terça-feira, 4 de julho de 2017

Dois casos de má gestão política

O governo liderado por António Costa não geriu bem as duas últimas situações políticas, como os incêndios e o roubo de armas em Tancos.

O primeiro-ministro permitiu que a oposição pudesse atacar os ministros responsáveis pela Administração Interna e Defesa. Os dois ficaram frágeis politicamente devido à inacção do chefe do governo. 

A grande preocupação de Costa passou por resolver as situações, mas deixou que se criticasse o executivo antes de colocar um ponto final no assunto. O circo mediático pelo qual também se deixou envolver, anestesiou todos os principais responsáveis porque a enorme onda de solidariedade poderia impedir que se apontassem culpas por se tratar de situações naturais, como o incêndio em Pedrogão. 

Neste momento não há salvação possível para os ministros da Administração Interna e da Defesa, mesmo que rolem cabeças nas chefias dos organismos. A demissão de cinco generais não abafou as críticas. Costa continua desinteressado em defender os colegas, mantendo-se em férias numa altura em que Azeredo Lopes e Constança Urbano de Sousa precisam de apoio. 

Não se esperava uma má gestão política de um primeiro-ministro que tem fama de ser um excelente político.

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