quinta-feira, 30 de março de 2017

Ano 2009: Figo arruma as botas e CR7 torna-se galáctico

No futebol sempre houve grandes acontecimentos e o ano de 2009 não foi excepção. 

As duas grandes figuras do nosso desporto-rei, além de Eusébio estiveram em destaque por duas razões distintas. 

A primeira por ter terminado a carreira e a segunda por ter dado um passo importante rumo a uma carreira brilhante. 

Luís Figo pendurou as chuteiras em 2009 depois de vários anos ao serviço do Inter de Milão. O Bola de Ouro conquistou o mundo do futebol, sobretudo Espanha onde actuou ao serviço do Barcelona e Real Madrid. O jogador protagonizou uma transferência que provocou inimizades entre os dois maiores clubes espanhóis e alimentou a imprensa durante anos. Figo também protagonizou uma grande carreira ao serviço da selecção nacional, mas não ganhou qualquer título. Em 2004 esteve perto de conseguir o objectivo.

A transferência de Cristiano Ronaldo do Manchester United para o Real Madrid foi o início de uma carreira brilhante para o madeirense. O valor de 94 milhões é um recorde mundial e beneficiou o jogador por ter coleccionado vários títulos individuais, As conquistas individuais são mais que os troféus conquistados pelo Real Madrid. Se somarmos tudo, CR7 tem espaço para colocar tudo no museu. 

quarta-feira, 29 de março de 2017

Brexit para sempre

A declaração de Theresa May sobre a impossibilidade do Reino Unido regressar à União Europeia é a principal mensagem do início das negociações entre os dois blocos.

Não faz sentido pensar-se num regresso numa altura em que nem sequer se processou a saída. Theresa May fechou a porta à esperança dos dirigentes europeus em voltarem a contar com o Reino Unido. 

A União Europeia tem de viver sem o Reino Unido e passar a competir no mesmo espaço comercial, político e económico. Não pode haver amizades especiais ou relações bilaterais porque os britânicos pretendem tornar-se numa potência aproveitando as várias debilidades da União a 27. 

A mensagem da primeira-ministra foi bem clara, apesar de algumas notas circunstanciais, mas todos sabem que cada um vai trilhar o próprio caminho. 

O sentimento de derrota dos dirigentes europeus expresso desde a vitória do Brexit também será responsável por separar os caminhos.  

A saída do mercado comum e o controlo das fronteiras são dois aspectos essenciais para o Reino Unido seguir em frente e deixar a União Europeia à beira de um ataque de nervos, já que, se tratam de duas questões essenciais da coesão europeia. O clube europeu dificilmente vai impor ordens a Londres. 

O mais curioso nesta saída é a enorme vontade do Reino Unido se tornar melhor sem estar agarrado às imposições de Bruxelas. O discurso de May revela alívio. 

terça-feira, 28 de março de 2017

Ano 2009: Nasceu mais um canal de informação em Portugal

A informação em Portugal sempre foi tratada como um aspecto prioritário pela televisão pública, e também nas estações privadas.

O primeiro canal dedicado inteiramente às notícias nasceu em 2001 pela mão da SIC. A SIC Notícias deu um novo impulso ao mercado televisivo, criando um espaço diário para todo o tipo de informação.

As duas concorrentes não quiseram ficar para trás e copiaram o modelo iniciado pela estação de Carnaxide. 

A RTP criou a RTPinformação, agora RTP3 e a TVI24 teve início em 2009. O mais interessante é que nenhum dos novos canais se distinguiu pela inovação, diferença de conteúdos ou objectivos distintos. 

O grande problema dos canais de notícias não são a qualidade, mas a falta de novos produtos. Todos apostam no comentário político diário, nos mesmos exclusivos e programas e os comentadores saltam de cadeira consoante as audiências. 

A luta pelas audiências é a principal razão para o mercado televisivo se ter resumido apenas a três canais noticiosos. 

segunda-feira, 27 de março de 2017

União sem alterações profundas e com pouca força no exterior

O aniversário dos 60 anos do Tratado de Roma foi celebrado com a promessa de mais união e solidariedade entre a classe dirigente e os cidadãos europeus. 

As intenções continuam a ser as mesmas, apesar de na prática não existirem mudanças. A desconfiança gerada em torno das actuais políticas já não corre o risco de ficar sem voz porque apareceram novas forças com capacidade para "agarrar" o descontentamento das populações. 

Não acredito em mudanças nem em maior solidariedade com os actuais dirigentes. A forma como reagiram ao Brexit revela mau perder e falta de vontade de encontrar uma solução global. Talvez o resultado das eleições francesas e alemãs consigam alterar mentalidades e posturas, sendo que, a eleição de Marine Le Pen e a redução da força política de Merkel possam contribuir para alguns dirigentes saírem de cena. 

