segunda-feira, 30 de junho de 2014

França q.b está nos quartos

A França venceu a Nigéria por 2-0 e apurou-se para os Quartos-de-final da prova onde espera pela Argélia ou Alemanha. A partir deste momento a selecção orientada por Didier Deschamps é candidata ao título, mesmo que para isso tenha de defrontar Alemanha na próxima fase e Brasil/Colômbia ou Holanda/Costa Rica. Ainda falta muito para chegar a essa fase, mas é um facto que esta França está preparada para enfrentar a favorita Mannschaft. O que interessa agora é estar em condições para os desafios a doer e onde o pormenor e a qualidade individual dos jogadores vai decidir. Os gauleses podem estar descansados porque têm o acrescento de qualidade. 

A saga continua

A campanha da Costa Rica continua a ser um sucesso e ontem até nos penalties os americanos tiverm a sorte do seu lado. No entanto, não foi o factor aleatório que levou os costa-riquenhos aos quartos-de-final. Na baliza está Keylor Navas que se arrisca a ser o melhor guarda-redes do torneio. Pelo menos as suas exibições vão levar à sua saída do Levante (com FCP e Benfica há espreita...).

A Grécia tentou, mas não conseguiu marcar porque não tem qualidade na frente de ataque, embora Cholevas e Lazaros tenham feito tudo para servir Samaras e Mitroglou o melhor possível. Caso os helénicos tivessem jogadores como Brian Ruiz ou Joel Campbell provavelmente não estariam a lamentar uma eliminação e a festejar uma passagem histórica. Assim são os costa-riquenhos que seguem em frente.

Até ao lavar dos cestos

Primeira nota para as condições impróprias, sob as quais este jogo foi disputado...quem será o interessado em que se jogue a uma da tarde, com uma temperatura de 30 graus e uma humidade relativa acima dos 30 graus! Não faz sentido...em minha opinião o jogo alterou se por completo nos últimos 15 minutos, depois do ultimo "time out" concedido pelo árbitro Pedro Proença! 
A equipa mexicana perde o jogo nessa altura, dando ideia que a equipa desconcentrou se, recuou muito no terreno e a Holanda aproveitou para os encostar as cordas e a conseguir chegar ao empate, mais do que merecido, perto dos 90 minutos! 
Já eram um bônus conseguirem levar o jogo para prolongamento, quando aos 93 minutos um pênalti menos evidente de um outro que o árbitro não viu no final da primeira parte, permitiu um Huntelaar de "gelo", no meio daquele inferno, conseguiu concretizar e levar a sua seleção para uns quartos de final, possivelmente contra a Grécia do Fernando Santos e assim, com caminho aberto para disputar umas meias finais com a Argentina! 
A Holanda, muito pela arte e engenho de um grande treinador, mais uma vez chega as grandes decisões! Um pais com um campo de recrutamento equivalente ao português, que consegue estar quase sempre nestas fases finais das grandes competições! 
Quanto aos jogo, pouco a a dizer, disputado em condições impróprias, o México bem, como foi a sua bitola durante toda a competição, superiormente orientada em campo por um magnífico jogador, que haveria de cometer a grande penalidade decisiva, Rafa Marquez! 
A Holanda, uns furos abaixo daquilo que já fez, condicionada pelas condições atmosféricas, soube reagir, primeiro a Pedro Proença, depois ao golo Mexicano...e conseguiu, com merecimento, quanto a mim, chegar a vitória, quando já todos esperávamos trinta minutos adicionais! 
Parabéns ao México pela bela imagem que deixou...e força Holanda! 

Análise de Manuel Marques Guedes

domingo, 29 de junho de 2014

Um bandido à solta no Brasil

A Colômbia eliminou ontem o Uruguai e passou aos Quartos-de-final do Mundial 2014, o que representa um feito histórico para os "Cafeteros". Os "charruas" mostraram que sem a estrela Luís Suarez valem muito pouco. Pese embora a excelente participação no Mundial 2010 e a vitória na Copa América 2014 a celeste tem de ser alvo de uma renovação em quase todos os sectores. E o treinador também deve ser substituído.

Ora, a Colômbia orientada por José Pekerman dominou o encontro todo e desde o primeiro minuto que todos sabiam quem iria vencer a partida. A maior parte dos jogadores que estão no Brasil têm bastante talento e demonstram vontade de ser sempre melhores, além de serem bastante novos e ainda falta Falcão e Felipe Pardo.

O que seria esta selecção sem James? Provavelmente aparecia Quintero, Adrián Ramos ou Bacca. Há muitas soluções e com qualidade. No entanto, é o "El Bandido" James Rodríguez que faz a delícia dos adeptos colombianos e não só. De facto, só os portugueses é que não surpreendidos com o que James está a fazer em terras de vera cruz. O actual jogador do Mónaco corre o risco de ser considerado o melhor do torneio, mas isso depende da sua selecção chegar à final. Após o Mundial James não deve querer continuar a jogar num clube que só tem 5 mil espectadores por jogo. Leonardo Jardim é que pode ficar a arder.

Postes salvam Brasil


Escrevi antes do jogo que o Brasil iria ter vida complicada frente ao Chile. Em primeiro lugar porque os canarinhos não estão a jogar com magia e depois devido ao facto dos chilenos serem uma selecção bem mais forte do que México, Croácia e Camarões. Contudo, no jogo contra outra equipa americana (que colocou os mesmos problemas que o Chile), a equipa da casa não foi além de um nulo que podia ter comprometido o apuramento. 

O jogo realizado em Belo Horizonte é uma clara demonstração do que são as equipas orientadas por Scolari: só atacam quando é necessário e aquele duplo pivot é desnecessário e se acrescentarmos o facto de Fred não estar a fazer nada, podemos concluir que o Brasil entra em campo com 9 jogadores. No entanto, até ao momento isso tem chegado. O problema é que Scolari não vai mudar uma vírgula e no próximo desafio não irá poder contar com Luiz Gustavo o que significa decréscimo de qualidade. 

Não foi pelo facto do Chile ter feito um jogo por aí além, porque também não o fez, mas ao Brasil exige-se mais. Oscar começou o mundial muito bem, mas tem vindo a apagar-se e Neymar não pode fazer tudo sozinho. Vá lá que ontem apareceu Hulk para dar algum ímpeto ao ataque brasileiro. 

O desfecho do jogo (por grandes penalidades) é justo e passa aquela equipa que beneficiou do factor sorte: duas bolas nos ferros salvaram o Brasil de uma humilhação.

sábado, 28 de junho de 2014

O Mundial do Brasil é para craque

O mundial do Brasil tem sido marcado pela aparição das principais figuras das selecções. Num campeonato do mundo onde se marcaram muitos golos é normal que alguns jogadores chamem a si a responsabilidade de decidir as partidas. No entanto, há jogadores que estão nos lances decisivos, mas também criam a própria jogada e outros têm sido protagonistas apenas e só pela participação colectiva. Até ao momento Neymar, Messi e Arjen Robben são os três mosqueteiros do Mundial. Podemos acrescentar Hector Herrera como sendo o D´Artagnan do quarteto imaginado por Alexandre Dumas. Na minha opinião estes quatro jogadores têm sido revelação por aquilo que fizeram individualmente. É claro que ainda há Robin Van Persie, mas os pontas-de-lança têm de ser analisados num planeta futebolístico à parte, pela simples razão que as suas obras de arte merecem um destaque especial. Em termos colectivos Eden Hazard da Bélgica tem estado muito bem e vai ser um elemento precioso na fase que hoje começa. 

Tem havido mais situações individuais do que colectiva. Ou seja, os talentos têm-se destacado mais do que as organizações colectivas porque há mais jogadas individuais do que trocas de bola colectivas que lhes garante poder ofensivo. Há uma ligeira vantagem da primeira situação em relação à segunda. 

