Etiquetas

quinta-feira, 27 de fevereiro de 2014

25 de Maio

No próximo dia 25 de Maio o mundo vai assistir com curiosidade mas também apreensão a duas eleições históricas: - as eleições presidenciais na Ucrânia depois da destituição de Viktor Yanukovich e o referendo na Crimeia sobre a autonomia na região.

Nenhum destes actos eleitorais vão contribuir para um melhor futuro, quer na Ucrânia quer na Crimeia, uma vez que foram pensados e idealizados com a cabeça quente e como resposta a uma situação de conflito interno. Os responsáveis da oposição ucranianos bem como os governantes na Crimeia não têm noção o quão perigoso é este anúncio, até porque com os Estados Unidos e a Rússia nos dois lados da barricada é provável que não haja eleições.

Apesar do conflito já ter feito vários mortos na Ucrânia e da guerra na Crimeia estar ao virar da esquina, ninguém quer um banho de sangue em Kiev ou Simperofol, porque isso não convém nem ao Ocidente nem à Rússia. É natural que neste momento todos os intérpretes internos estejam de cabeça perdida e com vontade de ir cada um para seu lado, mas será difícil ao novo governo interino ucraniano resistir e à Crimeia se dividir em dois.

O novo governo ucraniano não vai durar mais de um mês porque a sua legitimidade é nula e á primeira zanga interna vai estalar o verniz, até porque não há nenhum Cavaco Silva para aguentar a coligação. Nem os Estados Unidos e muito menos a União Europeia vão reconhecer legitimidade ao novo primeiro-ministro, nem sequer negociar termos e condições para reconstruir o país. Embora haja sinais preocupantes não estou a ver Vladimir Putin a formar uma aliança com os responsáveis da Crimeia.

Para já o futuro na Ucrânia é preocupante e sombrio, mas pode ser que tudo não passe de um jogo de xadrez.

Se bebeu não trabalhe

Este bem podia ser o lema aplicado em todas as publicações do grupo Cofina. A empresa liderada por Paulo Fernandes vai obrigar os trabalhadores a soprar o balão caso haja indícios de que os mesmos poderão estar alcoolizadas. Como é natural, se o trabalhador acusar é logo despedido com justa causa. Não se percebe a aplicação de uma medida que está confinada às autoridades policiais, essas sim são as únicas que podem usar o teste do balão para aplicar uma multa. 

Outro aspecto é a falta de bom senso desta iniciativa, uma vez que a sua intenção visa única e exclusivamente proibir os trabalhadores de beberem um copinho à hora do almoço. São medidas como esta que faz com que as pessoas deixem de ter privacidade no local de trabalho o que é muito mau. Se há empresas que vão aos computadores das pessoas, investigam a vida privada, não é de admirar que se esteja a caminhar para um estado totalitário dentro das empresas. Os direitos de privacidade e protecção de dados têm de ser protegidos pela constituição, pela lei, mas acima de tudo por quem tem a possibilidade de despedir um trabalhador por uma questão tão mesquinha como aquela que a Cofina vai implementar. 

quarta-feira, 26 de fevereiro de 2014

O poder nasceu na rua

O novo governo interino ucraniano foi eleito na Praça da Independência, tendo como seu líder Arsenyy Yatseniuk, mas o mais grave é o facto de alguns membros do governo serem manifestantes que estiveram na origem de centenas de mortos durante os confrontos da semana passada, neste momento o conflito passou para a Crimeia.

O governo de Yatseniuk terá como orientação presidencial o boxeur Vitaly Klitscko que se candidata às presidenciais e só não temos a presidiária Yulia Tymoschenko devido ao estado de saúde em que se encontra. 

Espero que a UE e os Estados Unidos não embarquem nesta farsa e sejam firmes quando o país pretender entrar na organização comunitária. Não concordo com a política ditatorial de Yanukovich mas o poder não pode cair na rua e muito menos nascer das manifestações ilegais e que origina a colocação de activistas no governo, por provisório que seja. 

Concordo com alguns manifestantes que não querem a Ucrânia liderada por um ditador mas a solução encontrada não é a melhor, nem vai garantir estabilidade ao país, não só por causa dos acontecimentos na Crimeia, mas porque os eleitos não têm legitimidade democrática suficiente para garantir coesão nacional. Não falo da forma estapafúrdia em como eleitos os novos membros do governo mas da orientação política dos mesmos. Será que têm alguma ideologia? O que se sabe sobre as suas visões para o país? Na minha opinião a oposição de Yanukovich conseguiu controlar o país de forma astuta mas acho que dificilmente irão obter o apoio de Bruxelas e Washington. Pelo menos nestas condições. 

Enquanto a oposição ucraniano se diverte a brincar à democracia, a Rússia vai criando instabilidade no leste do país. Vladimir Putin a ganhar pontos mais uma vez. 

Sem ténis nem touradas

O país vai perder dois dos seus maiores eventos: O torneio de ténis que durante 25 anos esteve presente no Estádio Nacional e que no mês de Maio fazia as delícias dos (poucos) adeptos da modalidade em Portugal. Pelo Estoril Open, mais recentemente, Portugal Open passaram campeões como Thomas Muster, Novak Djokovic, Roger Federer e a sensação do ano passado Stanislas Wawrinka. O número de atletas de topo que passaram pelo nosso país são muitos, no entanto ninguém vai esquecer a armada espanhola que nos anos 90 proporcionou grandes espectáculos e dominava o torneio. No entanto, com o passar dos anos este torneio tem vindo a não se valorizar em termos desportivos e audiências. Na década de 90 o torneio estava à pinha, mas houve um decréscimo de espectadores.

Outro aspecto tem a ver com o facto do torneio se tornar mais num evento social do que num espectáculo desportivo, mas o mais importante são as instalações que não permitem outros vôos. Também não há outro local que possa albergar um torneio capaz de atrair investidores e espectadores em muito maior número do que o palco montado para o Estoril Open. 

Até ao momento ainda não está agendada qualquer corrida para o Campo Pequeno. Nesta altura já era possível saber aspectos sobre os cartazes para a temporada bem como os preços dos abonos. Ora, a praça de touros tem acolhido espectáculos de vária ordem mas parece que não vai existir temporada taurina na principal praça do país. É verdade que só em Abril a temporada começa mas nesta altura já deveria haver algum reboliço. Quanto ao resto do país não há que ter problema uma vez que só no Verão é que se iniciam as corridas.  

Relvas: O novo regresso

Ao falar sobre o congresso social-democrata não abordei o regresso de Miguel Relvas ao partido e as consequências desse acto. A lista ao Conselho Nacional liderada por Relvas não conseguiu atingir a maioria absoluta o que deixa Passos Coelho numa situação delicada caso não tenha uma vitória nas próximas europeias. O conclave estava a correr muito bem ao líder do PSD mas o regresso de Relvas coloca tudo novamente em questão. Não em relação ao governo mas ao partido. 

O líder social-democrata está a correr um grande risco com este retorno de alguém que não foi querido no país, mas que o partido também já não deseja. Aposto que se fizer uma sondagem sobre a expulsão de Relvas do PSD a maioria iria estar contra. Não entendo como é que o PSD desperdiça talentos como António Capucho e mantém nas suas fileiras artistas políticos como é o caso do ex-ministro. A menos que Passos Coelho queira controlar o partido enquanto está ocupado a tratar do país é que se percebe esta chamada, contudo Miguel Relvas já não dispõe desse poder porque não é uma figura aceite dentro da estrutura partidária.

