sexta-feira, 3 de março de 2017

Entre a direita e o centro

Nos últimos anos a direita portuguesa não tem tido representantes políticos, embora o PSD de Passos Coelho seja o que se mais aproximou dos valores liberais. 

O CDS nunca optou pela via liberal, apesar de ter muitos militantes com visões mais de direita que a democracia-cristã ou o centro de Paulo Portas e Assunção Cristas. 

Num país que tem um arco partidário maioritariamente de esquerda necessita de ter uma força que defenda a iniciativa privada, o bem-estar pessoal, a segurança, e outras políticas associadas aos partidos de direita, como acontece no Reino Unido e dentro do Partido Republicano norte-americano. 

Os líderes partidários do PSD e CDS sempre mostraram disponibilidade para conquistar eleitorado do centro, porque é aí que está a maior fatia dos indecisos, que normalmente votam PSD e PS. É verdade que os sociais-democratas sempre tiveram uma componente social. O nascimento do partido por Francisco Sá Carneiro baseou-se nesse princípio. A maioria dos líderes cumpriu bem a função de não desviar o partido para a demasiado para a direita, ao ponto de ser confundido com um partido liberal. 

Pelo contrário, o CDS sempre tentou apanhar alguns votos daquela área política, mesmo sem admitir uma excessiva ligação. 

Os dois partidos andam constantemente no centro e na direita a apanhar votos, pelo que, dificilmente o mais pequeno consegue recolher mais benefícios que o maior. O CDS fica a ganhar se definir uma orientação ideológica mais para a direita e não continuar na dúvida. 

Sem comentários:

Share Button