quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017

Um presidente sem amigos externos

O primeiro inimigo externo do Presidente norte-americano chama-se México. 

Os mexicanos vão ter que sofrer com as novas políticas da Casa Branca por causa das promessas eleitorais. Trump ganhou muitos votos ao se ter colocado contra os mexicanos e muçulmanos, tendo poupado as outras minorias.

Não acredito que os Estados Unidos consigam crescer política e economicamente se actuarem sozinhos. Ou seja, tendo em conta que o Canadá também não é o maior aliado de Trump, os Estados Unidos ficam sem amizades para beneficiar a região.

A actual política externa norte-americana não terá em consideração promover o cescimento da América do Norte numa altura em que os vizinhos do Sul tentam efectuar reformas políticas e económicas com a ajuda da União Europeia.

Será interessante verificar quais são as principais prioridades do presidente relativamente às alianças externas, sendo quase provável, uma aproximação à Rússia e o apoio à causa israelita contra a Palestina.

Quase apetece escrever que Trump começou o mandato sem amigos externos..

quarta-feira, 22 de fevereiro de 2017

Ano 2008: Discussões que ainda valem a pena ter

Ao longo dos meses foram inúmeras as discussões sobre vários assuntos que marcam a agenda nacional e internacional. 

Alguns temas não estão encerrados devido à importância que têm, sendo obrigatório pensar constantemente nas soluções. 

Os dois assuntos que mereceram destaque em 2008 foi a pena de morte e a legalização das touradas. O primeiro tem sempre impacto a nível mundial, já que, existem países que introduziram ou pretendem no sistema jurídico. O segundo divide associações da protecção dos animais e os defensores da festa brava. 

Não existe uma conclusão definitiva que possa agradar a todos. A verdade é que nos dois estão em causa direitos de seres vivos. 

A pena de morte necessita de ter um acompanhamento a nivel global, em particular pelos países mais influentes das Nações Unidas, em particular os Estados Unidos. Se as maiores nações chegassem a um consenso sobre o assunto talvez houvesse mais liberdade e democracia. 

Uma geração de líderes sem visão para a Europa

Os líderes europeus assistem impávidos e serenos às mudanças políticas no continente e não só. O problema não tem a ver apenas com arrogância, mas está relacionado com a falta de competência. A nova geração de líderes não está devidamente preparado, já que, chegou ao poder bastante cedo. 

A Europa e a União Europeia sente falta dos grandes nomes que construíram ideias e projectos em prol dos cidadãos europeus. Apesar da alternância de poder, havia sempre um denominador comum: o interesso europeu.

Actualmente, o que importa é dominar as políticas e impô-las a todos como se a Europa fosse uma Federação. Ora, a tentativa de copiar o modelo norte-americano é o maior erro que os dirigentes europeus cometem. 

Os últimos presidentes franceses e alemães criaram um diktak que prejudicou não só a relação entre os países, mas também as próprias instituições europeias. A revisão dos tratados reforçou a capacidade dos órgãos, mas na realidade ficaram com menos poder. As várias cimeiras também não servem para nada porque as decisões são sempre adiadas para os próximos encontros. 

O cumprimentos dos tratados é importante, mas não podem ser vistos como uma constituição supra-nacional. 

terça-feira, 21 de fevereiro de 2017

Jogo político à volta da Caixa

A polémica da Caixa Geral de Depósitos não têm fim à vista porque há sempre uma novidade que prolonga a discussão e as tricas partidárias. 

A esquerda tem medo de ouvir a verdade porque qualquer coisa será motivo para haver mal estar entre os partidos, sobretudo o PS que meteu água por todos os lados neste processo. Vai ser difícil mandar embora Mário Centeno, mesmo que os partidos da oposição continuem a criar instabilidade.

A questão central é saber até quando o Bloco de Esquerda e o Partido Comunista Português vão continuar a engolir o Ministro das Finanças. O BE prometeu vigilância apertada em assuntos importantes e agora está a tapar o sol com a peneira. Os comunistas mantém sempre uma posição incerta para gerar desconfiança. 

A demissão de Matos Correia da Comissão Parlamentar de Inquérito foi uma boa jogada do PSD porque atira as culpas para o PS. Os socialistas estão numa camisa de forças sem saber o que fazer e a quem dar ouvidos. 

