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quinta-feira, 9 de março de 2017

Um ano muito mau

Um ano após o exercício do mandato presidencial por Marcelo Rebelo de Sousa é possível concluir que se tratou de um ano muito mau.

A presidência da República passou a ter como inquilino alguém que procura apenas protagonismo político, embora tenha inúmeras qualidades políticas. Marcelo Rebelo de Sousa transformou o cargo num projecto pessoal. A intenção de tornar o presidente mais afectivo era boa, mas o excesso de protagonismo tirou relevância ao gesto.

Neste momento, existem dois aspectos negativos. O primeiro é o excesso de afecto e o segundo é a vontade de querer estar em todo o lado. A prática das duas situações só acontece devido a protagonismo que Marcelo pretende. 

Os comentários diários sobre tudo e mais alguma coisa tornam o Presidente num fala barato que se deixa seduzir por qualquer microfone, colocando-se ao nível do telespectador mais ferrenho das tardes televisivas dos programas de opinião pública. 

No plano político ainda não houve nenhuma crise grave, à excepção da tempestade Mário Centeno. Marcelo entendeu novamente que deveria chamar a si o protagonismo para mostrar quem manda no país e no governo. A colagem ao governo só espanta os distraídos, já que, até a oposição que apoiou o presidente estava a contar com suposta traição. 

O que aconteceu no último supostamente era previsível, mas ninguém esperava os excessos. Marcelo nunca vai conquistar o Papa Francisco ou Barack Obama em termos de popularidade porque bem lá no fundo está apenas preocupado com a sua pessoa.

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