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sexta-feira, 31 de janeiro de 2014

O melhor é fazer uma aposta

Tenho ouvido as mais diversas opiniões sobre o caminho a adoptar por Portugal depois de sair do programa de ajustamento e financeiro. Uns acham que o melhor é o programa cautelar, mas por outro lado há quem considere a saída limpa é a solução certa. 

No dia 17 de Maio vamos ficar a saber qual é solução encontrada, no entanto até lá ainda vamos ter de ouvir muitas opiniões, muitas delas pouco ou nada fundamentadas e que são de personalidades que não entendem nada do assunto. 

O mais ridículo é ouvir experts defenderem o programa cautelar para evitar qualquer problema no futuro, funcionando como uma espécie de manual de instruções e que não deixa ninguém fazer porcaria. Ora, o problema português é apenas e só de equilíbrio de contas públicas, pelo que, uma vez reestabelecida a ordem orçamental, cabe aos responsáveis governativos, actuais e futuros, de manterem a disciplina e coerência que as contas públicas portuguesas precisam. Não é preciso nenhum polícia internacional que nos controle as contas todos os meses até que a confiança seja plena. Por isto eu defendo uma saída limpa do programa e tenho a convicção que será esse o comportamento adoptado pelo executivo português. 

Cabe ao povo português evitar que os socialistas regressem ao governo e estraguem novamente todo o trabalho efectuado. Tenho a certeza que o povo português não tem memória curta.

quinta-feira, 30 de janeiro de 2014

Vetar o referendo é a melhor atitude presidencial

Embora considere que os referendos devam ser sempre utilizados para resolver questões que dividem a sociedade portuguesa, penso que o Presidente da República deve vetar o diploma sobre o referendo à co-adopção. Os portugueses vão entrar agora num ciclo eleitoral importante e não devem perder tempo com assuntos que não são de natureza nacional e pertencem apenas a uma minoria. 
O parlamento é a sede própria para discutir este tema e nesse aspecto acho que deve ser dada liberdade de voto aos deputados se os partidos entenderem que se trata de uma questão da consciência de cada um. O que não pode acontecer é obrigar a população ir votar num tema irrelevante, além do mais a adesão ao sufrágio vai ser um fiasco e a campanha não existir porque os partidos vão estar preocupados com outros assuntos.

Espero que Cavaco Silva tenha bom senso e coloque um ponto final nesta anormalidade inventada pelo líder da JSD que devia trabalhar mais para resolver os problemas dos jovens que estão desempregados e os que trabalham são muitas vezes sujeitos à escravatura. 

Tenho a convicção que ao ter mandado o diploma para o Tribunal Constitucional, Cavaco Silva não está mais do que ganhar tempo para o assunto morrer e depois vetar o diploma. 

quarta-feira, 29 de janeiro de 2014

Presidente do "quase"

O discurso de Barack Obama no Estado da União foi uma tentativa do Presidente mostrar ao Congresso e aos republicanos que não precisa deles para nada, embora algumas políticas tenham esbarrado na vontade da câmara que não é controlada pelos democratas. 

Aprecio a coragem de Obama em fazer frente a um congresso mesmo que depois não colha os frutos dessa ousadia. Muitos políticos têm medo das Instituições e de quem as comanda devido ao poder constitucional que têm nas suas mãos. Ora, Obama sente que as suas ideias são fundamentais para a melhoria da vida dos norte-americanos, como é o exemplo do Obamacare, no entanto a proposta tem esbarrado no Congresso e que já deu origem a uma paralisação dos serviços da administração pública em Setembro de 2013. 

Acredito que os Republicanos não tenham medo das ameaças do Presidente, até porque um líder que não tenha maioria na câmara alta tem os poderes reduzidos e não pode fazer o que lhe bem entender. No entanto, o líder norte-americano tem habilidade nos discursos mas isso não lhe deve chegar para ter força política suficiente de modo a alterar a actual situação, até porque os Republicanos estão em guerra aberta com o Presidente neste segundo mandato. 

O Presidente bem pode achar que ficar sozinho é a melhor solução, o problema é que as suas ideias podem ficar para sempre na gaveta e isso significa que Barack Obama vai ficar conhecido como o Presidente "do quase". Este estatuto não permite ao primeiro presidente negro dos Estados Unidos ficar na história, como era sua intenção e o desejo manifestado no discurso de vitória em 2008. ´

Também convêm não esquecer que Obama só acordou para os problemas reais das pessoas neste início de mandato, o que revela pouca inteligência política e falta de cuidado nos valores adoptados pelo Partido Democrata ao longo da sua história. Lembram-se de Kennedy?

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

Obama quer corrigir falhanços internos

Barack Obama vai fazer o seu quinto discurso sobre o Estado da União nesta madrugada. Apesar da sombra do Obamacare ainda pairar no ar, o presidente conseguiu um bom trunfo ao anunciar o aumento do salário mínimo para os funcionários do governo horas antes da declaração. 

O presidente norte-americano percebeu o erro que foi a concepção do Obamacare e agora quer dar uma notícia positiva à administração pública norte-americana. Não para ganhar votos porque o presidente cumpre o seu último mandato mas para não ser um alvo fácil das críticas antes de mais um momento importante. Os erros em redor do Obamacare ainda estão bem presentes na memória dos norte-americanos e não há nada que apague a boa lembrança dos Yankees, nem mesmo o sucesso na questão nuclear iraniana e a condução do processo sírio. 

Tal como cá, nos Estados Unidos os temas internos são mais decisivos do que os resultados externos quando se trata de avaliar a performance de um presidente. Obama está a ser julgado mas não tem problemas eleitorais a enfrentar, no entanto os democratas podem sofrer na pele as insuficiências políticas nas próximas eleições presidenciais em 2016. Se Obama perder popularidade já não faz sentido uma candidatura de Hillary Clinton, ela que esteve com o actual líder no primeiro mandato. 

segunda-feira, 27 de janeiro de 2014

Al-Sisi vai desempenhar o papel de Mubarak

O general chefe de Estado maior das forças armadas, Al-Sisi vai ser candidato às eleições presidenciais do Egipto que se realizam em Abril. O homem que depôs Mohammed Morsi e indigitou Adly Mansur como presidente interino vai agora lançar-se às feras. Ora, estamos perante um novo Mubarak e uma ditadura militar que vai ser imposta no Egipto. 

No dia 11 de Fevereiro vai fazer três anos que Mubarak saiu do poder e nesta altura estamos em plena Primavera Árabe no Cairo. Três anos depois o maior país do mundo muçulmano não teve um dia que fosse de paz e estabilidade e a praça Tahrir ficou conhecida como o local da morte. O golpe a Mubarak não resultou porque a Irmandade Muçulmana tomou conta do poder, mas esta não poderia governo o país porque isso significaria dar aos radicais islâmicos a oportunidade de comandar um país com enorme influência no mundo árabe mas não só. Ao fim de três tudo volta ao mesmo e a solução viável para o país é uma ditadura parecida com aquela que Mubarak teve de implementar para afastar os mesmos grupos islâmicos que à primeira oportunidade quase que venciam no Egipto.

A escolha do povo egípcio é entre a ditadura militar ou o sufoco islâmico, não mais do que isso, pelo que a melhor solução é a que se vai apresentar a eleições daqui a três meses. 

Ferrari longe dos triunfos

Este é o novo carro com que a Ferrari vai atacar o Mundial de Fórmula 1 em 2014. A escuderia italiana não vence um mundial, seja ao nível de pilotos ou equipa. A nível individual a marca já não consegue colocar um piloto no primeiro lugar desde 2007, enquanto a nível colectivo o último triunfo foi em 2008. Portanto, há 7 anos que a Ferrari não vence um campeonato do Mundo, tendo deixado de dominar o grande circo após o triunfo de Kimi Raikonnen. Pois é, o finlandês volta a uma casa que bem conhece depois de dois anos na Lotus.

A aposta no Iceman não é por acaso já que recai sobre ele as últimas esperanças de a escuderia vencer um campeonato, isto porque Fernando Alonso foi uma verdadeira desilusão em termos competitivos mas também de relações humanas. Ainda não será este que a Ferrari possa ganhar um campeonato mas está na altura de a velha equipa mostrar toda a sua raça competitiva, porque tem pilotos capazes de superar as adversidades e o favoritismo da Red Bull.

domingo, 26 de janeiro de 2014

Olhar a Semana - Contra qualquer tipo de praxe

As recentes mortes na praia do Meco trouxeram as praxes à baila. É verdade que existe um regulamento e regas académicas, no entanto quem pratica as praxes aproveita para submeter um indivíduo que está numa posição inferior a práticas pouco dignas. O problema não está nas praxes mas de quem as realiza, porque há sempre alguém a humilhar o outro porque é a única forma de se divertir. 

