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quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

Está na hora de mudar a Porta

O resultado das próximas eleições legislativas vão definir o futuro de todos os partidos a não ser que o vencedor não alcance maioria absoluta nem consiga efectuar uma coligação. Neste caso o mais provável é termos um segundo acto eleitoral geral em 2016. 

O momento diz-nos que o PS vai ganhar sem maioria e que os dois partidos da coligação chegam perto do primeiro lugar. Ainda faltam alguns meses, mas se a futura coligação conseguir o milagre de ultrapassar os socialistas nas sondagens vão ter que fazer coligação com o partido liderado por Marinho Pinto. 

O CDS pode vir a ser muito afectado no próximo acto eleitoral, pelo que, é normal que a actual direcção queira ir a jogo em conjunto com o PSD. O melhor seria ir sozinho para saber qual o verdadeiro valor actual do partido. Penso que o episódio do irrevogável do líder centrista não deixa outra alternativa. Uma vez que não se afigura um bom resultado para o CDS (coligado ou não com o PSD) seria importante fazer um análise interna sobre os últimos anos. Não os quatro anos de governo, mas aqueles que estiveram sob a liderança de Paulo Portas. Tal como vai acontecer com o PSD (e talvez o PS) é importante uma reflexão profunda além da organização de congressos sem interesse nenhum e com características comunistas. 

O movimento liderado por Filipe Anacoreta Correia promete dar luta a esta direcção que se tem eternizado no poder. Uma nova liderança também permitiria ao partido abrir-se a outros sectores e ideologias. Infelizmente o CDS tem-se caracterizado por ser um partido que não altera o seu líder há bastante tempo. Na política esta situação é má. Os partidos devem ser mais abertos e democráticos. Isso não acontece nos dias que correm no PP. 

Espero que a porta da discussão sobre a liderança seja aberta após as eleições legislativas. A bem do CDS, mas também de Portugal.

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