terça-feira, 14 de março de 2017

A Europa já vive num estado securitário

Na véspera das eleições holandesas, onde se pode confirmar o crescimento da extrema-direita, o tribunal europeu autoriza as empresas a proibirem o véu islâmico.

A pergunta que coloco é perceber se já não vivemos numa Europa xenófoba, racista e elitista. Na minha opinião não é necessário que a extrema-direita ocupe o poder ou os países comecem a sair da União Europeia para voltarmos ao proteccionismo e à atitude securitária. 

A França de François Hollande é o exemplo daquilo que alguns dirigentes eurocépticos pretendem para o futuro. Isto é, não será o provável governo liderado por Marine Le Pen que irá instaurar uma cruzada contra os imigrantes porque isso já acontece em França, embora de forma pouco visível. 

A culpa não pode ser apenas dos grupos nacionalistas que estão a crescer. De certa forma, algumas forças aproveitam a fragilidade de governos ditos defensores das liberdades e garantias de todos os cidadãos para recolher votos com uma mensagem mais agressiva.

Neste momento, é pouco tarde para mudar as atitudes relativamente a certos grupos que cresceram na Europa e pretendem maior integração. As alterações serão piores para algumas minorias porque o que está para vir é o fecho total das fronteiras e o fim das igualdades.

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