Tendo em conta que nos aproximamos de uma fase em que quem ganhar segue em frente, podemos vir a assistir a alguma cautela por parte das equipas, o que é natural. No entanto, acho que as selecções já estão embaladas num espírito de futebol positivo e não vão mudar o chip. 

O México 86 foi o mundial onde as grandes estrelas também se destacaram. Falamos de Lineker, Platini, Scifo, Rummenige, Butragueño, Francescoli e claro está, do mega-astro argentino Diego Armando Maradona. 28 anos depois estamos a assistir a um mundial cujos protagonistas são os craques e não as próprias selecções. Na minha opinião ainda bem que isso acontece porque é por eles (craques) que pagamos bilhetes e perdemos horas frente à televisão durante meio verão. 

sexta-feira, 27 de junho de 2014

Quem vai tramar Paulo Bento?

Desde sempre estive contra o actual seleccionador porque a equipa não joga um futebol atractivo e, mais importante do que isso, não tem a pretensão de ter a bola nos pés. Na meia-final do euro 2012 Portugal se tivesse sido mais ousado conseguia vencer a Espanha. Em primeiro lugar o futebol praticado pela selecção não pode ser o de estar à espera de conquistar a bola e metê-la em Ronaldo para que este resolva. Em segundo lugar os vários problemas que Paulo Bento teve com alguns jogadores diminuíram as suas escolhas. Não é possível abdicar de atletas como Ricardo Carvalho, Bosingwa e Danny por questões relacionadas com feitio. Estas são as duas principais razões pelo qual Paulo Bento deve demitir-se e passar o comando da selecção a outra pessoa. 


É legítimo que o seleccionador e a Federação queiram cumprir o contrato. No entanto, este foi celebrado tendo em conta um previsível apuramento para os oitavos-de-final da competição que ainda decorre no Brasil. Não acredito que Fernando Gomes esperasse um desaire como este. O problema é que Paulo Bento sempre confiou que esta era a melhor maneira de passar à segunda fase, até porque o objectivo de estar presente na fase final foi conseguido. Com tropeções e mau futebol, mas chegámos lá. Tendo em consideração que Paulo Bento não abandona o barco por si, e que a nação futebolística, adeptos e imprensa, estão descontentes com o trabalho do actual seleccionador, não deverá haver margem mínima para continuar no longo prazo. Não digo que o mister vai cair assim que chegar ao aeroporto e enfrentar a multidão furiosa. Nos próximos jogos vão haver manifestações de desagrado e a imprensa escrita e falada não perderá uma única oportunidade para bater ainda mais. Embora se mantenha no cargo, Paulo Bento não vai ter vida fácil e duvido muito que aguente a pressão de no próximo jogo particular ouvir assobios ao primeiro passe falhado. 


Em 2002 e 2010 a selecção nacional vivia uma situação semelhante. Após os desaires na Coreia e na África do Sul, tanto António Oliveira como Carlos Queiroz, não queriam sair do comando técnico da selecção (os dois tinham contrato após a competição) mas acabaram por ceder à pressão vinda de todo o lado. Quem não se recorda da forma como Oliveira foi recebido no aeroporto e o facto de Queiroz ter sido tramado em pleno campeonato do mundo de 2010. Tenho a convicção que alguma situação parecida vai acontecer ao actual seleccionador. Por fim, é de registar o facto de que quando a selecção joga mundiais fora do continente europeu acaba sempre mal. Foi assim no México 86, Coreia 2002, África do Sul 2010 e Brasil 2014. O único que teve uma saída limpa foi Scolari no Alemanha 2006, apesar de ter orientado a equipa das quinas no Euro 2008. 

Argélia consegue o milagre

A Argélia empatou com a Rússia e conseguiu o apuramento para os oitavos-de-final onde jogará contra a Alemanha. Vitória difícil mas justa dos africanos que lutaram sempre pelo apuramento, ao invés os russos acharam sempre que o resultado seria favorável mais tarde ou mais cedo. Aliás, tem sido essa a postura da equipa orientada por Fabio Capello em todo o mundial. No entanto, o treinador também tem culpa porque não apostou nas qualidades de Kerzhakov. Mas ontem nem o melhor jogador da actualidade conseguiu resolver o problema. 

É preciso destacar a qualidade individual e colectiva dos argelinos. Slimani, Yacine Brahimi são jogadores que resolvem uma partida.

Les Rois d´Europe

A Bélgica terminou a fase de grupos só com vitórias e só tendo sofrido um golo. Há quem diga que ainda não viemos a verdadeira equipa maravilha que conseguiu o apuramento de forma fácil. É natural que muitas formações se estejam a guardar para a fase eliminatória onde terão de colocar em prática o seu melhor futebol. 

Pena que a Coreia do Sul tenha ficado pelo caminho, porque esta selecção que brilhou nos Jogos Olímpicos 2012 merecia mais. 

quinta-feira, 26 de junho de 2014

O melhor do Mundo marcou um golo no Mundial

Mais um jogo muito pobre do onze português que se despede do Mundial deixando uma imagem muito pálida! 
Neste jogo em particular em que nos adiantamos no marcador com um golo caído do céu, tal como o empate de domingo passado, desta vez marcado por um defesa Ganes na própria baliza, e com a Alemanha a bater os EUA, mesmo assim, nunca vimos este onze ser capaz de conseguir dar uma sapatada no ritmo do jogo.
Mais um jogo muito pobre do onze português e repito onze, porque nunca nestes 270 minutos fomos capazes de nos assumir como uma equipa.
Faltou nos ritmo, critério e ouso dizer, vontade!
A equipa ganesa conseguiu chegar ao empate na segunda parte tornando os últimos 20 minutos muito mais interessantes! 
O jogo partiu se, com lances perigosos numa e noutra baliza...e aproveitando mais uma oferta contrária CR7 lá conseguiu marcar um golo, inteiramente merecido, para um jogador que merecia ter uma equipa muito mais capaz a seu lado! 
Espero que esta fraquíssima participação e exibição portuguesa em terras brasileiras sirva para se abrir um debate honesto e verdadeiro sobre o futebol português e que permita  que se consiga fazer transição para uma nova seleção, servindo de viveiro a excelente equipa de sub 21 que conseguiu o apuramento para a fase final do europeu , contando por vitória os jogos disputados! 

Texto de Manuel Marques Guedes

Alemanha ajuda Portugal mas...

A Alemanha cumpriu a sua missão e venceu os EUA por 1-0, mas os norte-americanos passam com justiça porque jogaram melhor do que a selecção portuguesa. Até ao momento a Alemanha é a melhor equipa europeia em prova e a partir de agora os jogos são adequados à sua forma de actuar. 

Uma palavra para os norte-americanos, que, apesar de não ter grandes jogadores foi sempre mais equipa do que os portugueses e os africanos. É apurada mais uma formação que joga no continente americano....

Vamos continuar a apreciar os chocolates suiços

Depois de ter sido goleada pela França, a Suiça venceu as Honduras por 3-0 e garantiu o apuramento para os oitavos-de-final beneficiando também do empate entre Equador e França.

Como não poderia deixar de ser os suiços seguem em frente com justiça até porque esse era o desfecho previsível. Além de estar bem orientada, a formação suiça tem jogadores com talento, como é o caso de Shaqiri e Dzemaili. E é uma pena ver estes jogadores eliminados logo na primeira fase. Assim ainda podemos apreciar o talento destes jovens contra o poderio argentino.

Veremos como Ottmar Hitzfeld coloca a equipa a jogar frente a Messi e Companhia. 

