segunda-feira, 29 de fevereiro de 2016

Novas posturas do PSD e CDS

A vontade do PSD e CDS apresentarem-se melhor nas próximas legislativas do que aconteceu em Outubro 2015 tem sido evidente. Os centristas vão a jogo com um novo líder, seja Assunção Cristas ou outro, enquanto os sociais-democratas apostam novamente em Passos Coelho para tentar a terceira vitória eleitoral. As críticas que se fazem ao antigo primeiro-ministro dão a entender que não foi o vencedor dos dois últimos actos eleitorais. 

Os dois partidos vão actuar sozinhos nesta legislatura, sendo que, no CDS haverá bastante discussão sobre o futuro, embora no PSD o foco esteja centrado no líder que, repito, venceu duas eleições legislativas. Vai ser interessante acompanhar o percurso dos partidos. Num haverá mudança, no outro muitos esperam que isso aconteça para ser possível vencer as próximas legislativas com legitimidade reforçada. Tanto num como no outro o desafio será gigante porque não vai ser fácil derrubar a maioria de esquerda no parlamento, mesmo com sinais de instabilidade. 

Os congressos que se avizinham serão importantes para perceber se o debate vai ser interno ou para fora. Neste momento, o CDS deveria pensar mais em si e o PSD fazer uma oposição dura aos partidos da esquerda, mas sobretudo ao PS. Passos Coelho não pode deixar de fazer marcação cerrada a António Costa, sendo que, sem Paulo Portas no parlamento tem mais margem para liderar a oposição. 


domingo, 28 de fevereiro de 2016

Olhar a Semana - Super Terça-Feira

Os resultados das primárias democratas na Carolina do Sul prometem uma grande noite eleitoral na próxima Terça-Feira com a realização de 13 eleições. Apesar da esmagadora vitória de Hillary Clinton que lhe garante uma vantagem grande, ainda há espaço para Bernie Sanders lutar durante o mês de Março. A eleição dos democratas vai ficar decidida no final do próximo mês.

A emoção está garantida nos dois campos. A luta nos republicanos promete ser quente entre Marco Rubio, Ted Cruz e Donald Trump. O mês de Fevereiro permitiu concluir que o empresário tem de ser tido em conta. O grande rival parecia ser Ted Cruz, mas Marco Rubio tem estado melhor, apesar de não ter vencido qualquer eleição. O mês de Março também vai definir qual o adversário de Trump. Na minha opinião o senador da Florida vai surpreender, o que dificulta a ascensão do senador do Texas. 

Neste momento, Hillary Clinton e Donald Trump são os favoritos também pela capacidade em angariar mais financiamento. No entanto, ao nível do apoio por parte do partido, Trump também começa a ser "endorsado", como aconteceu com o governador de New Jersey e antigo candidato presidencial, Chris Christie.


sábado, 27 de fevereiro de 2016

Figuras da Semana

Por cima

Donald Trump - O empresário norte-americano venceu o caucus do Nevada, tendo sido a terceira vitória em quatro possíveis. O mais importante para Trump é verificar que o principal adversário, Ted Cruz, começa a ficar para trás. Na próxima Terça-Feira o empresário não precisa de vencer em número de Estados ou delegados, bastando manter a distância para o segundo classificado, que pode vir a ser Marco Rubio. Caso seja o principal vencedor da noite, a nomeação é uma questão de dias porque, como se viu no último debate, já se encontra numa posição de superioridade relativamente aos dois rivais. 

No Meio

Síria - O cessar-fogo já está em vigor na Síria. No entanto, ninguém sabe até quando porque o problema não se resume só a uma vontade de egos por parte da Rússia e dos Estados Unidos. O grande vencedor desta paz podre é o regime de Bashar al-Assad e o Estado Islâmico. O primeiro ganha mais tempo no poder, enquanto o segundo continua a espalhar o terror dentro e fora da região.

Em Baixo

Bloco de Esquerda - O cartaz do Bloco de Esquerda para festejar a aprovação da lei da adopção pelos homossexuais constitui mais um erro na péssima propaganda do partido. O poder subiu à cabeça dos bloquistas. Isso não tem mal nenhum, tendo em conta que, pela primeira vez, o rumo da governação depende da vontade do partido. O problema é que se tudo correr mal e a legislatura não durar quatro anos, os bloquistas voltam a ser uma força insignificante, já que, algum eleitorado vai fugir para a direita. A mensagem política no cartaz saiu ao lado.

sexta-feira, 26 de fevereiro de 2016

Os cartazes do BE

O cartaz do Bloco de Esquerda em que festeja a promulgação da lei que permite aos casais homossexuais adoptarem crianças é de mau gosto, o que levou a antiga candidata presidencial Marisa Matias a admitir que se tratou de um erro. 

A imaginação do Bloco de Esquerda não consegue ir mais além do que gozar com a imagem de Cristo. De certeza que existem católicos no partido. A mensagem não passou, pelo que, resto aos responsáveis do marketing retirarem o cartaz. 

