários e por essa razão, muitos independentes que ontem venceram já não vão voltar à casa de partida. O Porto deu um bom exemplo de cidadania e vontade de mudar. Esperemos que daqui a quatro anos multipliquem o número de candidaturas independentes porque isso significará a diminuição de votos em partidos políticos.

sábado, 28 de setembro de 2013

Bandeira da República da Irlanda

Esta bandeira apela à diversidade de cores. Verde e laranja ficam muito juntos e parece que o povo irlandês foi contagiado por esta obra de arte. 

O verde representa a tradição gaélica

O laranja representa os adeptos de Guilherme de Orange.

O branco "faz" as tréguas entre o verde e o laranja. 

A bandeira foi adoptada em 1919 durante a guerra da independência. Constitucionalmente foi "plasmada" em 1937. 

Foi Thomas Francis Meagher quem introduziu esta bandeira em 1848. Contudo foi em 1916, na Revolta da Páscoa que o tricolor chegou a ser adoptado como bandeira nacional. Não confundir esta bandeira com a da Costa do Marfim, já que a bandeira do país africano tem as cores invertidas. 

sexta-feira, 27 de setembro de 2013

O que eu espero das autárquicas

A campanha está no fim e a eleição no domingo promete ser renhida. Lisboa é socialista com ou sem goleada. No Porto a dúvida é entre Rui Moreira e Menezes, com Manuel Pizarro a surpreender. Braga é, ao fim de 20 anos social democrata, mas mais importante do que isso é que vai acabar o domínio socialista na cidade dos arcebispos. Com ele acabará a bragaparques?

O resto do país é um incógnita, no entanto vai ser interessante a disputa em Matosinhos(sempre ele), Coimbra, Sintra, Faro e no Alentejo. É previsível que os comunistas vençam o alentejo e recuperem parte do distrito de Setúbal aos autarcas socialistas. Na zona de Matosinhos vai haver uma batalha pela Câmara entre o PS rejeitado, o actual PS e o PSD. Estas forças estão muito próximas umas das outras, no entanto o actual autarca Guilherme Pinto tem a vitória à sua mercê, o que será uma chapada de luva branca na actual direcção socialista. Da mesma forma que a provável vitória de Guilherme Aguiar em Vila Nova de Gaia é uma lição para a estruturas locais laranjas que preferiram o ex-deputado Carlos Abreu Amorim.

As autárquicas têm esta vertente: a do resultado imprevisível. Já sabemos que todos os partidos vão declarar vitória, no entanto os números de Domingo serão um bom indicador para aferir da popularidade do governo mas também da liderança socialista. Tenho a certeza que António Costa no seu discurso de vitória, vai atacar o governo mas também António José Seguro.

Tenho a convicção que alguns dos anónimos que nos animaram durante esta campanha vão ter resultados positivos.

Clássicos das autárquicas (12) - porque o último é sempre o melhor

Este é o último cartaz que coloco. Começámos com fofinhos, cabeçudos e outras personagens que este Portugal deu a conhecer neste último mês. Depois de uma fase sem motivo de interesse, eis que apareceram os candidatos badalhocos. A novidade da campanha de 2013 foi a descoberta de terras com nomes bem originais. Resta saber quem nasceu primeiro, o orgão reprodutor ou o nome da localidade. Acabamos a série "Clássicos das autárquicas" em grande. Rute Duarte precisa de Pó. Já que a PSP está no terreno à procura de Oliveira e Costa, devia ter atenção ao que a candidata pelo PS anda a fazer. Muito provavelmente pertence a uma organização qualquer. 

Espero que se tenham divertido com a colocação destes cartazes. Deu para "mostrar" o país real e não só. Daqui a 4 anos outros intérpretes estarão na corrida autárquica e eu cá estarei para publicitar mais artistas.

quinta-feira, 26 de setembro de 2013

Que ganhe Rui Moreira!



Se esta sondagem estiver correcta, não é só uma boa notícia para o Porto mas também para o país. A luta na segunda câmara mais importante do país está renhida. A Presidência vai ser discutida até ao último voto. Na minha opinião, Menezes não merece o Porto e o país não merece que o Porto escolha Menezes. O ex-líder do PSD é um saltimbanco político e passa a vida a trocar de lugar. Foi candidato a líder do PSD, conseguiu chegar a ser Presidente. Tudo isto no meio do seu mandato enquanto autarca de Gaia. A mim não me garante que Menezes não esteja a pensar em Belém, usando o Porto como trampolim. Rui Moreira será um Presidente a todo o tempo e caso aconteça a sua vitória é uma chapada de Portas em Passos Coelho. Em meu entender, a escolha de Menezes para candidato à Câmara foi um favor que o primeiro ministro deu em troca do seu apoio em 2010 para a liderança do partido. Nunca gostei de Menezes. Nem do político nem do homem, pelo que ficarei contente caso Rui Moreira vença no próximo domingo.

Artur Mas é mais um Alberto João

Artur Mas continua a sua luta para oferecer aos catalães a possibilidade de escolheram a via da autonomia para o seu futuro. O líder da Generalitat já escolheu as perguntas que deverão constar do referendo. Mas quer que a Catalunha siga o mesmo caminho da Escócia e do Quebec. Os escoceses vão a jogo daqui a um ano, e neste momento o sim vai á frente. Contudo, as mentalidades são diferentes no Reino Unido e no sul da Europa. A independência da Escócia relativamente à Inglaterra é apenas uma questão de orgulho e identidade nacional. Em Espanha tem muito mais a ver com isso. Trata-se de uma luta política que o actual líder está a tentar travar contra Madrid, o PP e Mariano Rajoy. Não falo da crise económica ou dos valores hispânicos, mas da sua própria guerra política. Mas está em desacordo com o actual chefe de governo espanhol em muitos assuntos e este batalha pela independência não é mais do que uma guerra particular que Mas está a travar. 
Espero que a Catalunha não escolha a via do referendo, até porque em termos constitucionais isso não será possível. A constituição espanhola não permite nenhum mecanismo que altere o actual quadro autonómico. Tenho a convicção que a luta de Mas acabará rapidamente por ser esquecida, até pelos próprios catalães. 

quarta-feira, 25 de setembro de 2013

Pedro e Paulo, amigos por um dia

Pedro Passos Coelho e Paulo Portas apareceram ontem pela primeira vez juntos nesta campanha eleitoral. O motivo da reunião foi apoiar Fernando Seara à Câmara Municipal de Lisboa. Mesmo que o candidato seja copiosamente derrotado, é importante ter o apoio dos dois líderes que suportam esta candidatura morta à nascença. Acredito que tanto Portas como Passos Coelho fariam o mesmo no Porto se Menezes fosse apoiado pelo CDS. Lisboa foi a razão para "mostrar" ao país que o Primeiro e Vice estão unidos e de boas relações. O que diz um nada tem a ver com o replica o outro, contudo é preciso aparentar solidariedade para que os mercados não obriguem Portugal a um segundo resgate. O mal estar entre os dois é evidente e não me venham dizer que é por causa de Maria Luís Albuquerque. O problema do relacionamento tem a ver com egos. Portas quer a todo o custo ser o protagonista que Coelho não deixa ser. No fundo, o líder do CDS quer mesmo ser Primeiro porque já não se contenta em ser apenas o segundo. 

Passos ao culpar Portas pelo inevitável segundo resgate está a colocar um ponto final nesta coligação. Não vai ser preciso chegarmos às propostas para o OE. No final da noite eleitoral veremos mais sinais de uma separação anunciada no princípio do verão. Cada um vai ler os resultados eleitorais da forma que lhe mais convém, sem se preocupar com o parceiro de coligação. Tendo em conta que o PS também vai obter uma vitória, é natural que Seguro queira abrir brechas entre os dois colegas de governo. 

PSD e CDS podem ganhar em câmaras municipais mas vão perder muitos votos. O problema será analisado a partir daí, tendo em vista as próximas europeias mas já apontando baterias para as legislativas, até porque dois anos em política é muito pouco e a crise continua a não mudar o sentido de voto. Tenho dúvidas que Passos e Portas consigam aturar as taras e manias que um e outro têm revelado ao país nestes dois anos e meio. Além do mais, o ego de um não é compatível com a incompetência do outro. No próximo ano, Cavaco vai ter que resolver o problema que deixou aos portugueses porque a oposição é ainda mais incompetente e gosta muito de se ver ao espelho. A única esperança do Presidente da República é se entretanto der alguém à Costa. Contudo, até que o futuro Presidente da Câmara da capital avance para o Rato, já Passos e Portas têm as costas com muitas cicatrizes resultantes das constantes facadas. Até lá o país vai pedindo por uma salvação.

Jesus, o caça polícias

Acho lamentável a atitude do treinador do Benfica no domingo passado. Um treinador que se preze tem de ter cabeça fria e não pode ter comportamentos como os que se verificaram em Guimarães. Se o treinador encarnado teve cabeça fria para "aguentar" Oscar Cardozo na final da taça, não percebo porque razão se passou apenas e só para defender um adepto. 

Tenho pena que Luís Filipe Vieira continue a defender Jesus. A manutenção do actual técnico não faz sentido nas actuais circunstâncias. Jesus parecia um adepto que queria bater nas autoridades, no entanto esqueceu-se da sua condição de líder de um dos maiores clubes da Europa. O comportamento verificado não é um caso solitário, já que é o reflexo do estado do balneário benfiquista. As vitórias e algumas boas exibições disfarçam o mau ambiente que se vive, contudo ao primeiro fracasso o castelo de cartas desmorona-se.