O próprio Relvas sabe disso por isso também não compreendo ter aceite o convite. No entanto, o ex-ministro é daqueles políticos que está sempre para mais outra, mesmo que isso signifique ser alvo de todas as críticas e até hoje ninguém esqueceu as trapalhadas feitas por um dos maiores apoiantes de Passos Coelho em conjunto com Luís Filipe Menezes. Ninguém sabe onde pára este triunvirato.

terça-feira, 25 de fevereiro de 2014

Cartadas decisivas para David Cameron

O primeiro-ministro britânico tem duas batalhas políticas pela frente. A independência pela Escócia e a possibilidade de saída do Reino Unido da União Europeia. Para já, Cameron tem de tratar da situação escocesa com urgência, uma vez que o referendo na Escócia pode ser um problema para o Reino Unido mas também para a própria União Europeia, que já tem de se preocupar com a independência da Catalunha. 

No entanto, a saída da UE será um tema mais complicado de resolver já que nem os Conservadores e os Liberais democratas estão de acordo com a posição do primeiro-ministro. Há a possibilidade de nem o próprio chefe de governo estar convicto desta proposta. 

O que mais me espanta nas recentes ideias políticas de David Cameron é o facto das mesmas não caberem na ideologia do Partido Conservador Inglês que costuma ser muito mais brando e europeu do que os trabalhistas. Contudo, são os trabalhistas que querem ficar na UE e os Conservadores têm posições diferentes em relação a esta questão. Cameron só vai colocar a questão da UE depois das eleições gerais em Inglaterra mas pode ser que esta ideia absurda não saia do papel porque se o PM perca a Escócia, o resto do Reino Unido não lhe vai perdoar ter concordado com a realização do referendo. Se, como é previsível, os escoceses não quiserem a autonomia, Cameron pode jogar a sua cartada eurocéptica. 

Ainda não é fim de ciclo

O FCP não está em fim de ciclo mas para lá caminha, no entanto penso que nenhum clube vai ter o domínio do futebol português como aconteceu no passado. Pinto da Costa ainda não saiu da presidência mas já começaram as jogadas de bastidores para a sucessão. A intenção do presidente é escolher um sucessor e controlá-lo durante algum tempo, mas os outros pretendentes à cadeira do poder não vão aceitar esta situação. 

O possível fim de ciclo nota-se não só na contratação do treinador mas na escolha dos jogadores que vieram substituir Moutinho, James e Lucho. Por um lado há falta de dinheiro no clube, mas também há quem não pretenda ver os bolsos dos outros a encher. Por outro lado há um sector do clube azul e branco que pretende uma nova política desportiva mas também de comunicação. Há muitos adeptos portistas que não se revêem nas atitudes praticadas por Pinto da Costa no domingo à noite quando agrediu um jornalista. Se o presidente portista não queria falar, em primeiro lugar não tinha descido à rua para resolver um fait diver, mas também não abordava os jornalistas, até porque o país estava curioso para saber se Paulo Fonseca ia ou não sair do clube, tal como o treinador tinha prometido logo que acabou o desafio frente ao Estoril.

segunda-feira, 24 de fevereiro de 2014

A Ucrânia vai dividir a Europa

A situação na Ucrânia pior a cada que passa porque agora há o receio de uma guerra civil, após a Crimeia ter ameaçado pedir a separação do país. A intervenção da Rússia neste processo chegou no momento certo, isto depois de não se ter ouvido uma palavra de Moscovo durante a semana passada que culminou com a destituição do presidente Yanukovich. 

O quadro na imagem mostra o resultado eleitoral de 2010 em que concorreram à presidência Yulia Tymoschenko e Viktor Yanukovich. O azul é a votação de Tymoschenko enquanto o encarnado mostra o resultado de Yanukovich. O ainda presidente ganhou com escassos 4% de vantagem. 

Agora não interessa o que vai acontecer a Yanukovich ou aos manifestantes na Praça da Independência. O que importa é saber como vão a Rússia e a União Europeia lidar com o problema, porque o país não ficar dividido em dois. Isso seria o início de uma guerra civil mas o príncipio de uma futura guerra na Europa entre o Ocidente e o Leste europeu. A Rússia está a ser inteligente neste processo porque só agora começou a agir, isto porque não quer perder o país para a União Europeia. A partir de agora vamos assistir a uma série de acções que visam a tomada do controlo do país na sua totalidade, isto porque vai ser complicado dividir a Ucrânia em duas partes.

O que se vai passar na Ucrânia nos próximos dias é semelhante aos acontecimentos na Líbia. Os que guardaram as bandeiras da Crimeia na gaveta vão voltar a pedir o regresso aos velhos tempos. 

A rádio sobreVIVE

Já quase se tornou cliché vaticinar o fim da rádio quando, na verdade, tudo não passa de um mal entendido. Actualmente a rádio faz companhia a mais de 240 milhões de pessoas em todo mundo, numa média de pelo menos duas horas e 45 minutos por dia. Nada mal para um moribundo!


Quando em 1979 os Buggles cantavam que o vídeo tinha matado a estrela da rádio, não adivinharam porém que a sua carreira estaria morta muito antes disso. Na era dos podcasts e do Spotify há toda uma nova geração de ouvintes sequeosos e, a verdade é que já não é preciso ter uma telefonia para experienciar a chamada “magia” da rádio. É o meio de comunicação mais presente porque subsiste em qualquer plataforma: Blogues, Itunes, Televisão e a sair de qualquer aparelhinho com 3G ou uma simples antena. A parte boa é que qualquer pessoa pode escolher de que forma quer ouvir rádio. Aqui reside a confusão que certamente se tem gerado na cabeça dos profetas da desgraça: confundir descentralização com fraqueza. Como se sabe, tudo o que envolve evolução e recriação é marcado por versatilidade e, em vez de morte, o que existe na rádio é toda uma prosperação nesta nova era digital - e ainda só vamos a meio de todo um processo de renascimento. Não há atalhos para o sucesso e a radio é a prova disso, pouco a pouco vai-se adaptando ao mundo que a rodeia procurando estar presente onde haja ouvidos para ela.


O Spotify, por exemplo, não é mais do que uma rádio criada por nós próprios. Ao criarmos playlists que podem ser partilhadas pelos nossos amigos estamos a dar “audiência” à nossa pequena rádio, e ainda pagamos por isso com todo o gosto. O mesmo acontece com a chamada rádio tradicional: existem playlists criadas ao gosto dos seus ouvintes-tipo que são partilhadas de cada vez que alguém carrega no ON, seja do carro, da aparelhagem, do live streaming do computador ou do smartphone. O ciclo é o mesmo e todos saem a ganhar.
Se é realmente verdade que gastamos cada vez mais do nosso tempo com multiplas plataformas de comunicação, também é verdade que a rádio continua a ser um dos canais primordiais de noticias e entretenimento em todo o mundo. Ainda não há nenhum meio de comunicação no mundo capaz de substituir a humanidade impressa na rádio. A presença de uma companhia humana do outro lado das ondas hertzianas cria empatia e incita à imaginação dos milhões que escutam. A chamada “magia” da rádio, actualmente reside na sua capacidade de estar presente em todo o lado.

Texto de Filipa Galrão

domingo, 23 de fevereiro de 2014

Olhar a Semana - Assis não vão lá

O congresso social democrata correu muito bem ao primeiro-ministro que viu os ex-lideres partidárias a mandar farpas uns aos outros. Em vez de irem ao congresso criticar o PM, Santana Lopes, Marcelo, Luís Filipe Menezes preferiram trocar argumentos entre si e fazer uma espécie de vingança com o passado. Neste tiroteio partidário não faltaram críticas a António Capucho. 