O BE perde todos os argumentos políticos com este tipo de acções. Não há nenhuma mensagem importante nem sequer a comemoração de uma luta que se travou durante anos. A única coisa que merece ser comentada é a imagem e a frase no cartaz. Tudo o resto passa para segundo plano por culpa própria dos dirigentes bloquistas. 

quinta-feira, 25 de fevereiro de 2016

TAP vai continuar a voar baixinho

As polémicas recentes em torno da privatização da TAP e o fim dos voos regulares a partir do e para o Porto são prejudiciais para a empresa, que necessita de dinheiro urgente. No primeiro caso, sou favorável à privatização total, mas no segundo estou com o Presidente da Câmara do Porto. No entanto, pode ser que haja espaço para companhias estrangeiras actuarem no Aeroporto Francisco Sá Carneiro.

A manobra do governo para ficar com metade do capital da empresa só aconteceu porque António Costa quis dar um sinal aos parceiros da esquerda que iria cumprir as promessas eleitorais. Espero que sejam os donos da Gateway a mandar na companhia, já que, são os únicos com capacidade para injectar dinheiro. O problema tem a ver com a atitude cínica do executivo. Isto é, por um lado aceita que sejam os privados a mandar, mas por outro, controla a actuação de Nielemman e Humberto Pedrosa. A actual partilha só vai prejudicar a empresa que está condicionada aos desejos do PCP e Bloco de Esquerda. 

Por estas razões, a TAP não terá capacidade para crescer, pelo menos, enquanto o executivo socialista continuar no poder. As empresas não deveriam estar sujeitas às mudanças de cor política em São Bento. Não faz sentido continuar a manter companhias na esfera do Estado, quando não é possível criar riqueza e só dão prejuízo. O caso da RTP é um exemplo de sucesso de gestão. No mesmo dia em que a nova administração tomou posse, acabaram os comentários de pessoas ligadas aos partidos. Ora, a TAP também não pode voar com o emblema de qualquer força partidária, mas tem de o fazer com a bandeira portuguesa.

quarta-feira, 24 de fevereiro de 2016

Trump power


O empresário norte-americano voltou a vencer uma eleição. A vitória no Nevada representa a terceira em quatro primárias realizadas, o que garante uma vantagem importante no número de delegados antes da Super Terça-Feira. No entanto, o factor moral é mais relevante do que qualquer delegado. 

Neste momento, Donald Trump está a criar uma dinâmica de vitória, que lhe permite ficar em primeiro após a realização das 13 primárias no próximo dia 1 de Março. Ou seja, o milionário é o único que não contar o número de Estados ou delegados ganhos para reclamar vitória. 

Durante a semana as preocupações no seio do Partido Republicano irão ser maiores, tendo em conta os resultados no New Hampshire, Carolina do Sul e Nevada, não só pelo "momentum" de Trump, mas por causa do fraco desempenho de Ted Cruz. O senador do Texas conta com três terceiros lugares, sendo que, dois deles foram atrás de Marco Rubio. 

terça-feira, 23 de fevereiro de 2016

Teste decisivo para Ted Cruz, Ben Carson e John Kasich

O caucus do Nevada é o último teste para os republicanos antes da Super Terça-Feira. A eleição será decisiva para Ted Cruz, Ben Carson e John Kasich. O primeiro tem desiludido devido aos maus resultados no New Hampshire e Carolina do Sul. No primeiro Estado não aproveitou a vitória galvanizadora no Iowa, permitindo a Trump ter o primeiro "momentum" nestas eleições. Na eleição de sábado o senador do Texas ficou atrás de Marco Rubio, mesmo que tenha sido por duas décimas. No entanto, um terceiro lugar não tem efeitos positivos num candidato à Casa Branca. 

A grande diferença entre Cruz e Rubio que disputam o eleitorado mais conservador tem a ver com o discurso. O primeiro não consegue galvanizar a plateia, enquanto o segundo fala como líder. Na minha opinião, isso poderá fazer a diferença nas próximas primárias, já que, os norte-americanos gostam da forma como alguém tenta conquistar o voto. Cruz passa o caucus do Nevada, mesmo se tiver um mau resultado. Contudo, se isso acontecer tem de ganhar a Super Terça-Feira em número de delegados a Trump e Rubio, não bastando ter vitórias morais. 

Os dois últimos candidatos referidos também estão a ter fracas prestações, sobretudo Ben Carson, porque John Kasich obteve um segundo lugar no New Hampshire, que lhe garante a manutenção na corrida durante o mês de Março. Não percebo a manutenção da candidatura do neurocirurgião. 

