terça-feira, 18 de julho de 2017

An 2012: Uma liderança insegura a passageira

A liderança de António José Seguro no Partido Socialista foi uma das piores de sempre. A vitória sobre Francisco Assis parecia indicar algo positivo, mas a forma como se dirigiu aos militantes socialistas no dia da eleição não augurava nada bom.

Apesar da reeleição em 2013 nunca recolheu simpatia junto dos militantes nem dos portugueses. A falta de capacidade política acabou por ser um sinal constante durante as intervenções na Assembleia da República com Pedro Passos Coelho. O acto eleitoral em 2013 é um passo para o abismo, já que, um ano depois é destronado da liderança por António Costa. O actual primeiro-ministro só não se candidatou antes porque as sondagens lhe eram desfavoráveis e ainda acumulava cargo na Câmara Municipal de Lisboa.

Apesar de tudo, ainda liderou os socialistas durante o período da crise e mais problemática para o governo PSD-CDS. O discurso de Seguro nunca mudou, roçando mesmo o ridículo, num debate em que pediu ao primeiro-ministro o fim do sigilo bancário por causa da polémica do não pagamento de dívidas no prazo à segurança social. 

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