Podem muito bem criar leis e códigos que bem entenderem. No entanto, o problema nunca será resolvido enquanto na terra existirem pessoas que só ser divertem fazendo mal aos outros. Por muito que a Universidade proíbe este tipo de procedimentos, há certas praxes que são incontroláveis porque não se realizam dentro dos estabelecimentos de ensino, como foi o caso do Meco. Por este andar vamos chegar ao ponto das praxes serem considerados crimes.

As praxes deviam ser banidas mas pessoas como as que estiveram relacionadas com as mortes do Meco deviam ser castigadas severamente. 

quinta-feira, 23 de janeiro de 2014

Da Advocacia ao ridículo

António Marinho Pinto, bastonário da Ordem dos Advogados cessante vai ser candidato ao Parlamento Europeu pelo MPT. Ninguém espera que o ex-bastonário consiga ser eleito eurodeputado mas este atrevimento é o primeiro passo para um caminho há muito anunciado. Durante quase quatro anos o bastonário?político?palhaço? preocupou-se mais com questões políticas do que com matérias jurídicas, em particular as que dizem respeito à advocacia e à sua ordem. 

Infelizmente a palhaçada de Marinho Pinto não se vai ficar por aqui porque esta será a primeira candidatura de muitas que irão surgir no futuro. Aposto que dentro de dois anos o bastonário de serviço vai concorrer a Belém e até tem possibilidades de ganhar se tivermos em conta a fraca qualidades dos prováveis candidatos. 

O único mérito que se reconhece a Marinho Pinto foi a forma como o ex-bastonário se atirou contra os advogados estagiários obrigando muitos formandos a desistirem da sua profissão por causa de caprichos secundários. Marinho Pinto é daquelas pessoas que não têm vergonha na cara e fazem mal ao país, no entanto o mesmo Portugal gosta de dar tempo de antena aos palhaços. 

O mais preocupante é que um resultado humilhante não fará com que este novo político desista de uma actividade para a qual não tem vocação nem apresenta uma única ideia. Contudo o advogado já conseguiu o mais importante e pelo menos até Maio temos de o aturar. Até José Manuel Coelho do PND tinha mais qualidade.

Os que têm vergonha na cara

Os exemplos demonstrados por Teresa Leal Coelho e Sandro Rossel mostram que ainda há pessoas que têm vergonha na cara. Pese embora sejam duas situações diferentes tanto a deputada como o presidente do Barcelona percebem que acima dos interesses particulares está o interesse da colectividade que representam. 

Se a maioria das pessoas que são envergonhados pelo envolvimento em escândalos de vária natureza optassem pela atitude mais correcta e não se deixassem lubibriar pelo dinheiro e poder a nossa sociedade estava bem mais limpa, em particular no nosso país. Tendo em consideração que culpamos os que não têm dignidade também é importante destacar o comportamento dos que têm dignidade e honestidade, dois valores que estão muito perdidos na sociedade de hoje. 

Portugal não tem muitos exemplos de comportamento adequado por pessoas que ocupam cargos públicos. No entanto, a vergonha também deve ser extensível a empresas privadas. Não são os jornais que desmascaram as pessoas e as envolvem em escândalos pouco honestos. São as próprias pessoas que usam o poder para fazer tudo o que lhes apetece. 

A atitude de Teresa Leal Coelho foi excelente tendo em conta o que se passou em torno da co-adopção. Até à data nem aqueles que pensam de uma maneira mas votam de outra fizeram o mesmo. Se esta fosse a regra íamos assistir a uma substituição de deputados todas as semanas. 

quarta-feira, 22 de janeiro de 2014

O povo acorda feliz porque vai saber o resultado do jogo da sorte

O povo anda esfomeado. Não só não como não há dinheiro nos bolsos e por isso é que todas as segundas-feiras as filas para verificar se os jogos da sorte têm prémio estão a aumentar. Percebo o desejo das pessoas em ganhar nem que seja 1 ou 2 euros, até porque para se apostar quase não se gasta nada.

Por dinheiro se faz tudo e por ele as pessoas passam o fim-de-semana à espera do número da sorte. Porque será? Necessidade ou ganância? Acho que é um pouco das duas coisas mais a questão material. Há quem não precisa mas que faz tudo por ele, e quem precisa só se sente bem com ele. O ele é o dinheiro, lá está, esse bem material que compra a felicidade e o sexo, mas mais importante do que isso esconde frustrações e anseios de quem não é correspondido pelo sentimento mais relevane: o amor. 

A questão em torno das filas para saber o resultado dos jogos da sorte é apenas um pequeno pormenor quando a sociedade é constituída por muitas pessoas que apostam noutros valores. Infelizmente a sociedade portuguesa tem vindo a construir a sua personalidade muito à custa dos objectos materiais e por isso é que surgem fenómenos como a corrupção e outros parecidos. 

Há muito que a sociedade portuguesa deixou de ter em consideração os valores e princípios bem como as ideologias que fundaram o país. Não admira que muitos estejam desencantados com a política quando só pensam no valor da retribuição mensal. 

Infelizmente a sociedade em Portugal caminha para o altruísmo e a selvajaria só por causa do dinheiro. 

terça-feira, 21 de janeiro de 2014

Dinheiro, Sexo e Poder nas empresas portuguesas

O recente caso amoroso de François Hollande podia muito bem ter acontecido em Portugal. A nível político não temos muitas histórias cor-de-rosa de maridos infiéis até porque o conservadorismo português a isso obriga. No entanto, se na política a ordem é para ser fiel o mesmo não se passa nas outras áreas de negócios, nomeadamente a nível de media, empresas e advocacia. 

Há muitos anos que este aspecto está instalado na nossa sociedade. Quem tem mais mulheres ou se mostra um garanhão é porque tem muito dinheiro e poder e dessa forma milhares de famílias são destruídas. O que se passa em muitas empresas é o resultado de uma sociedade que não olha a meios para atingir os seus fins. Dinheiro, sexo e poder são características apreciadas em muitos sectores de actividade em Portugal. A promiscuidade entre estes três aspectos há muito que está instalado no sistema e quem não alinha pode vir a ser prejudicado. 

Infelizmente é assim que se em muitos locais e a tendência não é para diminuir, até porque cada vez mais as pessoas estão mais com os colegas de trabalho do que com a própria família e em maior parte dos casos a saturação familiar é transportada para o local de trabalho. As ditas reuniões em locais que não os da empresa, jantares das empresas e escapadelas aos hóteis do costume. 

Os vícios da nossa sociedade são dinheiro, sexo e poder e o resto não conta para nada. O caso Hollande é uma versão francesa de um filme que poderia muito bem ser produzido em Portugal. Embora se fale muito da falta de qualidade dos políticos, não se pode acusar os nossos governantes de fazerem porcaria nas instituições democráticas. Pena que alguns sectores do resto da sociedade não sigam este exemplo.


Quantos candidatos sobram?

Há medida que as presidenciais se aproximam os "candidatos" a candidatos à presidência da República vão anunciando a sua retirada do xadrez. O último a desistir foi Marcelo Rebelo de Sousa mas a esquerda também já não conta com José Sócrates. Por agora resta Paulo Portas e Francisco Louçã como nomes presidenciáveis e escolhidos pela opinião público. Ainda temos António Costa que é sempre uma possibilidade, embora esteja mais perto do Rato do que de Belém.

A mim não me surpreende que várias pessoas vão retirando as suas candidaturas. É lógico que se sentem pressionadas pela opinião pública e pelos media, contudo o entusiasmo à volta de um possível avanço é apenas mediático. Normalmente os "possíveis candidatos" não passam disso mesmo e o objectivo dessas figuras é criar um mistério à volta da sua pessoa. Arrisco a dizer que quem já está a pensar numa candidatura à presidência não lançou nenhuma pista e muito provavelmente é uma personalidade que surgirá fora do arco partidário. Depois os partidos apoiarão quem bem entenderem. 

Tem sido assim nos últimos anos com Cavaco e Manuel Alegre. É óbvio que os candidatos poderão ter uma força oculta que os fará avançar mas o apoio partidário só surgirá depois de ser anunciada a candidatura. 

Percebo o entusiasmo à volta das presidenciais 2016 mas antes ainda há legislativas em 2015. Estas últimas eleições serão decisivas para determinar o apoio dos candidatos que já estarão em marcha no final do próximo ano, até porque a composição do parlamento será outro e isso é fundamental no apoio a uma candidatura presidencial.

Depois da retirada de Marcelo e Sócrates já não há ninguém que possa fazer as capas dos jornais, no entanto após a saída da troika vai voltar o circo à volta da política nacional.

Hillary ao ataque

Hillary Clinton vai lançar a sua biografia como forma de preparar a sua candidatura às presidenciais de 2016. A antiga vice de Obama e também ex-candidata democrata às presidenciais de 2008, vai revelar ao Mundo os segredos mais bem guardados da sua relação com Bill Clinton bem como da sua experiência como fazendo parte da administração Obama.