Este é o sentimento dos benfiquistas e o único que ainda não percebeu foi o presidente, contudo é normal que assim seja já que Vieira é um pau mandado de Jesus. Que até bate na polícia a seu bel prazer!

terça-feira, 24 de setembro de 2013

Garantida a Síria, há que conquistar o Irão

Arrumado que está a questão da Síria, Barack Obama volta-se para o Irão. O actual Presidente norte-americano está a tentar "limpar", o que um dia George W.Bush chamou de "Eixo do Mal". A Síria revelou-se um problema porque inesperadamente as armas químicas foram usadas. Contudo a questão iraniana é diferente, porque há muito que o país está a desenvolver um programa nuclear bastante mais poderoso do que Damasco. Obama conseguiu travar a Síria mas dificilmente obrigará o Irão a ceder. Este problema não é só dos Estados Unidos ou de Israel, mas tem repercussões a nível mundial, porque Teerão representa uma verdadeira ameaça a todos nós. 

O Presidente americano está a realizar todos os esforços para trazer equilíbrio e paz mundial, no entanto precisa do apoio das Nações Unidas, em particular da Rússia. Se não fosse a intervenção russa, a Síria neste momento estaria a chacinar o seu povo com armas químicas. Na minha opinião considero fundamental que a Rússia seja um aliado dos Estados Unidos. Só assim se conseguirá paz. A Velha Europa já não influência diplomática porque anda mais preocupada em resolver os problemas financeiros que o Euro lhe causou. Tendo em conta que Moscovo é aceite no Médio Oriente, porque não aproveitar esta ajuda? Neste campo, Obama tem optado por uma relação de amizade com Putin, ao contrário do que acontecia com W.Bush. 

Notável tem sido o comportamento do Irão. O representante Hassan Rouhani tem tido um papel fundamental para que haja uma aproximação entre EUA e Irão. O que não acontece desde 1979.

As campanhas clássicas deram lugar à sensualidade política

Se antes tínhamos grandes comícios e acções de rua com o povo todo na rua, hoje temos as redes sociais, os vídeos no youtube e as campanhas sensuais. De facto, mostrar o corpo ou fazer uma campanha badalhoca é mais rentável do que organizar um jantar-comício. A mensagem já não é dirigida apenas aos eleitores locais, já que o mais importante é obter mais visibilidade a nível nacional. Alguns dos cartazes que fui colocando é um sinal evidente de como o marketing político mudou muito nestas alturas. É verdade que estamos perante candidatos que após o próximo domingo irão desaparecer de cena, sendo que daqui a quatro anos serão substituídos por outros. Ora, o aparecimento de candidaturas independentes fez nascer uma nova forma de fazer campanha. O importante para alguns destes candidatos é aparecer, mesmo que só obtenham um voto na hora da verdade. 

O que se retira daqui é claro: as pessoas estão fartas de discursos políticos porque já não há novidade nos mesmos. Além do mais, as pessoas fartaram-se de promessas por cumprir bem como de outros desideratos. Não é por acaso que um cartaz a dizer "Coina para todos" tem mais expressão mediática do que as propostas de um candidato à maior câmara do país. O país mudou muito, logo as formas de campanha eleitoral também tinham de acompanhar a evolução social de Portugal. 

segunda-feira, 23 de setembro de 2013

jornada 5 - Arbitragens

Poderia falar da provável oitava derrota do Paços de Ferreira mas já bati em Costinha neste espaço. Também gostava de abordar o comportamento lamentável do treinador benfiquista ontem em Guimarães, contudo não vale a pena perder tempo com palhaços mesmo que tenham um pouco de competência. Vou falar sobre as arbitragens já que estas estiveram em foco nesta quinta jornada.

Antes da jornada o tema das arbitragens foi colocada aos treinadores de três de quatro grandes. Depois dos 90 minutos de cada equipa todos tinham razão de queixa. Benfica, Sporting e FC Porto pagaram caro a incompetência dos árbitros, no entanto apenas azuis e brancos e o Sporting não obtiveram um melhor resultado. 

A questão que se coloca é saber qual dos três tem sido mais beneficiado pelos erros de arbitragem. Leonardo Jardim diz com razão que as grandes equipas não podem ter razão de queixa, porque entre o deve e haver acabam por ser mais beneficiados do que prejudicados. Por exemplo, ontem na amoreira o central Otamendi deveria ter sido expulso logo de início, o que condicionaria o resto do jogo do FCP. Logo, o penalti inexistente acaba por ser mais uma compensação do que propriamente um lance mal julgado. 

Neste início de temporada, Sporting e FC Porto têm sido beneficiados em alguns jogos. Esses lances acabaram por não influenciar o resultado final, contudo tanto leões como dragões neste fim de semana sofreram situações contrárias, pelo que não se percebe a reacção de Paulo Fonseca no final do jogo. Falar de arbitragem é uma coisa, começar com suspeitas é algo completamente diferente. O FCP que até aqui vinha sendo protegido reagiu mal à primeira má decisão, embora como eu disse anteriormente o central Otamendi nunca deveria ter permanecido em campo até à marcação do penalti fantasma. O Sporting, através de Leonardo Jardim reagiu de forma cordial à exibição desastrada de Xistra, já Jesus, depois daquela cena lamentável foi igual a si próprio e apontou o dedo ao árbitro.

Todos os lances que os treinadores dos grandes se queixam são motivo para marcar penalti. O único grande que beneficiado foi o Sp.Braga, já que o árbitro do encontro não marcou uma falta de Joãozinho no jogo contra o Arouca. Qualquer bracarense de gema diria que os três grandes estão com medo da aproximação do Braga que já está no segundo lugar. 

Com a entrada em cena do Sporting no filme do título, vamos assistir a mais espectáculos "fora das quatro linhas" como o que assistimos neste fim de semana. É natural que haja uma maior protecção em relação aos mais poderosos, até porque são eles que atacam mais, por isso é que falar em erros de árbitro é, não só uma hipocrisia como também uma falsa moralidade. Do filme desta jornada só sai bem Leonardo Jardim. Mais ninguém. Sobretudo os árbitros que revelam cada vez mais incompetência dentro do campo.

Vou votar em António Costa mas não sei por quanto tempo

Nunca votei no Partido Socialista em qualquer das eleições que já participei. Será a primeira vez que o meu voto irá para um membro do PS. Votarei em António Costa para a Câmara Municipal de Lisboa por considerar que o autarca tem feito um bom trabalho. Lisboa é hoje uma cidade diferente. Ganhou vida mas também organização. Em cada ponto da cidade há uma identificação clara dos bairros, que nem a recente organização administrativa das freguesias veio alterar. Os nomes podem mudar, contudo o que interessa é o sentimento bairrista que esta cidade tem. Eu já visitei muitas cidades por esse mundo fora e nenhuma delas tem a vivência de bairro que Lisboa apresenta. Votaria António Costa mesmo que o candidato do PSD fosse alguém com mais prestígio do que Fernando Seara. Na minha opinião deve ser dada oportunidade ao autarca de continuar o bom trabalho que tem realizado na cidade sempre em prol dos lisboetas. O meu maior medo na hora de votar é se estou a escolher um presidente para quatro anos ou para 6 meses. Não tenho dúvidas que o actual Presidente deseja o Largo do Rato como ninguém, ainda mais quando o governo está à beira de pedir um segundo resgate e a liderança de Seguro não chega para substituir Passos Coelho. No entanto, da mesma forma que Costa tem sido um presidente de Câmara, pode ser que estejamos perante alguém talhado para ser secretário geral do PS ou mesmo Primeiro-Ministro. Nas autárquicas o voto é dirigido a pessoas e não a partidos, porque o que está em causa é o trabalho realizado junto da comunidade local. 

domingo, 22 de setembro de 2013

Olhar a Semana - Para Francisco I todos são "filhos de Deus"

No princípio da semana abordei as declarações do Papa Francisco sobre a fé cristã. Fiquei surpreendido com o seu discurso sobre a abertura do céu aos não crentes. O seu gesto não é apenas pessoal mas também institucional. Na linha do que vem sendo a actuação de Giorgio Bergoglio, as suas palavras foram importantes para acolher outras pessoas mas também abrir as portas da Igreja Católica a outras religiões. 

Nesta semana, o Papa abordou a questão das uniões homossexuais e o aborto. Não disse se era contra ou a favor, no entanto deixou a porta aberta a todos os gays bem como aos que "pecam" fora do casamento, no fundo abordando o uso de contraceptivos. Bergoglio foi muito claro: a Igreja não tem nada a ver com a vida das pessoas e todos devem ser aceites pela Igreja. Estou com Francisco I nesta sua caminhada para chegar mais perto das pessoas. A acção progressista do Papa está-me a surpreender e penso que as novidades não vão ficar por aqui. Bergoglio é muito diferente de João Paulo II, porque consegue ir contra a doutrina principal da Igreja Católica. É possível que o actual sumo pontífice esteja a ir contra muitos interesses dentro do Vaticano, contudo a missão do Papa é preocupar-se com as pessoas. Nestes primeiros meses nota-se uma vontade enorme de fazer um corte com o passado recente e de pensar sobre algumas questões fundamentais para a existência humana. Francisco I aborda o lado humano da questão, não o fazendo nunca sob o ponto de vista institucional, que é como quem diz da Igreja. 