Franceses ajudam vizinhos

Mais um empate neste mundial, desta vez entre França e Equador. Com este resultado os franceses conseguiram ajudar a Suiça no apuramento e terminar a fase de grupos no primeiro lugar. O Equador tentou marcar, mas não conseguiu. No entanto, os sul-americanos são uma daquelas equipas que podem sair do Mundial em alta e com boas perspectivas de futuro. Afinal, o Equador não é só António Valência. Também há o Enner.

quarta-feira, 25 de junho de 2014

Só no fim é que apareceu Dzeko

A Bósnia venceu o Irão e acabou com todas as esperanças de Carlos Queiroz que deverá ter feito o último jogo à frente da selecção do Irão. Pena que só no último jogo é que os bósnios tenham jogado de acordo com as suas reais capacidades. Foi também na derradeira partida que a estrela maior da Bósnia, Edin Dzeko, marcou no mundial. Uma estrela desta qualidade não poderia ficar sem o seu nome inscrito, até porque é muito provável que esta selecção volte aos grandes palcos, mas já sem o actual treinador Stefan Susic.

Quanto a Queiroz deve ambicionar projectos mais interessantes.

Que gran Argentina!!!

A celeste em grande. Três jogos, três vitórias e seis golos, quatro dos quais marcados pelo astro Messi. Tenho a certeza que o jogador argentino vai ser novamente nomeado melhor jogador do Mundo, porque no grande palco que é o mundial brilhou mais que Ronaldo. Outra estrela está a emergir que se chama Neymar. Veremos como se comportam os dois na próxima temporada no Barcelona.

A Argentina convence, mas continua a ser Leonel Messi. Será que o o futebolista quis vingar-se das outras competições ou é o nível da selecção que aumentou? Em minha opinião foi as duas coisas. Não foi só Messi que está melhor. A própria selecção cresceu bastante nos últimos anos após o fracasso na Copa América em 2011. Agora ou jogam contra franceses ou suiços....

Jogam pouco mas apuraram-se

A Grécia era considerada a selecção europeia mais fraca e os dois primeiros jogos confirmaram as primeiras suspeitas. Contudo, é a Grécia que vai ser apurada depois de ter levado 3 da Colômbia e empatado com o Japão. Sendo assim, os gregos são a quinta selecção europeia a apurarem-se para os oitavos-de-final dominado por equipas do continente americano. 

Fernando Santos torna-se também o primeiro seleccionador português a jogar a próxima fase da competição e talvez o único. Que tal aproveitar a experiência do engenheiro e trazê-lo para a selecção de Portugal?

Cha cha cha Martinez

Mais uma grande vitória e uma exibição de luxo dos cafeteros colombianos que agora se preparam para defrontar o Uruguai num jogo que promete emoções fortes devido ao estilo de jogo das duas selecções. 

Foi bom ver em acção Jackson Martinez, James Rodriguez, Juan Quintero, Santiago Arias e Freddy Guarin, jogadores que já passaram pelo nosso futebol. E ainda falta o bracarense Felipe Pardo. 

A partir de agora tudo será diferente e a Colômbia terá de mostrar mais segurança defensiva. No entanto, os milhares de colombianos que acompanham a selecção neste mundial deverão ser o 12º jogador. 

terça-feira, 24 de junho de 2014

Nulo previsível

Um nulo entre Costa Rica e Inglaterra atira os ingleses para fora do Mundial, mas deixa os costa-riquenhos em primeiro lugar do grupo, o que é inédito. Fantástico o facto dos americanos conseguirem duas vitórias e um empate num grupo em que, na teoria, era previsível que perdessem os jogos todos. A Costa Rica conseguiu aproveitar as fragilidades dos seus adversários, mas conquistar os sucessos com uma rapidez no ataque que deixou meio mundo boquiaberto. 

O verdadeiro teste começa agora onde os jogos poderão ser abordados de forma diferente, mas também pelo facto dos oponentes também serem "americanos" e terem um estilo de jogo "parecido". 

Cabeçazo de Godín

Da cabeça de Diego Godín nasceu o 1-0 para o Uruguai e a qualificação para os oitavos-de-final do mundial. É mais uma equipa sul-americana a deixar uma selecção europeia pelo caminho. Não há volta a dar. Vai-se cumprir a tradição que tem feito história ao longo dos mundiais e o campeão vai ser sul-americano. A não ser que Alemanha, Holanda, França, Bélgica ou a Rússia e Suiça consigam uma proeza. No entanto, está visto que isto está para os americanos vencerem a prova, o que torna os oitavos-de-final interessante porque são equipas muito iguais. 

Num jogo muito táctico quem levou a melhor foi o Uruguai. A Itália ficou amarrada e mais uma vez não conseguiu soltar-se. Quanto aos charruas foi o mesmo de sempre com as tentativas em colocar a bola no killer Suárez. Contudo, foi o defesa que deu o título espanhol ao Atlético Madrid em Camp Nou que garantiu a presença dos uruguaios na fase seguinte da prova. O Maracanazo ali tão perto....

Vitória do México e novo confronto América-Europa

O México ganhou à Croácia por 3-1 e garantiu o apuramento para os oitavos-de-final do Mundial. Vitória clara sobre os croatas que nunca ameaçaram a baliza mexicana. Depois do primeiro golo dos aztecas houve um autêntico bombardeamento à baliza de Pletikosa. 

É mais uma equipa do continente americano a seguir em frente em detrimento de uma selecção europeia. Parece que não, mas a verdade é que por alguma razão as equipas do Velho Continente estão a cair umas atrás das outras. 

Nota-se que algumas selecções estão a jogar a passo, e por outro lado, é indiscutível que as equipas de toda a América conseguem imprimir velocidade no jogo, o que dificulta a recuperação defensiva. Na minha opinião este é um factor que está a ser importante no desenrolar dos jogos. 

Neymar Tchu tcha tcha tcha

E ao terceiro jogo Neymar continua em grande estilo. Ontem foram mais belos golos na vitória brasileira sobre os Camarões por 4-1 o que garantiu o primeiro lugar do Grupo A, sendo que vai defrontar o Chile na próxima fase.

Além da mega exibição do número 10. Fred marcou o primeiro golo no Mundial. Tal como Portugal, o Brasil não tem grandes pontas-de-lança, no entanto, a canarinha tem craques e um colectivo, coisa que a selecção nacional não tem. 

A partir de agora é como Scolari gosta: o mata-mata onde deve sobressair a qualidade individual dos jogadores. Nesta fase é sempre assim!

segunda-feira, 23 de junho de 2014

Sumo e mais sumo

Bom jogo entre as duas principais equipas do grupo B. Holanda e Chile tentaram vencer para evitar jogar com o Brasil nos oitavos-de-final.

Ainda não sabemos qual será o resultado final no grupo A, mas a fava poderá cair aos chilenos que, pela terceira vez consecutiva, vão jogar contra os brasileiros em mundiais de futebol. À terceira pode ser mesmo de vez até porque este Chile não fica atrás da equipa da casa porque tem qualidade colectiva e individual. 

Em primeiro lugar importa elogiar a laranja mecânica. A Holanda está a jogar muito bem e construiu durante este mundial segurança defensiva, muito por culpa do posicionamento dos dois médios. Em termos defensivos a Holanda garante agressividade e pressão, e no ataque há talento em quantidade. Note-se que no banco de suplentes estão Huntelaar e Kuyt. Robben e Sneijder estão a crescer à medida que os jogos passam e Van Persie deverá voltar aos golos já no próximo jogo. É muito provável que os holandeses cheguem, pelo menos, às meias-finais da prova. 

"La Roja" sai de cabeça "meio" erguida

A Espanha despediu-se deste mundial com uma vitória por 3-0 contra a Austrália. Nuestros hermanos rodaram alguns jogadores e o resultado foi um bom resultado contra os cangurus. O que se passa com a Roja é o mesmo em relação a Portugal. Será que com a introdução de novos elementos no onze, a equipa tinha ganho nos dois primeiros jogos? Tanto a Espanha como Portugal parecem amarrados a um esquema e a intérpretes que os levou ao sucesso. No entanto, a falta de renovação (não do sistemas, mas dos jogadores) levou a que os adversários aproveitassem as fragilidades, em particular a falta de velocidade. 