É neste ponto que eu queria pegar porque estou convencido que a antiga primeira dama vai seguir o mesmo caminho de Robert Gates. Isto é, não acredito que Clinton siga a via pacífica e deixe de criticar a actual administração norte-americana. Para aproveitar a queda de popularidade do presidente, Clinton vai revelar pormenores que podem colocar o actual presidente numa situação incómoda. Tendo em conta o perfil pessoal e político da ex-primeira-dama acho que as memórias de Clinton vão ser uma agradável surpresa para os que não gostam do actual presidente.

segunda-feira, 20 de janeiro de 2014

Marcelo nunca foi, não é e jamais será uma boa solução presidencial

Marcelo Rebelo de Sousa revelou ontem ao país que não será candidato a Presidente da República em qualquer circunstância. O comentador justificou esta decisão após ter tido conhecimento da moção e Passos Coelho. 

Ora, MRS deixa no ar que não avança devido ao facto de não ter apoio do partido, em particular do seu líder. Percebo a justificação do professor mas esperava mais de alguém que há quase 10 anos dá a sua opinião todos os domingos sobre todo e qualquer assunto. Na minha opinião, Marcelo tem medo de ir a jogo sozinho mas também tem receio de não agarrar o partido. Apesar do seu brilhantismo semanal, Marcelo já não tem qualidades políticas porque na única oportunidade que teve, não foi capaz de levar o barco a bom porto. É bom recordar que a saída de Marcelo da liderança do PSD aconteceu após a demissão da AD. Recordo que Passos Coelho teve de enfrentar o mesmo problema e não se demitiu nem deixou Portas se demitir. 

Tenho a certeza que Marcelo é um excelente teórico e pensador apesar de não ouvir os seus sermões dominicais, mas não tem nenhum capacidade política prática e pior do que isso tem pouca coragem para assumir desafios. Outro aspecto que condeno na postura do comentador é o estar sempre à espera, qual D.Sebastião..........

Hoje acabou o mito Marcelo, pelo menos na vida política real. No entanto, ainda o ouviremos todos os domingos mas também isso será por pouco tempo. 

40 depoimentos sobre os 40 anos do 25 de Abril (2)

Ao ver que tinha que escrever sobre este tema a primeira coisa que me veio à cabeça foi a  palavra utilizada para fazer a conjugação dos termos  "40 anos" e o facto histórico que foi, é e será o "25 de Abril" na História de Portugal!

Inevitável ? Fundamental? Aljubarrota? Batalha de S. Mamede? Conquista do Algarve? Nuno Alvares Pereira e tantos outros.... Ate mesmo o nosso assumir dos limites como a tentativa de conquista de Ceuta!

Poderemos, nós, sem perspectiva histórica tão distante considerar desde já o 25 de Abril um marco na nossa História, como os referidos? Claro que sim... bem ou mal foi o “berço da nossa democracia”.

Parece estranho mas para mim o facto de dizer "40 anos"...
- de 25 de Abril ou,
- com 25 de Abril ou,
- no 25 de Abril ou,
- para o 25 de Abril ou,
- em 25 de Abril

É completamente diferente. Fazer a "união" com uma ou outra palavra pode revelar a vivencia que cada um teve do evento em particular e dos anos subsequentes.

Podemos evoluir, é certo... Passar de um estado ao outro. Do de ao com, ou mesmo do no ao para o... Para cada uma dessas palavras teremos uma história para contar!

Há os que se identificam com uma e outros com outra!

Eu escolho quase todas! Todas parecem o mesmo mas não... Escolho umas por uma razão e outras por outra. As que não escolho deixo para o fim para vos explicar!!

Eu, enquanto jovem de 15 anos, sentia-me "no" 25 Abril! Vivi neste espirito até aos meus 21 anos aproximadamente! 

- de RGA em RGA pelos liceus e faculdades
- Meeting no intervalo grande
- reuniões partidárias
- listas negras para os que não eram da cor
- retornados
- primeira experiencia do ano propedêutico
- lutas de campanha
- Campo Pequeno e Pavilhão dos desportos
- sedes queimadas, com correrias sem nexo
- congressos bloqueados
- a saída aos “empurrões” do Portugal Ultramarino
- Reforma Agraria
- nacionalização da banca (implicações familiares directas)
- Frank Carlucci

Nesta fase, muitos prometiam… Era a fase do Slogan. Mais importante que um texto bem escrito era um bom Slogan! Propaganda!

Importante dizer que nesta fase se fazia e vivia política em todas as esquinas do país. As ideologias estavam à flor da pele e a pólvora parecia a qualquer momento vir a rebentar. Bons políticos encabeçavam cada teoria.

Dos 21 aos meus 28 anos tudo foi, calmamente, mudando!

Olhando para trás passei à fase do "em" 25 de Abril.
Faculdade ainda em estado vermelho mas mudando a olhos vistos. Objectivos a ser conseguidos. Passagens administrativas a começarem a acabar. Tudo ia mudando, sentia-se isso no dia a dia pois era vontade do povo que isso acontecesse. Nada mais simples do que o povo querer para que a mudança comece.
Isso sentia nessa altura. A tropa aparece e não se permitia os cabelos compridos como alguns anos atrás, nem barbas por fazer,… a ordem militar voltava a ser o que era. Doa a quem doer.
Ou seja, vivíamos um “em” 25 de Abril com o melhor que à época se poderia ter. Aceitar esquerdas e direitas começava a ser possível, não só a nível constitucional mas também no espírito interiorizado pelo povo.

Não esquecer que neste período…

Começa a fase em que se vivia a alegria dos fundos estruturais, o aparecimentos os yuppies, das noitadas à porta das instituições bancárias para subscrever mais acções das que poderia pagar apostando no rateio, bolsa a aumentar aos 15% por dia, venda de cautelas a preço de títulos definitivos, aparecimento da fungibilidade, brokers desmedidos e gananciosos… tudo parecia fácil.
Primeiro carro que aparece. Oportunidades de emprego acontecem. Tecnologicamente avançamos e podemos mesmo comparar-nos com os melhores… A Europa estava já ali.

Dos 28 anos de idade em diante foi um viver “de” 25 de Abril. Infelizmente não sabendo aproveitar as medidas que nos foram propostas, os fundos que nos foram disponibilizados, as vantagens de termos sido “irmãos” durante anos dos países descolonizados. Creio por vezes, olhando para trás que tivemos um 25 de Abril para acabar simplesmente com a Guerra Colonial. Tudo o resto não estava minimamente pensado nem sabíamos para onde ir.

Tudo isto representou e continua a representar custos enormes para o país. Faltou a clareza que outros demostraram quando largaram as suas colónias… ter que absorver, naturalmente, todos os retornados, numa fase onde a luta partidária era mais importante que qualquer coisa de futuro para o país era uma tarefa muito difícil. Poderemos evocar poucos os que, fazendo política, se lembravam do impacto que esse estado “revolucionário” de governação, a falta de controlo nos fundos e a má gestão na descolonização iriam provocar nas gerações seguintes…

Por fim refiro que nestes meus 55 anos, 40 deles foram “no” 25 de Abril; “em” 25 de Abril; “de” 25 de Abril. Nunca me senti “para o“ 25 de Abril nem mesmo “com” o 25 de Abril.

Claro que o 25 de Abril trouxe coisas boas, mas no processo da minha evolução de conhecimentos políticos nunca me foi possível considerar que vivia “para o” 25 de Abril nem muito menos “com” 25 de Abril.
Será por certo um erro de análise histórico meu mas sempre vi as politicas resultantes e ligadas ao 25 de Abril como muito longe do que eu queria para o meu país.
E as consequências ainda as temos à vista…

Viva a Democracia.


 Texto de Manuel Marques Guedes

domingo, 19 de janeiro de 2014

Olhar a Semana - A Igreja, sempre ela

Numa entrevista publicada ontem no I, D.Januário Torgal não poupa críticas ao governo, em particular ao vice-primeiro-ministro.

O problema das declarações dos nossos bispos ou padres está relacionado com o conteúdo das mesmas. Infelizmente a Igreja continua a meter-se na vida política como bem lhe apetece. É inaceitável que pessoas ligadas à estrutura da igreja tenham opiniões político-partidárias e não centrem o seu discurso em questões relevantes como é o caso dos problemas sociais. Nos últimos tempos o governo tem substituído a função social da Igreja, porque esta continua a mete o bedelho onde não é chamado.

Considerando que Portugal ainda é um país maioritariamente católico qualquer que seja a opinião de alguém importante dentro da Igreja portuguesa tem sempre influência política. Muitos padres querem protagonismo porque não fazem mais nada do que celebrar missas e rezar pelo evangelho, por isso é que de quando em vez têm acções que fazem lembrar o tempo do Estado Novo. 