Ninguém pode ser rejeitado porque é gay ou "abortou". O pensamento humano não deve discriminar um homossexual ou alguém que faz sexo por puro prazer. O uso de contraceptivos deve ser encarado como uma coisa normal e não vejo porque razão a Igreja, nomeadamente Bento XVI condenou a utilização do método. O mais relevante é que a Igreja não se coloque num papel de "julgadora", e a partir daí seleccione aqueles que podem entrar em sua casa. Da mesma forma que os "não filhos de Deus" podem ser tratados como "filhos do nosso Senhor", porque a fé não é o mais importante mas a obediência à consciência. Francisco I está a colocar-se numa posição de humildade em relação ao funcionamento da própria Igreja. 

sábado, 21 de setembro de 2013

Tertúlia de Mentirosos - Jean Claude Carriére

Jean Claude Carriére apresenta-nos um conto fabuloso. Neste livro somos confrontados com várias histórias de elevado interesse. São contos curtos, de rápida leitura e nalguns casos suscitam gargalhada. O mestre francês fez um excelente trabalho de pesquisa ao juntar os melhores textos num livro. O título sugere uma espécie de conspiração do século XIX, no entanto não passa de um sucessão de contos para entreter o leitor.

sexta-feira, 20 de setembro de 2013

O que desejo para as eleições na Alemanha

O mundo e a Europa vão estar de olhos postos na Alemanha durante este fim-de-semana. As eleições gerais vão ser seguidas atentamente na Grécia, Portugal, Irlanda e Espanha. O futuro da Europa decide-se no próximo domingo. A eleição de Merkel está garantida, no entanto não se sabe se a chanceler terá ou não de fazer coligações. Em caso afirmativo, será o futuro parceiro de coligação a definir o rumo dos quatro países sob assistência financeira. É inacreditável como é possível um país soberano como Portugal estar mais preocupado com as eleições na Alemanha do que propriamente com as próximas legislativas nacionais. São sinais do tempo mas também do poderio financeiro e da forma como um país consegue ter influência sobre outro. Este aspecto era impensável há uns anos atrás, já que não foi para isso que aderimos ao Euro. Era bom que a Chanceler vencesse mas que fizesse coligação com o SPD. Colocar um travão nesta política que tem asfixiado países como Portugal e Grécia é o que se deseja num futuro próximo, se for possível já no orçamento para 2014. Acho que os outros países também agradeciam.

Campanha badalhoca (11)

Estas autárquicas estão a ser do melhor! Para fazer concorrência com a propaganda de Rabo de Peixe e Coina, eis que aparece mais um orgão sexual, desta vez masculino! Ângelo Fragoso e o seu movimento independente querem notoriedade. Com este cartaz é garantido o marketing mas a eleição pode estar tremida. Este tipo de cartazes é muito bom para os eleitores, sobretudo os que não votam nos concelhos mais "porcos" de Portugal. Contudo duvido muito que a campanha badalhoca feita por alguns pseudo autarcas deste país dê frutos. Até lá o zé povinho vai rindo e usufruindo destas beldades políticas.

Que grande confusão!

Quase dois meses depois da remodelação governamental, o governo de Passos Coelho, II versão está novamente em conflito. A culpa é da troika e das sucessivas avaliações ao cumprimento do programa. Os ministros estão desorientados uns com os outros porque não sabem que caminho seguir, mas fundamentalmente porque o PSD quer ir por uma via e o CDS seguir um caminho diferente. Quem lançou a confusão foi Pires de Lima que chegou recentemente ao governo e parece querer assumir um papel principal no executivo, sem retirar o protagonismo ao seu líder. O novo ministro da economia é muito diferente do anterior, a começar pelo número de vezes que aparece na comunicação social, mas até ao momento em número de propostas nem uma. E o mais grave é Pires de Lima ser quase o ministro das finanças do CDS, o que é um problema para Passos Coelho. É normal que o PSD mande calar o CDS e este faça o mesmo. Ainda bem que vamos entrar na última semana de campanha porque assim a impopularidade do governo não vai cair antes da apresentação do Orçamento de Estado. Depois disso o executivo terá mais um teste e não vejo a que bóia este governo ainda se pode agarrar.  

quinta-feira, 19 de setembro de 2013

Ministro do "Fracasso"

O actual treinador do Paços de Ferreira enquanto jogador era considerado como o "Ministro". A sua capacidade de liderança no balneário faziam-no ser uma pessoa respeitada, além do mais vestia-se de forma diferente dos restantes companheiros. Foi com Costinha que o super FCP de Mourinho chegou longe em Portugal e na Europa. 
O "Ministro" iniciou a sua aventura como treinador na época passada ao serviço do Beira Mar. Não conseguiu salvar os aveirenses da descida, apesar do bom futebol produzido, no entanto vitórias nem vê-las. Nesta temporada as portas do principal campeonato mantiveram-se abertas. O Paços de Ferreira escolheu um treinador sem experiência e provas dadas para substituir um técnico capaz. Ao fim de 7 jogos, 3 na Europa e 4 no campeonato o saldo do clube é Zero vitórias, zero empates e sete derrotas. Exlcuindo os jogos europeus, no campeonato nacional a equipa da mata real defrontou Braga, Benfica, FCP e foi jogar a Olhão. Numa primeira análise podemos considerar que a tarefa do "Ministro" não é fácil, já que apanhou dois colossos europeus e na liga teve de jogar contra três das equipas que ficaram nos quatro primeiros lugares do campeonato transacto. O Paços acabou no 3º lugar. 
Muito se tem discutido se os treinadores devem orientar equipas da 1ª liga sem o curso adequado. Costinha não tem o nível regulamentar para estar a treinar uma equipa de primeira, por isso é que não pode ir aos flash-interviews e o treinador "oficioso" para a Uefa é Sérgio Gaminha. Em qualquer profissão é preciso aprender antes de ser atirado para os tubarões. Além do mais, para se alcançar sucesso é necessário começar por baixo. No futebol é a mesma coisa. Costinha fez tudo ao contrário. Em primeiro lugar porque não tem habilitações literárias para exercer o cargo e depois porque começou a sua carreira na 1ªliga sem ter experimentado escalões inferiores que o ajudariam a aprender, para depois começar a escalada. A tese fundamentada que a culpa é de quem o escolheu não colhe, já que foi o próprio a querer começar "por cima" sem o poder fazer: legalmente e sem ter mérito desportivo. A atitude de Costinha é praticada por milhares de pessoas em vários sectores da sociedade. Neste caso em particular é muito provável que a queda do ainda treinador pacense seja bastante grande, o que o levará a pensar se deve continuar a carreira de treinador, já que depois da provável chicotada psicológica na capital do móvel não haverá nenhum clube de primeira e talvez de segunda que o queira. Assim, Costinha fará o caminho inverso de cima para baixo, e quem sabe um dia poderá voltar ao principal escalão do futebol português, já com o curso devidamente realizado e com um pouco mais de experiência. O mesmo se aplica a Abel Xavier. 

Clássicos das autárquicas (10)

Há quem promete fruta. Outros oferecem electrodomésticos e demais utilidades. Em Valbom, S.Pedro, Passõ e Valbom S.Martinho o "presente" é uma piscina. E um parque infantil também. Antes o fetiche dos candidatos era o estádio de futebol, agora o que está na moda são as piscinas. Ainda bem que assim é, já que o que as pessoas mais precisam é de uma piscina e não de mais médicas, emprego ou outras coisas que são bem úteis à saciedade da sociedade. Venham de lá uma piscina para Valbom e um parque infantil para?

Um livro?

O ex-Primeiro Ministro José Sócrates continua a surpreender. Depois de um regresso a Portugal pela porta do comentário político, Sócrates vai iniciar uma nova vida na literatura. O fracasso como PM foi tanto que o antigo chefe de governo tenta por todas as formas voltar a ser recordado pelos portugueses. Tendo em conta que o comentário de Sócrates não é mais visto que o de Marcelo, a aposta é noutra área. O mais incrível é o facto do prefácio ser de outro malabarista da política, Lula da Silva. Portugal fica à espera de mais uma socramania, ou melhor de uma tentativa do ex-PM fugir às suas responsabilidades. 

Alguém com coragem

Finalmente que o governo adoptou uma posição relativamente à troika. Foi preciso esperar quase dois anos e meio para que Passos Coelho reagisse às imposições definidas pelos funcionários que todos os meses estão por cá. Como é costume em Portugal ninguém levanta a voz contra nada e mesmo que as opções sejam más o povinho aceita sem reclamar. O caminho que a troika desenhou por Portugal não é o melhor, pelo que convêm o governo impôr as suas próprias metas. É verdade que sem nota positiva não há dinheiro, contudo é importante Portugal navegar por si mesmo, a não ser que aceitemos o nosso trágico destino. Até porque o tratamento em relação a Espanha não é igual e nuestros hermanos estão a ser favorecidos. É certo que o acordão do constitucional não ajudou, contudo é preciso ter coragem para dizer não à austeridade excessiva. Com o novo Ministro da Economia é preciso daqui em diante apostar no crescimento, pelo que não se pode fazer cortes cegos a tudo e mais alguma coisa. 

quarta-feira, 18 de setembro de 2013

Clássico das autárquicas (9)

Continuamos a nossa série pelos cartazes mais engraçados das autárquicas. Hoje não queria só mostrar o lado "porco" da campanha com a apresentação dos outdoors de Rabo de Peixe e Coina. No entanto, continuamos a vaguear no mundo das mulheres. 

Nuno Serra candidata-se a Salto Alto? Confesso que não consegui descobrir em que concelho está registada a freguesia de Salto Alto, no entanto atendendo ao logotipo que está ao lado do emblema do PSD, parece que esta localidade faz parte do concelho de Paredes, contudo na net não está nenhuma referência a esta terriola. 

