sábado, 27 de maio de 2017

Ano 2010: A melhor temporada do Sp.Braga no futebol português e europeu

Os bracarenses entraram para a história do futebol português e europeu devido a dois grandes feitos.

O primeiro foi a luta histórica com o Benfica pelo primeiro lugar do campeonato até à penúltima jornada. Um grande braço de ferro entre as duas equipas, sendo que, o Sp.Braga perdeu a hipótese de vencer o título na deslocação ao Estádio da Luz. No entanto, a segunda posição significou a melhor posição de sempre no campeonato. 

O bom desempenho dos bracarenses na liga permitiu o acesso à terceira pré-eliminatória da Liga dos Campeões. O primeiro adversário era o Celtic, tendo vencido em casa por 3-0 e perdido por 2-1 na Escócia. 

Os guerreiros continuaram em prova, mas tinham de jogar perante o poderoso Sevilha. O jogo na Pedreira correu bem com uma vitória por 1-0. A derrota no Sanchez Pizjuan por 4-3 possibilitou a conquista de um feito inédito. O desafio dos bracarenses em Espanha foi um dos melhores de história do clube. A fase de grupos não correu bem, embora a eliminação para a Liga Europa permitisse ao clube atingir a final da prova em 2011 frente ao FC Porto. 

Os dois melhores anos do clube no campeonato e nas competições teve como timoneiro Domingos Paciência. O técnico fica ligado a uma parte importante da história, mesmo sem ter ganho títulos.

O Sp.Braga sofreu uma enorme transformação com a entrada de António Salvador em 2004, sendo que, os troféus surgiram no início da década. Os feitos alcançados em 2010 são menores se forem comparados com a vitória na Taça da Liga em 2013 e a conquista da Taça de Portugal em 2016.

sexta-feira, 26 de maio de 2017

Ano 2010: Fim do processo Casa Pia

O processo Casa Pia terminou no dia 3 de Setembro de 2010, após ter sido iniciado em Fevereiro de 2003 com a detenção de várias pessoas, entre as quais Carlos Cruz, por suspeitas de abuso sexual a menores que pertenciam à instituição.

O escândalo teve início em 2003 com algumas revelações na comunicação social, mas o processo judicial só começou mais tarde. 

A maior parte das detenções ocorreu em Fevereiro e Julho de 2013, sendo que, no início do julgamento, em 25 de Novembro de 2004, estavam sete arguidos perante o juiz. 

O caso marcou o início de uma nova forma de relacionamento entre a justiça e a comunicação social devido à forma como todos foram escrutinados. A mistura da investigação jornalística com a judicial criou confusão ao ponto de ter havido nomes colocados pela imprensa, que nunca chegaram a ser acusados. 

O espectáculo em torno do processo levou a que se confundissem as duas investigações, havendo mesmo um sentimento contra ou a favor dos arguidos. A sociedade portuguesa seguiu o caso com bastante atenção por causa do envolvimento do antigo apresentador de televisão. As defesas dos arguidos também aproveitaram as câmaras de televisão para efectuaram o tempo de antena.

Após vários anos em torno do mesmo espectáculo, é possível afirmar que nem a justiça e a comunicação social cumpriram bem o papel que devem ter na sociedade portuguesa. Nenhuma das entidades pode cometer o mesmo erro.

quinta-feira, 25 de maio de 2017

O primeiro frente a frente entre a Europa e Trump

A primeira viagem internacional de Trump visa encontrar pontos de concórdia entre os Estados Unidos e os diversos países visitados pelo Presidente, mas também mostrar as diferenças que separa a actual administração de Barack Obama. 

A escolha dos locais a visitar tem algum sentido tendo em conta o momento conturbado que atravessa o mundo, sendo que, os Estados Unidos têm interesses nestes sítios.

A visita a Israel acaba por ser o momento mais relevante porque também por causa da questão israelo-palestiniana existe conflito entre o ocidente e médio-oriente. A mudança mais brusca de uma anterior administração norte-americana para a nova aconteceu na defesa dos interesses israelitas. Obama defendia dois Estados, enquanto Trump quer impor uma solução aos palestinianos. 

A primeira presença de Trump na Europa, devido a reuniões da NATO e do G7 é um teste à capacidade dos dirigentes europeus saberem receber um líder que criticaram durante muito tempo, chegando ao ponto de questionar a legitimidade democrática. Não se trata de nenhuma cimeira entre os Estados Unido e a Europa, mas a importância de vários países europeus nas duas organizações é sinal das primeiras discordâncias com Washington, sobretudo no financiamento da organização atlântica. 

Os responsáveis europeus vão ficar com uma primeira impressão de Trump e das exigências norte-americanas, mas também perceber qual é o sentido de orientação do Reino Unido. A velha aliança pode começar a construir algo em conjunto, deixando de fora a França e a Alemanha. 

Após a confirmação do apoio a Israel, todos esperam a primeiro ataque à Europa por parte de Trump.

quarta-feira, 24 de maio de 2017

Invulgar contestação social ao governo

O número de greves que o governo socialista teve de enfrentar não é normal, tendo em conta o apoio parlamentar do PCP. 