Este é mais um dado curioso porque as instituições políticos evoluíram e foram-se modernizando, enquanto que a Igreja continua velha e deprimente. Sim, quem está deprimente é a Igreja e não o povo, monsenhor Torgal Ferreira. 

sexta-feira, 17 de janeiro de 2014

As cenas da vida privada afectam o coração dos eleitores

A questão tem de ser colocada quando uma intriga atinge alguém "denominado" famoso. Neste caso a vítima das revistas cor-de-rosa foi François Hollande devido ao seu caso extraconjugal. Mais do que isso é a forma como o actual Presidente se encontrava com a sua amante. É no mínimo caricato e susceptível de variadas interpretações. 

Daqui a dois anos realizam-se eleições presidenciais com a forte possibilidade do regresso de Nicolas Sarkozy. Sei muito bem que os franceses, tal como os americanos, importância a questões relacionadas com a vida privada dos seus líderes. Penso que uma situação semelhante em Portugal não teria impacto numa provável reeleição de um líder. Acho que os portugueses estão nas tintas para os problemas sexuais dos nossos governantes, até porque também não se questionam sobre alegados casos de corrupção que muitos ex-governantes já tiveram de aturar na praça pública. 

Apesar da curiosidade portuguesa ser conhecido há questões que as pessoas não querem saber porque também ligam pouco à política. Ainda vivemos num tempo em que a promiscuidade política-sexo não dá direito a queda de um governo ou membro de um ministro. Se num simples caso de "favorecimento" ninguém abandona o barco porque o deveria fazer quando está em causa uma questão pessoal?

Muitos falam na imagem e integridade que um político deve ter. Concordo que o líder de um país tem de ter os dois atributos sob pena de não ser reconhecido pelo seu povo. Lá por fora esse culto da imagem é uma marca importante e até aproveitada por certos políticos para ascenderem ao poder. Para mim o mais importante é que um político se dê ao respeito. Perante este cenário acho que Sarkozy esteve bem ao assumir oficialmente o seu relacionamento com Carla Bruni e condeno veementemente Hollande pela sua fuga nocturna. Não se trata de questões sentimentais mas de respeito e um chefe de governo ou de Estado tem de manter a tal imagem e integridade. Ora um líder deve ser visto pelo seu povo como alguém "sem espinhas" e que não "tenha telhados de vidro". 

Se a lógica imperar Sarkozy pode vencer as próximas presidenciais se se confirmar o avanço da sua candidatura. Penso até que Hollande vai perder por questões meramente políticas mas este caso atingiu o coração dos franceses, por isso é que nunca o irão perdoar. 

quinta-feira, 16 de janeiro de 2014

Despropositado e inútil

Acho despropositado e inútil a proposta do PSD sobre referendar a co-adopção e adopção por casais do mesmo sexo. Em primeiro lugar penso que não é matéria para sujeitar o país a ir às urnas, fazia mais sentido sufragar o casamento gay. Depois em vésperas de congresso os sociais democratas deveriam publicitar medidas com mais interesse e sentido de forma a desviar as atenções das pessoas para a austeridade excessiva. 

Antes da reunião magna onde o país vai estar atento ao que Passos Coelho vai dizer ao partido mas não só, deveria haver um maior cuidado na relação entre o partido e os eleitores. Enfim....quem neste país quer saber da co adopção?

quarta-feira, 15 de janeiro de 2014

Hollande e a solução socialista

Além das características pessoais, Hollande não tem tido um pensamento ideológico adequado ao cargo que ocupa. Quem chegou ao Eliseu a dizer que iria reformar a Europa, o anúncio de mais medidas de austeridade não lhe ficam nada bem, até porque dá a ideia que o presidente francês é mandado por Angel Merkel, ao contrário de Sarkozy que estava ao lado da chanceler na chefia da Europa. 

Parece que Hollande é um cobarde político por não ter coragem de enfrentar Merkel. Os franceses nunca irão perdoar o facto da Alemanha estar a comandar as políticas francesas e já nem falo dos escândalos sexuais....

O recuo de Hollande mostra a fragilidade do Partido Socialista francês mas também dos socialistas europeus. Reformar significa continuar com a austeridade exagerada e não fazer nada para alterar o estado de coisas. Este é o dado mais preocupante porque os socialistas quando estão na oposição só sabem falar e no governo nada fazem. 

Infelizmente a Europa vai pagar caro esta decisão de Hollande porque deste modo a Alemanha fica com o controlo sobre todo o continente o que significa mais anos de austeridade para cima de todos. Pior mesmo só a atitude do Reino Unido que em vez de procurar alternativas prefere fugir do clube....

40 depoimentos sobre 40 anos do 25 de Abril (1)

Um dia acordei muito cedo, cedo demais.

Cedo demais para entender, o que se estava a passar, as palavras com que era bombardeada, os gestos, as bandeiras, os cravos vermelhos, os gritos que, surgidos do nada, rodopiavam à minha volta como um carrossel avariado que recusava parar.

Foram anos inesquecíveis e irrepetíveis, não só na minha vida, como também na história.

Imaginem o que é acordar um dia e constatar que, graças a uma revolução que não percebes, saíste de uma ditadura de que pouco sabias e ganhas uma liberdade desconhecida, assustadora e irresistivelmente  atrativa.

Tinha 13 anos e passaram 40 Anos.

E estes 40 anos coincidem inexoravelmente com a minha vida.  Estudar, namorar,  trabalhar, casar, ter filhos...

Os amores e desamores, os primeiros cigarros, as primeiras tantas coisas, passaram por comícios, rga’s(1) , rge’s (2) ou manifestações.  Momentos vividos intensamente, dos quais ficam as memórias, e alguma réstia de saudade, de tempos irremediavelmente pertencentes a um passado único.

A descolonização, os retornados, o PREC (3), a reforma agrária, a democracia, arrancada a ferros no 25 de Novembro, as campanhas eleitorais, a nacionalização de empresas e Bancos, as campanhas de alfabetização, as cantigas de intervenção, a morte de Sá Carneiro e Amaro da Costa, a loucura de uma inflação elevadíssima, as intervenções do FMI, o 13º mês que o Mário Soares optou por retirar aos funcionários públicos, a recuperação económica, os governos do Cavaco, as privatizações, a entrada na CEE, o Euro e o passado recente fazem parte nas minhas memórias destes 40 anos.

A história parece repetir-se, mas não se repete a evolução de Portugal que tive a oportunidade e o privilégio de vivenciar; o desenvolvimento de um país empobrecido, a melhoria das condições de vida, a criação de um estado social, a diminuição drástica da taxa de mortalidade infantil, a educação, a cultura e, o mais importante, a Liberdade.

Liberdade... o bem mais precioso que associo à revolução de Abril e a estes 40 anos e, como bem precioso o seu preço é elevado. Saibamos manter e cultivar este bem, custe o que custar.

As nossas recordações podem trair-nos, aqui e ali, pelas crenças políticas, pelas  nossas vivências, pelo momento presente e, também, pelos media, que recorrentemente fazem as estórias da História.

É cedo para escrever a História; este é, e apenas pretende ser, um brevíssimo testemunho das memórias desta alma, cuja vida se entrelaça com estes 40 anos.


Texto de Maria Otília Casquilho

terça-feira, 14 de janeiro de 2014

"escapadinha" à francesa

François Hollande usava uma mota para ir namorar com a sua amante, tal qual um rapaz de 20 anos que escapa ao castigo dos pais para ir ter com a sua mais que tudo. Ninguém tem nada a ver com os sentimentos ou desejos do actual Presidente francês, embora um chefe de Estado ou de governo tenha de evitar situações que seja tema de conversa popular. No entanto, o facto de Hollande se comportar como um garoto para não ser apanhado é o pior desta história. 

A credibilidade social e a postura do líder foram postos em causa com esta história. Se a nível nacional as coisas já não estavam a correr bem para Hollande, a sua situação ficou ainda pior desta escapadinha. De mota? Porque servem os carros oficiais? Acho que Hollande pensou em não usar o automóvel para não ser acusado de gastar dinheiro dos contribuintes com problemas pessoais, uma situação tipicamente socialista. 

Além de ter que resolver os problemas da França, Hollande tem um problema doméstico que se está a tornar um caso nacional para gáudio de todos os que gostam de opinar sobre a vida privada dos outros. O problema é que quando se trata de um chefe de Estado a dimensão do exagero atinge proporções gigantescas. Ao menos Hollande não foi infiel com Merkel, mas nem isso poderia ser possível já que os dois países andam muito longe um do outro depois da saída de Sarkozy. 

As presidenciais de 2016 estão à porta e com o provável regresso de Sarko a tarefa de Hollande em ser reeleito torna-se difícil. Não só porque politicamente tem sido uma nulidade mas pelo facto das questões relativamente à sua vida privada têm um enorme peso na hora das decisões.  