Pode ser que seja apenas um fetiche do candidato ou então um modus vivendi. O candidato ou candidata.....apostou na sua vertente feminina para conquistar os elementos masculinos. Enigmático é o sapatinho cor-de-laranja e a frase "Jantar com pinta". Será que Nuno Serra oferece serviços extra-políticos quando despe a seu fato de candidato autárquico? E de noite transforma-se numa bailarina que usa um salto alto totalmente cor de laranja? Não sabemos, mas não é difícil adivinhar....

Este é um cartaz enigmático porque não tem slogan e a localidade parece ser fictícia. E aquele sapatinho laranja está ligado a actividades que nada têm a ver com política..

Quem é o melhor?



Cristiano Ronaldo ou Messi?




Braga e Matosinhos são do PSD

As cidades de Braga e Matosinhos vão mudar de cor política no próximo dia 29. Eternos bastiões socialistas, a cidade dos arcebispos e a que alberga o porto de Leixões vão sofrer uma mudança política radical que há muito não se via em Portugal.
Em Braga o dinossauro Mesquita Machado não se pode recandidatar, e pelo PS avança Vitor Sousa, o que no fundo é o mesmo se o ex-autarca voltar ao activo. Basicamente é o que se tem feito em muitas autarquias históricas: O rei não pode avançar, quem se candidata é o príncipe. Contudo, o subalterno geralmente é pior que o chefe, o que é motivo suficiente para preocupação geral. Pelo PSD vai a jogo Ricardo Rio, que deve o provável vencedor. Finalmente a autarquia de Braga volta para as mãos social-democrata após o reinado de Mesquita Machado. Será uma limpeza na cidade a todos os níveis e um começo de uma nova era. O que será uma vitória de Rio, poderá ser mais uma derrota para Seguro. Apesar de Mesquita Machado não se recandidatar, não acredito que o PS não tinha outro dinossauro guardado no armário para se candidatar e assim continuar o trabalho deplorável que os socialistas têm vindo a realizar na Câmara. Por norma o Norte é PSD e assim continuará com a conquista de Matosinhos, o que será outro dado histórico. Pedro Vinha da Costa e o seu amigo Arnaldo Tasca estão em condições de roubar a Câmara ao independente que se candidatou pelo PS nas últimas eleições, já que pelo PS vai a jogo um Parada qualquer que nem falar sabe. No fundo, os sociais democratas em Matosinhos vão aproveitar a confusão que o PS instalou naquela zona. Desde a saída do histórico Narciso Miranda que a rosa anda confusa. Assim a direita aproveita para vencer mais um município, mas como o objectivo principal de Seguro é ter mais um voto não há qualquer problema. 

Clássicos da autárquicas (8)

Depois da senhora do PS preferir o rabo de peixe, eis que Virgínia Rêgo oferece algo mais aos seus eleitores. Se a candidata pertencesse a algum partido eu fazia já uma queixa à CNE, no entanto como ela é independente estou-me nas tintas para o vocabulário utilizado por esta senhora. As autárquicas dá para tudo, até para fazer sexo político.

Ponto final na vergonha

É caso para dizer: finalmente! O Major Valentim Loureiro decidiu colocar um ponto final na sua vida política. No entanto, quem pensa que se trata de um acto voluntário está muito enganado. O ex-presidente do Boavista e da Câmara de Gondomar não se pôde recandidatar e assim sendo antecipou a sua reforma. Ainda bem para os gondomarenses mas também para os habitantes do resto do país. No entanto, é curioso verificar que o Tribunal Constitucional conseguiu fazer o que nenhum tribunal judicial tentou obter. Por aqui se nota o poder de Valentim mas também do TC. E o mais estranho foi o Major ter desistido à primeira. Saúdo a decisão do TC por ter acabado com 20 anos de vergonha na gestão da autarquia de Gondomar, e já nem falo da porcaria que o major fez quando esteve ligado ao futebol. Espero que os tribunais comuns vejam o TC como um exemplo a seguir, pelo menos no que toca à coragem para tomar decisões. 

Clássicos das autárquicas (7)

A candidata do PS a Rabo de Peixe não podia ter escolhido uma frase melhor para se apresentar aos seus eleitores. Maria do Céu Estrela parece ter algum fetiche por práticas sexuais ou então gosta muito daquela zona do corpo humano. Pior seria, se naquele cartaz estivesse um homem que se candidatava à freguesia de Rabo. Se assim fosse, estaríamos perante um cartaz em defesa dos gays e não um outdoor autárquico.  

terça-feira, 17 de setembro de 2013

O IVA como primeiro foco de discórdia

O primeiro foco de tensão que a coligação, segunda versão, irá acontecer aquando da elaboração do Orçamento de Estado. Não falo do cortes que se tem de fazer, mas da problemática do IVA. Pires de Lima tem vindo a defender a redução do imposto no sector da restauração. Contudo, a facção Gaspar que inclui o Primeiro-Ministro e a Ministra das Finanças não vão alterar o que está estabelecido nesta altura. Para dirimir o conflito está cá a troika, contudo o CDS não é partido para se submeter às sugestões dos parceiros internacionais. Há um facto a ter em conta nesta alteração. Não sabemos se Maria Luís Albuquerque será a Ministra das finanças na altura de elaborar o Orçamento de Estado para 2014. Se a ministra continuar no cargo, a política fiscal do governo vai-se manter, pelo que é de antever problemas na elaboração do primeiro OE após a remodelação governamental. Se Maria Luís acabar por sair, o CDS pode ter um aliado de peso nesta questão. É um facto que PSD e CDS não estão unidos relativamente ao valor do IVA na restauração e só um consenso evitará problemas de maior. Até lá não vale a pena mudar de posição só para agradar ao parceiro de coligação, porque o que conta é a vontade política que cada Ministro irá expressar no momento da decisão, além do mais Pires de Lima tem a seu favor ser o ministro da pasta que precisa de uma alteração à lei. E nem uma vitória nas autárquicas vai mudar o discurso. 

Cornos para o mundo inteiro ver

Manu Tuilagui ganhou coragem e fez "corninhos" ao Primeiro-Ministro britânico, David Cameron. O jogador de Rugby foi mais longe que Miguel Sousa Tavares, quando o jornalista chamou "palhaço" ao Presidente da República. Ora, o desportista insultou um governante de forma grave, pelo que deverá ser punido. Pelo menos disciplinar, já que a brincadeira de Manu não é punido criminalmente. A velha comédia britânica está presente neste acto. Eu não acredito que o Primeiro-Ministro não tenha reparado que estava a ser "encornado". Não sentiu uma mãozinha marota por cima da sua cabeça? E os restantes companheiros do atleta não avisaram Manu para não fazer aquilo? Por muito menos Manuel Pinho foi demitido do primeiro governo Sócrates, no entanto não me parece que Tuilagui deixe de representar a selecção britânica por causa deste gesto. Culturas diferentes!

Brindar as populações

A campanha para as autárquicas há muito que está na rua. Milhares de candidatos tentam seduzir a todo o custo o eleitor. A forma de conquistar o eleitorado é uma das obrigações de cada concorrente.
Qualquer candidato tem a sua maneira de chegar às pessoas. Há quem faça bons discursos mas não prometa nada, outros prometem tudo e mais alguma coisa e depois não cumprem. No terreno há os que brindam as populações com presentes que vão desde electrodomésticos e viaturas, até ao mais pequeno brinde. Concluindo, o mais importante é deixar o eleitor satisfeito e que no dia da votação se lembre do presente oferecido pelo autarca. 

Cada candidato tem a sua estratégia e não se pode condenar aquele que tenta seduzir o outro, especialmente nesta fase em que a crise se faz sentir de forma acentuada. No entanto, também os autarcas estão com o saco roto, pelo que a hipótese de oferecer brindes é menor. Não estamos perante uma forma de "corromper" ou "comprar" o voto. Há situações de fraude eleitoral mais graves, contudo esta é uma maneira muito portuguesa de chegar ao cidadão. Isto acontece porque o discurso político não entra nas pessoas, pelo menos no comum dos mortais. As pessoas já não querem saber se o emprego vai aumentar na cidade, se haverá mais oportunidades de triunfar, se o clube desportivo vai chegar às competições europeias ou a próxima grande obra vai ser um parque aquático. Este discurso já não influencia o eleitor até porque já não há dinheiro para fazer grandes empreendimentos. Qual é a melhor maneira de conquistar o voto? Oferecer brindes. Reparem que já não estamos na fase das promessas mas sim das ofertas. Porque é isso que o eleitor quer. Que se ofereça algo em troca do voto. E mesmo aqueles que não vão votar em determinado candidato, aceitam na mesma o presente. 

Não é de estranhar que haja notícias de ofertas de frutas, brinquedos, livros escolares ou mesmo roupa em segunda mão.

Ministra Out

Maria Luís Albuquerque já não tem condições para continuar no lugar. A imprensa descobriu mais um tesourinho que tem de levar à demissão da nova ministra. Ladeada por problemas e depoimentos, a nova ministra não pode continuar a ser alvo de investigações ou contradições. O PS, PCP e BE continuam a insistir na mudança, já que os casos em que o nome de Maria Luís aparece são cada vez mais e assim sendo já não há salvação política possível. Tendo em conta que a própria ministra é um elemento faz de conta na renegociação com a troika, não serve de muito termos esta personagem como figura principal do nosso tesouro. Passos Coelho deveria demitir de imediato a Ministra para que não fosse bombardeado, ou pelo menos as críticas não tivessem muito eco na comunicação social e nas pessoas, já que todos estamos entretidos com as eleições autárquicas. Desta forma, Maria Luís saía sem ninguém reparar que tinha entrado no governo. Já todos sabemos qual a opinião de todas as forças políticas, contudo vai ser preciso esperar algum tempo até que o CDS reage. Mas que o faça de forma pública....

segunda-feira, 16 de setembro de 2013

O argumento que faltava

Neste post falei sobre qual seria a decisão de Obama relativamente à questão do envolvimento militar na Síria. Depois do relatório da ONU, não há dúvidas que o Presidente dos Estados Unidos tem de agir e o mais depressa possível. W.Bush não esperou por nenhum relatório e invadiu o Iraque. Espero que Obama não esteja à espera de mais mortes ou relatórios posteriores que confirmem ainda mais vítimas. Na minha opinião, o resultado da investigação da equipa da ONU no terreno muda tudo, e o pior é que outros países podem avançar com o lançamento de armas químicas sobre as suas populações.