Em vésperas de eleições europeias e legislativas não podia haver melhor tiro de partida para Passos Coelho do que ter o PSD à sua volta. Mas não é só, já que o PS também ajuda à festa quando na mesma altura em que Rangel desafia Seguro a apresentar o cabeça-de-lista às europeias, o secretário geral socialista concede a vontade ao seu maior rival. Rangel entra a ganhar na campanha para as europeias. 

No entanto, o pior é o facto de Seguro ter tentado desviar as atenções mediáticas do congresso social-democrata durante todo o fim-de-semana. A sua intenção foi conseguida em boa parte no sábado, mas hoje veio o momento mais cómico e surrealista quando Seguro apresentou Assis como cabeça de lista á Europa poucos segundos de Passos Coelho ter acabado de terminar o seu discurso no Coliseu. É obra!

Seguro devia ter deixado o protagonismo do fim de semana para o eterno rival e depois chamar a si a atenção mediática que o momento merece. O erro do líder socialista mais parece ter sido praticado por alguém do governo, mas não. Rangel tem mais um ponto positivo na campanha para as europeias.

Estes erros cometidos por Seguro serão pagos mais tarde, depois das eleições quando o quartel-general socialista acordar para a realidade.

Afinal estiveram lá todos

Os críticos da actual direcção social-democrata foram todos ao Congresso. Nem todos porque faltou Manuela Ferreira Leite e também Durão Barroso porque está mais preocupado com a situação na Ucrânia, mas Menezes, Santana Lopes, Marcelo Rebelo de Sousa e Marques Mendes marcaram presença no Coliseu. Embora os objectivos de cada um seja diferente, todos vieram apoiar Passos Coelho para que o PSD tenha uma vitória nas europeias, mas também nas legislativas. 

O primeiro-ministro lançou ontem o repto no discurso de abertura e os notáveis ausentes vieram ao Coliseu. O mais importante é o facto de todos mostrarem apoio a Passos Coelho, embora no espaço público mantenham opiniões divergentes, no entanto o momento delicado que o país atravessa aconselha à unidade partidária mesmo que esta seja quebrada dias depois. Não se pode exigir aos ex-líderes que estejam de acordo, contudo eles podem mostrar união para Passos Coelho poder ganhar os próximos combates eleitorais mas também a tarefa díficil que tem pela frente e que nunca dos antigos presidentes teve de enfrentar. 

O PSD neste aspecto é muito diferente do PS, já que nos congressos socialistas não se vê a presença de ex-lideres, muito menos se nota a iniciativa de demonstrar um apoio incondicional ao líder. 

sábado, 22 de fevereiro de 2014

Entre Paulo Rangel e Nuno Melo

Passos Coelho ainda não anunciou o seu cabeça-de-lista para as europeias mas tudo indica que será Paulo Rangel. O problema que o PSD vai ter é a tentativa do CDS em impor Nuno Melo como número 1 da coligação às europeias. Portugal vai perder 2 eurodeputados nestas eleições, pelo que não há lugar para todos ainda para mais quando os dois partidos vão coligados. 

Tanto Rangel como Nuno Melo são duas figuras habituadas aos palcos de Bruxelas e com reconhecida competência política, pelo que a escolha não será fácil. Por norma Rangel seria o número 1 na lista, mas tendo em consideração o poder que Paulo Portas tem vindo a conquistar dentro do governo é bem provável que a escolha não seja fácil. Apesar desta questão que será decidida dentro de portas, é importante que os dois partidos não passem cá para fora eventuais problemas na definição do cabeça de lista. Uma coisa é certa, sendo Rangel ou Melo o primeiro candidato da coligação os dois vão ter que fazer lado a lado. Quem ganha com isso é o país bem como a Europa. No entanto, este facto revela que há muitas divergências na coligação por causa de lugares, o que não é saudável para o bom funcionamento do governo.

Uma vitória para Portugal

Bom discurso de abertura do Primeiro-Ministro ontem em Lisboa. Não é muito comum Passos Coelho fazer muitas críticas à oposição e aos notáveis do partido que não percebem a dificuldade de governar o país nestas circunstâncias. Gostei da forma como Passos Coelho abordou a questão do "estamos melhor ou pior". Embora os números não mintam a inversão do ciclo económico ainda ninguém sentiu os efeitos das mudanças. No entanto, isso é natural já que só no final do ano passado é que os números começaram a ser positivos. O líder laranja fez bem em lembrar o quão foi atacado por em 2012 ter dito que 2013 seria o ano da mudança. Ora, não isso que aconteceu? Os números provam isso mesmo.

Espero que os partidos da coligação aproveitem os bons ventos para tentar ganhar as eleições e deixar o PS numa situação complicada, até porque a primeira derrota eleitoral de Seguro vai ser sinal de problemas internos. O PS não pode mais um voto que seja, tem mesmo de perder e para isso o PSD e CDS têm de convencer os portugueses que os números positivos vão valer a pena.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2014

Três passos decisivos

O líder do PSD tem três desafios pela frente nos próximos anos. Em Maio tem as eleições europeias onde terá obrigatoriamente de ter um resultado melhor do que aconteceu nas autárquicas 2013. Uma vitória eleitoral era óptimo, no entanto importa reduzir a distância para o PS. Não é expectável que o PS venha a obter uma vitória contundente até porque uns dias antes a troika sairá oficialmente do país e isso vai ser um factor a favor do governo, além de que os socialistas ainda não apresentaram um cabeça-de-lista nem sequer há indicações de quem possa ser o escolhido por Seguro, enquanto no PSD tudo aponta para que seja Paulo Rangel. 

O segundo grande desafio de Passos Coelho são as eleições legislativas do próximo ano. Só uma vitória eleitoral em 2015 é que o primeiro-ministro consegue vencer a terceira, que se chama eleições presidenciais. Nas próximas legislativas a escolha dos eleitores vai ser entre dar uma maioria absoluta ao PSD ou manter a coligação que governou o país nos últimos quatro anos. 

O último desafio do actual líder social-democrata serão as presidenciais. No entanto, a apresentação das candidaturas presidenciais só deverá ocorrer após um bom resultado em 2015. Entre os nomes mais falados para suceder a Cavaco em Belém estão Durão Barroso, Santana Lopes e um nome surpresa que pode ser Rui Rio ou mesmo Paulo Portas. Contudo, a escolha do candidato presidencial pode ser importante para que o governo obtenha um bom resultado eleitoral nas legislativas e empurrar o partido para uma vitória com maioria absoluta. Na mente de Passos Coelho está a dúvida se anuncia o candidato a Belém antes ou só depois das legislativas, porque na minha opinião acho que o primeiro-ministro já tem o perfil e o nome que pretende para concorrer em 2016. 

É verdade que Passos Coelho perdeu a primeira batalha eleitoral após a derrota nas autárquicas em 2013, mas em Julho o primeiro-ministro conseguiu segurar o governo e isso é mais importante. Com a mudança do ciclo económico e a troika a ir embora Passos Coelho pode ter o seu ciclo dourado.

Será?

Viktor Yanukovich e a oposição terão chegado a acordo para criar um governo de unidade nacional até às eleições presidenciais que se realizarão em Dezembro. Pelo menos é isso que está prometido. Apesar das medidas anunciadas a tensão continua e ninguém abandonou a Praça da Independência. A oposição mantêm-se irredutível até porque ninguém solicitou a proibição do actual presidente poder recandidatar-se. E tendo em conta que ele está no poder devido aos votos que teve no oriente do país, pode muito bem acontecer que Yanukovich seja reeleito. 