De mota senhor Hollande? E quantas vezes por semana?

segunda-feira, 13 de janeiro de 2014

Hoje a bola é dele!

Hoje não há lugar para injustiças de última hora. Cristiano Ronaldo vai levar a sua segunda bola de ouro para casa ao fim da sexta nomeação. Um dos adversários é o rival de sempre e Frank Ribery que está no lugar do fantástico Ibrahimovic. Nos próximos anos a FIFA deveria sempre escolher os três magníficos (CR7, Messi e Zlatan) e deixar de inventar como foi o caso deste ano. 

A campanha de Ronaldo em 2013 ao serviço do Real Madrid e da selecção foi fantástica e a vitória não merece contestação mas ficava bem um título colectivo. Apesar dos títulos individuais, CR7 não tem tido muito sucesso a nível colectivo, porque em ambas as equipas rema sozinho contra a maré, não obstante os bons valores que tanto a equipa das quinas e o Real têm nas suas fileiras. Tenho a certeza que Ronaldo trocaria os prémios individuais por uma vitória colectiva, sobretudo na selecção. Acho que a atribuição da Bola de Ouro vai dar a Ronaldo uma motivação extra para encarar o Mundial do Brasil de forma diferente. Tal como aconteceu com Eusébio em 1966, Cristiano tem de ganhar o prémio de melhor jogador de uma grande prova internacional. Penso que seja essa sua próxima meta e Portugal pode aproveitar esse factor. 

Passos Coelho apela ao consenso nacional e Seguro foge para o Constitucional

A qualidade dos políticos nota-se pelo discurso que cada um apresenta ao seu eleitorado. No entanto, as propostas políticas também são importantes para conquistar as pessoas.

Neste aspecto há uma diferença enorme entre Passos Coelho e António José Seguro. Percebo que o líder socialista tenha de mostrar que é alternativa ao governo e por isso é que o discurso de Seguro é destrutivo. Enquanto Passos Coelho apela ao consenso nacional, Seguro foge para o tribunal constitucional e não tem uma única ideia apesar dos esforços do PSD para integrar o PS numa solução que beneficie o país. 

Penso que o PS actua desta forma porque não tem ideias, propostas nem soluções e é por isso que, nem os portugueses e muito menos o PR o vêem como alternativa credível. Fico chocado com a atitude de Seguro porque o TC é a única forma de o PS garantir uma vitória sobre o PSD numa altura em que a maioria está perto de conquistar os seus objectivos. 

Ninguém pode acusar o PM de tentar um consenso porque este tem sido o seu discurso desde o início das dificuldades. Contudo, o líder do PS prefere ser negativo e procurar criar instabilidade na sociedade mesmo quando se sabe que a estabilidade está perto de voltar ao país. 

Espero que os portugueses na hora exacta saibam ter em conta este aspecto e façam justiça ao comportamento do actual PM em contraste com a deplorável prestação de António José Seguro como principal líder da oposição. 

domingo, 12 de janeiro de 2014

E agora já acreditam em Jesus?

Afinal Jesus e o Benfica sabem ganhar ao FCP na Luz. Ainda é cedo para perspectivar qualquer afastamento do título mas o resultado do jogo de hoje não acontece por acaso. É certo que os jogadores encarnados tinham uma motivação extra mas o FCP de Paulo Fonseca não tem a estaleca de antigamente, mesmo que por lá ande um qualquer Ricardo Quaresma. A equipa azul e branca não tem nada a ver com os planteis que foram tri campeões nacionais, muito por culpa da qualidade do seu treinador. Se Vitor Pereira não encantava mas tinha resultados, este FCP não joga mas também não marca. 

Jesus tem sido contestado desde o final da época passada e com razão. O início tibuteante e mais uma eliminação na fase de grupos da Champions voltaram a colocar o treinador benfiquista em causa. No entanto, o clube da Luz acaba a primeira na liderança do campeonato e com apenas uma derrota e dois empates. A segunda fase da temporada é marcada pelo acentuar das diferenças entre as equipas até porque os jogadores já estão mais entrosados e a mensagem do treinador é mais assimilada. Se o FCP entra novamente em crise com esta derrota e o Sporting parece voltar à realidade esta vitória encarnada parece significar a maior valia da equipa benfiquista que não mudou, nem de treinador nem de espinha dorsal e até encontrou um guarda redes fiável. 

À entrada para a última fase da época o Benfica ainda está em quatro competições o que é bom já que quanto mais se joga melhor. Está visto que a equipa encarnada já está mais entrosada e a jogar com mais rapidez, além dos jogadores do meio campo jogarem de olhos fechados. O Benfica não deu um passo decisivo mas importante tendo em vista aquilo que anda à procura há 4 anos. Desta vez não vimos um FCP pressionante mas que deixou o Benfica jogar e circular a bola à vontade. Paulo Fonseca não aprendeu com Vitor Pereira a forma como se ganha ao Benfica....

Olhar a Semana - Para Portas os fins justificam os meios

Fiquei desiludido com as explicações de Paulo Portas sobre a demissão de Julho, bem como com o encobrimento de certos dirigentes centristas relativamente ao que se passou no Verão. Muitos afirmam que não vale a pena mexer no passado, no entanto é importante saber as explicações do que ocorreu há 7 meses porque ninguém sabe se Portas vai bater outra vez com a Porta...

As explicações em congresso não foram suficientes e cheiraram a desculpa, mas mesmo que a razão por ter batido com a porta esteja relacionado com questões "provocatórias" não se admite a atitude. Portas mostrou que os fins justificam os meios e isso na política como na vida é terrível. A credibilidade de um líder não pode chegar a este ponto e o pior é que o actor desta reacção também é vice primeiro-ministro de Portugal. Portas colocou em causa o governo e só não houve crise política devido à excelente atitude de Passos Coelho que não deixou o líder do CDS se demitir nem se demitiu. 

Passos Coelho está a engolir um enorme sapo para manter Portas no governo porque precisa do apoio dos centristas. Senão fosse assim o mais provável seria Coelho mandar Portas ir dar uma volta, pelo que é não vejo como podem os dois partidos concorrer em listas conjuntas nas legislativas 2015. Em relação às europeias já manifestei a minha concordância em relação à posição adoptada, no entanto o acordo pré-eleitoral deve ficar por aqui. 

Portas não desiludiu porque confirmou aquilo que todos sabem: apesar da sua maravilhosa oratória não é nem nunca será uma pessoa em que se pode confiar. É pena que assim seja porque o líder centrista tem muitas qualidades, no entanto tem o pior dos defeitos que uma pessoa pode ter.

sábado, 11 de janeiro de 2014

Bandeira da Suécia

A sua origem remonta a um escudo do século XV – uma cruz de ouro sobre um campo azul. Em 1569, João III ordenou o uso da cruz em todas as bandeiras.

quinta-feira, 9 de janeiro de 2014

Duas candidaturas antes do congresso do CDS

No mesmo dia em que Pires de Lima lança Portas para Belém surge o primeiro candidato a líder centrista pós Portas. Filipe Anacoreta Correia numa entrevista ao Expresso lançou a sua candidatura e teceu duras críticas ao actual líder. 

Aprecio a coragem e honestidade do subscritor da única moção que faz oposição a Portas no congresso que se inicia amanhã. Espero que o dirigente centrista não tenha medo e na reunião magna faça aquilo que muitos não tiveram a ousadia de criticar. O CDS há muito tempo que vive em redor do líder e isso tem sido prejudicial para a ambição do partido. Embora Portas tenha sido importante no crescimento é altura de haver renovação de pessoas e de propostas bem como de atitudes. Qualquer partido que se preze não pode ter como líder um homem que teve uma atitude lamentável no Verão passado. 

Apesar da oposição a Portas começar a aparecer, Pires de Lima sugeriu que o actual líder centrista seja o candidato da direita nas próximas presidenciais 2016. Quando surge uma boa notícia vem uma má logo a seguir. Portas não tem competência política nem humana para ser candidato a Belém. No entanto a ideia do Ministro da Economia pode ser uma realidade se o PSD vencer as legislativas e embora possa precisar do apoio do CDS para formar governo, pode muito bem apoiar uma eventual candidatura de Portas. Ou então o Portas pede apoio numa candidatura a Belém em troca de "oferecer" os deputados necessários para formar uma maioria, sem necessidade de incluir ministros no governo liderado por Passos Coelho. 

Mas eu acho que Portas não vai a jogo em 2015....

A vingança de Robert Gates

O antigo secretário de Estado da Defesa de George W.Bush e Barack Obama criticou a actuação do actual presidente na gestão da guerra no Afeganistão. Robert Gates foi duro com o seu antigo chefe mas ilibou o presidente republicano na invasão sobre o Iraque. 