Agora a selecção espanhola tem obrigatoriamente de fazer alterações até porque Xabi Alonso, Iniesta, Xavi (nem jogou), Fabregas e Casillas fizeram a sua última grande competição. O grande problema é que não se percebe qual a razão de os trazer para uma prova cujo único objectivo é conquistar o título e não dar um prémio de carreira a quem tão bem representou no passado as cores nacionais.

Um cumprimento especial para Torres e David Villa porque fizeram mais golos que Diego Costa. 


Os Árbitros também estão com calor

O Mundial está a correr muito bem. Muitos golos, os craques das equipas estão a mostrar que são mais-valias e não tem havido preocupações defensivas por parte das selecções nacionais. No entanto, em termos de arbitragem isto está a correr muito mal, em particular ao nível dos fora-de-jogo e sobretudo dos penaltys. Tem existido muitas dúvidas sobre lances que poderiam ou não ser grande penalidade. Pelas imagens fica a ideia que não há uma certeza quanto à decisão do lance. 

Embora haja essa dúvida em relação aos espectadores, no campo tem de existir certezas porque os árbitros estão treinados e melhor preparados para abordar os lances. 

Alguns resultados não são os verdadeiros por causa da infelicidade de alguns juízes. Não sei se também estão afectados por causa do calor, mas tem de haver maior rigor porque na fase a eliminar o erro terá custos maiores. O caso mais grave de incompetência tem a ver com o árbitro colombiano William Boldano. O juiz do México-Camarões e do Argelia-Coreia do Sul não vai cumprir o sonho de apitar novamente um jogo no mítico Maracanã. Se o auxiliar que anulou dois golos limpinhos aos mexicanos foi embora para a casa, o juiz principal também deveria ter guia de marcha. 

A "genialidade" de Eden Hazard

A Bélgica venceu a Rússia por 1-0 e garantiu o apuramento para a próxima fase. Embora as expectativas fossem altas não se tratou de um jogo com grande qualidade e só o golo de Origi fica na história. Desculpem, a jogada que dá origem ao tento do avançado belga permanecerá para sempre.....

E quem foi o autor dessa magnífica jogada? Só podia ser o número 10 Eden Hazard que já faz parte de uma das maiores figuras deste torneio e ainda nem sequer começaram os jogos decisivos. A Bélgica vai mostrando qualidade defensiva e ofensiva. O jogo de ontem mostrou que a selecção orientada por Wilmots está preparada para os jogos a eliminar, quando for necessário alcançar equilibrio durante o desafio. 

É verdade que os belgas não têm um matador, mas à semelhança do que acontece com o Brasil, chega ter um craque no meio campo para fazer a diferença. E ainda há Fellaini e Kevin de Bruyne. 

Argélia ainda sonha

Grande jogo de futebol entre Argélia e Coreia do Sul e que terminou com a vitória dos africanos por 4-2, o que deixa os asiáticos com a calculadora na mão. A segunda selecção a passar aos oitavos-de-final será decidida no jogo entre Argélia e Rússia. 

Neste desafio um destaque particular para os golos de Slimani e Hallice, dois jogadores que jogam em Portugal. Ghilas também acabou por entrar, tendo tido uma oportunidade para facturar. 

Apesar da vitória argelina uma palavra para os sul-coreanos que têm uma equipa jovem e tecnicamente evoluída, embora necessitem de ser mais agressivos. 

Varela oferece esperança a Portugal


Faltou tudo a Portugal, nesta partida, tal como faltou tudo, discernimento, profissionalismo, arte e engenho, empenho desde que em 19 de Maio foram anunciados os convocados.

Começa tudo errado, quando o critério de convocação não se baseia na qualidade de cada um, mas sim daqueles que alguém quer por não montra.
Faltou nos honestidade na convocação, qualidade no treino, sagacidade na condução da equipa e empenho no jogo.
Há muito tempo que não me sentia envergonhado a ver jogar a equipa de todos nos.
Confesso que acabei a torcer pela vitoria dos USA, que só não aconteceu por manifesta infelicidade de uma equipa pouco mais que vulgar.
Em condições normais, o seleccionador apresentaria a sua demissão por não ter atingindo os seus objectivos e só seus superiores aceitariam de bom grado, ponderando criteriosamente no que quereriam a partir de agora!
Em condições normais, disse eu...sendo assim, nada se vai passar, porque as cúpulas do futebol português pouco tem de normal!
Enfim...

Texto de Manuel Marques Guedes 

domingo, 22 de junho de 2014

Gana renascido com Klose a fazer história

Com este golo que deu o 2-2 à Alemanha frente ao Gana, Miroslav Klose iguala Ronaldo como o melhor marcador de sempre na história dos mundiais com 15 golos. Mais importante do que os recordes, foi o facto deste tento ter salvo a Alemanha de uma derrota que ninguém contava, uma vez que o Gana foi derrotada na primeira jornada e a Alemanha venceu categoricamente Portugal. No entanto, nesta segunda partida os africanos agigantaram-se e através de A.Ayew e Asamoah Gyan criaram as primeiras dificuldades ao conjunto germânico.

O resultado poderia ter sido outro se Jordan Ayew tivesse aproveitado uma oportunidade flagrante antes do 2-2 de Klose. Apesar do poderia alemão, ficou provado que Portugal poderia e deveria ter feito muito mais na primeira ronda.

Com este resultado fica tudo adiado para a última jornada.

Uma vitória 16 anos depois

Por muito que a Bósnia tenha excelentes jogadores (bem superiores aos da Nigéria), não basta ter controlo de bola. É preciso fazer pressão sobre o adversário e não estar à espera que ele perca a bola e depois começar o ataque à baliza contrária. Porém, essa iniciativa tem de ser feita com alguma rapidez para que o adversário não se reorganize. Por fim, tentar entra com a bola na pequena área para depois fuzilar nem sempre é a melhor opção. 

Foi por causa destes factores que a Bósnia perdeu ontem contra a Nigéria e ficou automaticamente fora do Mundial. É pena porque os bósnios têm jogadores de excelente qualidade técnica e prometem mais presenças nas grandes competições. No entanto, convém melhorar a defesa e não deixar que nenhum Spahic tenha espaço na equipa.  

A Nigéria conseguiu aproveitar as debilidades defensivas da Bósnia e tapar os caminhos da sua baliza porque o adversário demorou muito tempo a procurar caminhos de golo.

Messi nos oitavos-de-final

Por muito que a alviceleste tenha excelentes jogadores, a verdade é que Leonel Messi comporta-se como um verdadeiro "Maradona", pois tem sido ele sozinho a resolver os jogos da Argentina. Foi assim com a Bósnia e agora com o Irão. Até ao momento o colectivo da Argentina ainda não foi capaz de "aniquilar" as defesas contrárias e contra a equipa orientada por Carlos Queiroz, os sul-americanos foram salvos pelo astro argentino mas também pelo árbitro que não marcou um penalty escandaloso a favor dos iranianos. Sim, uma infracção parecida com aquela cometida pela Itália à Costa Rica. No entanto, nem os iranianos tinham Brian Ruiz nem os italianos puderam contar com Bernardo Romero, que também poderia ser um dos homens do jogo.

Para já, e se atendermos aos primeiros jogos da Argentina existe uma Messi-dependência e neste Mundial o jogador do Barcelona vai ser melhor do que Ronaldo. Conseguirá ultrapassar Neymar?

sábado, 21 de junho de 2014

Um jogo tipicamente americano

Pese embora estarmos perante das duas equipas mais fracas do Grupo E, Equador e Honduras proporcionaram um excelente espectáculo com os sul-americanos a vencerem por 2-1 com dois golos de Enner Valência.