O que se passa na Ucrânia é exactamente o mesmo que aconteceu no Egipto onde os manifestantes só largaram a Praça Tahrir depois de Mubarak sair do poder. Na altura isso aconteceu devido à pressão dos militares, mas na Ucrânia não há força do exército e Yanukovich está dividido em relação à opinião da UE mas também da Rússia, pelo que não vai ser fácil destitui-lo do poder. Enquanto isso não acontece mais mortes vão acontecer.

Ausência dos críticos frustrados

Os críticos do governo que estão na televisão a opinar sobre tudo e mais alguma coisa não vão ao congresso de amanhã. Ferreira Leite, Marques Mendes, Santana Lopes e o eterno Pacheco Pereira não estarão no Coliseu dos Recreios para aconselhar Passos Coelho qual a melhor forma de governar. Pelo menos os três primeiros gostavam de estar no lugar do primeiro-ministro, mas não conseguiram convencer o povo a votar neles. Todos eles sofreram derrotas eleitorais pesadas (internas e nacionais) com o agravante de terem o apoio da máquina partidária a seu lado, no entanto, Passos Coelho foi o único a derrotar Sócrates.

Percebo o incómodo dos ex-líderes, ou direi ex-comentadores?, em relação à actual direcção. Passaram meses a criticar a austeridade mas agora vão ter de engolir um grande sapo quando a troika sair do país. Em vez de serem verdadeiros militantes sociais-democratas parecem adeptos do PS e da política do bota-abaixo. O pior mesmo é o facto de terem descido um grau ao passarem de ex-líderes partidários para simples comentadores televisivos. Não é degradante? Esqueci-me de Marcelo Rebelo de Sousa, mas essa já não participa no partido desde que Portas o atirou para o desconhecimento político. 

Perante este cenário o congresso vai ser morno e normal até porque o "candidato" a candidato Rui Rio também não vai aparecer para falar...

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2014

Conclave social-democrata

O PSD tem amanhã o seu congresso. Na reunião magna o líder social-democrata deverá anunciar Paulo Rangel como cabeça-de-lista às europeias e desvendar a ponta do véu sobre como vai Portugal sair do programa de ajustamento e financeiro. 

Não haverá grandes críticas à actual direcção, ao contrário do que aconteceu no conclave do CDS. O congresso poderá servir para o PSD definir a sua linha ideológica e mostrar ao país que ainda tem alguma base social e se preocupa com questões sociais. Outra questão a abordar será a coligação com o CDS, uma vez que os sociais-democratas não quererão ir às eleições legislativas 2015 coligados com os centristas se tiverem em perspectiva uma maioria absoluta. Em meu entender Passos Coelho acredita não só na vitória eleitoral mas num resultado histórico, no fundo o primeiro-ministro ainda confia nos portugueses.  

Muro de Kiev

A praça da Independência em Kiev parece a Praça Tahrir no Egipto quando foi alvo dos protestos que originaram a queda de Hosni Mubarak. A primavera árabe chegou à Europa mas com proporções gigantescas. Os manifestantes montaram as suas tendas, construíram barricadas e lançaram fogo para mostrar ao mundo que quem manda no país são os apoiantes de uma adesão à União Europeia.

Por seu lado, e apesar das várias tentativas de negociação com a oposição, Yanukovich não consegue demover as pessoas da rua, tal como aconteceu com Mubarak há três anos. Lembro-me que o líder egipcio também anunciava medidas para tentar acalmar o povo, mas este mostrava-se irredutível: só saímos da Praça Tahrir quando Mubarak for embora. Por muito que Yanukovich anuncie acordos com a oposição, faça cedências as pessoas não vão sair dali até o actual presidente sair. O problema é que se o líder baixa os braços a outra parte ucraniana pró-Rússia vai iniciar protestos porque não quer um governo pró-Europa. Tendo em conta os resultados das últimas eleições há quem queira Yanukovich no poder e rejeite os actuais líderes da oposição.

Perante este cenário é provável que Viktor Yanukovic fique no poder até que a situação descambe. O presidente vai lançar o seu exército sobre os manifestantes e depois logo se verá, pelo que o melhor é construir um muro em Kiev para separar territorialmente um país que se encontra dividido politica e socialmente. 


quarta-feira, 19 de fevereiro de 2014

Moscovo é o responsável

O conflito que se verifica na Ucrânia está relacionado com o apoio dado pela Rússia a Viktor Yanukovich para que este não dê a mão à União Europeia nos tratados comerciais. Estes tratados são vistos por Moscovo como uma possibilidade de Kiev aderir ao clube europeu a breve trecho. Este facto incomoda Moscovo já que isso significa perder um aliado na manutenção do seu poder mundial. 

O facto é que a maioria dos ucranianos quer ser membro da UE, mas os russos que vivem no país temem que isso relativize a sua presença nna Ucrânia. O presidente ucraniano é um aliado de Putin e anti-europeu, mas a oposição alinha pela Europa e não pela Rússia. Embora a oposição tenha chegado a acordo com o presidente recente, não se admite que ontem tenha havido um agravar da violência e lançar o país para uma guerra civil que só vai prejudicar a Europa. 

O poder não ficar nas mãos de Yanukovich mas a oposição responsável pelo cenário de guerra em Kiev também não pode ser responsável pela condução do país. A terceira via nestas situações refazer tudo de novo, mas isso levaria a uma questão pertinente: o novo líder seria escolhido por Moscovo ou pela UE?

A batalha de Kiev

Os confrontos em Kiev mostram como a UE e a Rússia não se conseguem entender e que dificilmente haverá uma adesão de Moscovo a Bruxelas nos próximos anos. Kiev está a sofrer por estar no meio de uma batalha cujos conflitos europeus e russos esbarram na capital ucraniana.

Não interessa para que lado Viktor Yanukovich penda porque vai ser sempre preso por ter gato e por não ter. Quem sofre com a indecisão presidencial por estar pressionado pelos dois lados é o povo e a polícia que estão numa verdadeira batalha campal, enquanto os verdadeiros causadores desta confusão está sentada no seu sofá. É inadmissível que se deixe chegar esta situação à batalha que ontem percorreu o mundo inteiro. 

O problema é que qualquer decisão que for tomada vai ter sempre alguém contra e que se manifestará nas ruas contra essa mesma opção. O melhor é a UE, Rússia e Ucrânia sentaram-se à mesa para negociar uma saida limpara para todos, à semelhança do que está a acontecer no Irão e na Síria. Se o problema ucraniano não é resolvido agora vai haver um alastrar da situação para outros países da antiga União Soviética. 

terça-feira, 18 de fevereiro de 2014

Sporting ou FC Porto?

A CD da Federação adiou a decisão relativamente à queixa do Sporting da meia-final da Taça da Liga para sexta-feira. O atraso na decisão não beneficia em nada o futebol até porque se não for dada razão aos leões, Benfica e FC Porto têm o calendário sobrecarregado com os jogos da Liga Europa. Tendo em conta que, tanto águias como dragões vão ultrapassar Paok e Frankfurt respectivamente, será difícil colocar esta meia-final no mês de Março, até porque há a primeira mão da taça de Portugal para disputar. 

Não se percebe porque razão a justiça desportiva demora tanto na resolução dos casos, uma vez que estes são simples de acertar já que todos os elementos já estão nas mãos dos juízes. Quem vencer esta questão vai sair prejudicado porque vai ter de realizar o jogo com o Benfica à pressa e jogar a final numa data muito próximo da meia-final, mas isso quem fica prejudicado é o semifinalista apurado para defrontar o Rio Ave. Por causa desta trapalhada toda podemos ter mais um vencedor inédito na prova e assim cai por terra todas as críticas que os pequenos fazem a esta competição.