Gates publicou as suas memórias "Duty: Memoir of a Secretary of Defense" e fez duras críticas a Hillary Clinton por esta ter apoiado a guerra no Iraque na campanha presidencial de 2008 por questões políticas. A publicação do livro de Gates é o primeiro teste de Obama em 2014. Se o actual presidente já tinha acabado 2013 de forma instável, com uma queda de popularidade grande, nada há pior do que começar o ano a ser criticado por um antigo chefe do seu governo e que também foi director da CIA. 

Ainda faltam dois anos para as próximas presidenciais mas os potenciais candidatos começam a posicionar-se. Gates é sem dúvida uma forte hipótese até porque conhece os bastidores da Casa Branca como ninguém. A sua experiência pode ser fatal para qualquer democrata que tenha a intenção de seguir o legado de Barack Obama, como é o caso de Hillary Clinton. A ex-primeira dama é uma das possíveis concorrentes nas primárias por isso é que saiu da administração Obama em 2012 sendo substituída por John Kerry, que está a efectuar um melhor trabalho. 

Tenho a convicção que 2014 não vai ser um ano fácil para o presidente em termos internos. Acho que as hesitações políticas, como foi a questão da Síria, vão sair cá para fora. Gates abriu o portão da Casa Branca aos outros candidatos.

quarta-feira, 8 de janeiro de 2014

Passos em Aveiro para controlar o CDS

Passos Coelho vai ao congresso do CDS que se realiza este fim-de-semana. O primeiro-ministro não pode deixar de estar junto do partido com quem faz coligação e numa altura como esta é importante CDS e PSD mostraram união mesmo que seja aparente. 

O congresso dos centristas é mais do que uma reunião partidária que servirá para mostrar ao país o trabalho feito durante a legislatura e preparar o voto nas europeias que se realizam após a saída da troika. Estes primeiros seis meses são importantes para o país mas fundamentais no que diz respeito aos partidos do executivo porque muito do que acontece este ano terá reflexos em 2015 e com uma oposição frágil o governo tem de mostrar união. Acho que os partidos que suportam a maioria fazem bem em ir a eleições coligados até para evitar que algumas vozes discordantes tenham vontade de ter protagonismo nas eleições. Outro motivo relevante é o facto dos líderes partidários quererem submeter o governo no seu conjunto a exame eleitoral. 

Muito se tem falado numa paz podre dentro da coligação mas a presença de Passos Coelho em Aveiro vai calar todos os críticos, inclusivamente aqueles que não são favoráveis à actual conjuntura política. Com o primeiro-ministro no congresso ninguém ousará enfrentar o líder do partido bem como o chefe de governo. E em política como na vida poucos são aqueles que têm coragem para criticar olhos nos olhos. Apesar do momento de união que é patente não fazia mal alertar o primeiro e o vice-primeiro para os perigos de continuar o caminho trilhado no orçamento para 2015. No entanto, tenho a certeza que todos se calarão perante o discurso de Portas e a presença de Passos porque essa tem sido a regra no partido democrata-cristão. Todos estão à espera do momento certo para a saída de Portas e até lá ninguém vai dizer nada. Só depois da decisão irrevogável.............. 

Em Fevereiro realiza-se o congresso do PSD. Veremos se contará com Paulo Portas, um inimigo de estimação de muitos dirigentes sociais-democratas....

terça-feira, 7 de janeiro de 2014

Onde chegou a inveja dos adeptos rivais

Esta fotografia tem circulado pelas redes sociais, em particular o Facebook. De acordo com os responsáveis benfiquistas os artefactos alusivos aos rivais foram retirados por "questões de segurança". Na famosa rede social os adeptos leoninos e do FCP manifestaram a indignação pelo episódio e como é óbvio, chamaram nomes ao clube da Luz. 

Eusébio era de todos mas sobretudo pertencia ao Benfica. A estátua do herói foi construída pelo Benfica para homenagear um futebolista do clube, além de estar junto ao estádio da Luz, propriedade do clube encarnado. O presidente do Benfica já manifestou a intenção de cobrir a estátua com acrílico para que a homenagem fique para sempre. Não fazia sentido cachecois do Sporting e do FCP ficarem no museu que ali está a ser construído. A equipa do Benfica agradece o respeito e o sentimento dos adeptos rivais mas a memória do jogador fica no clube da Luz. Bem sei que tanto leões como dragões gostavam de ter tido nas suas fileiras um craque como o moçambicano, no entanto só o clube lisboeta tem capacidade para contratar os melhores.

Juro que não percebo a indignação perante um episódio irrelevante e só mostra inveja e ciúme perante a circunstância de só os jogadores do Benfica proporcionarem momentos como os de ontem. 

Saída da troika é motivo para primeira vitória de Passos

O vice-presidente do Parlamento Europeu afirmou que Portugal pode terminar o Programa de Assistência Financeira no dia 17 de Maio. Othmar Karas mostrou confiança que o país se veja livre da troika antes das eleições europeias.

Caso se verifique a saída de Portugal do programa antes das eleições, Passos Coelho tem pode conquistar a sua primeira vitória eleitoral depois da derrota nas autárquicas. É um facto que Portugal vai mandar a troika embora, no entanto isso pode não ser suficiente para que os portugueses dêem um voto de confiança à actual maioria. No entanto, se houver tempo a coligação que vai concorrer numa lista própria pode surpreender tudo e todos, em particular o PS que já canta de galo mais uma vitória para António José Seguro. 

As europeias são o grande teste à capacidade e fiabilidade desta maioria até porque os dois partidos vão a jogo juntos. Outra coisa não seria de esperar até porque não seria compreensível que as duas forças partidárias se atacassem quando estão no mesmo executivo. O povo é inteligente e vai saber recompensar a coligação por ter "safado" Portugal de um segundo resgate, além disso os prazos foram cumpridos, pelo que não há razão nenhuma para uma derrota destes dois partidos, até porque a esquerda vai estar partida com a envolvência do LIVRE no BE. 

Na minha opinião os prazos são favoráveis a Passos Coelho e Portas porque a saída da troika vai estar bem fresco na memória dos portugueses e nada como mostrar agradecimento pelo trabalho realizado. No entanto, o meu medo é que o povo dê mais uma oportunidade ao PS para continuar a sua política do bota abaixo. No dia 17 de Maio os vencedores serão os portugueses mas também o governo. 

Não quero Mário Soares no Panteão Nacional

Muitas pessoas defendem a trasladação dos restos mortais de Eusébio para o Panteão Nacional. Tendo em consideração que com Amália foi aberto um precedente não há razão nenhuma para que o Pantera Negra não faça parte do clube dos famosos.

O meu texto é noutro sentido e está relacionado com as declarações de Mário Soares sobre Eusébio. Não vou repetir o que já afirmei aqui, no entanto quero manifestar o meu desejo para que o antigo chefe de Estado e Chefe de Governo nunca ponha os pés no Panteão Nacional após ir desta para melhor. Soares não tem dignidade política nem humana para ficar ao pé dos melhores do país. Embora o fundador do PS tenha prestado um bom serviço ao país ao ter lutado pela democracia o que mais importa é como as pessoas acabam e não como começam. Pelo menos é esta a minha opinião.

segunda-feira, 6 de janeiro de 2014

A missa em directo

O país assiste em directo à missa de corpo presente de Eusébio. É verdade que o jogador era uma figura notável em todo o país mas é inacreditável como é que as televisões têm paciência para transmitir a missa em directo, além do mais demonstra uma falta de respeita para com o morto, os familiares e todos os amigos que se querem despedir do futebolista.

Aquilo que eu apelido de "paranóia televisiva" teve o seu ponto mais alto nestas cerimónias fúnebres do Pantera. O pior é quando a SIC emite a missa com comentários de Bagão Félix, uma personagem que precisa da TV para sobreviver. Não sabia que o antigo ministro era um especialista em questões da Igreja. Porque não chamar um padre para decifrar o que está na biblia?

O Portugal mediático chegou a um estado de loucura e indecência que não há volta a dar. Mesmo com a presença das mais altas figuras do Estado a TV podia cortar durante a celebração, mas enfim é o país que temos! O maior problema é que as pessoas gostam disto e vivem disto.....

Barack Obama manda, John Kerry faz

A administração Obama tem lidado bem com as questões externas. Do Irão à Síria até ao problema israelo-palestiniano Barack Obama e seus pares têm ganho pontos neste aspecto. Apesar dos louros serem sempre atribuídos ao Presidente é preciso destacar o papel desempenhado por John Kerry. O actual secretário de Estado norte-americano tem sido uma peça fundamental nas negociações de paz.

Kerry foi candidato contra George W.Bush quando o ex-Presidente recandidatou-se. É verdade que levou um banho, contudo há líderes que preferem ser segundo do que primeiro. A política é feita destas coisas: embora seja o Presidente quem dá a cara e aperta a mão é sempre o nº2 que está por detrás dos bastidores. Penso que falta a Pedro Passos Coelho um número 2 de excelência, alíás os nossos governo nunca têm tido um "vice primeiro-ministro" de qualidade, cabendo sempre ao Primeiro responder por tudo e mais alguma coisa. 