Neste momento, Trump e Rubio são os grandes vencedores das três primárias realizadas. O empresário ganhou duas vezes, o que lhe dá força psicológica e financeira. O senador da Florida tem vindo a galgar terreno, sendo que, a desistência de Jeb Bush vai proporcionar mais financiamento e apoios importantes. 

segunda-feira, 22 de fevereiro de 2016

A América é um lugar engraçado

As eleições norte-americanas mostram o lado mais bonito da América enquanto país. Os discursos políticos que temos vindo a assistir, em particular no dias das eleições, são um misto de encenação com sentimento. Ou seja, os candidatos preparam cuidadosamente cada palavra, mas tudo aquilo também é proveniente do coração. 

Ao mesmo tempo descobrimos a força mobilizadora de Trump como conservadorismo em Ted Cruz e Marco Rubio. No entanto, existe um factor comum que se chama família. Todos fazem questão de apresentar a família quando se dirigem para o palco. 

As eleições norte-americanas proporcionam sempre momentos como este, de análise substancial sobre o que está por detrás de cada concorrente. Se estamos perante uma máquina organizada ou um sentimentalista. 

Ao longo de um ano conseguimos descobrir o pais por dentro, mesmo estando sentado no outro lado do Mundo. Não é por acaso que o acto eleitoral norte-americano tem esta particularidade de percorrer os 52 Estados em momentos diferentes, já que, cada um deles tem eleitorado diferente que precisa de ser conquistado com atitude e discursos distintos. 

sábado, 20 de fevereiro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

David Cameron - O primeiro-ministro britânico, David Cameron, conseguiu excelentes condições para o Reino Unido, que nem os eurocépticos vão conseguir contestar. As condições financeiras são excelentes, bem como algumas matérias relacionadas com os imigrantes. A vitória no referendo está conseguida, apesar da discussão europeia continuar a ser discutida, mas isso não será problema para o chefe do governo que estará de saída após cumprir todos os objectivos a que se propôs ao longos dos 10 anos de mandato. 

No Meio

Filipe Anacoreta Correia - O centrista ameaçou várias vezes candidatar-se, mas nunca o fez. Criou movimentos e deixou sempre a ideia que iria a jogo. Numa altura em que é benéfico haver discussão no CDS, o deputado não se candidata com o argumento de apoiar Assunção Cristas. A razão deve ser aplaudida, mas a partir de agora Anacoreta Correia não pode voltar a pedir lugares em troca de estar calado.

Em Baixo

Carlos Costa - O governador do Banco de Portugal tem estado debaixo de todas as críticas, em particular do Partido Socialista, Bloco de Esquerda e do PCP. Neste momento, nem sequer conta com o apoio da Direita que o segurou durante muito tempo no cargo. PSD e CDS-PP não fazem críticas cerradas, mas também não querem a passividade demonstrada durante as crises do BES e do BANIF. Carlos Costa tem de sair pelo próprio pé enquanto ainda lhe resta alguma honra. 

sexta-feira, 19 de fevereiro de 2016

Cameron regressa a Londres com uma vitória na Europa

As várias horas que durou o Conselho Europeu sobre a saída do Reino Unido da União Europeia, ou a manutenção, acabaram num acordo entre os 28 Estados-Membros. Independentemente do que estiver no texto, a vitória será sempre para o primeiro-ministro britânico que provocou um terramoto político na Europa com as novas exigências. O mais importante para Cameron é chegar a Londres e convencer os eurocépticos do partido, mas sobretudo os britânicos. Em relação aos primeiros, nem todos estarão de acordo. No entanto, Cameron pretende ganhar a população através do referendo europeu e dessa forma calar os colegas ministros e deputados mais barulhentos. 

O acordo não garante reforço político imediato ao Reino Unido, mas no futuro poderá haver alterações. Ou seja, com a entrada dos novos líderes europeus, o próximo chefe do governo britânico vai beneficiar do trabalho realizado por Cameron, que sai antes de 2020. Isto é, quem vier a seguir tem um acordo com força para ser a voz principal na Europa, obtendo também uma revisão dos tratados. 

Os passos dados por Cameron têm sido correctos. Por isso tem conquistado vitórias importantes, a nível pessoal, partidário e nacional. Nenhum  primeiro-ministro britânico fez finca pé à Europa, preferindo estar sempre com uma mão dentro e outra fora para agradar aos eurocépticos e aos que são favoráveis à integração europeia, como o Partido Trabalhista. O referendo permite tirar todas as dúvidas sobre o posicionamento de todos, mesmo que o resultado seja equilibrado. Haverá sempre um vencedor e um vencido. 

Por fim, a iniciativa britânica revela as fragilidades da União Europeia. A Europa será sempre um espaço de debate e confrontação, como tem acontecido em vários países com a realização de vários referendos sobre matérias distintas. Contudo, sempre que um país ameaça bater com a porta os restantes correm logo para apagar os fogos, acabando por aceitar as exigências. Também foi assim no Eurogrupo com a ameaça da Grécia sair da zona euro. Isto revela falta de uma liderança, de um rosto que represente todos os cidadãos, mas também de pouca união relativamente às políticas que permitem a existência das recentes crises que aconteceram em 2015. 

quinta-feira, 18 de fevereiro de 2016

O futuro presente do CDS

No próximo dia 12 de Março os centristas escolhem a nova liderança. Assunção Cristas é a única candidata assumida, mas deverá haver uma alternativa até ao dia do conclave. 