Mais inseguro não pode estar

Desde que António José Seguro é líder da oposição tenho sido um crítico constante da falta de inacção por parte do secretário geral do PS. Em primeiro lugar porque não apresenta uma alternativa com substância e interesse para o país. Depois mudou a sua forma de fazer oposição, passando de uma atitude moderada para uma postura radical chegando ao ponto de pedir eleições antecipadas porque os números do governo "não batiam certo" com a realidade. A última razão para criticar o líder socialista tem a ver com a sua falta de disposição para participar com o governo em questões importantes como é a estratégia orçamental porque um dia os socialistas vão ser governo (não com Seguro...)

Eu entendo as duas primeiras posturas do líder mas já não aceita a última, ainda que por detrás da atitude esteja sempre uma questão partidária. O problema é que o PS não vai ser governo em 2015 e muitos militantes socialistas já perceberam isso, o único que ainda não acredita numa derrota nas próximas legislativas é o próprio líder. 

Pode ser que quando Seguro perceber que tem a cama feita comece a alinhar nalgumas propostas do governo, nem que seja para deixar uma boa imagem aos portugueses quando chegar a hora da sua saída. 

segunda-feira, 17 de fevereiro de 2014

Ideias Políticas : Vou votar no líder ou no partido? XXIV

Uma das situações que confunde o eleitor é saber distinguir o partido do seu líder. Há pessoas que gostam de um certo partido mas não se identificam com o líder, no entanto acabam por votar no conjunto. Por outro lado há quem goste do líder mas não é do partido que ele representa. Esta última situação é menos plausível porque o líder do partido tem sempre por detrás de si a máquina partidária. 

Em Portugal é mais usual as pessoas votarem no partido, independentemente de quem lidera. Por muito que o líder seja mau o que liga as pessoas aos partidos é a carga ideológica e não o carisma do principal rosto. Em Inglaterra e nos Estados Unidos a força de um líder é suficiente para roubar votos ao adversário, veja-se o que aconteceu com Barack Obama e alguns líderes britânicos. 

Quem tem capacidades políticas excelentes tem capacidade para conquistar qualquer eleitorado e não estar preocupado em obter o mínimo exigível para conseguir chegar ao poder. No nosso país o discurso dos candidatos a Primeiro-Ministro tem sido ambíguo. Quando estão em campanha falam para o país, mas depois chegam ao governo e só falam para o seu eleitorado. Quer isto dizer que não conseguem disfarçar a sua ideologia enquanto vestem o fato de primeiro-ministro. 

No nosso país foram poucos aqueles que conseguiram adoptar esse papel de líder carismático, com ideias próprias, e que fale directamente para as pessoas. Não se trata de prometer isto ou aquilo, mas de transmitir à população quais são as suas ideias e não aquelas que estão nos programas partidários. Lá por fora isto não acontece porque as candidaturas são mais pessoais porque o sistema também favorece o aparecimento de candidatos supra-partidários e que só usam o nome da força politica como alavanca para o sucesso pessoal. 

Em primeiro lugar o líder para ser carismático e querer protagonismo tem de se desligar das orientações do partido bem como de alguns valores. Depois precisa de construir uma imagem sua e que não esteja em conflito com os interesses partidários. Por fim, o programa tem de nascer da sua cabeça, embora com alguns valores ideológicos, mas acima de tudo precisa de ter independência na defesa dos seus valores e crenças políticas. 


domingo, 16 de fevereiro de 2014

Quem é o cabeça do PS?

Quem é? Quem é o cabeça de lista do PS às eleições europeias? Carlos César? Francisco Assis? O próprio António José Seguro? Ninguém sabe...

A coligação PSD-CDS deve avançar com Paulo Rangel, enquanto o PCP vai à luta com João Ferreira. A esquerda mais radical já sabemos que está numa guerra para saber se avança a três dimensões ou não. O novel partido Livre tem Rui Tavares como o grande mentor da reforma europeia e até o MRPP já apresentou o seu candidato. Não esquecer a lista encabeçada por Nicolau Breyner apoiado pelos eurocépticos. 

Esta falta de atitude eleitoral mereceu críticas dos mais altos dirigentes socialistas que estão contra esta direcção e com António Costa sempre à cabeça. No entanto, e apesar das críticas não há ninguém que queira disputar a liderança com Seguro. 

Seguro não deve ter nenhum nome de peso para ir a jogos nas europeias senão já tinha feito a sua apresentação pública. Aposto que o candidato será alguém desconhecido, como aconteceu com na candidatura à Câmara Municipal do Porto. É que uma derrota eleitoral ou uma vitória mínima dia 17 de Maio vem lançar mais uma onda de críticas internas, além do mais com o governo a apresentar números positivos todos os meses, o PS não vai ter vida fácil até à campanha eleitoral. 

O mais interessante nesta questão europeia é saber se o secretário-geral acredita na vitória tal como aconteceu nas europeias. Tenho as minhas dúvidas....

Olhar a Semana - Saída à portuguesa

Esta semana perdeu-se muito tempo a discutir a forma como o país iria sair do programa de ajustamento da troika. É certo que ainda faltam quase três meses mas convém começar a preparar o futuro. Acho que o governo devia dizer imediatamente o que vai acontecer porque assim ganhava em termos eleitorais e não acredito que já não esteja acordada com a troika o pós-troika. 

Não sei o que será o futuro com um progama cautelar, no entanto se essa fosse a hipótese mais certa já conheceríamos os trâmites do novo acordo. Podemos dizer que o programa seria uma forma da Europa controlar as finanças durante um período de tempo de forma a não cometer abusos, contudo este programa só duraria até ao próximo orçamento já que é provável a descida dos impostos tendo em vista as legislativas de 2015. Um cautelar não seria mais do que isto e o resto é conversa. Não vejo necessidade do FMI vir novamente a Portugal controlar as contas, isso só faria sentido se estivéssemos perante um governo socialista.

Portugal vai acabar o programa de ajustamento no dia 17 de Maio e depois vai caminhar pelo próprio pé. Uma nova presença da troika em Portugal depende do que se fizer no país nos próximos anos e quem é que faz o quê. 

Eu não quero um programa cautelar nem uma saída à irlandesa, mas o adeus definitivo ao programa de ajustamento à portuguesa. Com responsabilidade e noção que o país perdeu anos dourados em que poderia ter investido em equipamentos úteis do que ter andado a gastar rios de dinheiro para comprara automóveis e casas de luxo. Que todos saibam investir os próximos fundos nas empresas porque são estas que garantem o crescimento da economia através da criação de emprego. A reforma do Estado é deixar de alimentar a máquina para exercer as suas funções. 

sábado, 15 de fevereiro de 2014

Bandeira da Coreia do Sul

A bandeira da Coreia do Sul notaibiliza-se pela sua beleza, mas também pelo desenho enigmático com que brinda os mais curiosos. 

De acordo com a tradição tanto o círculo como o desenhos são ricos em simbolismo.  O círculo dividido em partes iguais e delineado em equilíbrio representa o Absoluto ou a unidade essencial de todo um ser. 

As divisões representam o yang (encarnado) e o ying (azul), símbolo que pertence à China antiga. Estes dois opostos expressam o dualismo do cosmos e a eterna dualidade como é o fogo e água, macho e fêmea, escuridão e luz, construção e destruição, e tantos outros.

A presença da dualidade dentro do Absoluto indica o paradoxo da vida e a possibilidade de aprendê-lo. 

As quatro barras representam os quatros pontos cardeais bem como os quatros mares.