O braço direito de Obama foi muito importante na resolução iraniana já que o problema nuclear não foi discutido a nível Presidencial porque até ao momento não houve mais do que um simples telefonema. Ao intervir pessoalmente nos assuntos, John Kerry está a dar importância às partes no conflito. É fundamental que os Estados Unidos não excluam a Palestina nem o Irão dos processos de paz em vigor. 

A manutenção da paz a nível mundial é um dos objectivos de Obama neste segundo mandato. Sentado na sua cadeira o presidente confia plenamente nas capacidades políticas de John Kerry.

domingo, 5 de janeiro de 2014

Mário Soares ou é maluco ou é mesmo má pessoa

Mário Soares, ex-primeiro-ministro de Portugal e também ex-Presidente da República reagiu desta forma à morte de Eusébio da Silva Ferreira

""era um bom homem, de pouca cultura, só percebia de futebol mas, ainda assim um bom homem...Não sabia que ele estava doente. Sabia que bebia muito whisky logo de manhã..."

O antigo candidato a Presidente da República e actual dono da Fundação Mário Soares, que nos custa milhões de euros todos os anos; não só se mostrou indiferente à morte de uma figura nacional como atacou por baixo um ser humano. O código deontológico diz que não se deve insultar uma pessoa, muito menos quando ela não tem a oportunidade de se defender. Para atacar alguém que se faça na cara, é assim que mandam as regras. 

Todos sabemos do estado mental de Mário Soares, que se agravou depois de ter ficado em terceiro lugar na corrida presidencial há quase 7 anos. No entanto, estas declarações não são de uma pessoa em estado clínico instável mas de alguém que é mau. E quando escrevo "mau" é porque ele é mau. Podemos desculpar o ressabiamento político de Soares em relação a Cavaco bem como as ideias partidárias, contudo ninguém no seu perfeito juízo diz isto de uma pessoa que acabou de morrer, ainda mais quando sabe que as declarações vão correr o mundo inteiro devido ao poder que a comunicação tem. Chamar "pouco culto" a uma pessoa é baixo mas pior é dizer que ele é bêbedo. Quando Soares for desta para melhor ninguém vai atacar o antigo chefe de Estado e de governo, mas como castigo a sua despedida deveria ser encarada com indiferença.

Ao contrário do que aconteceu com Soares, Cavaco Silva teve a melhor declaração da tarde. O actual Presidente da República percebeu o sentimento dos portugueses e elevou Eusébio a estatuto de "filho" da Nação. Conseguiu aprender Mário Soares?

O melhor de sempre?




Quando se discute a qualidade de um jogador de futebol é inevitável que se façam comparações temporais. O desporto-rei tal como hoje o conhecemos teve o seu apogeu no príncipio dos anos 50 quando começaram as provas internacionais de clubes mas sobretudo a nível de selecções. Com o surgimento das grandes equipas, por exemplo Uruguai, Brasil apareceram os craques. 

A história do desporto-rei já conheceu inúmeros craques: Pelé, Garrincha, Beckenbauer, Eusébio, Platini, Cruyff, Maradona, Litmanen, Cristiano Ronaldo, Figo, Leonel Messi..................a lista é infinita e nunca terá um fim porque a evolução do jogo permite criar alguns "astros". No entanto o futebol português não está recheado de talentos e só três é que figuram na história. São eles Eusébio, Figo e Cristiano Ronaldo. Depois há uma série de jogadores que estão perto dos três mágicos, no entanto nunca figurarão no estrelato. 

Se hoje em dia discutimos quem é o melhor entre Lionel Messi e Cristiano Ronaldo não é difícil de imaginar quais eram os temas há cerca de trinta ou quarenta anos atrás. Pelé foi um génio e tinha uma equipa brilhante, no entanto a selecção e 66 e o Benfica daquela época giravam em torno de uma só figura. Depois apareceram os génios Cruyff, Maradona e Beckenbauer que coincidiram todos ao mesmo tempo. Hoje há três craques à solta por essa Europa fora mas só dois deles é que podem ambicionar o céu porque também jogam em equipas de outro calibre. 

Discutir quem foi o melhor jogador de sempre é uma perda de tempo porque as circunstâncias são diferentes. O aumento do número de jogos e competições e as "obrigações" a que os jogadores estão sujeitos hoje em dia não permitem uma avaliação exacta. Poderíamos ir pelo número de golos ou assistências, no entanto isso são indicadores meramente quantitativos. 

Considero Eusébio o melhor português do seu tempo, pese embora nunca tenha assistido a um jogo ao vivo naquela altura. Figo também teve o seu auge na década de 90 e principio do século XX até ter aparecido um menino da Madeira. Felizmente o pantera nunca mudou de clube pelo que o seu reconhecimento internacional deveu-se muito à época de ouro do Benfica na década de 60. Apesar de ter sido um talento individual convêm não esquecer o suporte que a equipa encarnada oferecia a Eusébio. Nos dias de hoje os grandes craques são mais valorizados pelo que fazem individualmente do que vale o colectivo em que integram. É verdade que o Pantera Negra marcou muitos golos importantes mas na altura era a equipa do Benfica que ostentava o título de "melhor". 

Não quero retirar o mérito e o brilhantismo ao recém-falecido mas é justo enquadrar o sucesso do jogador na estrutura que o ajudou a tornar famoso.

Olhar a Semana - O Rei

Portugal perdeu uma das suas figuras mais queridas. Como lhe chamou Cavaco Silva, Eusébio era um "filho". Nunca vi Eusébio jogar à bola e confesso que tenho pena. Não sei se o pantera negra é o melhor de sempre mas de certeza que fará parte da história do futebol como dos melhores de sempre até porque foi na segunda metade do século XX que o jogo começou a ter visibilidade internacional. 

O momento mais alto de Eusébio foi a sua exibição extraordinária em terras inglesas no Mundial 66. O cenário era Inglaterra e o facto de um negro ter deixado um país inteiro, maioritariamente racista, de olhos em bico perante tanta qualidade. Embora Portugal não tenha vencido a competição o grande campeão foi o jogador português. Além do seu talento Eusébio era uma boa pessoa e isso nos dias de hoje também uma qualidade a ter em conta. 

De Eusébio ficam as imagens a preto e branco mas também alguns valores essenciais que são pouco praticados. 

sábado, 4 de janeiro de 2014

Bandeira de Porto Rico

A bandeira de Porto Rico foi desenhada em 1891 mas só começou a ser usada a 22 de Dezembro de 1895. No entanto o dia 24 de Julho de 1952 é a data da sua oficialização.

Embora não tenha muito significado é no triângulo que assenta a história do povo porto-riquenho. O triângulo contendo a estrela representa os ideias republicanos de liberdade, igualdade e fraternidade. 

Esta bandeira tem a particularidade de ser modificado consoante o comprador seja pró-independência ou pró-Estados Unidos da América. O que muda é apenas o tom do azul no triângulo. 

sexta-feira, 3 de janeiro de 2014

Previsões 2014: Quem vai levantar o caneco?

A última das previsões realizadas aqui está relacionada com o campeonato nacional de futebol. Em 2013 Benfica, FCP e Sporting terminaram o ano empatados na classificação. Os leões juntaram-se às duas equipas que dominaram a liga 2012-2013 sem derrotas, no caso dos campeões nacionais. 

As 14 jornadas revelaram um leão mais forte em contraste com a baixa de forma de dragões e águias. No reino do dragão Paulo Fonseca ainda não convenceu os adeptos bem como os jogadores que é o treinador ideal para ser o comandante do navio portista. Pela primeira vez um treinador do FCP está em fase de aprendizagem e isso tem-se notado nas exibições da equipa. Com a reabertura do mercado e a entrada de Quaresma pode haver um acréscimo de qualidade, no entanto falta ao jogo do Porto alguém que seja parecido com João Moutinho. Tendo em conta que não há um clone do actual jogador do Mónaco cabe ao treinador mudar a maneira de jogar da equipa até para aproveitar a qualidade do Harry Potter.

No Benfica a situação é diferente. É notório um desgaste da era Jesus e nem as entradas de craques como Sulejmani, Markovic, Djuricic e Funes Mori evitaram a eliminação da fase de grupos da Champions e o terceiro lugar na classificação com empates comprometedores contra Arouca e Belenenses, duas equipas que subiram à primeira divisão. O treinador já não tem a varinha mágica e a equipa joga aos soluços e de forma individual. E já nem Cardozo resolve. Embora o fim do contrato de Jesus com o Benfica só acabe em 2015 caso o treinador não vença o campeonato deverá abandonar o clube pelo próprio pé porque 5 anos e só um título nacional é muito pouco para um clube como o Benfica. 2014 é o ano do tudo ou nada para Jesus e caso não consiga resultados positivos em Lisboa isso pode comprometer uma futura carreira internacional. Este ano marcará decisivamente a carreira do treinador das águias.