O que importa discutir nos próximos tempos tem a ver mais com a ideologia do que com nomes, caras ou se o próximo líder é melhor ou pior do que Paulo Portas. O mais importante será construir um caminho político e ideológico para o partido conquistar definitivamente o eleitorado, além de agarrar aquele que lhe pertence, mas costuma fugir para o PSD e sobretudo os jovens que também dão votos ao Bloco de Esquerda. 

O partido tem de agarrar a juventude portuguesa de uma vez por todas. Num tempo complicado para os jovens, será necessário chegar a eles através de políticas que lhes permitam ter esperança, mas também que encontrem no partido uma voz para defender algumas situações menos correctas relativamente ao percurso profissional. Ou seja, criar uma linha mais centrista com preocupações mais sociais. 

O liberalismo não é o caminho ideal para o CDS, embora Paulo Portas tenha representado uma viragem à direita, mas com forte incidência na democracia-cristã. 

Os próximos tempos serão exigentes porque o PSD fará o caminho sozinho ao manter Passos Coelho na liderança, o que significa reforçar a posição de partido com o maior número de deputados na Assembleia da República. 

quarta-feira, 17 de fevereiro de 2016

Bernie Sanders obriga Hillary a dar o litro na campanha

A entrada de Bernie Sanders na corrida democrata à Casa Branca foi o melhor que aconteceu a Hillary Clinton. Todos previam um passeio da antiga secretária de Estado norte-americana até à eleição geral de Novembro, mesmo quando o senador do Vermont anunciou a candidatura. No entanto, as eleições no Iowa e New Hamsphire mostram o contrário. A ex-primeira-dama quer voltar à Casa Branca num papel diferente,, mas vai ter que lutar muito para conseguir a nomeação. Sanders vai obrigar Clinton a ter que ir a jogo e a falar sobre situações mais complicadas para a sua candidatura. 

As duas questões que a preocupam mais são as dúvidas relativamente à utilização do e-mail pessoal para questões de Estado e a falta de ideias com que se apresentou nos actos eleitorais realizados. Nos dois assuntos não se conseguiu defender preferindo optar por não responder às questões levantadas por Bernie Sanders. Tem sido uma constante nos debates e sessões de esclarecimento organizados pelos meios de comunicação social norte-americanos. A postura com que encara o adversário não é a mais correcta porque já lhe custou uma derrota pesada no New Hampshire e uma curta vitória no Iowa. Neste momento, Hillary ainda não cantou vitória com convicção. 

Nas sondagens Sandes tem vindo a encurtar distâncias, o que revela aumento de popularidade. A única forma de Clinton conquistar os norte-americanos passa por responder às perguntas mais difíceis, como tem acontecido no confronto entre os republicanos. Mesmo que não estejamos de acordo com a forma, os candidatos da direita não se refugiam no vazio quando são confrontados com questões mais complicadas. 

terça-feira, 16 de fevereiro de 2016

Maus candidatos republicanos

A campanha eleitoral nos republicanos não tem sido esclarecedora, mesmo quando estão apenas seis candidatos e os debates contam com mais conteúdo. No entanto, isso não se verificou no último confronto dos republicanos, tendo havido bastantes ataques pessoais e pouca discussão política, nomeadamente sobre questões importantes para o futuro dos Estados Unidos. 

O principal culpado chama-se Donald Trump que tem feito uma campanha miserável com nenhum conteúdo ideológico, estando mais preocupado em pegar nos fait divers. A discussão entre Ted Cruz e Marco Rubio também não é a mais saudável com os dois hispânicos sempre a lutarem um contra o outro. 

O problema tem a ver com a posição que ocupam os candidatos. Não são figuras secundárias, mas todos potenciais vencedores da nomeação republicana para tentar ser Presidente dos Estados Unidos em Novembro. Espero que o avanço nas primárias corresponda a mais qualidade por parte destes candidatos que ainda não chegaram ao topo. 

segunda-feira, 15 de fevereiro de 2016

As relações virtuais

As relações virtuais têm um aspecto curioso. O de sermos todos amigos, mesmo com as pessoas que não conhecemos ou nem sequer gostamos. O mais interessante são a forma como começamos ou terminamos esse tipo de relações. Ou seja, um simples ADD FRIEND ou UNFRIEND resolve o problema sentimental. 

Nos dias que correm já nem é preciso telefone porque basta uma mensagem via facebook ou twitter para contactar com outra pessoa. Ninguém vai à caixa de mensagens do telemóvel, mas à das redes sociais. Também estamos sempre a verificar as notificações que nos chegam todos os minutos. 