Nota-se neste mundial que as equipas não têm tido grandes preocupações defensivas. É um facto que as selecções sul-americanas estão a correr mais riscos ofensivos e por isso é que têm sido mais felizes. Veja-se o caso do Itália-Costa Rica. Quem jogava a passo eram os europeus e não os costa-riquenhos que tinham todos os motivos para fechar os caminhos da baliza.

Este mundial está a proporcionar às equipas americanas uma visibilidade que lhes pode abrir portas na Europa. O atrevimento que são consubstanciados em remates de longe, jogadas inventadas têm sido premiadas. Ainda bem porque o futebol vive de golos.

Com o resultado de ontem, tanto Honduras como Equador ainda podem sonhar com o apuramento, mas mesmo que vão para casa já na próxima semana deixam uma imagem muito positiva. Ao contrário do que acontece com algumas selecções europeias como a Grécia e a Inglaterra.

A União faz a França

Após ter vencido as Honduras por 3-0, a França venceu a vizinha Suiça por 5-2. Goleadas das antigas perante uma selecção bem comandada e organizada, que também tem excelentes individualidades. No entanto a experiência e qualidade dos "bleus" veio ao cima. Gostava de destacar Pogba e o inevitável Benzema que depois de uma época no Real Madrid em grande, continua a fazer golos em terras brasileiras.

A França entou com muita força e dominou o jogo quase todo, o que nestas condições climatéricas só ao nível das grandes selecções. E os gauleses mostram que estão fortes e saudáveis. Mas há uma mudança em relação aos torneios mais recentes: há um fio de jogo e ao fim de algum tempo, a França até tem um jogo bonito para o espectador apreciar. A Suiça tentou, mas não conseguiu, embora seja muito provável que consigam vencer as Honduras e que a vizinha ganhe ao Equador para passar aos Oitavos-de-final desta competição.


sexta-feira, 20 de junho de 2014

O bombo da festa transformou-se no belo cisne

O bombo da festa do grupo D conseguiu o apuramento para os oitavos-de-final depois de ter vencido a Itália por 1-0. Como consequência da vitória costa-riquenha, os ingleses dizem definitivamente adeus ao Mundial. Neste momento o jogo Itália-Uruguai será decisivo para apurar quem acompanha a formação americana para a próxima fase, que até, pode dar-se ao luxo de escolher com quem quiser jogar nos oitavos. 

Ainda é cedo para tirar conclusões, mas as equipas do continente onde se joga o Mundial estão a levar vantagem sobre as europeias. No entanto, esta prestação da Costa Rica só é surpresa para os europeus. A selecção dos "ticos" classificou-se em segundo lugar no apuramento da CONCACAF em 2ºlugar e à frente dos mexicanos que também podem passar a fase de grupos. 

A Costa Rica mostra desta forma que o resultado contra os uruguaios não foi por acaso. Tenho a plena convicção que esta selecção vai vencer a Inglaterra. Pelo menos dois gigantes já estão fora do mundial, veremos se a América do Sul vence a dobrar as equipas do Velho Continente.

Empate com sabor a esperança

Japão e Grécia proporcionaram um espectáculo mediano e por isso é que empataram a zero golos. Após este resultado, e após a qualificação da Colômbia, as duas selecções garantiram o direito a sonharem com a qualificação para os oitavos-de-final. Embora apenas esteja um lugar em aberto, gregos e japoneses têm de vencer os respectivos jogos e esperar pelas contas dos golos. Neste aspecto, o Japão pode estar vantagem porque tem qualidade e vai jogar frente a uma Colômbia mais relaxada.

A Grécia continua com problemas no ataque. Não sei se são os jogadores que não obedecem às ordens de Fernando Santos ou se é o treinador que não quer fazer avançar a equipa. 

England go home again, Suarez stay in Brazil

Que grande jogo, excelente Uruguai e um incrível Luis Suárez! Dois golos do goleador deram cabo de uma Inglaterra a quem todos ganham. Por muito que haja renovação nos jogadores e comando técnico, não há meio dos ingleses repetirem o feito de 1966. O problema é que as prestações da selecção inglesa ficam-se pela fase de grupos. Todos sabíamos que este grupo seria díficil e equilibrado, mas uma coisa é perder dignamente outra é nem sequer lutar pelo objectivo.

Apesar de ter sido um excelente jogo, o Uruguai dominou por completo a partido e só permitiu a aproximação dos ingleses a meio da segunda parte, altura em que Rooney marcou (finalmente)! No entanto, era prevísivel que a defesa dos ingleses metesse água. Foi o que aconteceu!

Ao contrário do que seria de esperar a Inglaterra não aproveitou o facto do Uruguai vir mais desmoralizado pela derrota inesperada contra a Costa Rica. No futebol também é preciso jogar com estes factores e não é só a técnica que prevalece. Na minha opinião, os ingleses entraram em campo com medo da técnica uruguaia. 

Com este resultado, o Uruguai aumenta as hipóteses de apuramento e tem de obter um melhor resultado frente à Itália do que a Costa Rica contra os ingleses. Um empate entre Uruguai e Costa Rica no grupo vai ter em conta a diferença de golos. Contudo, este Uruguai consegue vencer uma Itália que deve ir para o último jogo mais relaxada. De novo será altura para Luis Suarez entrar em acção.

Juventud Colombiana

James Rodriguez é a nova estrela da selecção colombiana que tem sido acompanhada por uma das maiores falanges de apoio neste mundial. A equipa liderada por José Pekerman alcançou aos oitavos-de-final depois do empate entre Japão e Grécia. 

Mas esta selecção não se resume só ao antigo craque do FC Porto. Há Cuadrado, Teo Gutierrez, Armero, Zuñiga e o Juan Quintero. A primeira aparição do jovem portista no mundial foi coroada com um golo, motivação suficiente para um jogador que passou grande parte da temporada no banco do FC Porto. 

Agora que vamos entrar na fase a eliminar veremos como se comportam "los cafeteros". Tendo em conta que vai ser necessária maior atenção defensiva, esse é um aspecto a melhorar por parte da Colômbia. Mas estou convencido que a qualidade colectiva e individual dos sul-americanos vai aumentar ao longo da competição. 

Uma nota para a Costa do Marfim que ainda tem hipóteses de chegar aos oitavos, mas revela muitas debilidades e veterania.

Apareceu Mandzukic

A Croácia venceu os Camarões por 4-0 e deixou para o jogo decisivo a decisão da passagem aos oitavos-de-final contra o México. Atendendo à forma das duas equipas é certo que vamos ter um grande, à semelhança do que tem sido regra neste Mundial. 

Os croatas melhoraram muito em relação ao primeiro jogo por causa da entrada de Mario Mandzukic, goleador do Bayern Munique. No primeiro jogo a Croácia já tinha revelado bons pormenores, mas faltou alguém no ataque que fizesse a diferença. Contra as grandes equipas é preciso que alguém faça a diferença na finalização. 

Os Camarões foram a grande decepção deste grupo, tendo já encaixado 7 golos, mas só 5 é que foram validados. E não marcaram nenhum. A equipa africana era para não vir ao Brasil.........concretizou-se a vontade!

quinta-feira, 19 de junho de 2014

Adeus ao Rei


Antecipando ao que vai acontecer amanha no Palacio de Moncloa, a selecao espanhola despede se do titulo ao segundo jogo!