Os quatro triagramas em cada canto são:

  • As três linhas inteiras representam o céu
  • As três linhas quebradas do lado oposto representam a terra
  • O fogo é simbolizado pelas duas linhas inteiras com uma partida ao meio
  • Do lado contrário o símbolo da água


sexta-feira, 14 de fevereiro de 2014

Uma questão de altura

Não deixo de acompanhar com interesse a questão dos abates às girafas que estão nos Jardim Zoológico na Dinamarca. Este tema passou de nacional para internacional num instante tudo por causa da simpatia que o animal provoca. A girafa tem uma cara simpática e uma altura que demonstra poder e confiança. No entanto, estes animais são muito vulneráveis aos ataque dos leões. 

A simpatia da girafa conquistou a população da Dinamarca e até o líder da Chechénia que já mostrou a sua disponibilidade em adoptar a segunda girafa que pode vir a ser vítima de eutanásia. Ora, é comovente a forma como as pessoas se organizam, não para defender pessoas, mas para mostrar solidariedade com a causa animal. 

quinta-feira, 13 de fevereiro de 2014

O mau exemplo dado pela Suiça

A Suiça acaba de dar um mau exemplo à Europa com a aprovação em referendo de um limite à entrada de trabalhadores estrangeiros no país. Não percebo como é que um país cujo desemprego é baixo e a economia está a crescer tem esta atitude xenófoba. Convém não esquecer os atractivos fiscais ao dispor das pessoas. 

O resultado do referendo deve preocupar os portugueses já que são uma das maiores comunidades a viver na Suiça. 

Não sei se os suiços estão a ser influenciados pelos seus vizinhos franceses na questão da imigração. Percebo que tanto franceses como os suiços estejam preocupados com o seu futuro mas fechar barreiras não é a solução, o que a Europa tem de fazer é ajudar a encontrar um balanço entre os países mais ricos e pobres do velho continente. Tendo em conta que a Suiça não está na UE tem todo o direito em fechar as fronteiras, mas isso seria contra o espírito europeu. O que está por detrás desta decisão é egoísmo que se verifica nesta zona da Europa. Os franceses e alemães são a mesma coisa e não há margem de tolerância para os outro países, sobretudo os latinos.

A Suiça pode estar a ajudar à criação de uma Europa Federal em que cada Federação tem as suas regras e ditames políticos. Com o Reino Unido a pensar seriamente optar pelo mesma atitude da Suiça não sei qual será o caminho final desta trapalhada que foi construída sob o joelho. 

Não é só o Euro que está em causa mas também as medidas mais importantes tomadas após o tratado de Maastricht, como foi o caso da livre circulação de pessoas, bens e mercadorias. Na minha opinião é o espaço aberto que faz fluir a economia e crescer a oportunidade de negócios. O excesso de burocracia e regras impedem a realização do negócio e no mundo global em que vivemos tem de haver menos barreiras. Como vai a Suiça continuar a fazer crescer a economia se vai fechar as suas portas? Até porque naquela zona da Europa a principal alavanca da economia são os empresários estrangeiros. 

quarta-feira, 12 de fevereiro de 2014

Capuchinho laranja

O contestário social-democrata António Capucho vai ser expulso do PSD. Não pelas suas posições críticas à actual direcção liderada por Passos Coelho mas por ter concorrida numa lista de independentes em Sintra contra o PSD. Todo e qualquer militante social-democrata que não concorra a uma eleição nas listas do partido é expulso, pelo menos é o que diz o espírito dos regulamentos do partido. 

O militante pode contestar, ter uma opinião pública contra a direcção mas não pode ser candidato numa lista própria, ainda para mais se o PSD concorrer nessa mesma eleição. 

Será que tudo isto faz sentido?

Acho que não e quem perde não é o contestário (que até nem acompanho nas críticas), mas o partido que fica mal visto pela sua tentativa de liberdade sobre um militante. Nunca vi o PSD se pronunciar sobre a militância de Isaltino Morais ou Valentim Loureiro. Convém não esquecer que esta medida também se estende a Marco Almeida, cabeça de lista independente nas eleições autárquicas 2013 em Sintra. A direcção do partido fez tábua rasa e expulsou logo dois militantes. 

Quem perde com tudo isto é o PSD porque agora Capucho vai virar à esquerda e possivelmente ao PS. Não falo numa eleição para o parlamento mas numa tentativa presidencial de agarrar votos à direita com um candidato apoiado pelo principal partido da esquerda. O PS tem falta de bons políticos que possam ser candidatos pelo que terá de ir buscar alguém a outro sector (Francisco Louçã é outro nome que me vem sempre à cabeça). 

O PSD parece um clube da segunda circular que gosta de formar bons jogadores mas que depois estão a ganhar títulos nos rivais. A decisão tomada pelo PSD foi errada porque agora vamos ver Capucho com mais tempo de antena e quem sabe a defender as cores de outro partido. Uma destas hipóteses vai ser concretizada. 

E se o Benfica afundar pela terceira vez?

O Benfica venceu ontem o Sporting por 2-0 e isolou-se na liderança do campeonato, deixando o FCP a quatro pontos e o Sporting a 5. Há dois anos e o ano passado a situação na tabela classificativa era a mesma mas os encarnados deixaram fugir o título e podiam estar a caminho do tri. O treinador do Benfica não conseguiu manter a vantagem pontual mas ficou no mesmo posto, enquanto que o seu colega vencedor abandonou o clube nortenha com dois títulos no bolso.

Jorge Jesus não tem desculpa para não ganhar o campeonato. Nota-se o FCP não tem treinador nem jogadores à altura da camisola e o Sporting ainda está muito verde, como se viu ontem. Ninguém sabe como vai acabar o campeonato, mas o Benfica tem todas as condições para chegar ao título mesmo que chegue à fase decisiva da Liga Europa e das taças nacionais, onde irá ter um duplo duelo com os actuais campeões nacionais. 

Tenho a convicção que o FCP ainda vai perder pontos entre Fevereiro e Março e o Sporting vai acabar por se contentar em lutar pelo terceiro lugar, já que o Sp.Braga está a fazer um péssimo campeonato e nem a Liga Europa é capaz de atingir. 

Ao contrário do que aconteceu nos últimos dois anos, Jesus tem o vento a seu favor, mas nos últimos três a qualidade da equipa era superior à do FCP, que entretanto acabou por ganhar os campeonatos.

Jesus não pode dormir à sombra do último ano de contrato para dar o título aos benfiquistas. Eles, mais do quaisquer outros, merecem que os erros da última época não se voltem a repetir porque têm tido paciência com a equipa mas sobretudo com o treinador. 

terça-feira, 11 de fevereiro de 2014

Subir degrau a degrau

Paulo Portas sempre foi um político influente, quer esteja na oposição ou no executivo. A sua primeira passagem no governo quando CDS e PSD estiveram juntos em 2004 foi uma aprendizagem para se tornar mais adulto com Passos Coelho. Quando Sampaio fez cair Santana Lopes, Portas tinha a certeza que mais cedo ou mais tarde iria voltar ao executivo com o PSD. 

Portas sabe que o eleitorado do PSD está confuso e por isso aproveita para ir buscar alguma coisa nas eleições. As suas jogadas políticas tendem sempre a prejudicar o actual parceiro de coligação mas que quando estão os dois na oposição se torna no principal ódio de estimação político. Como Portas nunca vai fazer um acordo com o PS resta aproveitar os cacos deixados pelos sociais-democratas para ir subindo os degraus muito lentamente. 

Não é novidade para ninguém que Portas não gostava de Vitor Gaspar, mas as revelações do ex-ministro das Finanças demonstra bem como o líder do CDS vai conquistando o poder dia após dia. O futuro dirá se Portas consegue chegar a PM aproveitando uma desorganização social-democrata. O próximo congresso dará uma resposta de como está a popularidade de Passos Coelho dentro do executivo mas Portas já conquistou a obediência do PM. Quem sabe se um dia Paulo Portas não é o candidato presidencial da direita apoiado pelo PSD.....