O tipo de relações que se estabelecem nas redes sociais são mais perigosas do que benéficas. Podemos cair facilmente no engano através de uma simples mensagem via net. O mesmo não acontece pelo telefone onde se consegue perceber o estado de alma do outro. As desilusões são mais do que as alegrias porque a desconfiança é maior. 

domingo, 14 de fevereiro de 2016

Olhar a Semana - Tremor de terra provocado por António Costa

A tentativa de António Costa culpar o PSD por uma eventual queda do executivo para ser aproveitado nas próximas eleições esbarrou na coerência de Pedro Passos Coelho. O líder social-democrata recusa dar a mão ao PS quando os partidos da esquerda tirarem o tapete a este governo, o que já aconteceu na questão do Banif e vai suceder na elaboração para o Orçamento de Estado 2017, ou mesmo no Pacto de Estabilidade e Crescimento.

O primeiro-ministro já está a utilizar a mesma estratégia de Sócrates quando teve de se demitir após o PEC ter sido chumbado na Assembleia da República. Costa percebe que não terá apoio inequívoco da esquerda, sobretudo do PCP durante os quatro anos da legislatura. Como sabe isso tenta influenciar o PSD e Passos Coelho na campanha eleitoral interna dos sociais-democratas. Talvez o chefe do governo queira a queda do actual líder para ter alguém mais conveniente. 

O desespero de Costa é evidente. Aos poucos deixa os partidos que o colocaram no lugar que ocupa para ter o apoio do PSD, sabendo que o CDS estará sempre contra, mesmo não estando Paulo Portas na liderança do partido. A única salvação chama-se Pedro Passos Coelho. No entanto, o ex-primeiro-ministro não lhe vai dar a mão, mas também não tira o tapete, preferindo que sejam outros a ficar com essa responsabilidade. 

Ao fim de três meses do governo socialista percebemos que a estabilidade não é a imagem de marca deste executivo. As principais críticas chegam da esquerda e não da direita. O PSD tem tido uma oposição responsável como prometeu o líder, colocando sempre os interesses de Portugal em primeiro lugar. O CDS como está sem liderança não pode ter uma avaliação rigorosa. 


sábado, 13 de fevereiro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Bernie Sanders/Donald Trump - Os dois candidatos "anti-sistema" venceram as primárias do New Hampshire com enorme vantagem sobre os restantes adversários. O milionário norte-americano ascendeu à primeira posição do número de delegados. Por seu lado, Bernie Sanders confirmou o excelente resultado no Iowa. Neste momento, a popularidade dos dois está em alta, bem como a atenção por parte da comunicação social norte-americana e internacional. A única dúvida que se coloca relativamente a estes dois candidatos é saber se as respectivas lideranças são benéficas para a democracia estado-unidense.

No Meio

TAP - A privatização e a reversão da TAP motivou várias opiniões. No entanto, o que está a causar mais problemas é o fim das ligações a partir do Porto para o estrangeiro. Rui Moreira tem razão naquilo que defende porque a região vai perder muito sem voos directos do e para o estrangeiro. A criação de uma nova empresa de aviação nortenha seria o melhor para o Porto, mas também para o país que fica a ganhar com mais concorrência. 


Em Baixo

António Costa/Mário Centeno - A brincadeira em torno do OE 2016 continua com o primeiro-ministro e o ministro das Finanças a serem os principais protagonistas desta confusão. O chefe de governo garante que não são necessárias mais medidas de austeridade, mas o chefe das contas públicas afirma o contrário. Ora, a bem do país quem está diz a verdade? Ninguém sabe, já que, António Costa recusa responder às perguntas sobre o assunto no Parlamento, ao mesmo tempo que engole as críticas do parceiros parlamentares. 

sexta-feira, 12 de fevereiro de 2016

Divisões no "establishment" republicano

O resultado das primárias no New Hampshire provocaram um alarme nas elites republicanos. A vitória de Trump causou incómodo, mas o problema foi o segundo lugar de John Kasich e a péssima prestação de Marco Rubio. Jeb Bush continua a falar muito e a produzir pouco. 

Neste momento, o denominado "establishment" republicano conta com dois candidatos. São eles Marco Rubio e John Kasich. Um dos dois será a cara das elites a partir da Super Terça-Feira no dia 1 de Março, pelo que, as primárias da Carolina do Sul e o Caucus do Nevada são fundamentais para definir quem recebe o apoio do dito "establishment". Após as duas últimas eleições de Fevereiro só pode haver um candidato desta área para lutar contra Donald Trump e o conservadorismo de Ted Cruz. 

A minha aposta vai para Marco Rubio porque John Kasich não tem a capacidade política, oratória e mobilização do senador da Florida. No entanto, o governador do Ohio conta com um segundo lugar, enquanto Rubio tem apenas um terceiro, sendo que, no Iowa não teve de competir directamente com Kasich. 