Um otimo jogo do Chile, com Alexis Sanchez em grande destaque, a merecer inteiramente a vitoria e a hipotese de discutir o primeiro lugar do grupo na proxima 2a feira, no jogo com a Holanda e dessa maneira evitar cruzar se com o Brasil (sera ?)nos oitavos.
Duas notas interessantes, cada vez mais evidentes neste mundial :
- as seleccoes que usam o sistema de 3 centrais teem ganho sempre, uma dado muito interessante deste mundial;
- o grande desgaste das principais seleccoes europeias...incluindo a Alemanha, que se vera quando defrontar uma seleccao focalizada no jogo e que nao mande so as camilosas para dentro do campo.
Muito dificil disputar uma competicao destas, depois de uma epoca onde houve jogadores que disputaram mais de 60 jogos!

Texto de Manuel Marques Guedes

Um simples


O verão começa, com ele chegam as férias escolares, felizmente a maioria dos jovens ocupa o seu tempo em trabalhos sazonais - alguns muito enriquecedores do ponto de vista curricular, outros nem tanto mas que são importantes ajudas nestes tempos conturbados -  outros disfrutam das férias depois de um ano exigente a nível académico, a divertirem-se com amig@s, em banhos de sol e a dar mergulhos nas nossas belas praias, a viajarem por esse mundo fora e a voltarem mais ricos culturalmente e com experiências para contar ou simplesmente a divertirem-se. Confesso que em muitos verões me inclui nestes últimos grupos. 
Porém quis escrever este texto, para deixar uma palavra de apreço aos nossos Bombeiros, muitos deles privados de viver o que acima descrevi mas certamente com uma realização pessoal enorme, por estarem a prestar um verdadeiro serviço cívico à comunidade, arriscando em muitas situações as suas vidas, em prol da segurança dos outros. Por ter vários amigos que lutam diáriamente por esta causa, fui ganhando cada vez maior admiração por tod@s os Bombeiros, mulheres e homens que abdicam do seu tempo em família, de horas de sono e das merecidas férias. Uma referência também para os dirigentes destas Associações Humanitárias que tudo fazem, para que haja as melhores condições possíveis para as suas e os seus guerreiros. 
Não necessito de deixar palavras de força, coragem ou determinação pois tod@s tem esses atributos para dar e vender, deixo um sentido e profundo : OBRIGADO!

Texto João Rocha

quarta-feira, 18 de junho de 2014

Robben e Van Persie continuam...

Mais um excelente jogo de futebol proporcionado por Austrália e Holanda, cabendo a vitória aos holandeses por 3-2. Neste desafio houve muitos golos por causa da qualidade dos avançados das duas selecções (Robben, Cahill e Van Persie), mas também porque as defesas se mostraram muito permissíveis, talvez acusando a responsabilidade do encontro, que era decisivo para os australianos. 

A dupla Robben-Van Persie voltou a fazer das suas e já leva 6 golos em dois jogos, o que é bom para a segunda fase da prova, onde um golo pode ser suficiente para passar à eliminatória seguinte. 

Os australianos bem tentaram, o problema é que só Tim Cahill e Matthew Leckie tinham qualidade para construir jogadas de bom futebol. 

A laranja manteve o mesmo nível do primeiro jogo e só uma hecatombe a retirará do primeiro lugar do grupo. Quanto à Austrália só uma conjugação de resultados ( a começar pelo Espanha-Chile) vai evitar o regresso a casa depois do próximo jogo contra os espanhois. Contudo, ficam boas indicações para uma geração de futebolistas que promete voltar em 2018 com mais qualidade técnica. É isso que falta bem como insistir num modelo próprio e sem tentativas de copiar outros futebóis. 

A Oriente nada de novo

Bom jogo entre Coreia do Sul e Rússia que empataram a um golo e deixaram a favorita Bélgica num lugar de destaque após a primeira jornada deste último grupo do mundial. 

Os sul-coreanos marcaram após um grande frango de Akinfeev e só depois de entrar Kerzhakov em campo é que a Rússia impôs a sua autoridade normal. No entanto, a equipa liderada por Fabio Capello parece estar algo cansada ou inadaptada às condições meteorológicas. 

Não há muito a dizer num jogo que foi pouco espectacular e com muita luta e picardias. 

Foi 0-0 mas justificaram mais

Um grande jogo entre Brasil e México, mas que infelizmente acabou empatado a zero. Foi o segundo jogo do mundial a terminar em branco, no entanto, este desafio devia ter ficado 4-4 ou 5-5 tal foram as oportunidades de golo que as duas equipas criaram. Sim, o México esteve muito bem, causou perigo à baliza de Júlio Cesar, em particular por Herrera e Oribe Peralta. O rei do jogo frente aos Camarões, Giovani dos Santos esteve algo apagado. Foi mesmo o México que acabou em cima do Brasil...

O Brasil como sempre tentou por todas as vias, Neymar e depois Bernard na segunda parte. Fred continua uma lástima e Óscar esteve apagado. O único problema em relação a Scolari é porque razão, sendo o Brasil favorito e a jogar em casa, o seleccionador continua a insistir na dupla Luis Gustavo-Paulinho. Na minha opinião Scolari quer marcar um golo e defender o resultado, e como isso ainda não aconteceu em nenhum dos dois jogos, a dupla de médios tem de se adiantar no terreno o que nem sempre faz com eficácia. 

É preciso não esquecer que o Brasil esbarrou na qualidade de Guillermo Ochoa, jovem guardião mexicano. Isto apesar dos tchu tcha tchas de Neymar que até ao momento tem estado em grande. 

Estes diabos são mesmo bons


Uma vitória da Bélgica sobre a Argélia que assenta bem, mas que não espelha o que aconteceu no relvado, pelo menos nos primeiros 60 minutos de jogo. Foi quando entrou Fellaini no jogo que os belgas começaram a jogar bom futebol. O médio do Manchester United que fez uma temporada miserável começa o mundial em grande forma, tal como Eden Hazard. 

A Bélgica apresenta boas individualidades e um colectivo forte sobretudo no ataque e na defesa. O sonho comanda a vida e os belgas podem acreditar em repetir o feito do Mundial 1986, ir mais longe significa alcançar a final. 

terça-feira, 17 de junho de 2014

Aplausos para o pior jogo do Mundial

Nigéria e Irão proporcionaram um triste espectáculo ao terem empatado 0-0, mas pelo menos as duas selecções podem ficar com o título de pior jogo do mundial bem como do primeiro empate neste evento. Mesmo assim, Carlos Queiroz foi o treinador português que, até ao momento, alcançou o maior número de pontos no Brasil. Quem se ri agora? Paulo Bento ou Queiroz?

Pouco há a dizer sobre um desafio em que as duas equipas preocuparam-se em não perder. Compreende-se essa atitude por parte dos iranianos, embora neste mundial os treinadores estejam a optar por arriscar e não a jogar pelo seguro. No entanto, a selecção iraniana ainda tem muito que aprender e Carlos Queiroz disse no final do desafio que "tínhamos de jogar assim". 

Perante este cenário Argentina e Bósnia ficam com caminho livre para o apuramento para os oitavos-de-final já que são claramente as melhores equipas deste grupo. 

Contem com os americanos

Os Estados Unidos da América venceram o Gana por 2-1, perto do final do desafio colocando assim pressão adicional na selecção portuguesa, uma vez que o próximo desafio entre norte-americanos e portugueses em Manaus vai determinar o futuro das duas equipas neste mundial. 

É verdade que o Gana merecia empatar, e até esteve perto de o fazer, mas a selecção comandada por Jurgen Klinsmann levou a melhor porque soube defender bem, embora no ataque não tenha grandes alternativas e pratique um futebol algo confuso. 

O problema de Portugal poderá ser a ansiedade e o número de faltas que os norte-americanos vão querer provocar, além do mais a selecção nacional vai precisar de ligar melhor os sectores através de passes curtos e não insistir nos lançamentos longos como fez ontem. 

Foi assim que os EUA bateram os africanos que têm nas suas fileiras jogadores com técnica, mas não lograram causar pânico na bem preenchida zona do meio-campo norte-americano. 