O actual líder centrista conseguiu remover Relvas e Gaspar do governo, os dois braços-direitos que protegiam Passos Coelho. Com a eliminação destes "protectores" e a pasta da economia nas mãos do CDS, a política financeira do país vai mudar. Não é por acaso que o CDS pretende alterações ao IRS a breve prazo, o que contraria o discurso cauteloso de Passos Coelho. Acho que Portas vai impor a sua vontade porque a partir do momento em que a troika sair do país, está aberto a possibilidade de surgir uma nova crise política. Com os mercados calmos e sem programa cautelar não interessa quando se realizam eleições, sejam este ano, no princípio ou final de 2015. Em minha opinião, o problema do IRS no orçamento para 2015 será motivo para termos eleições legislativas no princípio do próximo ano.

Haja derby

Vai haver derby. Não sei quantas placas ainda podem cair mas o jogo vai mesmo realizar-se. É interessante verificar o número de vezes que foi debatido o problema das placas e da segurança em torno do jogo e ninguém abordou a táctica das equipas, em particular do Sporting. 

A segunda parte do jogo começa hoje com o favoritismo a pender para os dois lados, isto porque num jogo grande não há primeiros classificados. Na minha opinião as duas equipas vão entrar pressionados pelo facto do FCP ter vencido em Paços de Ferreira. Um empate entre Benfica e Sporting deixa os dragões novamente em posição privilegiada na luta pelo título. No entanto, este jogo é fundamental para o Sporting que daqui a 3 jogos recebe o FCP no seu estádio. Os leões têm de dar tudo por tudo para nesta fase roubarem o máximo de pontos aos rivais, porque tanto Benfica como FCP vão entrar em jogos europeus mas também medir forças entre si na Taça da Liga e de Portugal, e quem for eliminado das duas competições pode sofrer um golpe psicológico. 

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

25 mil euros para atender telefones

São Bento está a precisar de pessoas para atender o telefone do Primeiro-Ministro. Não é o telemóvel particular de Passos Coelho mas um aparelho parecido com o que está na fotografia. Eu não percebo como é que o PM anda de um lado para o outro e necessita de muitas pessoas para receber as chamadas.

O país em que vivemos é uma brincadeira e só mesmo em Portugal é que estas notícias são verdadeiras. Depois não se queixem que haja manifestações e contestação social. O problema não é do governo x ou y, mas este executivo merece uma chamada de atenção por causa da propaganda a favor da poupança que andou a fazer no princípio do ano. É por estas notícias que as pessoas não aceitam o corte nos salários e nas pensões, porque se houvesse vergonha política estas coisas não aconteciam. 

Um aviso para os próximos governos relativamente a estas situações. As pessoas vão admitir cada vez menos estes comportamentos e na hora da verdade (eleições) o que vai pesar no eleitor são estes pequenos pormenores e não a viragem económica que está a ser feita. O número de comentários de protesto nestas notícias revela bem o estado de espírito do povo. E o balão tende a crescer, porque já não se aguenta engolir e não poder reagir....

 Uma última nota para comentar a ausência de reacção por parte do PS. Não é de admirar porque os socialistas são exímios em gastar dinheiros públicos, mas demonstra que Seguro não consegue apanhar os doces que Passos Coelho vai deixando ao líder socialista.

Mais um escândalo na Casa Branca

A Casa Branca vai ser alvo de mais um escândalo amoroso. Amanhã vão ser divulgadas notícias (e quem sabe fotografias) sobre um alegado romance entre Barack Obama e a cantora Beyoncé. 

Quem não se lembra do atiranço de Obama à primeira-ministra dinamarquesa na homenagem a Nelson Mandela? Pois, o mundo viu com todos os olhos e Michelle ficou com ciúmes. 

Obama tem enfrentado dificuldades no campo interno para conseguir implementar as suas medidas, em particular o Obamacare e agora terá de justificar uma separação que irá fazer a delícia da imprensa norte-americana. 

É curioso que os presidentes democratas (Kennedy, Bill Clinton e agora Obama) sempre tiveram problemas de saias durante a vigência dos seus mandatos, enquanto que aos republicanos não é conhecido nenhum caso extra-conjugal. Será defeito partidário ou apenas uma coincidência?

O que não é coincidência é a vontade dos presidentes norte-americanos em resvalarem para os escândalos sexuais. E isso é motivo para estudo.... 

Seguro e o novo mapa judiciário

A ideia de Seguro em querer criar tribunais para estrangeiros é estapafúrdia. Ao menos o líder socialista tem ideias e alternativas, mas ainda não conseguiu chegar a um nível de qualidade e competência que é exigido a um líder da oposição.

Isto vem na consequência da aprovação do novo mapa judiciário que terá como consequência a redução de tribunais. Ora, muitos municipios estão a intentar providências cautelares para evitar que o "seu" tribunal saia da vila. 

Não compreendo esta mentalidade muito portuguesa de querer manter os serviços mesmo quando estes só são despesa e aproveitam a poucas pessoas. No entanto, há quem queira ficar com o serviço de finanças, o tribunal que não tem processos, ou a biblioteca que não tem ninguém. O argumento mais rídiculo está relacionado com o "apego" da população. Ainda percebo que exista esse sentimento quando se trata de extinguir uma freguesia, mas não é normal quando falamos de instituições públicas.

Eu apoio esta medida do governo até porque ninguém tem problemas jurídicos todos os dias e é melhor concentrar os tribunais numa zona de forma a funcionar melhor. 

domingo, 9 de fevereiro de 2014

Palavra final sobre os Mirós

Ainda sobre a polémica em torno dos quadros de Miró não entendo como é que os mesmos de sempre aparecem nos media a falarem sobre "património nacional" e "cultural". O governo não precisa de dinheiro extra ao ponto de vender a colecção, no entanto não se há nenhuma razão para manter um património quando este pode ser valorizado por outras entidades que saibam a arte...

Olhar a Semana - manifestações virtuais

Os 10 anos do Facebook foram tema de conversa nestes dias. Muito se abordou a questão da privacidade ou falta dela, mas a verdade é que só se mostra quem quer. No entanto, o mais interessante que se disse sobre a utilização da rede social tem a ver com onda que se cria após um acontecimento de relevo.

Normalmente é a imprensa que tem o papel de informar e para isso é que servem as televisões, os sites e os jornais. O problema é que o facebook acabou com a novidade que se pretende atingir aquando um acontecimento imporante. As recentes mortes de Nelson Mandela, Eusébio e Seymour Hoffman são um bom exemplo de como o papel das redes sociais (em particular o facebook) são mais importantes do que a própria imprensa na divulgação da notícia, até porque todos estão ligados à rede 24h por dia através do telemóvel. 

Não acho que isto seja perigoso, até considero que se trata de uma forma de manifestação que eu apelido de "manifestações virtuais". Cada um cria o seu próprio slogan e cartaz fazendo a propaganda que bem entender e o sucesso ou insucesso da mensagem verifica-se com o número de likes e comentários. 

Não é pelo facto de muitas pessoas se relacionarem no facebook que o deixam de fazer na cara. A rede social não torna as pessoas dependentes, ao contrário do que se quer tentar impor. Na minha opinião é uma forma de aproximação e conhecimento e também distracção do trabalho. 

O mais engraçado é a forma como qualquer um de nós já pode fazer a sua própria notícia no Facebook...

sábado, 8 de fevereiro de 2014

Bandeira do Sudão

A bandeira do Sudão foi adoptada a 20 de Maio de 1970. É composto por um tricolor e um triângulo verde.