Os países com menos força também precisam de se unir mais e não actuarem sozinhos. Os blocos regionais deveriam exercer mais pressão sobre as instituições europeias porque já não se pode defender apenas um país, mas é necessário ter em conta os interesses de uma região.

Os problemas internos devem ser uma prioridade, mas também é preciso ter em conta a falta de força externa da União Europeia, agravada com a saída do Reino Unido da União Europeia. Os britânicos vão ser os principais concorrentes da União Europeia em várias matérias, tendo dado um passo à frente no reconhecimento e legitimidade de Donald Trump como Presidente dos Estados Unidos. 

O melhor contributo que se pode dar para o fortalecimento da união política, a coesão social, o crescimento económico e o progresso tecnológico dentro do espaço europeu não passa pela assinatura de mais um tratado.

sexta-feira, 24 de março de 2017

Ano 2009: A crise da Zona Euro começou com a queda do Lehman Brothers

A queda do Lehman Brothers aconteceu em 2008, mas os verdadeiros efeitos da crise começaram a surgir um ano depois.

Os Estados Unidos e a Europa foram os continentes mais afectados. Barack Obama entrou na Casa Branca no início dos problemas, tendo feito um bom trabalho no plano económico.

A recuperação financeira nos Estados Unidos não teve efeitos na Europa. Alguns países sofreram bastante com o que se passou do outro lado do Atlântico, mas também houve erros próprios.

Os países mais afectados foram o Reino Unido, Espanha, além dos três que tiveram de pedir assistência financeira ao FMI. A Grécia deu o primeiro passo, seguido da Irlanda, enquanto Portugal só se apercebeu dos problemas em 2011. 

A crise na zona Euro acabou por ser mais profunda e com consequências sociais bastante graves. Também houve mudanças políticas resultantes das opções tomadas. 

quinta-feira, 23 de março de 2017

A Rússia e o sistema de saúde são batalhas perdidas por Trump

O presidente norte-americano vai ter que deixar cair dois aspectos do projecto político. A aliança com a Rússia e o novo sistema de saúde. 

As confirmações das agências de segurança sobre as ligações de Trump aos russos na recente campanha eleitoral é o maior problema político. A partir deste momento, não há mais condições para estabelecer relações privilegiadas com Moscovo porque a ideia que transparece é de Putin ter Trump na mão. 

A única saída para o Chefe do Estado norte-americano é escolher um novo amigo externo. As relações com a Rússia podem ser diferentes do que aconteceu no mandato de Obama, mas já não pode haver contacto especial.

Nunca se vai saber a verdade total sobre a relação do empresário com Moscovo. O problema é que a opinião pública e publicada já está a ser contaminada, pelo que, a única forma de Trump continuar em alta passa por tratar a Rússia como um parceiro igual aos outros.

A revogação do Obamacare também é uma batalha perdida para Trump. A forma como ameaçou os congressistas republicanos é mais um sinal de autoritarismo. As posições adoptadas confirmam que o Congresso vai ser o principal opositor do Presidente. Mesmo que o Obamacare seja revogado, também não há certeza que o novo sistema de saúde seja aprovado. 

O líder norte-americano enfrenta inúmeros desafios nos primeiros meses de mandato. Não haverá cheques em branco, apesar da maioria republicana na Câmara dos Representantes e no Senado, que não gosta de ser ameaçada.

quarta-feira, 22 de março de 2017

Duas atitudes diferentes

As polémicas declarações do presidente do Eurogrupo, cujo nome não arrisco a escrever, provocaram reacções fortes nos países atingidos. Ou seja, no Sul da Europa, sendo que, Portugal já reagiu através do primeiro-ministro e do Presidente da República.

Os dois representantes portugueses fazem em defender os interesses nacionais, já que, Portugal não pode continuar a ser humilhado nas instituições europeias. A frase do líder do Eurogrupo mostra que existe duas atitudes diferentes sempre que o assunto diz respeito a países mais fracos.

Os líderes europeus não podem continuar a criar divisões internas e externas para proteger os interesses da União Europeia. As constantes interferências nos actos eleitorais em cada país é um sinal de desespero, que se começou a verificar desde a vitória do Brexit em Junho de 2016.

Apesar de Costa e Marcelo não estarem a realizar um bom trabalho, os dois têm sido importantes na defesa do nome de Portugal dentro da União Europeia.

O que me espanta é teimosia de alguns dirigentes face às mudanças políticas que acontecem também por desnorte em termos de declarações e atitudes.
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