Sob o espectro do desastre do Mundial 2002

A derrota de ontem frente à Alemanha poderia ser aceitável se os nossos conquistadores tivessem lutado arduamente para conquistar a vitória, e talvez um empate. No entanto, não foi nada disso que aconteceu. As  horas intermináveis com que a televisão acompanha a selecção só pode ter efeitos negativos no alto astral dos jogadores. É impressionante a importância que se dá a 23 jogadores que vão chutar numa bola durante um mês. 

É óbvio que o futebol é um desporto de paixões e que neste mês não se fala noutra coisa. Contudo, não se pode chegar ao ponto de elevar esta equipa à condição de deuses. De dois anos em dois anos assistimos a uma cobertura da selecção que não lembra ao menino jesus. Tenho a certeza que os jogadores não fazem por mal, mas isso é motivo para que haja um certo relaxamento. O que se passou no Arena Fonte Nova não foi uma selecção empenhada, lutadora e crente. É verdade que há aspectos técnicos e de liderança que já vêm do passado. Sempre que Portugal defronta uma equipa com mais credenciais a primeira coisa que faz é entregar a bola, esperar a oportunidade de um contra-ataque e meter a bola em Cristiano Ronaldo e noutro jogador que por ali ande. Normalmente é o craque português porque os outros 10 estão a defender. 

Não gosto desta maneira de jogar e sempre critiquei Paulo Bento por isso, porque com outra atitude tínhamos estado na final do Euro 2012. Foi o próprio seleccionador que colocou o peso da responsabilidade em cima do número 7 com a sua estratégia defensiva e que só ataca quando sente uma verdadeira necessidade de o fazer. Por exemplo, ontem Portugal não reagiu bem aos golos sofridos porque o chip era defender e só defender. 

Por último, a atitude de Pepe pode causar instabilidade no grupo. Espero que não aconteçam cenas semelhantes à da Coreia. 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

Portugal sai por baixo...


Um jogo que durou pouco mais de 15 minutos. 
Portugal até entrou bem, com acções rápidas e verticais no ataque...um meio campo a defender alto e a recuperar bolas e com saídas rápidas para o ataque. Cristiano Ronaldo tem nessa altura a melhor hipótese de marcar.
A Alemanha que parecia acusar mais as condições climatéricas muito agrestes, actuando num ritmo muito pausado e numa táctica muito a Guardiola, sem número 9, aproveitou bem a capacidade de análise e de decisão do árbitro sérvio na marcação de uma falta "encapotada" na área portuguesa, tomando a dianteira e matando o jogo pouco depois da meia hora, aí sim, num pênalti de cabeça no seguimento dum canto.
Apartir da expulsão do Pepe, o jogo terminou...nos a contar os minutos e a rezar para que não sofrêssemos muitos golos e o alemães a terem condições para não se desgastarem demasiado, num jogo disputado as 13 horas, com 29 graus de temperatura e uma humidade relativa acima dos 70%...impróprio para um campeonato do mundo.
Vamos ver a nossa capacidade de reacção...costumamos ser fortes na adversidade! 
Para começar a nossa recuperação, o melhor tônico seria um empate nos USA - GANA.

Texto de Manuel Marques Guedes 

A surpresa dos "ticos"

Para quem não me conhece, meu nome é Larissa Bona, sou brasileira e, por alguns anos, escrevi semanalmente sobre o Brasil para Olhar Direito. E volto, em caráter especial, para relatar minhas experiências com a Copa do Mundo no Brasil.
Hoje, falarei da primeira partida das quatro que assistirei no estádio do Castelão, localizado na cidade-sede de Fortaleza, local no qual também resido há sete anos.
No último sábado, compareci ao jogo Uruguai x Costa Rica, válido pela primeira rodada do Grupo D, na primeira fase do mundial e, de antemão, informo que quase não vi a partida. E vocês entenderão o porquê no decorrer do meu texto.
A partida estava marcada para as 16h e sai de minha casa meio dia para encontrar com o meu irmão em um dos bolsões de estacionamento destinados a todos aqueles que iriam ver a partida. Estes bolsões existem, porque toda a área em um diâmetro de 2 km do estádio foi interditada pelo Poder Público, não podendo circular qualquer automóvel no local, exceto os credenciados pela FIFA.
Assim sendo, todos aqueles que compraram ingressos para a partida, deveriam dirigir-se até estes bolsões espalhados por toda a cidade e de lá pegar ônibus gratuitos, oferecidos pela Prefeitura Municipal e especialmente fretados para aqueles que iriam aos jogos.
Faltando cerca de 20 minutos para as 15h, eu, meu irmão e nossos amigos, pegamos o ônibus para o Castelão e chegamos ao local às 15h30min. Porém, o ponto de descida ficava exatamente há 2 km do estádio e tivemos que caminhar esta distância toda, sob um sol escaldante, até chegar ao Castelão.
O caminho que os torcedores percorriam até chegar ao estádio era separado por grades de ferro e as pessoas que moram no entorno do Castelão, na maioria pessoas bem pobres, ficavam presas em suas casas, apenas observando aquela multidão de privilegiados dirigirem-se para o jogo.
Por mais que fosse um jogo entre Uruguai e Costa Rica, ao meu redor só via pessoas vestidas com camisas amarelas da seleção brasileira ou com camisas do SPFC[1]. Apesar dos pesares, parece que os brasileiros finalmente assumiram o clima de Copa do Mundo e estão dando um show de simpatia e hospitalidade aos estrangeiros. E, curiosamente, não houve qualquer manifestação ou protesto antes, durante ou depois do jogo.
Cheguei ao Castelão faltando 10 minutos para começar a partida. Porém, as enormes filas do lado de fora e falta de pessoas da FIFA para orientá-las, fizeram com que eu apenas conseguisse entrar no estádio depois de 10 minutos que o jogo começou.
Eu mal assisti ao 1º tempo da partida, por conta do deslumbramento inicial de finalmente estar em um estádio lotado para um jogo de Copa do Mundo! Puxa vida, para uma amante do futebol como eu, assistir a uma partida de um mundial de futebol naquele que é considerado o país do futebol, que coincidentemente é o país no qual nasci, era simplesmente surreal e emocionante.
Das torcidas estrangeiras, a que tinha o maior número de pessoas era a uruguaia, seguida da costa-ricensse. Mas também havia torcedores de outros países, como México, Argentina, Estados Unidos, Dinamarca e outros que não consegui identificar.
O clima no estádio era excelente, parte da torcida brasileira apoiava os uruguaios, em especial os são paulinos, ignorando completamente qualquer eventual rancor em virtude do Maracanazo de 1950 (é fato, já não temos este trauma), e outra parte apoiava a Costa Rica, porque o brasileiro também tem a tendência de sempre torcer pelo time mais fraco, como em um sinal de compaixão.
E o mais engraçado disso tudo é que, apesar de ser um jogo de seleções estrangeiras, os brasileiros resolveram entoar o tradicional hino da nossa torcida: “eu sou brasileiro, com muito orgulho, com muito amor”.
Devo de admitir que foi hilário, ver jogadores uruguaios e costa-ricenses tocando bola no campo e a torcida cantando o Brasil, totalmente alheia a eles. E isso vem acontecendo basicamente em todos os jogos até agora.
Veio o intervalo e cometi o maior erro que poderia ter cometido: resolvi comprar um copo de cerveja e um copo de refrigerante, caríssimos, por sinal. No entanto, a lanchonete estava FECHADA durante o intervalo e tive que entrar em uma fila quase sem fim de um pequeno quiosque, que parecia não andar.
Sinceramente, esta foi uma falha inaceitável da FIFA! Como é que eles deixam algumas das lanchonetes fechadas durante o intervalo de uma partida de Copa do Mundo, em um estádio com cerca de 60 mil pessoas? Houve bastante protesto das pessoas neste momento e, inclusive, algumas estavam bastante exaltadas. Quase no final do intervalo, as lanchonetes foram abertas, resultando em uma ação quase inútil.
E quero deixar bem claro que a falha não foi dos organizadores brasileiros, mas sim da própria FIFA, pois estou acostumada a ir a jogos dos times locais no mesmo estádio e tudo funciona muito bem.
O certo é que não consegui ver os dois primeiros gols da Costa Rica e não consegui comprar o refrigerante, porque havia acabado. E acabei que fiquei sem muito que comentar sobre a partida em si, porque a organização não me deixou assisti-la.