O encarnado representa o socialismo, a luta contra o imperialismo britânico e a luta dos combatentes sudaneses.

O branco representa a pureza e o optimismo.

O preto representa o Sudão e a Revolução Mahdi

O verde representa a prosperidade, a agricultura e o islamismo


quinta-feira, 6 de fevereiro de 2014

Factura da sorte

Portugal é um país inovador no que respeita a implementação de medidas ridículas. O governo, expoente máximo da austeridade, vai sortear automóveis entre aqueles que pediram facturas durante o ano transacto. Eu pensei que a medida era populista e que nunca ia chegar a bom porto mas pelos vistos o decreto-lei já foi aprovado em Conselho de Ministros.

Os portugueses já têm mais um bom motivo para ficarem colados à televisão ou na segunda feira irem ao quiosque verificarem se tiveram sorte nas apostas de fim de semana. Sendo a maioria de nós consumidores de jogos da sorte, por todas as razões e mais alguma, este é mais um empurrão para alimentar o sonho do português comum que deseja ser ganhar dinheiro, não através do trabalho e esforço mas pelas circunstâncias de um jogo.

Acho mal o governo estar a potenciar este tipo de iniciativas só para obrigar os contribuintes a pedir factura. Em vez de optar por este caminho, o executivo deveria simplesmente dizer que se as pessoas têm de pagar impostos, as empresas só poderão ter a mesma atitude com a ajuda dos contribuintes. Mas não, o executivo preferiu o pior caminho possível. Espero que o governo acabe com esta palhaçada e as pessoas continuem a obrigar as empresas a pagar os impostos de modo a que a contribuição fiscal seja repartida. 

quarta-feira, 5 de fevereiro de 2014

Decisão histórica e inédita

Se o CD da FPF decidir eliminar o FCP das meias finais da Taça da Liga estamos perante uma decisão histórica e inédita. Inédita porque nunca no futebol português houve um caso destes, se não contarmos com o caso Mateus, no entanto problemas administrativos relacionados com os três grandes sempre foram favoráveis aos ditos colossos, mas o problema é que neste caso é um grande que está contra outro grande, o que deixa o maior dos grandes à espera e sem saber com quem e quando vai jogar a meia final da Taça da Liga.

Esta decisão poderá vir a ser histórica porque se o FCP for condenado o mundo do futebol vai respirar de alívio, isto porque todos sabemos o quanto o clube do Norte tem sido "envolvido" em escândalos que resultaram em nada. A saída do FCP da meia final da competição significa uma vitória para o Sporting mas também o Benfica que há muito luta pela verdade desportiva. 

Quem sai chamuscado desta situação é o clube nortenho e principalmente o seu presidente, que em fim de mandato e com o estado de saúde a piorar, tem aqui uma mancha na sua presidência.

O mundo do futebol aguarda com expectativa o desfecho do caso relativamente ao atraso nos jogos da última jornada da fase de grupos da Taça da Liga porque o futuro do futebol português depende do que sair desta decisão administrativa. 

Mira Miró

Eu não percebo nada de arte nem de política cultural mas acho que a venda das obras de Miró é uma boa forma de reduzir o défice. Há por cá tanto material sem interesse que devia ser alienado, e isto naquilo que respeita a património do Estado como do privado.

O que me espanta é o problema político que se tem levantado sobre esta questão que mais uma vez está a merecer destaque na comunicação social. O país precisa de outros temas mais relevantes para serem abordados em sede parlamentar e na imprensa.

A mim admira-me o facto de ainda não ter aparecido nenhum sindicato a reclamar as obras para enfeitar a sua sede.

terça-feira, 4 de fevereiro de 2014

10 anos com muitas histórias

A rede social mais famosa do Mundo está de parabéns. O facebook completa hoje 10 anos de existência e mais devem estar para vir. A nova forma de interacção virtual conquistou adeptos em todo o mundo e foi responsável por criar laços, desfazer relações, abrir projectos e até para despedir pessoas. Estes 10 anos têm sido bons para alguns, mas maus para outros. 

O facebook não é mais uma rede social porque também atingiu o coração das empresas. Muito do negócio que se faz entre as empresas nasce no facebook, hoje em dia é mais importante ter uma conta nesta rede social do que um site. E que dizer das relações? Aceitar ou recusar um pedido de amizade é o princípio ou o fim de uma relação de amizade ou amorosa. 

Não há ninguém que não use esta rede social para "mostrar" ao mundo a sua vida privada.  O mais interessante é a forma como os sentimentos são transferidos para esta rede social, apesar de estarmos perante uma realidade virtual que ganhou dimensão em todo o mundo. 

O que se espera é mais 10 anos para esta rede social que tornou o seu fundador, Mark Zuckeberg, um milionário muito feliz.

segunda-feira, 3 de fevereiro de 2014

Novos partidos e outros candidatos

O actor Nicolau Breyner vai ser o cabeça de lista de um partido de eurocépticos nas próximas europeias. Por seu lado, o MPT apresenta António Marinho Pinto como candidato ao mesmo acto eleitoral. A aposta destes dois grupos partidários em figuras conhecidas mas que não são do arco partidário. O partido Livre estreia-se em eleições no dia 25 de Maio. 

Parece que alguns partidos estão a querer entrar no goto dos portugueses através de figuras conhecidas que podem ser uma mais-valia para o acto eleitoral que se avizinha mas também para eleições futuras. Estou certo que a notoriedade dos candidatos irá ser importante para a divulgação do projecto e das propostas. Não acredito que estas novas opções políticas sejam encaradas como uma forma de protesto em relação aos actuais partidos nem que sirvam para depositar o descontentamento de algumas almas mais zangadas. 

Acho positivo o surgimento de novas forças e candidatos desde que apresentem um programa e um projecto credível que tenha em vista o país mas também a Europa. Apesar de não mudar o espectro parlamentar as novas opções poderão servir para fazer reflectir e mudar o actual estado de coisas. 

sábado, 1 de fevereiro de 2014

Bandeira da Lituânia

A bandeira da Lituânia tem uma rica história que remonta ao século XV. De acordo com os factos históricos as primeiras bandeira do país foram registados no Banderia Protunerum por Jan Duglosz. Durante este século havia duas bandeiras utilizadas por diferentes classes. No entanto, a maioria dos 40 estados do país usava uma bandeira encarnada que se chamava Vytis e foi usada como a bandeira de guerra do país. A bandeira de guerra também era utilizada quando a Lituânia integrou o império russo.

A transformação para o tricolor amarelo, verde e encarnada deu-se em 1918 após alguém sugerir que a ideia foi atribuída aos exilados do país que viviam na Europa mas também nos Estados Unidos. No entanto, foi em 1905 que foi decidido abandonar a bandeira Vytis depois de esta ter sido conotada com a causa comunista e marxista, mas também por ser de costura difícil. 

Não se pense que a decisão em relação às cores da bandeira foi fácil. Em 1917 na conferência de Vilnius foi adoptado a cor verde e encarnada, no entanto ainda faltava escolher mais uma. Foram feitas várias propostas, entre as quais, utilizar o brasão de armas que estava na bandeira Vytis, mas essa pretensão não passou e o amarelo foi aceite para completar o tricolor lituano.

A bandeira da República da Lituânia foi aprovada em 26 de Junho de 1991 mas foi alterada a 8 de Julho de 2004.

O amarelo simboliza a luz, sol e a prosperidade

O verde representa a beleza da natureza, liberdade e esperança. Por seu lado o encarnado retrata o solo, a coragem e o sangue derramado por aqueles que defenderam a pátria. 

Share Button