Nos próximos 15 dias a corrida nos republicanos não se vai resumir a um confronto entre Donald Trump e Ted Cruz. As várias ideologias que concorrem nesta eleição também pretendem vencer noutros aspectos, como a notoriedade popular, apoio financeiro e minutos nos meios de comunicação social. A única desvantagem de ter tantas candidaturas activas durante muito tempo tem a ver com os ganhos dos democratas. em particular para Hillary Clinton. 

quinta-feira, 11 de fevereiro de 2016

Os novos e bons Conselheiros de Estado

As escolhas que Marcelo Rebelo de Sousa fez para o novo Conselho de Estado parecem acertadas. Os nomes são pessoas com capacidade para decidirem consoante o interesse nacional nas alturas em que seja necessário pulso firme para evitar uma crise política. Os sinais provenientes do Parlamento mostram que iremos ter vários problemas durante a legislatura que não deve chegar ao fim. Perante o cenário de instabilidade vai ser necessário actuar com responsabilidade e frieza, embora saibamos que Marcelo Rebelo de Sousa pretende ser o centro das atenções, o que não é compatível com a personalidade de António Costa. 

As figuras propostas pelo novo Chefe de Estado e pelos partidos não vão ser apenas figuras decorativas porque Marcelo disse na campanha eleitoral que queria reunir o Conselho de Estado quatro vezes por ano. No entanto, isso pode ser uma interferência na vida parlamentar do país, bem como na acção do governo. Ou seja, os Conselheiros estarem a colocar o primeiro-ministro entre a espada e a parede, já que, o próprio António Costa também faz parte do órgão consultivo do Presidente. 

A partir de agora o Conselho de Estado deixará de ter funções consultivas para ter acções executivas. 

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2016

Donald e Bernie são os homens do momento

As vitórias de Donald Trump e Bernie Sanders no New Hampshire revelam que as eleições norte-americanas vão ser disputadas até ao fim, mesmo com o favoritismo de Hillary Clinton nos democratas. Não acredito que Bernie Sanders vença a nomeação, mas vai obrigar a ex-primeira-dama a falar verdade relativamente aos valores, mas também sobre os vários escândalos que surgiram. Hillary Clinton tem mostrado poucas ideias porque sente que tem a eleição na mão. 

Nos republicanos todos temem Donald Trump, mas ninguém quer o conservadorismo de Ted Cruz na Casa Branca, pelo que, Marco Rubio é o homem preferido das elites. No entanto, o mau resultado no New Hampshire volta a colocar o senador da Florida em baixo. Rubio não tem rival à altura, pelo que, o establishment republicano vai ter de o apoiar mesmo que venham mais derrotas. John Kasich e Jeb Bush não estão à altura do desafio e devem desistir pelo menos durante o mês de Março. 

O principal aspecto da segunda noite eleitoral é o ressurgimento de Trump e Sanders. Os dois candidatos anti-sistema, com pouca ideologia, mas sendo homens de sucesso, regressaram à lutar, em particular o republicano. A vitória no New Hampshire vai trazer mais dinheiro para a campanha. Nesta altura, todos imaginam como seria a eleição geral entre os dois concorrentes. No entanto, ninguém tem uma resposta para a pergunta.  

terça-feira, 9 de fevereiro de 2016

A derradeira oportunidade para Trump

A eleição no New Hampshire tem cariz decisivo para Donald Trump. O empresário perdeu no Iowa e no dia seguinte estava a atacar Ted Cruz, mesmo tendo ficado com mais um 1% do que Marco Rubio. Trump precisa de uma vitória convincente para não ser ridicularizado por aqueles que têm ideias para o país. 

As sondagens favorecem o milionário, mas os eleitores no New Hampshire são especiais dos outros. Em primeiro lugar porque são independentes e não decidem em função da militância partidária, mas por causa da ideologia. Em segundo lugar, qualquer pessoa pode exercer o voto negativo. Isto é, escolher num candidato para impedir que outro vença a eleição. 

As duas eleições de Fevereiro são cruciais para Trump. Os resultados do New Hampshire e da Carolina do Sul irão escolher quem segue em frente, em particular os candidatos que têm possibilidades de concorrer à famosa Super Terça-Feira no dia 1 de Março. Ou seja, Trump precisa de dois bons resultados para estar ao mesmo nível dos adversários a partir dessa data, senão, a corrida republicana será apenas entre Ted Cruz e Marco Rubio. 

segunda-feira, 8 de fevereiro de 2016

Os novos centros de conflito

Os conflitos na Síria e na Líbia mostram que o Médio-Oriente vai ser um problema para os próximos anos, sobretudo para o próximo Presidente dos Estados Unidos. O novo inquilino da Casa Branca não pode ignorar o problema por dois factores. O primeiro tem a ver com o crescimento da ameaça terrorista, em particular do Estado Islâmico. O grupo conquistou território no Iraque e na Síria, mas também pretende aproveitar o vazio político na Líbia. A segunda razão que preocupa a ordem internacional é o aumento da influência do Irão. Teerão e a Arábia Saudita querem ser a força dominante na região, sendo que, a queda de Bashar al-Assad e as mortes de Saddam Hussein e a Gaddaffi, os dois países encontraram espaço para ascenderem politicamente. 