As manifestações ainda não são muitas, mas as greves são a mais gravosa forma de luta contra as medidas de qualquer executivo. Os sindicatos ultrapassaram os protestos na rua para prejudicarem o funcionamento dos serviços públicos.

No espaço de um mês, função pública, juízes e professores ameaçam paralisar os serviços em nome da falta de compromisso por parte do governo relativamente a várias situações. Por um lado, cada organização pode estar a pedir demais, mas por outro, o governo também pode nem sequer cumprir o que prometeu. 

O que interessa destacar é a falta de diálogo dos socialistas, mesmo estando reféns dos comunistas e bloquistas. A atitude demonstra que o PS pretende iniciar a próxima campanha eleitoral atacando os dois partidos que permitiram governar durante a legislatura. O próximo inimigo não serão os partidos da direita, mas os dois actuais parceiros. 

O governo socialista deveria passar incólume perante a contestação social, já que, supostamente cumpriu com as propostas. 

terça-feira, 23 de maio de 2017

Ano 2010: O início do domínio dos conservadores britânicos

As eleições britânicas de 2010 colocaram ponto final em 13 anos de poder dos trabalhistas, divididos entre Tony Blair e Gordon Brown.

A governação trabalhista, sobretudo, com Blair no poder, fica marcado pelo boom económico e a guerra no Iraque. No final da primeira década do século XXI, Gordon Brown permitiu que a desregulação originasse a pior crise económica no Reino Unido. 

O governo eleito após as eleições de 2010 teve que efectuar reformas económicas para tornar o Reino Unido numa potência. 

O caminho iniciado por David Cameron em Downing Street começou por ser complicado porque não obteve maioria absoluta, necessitando de uma coligação com os Liberais-Democratas. O executivo cumpriu os cinco anos de mandato, tendo-se tornado numa vitória para o primeiro-ministro, já que, há bastante tempo que nenhuma coligação conseguiu cumprir a legislatura. 

A população britânica reforçou a confiança nos conservadores em 2015. Cameron conquistou a maioria absoluta, reduzindo a importância dos restantes partidos que tiveram todos de mudar de liderança. Os trabalhistas elegeram o terceiro líder em apenas cinco anos. 

O primeiro-ministro demitiu-se porque perdeu o referendo sobre a manutenção do Reino Unido na União Europeia no ano passado, sendo substituído por Theresa May. A nova chefe do governo convocou eleições antecipadas para dia 8 de Junho de forma a tentar reforçar a maioria absoluta que detém no parlamento. 

A recuperação económica, o crescimento sustentado e a saída da União Europeia foram os principais factores das crescentes vitórias dos conservadores. O Reino Unido voltou a assumir uma posição independente em matérias como a economia, imigração, política externa, combate ao terrorismo. O estilo de liderança de Cameron e May também ajudaram à manutenção do poder. Por muito que se critique as fracas oposições de Ed Miliband e Jeremy Corbyn, o mérito tem de ser dado aos dois primeiros-ministros da década. 

segunda-feira, 22 de maio de 2017

O reforço das máquinas partidárias

A vitória de Pedro Sánchez nas primárias para a liderança do PSOE mostram a importância das máquinas partidárias. O mesmo acontece com Jeremy Corbyn no Labour.

Apesar das duas derrotas eleitorais e de vários erros estratégicos que impediram o apoio de qualquer outro partido a um governo liderado pelos socialistas, os militantes votaram na continuidade. Durante o longo processo eleitoral que decorreu em Espanha, Sánchez fez quase tudo errado, o que também costuma acontecer com Jeremy Corbyn.

Os pequenos descontentamentos que se costumam traduzir em actos eleitorais internos já não têm força suficiente para impedir o líder derrotado de se candidatar e muito menos originar uma derrota eleitoral. Note-se as várias tentativas para demover Jeremy Corbyn da liderança do Partido Trabalhista sem qualquer resultado positivo. 

À medida que vão ganhando eleições internas, Pedro Sánchez e o líder inglês reforçam o poder, mesmo com focos de instabilidade. O problema é que as vozes críticas não têm expressão nas urnas.

Os exemplos nos partidos socialistas espanhol e inglês revelam que nem sempre a melhor solução é realizar eleições internas para deitar abaixo as fracas lideranças porque, nestes casos, houve um reforço do poder. 

sexta-feira, 19 de maio de 2017

O povo brasileiro tinha razão

O Brasil continua com o mesmo problema de sempre. Os níveis de corrupção na política chegam às mais altas instâncias do Estado, sendo que, a possível destituição de Michel Temer é a segunda consecutiva pelos mesmos motivos que levaram à saída de Dilma Rousseff. 

Não há solução possível para um cultura instalada há muito tempo no país irmão.

O mais grave é algumas pessoas irem para a política com o intuito de serem impunes à justiça. 

Nesta situação nem as alegações de Temer afastam qualquer inocência antes de qualquer prova em contrário. O que está em causa é o precedente que se vai abrir na política brasileira. A partir deste momento, os próximos chefe do Estado ou mesmo os candidatos à presidência serão olhados com desconfiança. 

A classe política começa a ser escrutinada pela justiça brasileira, confirmando as queixas apresentadas pela população. Afinal o povo tinha muita razão. 
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