Jornada 4 - Montero Off-Side

Para analisar a jornada 4 do nosso campeonato, hesitei entre colocar este título ou outro denominado "Made In Colômbia".
Quatro jogos depois os maiores protagonistas do nosso campeonato são dois colombianos: Jackson Martinez do FCP e Freddy Montero, o novo "jardel" de Alvalade. Em quatro jogos o novo reforço leonino já tem 6 golos e ontem contra o Olhanense podia ter aumentado o seu pecúlio para 7. Para já, os dois colombianos prometem lutar pela liderança dos melhores marcadores do nosso futebol. Já que Cardozo ainda tem de recuperar a sua forma física, nas primeira jornadas os maiores destaques são para os pontas de Sporting e FCP.
 
No entanto, o colombiano leonino tem dois golos "irregulares". O de ontem contra a equipa de Abel Xavier e o tento marcado ao Benfica. Não sei o que se passa com os auxiliares, no entanto Fredy tem sabido estar fora da marcação dos centrais adversários mas também dos juízes de linha. A pontaria de Montero disfarça as debilidades leoninas, que no entanto tem vindo a melhorar de produção. Contudo é preciso que os árbitros estejam atentos, já que agora o pequeno avançado do Sporting vai aproveitar mais situações destas para marcar golos. Sempre defendi que justificar as derrotas com erros de arbitragens era desculpas de mau perdedor. O problema é que o avançado leonino tem gozado de alguma impunidade. Espero que a veia goleadora de Montero seja revelada de forma legal nos próximos jogos. A grande diferença de Montero para Jackson, é que o avançado do FCP tem facturado de forma "limpa".
 
Realizados que estão quatro jogos, é necessário fazer uma referência ao Gil Vicente. O clube de Barcelos tem 6 pontos devido a vitórias frente a Académica e Sporting de Braga. Nos dois jogos, a equipa orientada por João de Deus fez um anti-jogo incrível mas ficou com os três pontos. Contra Benfica e FCP perdeu e muito bem os desafios, tendo adoptado a mesma estratégia ultra defensiva para sacar pelo menos um ponto. No jogo da Luz, os gilistas quase conseguiram a proeza, mas no Dragão, o FCP ganhou com toda a justiça. De todas as equipas do campeonato, o Gil é a única que se tem apresentado desta forma nos quatro jogos. Sem ambição, com as linhas fechadas e apostando no contra ataque. Espero que em Maio, João de Deus e o Gil sejam penalizados por causa deste tipo de futebol, porque é a única que tem apresentado anti-jogo e nem o Arouca, recém-promovido à primeira liga tem adoptado este sistema. Apesar das quatro derrotas, Paços e Belém têm apresentado um bom futebol. Acho que tirando o Gil, todas as outras 15 equipas têm tido uma boa postura dentro do campo, o que é bom para quem acompanha os jogos.

Uma vitória para os Estados Unidos

Apesar de Bashar Al Assad considerar que a entrega de armas químicas ter sido uma vitória para o seu país, entendo que foi a diplomacia norte-americana a sair vencedora neste conflito, que por enquanto ainda não descambou numa guerra.

Não percebo porque razão Assad reclama vitória para si, já que foi devido às ameaças norte-americanas que os sírios cederam, senão tinhamos uma chacina, não só interna mas com contornos externos. O papel da Rússia também foi importante, no entanto há que realçar o trabalho de John Kerry, um antigo candidato contra W.Bush. Vitória para os Estados Unidos, para John Kerry e a Rússia.

E Obama? Fica a sensação que o Presidente Norte-americano não sabe muito o que fazer em relação a Assad, nem quer ter um papel intervencionista na questão.

A consciência como ponto de partida para a fé

O Papa Francisco I abriu na semana passada as portas do Céu aos não-crentes. O papa continua a surpreender com as suas acções progressistas, de forma a convidar todos a fazerem parte da família católica. Mesmo aqueles que não acreditam em deus e os que não partilham dos mesmos valores desta Igreja Católica. É notório que Francisco não acredita cem por cento nesta Igreja e tem tentado alterar mentalidades e práticas. 

Deus perdoa quem não tem fé e quem não a procura. A questão não está entre os que têm fé os que não a têm. Todos os homens e mulheres devem ser tratados de forma igual, independentemente das suas convicções religiosas. Além do mais, a fé pode ser demonstrada de várias formas e não tem que estar associada à religião. A fé é acreditar em algo, que alguma coisa de positivo vai suceder e melhorar as nossas vidas. Na minha opinião a religião é outra coisa. 

O papa fala da consciência. Francisco I dá mais um sinal de "liberdade" quando fala neste tema. A meu ver muito bem já que todos nós somos donos da nossa consciência e isso é algo que ninguém nos pode tirar. Há quem considere que ser católico é seguir a palavra de Deus, sendo que esta é verdadeira e única. Durante muito tempo a Igreja funcionou assim: Deus é único e soberano. Aplaudo a coragem de Francisco I em abrir a religião à consciência de cada um, porque ao contrário de Bento XVI, para Giorgio Bergoglio não há verdades absolutas. 

O problema é quando se vai contra a própria consciência só para "agradar". No fundo, não se pode ser católico quando não se tem um coração aberto e arrependido. O mais importante é seguir a consciência e quem não o fizer está a cometer um pecado, porque a sua liberdade fica restringida à opinião dos outros. Ao seguir a nossa consciência sabemos se estamos a praticar o bem ou o mal. Será aí que Deus fará a distinção entre os que devem entrar no Céu e os que ficam à porta. O caminho para a fé começa na consciência e não nos valores impostos.

domingo, 15 de setembro de 2013

Olhar a Semana - inSeguro contra todos os riscos

Já todos sabemos que o PS não vai ganhar as eleições, pelo menos no número de Câmaras Municipais. Seguro percebeu isso e alterou o discurso, preferindo vencer as eleições através do maior número de votos. Se o PSD obter mais câmaras, haverá uma revolução dentro do PS. A segunda em apenas nove meses. O pior que pode acontecer a Seguro é que António Costa humilhe Seara em Lisboa, mas que no resto do país seja derrotado pelo PSD. Caso este cenário seja uma realidade, não tardará muito até que os notáveis socialistas venham pedir a cabeça ao líder socialista, até porque está para breve a 8ª e 9ª avaliação da troika, e caso o governo tenha sucesso, isso significará uma segunda derrota para o secretário geral. A teia para tirar Seguro da liderança do PS após as autárquicas está montada e não há nada que o ainda líder socialista possa fazer para evitar uma nova tentativa de assalto ao poder. Mesmo que o actual secretário geral tenha conquistado as bases ao oferecer a possibilidade de alguns militantes de se candidatarem às autárquicas, a cama está feita. Costa, há muito que trabalha nos bastidores para roubar o protagonismo a AJS. O discurso violento e agressivo que tem vindo a fazer nos últimos tempos revela desespero. Apesar de se mexer bem nas pequenas estruturas locais socialistas, Costa há muito que chegou primeiro. Era interessante verificar se Seguro se candidataria contra António Costa, contudo na altura das eleições internas no PS, o actual secretário geral vai estar dorido por ter levado muitas facadas nas costas, pelo que não terá forças para ir à luta.

sexta-feira, 13 de setembro de 2013

O direito ao referendo

Eu percebo a revolta dos catalães mas não entendo o objectivo. Ganhar a autonomia em termos políticos ainda me parece razoável, no entanto a Catalunha fica melhor se depender economicamente de Madrid. A questão da autonomia catalã é um motivo de orgulho nacionalista, tal como acontece no país basco, mas também para concorrer contra a capital. Existe um certo "ódio" ao governo espanhol porque, como acontece em todos os países, a capital é sempre mais favorecida: é lá que estão as grandes empresas, os principais bancos bem como a realeza. No resto de Espanha não há nada disso. Um dos problemas dos catalães tem a ver com a questão monárquica. Na minha opinião, a Catalunha não se revê no regime que Madrid adopta como seu. É tudo uma questão de fachada, que não serve para nada mas que os madrilenos gostam porque é uma forma de se sentirem importantes. Acho que os catalães são mais republicanos e preferem estar dominados por uma república. Este é um aspecto importante na reclamação da independência, daí que as manifestações sejam cada vez mais recorrentes e a convocação de um referendo esteja iminente. Não acredito que Madrid consiga suportar este problema durante muito mais tempo, daí que considere a necessidade de um consulta popular o quanto antes, até para clarificar de uma vez por todas a posição dos catalães perante este problema. Ao mesmo tempo os madrilenos também deveriam ser consultados, mas para comparar os resultados com os homólogos catalães. O que quer que aconteça daqui para a frente, as relações entre Madrid e Catalunha já não serão as mesmas....