O recente acordo nuclear celebrado entre Teerão e as restantes potências mundiais tem tudo para pacificar o clima, mas a nova administração norte-americana pode estragar tudo. No caso de ser eleito um presidente republicano, haverá conflito, sobretudo se a promessa de rasgar os contratos for cumprida. Por outro lado, se Hillary chegar ao poder, o que está em causa é a posição de Israel. A democrata pretende proteger ainda mais o Estado judaico do que fez Barack Obama, abrindo feridas nos principais inimigos, nomeadamente o Irão.

A Primavera Árabe iniciada pelas populações locais terminou em guerra civil. 

sábado, 6 de fevereiro de 2016

Figuras da Semana

Por Cima

Ted Cruz - O republicano venceu o Caucus no Iowa, embora com uma curta vantagem sobre Donald Trump e Marco Rubio. No entanto, a vitória promete mudanças nas sondagens no New Hampshire. O senador do Texas tem sido a grande figura positiva da campanha eleitoral, pelo que, o resultado não é surpreendente. Cruz e Rubio são os únicos republicanos e mesmo comparando com os concorrentes democratas, com capacidade para evoluírem ao longo das primárias. Tenho a certeza que ainda não conhecemos todas as ideias do vencedor. 

No Meio

António Costa -  O Orçamento de Estado para 2016 deverá ser aprovado, mas, nos últimos anos nunca tivemos um documento que causasse problemas. Os avisos de Bruxelas são para ser levados a sério, mesmo que os partidos que apoiam o PS pretendam romper com a ditadura europeia. O problema do primeiro-ministro é ter que levar constantemente com as críticas de Bloco de Esquerda ou Partido Comunista Português. Neste momento, Costa ainda não conseguiu unir as forças que o ajudaram a chegar ao poder. 

Em Baixo

Donald Trump - A derrota no Iowa não é o único factor negativo da semana. O empresário acusou Ted Cruz de fraude eleitoral no caucus e pretende a repetição do escrutínio. Trump não se deveria focar apenas no vencedor porque esteve quase a perder o segundo lugar para Marco Rubio, o que seria humilhante. O mau perder tem tido efeitos negativos nas sondagens. As primárias do New Hampshire são decisivas, já que, lidera as sondagens. Em caso de derrota, a Carolina do Sul é a última oportunidade. 


sexta-feira, 5 de fevereiro de 2016

Às voltas com o Orçamento

A história em torno do Orçamento de Estado para 2016 fica na história como o primeiro erro do governo liderado por António Costa. Os partidos que apoiam os socialistas estão livres de qualquer responsabilidade em caso de falhanço. Pelo menos a nível político. 

As contas dos socialistas não batem certo e a Europe prevê 3,4% de défice. No entanto, o executivo acredita no milagre das rosas. 

Os episódios negativos têm sido uma constante ao longo do mês de Janeiro. Para evitar o chumbo de Cavaco Silva, António Costa retardou a apresentação do documento, mas vai levar nas orelhas de Marcelo Rebelo de Sousa. Será o primeiro grande embate entre o governo e o novo Chefe de Estado.

O tempo novo anunciado por António Costa é definitivamente um regresso ao passado de despesa socialista. O mais grave passa pela despreocupação por parte do novo primeiro-ministro, sendo que, o PCP e o BE colocaram o PS entre a espada e a parede relativamente à postura que Portugal tem de ter com Bruxelas. 

quinta-feira, 4 de fevereiro de 2016

Eleição negativa de Trump

O caucus do Iowa foi uma derrota para Donald Trump porque esperava uma vitória para cimentar a candidatura à Casa Branca. O New Hamsphire é a segunda oportunidade para o candidato mostrar que tem força e popularidade junto dos norte-americanos. O empresário tem de vencer uma das primárias de Fevereiro para encarar a Super Terça-Feira com mais optimismo.  

A forma como tem feito a campanha não tem sido a mais inteligente porque só está a atacar o principal rival. A acusação de fraude eleitoral no Iowa por parte de Ted Cruz e respectiva repetição não pode ser levado a sério por uma pessoa que conseguiu na vida profissional construir um império. Ora, o milionário mostra uma faceta diferente nesta campanha eleitoral, preferindo optar pelos aspectos negativos. Nem Mitt Romney chegou a este ponto. 