Por um lado, não podem aceitar as críticas da oposição, mas por outro, necessitam de ter cuidado com as reacções para não criar inimizades nos actuais companheiros parlamentares. 

O mais engraçado nesta história é a intervenção de Marcelo Rebelo de Sousa servir para criar mais caos político. O Presidente da República deveria apelar ao entendimento entre os partidos em nome do interesse nacional, mas actua como uma força partidária, embora constituída apenas pela sua pessoa.

segunda-feira, 20 de fevereiro de 2017

Ano 2008: As redes sociais roubaram a influência dos blogues

Em dez anos tudo mudou na blogosfera. 

No início da década, os blogues surgiram como o grande espaço do comentário político, tendo sido ocupado por grandes intelectuais do nosso país. A democracia também se fazia na internet, sendo que, algumas caras do jornalismo e política começaram a ser lidas e conhecidas na blogosfera. 

O aparecimento das redes sociais deram cabo dos blogues porque a mensagem chegava a mais pessoas via facebook que através de sites. A partir do momento em que procurar informação passou a ser uma tarefa que dava muito trabalho, deixou de fazer sentido opinar num site.

No início pensava-se que os blogues iriam trazer discussão pública útil que poderiam ser aproveitados para criar movimentos de intervenção política. Isso acabou por não acontecer por causa das ferramentas fáceis de utilizar. Na altura também se organizarm concursos e nas eleições 2009, alguns candidatos reuniram-se com bloguistas para debater as questões nacionais.

O outro problema que não se verificou teve a ver com a influência. Nenhum blogue conseguiu ocupar o papel que está destinado aos jornais. Ou seja, denunciar algo que prejudicasse alguém. 

Os blogues serviram essencilamente para cada um ter opinião sobre qualquer assunto. É verdade que alguns blogues, como os de moda, ainda sobrevivem porque é uma forma das marcas venderem os produtos. 

O tempo não volta para trás, mas parece que o aumento da necessidade de opinar pode fazer ressuscitar alguns espaços de referência.

A vingança ainda se serve fria

Na política portuguesa o ditado "a vingança é um prato que se serve frio" aplica-se na perfeição. 

Os livros escritos por antigos presidentes ou primeiros-ministros, ou mesmo governantes, raramente são sobre os mandatos. O principal conteúdo é explicar como se relacionam com outros intervenientes políticos.

O novo livro de Cavaco Silva relata as experiências com José Sócrates e também António Costa. No segundo volume o país vai saber como o ex-Presidente da República se relacionava com Pedro Passos Coelho. Sem saber como eram os bastidores no período mais complicado da crise, é fácil constatar que, nem Sócrates e Costa, caíram no goto de Cavaco Silva, mas também não era preciso lançar nenhum livro para se ter percebido.

A grande diferença de Cavaco e Marcelo é que o primeiro respeitou sempre a separação de poderes, mesmo na difícil decisão de dar posse a António Costa. 

O que se passa com o actual Chefe do Estado é precisamente o contrário. Marcelo está apenas preocupado com o umbigo. Vai ser divertido ou chocante ler as experiências do Presidente na altura de editar a vendetta.

sábado, 18 de fevereiro de 2017

Figuras da Semana

Por Cima

Basuki Tjahaja Punama - O candidato apoiado pelos cristãos na região de Jacarta leva vantagem sobre dois adversários muçulmanos. Se Punama for eleito pode ser um factor de disuassão do terrorismo que ainda perdura naquelas bandas. 

No Meio

Marcelo Rebelo de Sousa - O presidente da República começa a interferir nas questões governativas, terminando a lua de mel com o primeiro-ministro. A paz foi quebrada porque Marcelo não evitou meter a foice em seara alheia. O maior problema não é ter tentado demitir Centeno, mas a forma pública como continua a querer ser o principal protagonista. Isso vai causar impopularidade.

Em Baixo 

Mário Centeno - O ministro das Finanças tem sido o principal protagonista na questão da entrega da declaração dos rendimentos dos antigos gestores da Caixa Geral de Depósitos. Centeno fez um acordo com o antigo presidente à revelia do primeiro-ministro, mas teve que dar a mão à palmatória e desfazer a promessa. Por muito que queira apresentar bons resultados económicos, o ministro fica com imagem de mentiroso. Mentiu ao país e aos deputados e também não cumpriu com António Domingues. 

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