Finalizado o jogo, com todos muito surpresos com a derrota uruguaia, brasileiros saíram de braços dados com a torcida da Costa Rica, celebrando a vitória deles como se fosse a vitória do Brasil. E acredito que fariam o mesmo se o Uruguai tivesse ganho o jogo, porque as pessoas que lá foram queriam celebrar de qualquer maneira, não importa com quem.

Texto e fotografias de Larissa Bona 

Higuain- Messi - Aguero

Um grande jogo entre duas selecções que praticam muito bom futebol e confirmaram que são as favoritas neste grupo, apesar da presença da Nigéria. A Argentina venceu a Bósnia por 2-1 num jogo de alto nível técnico e táctico, uma vez que dos dois lados há jogadores de enorme qualidade técnica. Considero mesmo que a Bósnia tem melhores jogadores tecnicamente do que a própria selecção croata. No entanto, os bósnios ainda têm muito para crescer, mas esta primeira presença numa grande prova vai abrir mais portas no futuro. 

Quanto à Argentina, que começou em 3x5x2 e alterou o sistema ao intervalo para 4x3x3, tem um núcleo de jogadores que lhes permite ambicionar o título que escapa desde 1986, quando outro génio da bola, Diego Armando Maradona silenciou o México. Quase trinta anos depois outro génio da lâmpada promete fazer furor em terras brasileiras. Falamos de Leonel Messi. Mas não só, porque no trio atacante da Argentina ainda temos Higuain e Kun Aguero. Estes três senhores prometem fazer a cabeça aos defesas adversários. E como a maioria dos treinadores tem optado por fazer um jogo positivo, há muito espaço para o trio atacante da alviceleste inventar jogadas. 

Esperemos por esses momentos....

Les bleus sont de retour

Vitória justa da França frente à pobre equipa das Honduras, sendo que o mais difícil foi escolher o melhor jogador hondurenho. 

Tendo em conta que pouco há a dizer sobre uma das selecções mais fracas do Mundial, vamos concentrar a análise na selecção gaulesa. A França promete evoluir ao longo do campeonato, sendo que faz parte daquelas selecções, tal como Portugal, que podem ir longe, mas não sendo apontadas como candidatas ao título. 

De registar a qualidade demonstrada por Karim Benzema (mais um goleador neste mundial), Pogba que tem tudo técnica, força e segurança, bem como Cabaye e Giroud. Tenho a certeza que a França vai ganhar o grupo e isso evitará encontrar a Argentina. Senão, caso a suiça ganhe o próximo encontro iremos ter mais um grande desafio nos oitavos-de-final. No entanto, para já convém realçar que a selecção francesa está de volta depois das más prestações em 2002 e 2010, porque em 2006 chegou à final à custa de Portugal. 

Relógio suiço sempre acertado

Jogo muito interessante entre Suiça e Equador com resultado favorável aos europeus por 2-1. No entanto, a vitória só foi conseguida no final do jogo. Ao ver a Suiça jogar, lembra-me muito a França de antigamente, embora a qualidade dos jogadores seja substancialmente diferente. A selecção protege-se dessa aparente limitação de qualidade com um rigor táctico extraordinário. A isso tem ajudado o treinador Ottmar Hitfzeld. 

Com a vitória de ontem, os suiços ganham uma importante vantagem sobre equatorianos e hondurenhos uma vez que a França deve ganhar o grupo. O tira-teimas será resolvido no próximo dia 20 no confronto entre vizinhos. 

Quanto ao Equador apesar da qualidade dos irmãos Valencia não há mais nada a fazer do que lutar pelo 3º lugar com as Honduras. 

domingo, 15 de junho de 2014

Jogo de loucos até aos 70 minutos

Itália e Inglaterra proporcionaram um dos melhores jogos do Mundial até ao momento, pena que as condições atmosféricas em Manaus tivessem reduzido o jogo a 70 minutos, porque até aí estávamos a assistir a um jogaço entre duas equipas que entraram em campo com o intuito de vencer. Aliás, esta tem sido uma das imagens de marca neste princípio de torneio: ninguém está preocupado em defender, o que era muito frequente em torneios anteriores, sobretudo no primeiro jogo.

Prandelli e Hodgson adoptaram uma atitude positiva, até porque uma vitória deixava os oitavos-de-final à mão de semear, muito por culpa da derrota inesperada do Uruguai.

Venceram os italianos mas podia ter ganho os ingleses tal o número de oportunidades que foram criadas. Passes fantásticos, jogadas incríveis e guarda-redes em grande forma, em particular Sirigu.

Em termos tácticos importa destacar a influência de Pirlo e Gerrard na manobra ofensiva das suas equipas. Dois autênticos génios!!

Marfinenses marcam posição

A Costa do Marfim bateu o Japão por 2-1 na primeira jornada do Grupo C. Desta forma os costa-marfinenses ganham vantagem sobre nipónicos e gregos neste grupo. 

Foi nos minutos finais que os africanos alcançaram o triunfo e para isso muito contribuiu a entrada de Didier Drogba no jogo. O mítico avançado pode ter alguns anos em cima, mas ainda é decisivo. Isto perante um Japão que marcou e limitou-se a controlar o jogo a partir do tento de Honda. Esta é uma atitude muito típica dos japoneses e dos treinadores italianos. Recorde-se que Zaccheroni é o seleccionador do Japão.

O jogo que se disputou em condições complicadas acabou por sorrir aos africanos. Para já, Colômbia e Costa do Marfim destacam-se, não só a nível de resultado, mas também de futebol praticado. 

James Rodríguez!

Ao ter batido a Grécia por 3-0, a Colômbia confirmou que é a principal candidata a vencer este grupo. Não será a equipa europeia a estragar os planos dos sul-americanos porque como se viu ontem a equipa que tem mais jogadores que actuaram no futebol português foi demolidora.

Como se viu, a Grécia não tem argumentos quando é necessário atacar de forma organizada. Não tem jogadores nem tem uma ideia de jogo para esse perfil. Ou será o contrário?

Na Colômbia nota-se que dois jogadores vão fazer furor: Cuadrado e James Rodriguez. O actual jogador do Mónaco fez só uma pequena demonstração daquilo que pode vir a conseguir durante o torneio. 

sábado, 14 de junho de 2014

Velocidade e técnica, eis o orgulho chileno

O Chile venceu a Austrália por 3-1 num jogo tranquilo para os sul-americanos. Nota-se que a selecção australiana é muito fraquinha, mas mesmo assim ainda conseguiu fazer um golo pelo inevitável Tim Cahill. Esta selecção parece ser jovem e com algum talento que precisa de jogar em campeonatos mais competitivos para evoluir. 

Os chilenos mostraram ter muita velocidade e técnica, o que para defrontar as selecções espanhola e holandesa pode ser um trunfo importante. Houve alturas em que o Chile chegou a atacar com 7 homens, deixando apenas uma linha de 4 defesas mais recuada no terreno. 

O Chile vai jogar contra a Espanha na próxima jornada, tendo mais três pontos de vantagem e uma diferença de golos considerável. Factores que podem ser decisivos na atribuição do 2ºlugar neste grupo. A partida está marcada para o mítico Maracanã
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