Após um período conturbado o Sporting vive dias felizes. A nova direcção e um treinador competente reestruturaram o clube para que lutasse pelo título. O rostos do sucesso leonino são Inácio e Jardim porque Bruno de Carvalho só tem atrapalhado o bom rumo que leva a nau sportinguista. O presidente quer impor um estilo "à Pinto da Costa", facto que lhe tem corrido mal porque pretender protagonismo à custa da insegurança é um mau princípio. Para já o Sporting vai em primeiro e ninguém diz nada mas quando os primeiros desaires começarem a aparecer as críticas vão subir de tom. Convêm não esquecer que tanto FCP e SLB irão arrancar nesta segunda fase do campeonato e o Sporting com um plantel curto pode não ter argumentos para acompanhar os dois grandes, da mesma forma que Bruno de Carvalho nunca irá ter o espaço mediático conquistado por Pinto da Costa e Luís Filipe Vieira. Ser diferente é uma forma de inteligência...

quinta-feira, 2 de janeiro de 2014

Previsões 2014: O povo vai poder votar a independência

O final do ano vai ser marcado por dois acontecimentos regionais de grande importância. No dia 18 de Setembro a Escócia vai referendar a sua independência e a 9 de Novembro os catalães vão ser chamados a se pronunciar sobre o mesmo assunto. 

Embora pareçam semelhantes os problemas são substancialmente diferentes. Na Escócia a independência está relacionada com questões territoriais e de um certo modo compreende-se a tentativa de desagregação do resto do Reino Unido. Não faz sentido que países com língua própria, moeda e culturas diferentes ainda se mantenham ligados a Londres. Tendo em conta que a Escócia e o País de Gales têm os seus próprios orgãos políticos faz sentido a desagregação. 

Na Catalunha é diferente. Os problemas são culturais mas também financeiros, sendo que a região autónoma é a mais rica de Espanha e nem sempre Madrid recompensa o Estado Catalão como deve ser. Não aceito que por causa de aspectos culturais e linguísticos se altere a fisionomia de uma nação, embora seja verdade que em Espanha são várias as autonomias que estão em desacordo com o governo de Madrid. 

Penso que na hora da verdade tanto os escoceses como os catalães vão votar contra a independência. Na Escócia mais de 50% é a contra a autonomia, mas na Catalunha os resultados são incertos. Mais do que uma birra cultural os referendos são uma jogada política do partidos nacionalistas escocês e catalão. Em Espanha isso é evidente porque a decisão de Artur Mas surgiu após um desacordo com Mariano Rajoy. 

Embora o "NÃO" seja o resultado mais provável nos dois locais a primeira batalha está ganha. Tanto num lado como no outro o povo vai poder exprimir a sua opinião, no que é considerado um passo importante para que outras regiões pensem na mesma solução política para alcançar objectivos separatistas. 

Previsões 2014: Conclave do CDS e do PSD. E como fica o PS?

O início de 2014 vai ficar marcado pelos congressos do PSD e do CDS. Após três anos de governo a reunião magna vai ser um bom teste para saber o estado de espírito dos membros dos partidos que suportam a maioria parlamentar. Nos bastidores tem havido algumas críticas tanto a Portas como a Passos Coelho, no entanto não é crível que as lideranças estejam em causa. Por muito que andem por aí Rios e Castros a desestabilizar as direcções neste momento nem um terramoto retiraria Passos ou Portas do poder. 

O conclave partidário não será mais para os dois partidos fazerem um balanço da governação. A mensagem que vai passar é a realização de um bom trabalho e a concretização dos objectivos por parte do executivo. Não será em Aveiro ou no Coliseu dos Recreios que se farão ajuste de contas internos ou externos (entre os próprios partidos da coligação), até porque em Maio o CDS e o PSD vão integrar uma lista própria para as europeias. Também não seria inteligente criar divisões internas nas vésperas de uma grande conquista para o executivo, isso seria dar um bolo ao PS. 

Se a situação na direita está normalizada o mesmo não se pode dizer da esquerda. No PS não está agendada nenhuma reunião magna mas a liderança de Seguro vai ser colocada em causa no final do ano quando for apresentado o OE 2015, isto porque se o executivo aligeirar as medidas de austeridade é provável que os socialistas comecem em entrar em conflito interno. No entanto a vitória de Seguro nas autárquicas foi um balão de oxigénio para o actual líder que vê os fantasmas internos desaparecer. Acho que o líder vai a jogo até às legislativas até porque neste momento não há ninguém dentro do partido que lhe possa fazer sombra. As europeias é mais um teste à capacidade de Seguro e que vem um pouco antes da saída da troika. Como vai o líder socialista reagir a este facto?

Os restantes partidos farão o caminho normal sem sobressaltos. Neste momento é a sua existência que está em causa devido ao surgimento de mais um movimento à esquerda. O Livre pode ser uma dor de cabeça para o BE que não se aguenta com a liderança bicéfala.

quarta-feira, 1 de janeiro de 2014

Previsões 2014: A hora de Portugal vai chegar no Brasil

Em Junho o país e o mundo vão parar por causa do Mundial. Um mês da troika aliviar o país com a sua saída, os níveis de confiança dos portugueses voltam a subir devido à realização do Mundial. Portugal integra o grupo da Alemanha, Gana e Estados Unidos. Apesar do favoritismo de alemães tenho a convicção que a selecção ganha aos germânicos e consolida a sua posição, além de conquistar o respeito dos apostadores. 

Depois da boa campanha no Euro 2012, a selecção pode ir longe neste Mundial. Se passar aos Oitavos-de-final joga com uma das equipas do grupo G: Bélgica, Russia, Coreia do Sul ou Argélia. Era bom encontrar a equipa de Capello novamente até para mostrar quem de facto é o melhor. Não obstante a má campanha no apuramento Portugal consegue realizar bons torneios. O caminho para os quartos é dificil mas o resto pode vir a se tornar um passeio. 

Era bom para Portugal chegar longe e CR7 fazer um torneio daqueles que ficam na memória, como aconteceu com Maradona no México 86. Com mais dois anos em cima os comandados de Paulo Bento já sabem de cor a táctica e movimentos a fazer. Estou com fé que a hora de Portugal vai chegar!

Previsões 2014: Aperto de mãos entre Washington e Teerão

Tenho convicção que em 2014 os líderes dos Estados Unidos e do Irão vão voltar a apertar as mãos. O acordo sobre o conflito nuclear irá acalmar as tensões entre os dois regimes e estabilizar uma região. Hassan Rouhani afirmou numa entrevista à CNN que a região precisa de se livrar das armas de destruição massiva, isto numa alusão ao que se passa na Síria. 

Em Damasco o conflito continuará na ordem do dia, embora mais um ano de guerra causará desgaste ao regime de Bashar al-Assad. Obama e o Ocidente não têm que se preocupar mais com o Irão porque Rouhani é um moderado e está aberto ao diálogo com os aliados bem como com outras forças na região que pretendam acabar com o radicalismo presente. 

Há muito que a uma administração norte-americana não tinha uma vitória deste nível o que garante tempo e dedicação para outros assuntos mais complexos. No momento em que Obama e Rouhani apertem as mãos o mundo ficará mais descansado, mas ainda falta o passo decisivo. Será que a iniciativa desta vez é de Teerão?

Previsões 2014: Portugal sem a troika

A saída da troika vai ser a grande discussão do ano. No final do mês as entidades internacionais vão começar a negociar a saída de Portugal do programa de ajustamento financeiro. Embora a primeira parte do problema esteja resolvido ainda não é líquido que o nosso país possa voltar aos mercados sozinho, como aconteceu com a Irlanda e a Espanha. 

A partir de agora a questão que se coloca é saber quais os termos em que iremos adoptar um programa cautelar e qual a sua duração. Apesar da troika sair, muitos afirmam que a crise continua. Embora haja sinais positivos programados para este ano há variáveis que podem não resultar. O governo também joga o seu futuro neste ano porque as condições de um programa cautelar não poderá ter como receita mais austeridade. 

Se o programa cautelar for duro haverá mais uma crise política, sendo que desta vez Cavaco Silva não dará uma nova oportunidade ao PSD e PP para aguentarem o barco mais um ano sabendo que vão perder as eleições de 2015. Acho que a maioria não vai o mesmo erro até porque estamos em vésperas de legislativas e presidenciais. Se a troika sair antes das europeias e o governo obter um resultado positivo podemos concluir com toda a certeza que a crise já acabou e os portugueses perdoaram o executivo. 

Até lá o PS e António José Seguro ainda vão alimentando a esperança...

Protegidos ao longo do ano

Que neste ano que começa se sintam protegidos contra eventuais abusos de todo o tipo. Em 2014, sigam o conselho do Presidente Obama
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