O valor da educação e saúde pública

Nos últimos tempos muito se tem discutido sobre o direito à saúde e à educação. A discussão é relevante por causa da constituição. Na CRP estão consagrados vários direitos, como por exemplo, o direito ao lazer. O argumento de alguns defensores da CRP é que se tem de respeitar todos os direitos que estão consagrados na lei fundamental. É óbvio que discordo desta teoria já que os direitos consagrados na Constituição fazem parte de uma teoria geral que nem sempre tem de ser aplicado ao caso concreto. Se o direito ao lazer está na Constituição, sendo assim qualquer um pode deixar de trabalhar sem que seja prejudicado financeiramente. Este é o argumento do PS para inviabilizar a nova lei que aumenta o horário de trabalho para as quarenta horas.
 
Posso falar também do direito à habitação que está consagrado na Constituição. Por este andar ninguém quem tem de pagar renda ou comprar uma casa porque este é um direito constitucional, logo obrigatório de se cumprir.
 
Não se pode falar de uma saúde ou educação pública devido ao seu valor constitucional. O argumento jurídico não obriga a que seja seguido na prática. Considerar que toda a educação seja pública porque está na Constituição é errado. O que se pretende é criar uma via aberta para que haja dois sistemas de saúde e de educação: o sistema privado e o público sem que haja diferenças num sector que prejudique o outro. E o mais importante é que tem de existir solvabilidade para que o tanto um como o outro coexistam no mesmo espaço e tenham exactamente as mesmas regalias e deveres. A saúde e educação só serão totalmente pública quando o Estado tenha meios para garantir serviços de qualidade e que estes sejam eficazes e rentáveis.
 
A Constituição é a lei fundamental, no entanto os princípios e direitos que estão consagrados são uma forma de construir o Estado de Direito democrático que está plasmado no primeiro artigo. Este é o único articulado que deve ser respeitado e jamais alterado.

quarta-feira, 11 de setembro de 2013

Independência dos órgãos estatais

Uma boa solução para a RTP e a Caixa Geral de depósitos é que as dois organismos passem a ser geridas por entidades fora da órbita do governo. A proposta do governo para a RTP devia ser alargada ao banco como forma de impedir a instrumentalização e politização dos dois organismos. 
A privatização não é uma má escolha, contudo para se tornarem independentes basta saírem da órbita do governo. Este é um primeiro passo para que não haja qualquer tipo de pressões susceptíveis de condicionar a actuação da estação pública e do banco que cuida das nossas economias. Qualquer governo deve estar fora da escolha de qualquer administração para evitar qualquer tipo de suspeição. A importância destes dois organismos na vida política e económica do país é enorme, pelo que tem de estar acima de qualquer governo, Primeiro-Ministro ou Ministro da tutela. É errado tanto a RTP como a Caixa serem tuteladas por alguém, antes devem ser presididas. 
A questão que se coloca é saber quem é o responsável pela nomeação dessa entidade. Será sempre o governo, seja ele laranja ou socialista, pelo que voltamos ao princípio da questão. Não se pode pedir transparência total, no entanto o passo que o governo quer dar em relação à RTP já é enorme e vem colocar um ponto final nas questões de imparcialidade. Uma solução semelhante deve ter a Caixa já que nos últimos anos o banco foi gerido por pessoas ligadas aos governos de então. 
Faço uma vénia a Miguel Poiares Maduro que em pouco tempo conseguiu arranjar um solução que Miguel Relvas durante quase dois anos não conseguiu sequer equacionar. 

terça-feira, 10 de setembro de 2013

Clássicos das autárquicas (6)



Os cartazes de hoje estão relacionados com o jogo de palavras que se pode fazer com os candidatos mas também com as freguesias.

Arnaldo Tasca e Pedro da Vinha Costa são os candidatos do PSD a Matosinhos. O primeiro concorre à união de freguesias, enquanto que o segundo será o rosto social democrata à Câmara Municipal. Tasca e Vinha poderia ser um bom filme tipicamente português ou então um compadrio. No entanto, os dois concorrem juntos para tirar a Câmara aos socialistas. Se o PSD vencer de certeza que haverá festa na Tasca e um bom vinho em cima da mesa. 

Em Portalegre há duas freguesias com um nome curioso: são elas as freguesias de Urra e de Caia. Ora, o PS juntou os dois cartazes para não ter despesas e dificuldades de localização. Os socialistas, em momento de tensão sugerem: Primeiro Caia, depois urra. E se for com força ainda melhor! Não se pode pedir melhor propaganda eleitoral do que esta...

As razões da hesitação de Obama

Barack Obama continua à espera de tomar uma decisão em relação à Síria. Até agora o Presidente dos Estados Unidos pensou em todas as hipóteses mas ainda não se decidiu em relação a nada. A indecisão está relacionado com o facto de Obama não querer partir para a guerra por questões ideológicas. O Presidente está amarrado à forma como enxovalhou George W.Bush pelo facto do anterior líder norte-americano ter invadido no Iraque. Foi na própria tomada de posse que Barack o seu próprio destino. Em qualquer situação de cenário de guerra, o futuro Presidente não poderia mais optar pela via armada, porque naquele momento ficou refém das suas próprias palavras. Por outro lado, a Síria não pode ficar detentora de um mega arsenal químico porque isso vai desencadear uma onda de revolta na região, isto porque muitos países árabes não têm armas químicas e nações poderosas como Irão e Coreia do Norte podem lançar um ataque a qualquer momento, o que originaria uma terceira guerra mundial.
 
Penso que a hesitação de Obama o levará a optar por não invadir a Síria militarmente, nem sequer bombardear alguns alvos estratégicos. O problema na região terá de ser resolvida pelo povo, e em último caso pelas Nações Unidas. Entendo que o povo norte-americano não quer mais um massacre igual ao do Iraque nem instabilidade no mundo provocado pelos Estados Unidos. Ao contrário do que acontecia em Bagdad, invadir a Síria é um risco político enorme que trará problemas de segurança nos EUA e muito provavelmente no resto do Mundo. Acho que Obama não vai cometer esse erro e optará pela solução internacional, já que isso poderá pressionar Bashar a lutar de igual para igual com os rebeldes.
 
Se o actual Presidente lançar a primeira bomba vai ter que engolir todas as críticas que fez a George W.Bush

Campanha sem audiência, quem manda?

Não entendo a decisão da CNE em limitar a cobertura televisiva das autárquicas. É natural que o princípio da igualdade tenha de ser respeitado, contudo não devemos exagerar e tratar aquilo que é diferente de forma igual. Colocar no mesmo patamar a candidatura de José Guilherme Aguiar e Carlos Abreu Amorim em Gaia da candidatura de Manuel Almeida não é politicamente honesto. Além do mais a Comissão está a desvalorizar o papel importante que tanto os candidatos como os partidos com maior expressão têm no panorama nacional. Pela primeira vez ficamos sem cobertura autárquica, pelo que o melhor é andar e esperar que os candidatos nos entreguem os panfletos com as suas propostas. Ora, propostas é coisa que alguns candidatos que pedem a igualdade não têm, pelo que não se pode valorizar certos movimentos de independentes que estão nesta corrida para ter cobertura mediática, quem não se lembra do candidato Coelho? Alguém o tem visto por aí?
 
Outra questão relevante é a jurisdicação da Comissão Nacional de Eleições. Este caso devia ser levado ao Tribunal Constitucional porque ele é o órgão político competente para decidir este tipo de questões. Já que está na moda recorrer ao TC, não sei porque razão os media não decidiram intervir. Ainda vão a tempo porque a campanha eleitoral não começou mas parece existir uma certa apatia e resignação com a decisão proferida.
 
A CNE não só está a violar a liberdade de expressão das redacções como a decidir sem ter competência para tal.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

Clássicos das Autárquicas (5)

Há cartazes que ficam na memória e este é certamente um deles. Manuel Gomes concorre à freguesia de Cabeçudo, no concelho da Sertã. Certamente que haverá propaganda melhor do que esta, no entanto é preciso aproveitar as oportunidades e antes que apareça um gigantone qualquer, o melhor é falarmos do Cabeçudo. Numa campanha política é necessário ter imaginação, não apenas escrever frases bonitas a prometer emprego e menos impostos. É essencial apanhar o eleitor com um slogan simples e concreto. Se aqueles que não vivem em Cabeçudo já decoraram a frase de Manuel Gomes, tenho a certeza que os cabeçudenses já escolheram o seu próximo presidente de Junta. 

A irresponsabilidade e populismo do costume

Ao longo do ano tenho criticado a acção do líder da oposição. Não por qualquer sentimento anti-socialista mas porque Seguro não tem estado à altura do desafio e só a indecisão de António Costa o mantêm como secretário geral.
Não se entende como é que um lider da oposição responsável afirma que vai votar contra um documento sem conhecer o seu conteúdo. Seguro deveria pensar primeiro antes de falar, é o mínimo que se exige a um político que pode vir a ser Primeiro-Ministro. Eu não percebo porque é que o líder do PS está constantemente a meter os pés pelas mãos e a dizer disparates. Com este tipo de afirmações e tomada de posições Seguro está a cavar o seu futuro, primeiro como possível Primeiro-Ministro e depois como líder do PS. A cama ao secretário geral já está feito há muito tempo, no entanto Seguro tem sido o principal responsável pelo facto do Presidente da República não o ver como alternativa a este governo, daí que em nenhuma situação Cavaco chame Seguro para liderar o país. A única forma é o povo português oferecer essa possibilidade ao secretário geral, contudo não parece que essa situação suceda como se verá nas próximas eleições autárquicas.
 
Na minha opinião Seguro tinha tudo para ser diferente de um "típico" líder da oposição, mas tem caído facilmente no populismo e demagogia, facto que o tem levado a perder votos e popularidade, ao contrário do que seria de esperar já que com as políticas levadas a cabo por este governo, dificilmente um líder da oposição seria mais impopular do que o próprio executivo. É tarde para Seguro mudar de rumo, mas ao menos poderia ter a noção que representa um partido com responsabilidades, e que assinou o memorando de entendimento, pelo que os cortes efectuados pelo Governo são também imputáveis ao Partido Socialista.