A estratégia de Trump varia consoante o lugar que ocupa na classificação. Quando estiver em primeiro fala para o eleitorado, se descer para segundo ou terceiro lugar o alvo será Ted Cruz ou Marco Rubio. Ou seja, Donald Trump pretende passar ao ataque para mostrar que está por cima do rival mais próximo. 

O discurso do republicano tem sido sempre negativo, o que lhe provocou uma amarga derrota na primeira ronda. 

quarta-feira, 3 de fevereiro de 2016

David Cameron com mais força dentro e fora do Reino Unido

O Reino Unido e a União Europeia chegaram a um princípio de acordo para a manutenção do país na organização. Apesar das novas condições e da vitória do primeiro-ministro, as dificuldades não acabaram, já que, ainda vai haver um referendo, o Conselho Europeu tem de dar luz verde e o eurocepticismo continua a ser uma realidade na ilha britânica. 

As negociações podem permitir ao Reino Unido ter mais peso no seio da comunidade europeia em termos económicos, embora seja difícil conquistar uma posição de superioridade política porque a Alemanha e a França têm o apoio da maior parte dos países, sobretudo escandinavos, bem como a Itália e a Espanha. Os esforços britânicos ainda são entendidos como uma vontade egoísta do que para permitir aos restantes países alcançarem a igualdade que reclamam. 

Neste momento, o primeiro-ministro David Cameron tem razões para sorrir porque consegue uma dupla vitória. Em termos internos e externos. A nível externo consegue o apoio da Comissão, Alemanha e Polónia. Internamente tem tudo para garantir uma vitória no referendo europeu e aumentar a importância no seio do Partido Conservador. A maioria absoluta não lhe cria problemas, mas controlar os eurocepticos do partido também representa um ganho político. Por fim, pode sair antes das eleições de 2020 ou nem sequer recandidatar-se. Vai sair sempre por cima, além de deixar a oposição sem argumentos, o que facilita o caminho do sucessor. Uma terceira vitória consecutiva dos conservadores nas legislativas será sempre "culpa" do chefe de governo.  

terça-feira, 2 de fevereiro de 2016

Iowa cria expectativas altas para o New Hampshire

O caucus no Iowa foi bastante emocionante, já que, só no final da contagem dos votos se conheceram os vencedores republicanos e democratas. No caso dos segundos houve praticamente um empate técnico, mas Hillary Clinton teve mais votos e delegados do que Bernie Sanders. No entanto, não deixa de ser também uma vitória para o senador do Vermont, que tem vantagem nas sondagens do New Hampshire. 

Nos republicanos, Donald Trump não conseguiu atingir o objectivo. Ted Cruz venceu a eleição, mas com uma margem pequena relativamente ao segundo classificado. Marco Rubio obteve um excelente resultado, ficando apenas a um ponto percentual de Trump e a quatro do senador do Texas. A partir de hoje a corrida ganha um novo interesse porque são três galos para o mesmo poleiro nas duas próximas primárias. 

Todos os candidatos reclamaram vitória no tiro de partida para uma eleição que deverá ser bastante renhida nos próximos dois meses. Em caso de emoção no New Hampshire e Carolina do Sul vamos ter a Super Terça-Feira no dia 1 de Março mais interessante dos últimos anos. Tenho a certeza que até ao final do mês de Março nenhum candidato dos dois lados se vai destacar. 

Neste momento todos partem para o New Hampshire com sentimento de vitória, embora se tenha notado algum desapontamento em Donald Trump porque pretendia testar a popularidade a partir do Iowa.  

segunda-feira, 1 de fevereiro de 2016

O maior espectáculo político do mundo

As eleições primárias norte-americanas começam hoje no Iowa. O caucus naquele Estado é o pontapé de saída para encontrar o substituto de Barack Obama na Casa Branca. Os republicanos apresentam-se com 12 candidatos, sendo que, no Verão passado foram 16. No entanto, alguns desistiram e é provável que mais venham a abandonar após a realização das três primárias marcadas para o mês de Fevereiro no Iowa, New Hampshire e Carolina do Sul. 

Nos democratas e republicanos há dois candidatos que se destacam dos restantes. À esquerda temos Bernie Sanders e Hillary Clinton, enquanto na direita os favoritos são Donald Trump e Ted Cruz com Marco Rubio bem posicionado na terceira posição. 

Os outros concorrentes republicanos podem vir a ser úteis no final das primárias, já que, os delegados conquistados serão úteis para qualquer um dos favoritos garantir a nomeação na Convenção republicana. 

A corrida democrata também será interessante de acompanhar, mas Hillary Clinton tem condições para conquistar os delegados necessários antes do Verão, sendo que, os resultados de Bernie Sanders em Fevereiro também ditam o seu futuro na campanha. O senador do Vermont tem vantagem nas sondagens no New Hampshire. 

As eleições acontecem num ano em que o Presidente Barack Obama está empenhado na luta contra o terrorismo, em derrubar Bashar Al-Assad do poder na Síria e procurar entendimentos com o Irão. 
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