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quarta-feira, 5 de julho de 2017

A impossibilidade dos britânicos continuarem ligados à Europa

O discurso agressivo de Theresa May sobre a necessidade de um hard-Brexit contrasta com a vontade do Reino Unido manter uma ligação com a União Europeia após 2019.

Não existe possibilidade de estar com um pé dentro ou fora do clube europeu. A população do Reino Unido escolheu ficar com os dois pés de fora porque para se manterem conectados à Europa tinham votado favoravelmente. 

O actual quadro geopolítico não permite que se mantenha uma relação porque cada um dos blocos serão concorrentes, sobretudo na aproximação aos Estados Unidos, situação que os britânicos têm enorme vantagem. A nível económico também se vai verificar uma enorme competição e desigualdade. A UE continua mergulhada no desemprego, particularmente mais jovem, enquanto o Reino Unido mantém elevados níveis de crescimento. As realidades são completamente diferentes.

A manutenção do Reino Unido no mercado único traz mais benefícios aos cidadãos europeus do que à população britânica, embora seja neste momento a questão que coloca instabilidade dentro dos principais partidos além de ser o aspecto de divisão. 

O contraste entre o que Theresa May diz para fora e a vontade revelada dentro dos gabinetes onde decorrem as negociações complica a posição do Reino Unido perante os restantes membros da União Europeia. A primeira-ministra também fica fragilizada porque apresenta duas ideias diferentes. O resultado nas recentes legislativas pode alterar o desejo de realizar apenas um soft-Brexit.

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