A conflito continua até ao segundo resgate

A guerra que o governo tem travado com o Tribunal Constitucional parece não ter fim à vista, ao ponto da querela já ter chegado à União Europeia.
Pode ser que o chumbo de mais normas seja uma forma de angariar mais dinheiro e assim pedir um segundo resgate que trará maior equilíbrio às contas nacionais. No entanto, seria politicamente um erro o governos sujeitar-se a isto já que o que está em causa é a credibilidade internacional bem como qualquer anúncio de mais austeridade iria lançar o pânico na sociedade portuguesa, numa altura em que alguns indicadores económicos apontam para um crescimento ainda que tímido.
 
Não vale a pena o governo ameaçar com um segundo resgate para ganhar a batalha contra o TC, ainda para mais quando novas questões foram solicitadas aos juízes do Palácio Ratton. Acho que o governo está a tentar amedrontar o Tribunal para que este facilite a implementação das medidas de austeridade para resolver o problema do défice. É o que todos queremos não é? Se assim é porque razão o TC está a complicar a acção do governo com justificações pouco plausíveis e coerentes.

domingo, 8 de setembro de 2013

Olhar a Semana - Não iria influenciar mas ajudava

Qualquer entrevista nesta altura de um membro partidário iria influenciar o sentido de voto. Passos Coelho deveria ter o cuidado de não ter aceite o convite da RTP já que não se sujeitava a uma reprimenda da Comissão Nacional de Eleições. 
Espero que a CNE tenha a mesma orientação no caso de na mesma situação estar António José Seguro. Acho que os líderes partidários deveriam desaparecer da campanha autárquica, isto porque a presença pode perturbar a campanha no terreno. Nos dias de hoje não há nenhum líder que tenha uma popularidade, pelo que o melhor é deixar os candidatos sozinhos no terreno. Para não influenciar positiva ou negativa uma campanha cada vez mais supra partidária e que quer descolar da imagem negativa com que as estruturas partidárias são vistas na sociedade em geral. 

É curioso verificar o poder que a CNE tem sobre o Primeiro-Ministro mas também em relação às redacções. Não entendo como é que a Comissão proibiu a existência de debates durante a campanha que não promovam a igualdade entre todos os candidatos. Cada redacção tem direito a escolher a linha editorial que bem entender e é importante evitar que se traga para a discussão pública palhaçadas como as que nos últimos dias temos assistido. 

Um gabinete para o Parada

António Parada é o candidato do PS à Câmara de Matosinhos. O candidato foi o escolhido por Seguro para fazer frente a um outro socialista Guilherme Pinto, que é o actual Presidente da Câmara. Matosinhos tem apenas 4 freguesias, quando antes da entrada da nova lei tinha 10. 
O candidato socialista apesar de ter apenas 4 freguesias no seu concelho, vai manter as 10 abertas ao público. Para quê? Para um atendimento personalizado juntamente com o Presidente de Junta. Parada quer um gabinete em cada uma das 10 freguesias mesmo que aos olhos da lei Matosinhos só tenha quatro. Ou seja, vai ser necessário a contribuição dos impostos para que satisfazer a vontade de Parada, no entanto tudo bem já que se é para atendimento das pessoas que se faça um esforço adicional. 

O que o país, o concelho de Matosinhos precisa é de um gabinete em cada freguesia para o Presidente Parada. Ora, o candidato socialista quer usufruir de um luxo quando o país pede austeridade e controlo. Foi por isto que Seguro escolheu Parar por aqui?

sábado, 7 de setembro de 2013

Clássicos das autárquicas(4)


Hoje damos destaque aos cartazes colectivos. Há quem prefira aparecer sozinho, mas há os que apostam forte em mostrar a sua equipa. No fundo, uns são mais individualistas outros jogam mais em equipa.

Em Azeitão foi possível reunir todos os habitantes das freguesias de São Lourenço e São Simão. Todos? De certeza? Alguém terá ficado de fora, no entanto não foi possível colocar mais ninguém. Talvez lá mais para a frente apareça um cartaz com aqueles que foram excluídos agora. É impressionante que no meio de tantas pessoas possa estar o candidato e o público não saber quem é, pelo que na hora do voto será complicado escolher esta lista. Os cartazes colectivos têm este problema, meter toda a malta no cartaz só para dar a ideia de união na freguesia é uma má opção. No entanto, registe-se o facto de todos vestirem a camisola de Azeitão independentemente da cor partidária...

Em Barcelos a coligação PSD/CDS/MPT vive e decide junto. Não percebo como é possível que tanto CDS como PSD consigam viver juntos após ano e meio de conflitos na coligação governamental. Em meu entender acho que é uma tentativa das estruturas locais de ambos os partidos tentar convencer o PR que Portas e Coelho são amigos e que os dois podem viver, decidir e estar juntos no mesmo governo até 2015 sem a existência de querelas políticas. No fundo, é mostrar que o passado recente já está enterrado. Voltando ao cartaz barcelense gostava de saber onde é que esta malta vive junto. Em casa? Na mesma sede? Barcelos nunca esteve tão unido como agora.

Cristiano Predestinado

O maior craque português marcou ontem três golos à Irlanda do Norte e ultrapassou o número de golos de Eusébio na Selecção Nacional ficando a apenas 3 golos do líder Pauleta. Numa altura em que o jogo estava complicado e Portugal a jogar com menos um jogador, CR 7 virou o resultado a favor da equipa das quinas e com um hat trick colocou a selecção no primeiro lugar do grupo F de apuramento para o Mundial. CR 7 é um predestinado ao serviço de Portugal. Há poucos como ele no que diz respeito ao desporto português. Ronaldo é um talento nacional que tem sido pouco aproveitado na nossa equipa apesar dos inúmeros golos. Considero CR7 melhor que Messi e Neymar. O argentino joga futebol com os olhos no chão, já o brasileiro dança muito sobre o relvado. Ronaldo é um foguete e dos três craques do momento é aquele que tem melhor técnica, que deixa um adversário sem saber o que fazer perante a sua arte. Está na hora da bola de ouro FIFA voltar para as mãos do jogador português.

sexta-feira, 6 de setembro de 2013

À medida dos objectivos

É interessante verificar como PS e PSD têm objectivos distintos para as autárquicas consoante o resultado que lhes dá mais jeito em termos políticos. 
Para os socialistas vencer será ter o maior número de votos em termos nacionais, enquanto para o PSD o objectivo é ganhar a Presidência da Associação Nacional de Municípios portugueses, no fundo é ter o maior número de câmaras. 

Perante este cenário nenhum dos partidos vai perder as eleições e na noite de 29 tanto Seguro como Passos Coelho vão cantar vitória. Eu percebo que o PSD tenha como objectivo ganhar o maior número de câmaras, eu não entendo como é que o PS não tem essa ambição e se fica por ter mais votos que os sociais democratas. Penso que Seguro tem medo que as eleições não corram da melhor, só isso justifica a pouca ambição socialista. O governo pode estar a ser julgado nestas eleições, contudo a liderança socialista não foge ao escrutínio da população, porque um primeiro olhar permite perceber que as candidaturas socialistas não são convincentes. 

Gosto da ambição do PSD mesmo tendo em consideração o momento difícil que atravessamos. O mais lógico é que a luta se faça para saber quem conquista mais municípios. O voto nacional não interessa já que a maior parte das pessoas não vota em partidos mas em pessoas. O PSD soube escolher as pessoas certas para os lugares correctos tendo em conta o trabalho feito no poder local, já o PS não percebeu que se trata de uma eleição local e não nacional, preocupando-se apenas com a questão da crise. 

Para além de PSD e PS também o CDS,BE e PCP vão cantar vitória na noite eleitoral. Os centristas porque vão manter a Câmara de Ponte de Lima e talvez ganhar mais um ou outro município. O BE garante Salvaterra de Magos e o PCP pode vir a "roubar" algumas Câmaras ao PS. 

Ao PSD resta esperar por manter a liderança da ANMP e assim respirar de alívio...

quinta-feira, 5 de setembro de 2013

Um princípio político

O Tribunal Constitucional decidiu está decidido. A lei de limitação de mandatos que tem dado polémica nesta pré-campanha refere-se ao território em que o autarca exerceu o seu mandato por três vezes consecutivamente. Como eu previa, o TC decidiu dar uma quarta oportunidade a todos os autarcas que querem fintar esta lei e continuar a sua carreira ao serviço do poder local. Não se pode condenar quem quer mudar de concelho para exercer a sua vocação, até porque a pretendida renovação autárquica irá ser feita no dia 29 apesar das limitações impostas por esta lei. Além do mais, não é pelo aparecimento desta norma que têm aparecido milhares de candidaturas independentes. Como se viu, quem quiser fintar a lei pode fazê-lo facilmente até porque qualquer autarca pode voltar à sua actividade durante um período de ausência. 

A questão da limitação de mandatos não é uma questão jurídica mas política. O princípio de não perpetuação no poder depende em primeiro lugar do candidato e em segundo dos eleitores. Se os eleitores quiserem que o autarca X governe durante 20 anos, porque razão é que o Direito irá impedir esse desejo? Cada autarca deverá ter a consciência que a sua manutenção durante muito tempo no poder pode afectar o funcionamento da autarquia. Eu penso que esta lei foi feita para impedir a continuação de certas práticas ao serviço do poder local. No fundo, a lei polémica serviu para travar futuros casos como os de Gondomar, Felgueiras e Oeiras. Se a justiça não os consegue tirar da cadeira, então a lei acabará por trazer equilíbrio político, até porque 12 anos ao serviço do poder local não é nada...

Mais do que tentar impedir que os autarcas de se candidatarem a mais de três mandatos, deve ser a população a estabelecer o timing certo. No fundo, esta lei deveria surgir do direito natural e não do direito positivo, já que como acontece nas eleições legislativas em que existe o chamado "ciclo", nas autarquias deveria passar-se o mesmo. Contudo há autarcas que desejam ultrapassar o ciclo para além do tempo...

Pode acontecer que a lei acabe por "influenciar" os eleitores e haja mesmo ciclos políticos no poder local. No entanto, esta lei está ferida de morte porque o seu objectivo é travar todo e qualquer autarca de se candidatar a um quarto mandato, seja em câmara fôr, mas porque não faz qualquer sentido a sua existência. 

A campanha sensual (3)


A ilha da Madeira tem a particularidade de produzir fenómenos políticos. Não falo de Alberto João Jardim mas dos dois candidatos à Câmara Municipal do Funchal. 
Bruno Pereira candidata-se pelo PSD mas gosta do azul do CDS, já Paulo Cafôfo tem o apoio do PS, BE, PND, PT e PAN, mas também prefere alinhar pelos azuis e brancos. 
Ora, o candidato da esquerda não tem slogan porque o seu nome chama logo à atenção do eleitor, pelo que mais palavras iriam perturbar a mensagem principal. No fundo, Câfofo pretende conquistar o eleitorado feminino. É muito interessante verificar que não há nenhum logo partidário nem uma mensagem política. Porque não é preciso, a mensagem é simples "câfofo" e mai nada.

Para responder ao slogan sexy do seu rival, Bruno Pereira decidiu lançar uma loja de manequins. Não se trata de mulheres com as curvas perfeitas mas bonecos da lista social democrata. Não sei o que pensará Passos Coelho desta iniciativa, no entanto a população do Funchal sempre que passa pela sede de candidatura fica sem saber o que fazer, já que não se se trata de uma loja de roupa para políticos ou de outra coisa qualquer. Esta ideia de Bruno Pereira é original, no entanto não se pense que os manequins estão o dia todo na vitrine, porque os próprios candidatos depois de exercerem as suas responsabilidade profissionais vão substituir os manequins e eles próprios distribuir sorrisos aos seus apoiantes. 

A campanha no Funchal é bastante atractiva e sexy. Se por um lado temos politicos-manequins, do outro temos um nome sensual que dispensa qualquer tipo de slogan político. Vai ser interessante de saber o resultado deste jogo sensual. 

O PS anda distraído...

Ao dar uma primeira vista de olhos pelos candidatos do PS às autárquicas, parece-me que a vitória desejada por Seguro não irá ter uma expressão significativa, pelo menos na diferença de votos contados e não no número de Câmaras Municipais conquistadas. De facto, estas eleições não servem para castigar o governo mas para eleger aqueles que estão mais próximos das populações. Nota-se que já entrámos em "modo autárquicas", pelo que o líder da oposição vai ter que esperar melhores dias para criticar o governo. 

No entanto, parece que o líder socialista não tem mão no seu partido. Para quem se diz que foi eleito através das bases, Seguro tem pouca influência nas estruturas locais. O secretário geral devia fazer destas eleições o seu melhor momento enquanto líder socialista, já que o governo ainda continua debaixo de fogo. Esperar pelas europeias pode ser tarde e o próprio Seguro poderá pagar caro a inércia de não apostar tudo nestas autárquicas. Não vejo Seguro a falar para os concelhos, uma fotografia que seja ao lado dos candidatos. Não basta "lançar" candidaturas, é preciso que esses momentos cheguem aos media. Apesar de ter a capital ganha, o líder da oposição não pode ficar apenas contente com essa conquista. Tal como acontece com Passos Coelho vencer as capitais de distrito é fundamental e será por aí que se vão fazer as contas finais. Contudo, as eleições que se aproximam são muito mais importantes para a manutenção da liderança de Seguro do que uma eventual confiança presidencial no executivo, isto é, Seguro tem aparecer mais vezes do que Passos Coelho.

quarta-feira, 4 de setembro de 2013

Clássicos da Autárquicas(2)



Telmo Ferreira concorre à freguesia de Sapataria, concelho de Sobral de Monte Agraço. Estranho uma freguesia com este nome em Sobral de Monte Agraço, já que a terra dos sapatos é São João da Madeira. Se vencer, o candidato promete sapatos de qualidade para todos os fregueses. É mesmo a única coisa que Telmo Ferreira pode oferecer à população. Fica aqui mais uma originalidade da nossa democracia. Sapataria não é uma loja de sapatos mas uma freguesia.

Paulo Queimado não quer ficar chamuscado por António José Seguro se não vencer as eleições. Para não criar chamas, o candidato do PS ao concelho da Chamusca vai tentar pegar um touro. De facto, se Paulo Queimado concorresse à freguesia da Sapataria, não haveria motivos para colocar um post, ou será que se trata de um nome artístico para chamar a atenção? As autárquicas é para brincar ao Carnaval...

Quem será o herdeiro de Menezes?

Em Gaia mora um candidato que já conquistou o país. Manuel Almeida é o candidato do PTP à Câmara, no entanto ele queixa-se que não tem apoiantes. Da sua lista fazem parte a filha e o neto que ainda é bébé e alguns amigos de infância. Almeida promete ser o "tesourinho" desta campanha, pelo menos já conquistou as redes sociais. 

Mais a sério vão José Guilherme Aguiar e Carlos Abreu Amorim à luta. O primeiro como independente e o segundo com o apoio da Direita, pelo PS concorre Eduardo Vieira Rodrigues, mas o socialista não é chamado para o caso.

Em Gaia ainda mora o fantasma de Menezes, pelo que é muito provável uma vitória do PSD. Como nesta autarquia os sociais democratas apresentam dois candidatos da sua área política a escolha não é fácil. Esta situação verifica-se em muitos concelhos e é o reflexo da cultura partidária que se vive em Portugal. Quem escolhe o candidato são os lobbies locais, pelo que quem não tiver o apoio da "maioria" tem como única alternativa fazer uma lista própria e avançar como independente. Foi o que fez Guilherme Aguiar em Gaia. Não acredito que o PS venha a beneficiar desta situação, já que no concelho vizinho do Porto quem manda ainda é o PSD. 

Dirão uns que tudo isto faz parte do jogo político. É verdade, no entanto não entendo como as opções. Abreu Amorim candidata-se contra Aguiar e este contra o antigo deputado laranja. No fundo é a guerra pela autarquia mas também por mais protagonismo dentro da concelhia local. Nestes termos, a candidatura de Guilherme Aguiar deixa de ser independente para passar a ser uma segunda candidatura da direita. Se o actual comentador de futebol vencer, terá o mesmo apoio do partido nacional e da estrutura local da mesma forma se o vencedor fosse Abreu Amorim. Por tudo isto vai ser interessante seguir a campanha e a noite eleitoral em Gaia, até porque o candidato Almeida irá certamente querer roubar protagonismo aos dois mais fortes candidatos. 

terça-feira, 3 de setembro de 2013

Clássicos das autárquicas (1)



Hoje começamos uma nova rubrica relacionada com as autárquicas que se chama "Clássicos das autárquicas". Vamos colocar os cartazes mais interessantes desta campanha. Como sempre acontece nestas ocasiões, por esse Portugal fora há milhares de candidatos que primam pela sua originalidade. Apresentamos dois:

Em Albergaria, o BE quer dar a volta por baixo com esta candidata que desconheço por completo. Compreendo agora porque razão os bloquistas queriam acabar com os pior.
Em Negrelos, José Manuel Moreira usa o tradicional bigode para conquistar os seus eleitores. Será que o futuro autarca vai impor aos seus habitantes masculinos que coloquem um bigodinho à maneira?

o factor motivacional

Ontem estava a seguir o jogo entre Roger Federer e Tommy Robredo para a terceira ronda do US Open. O comentador televisivo falava na motivação de um jogador e de outro. Enquanto que Robredo se estava aplicar ao máximo, Federer jogava apenas por puro prazer. A atitude do ex-número tem uma explicação, segundo o comentador: o suiço já participou em centenas de jogos no grand slam americano. 

A motivação é muito importante quando se está a fazer aquilo que se gosta. Por vezes não basta gostar para alcançarmos sucesso. O factor motivação é muito importante. No caso do tenista, apesar de estar a fazer aquilo que gosta, o facto de já ter participado em quase 100 jogos no torneio americano faz com que já não dê o litro, como se costuma dizer. Além do mais voltar ao topo do ténis mundial não está nos planos de Federer. 

Quem está a fazer aquilo que gosta mas não se sente motivado, por alguma razão acaba por não tirar partido nem sequer gozar da sua actividade. A motivação ou falta dela pode resultar de vários motivos, como por exemplo, e no caso do suiço o facto de não ter mais nada para conquistar. Há quem encontre mais um objectivo, no entanto são muitos os que estão satisfeitos com aquilo que têm. Nestes casos não há falta de ambição mas sim satisfação pessoal. 

Em meu entender é importante ir atrás de um objectivo, alcançar mais, mesmo que haja plena satisfação pessoal. A motivação tem de ser uma constante, mesmo que nos casos semelhantes aos de Federer já não haja mais nada para atingir. É óbvio que no desporto a situação é distinta, no entanto jogar por jogar não me parece muito interessante sob o ponto de vista psicológico. 
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